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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Portalegre: Na encosta, ridente alegria…

Foto original DAPL. 2018. jpg

 

Portalegre, “Momentos de Poesia” e Régio

 

JOSÉ RÉGIO (Vila do Conde, 1901 – 1969), pseudónimo de José Maria dos Reis Pereira, viveu grande parte da sua vida em Portalegre, onde foi Professor de Português e Francês, no antigo Liceu Nacional, de 1929 a 1962, ano em que se aposentou. Manteve-se na Cidade até 1966, regressando a Vila do Conde, sua terra natal, onde viria a falecer em 1969.

Está indubitavelmente ligado à Cidade e esta, a Régio. A sua ação cívica na Cidade e no País foi, todavia, bem mais vasta do que a sua condição de Professor e Poeta, per si e só por si certamente bem importantes.

Comemoram-se este ano cinquenta anos da sua morte.

 

Momentos de Poesia que, desde 2006, vem desenvolvendo na “Cidade de Régio” um trabalho altamente meritório na divulgação da Poesia, dedicou o seu último evento poético, precisamente ao Poeta supracitado. No dia 21 de Março, “Dia Mundial da Poesia”, a partir das dezasseis e trinta, cerca de trinta pessoas percorreram as ruas da Cidade, desde a Praça da República, até ao Tarro, calcorreando a vulgarmente conhecida por “Rua do Comércio”. Num périplo por locais e espaços frequentados pelo Poeta, alguns emblemáticos e marcantes, como o Café Alentejano, o Central, o atual Café José Régio. Aí, disseram, declamaram, leram a Poesia de Régio.

Previamente a Organização do evento distribuíra e afixara cartazes com vários poemas do Autor, nas mais diversas lojas e comércios das ruas previstas de percorrer. Deste modo, o Poeta, a sua Poesia foram devidamente divulgados entre os transeuntes, os passantes, que os textos estavam nas montras, vários dias antes.

Também nos locais onde havia um cartaz com um poema, um elemento da comitiva lia esse mesmo poema na rua. Houve “Poesia na Rua”! Cantou-se o hino de “Momentos”!

Iniciativa de valor, esta. Parabéns à Organização. A todos os Participantes.

E Obrigado também!

 

Integrei-me na comitiva já ela vinha frente ao Conservatório. Acompanhei, ouvi, escutei, observei e gostei. E também participei!

E li os sonetos “Boneco Desfeito”, no Café Central e “Filho do Homem”, no Café José Régio.

E novamente Obrigado a Drª Deolinda Milhano e à Organização do evento, pelo trabalho de divulgação da Poesia de tão insigne Poeta e pela oportunidade de podermos também ter participação na efeméride.

Que assim também concretizei um dos meus objetivos para este ano. Que foi “Dizer Poesia” de um Poeta consagrado, ademais José Régio, um dos meus Poetas preferidos. E na sua Cidade… E no Café onde realizou tertúlia, tantos anos…

 

E ocorre-me perguntar:

E Portalegre, Cidade… oficialmente, como vai comemorar o Poeta e a sua Poesia?! (Pelo menos esta sua faceta, sem dúvida uma das mais conhecidas.)

Há uma ligação tão forte, tão marcante, entre Poeta e Cidade, que certamente existirão atividades. Que poderão envolver múltiplas e diversificadas entidades…

A Cidade ganharia muito em aproveitar esta “riqueza, recurso”, sei lá como designar, valor imaterial, que é potenciar globalmente a “Marca Régio” na Cidade. Tenho dito!

 

(A Rua, melhor, Ruas, ainda vulgarmente designadas de “Comércio”, já o tiveram, o comércio. Que este, hoje, se concentra quase exclusivamente fora dos espaços tradicionais. Decisões políticas tomadas há anos… cujas consequências se vivem, atualmente, numa cidade moribunda no seu miolo tradicional…

E soube, à saída do Café com o nome do Poeta, que havia outro evento simultâneo na “Velha Casa”. É caso para dizer que antes dois eventos, que nenhum… Mas alguma coordenação seria importante. Digo eu!)

 

“Surgiu no palco, um dia, um bailarino…”

«BONECO DESFEITO»

 

«ao ARTUR ESPANHA»

 

«Surgiu no palco, um dia, um bailarino,

Surgiu soberbamente nu, - jogando

Nas mãos ágeis de clown e de menino

Cem máscaras rodando, rodopiando…

 

Sobre um décor violento e sibilino

Cegamente bailou, tombou bailando,

Como se mais não fora seu destino

Que o seu bailado altivo e miserando.

 

No palco jaz agora um mutilado:

Jaz morto e nu, decapitado, olhado

Por milhões de olhos sem pudor nem vista.

 

… Que as máscaras sem fim que ele jogara

Não eram mais, talvez, que a própria cara

Dum desgraçado e humano ilusionista!»

 

 

In. “BIOGRAFIA” – José RégioOBRAS COMPLETAS – poesia – BRASÍLIA EDITORA – 6ª Edição – 1978. Pp. 69/70. (1ª Edição 1929)

 

A POESIA de JOSÉ RÉGIO (Vila do Conde, 1901 – 1969), é habitualmente bastante intimista, auto analítica, introspetiva. Fala muito de si mesmo, autoanalisa-se, de forma mais ou menos explícita. Escreve sobre Si, mas ao escrever sobre o próprio EU, projeta-se também nos e com os OUTROS, com os Outros Seres Humanos e, em suma, com a Humanidade. Sempre muito tocado pelo lado do Divino, a sua aproximação a Deus e, por demais, a Cristo, Deus feito Homem. Traduz uma das suas preocupações marcantes enquanto Homem e ademais como POETA!

Este livro citado, designa-se precisamente “BIOGRAFIA”. Nele, algumas das idiossincrasias do Poeta, mencionadas anteriormente, estão bem explícitas. A 1ª edição foi de 1929, tinha, José Maria dos Reis Pereira, 28 anos! A edição que possuo, sexta, é de 1979. Não sei se todos os poemas pertencem à 1ªedição.

 

Foto Original DAPL. 2018. Portalegre e sobreirais. jpg

 

 

Li, este poema, pela primeira vez em público, no Café Central – Portalegre, integrado no evento “MOMENTOS DE POESIA”, no passado dia 21 de Março – Dia da Poesia, evocativo de José Régio, que perfaz cinquenta anos da sua morte.

 

Ao reler este soneto, em 2011, dadas as suas caraterísticas tão de “poema visual”, associei à interpretação de Conan Osíris, na encenação, na coreografia, ao cenário, à estética visual do bailado, enquadrante da canção vencedora do Festival da Canção 2019!!!

Estranho?! Tente ler e visualizar as imagens sugeridas pelos versos… Sem preconceitos!

 

Ainda irei escrever um post sobre “Momentos de Poesia” e esse dia 21 de Março!

 

(A Fotografia, original DAPL - 2018 -, é obviamente de Portalegre e dos sobreirais, que tanto inspiraram o Poeta.)

 

 

Será Portalegre uma Cidade de Poesia?

Portalegre, Cidade...

 

Portalegre, porto ou porta / Na encosta, ridente alegria…”, escrevi, há alguns anos, sobre a Cidade de Régio.

Epifania  Primavera 2015. Original DAPL. jpg

 (Epifania da Primavera. Foto original DAPL 2015.)

 

E, nem de propósito, “Momentos de Poesia”, evento já com foros de Cidadania, da responsabilidade de Drª Deolinda Milhano, subordina-se no próximo Dia 21 de Março, a uma visita guiada e poética sobre as “Portas da Cidade”.

Sendo Portalegre um burgo de raiz medieval, ainda mantém parte da sua estrutura muralhada e algumas das portas que lhe davam acesso, estruturadas sob a forma de arcos de volta inteira, com maiores ou menores alterações epocais.

 

E tentando responder à questão formulada inicialmente, para se aperceber melhor dessa possibilidade, nada como palmilhar as ruas do povoado.

Miradouro Portalegre 2017. jpg

Mas eu atrevia-me a sugerir, algo mais inusual… Um passeio, a pé, subindo pela “Estrada da Serra”, até ao miradouro. (Estrutura, a que me atrevi de batizar de “Passadiço.) Pouco a pouco, contemplando a urbe, o seu enquadramento paisagístico, o seu casco construtivo, não tenho dúvidas que se perceciona uma visão muito mais poetizada da sua mole urbana, num soberbo cenário, englobando serra e campina alentejana…Perdendo-se nas lonjuras, quase se confundindo céu e terra. E sempre a perspetiva e recorte da Cidade e de alguns dos seus monumentos mais icónicos.

2017 Portalegre. Original DAPL. jpg

Mas ainda retornando à Poesia. É sintomático que, na Cidade, logo duas Escolas tenham escolhido como patronos, dois Poetas: Cristóvão Falcão e José Régio. É indubitavelmente uma prova da estima da Cidade pelos seus Poetas, não querendo esta afirmação dizer que eles são, em contexto natural, devidamente apreciados e lembrados pela sua Poesia. Que não são!

E na Cidade há grupos de resistentes que não esquecem a Poesia. Há “Momentos de Poesia”, evento pioneiro, a que já tive o grato prazer de assistir a algumas tertúlias, com enorme satisfação e constatado o trabalho altamente meritório que tem sido desenvolvido.

E existe e desenvolve também atividade poética um outro grupo designado “Amigos da Poesia”!

Haverá assim tantas Cidades no País, na dimensão e com as características de Portalegre, em que a Poesia seja celebrada regularmente em eventos poéticos?!

Não sei, não!

Ah! E voltando ao périplo pelas “Portas da Cidade”, lembrar que irão ser calcorreadas as vetustas ruas, iniciando-se a ronda pela Porta da Devesa, Portas do Crato, ainda existentes; pelas de Elvas e Évora, de que só já resta a memória. Pela de Alegrete, terminando na Porta do Postigo, atualmente desestruturada do seu local primitivo e encastrada na antiga muralha, alguns metros mais a sul.

 

Irei voltar a “Momentos de Poesia”, após a concretização do evento!

 

E, nem a propósito: porque não institucionalizar “Portalegre como Cidade de Poesia”?! (Fica a sugestão.) E ainda e já agora… calcorreando a Cidade.

Metem dó, tantos prédios, pelo casco antigo, ameaçando ruína. (Algo tristemente comum a muitas aldeias, vilas e cidades deste nosso Portugal!)

Paralelamente construiu-se, na Rua 1º de Maio, um “business center”, só o nome (!), entaipando-nos da Cidade, a vista espantosa da Serra da Penha; e a partir do IP2, a visão das muralhas. (E tão perto, quase se esboroando, o prédio da antiga loja do Srº Hermínio, prestes a implodir!)

E!... Que tanques, aqueles da Corredoura?! Saudosa, a lembrança do antigo lago e do cisne!

Carvalho Portalegre 2017.jpg

E, para quando replantar de árvores autóctones, carvalhais, aquele espaço?! E umas manchas de amendoeiras, como embelezariam aquelas encostas desprovidas de coberto arbóreo!

 

(Nota final: As fotos são originais DAPL - 2015 e 2017.)

delitodeopiniao.blogs.sapo.

"Momentos de Poesia" - Setembro 2017

"MOMENTOS de POESIA"

Momentos de Poesia Setembro 2017.png 

Congratulamo-nos com o regresso de "Momentos de Poesia"!

Saudamos e felicitamos a Iniciativa e a Organização deste evento, que dignifica a Cidade.

Parabéns a todos os participantes. 

Viva a Poesia. E José Régio!

Foto original DAPL 2017.jpg

 (Fotografia: original D.A.P.L.)

 

Superando o muro da indiferença e o cinzentismo do dia-a-dia,

O colorido inebriante da Poesia!

Substanciado em lindas Rosas de Alexandria!

“Momentos de Poesia” – Comemoração do 10º Aniversário

Lançamento de Livro

Momentos de Poesia Historial (e Poesia e Prosa de 48 autores)”.

 
 

Em devido tempo, divulguei no blogue a realização de evento comemorativo do 10º aniversário de “Momentos de Poesia”.

 

Realizou-se esse evento no passado domingo, dia 20 de Novembro, na sugestiva Sala José Régio, no Hotel com idêntico nome, "em Portalegre, Cidade..."

Espaço repleto, como acontecimentos assim merecem, ouviram-se palavras de parabéns e de agradecimento, manifestações de afeto e carinho.

Foi um bonito espetáculo, a que compareceram e onde intervieram pessoas de diferentes gerações.

É muito gratificante e auspicioso, vermos crianças e jovens a dizerem poesia, alguns da sua própria lavra, a executarem passos de dança, integrados num contexto em que a Poesia é o chamariz, mas a que também compareceram a Dança, que já nomeei, também a Música, o Fado e a Canção e, no final, até a Gastronomia. Tudo nobres Artes, sem desprimor umas das outras, que todas se entrelaçam e engrandecem mutuamente!

Não esquecendo o Hino a que instituição que se preze não se pode furtar.

 

A Palavra, nomeadamente a poética, isto é, a Poesia, foi a rainha.

 

Muitos dos presentes disseram, leram, palavras suas ou de outros para si relevantes, exprimiram sentimentos e emoções, trocaram galhardetes, nunca esquecendo o aniversariante, “Momentos de Poesia”, a “alma-mater”, os colaboradores, os participantes...

Sim, porque criar e manter um evento como “Momentos de Poesia”, num contexto em que o apelo à facilidade, à futilidade de ocorrências e acontecimentos, sem qualquer valor, mas que são promovidos a notícia de primeira página; praticamente sem divulgação comunicacional, poucos apoios… digo, conseguir fazê-lo chegar a dez anos, é Obra!

 

As felicitações, justas, foram apanágio dos “momentos” vividos; os “obrigados”, merecidos e os votos de continuação por muitos anos, um almejar de futuro.

 

E, dir-me-ão, que este texto é bastante subjetivo, omite nomes de participantes e intervenientes, não os identifica e relaciona com as respetivas intervenções. E, eu reconheço que tendes razão.

 

(E, como de subjetividade se trata, também realço a importância de rever amigos que já não via há algum tempo!)

 

Por diversas razões, não anotei sujeito e objeto da ação, a maioria das pessoas intervenientes não as identifiquei e registar apenas os nomes e ações dos que já conhecia ou que consegui fixar de memória, seria tremendamente injusto.

Optei por este modo de cronicar, porque não quero deixar de realçar e registar uma ocorrência de valor nesta “Cidade … cercada …”

 

Cercada, a Cidade num sentido lato, não apenas esta especificamente, cercada, friso, pelo muro da indiferença com que na sociedade em que vivemos atualmente se entaipam os Valores que enobrecem o Ser Humano. Se amesquinha o Direito ao exercício da Cidadania!

 

"Momentos de Poesia Historial" Capa livro 2016.jpg

 

E, como de Cidadania se trata, foi o aniversário de “Momentos”, também um momento, melhor, um tempo para o lançamento de um livro: “Momentos de Poesia Historial (e Poesia e Prosa de 48 autores)”.

 

E sobre o livro?!

Talvez noutro dia me debruce sobre ele.

 

De qualquer modo, logo que possa, irei divulgando no blogue algumas das poesias publicadas.

Num dos próximos posts, divulgarei poesias de duas pessoas intervenientes, uma deste livro supracitado, outra do livro “Portalegre em Momentos de Poesia”.

 

 

E termino, reforçando, com duas palavras já realçadas:

Parabéns! Obrigado!

(A todos os intervenientes, nos diversos contextos, espaciais e temporais.)

E formulação de votos de continuação por muitos anos!

“Poesia em Régio” – Portalegre – 21 de Março

“A Poesia sai à Rua numa Homenagem ao Poeta José Régio”!

Jose Regio  in. pt. wikipedia.org. jpg

 

21/03/2016 – 2ª Feira

 

Por amabilidade da Coordenadora de “MOMENTOS de POESIA”, tive conhecimento da realização deste Evento, em Portalegre, no qual, neste mês de Março, se integrará também “Momentos de Poesia”, conforme pode consultar no Programa.

No “Dia Mundial da Poesia”!

Parabéns à Cidade de Portalegre!

 

“POESIA em RÉGIO”

“A Poesia sai à Rua numa Homenagem ao Poeta José Régio”!

21 de Março – 2016 – 2ª Feira

PORTALEGRE

Consulte o Link, com o Programa do Evento.

 

Sobre José Régio (1901 – 1969) já tenho aqui falado no blogue. Tanto enquanto Prosador, como na qualidade de Poeta.

 

No dia 7 de Março, conforme referi, pretendia publicar um Poema deste Autor. Só que, como também explicitei, não tinha na minha posse, de momento, nenhum dos livros deste Poeta.

Dir-me-ão. Mas isso basta colocar o que pretende num motor de busca e encontra dezenas de sites com o que quer. Que isto da net é assim mesmo, acha-se de tudo e mais alguma coisa. É só pesquisar.

Só que, procurar num Livro, tem outro sentir, há o aflorar de um conjunto de sensações e até sentimentos. Além da perceção visual, há todo um manuseamento do papel impresso, uma perspetiva táctil, inclusive, o odor, o cheiro próprio dos livros. Para além dos sentimentos e lembranças a que os Livros nos transportam. O passar e repassar das folhas, como dos anos... Das leituras que neles fizemos, as anotações e sublinhados, recordações que nos trazem, alguns já com vários anos. E são os nossos Livros!

Na internet há, sem dúvida, muito mais rapidez e eficácia, mas também maior frieza e impessoalidade. Fica tudo demasiado fácil.

Contudo não renego nenhum dos veículos comunicacionais. Atualmente até uso mais o computador e a net!

 

Mas voltemos à temática fulcral do post.

 

Neste, que aborda uma Homenagem a José Régio, numa das suas Cidades, aquela em passou grande parte da sua Vida, Portalegre, não posso deixar de divulgar um Poema de Régio, como já fiz de Gedeão e de Florbela.

Com esse fito procurei nas estantes, e descobri numa delas, uma “Antologia de Poesia Portuguesa”, Organização e Prefácio de Inês Pedrosa, das Publicações Dom Quixote, Lisboa, 2003, 6ª Edição. Subordinada ao tema “Poemas de Amor”!

 

E, pesquisando, nela achei um Poema do consagrado Poeta, numa sua faceta talvez menos conhecida. Pelo menos para mim, embora um dos primeiros, se não o primeiro livro que li deste Autor, tivesse sido “O Vestido Cor de Fogo”! Duma célebre coleção da RTP!

 

E segue-se o Poema.

 

“SONETO DE AMOR”

 

“Não me peças palavras, nem baladas,

Nem expressões, nem alma... Abre-me o seio,

Deixa cair as pálpebras pesadas,

E entre os seios me apertes sem receio.

 

Na tua boca sob a minha, ao meio,

Nossas línguas se busquem desvairadas...

E que os meus flancos nus vibrem no enleio

Das tuas pernas ágeis e delgadas.

 

E em duas bocas uma língua..., - unidos,

Nós trocaremos beijos e gemidos,

Sentindo o nosso sangue misturar-se.

 

Depois... – abre os teus olhos, minha amada!

Enterra-os bem nos meus; não digas nada...

Deixa a Vida exprimir-se sem disfarce!”

 

 

 

 

XIII Antologia de Poesia do CNAP

Círculo Nacional D’Arte e Poesia

 

Antologia

 

Neste Post Nº 294, dando seguimento à divulgação de Poemas da Antologia, deveria publicar um dos meus Poemas.

 

Estando eles já publicados no Blogue, respetivamente:

 

Sussurra-me ao ouvido”, no Post Nº 250, juntamente com a Ficha Técnica, a 13/12/2015.

 

Cacela Velha”, no Post Nº 251, a 15/12/2015.

 

Pelo que, se quiser ter a amabilidade de os consultar, remeto para os links seguintes:

Aqui! E Aqui! (S.F.F.)

 

Ilustro com uma foto, também original de D.A.P.L., de Cacela Velha, com placa indicativa do nome de rua atribuída à Poetisa Sophia de Mello Breyner.

Cacela Velha Foto original de DAPL 2014.jpg

 

Nesta localidade, Cacela, também nasceu um Poeta, na época muçulmana, de cujo nome não me lembro, mas de que também há referência na localidade.

Um lugar mágico e inspirador!

 

E este post segue na sequência do que foi dedicado, ontem, ao Romance, “O Príncipe com Orelhas de Burro” de José Régio, Poeta que muito aprecio. Talvez, noutro dia, a ele volte novamente. Quem sabe?!

 

 

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