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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Exposição de “Poesia Visual”: Texto para Visitantes

Sede da APP – Associação Portuguesa de Poetas

Rua Américo de Jesus Fernandes, 16 - A – Olivais – Lisboa

30 de Setembro – 28 de Outubro / 2018

 

 

Esta Exposição tem por objetivo fundamental dar a conhecer um conjunto de trabalhos poéticos, que elaborei na segunda metade da década de oitenta, inspirados no conceito da designada “Poesia Visual”.

Alguns, fui-os divulgando no blogue “aquem-tejo.blogs.sapo.pt”, tal como tenho dado a conhecer outros textos poéticos ou em prosa, que fui elaborando ao longo dos vários anos em que escrevo.

 

O concurso da APP “Nau dos Sonhos” foi a oportunidade e o móbil imediato, que me levou a propor à Direção da APP, a realização desta mostra de Poesia, desde logo aceite.

Trabalhos desenvolvidos na época referida, inspirados na estética artística e poética mencionada, de que resultaram várias obras, em suporte de papel, seguindo metodologias diversas e contextos de inspiração variados.

Todos têm na base um poema, escrito na altura ou anteriormente, que estruturei visualmente face à temática a trabalhar. De alguns fiz mais do que uma versão, consoante a inspiração.

 

O poema azul de (a)mar é dos que construí mais do que uma versão.

A primeira, (85), inspirei-me numa célebre estampa japonesa. As subsequentes, (86), foram criadas num modo mais pessoal e original, em que a palavra – o significante, se foi gradualmente transformando no seu significado, o mar, a ponto de, no final do poema, as palavras e letras se confundirem com as próprias ondas do mar para que nos remetem. Da calmaria inicial para o movimento e rebentar das ondas… A azul, que azul é o mar!

(Deste trabalho, ofereço uma das versões à APP.)

 

O trabalho que intitulei, para efeitos de concurso como Poema Psicadélico”, de 1986, baseia-se num poema de 1979, intitulado “Fuga à Solidão”. (Este poema supostamente traduz a experiência multissensorial de uma pessoa sob o efeito do consumo de estupefacientes. Supostamente! Que “o Poeta é um fingidor…”)

Em “Poema Psicadélico”, os versos projetam-se nas paredes de um quarto, local de experimentações, como se de um filme se tratasse ou de uma banda desenhada.

Nele, há o recurso a variadas técnicas e possíveis conceitos estéticos, remetendo para várias Artes: desenho, pintura, evocando-nos o cinema, a banda desenhada, imaginariamente a música e até o desenho animado, pese embora a estática de um quadro; o graffiti, os murais… a colagem também, como meio, suporte, recurso e decisão consciente.

 

Com o título “Verso e “Reverso" , para efeitos de concurso, apresento um mesmo poema, escrito através de duas tecnologias pré-digitais: manuscrito, a esferográfica preta, porque escura é a ansiedade, e utilizando a ‘ancestral’ máquina mecânica. (São de 1987.)

Em ambas as tecnologias, procuro reportar o texto para uma dimensão visual para além do grafismo dos caracteres e das palavras. Uma aproximação ao desenho.

Formalmente, são os dois lados de uma mesma realidade e apresentam-se como se fizessem parte de um mostruário da designada “Literatura de Cordel”. (Esta ideia tomou forma também para efeitos de concurso.)

O poema é a interpretação analítica de um desenho não meu, de um jovem, que acompanhei quando trabalhava numa Instituição Profissional. (É uma interpretação, outras poderão ser possíveis.)

 

O mar enrola n’areia…” (1986), é quase um não-poema. Praticamente não há texto. Apresentando-se graficamente, um desenho produzido com a proverbial máquina de escrever mecânica, em duas versões experimentais, (Poesia experimental!).

Duas crianças, um menino e uma menina, à beira mar, entoando a célebre cantiga popular, e segurando papagaios de papel. Reporta-nos para o nosso imaginário infantil e, para além do grafismo do desenho, também para a cor e para a música. (Imaginariamente!) E que é da Poesia se não nos solta a Imaginação?!

 

A partir do poema Ícaro, publicado no Anuário Assírio Alvim, 1987, trabalhei duas versões.

Uma primeira, (86), reportando-me para a iconografia relativa ao mito grego: o labirinto, o minotauro, as ilhas gregas e as suas ruínas de templos. Ícaro, flutuando sobre as nuvens.

Este poema pretende ser uma desconstrução da simbologia inerente ao mito. (Os mitos suportam diversificadas interpretações.) Ícaro não caiu ao mar, com os seus sonhos, com a sua ânsia de liberdade e afirmação pessoal. Manteve-se, planando, não deixando de sonhar!

 

Uma segunda versão, de 87, 89 e que completei este ano, 2018, e estruturei deste modo para a Exposição, poderia intitulá-la, “Asas de Sonho” / “Asas de Ícaro”, baseia-se no mesmo poema, com a mesma desconstrução e transmutação ideativa, para a persistência e permanência da condição de sonhar! De sonhador(es)!

(Uma versão primeira, desta 2ª versão, foi publicada no Diário de Notícias, em 1987.)

 

A técnica, a tecnologia, os materiais utilizados, face ao mundo digital em que vivemos atualmente, são elementares, quase “pré-históricos”, ou melhor, pré-digitais. Trabalhos feitos manualmente, com recurso a esferográficas e canetas de feltro! A velhinha máquina de escrever mecânica! Algumas técnicas primárias de pintura…

Remetem-nos, sugestionam-nos os Textos Poéticos para outras formas de Arte.

 

Termino, dizendo o poema, Ícaro, que, de certo modo, traduz o meu pensar e sentir.

Nunca devemos desistir de sonhar!

 

(ÍCARO / Lá no alto, entre as nuvens / Ícaro, preso está. / Não perdoaram os deuses / Voos tão altos, com asas / tão de cera. / E Ícaro se quedou enredado. // É falso que ao mar haja caído / Espalhando-se no que seu nome tem / Por não seguir de Dédalo os conselhos. / Ficou somente preso, entre os seus sonhos, / Mas bem lá no cimo, entre nuvens.)

 

E Obrigado por me escutarem, por me terem possibilitado a concretização deste meu Sonho. Tal como Ícaro – Poema, nunca desisti de sonhar. Através desta materialização expositiva, concretizei um pouco dos meus sonhos.

Obrigado à APP. Obrigado, Sócios da APP. Obrigado, Direção da APP. Obrigado a todos os presentes. Obrigado a Amigos e à minha Família, que me incentivaram neste projeto!

 

*******

E uma Nota Final: Vários poemas reportam-nos para o tema Mar e o elemento Água.

Este poderia ser um aspeto também a abordar: o Mar e a Água, como fontes primordiais de Vida. O Mar e a Água, como arquétipos estruturantes da Humanidade. O Mar e a Água, como fatores fundamentais da vida terrestre (e haverá outro tipo de vida para além da terrestre?) e os cuidados para sua preservação e manutenção… (…)

Exposição Poesia Visual - Sede A. P. P.

Sede da Associação Portuguesa de Poetas

R. Américo de Jesus Fernandes - Olivais - Lisboa

Azul de amar 2018. jpg

Já está instalada a Exposição de Poesia Visual.

Nela estão expostos alguns trabalhos que elaborei segundo este conceito, na segunda metade da década de oitenta, agora estruturados para esta finalidade expositiva. Outros já organizados há algum tempo atrás.

Ícaro 2018. jpg

 

Obrigado ao  Presidente da Asssociação, Carlos Cardoso Luís, pela sua ajuda preciosíssima, na conceção, montagem, orgânica e estruturação da Exposição. Bem haja!

 

Ícaro 1989.jpg

 

Praxes: a parvoíce continua!

E lá volto eu a este assunto!

 

Original DAPL. 2016. jpg

 

Desde que utilizo esta ferramenta do blogue esta temática das praxes vem quase sempre à baila nesta altura. Pelo lado negativo!

Não me apetece nada voltar a este assunto. Mas vai ter que ser!

Quando vejo na Cidade de Régio aqueles bandos de carneiros mal mortos, a serem arrastados por aqueles mantos corvídeos, carregados de pinos, a blasfemarem umas quantas obscenidades e a executarem uns quantos disparates na rua… apetece-me sempre interpelar.

E já o tenho feito, ainda este ano o fiz no Campo de Sant’ Ana!

E quando é que as Autoridades resolvem intervir, como deve ser por esse país fora?!

Que as cenas repetem-se invariavelmente por todo o lado…

VÁ – VÁ: Tertúlia e Resistência Poéticas

Alentejo Azinheira Original DAPL. 2016.jpg

 

PARA ALÉM DO PENSAMENTO 

( LISBOA - 2018 – Setembro – 09 – Domingo)

 

No passado domingo, um grupo de resistentes, ainda, se aventurou na projeção da Poesia, no VÁ – VÁ. Resistentes e aventurosos, sim, porque as condições técnicas são, de facto, muito adversas. O barulho é, realmente, muito incomodativo. E inicio esta crónica exatamente por este lado negativo, contrariamente ao que é meu apanágio, que gosto de valorizar o lado bom da realidade, mas não posso deixar de mencionar esta situação. A Poesia merece melhor tratamento! O VÁ – VÁ também, ademais sendo uma “Loja com História”. Como seria agradável dizermos Poesia sem aquele ruído tão incomodativo.

 

Mas adiante, que a Poesia está acima, até do ruído, do comunicacional, inclusive, que só transmitem notícias de “barulho(s)” e ignoram totalmente a beleza poética!

 

Pois, no Domingo passado, a Poesia, no seu lado mais belo e sob diversas vertentes, perspetivas e temáticas, mais uma vez, disse “Presente!”, no VÁ – VÁ!

Ademais acompanhada pelo Fado, pela Canção Tradicional (alentejana)…

Parabéns a todos os presentes: Alzira Vairinho Borrêcho, Maria do Céu Borrêcho, que apresentaram o livro “PARA ALÉM DO PENSAMENTO”; Rogélio Mena Gomes, Carlos Cardoso Luís, Fernando Afonso, também organizadores, enquanto membros da Direção da APP e a todos os Poetas e Poetisas, além dos mencionados, que cantaram, disseram e nos encantaram com a sua Poesia ou de Autores clássicos e consagrados (Antero de Quental, há que realçar). A saber: Daniel Costa, Fernanda Beatriz, Suzete Viegas, Sofia Romano, Júlia Pereira, Bento Durão, Rosângela Marrafa, João de Deus Rodrigues.

 

E voltamos a “PARA ALÉM DO PENSAMENTO”, cuja apresentação iniciou a Tertúlia.

Cada um dos presentes disse, leu, declamou, a seu jeito e modo, um poema do livro.

Havendo vários poemas dedicados ou inspirados no Alentejo, onde a autora viveu algumas dezenas de anos, aproveitei para dizer, precisamente, um inspirado nessa temática e que transcrevo.

 

«Alentejo das casas caiadas

Que não me sais da memória.

As saudades redobradas

Na mente me fazem história.

 

As saudades redobradas

Que aparecem na lembrança

Deste coração sofrido.

 

Que a memória não descansa

Vai lembrando o tempo ido.»

 

Alzira Vairinho Borrêcho

 

E poderia continuar a cronicar que haveria muito a noticiar e referir. Nunca é demais realçar que estes encontros poéticos são sempre mágicos e preciosos. Renovados votos de continuação destas tertúlias, redobradas felicitações a todos os participantes e organizadores. A todos os “resistentes”, que continuem na divulgação da Poesia. Obrigado a todos por nos proporcionarem estas “vivências poéticas”.

OBRIGADO muito especial à gerência do VÁ – VÁ!

(Cada um dos presentes apresentou um poema seu, ou dois, para quem ficou para a 2ª parte. Lamento não referir o título de cada um dos apresentados, mas não consegui registá-los todos.

Pela minha parte, disse “Selfie” e outro ainda não divulgado no blogue.)

Exposição do CNAP na Casa do Alentejo

Exposição Coletiva de Artes Plásticas 

CNAP - Círculo Nacional D'Arte e Poesia

Casa do Alentejo

Sala de Olivença

Este post tem por principal objetivo divulgar alguns dos quadros expostos na Casa do Alentejo, no âmbito da Exposição supracitada.

De momento, essa será a principal direção da temática.

Posteriormente, abordarei mais alguns aspetos concernentes a problemáticas atuais.

*******

Cartaz sobre o "Cante - Património do Mundo"

(Exterior Casa Alentejo)

Cartaz Cante - Casa Alentejo - Foto DAPL. jpg

 

Sala de Olivença - Conjunto quase total dos Quadros expostos

Sala Olivença. Exposição. Foto DAPL. jpg

"Vida nos Oceanos" - Maria Lourdes Guedes

"Vida nos Oceanos". Mª Lourdes Guedes. Foto DAPL. jpg

"Sem Título" - Méli e "Flores Campestres" - Maria Lourdes Guedes

 

"Sem Título" e "Flores Campestres" - Méli e Mª Lourdes Guedes.jpg

"Sem Título" - Pinturas de Cecília Augusto e Catarina Semedo

"Sem Título" - Cecília Augusto e Catarina Semedo. Foto DAPLjpg

"Marvão" - Vitor Hugo

 

"Marvão". Vitor Hugo. Foto DAPL. jpg

 

 "Mistério e Vida" - Maria Rita Parada Reis

"Mistério e Vida". Maria Rita Parada Reis. Foto DAPL. jpg

"A Cascata" e "Apocalipse" - Elmanu

"A Cascata". Elmanu. Foto DAPL. jpg

"Apocalipse". Elmanu. Foto DAPL. jpg

"Quando o Meu Pensamento Voa" e "Fado" - Fernanda Carvalho

"Quando o meu pensamento voa". Fernanda Carvalho. jpg

 

"Fado". Fernanda Carvalho. Foto DAPL. jpg

Face ao exposto no introdutório do post, decidi, no decurso da respetiva operacionalização, divulgar apenas as pinturas expostas, tendo em vista o respetivo conhecimento.

Apresse-se a visitar a Exposição, que encerrará na próxima 5ª feira, dia dezanove.

Acredite, que vale a pena! Estão expostos belíssimos trabalhos de Pintura!

Para além da Casa em si mesma.

(As fotos, de telemóvel, são originais DAPL. Muito Obrigado!) 

(E Obrigado a todos os Artistas.)

 

 

 

 

 

 

Arte, Poesia, Poesia e Arte!

APP – Associação Portuguesa de Poetas – Vá Vá

Círculo Nacional D’Arte e Poesia – CNAP – Casa do Alentejo

 

Perante tantas problemáticas e situações complexas, traumáticas e de sofrimento, em que nos encontramos, tanto no plano individual, como no coletivo, questiono-me, se faz algum sentido falar de assuntos aparentemente triviais, como sejam saraus, tertúlias, exposições…

Será que a Poesia pode ser libertadora e ter algum papel no alívio do sofrimento humano? Poderá ela apaziguar as almas e os corações dos que sofrem dores físicas ou psicológicas, suas e/ou alheias?

Não sei. Talvez e pelo menos, ou somente e apenas, possa libertar e fazer mais felizes os seus autores, os que a cultivam, que a compartilham, quer ouvindo, quer dizendo… lendo, declamando… Quiçá!

Foto original DAPL 2018.

 

Vêm estas considerações a propósito de alguns acontecimentos poéticos, ocorridos neste final de semana.

A APP – Associação Portuguesa de Poetas promoveu ontem, 08/07, a sua habitual Tertúlia no Vá – Vá, aos segundos domingos de cada mês.

Aconteceu Poesia!

E como sempre houve momentos mágicos! Poesia, canções, arte de dizer, ensinamentos e aprendizagens, pedagogia, maestria de verdadeiros artistas presentes. Cada um com a sua riqueza poética, compartilhando-a com os Outros.

 

Parabéns a todos os intervenientes: Vitor Camarate e esposa, Esmeralda, Fernando Afonso, Graça Melo, Fernanda Beatriz, Júlia Pereira, Feliciana Maria (Maria do Tempo).

 

A sessão, nessa tarde, aconteceu num espaço diferente, dado que a sala habitual estava reservada. Num recanto, igualmente aconchegante, mas o barulho é impossível de erradicar.

Li, algures que o “VÁ – VÁ” é uma das lojas a integrar ou a concorrer ao conceito de “Lojas com História”, da Cidade de Lisboa!

Talvez as Tertúlias da APP, que já são tradicionais no estabelecimento, sejam uma mais-valia. Talvez!

 

*******

 

Um espaço inegavelmente com história, em Lisboa, é a Casa do Alentejo, às Portas de Santo Antão.

Uma verdadeira obra de arte ímpar, bem no centro da cidade e que só entrando… Do exterior passa até bastante despercebida, tal a profusão de restaurantes e esplanadas e turistas e mais turistas, na rua.

Mas franqueando a entrada e subindo ao pátio árabe… e continuando… Só mesmo vendo!

 

Pois então o Círculo Nacional D’Arte e Poesia não haveria de promover uma Exposição de Artes Plásticas neste verdadeiro ex-líbris artístico?! Nem mais nem por menos!

Uma autêntica Galeria de Artistas Plásticos, na Sala de Olivença. Alguns também Poetas… e Poetisas.

Catarina Semedo, Cecília Augusto e Méli, cada uma nos apresenta um trabalho individual, segundo o normativo “Sem Título”.

Elmanu apresenta-nos “Rota da Esfinge”, “A Esfinge e a Pirâmide”, “A Cascata”, “Apocalipse”.

Fernanda Carvalho: “Quando o Meu pensamento Voa” e “Fado”.

Maria Lourdes Guedes: “Flores Campestres” e “Vida nos Oceanos”.

Maria Rita Parada dos Reis: “Mistério e Vida”.

Vitor Hugo: “Marvão”.

 

*******

 

Bem eu, não sendo artista, muito menos artista plástico, tive a ousadia, se calhar inconsciência, de me apresentar no meio destes verdadeiros Artistas. Não com uma pintura, que não sou pintor, como sugestiona o cartaz evocativo da Exposição, mas com um trabalho que integro no conceito de “Poesia Visual”. Porque foi nesse contexto e procurando seguir essa metodologia de experimentação poética, que o elaborei na segunda metade da década de oitenta. E que, agora, após o concurso “Nau dos Sonhos – Prémio Maria Ivone Vairinho”, promovido pela APP – Associação Portuguesa de Poetas, a que o submeti e que venceu, na modalidade de “Poesia Ilustrada”, achei por bem expor.

Intitula-se “Poema Psicadélico”, título apresentado para efeitos do concurso 2018, e que foi elaborado com base num poema de 1979, intitulado “Fuga… à Solidão”!

 

Exposto na Casa do Alentejo!

Todo o Alentejano tem orgulho em apresentar os seus trabalhos, ademais pela primeira vez, na Casa que, em Lisboa - matriz da Diáspora, nos reporta para as nossas raízes primordiais.

É com muito orgulho que ele está exposto nessa Casa Mãe dos Alentejanos na Grande Lisboa. Cumulativamente, entre tão nobres e valiosos Mestres, como são os Artistas que expõem os seus trabalhos na Sala. Sala que, per si, é uma verdadeira joia artística, entre todo o templo de Arte que é aquela Casa!

(Perdoem-me a minha ousadia, talvez a minha insensatez…)

A Exposição inaugurada a sete, irá até dezanove do corrente mês.

 

Pena, que nesse dia da inauguração, não tenha havido o “Dizer Poesia”. Houve a montagem, de modo que o tempo talvez tenha escasseado…

 

Mas não houve Poesia nesse dia na Casa?!

Pois claro, que houve.

O “Grupo de Cante Os Rouxinóis”, da Escola Secundária Santiago Maior e o “Grupo Coral Cantadores do Desassossego", ambos de Beja, trouxeram-nos essa Poesia dos confins e imensidão da planura alentejana…

 

Todavia será de todo importante que o Círculo Nacional D’Arte e Poesia – CNAP -, promova uma sessão de Poesia, no âmbito e contexto da Exposição, como, aliás, é seu apanágio.

Aguardemos!

 

(Uma nota final: tenho constatado que nas últimas sessões poéticas em que tenho participado, nas diversas tertúlias das diferentes instituições a que me honro de pertencer, que há menos pessoas que o habitual. Questão de férias?!)

 

E ainda outra nota: Quando é que as TVs, que pagamos todos, todos os meses, nos brindam, mimoseiam, com tantos e tão bons Dizedores de Poesia que há por esse País fora.

E quando divulgam os Artistas como os que expõem nestes encontros de Arte?!

Quando?!...

Arte e Poesia / Bye Bye, Uruguai...

Cartaz Expo. CNAP. 2018. Cortesia Casa Alentejo. jpg

 

Bye – Bye, Uruguai / Que você vai / Seguir avante.

E eu... fico cantando / Fico chorando / O meu descante! (…)

 

Pode a Poesia coadunar-se com o Futebol?!

Pois claro, que pode. Já escrevi sobre esse lado bonito da irmanação futebolística. Já publiquei no blogue, vários artigos sobre o Futebol. Sobre o Futebol, digo! Ainda que deteste as futebolices!

Ontem foi uma tarde desagradável, em termos de Futebol, dado que a equipa portuguesa perdeu e foi eliminada. Mas adiante, que há coisas bem piores na Vida… Mas ficamos sempre aborrecidos.

Vi a primeira parte do jogo num excelente espaço público de grande concentração humana. Mas concluído o primeiro tempo e dado que o resultado não me estava a agradar e o ambiente ainda menos, resolvi partir. E como é diferente percorrer as ruas da Cidade em dias de concentração futebolística. Pouquíssimo trânsito, raras as pessoas calcorreando… Fui entrando nos vários cafés onde as TVs sintonizavam o jogo, apercebi-me do golo português a meio do percurso, confirmei numa pastelaria, soube ter sido Pepe e, mais adiante, quando voltei a entrar em novo estabelecimento, já a equipa portuguesa perdia novamente. Cavani! Oh, Cavani! Que nem o São Ronaldo nos valeu!

 

Mas se não nos valeu o Futebol, sobremaneira nos engrandeceu a Poesia!

Na SCALA – Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada, houve “Poesia à Solta”. E nem você imagina como o estro poético dos participantes se soltou! Foi uma tarde memorável, em que excelentes Dizedores, Poetas e Poetisas, nos disseram, declamaram, cantaram e encantaram através do seu Verbo Poético.

Que não ficou nada atrás, duma tarde de bom futebol. Quando é Futebol! Muito pelo contrário, ficou muito além. A Poesia não tem é a divulgação que merece.

Se os nossos canais televisivos, que nos inundam diariamente com a prosódia dos BêDêCês deste país, todos os dias, antes ou depois dos noticiários, nos apresentassem Dizedores de Poesia, escassos minutos chegavam e você nem sabe como este País sairia engrandecido!

E nem precisavam de buscar gente famosa. Nem precisavam de lhes pagar chorudos ordenadões. Há imensos Amadores, por esse País afora, que dizem Poesia sua ou de outros, de forma excelente. E, muitos, nem precisam de teleponto!

Mas, em frente, que se faz tarde!

Parabéns e Obrigado à SCALA! E a todos os participantes.

 

Quadro: Teresa Filipe - Foto Rolando Amado. 2018. jpg

 

E reportando-me ao cartaz elucidativo, cortesia da Casa do Alentejo, (Mª J. Carvalho) e que abre o post.

Anuncia e divulga a próxima Exposição do CNAP – Círculo Nacional D’Arte e Poesia. A partir de sete, do sete, (07/07), na Casa do Alentejo. Na Casa Do Alentejo! Vou esforçar-me por participar, caso a Vida me permita, com um trabalho de Poesia Visual. E conto estruturar uma simples “instalação poética”!

Participe também.

Irão estar sócios do CNAP, que participaram nas últimas Exposições do Círculo, nomeadamente na Câmara Municipal de Lisboa e no Centro de Dia de São Sebastião da Pedreira.

O quadro ilustrativo deste último trecho do post, "O Ribeiro", é um trabalho de Teresa Filipe, que não figurou no post respetivo, o que agora se remedeia divulgando-o, através de foto de Rolando Amado.

Parabéns e Obrigado também ao Círculo e a todos os participantes na Tertúlia, realizada no último dia vinte e seis de Junho, no mencionado Centro de Dia de São Sebastião.

(E assim termino este meu post, só com uma página A4, que estou a tentar ser conciso no verbo!)

 

Vinte e Cinco de Abril e Poesia!

Liberdade! Liberdade de Expressão! Liberdade de Reunião!

 

Ultimamente, tenho escrito pouco e publicado ainda menos.

Outros projetos. Outras atividades…

 

No blogue, todavia, a Poesia tem estado bem presente. Neste ano de 2018, dos posts publicados, a maioria foram dedicados, direta ou indiretamente, a esta Arte.

 

Neste Dia tão especial, hoje - 25 de Abril, voltamos à Poesia.

Nesta data, que entre outros Valores, vincou o da Liberdade e, neste, frisou a Liberdade de Expressão, que maneira mais nobre de a evocar, senão através da Poesia?!

Não diretamente, mas através da divulgação de acontecimentos poéticos, dignificantes da Poesia, para este próximo fim-de-semana. (Outro valor associado a Abril – a Liberdade de Reunião!)

 

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Em Portalegre, Cidade… “Momentos de Poesia” continua a sua “Odisseia” na divulgação e promoção da Poesia! Desta vez, homenageando uma Poetisa: Maria José Miranda.

Cartaz de Organização "Momentos de Poesia". 2018. jpg

 

Uma maneira extraordinariamente relevante: lembrar outros Poetas, outras Poetisas. E esta tem sido uma das facetas mais meritórias de “Momentos…” Dar a conhecer a Poesia e os seus Autores!

 

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Também em Almada, na SCALA, igualmente sábado, 28, pelas 17 horas haverá uma sessão de “Poesia à Solta”, como é habitual no último sábado de cada mês.

Antecedida, às 16 horas, de inauguração de exposição de fotografia de Clara Mestre, também uma excelente Poetisa. E “Dizedora” de Poesia! E Cantora!

 

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Casa Cerca 2017. original DAPL.jpg

 

E na CASA DA CERCA, também em Almada, e também a 28, pelas 15 horas, haverá visita guiada à exposição, da consagrada Poetisa Ana Haterly, “O Prodígio da Experiência”, orientada pelo Curador: Fernando Aguiar.

(Poesia, no contexto da designada “Poesia Visual”!)

 

*******

 

Ah! E no dia 29, 15 horas, domingo, na sua Sede, aos Olivais, Lisboa, a APP – Associação Portuguesa de Poetas, promove igualmente a sua habitual Tertúlia APP, de final do mês.

Será proferida uma pequena palestra por Mabel Cavalcanti, sobre o tema “Literatura de Cordel – uma viagem poética pela cultura popular do Brasil”. Acompanhamento ao violão, por Carminha Pontes.

 

*******

 

E veja, e reflita, e avalie, você, Caro/a Leitor/a, se a POESIA, permite ou não lembrar e comemorar esta Data, e se é ou não, de igual modo, beneficiária da Liberdade que a ocorrência desse Dia nos permitiu?!

 

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(Imagem cartaz: Organização de "Momentos de Poesia".

Fotografia "Casa da Cerca": Original DAPL - 2017.)

APP - Associação Portuguesa de Poetas: 33º Aniversário

Parabéns!

Parabéns à Associação Portuguesa de Poetas!

33.º Aniversário 2018 - Original APP.jpg

Decorreu hoje, dia três de Abril, a festa do trigésimo terceiro aniversário da Associação Portuguesa de Poetas, na respetiva sede, aos Olivais, Rua Américo de Jesus Fernandes - Lisboa.

Uma festa bem bonita, abrilhantada por Poesia, Música, Canto... Parabéns a todos os participantes, a todos os poetas e poetisas, a todos os cantores e cantoras.

Parabéns e Muito Obrigado à Direção da Associação, que muito se esforçou por organizar e proporcionar-nos a possibilidade de uma tarde cultural tão criativa em diversificadas vertentes.

Felicitações e Votos de muitos mais Aniversários!

Dia Mundial da Poesia – 2018

Viva a Poesia!

 

Rosas. Original DAPL. 2016.jpg

 

Hoje, dia 21 de Março, comemora-se, entre outras efemérides, o “Dia Mundial da Poesia”!

 

Várias organizações lembram, neste dia, muito especialmente a Poesia.

 

O Círculo Nacional D’Arte e Poesia – CNAP já festejou, ontem, a Poesia, como habitualmente, no Centro de Dia de São Sebastião da Pedreira. Compareceram António Silva, Carlos Pinto Ribeiro, Carlos Santos Silva, Elsa de Noronha, Francisco Carita Mata, José Branquinho, Maria Fernanda de Carvalho, Maria Olívia Diniz Sampaio, Rolando Amado, Teresa Filipe.

Disseram Poesia de sua autoria ou de outros Poetas e Poetisas. Cantaram também. Quem tem esse dote e competência. Cada um, ao seu jeito e modo, homenageou a Poesia e engrandeceu, antecipadamente, esse Dia. Escutaram, com estima e veneração, a dita pelos outros.

 

Também outras Entidades lembram festivamente esse Dia.

 

A APP – Associação Portuguesa de Poetas, celebra a Poesia, seguindo um programa deveras original, conforme cartaz que se segue.

 

APP Dia Mundial Poesia.png

 

José Branquinho promove a sua habitual Tertúlia na sala VIP, do Estádio José Alvalade, a partir das quinze horas. Celebrando a Poesia, o Canto e o seu ideal sportinguista, todavia aberto a todas as “confissões” clubísticas.

 

Sobre “Momentos de Poesia” e as suas comemorações já aqui abordámos vários posts no blogue.

 

Pois…

Só lhe resta comemorar, você também, a POESIA!

Procure um evento que lhe fique mais perto.

 

Não deixe de lembrar a Poesia.

 

Ao menos, se puder, faça um verso! Ou ofereça uma rosa!

Obrigado pela fotografia, original DAPL.

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  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
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