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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Campo de Ourique: Exposição do CNAP

CNAP - CÍRCULO NACIONAL D'ARTE E POESIA

EXPOSIÇÃO de ARTES PLÁSTICAS

BIBLIOTECA - ESPAÇO CULTURAL CINEMA EUROPA

LISBOA

(JUNTA de FREGUESIA de CAMPO de OURIQUE)

Exposição CNAP. 20 Fev..Cortesia Organização. jpg

O Círculo Nacional D'Arte e Poesia vai promover mais uma das suas excelentes Exposições de Artes Plásticas.

Participe, S.F.F.

Visite, se puder! Só ganha com isso.

 

“Desenganos” –“ Marcas Da Vida”

Livro de Poesia de Josefina Almeida

 

Quadro Josefina Almeida. 2018 Expo CNAP C. M. LX. jpg

 

CNAP – Círculo Nacional D’Arte e Poesia - Boletim  de Natal 2018

 

Continuamos na divulgação de Livros, Poesia, Artes Plásticas… E mais uma crónica que sai atrasada. Mas esta crónica também é prospetiva. Informa sobre próximas realizações – lançamento de livro.

 

O Círculo Nacional D’Arte e Poesia realizou no passado dia 15, uma das suas habituais tertúlias no Centro de Dia de São Sebastião da Pedreira – Lisboa, tendo também sido distribuído a quem não o tivesse, o Boletim de Natal.

 

Este Boletim, na sua simplicidade gráfica, contém em si mesmo uma grande riqueza de conteúdo.

Estruturando-se a temática do Natal numa narrativa e iconografia recorrentes e sendo uma festividade transversal na nossa cultura ocidental, é sempre possível não apenas uma abordagem ao tema, mas múltiplas, diversas e diversificadas, encarando o assunto sob diferentes ângulos e pontos de vista.

É isso que se verifica neste Boletim subordinado ao tema Natal!

Diferentes Poetas e Poetisas, consagrados ou não, expõem as suas perspetivas sobre este tema central do Cristianismo, assente no Nascimento de Cristo, mas reportando-se a mitologias mais antigas e impregnado das diferentes vivências culturais de povos muito diversos no tempo e no espaço. Simultaneamente imbuindo de ancestralidade e de modernidade a celebração atual do Natal.

São essas diferentes visões, observações segundo a perspetiva de cada Autor que o Boletim nos traz. Parabéns a todos os Participantes!

 

Nesta Tertúlia aproveitei para dizer algumas quadras do livro “De altemira fiz um ramo”, fazendo a promoção e divulgação do mesmo, que não tenho nenhum suporte editorial, nem nenhuma agência publicitária ou canal televisivo a divulgar. Muito menos a entrevistar!

(Aproveito para referir que a próxima apresentação será a 9 de Fevereiro na SCALA, em Almada.)

 

Também D. Josefina Almeida nos informou, deu a conhecer, o lançamento do seu livro “MARCAS DA VIDA”, que irá ocorrer no próximo dia 2 de Fevereiro, sábado, na “Livraria e Papelaria Fonsecas” – Rua Maria Andrade nº 64 – B, em Lisboa.

 

(Aproveitei para comprar, 10 euros, um preço justo. Basicamente, trocámos que também vendi o meu, 7 euros, entregando o diferencial.)

 

Livro de muita qualidade, tanto técnica como principalmente de conteúdo.

Edições Colibri, prefácio e apresentação de Lisete Matos.

Sendo que D. Josefina para além do talento poético, também exprime a sua sensibilidade artística através da pintura, assunto que já aqui abordámos e documentámos no blogue, o livro inclui imagens de diversos quadros da Autora, o que o enriquece sobremaneira.

 

Para que o Caro(a) Leitor(a) tenha uma ideia da sensibilidade poética, anexo um dos poemas.

 

«DESENGANOS»

 

«Na mente só um pensamento

Te atormenta e invade,

Ilusão de entendimento,

Rebentos de fragilidade.

 

Fazes da ternura ausência,

Da vida fazes canções,

Ignoras até a consciência,

Nesse transbordar de ilusões.

 

Foram muitos e longos anos

Que pela tua vida passaram,

Tantos e cruéis desenganos

Que feridas no peito deixaram.

 

Foram os muros da vontade

Que fizeram da noite madrugada,

E da vida fizeram a verdade

Dentro do peito enraizada.»

 

*******

 

Pena tenho não poder reproduzir imagem de um dos quadros integrantes do livro.

Mas essa lacuna pode colmatá-la, comparecendo na apresentação e adquirindo-o.

 

(O quadro, de D. Josefina, figurou na Expo do CNAP, realizada em Maio, no Centro de Dia de São Sebastião da Pedreira, Lisboa.) 

 

Não esqueça:

- 2 de Fevereiro, próximo sábado - Lisboa – Livraria e Papelaria Fonsecas – Rua Maria Andrade nº 64 – B, aos Anjos – Almirante Reis.

Notícias de última hora!

Notícias fresquinhas!

 

Foto original DAPL. 2015.jpg

 

Fresquinhas e vivinhas, mas não da Costa, nem de Costa!

Fresquinhas, porque continua frio e porque são recentes; Vivinhas, porque de Gente viva!

De última hora, sim! Sim, mas não… de telefonema em direto para um qualquer programa de TV de expectável audiência.

De nenhum despedimento de treinador, de nenhuma transferência milionária… muito menos de centenas ou milhares que procuram emprego; emprego compatível com habilitações, que essas notícias são o boletim diário de muita Gente e não interessam ao menino Jesus e também já passou o Natal. Nem de alguns que porventura apesar de desempregados, preferem o subsídio, ao emprego. Alguns!?

Não! Também não são das promessas eleitorais que se avizinham neste 2019, de futuros aeroportos, novas ferrovias, desenvolvimento e investimento no Interior… Não!

Nem das tricas, trocas e baldrocas, entre esquerdas e direitas, centros à mistura… Não!

Nem dos amores e desamores das nossas floribelas. Nem dos remates certeiros dos nossos reis -  naldos. Não!

 

A notícia que vos quero dar, informar (a notícia deverá ser sempre para informar), é que foram eleitos para dirigir os destinos da APP – Associação Portuguesa de Poetas, no próximo mandato, triénio 2019 / 2021, os seguintes Sócios, integrando os correspondentes Órgãos Sociais:

 

Mesa da Assembleia Geral

Presidente - Sócio n.º 95 - João Coelho dos Santos

Vice-Presidente - Sócio n.º 304 - Joaquim Pereira Marques

Secretária - Sócia n.º 159 - Maria Alcina Adriano Garcia Magro

 

Direção

Presidente - Sócia n.º 46 - Maria da Graça Ferreira de Araújo

Vice-Presidente - Sócia n.º 320 - Mabel Solange de Figueiredo Cavalcanti

Tesoureira - Sócia n.º 448 - Maria Helena Heitor Matos Barradas

1.º Secretário - Sócio n.º 413 - Victor José Antunes das Neves Camarate

2.a Secretária - Sócia n.º 411 - Márcia Cabral da Rocha

 

Conselho Fiscal

Presidente – Sócio n.º 113 - António Adriano Pais da Rosa

1.a Secretária – Sócia n.º 24 - Virgínia Maria da Silva Mendes Branco

2.º Secretário – Sócio n.º 330 - António Fernando Cadavez Correia.

 

Formulo Votos de Sucesso. Parabéns e Obrigado por se disponibilizarem ao exercício de funções.

Parabéns e também Obrigado aos Sócios estruturantes dos Órgãos Sociais cessantes. E Votos de Felicidades e Êxito para todos.

E tenho dito.

Ah! Não gosta de Poesia?! É pena!

 

Também recebi o livro / antologia “Espontâneos de Natal”, de Vários Autores, coordenação Maria Graça Melo.

 

(Bem... afinal, a fotografia, original DAPL, é mesmo da Costa!)

Cidades e Jacarandás!

Crónica numa cidade congestionada,  num País de Faz de Conta!

 

Foto original DAPL. 2017.jpg

 

Tertúlia e Exposição de Pintura do CNAP - Círculo Nacional D’Arte e Poesia

São Sebastião da Pedreira – Lisboa

Dia 11 de Dezembro 2018 – 16h 30’

 

Éramos sete! Sete personagens expressando um ideário poético. Ainda que nem todos escrevessem ou dissessem poesia.

É impressionante que num país de poetas, isto é apenas um lugar – comum, a Poesia seja tão pouco divulgada, não faça parte da educação diária do cidadão.

Poucos minutos após o telejornal, diariamente, um pequeno programa com alguém a “Dizer Poesia”. Não necessariamente alguém famoso. Pelo contrário! Ele há tanta gente por este País que sabe Dizer Poesia!

(Aproveitem esta ideia, que eu não a vendo. Ofereço-a!)

Em vez de, todos os dias, nos massacrarem com as mesmas coscuvilhices, promovidas à categorização de notícias. E as futebolices e as reinaldices!

 

Na cidade, acotovelam-se multidões nos passeios, nas passadeiras, nas horas do final da tarde, no início da noite que, em Dezembro, chega tão cedo! O sol põe-se pouco depois das cinco. Acendem-se as luzes e é uma azáfama de hora de ponta, tanta gente apressada, tanta gente a correr, tanta gente ligada, vidrada no telemóvel…Dos empregos ou das compras para casa, na pressa de chegar. Carros e mais carros entupindo o asfalto. Cada carro, apenas com um passageiro, não há - de a cidade estar atolada de trânsito e os acessos à Grande Cidade congestionados!?

Contraste com a minha Aldeia em que há dias que não vejo ninguém! Este País para onde caminha?! É um País do Faz de Conta!

 

Nem a propósito, no Boletim do Círculo Nacional D'Arte e Poesia, foram publicadas duas poesias minhas muito peculiares.

 

CIDADES

 

Cidades,

jardins zoológicos dos Homens,

cativeiros de quatro paredes.

Vidas condicionadas

a tempos e horas,

Formigueiro, de vidas agrestes,

lutando pela sobrevivência.

Oh! Liberdade,

onde estás tu?

Horizontes, longos de paz

onde estão?

Transeuntes que passam

e olham,

estes tristes animais presos,

na liberdade, da vida condicionada,

destas cidades.

 

(Este texto é bem antigo!)

Foto original DAPl. 2017.jpg

 

E JACARANDÁS.

 

Para chegar a São Sebastião, percorri a Avenida 5 de Outubro.

Já reparou nas árvores que estruturam toda a parte central da Avenida?

Nem mais! São jacarandás. E já observou que estas árvores, em finais de Outono, quase Inverno, contrariamente às outras plantas de folhagem caduca, estão muito mais verdes e a folha se mantem aparentemente como se fosse perene?

Que não é.

Leia o poema, se faz favor, e atente nesta peculiaridade arbórea!

As fotos ilustrativas são da época em que estão mais exuberantes. Se vive ou passa em locais em que existam jacarandás vá observando as suas transformações anuais. SFF.

(Estas são de Almada. Originais DAPL.)

 

Pois. No dia onze, pelo final da tarde, decorreu no Centro de Dia de São Sebastião da Pedreira, o habitual convívio poético, organizado pelo CNAP – Círculo Nacional D’Arte e Poesia. Igualmente decorria uma Exposição de Pintura, com bonitos quadros de diversos pintores e pintoras, que habitualmente expõem no âmbito do CNAP.

Vitor Hugo – “Évora”

Fernanda Carvalho: as quatro estações do ano – “Primavera”, “Verão”, “Outono”, “Inverno”.

Lurdes Guedes: “O prazer de ser mulher”, “Porto de abrigo”, “Esperança”.

Josefina Almeida: “Ouro sobre azul”, “Rochas da minha terra”.

Elmanu: “Fernando Pessoa no aeroporto” e uma obra sem título.

Méli: Duas obras sem tírulo.

Margarida Dias: uma obra sem título.

 

Tenho pena que os Artistas não possam estar presentes nestas tertúlias que, de certo modo, funcionam como encerramento. Seria importante compartilharmos ideias. (Digo eu, não sei…)

 

Entre muitos aspetos positivos que poderia mencionar, realço a capacidade criativa destes Artistas. Nas exposições que venho observando, vão sempre mostrando quadros novos. Daí poderei inferir que irão certamente elaborando diferentes trabalhos regularmente. (Digo eu! Será?)

 

Sortuda D. Maria Olívia, que no seu convívio com tantos Artistas, e em merecimento do seu trabalho de divulgadora da Arte, vai criando quase um Museu de Pintura. Uma Exposição um dia?!

 

Relativamente à Poesia, outra vertente artística que o CNAP vem promovendo e divulgando, ultrapassando ventos e marés, já quase há trinta anos, sem o devido e merecido reconhecimento, neste passado dia onze, compareceram: Maria Olívia Diniz Sampaio, Fernanda de Carvalho, Ana Alves, Carlos Pinto Ribeiro, Luís Ferreira, João Carrajola, e este cronista. Sete, como já referi!

 

Quase todos dissemos poesia, maioritariamente da nossa autoria. Para além de ter dito o meu poema de Natal, deste ano, “O Menino / o Futuro morre na Praia”, também tive a oportunidade de ler textos poéticos de Luís Ferreira, acedendo ao seu convite, nomeadamente “O Natal 2”, publicado no último post. Rarissimamente o tenho feito, mas já que as pessoas gostaram, talvez me aventure a fazê-lo mais vezes.

 

Já pensei em dizer, melhor, ler um poema de José Régio, de quem falei, a propósito de “Cântico Negro” e de tanta gente que o diz, lê, recita ou declama. Inclusive o próprio Autor!

 

E, a propósito, irei pedir a D. Olívia que me deixe dizer o seu texto poético sobre Portalegre!

 

O Poeta Pinto Ribeiro também é sempre lembrado, através do irmão, Carlos, e de Olívia.

 

E esta é uma crónica, como sempre, enviesada!

 

Ah! E falei sobre o livro que tenho pronto a ser lançado: “De Altemira fiz um ramo”!

 

E faltaram “Les chansons de Roland”!

Ementa de Natal à base de Poesia!

APP - Associação Portuguesa de Poetas

Tertúlia no Vá – VÁ - 9 de Dezembro 2018 (Domingo)

Avenida de Roma  - Lisboa

 

Volto à publicação no blogue. E com Poesia, que tem sido a temática dominante neste ano.

Muitos assuntos, poderia ter abordado neste interregno de não publicação. Neste mesmo domínio, vários acontecimentos ocorreram que não noticiei: tertúlias, lançamentos de livros, divulgação de Poesia… Mas não o fiz. Talvez ainda volte a algumas ocorrências. Que mais vale tarde…

(Outros acontecimentos, nomeadamente algumas das politiquices, me apeteceu abordar…)

 

Volto falando sobre Poesia!

Hoje, houve novamente Poesia no célebre café / restaurante da Avenida de Roma – cruzamento com a dos Estados Unidos, em Lisboa. A partir das dezasseis e trinta, como é costume.

E o espaço esteve bastante bem composto. Éramos vinte e três pessoas. Nem todos disseram poesia. Os que o fizeram, trouxeram fundamentalmente textos de sua autoria.

 

(O ruído mantem-se. Os talheres, o vozear, os pires e chávenas, a caixa registadora… Para o lado da cozinha, pudemos observar a preparação culinária, até vislumbrar ou ouvir algo sobre ementa e confeção dos pratos…

Bem… adiante!)

 

E, nesta tarde, e dada a próxima quadra festiva… a ementa poética foi precisamente sobre o Natal.

E quase todos os presentes procuraram seguir essa “carta”: poetar sobre o enquadramento natalício, segundo uma toada mais ou menos iconográfica e tradicional ou subvertendo um pouco essa imagem mais ideal e ritualizada da Natividade!

 

A Direção, ainda atual, fez-se representar por Carlos Cardoso Luís, Rogélio Mena Gomes, Mabel Cavalcanti e Fernando Afonso. Cada um teve oportunidade de expressar a sua opinião pessoal, face aos respetivos desempenhos, enquanto elementos diretivos. Justiça lhes seja feita! Cada um sabe de si e para além de os congratular pelo trabalho e agradecer pelo desempenho, ficou muito bem esta auto - avaliação pública.

Da minha parte, Parabéns e Obrigado, sempre!

E que a futura Direção continue o bom trabalho da cessante.

Igreja e araucária 2015 Foto original DAPL.jpg

 

E houve Poesia! Natalícia, na sua maioria. Bem como a formulação de Votos de Boas Festas!

 

Carlos Cardoso Luís disse: “Natal é uma aventura”.

Joaquim Sustelo: “Natal dos pobres”.

Mabel Cavalcanti: “O amor chegou de forma inusitada”.

Carlos Fernandes, do seu recente livro: “A minha velha casa”.

Francisco Carita Mata: “O Menino / O Futuro morre na praia!

Santos Zoio: “O Natal é um dia como outro qualquer”.

Fernanda Beatriz cantou: “Premonições”.

Catarina Malanho disse: Consoada.

Lu Lourenço: “Natal é todos os dias”, de Álvaro Giesta.

Daniel Costa também disse um poema, mas não de Natal.

Aurélio Tavares: “Natal hoje”.

Júlia Pereira: “Soneto da Visitação”.

Mário Bragança também disse poesia, mas não de Natal.

José Castrelas disse “Quadras de Natal”.

Lurdes Amaral: “Uma história sobre Jesus”.

Fernando Afonso disse, de Lurdes Amaral: “Anúncio de Natal”.

Lurdes Mano disse, de Catarina Malanho: “Acordem, poetas!”

 

Para além dos poetas e poetisas mencionados, ainda estiveram presentes, embora não tendo dito poesia: João de Deus Rodrigues, Ilda Rodrigues, Ivone Magalhães, Nelice Palocal, Adelaide Zoio.

 

(E esta foi a primeira parte desta ementa poética! Atrevo-me a dizer que o prato principal. Pelas dezoito, saí. Já outros confrades o haviam feito anteriormente. Houve habitual consumo. Já o havia feito logo no início.

A segunda parte não posso referenciar como decorreu, porque não assisti. Mas não desmereceu, de certeza, da primeira!

Votos de Bom Natal, para todos e um Ótimo Ano Novo.

Qualquer incorreção nesta crónica, deixe comentário sugestivo, SFF.

Obrigado!)

 

Ah! A fotografia?! Para mim, associo inevitavelmente o Natal à minha Aldeia. Esta é a imagem da Igreja de Aldeia da Mata, com a célebre araucária, de que me lembro de toda a vida, num quintal junto ao adro, onde brinquei em criança. Imagens iconográficas! Foto original DAPL, como a maioria das fotos do blogue. De 2015.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

XXII Antologia de Poesia da APP – Lançamento

“A Nossa Antologia” 

Tertúlia no VÁ - VÁ

Foto original DAPL. 2016. jpg

 

Foi lançada no passado dia onze, domingo, a mais recente Antologia da Associação Portuguesa de Poetas. A vigésima segunda. Nela estão representados setenta e nove autores.

O lançamento decorreu no âmbito da Tertúlia do Vá Vá, habitual no segundo domingo de cada mês, a partir das dezasseis e trinta, no célebre café – restaurante da Avenida de Roma, em Lisboa, “Loja com História”, de que as Tertúlias da APP são, indiscutivelmente, parte integrante.

Uma tarde de imensa chuva por toda a Lisboa, talvez esse facto tivesse arredado alguns dos hipotéticos participantes. Apesar desse contratempo, ainda assim estivemos uma dúzia de resistentes. Nem todos os presentes comparticipavam na Antologia, mas numa primeira ronda cada um de nós leu ou disse um dos poemas que compõem o variado conjunto. Quem não integrava a Antologia leu um dos poemas da mesma, à sua escolha.

Disseram presente, Rogélio Mena Gomes e Fernando Afonso, que coordenaram a reunião; Su Sam, Maria Alcina Adriano, Francisco Carita Mata, Feliciana Garcia, Luís Gomes, José Castrelas, o mais recente associado, que leria um dos seus poemas, extra antologia, no início duma 2ª ronda; Maria Deodata, João Murtinheira Branco, Aurélio Tavares, Maria Isilda Gonçalves.

Parabéns a todos os participantes e destemidos face ao temporal. Que continuem a comparecer.

Ainda não li toda a Antologia, mas irei fazê-lo!

Obrigado aos coordenadores e parabéns a todos os antologiados, ao prefaciador e ao autor da capa. (Capa simples, minimalista, mas sugestiva e elucidativa face à temática.)

(Ilustro o post com uma imagem, original DAPL – 2016, reportando para a Luz, dimanada da Poesia, face à escuridão que ensombra o Mundo. Poesia é Luz!)

 

 

Benfica! Benfica… Tertúlia.

 

TERTÚLIA POÉTICA AMÉRICA MIRANDA

 

03 De Novembro de 2018, às 17:00 horas

 

Auditório Carlos Paredes – Benfica - Lisboa

 

Este post bem que poderia abordar o Benfica e o evento de ontem, em Amsterdão. Mas não!

 

Foto original DAPL 2015.jpg

 

 

Debruça-se sobre outros acontecimentos.

Divulga a Tertúlia que irá ocorrer, em Benfica, sim; em espaço aonde também já foi a sede do Benfica, sim; aonde ainda ocorrem atividades do Benfica, sim (!), do Sport Lisboa e Benfica!

No Auditório Carlos Paredes.

Também já aí disse Poesia!

E, neste “Encontro Poético”, de poesia, também canções, “entreténs”, (…), também irão marcar presença, Amigos, que também já figuram com trabalhos seus no blogue. E outros, que em devida altura também poderão figurar.

Pois!

Segue-se o Programa das Atividades.

Compareça, que vale bem a pena!

Não sei se haverá jogo do “Glorioso”, na Luz.

Das vezes que tenho ido, tem havido sempre jogo.

Só ainda não calhou ouvir a ressonância de um golão, quando passo junto ao estádio.

Acontecerá!

 

******* 

PROGRAMA

 

Abertura – Memorial à Tertúlia

Apresentador – Mário Valejo

Fados – Mário Rodrigues

Poesia – Armando David

Poesia – Álvaro Giesta

Canções líricas e poesia – José Gonçalves

Poesia – Fernanda Pacheco

Poesia – Luís Filipe Rodrigues

Poesia – Eugénia Chaveiro

Canções – Fernando Silva

Entretém – Mário Valejo

Poesia – Luís Alves

Poesia – Aldora Amaral

Poesia e canções – Trio «Boa Esperança», Fátima Arnauth, Mª. José e Francisco Assis

Poesia – Isabel Bastos Nunes

Poesia – Carlos F. Bondoso

Poesia – Clara Mestre

Canções – Rolando Amado

Poesia – Jorge Ferreira

Poesia – Lobo Mata

Final – Mário Valejo

 

******* 

(Ah! A Fotografia... Já sabemos, original DAPL. Laranja e Limão, que até rima com Amsterdão! Laranja, laranja! Mecânica?!  Quem ficou com a laranja?! A quem calhou o limão?! Bem azedo, por sinal, ademais, e por demais, já no final!)

Exposição de “Poesia Visual”: Texto para Visitantes

Sede da APP – Associação Portuguesa de Poetas

Rua Américo de Jesus Fernandes, 16 - A – Olivais – Lisboa

30 de Setembro – 28 de Outubro / 2018

 

 

Esta Exposição tem por objetivo fundamental dar a conhecer um conjunto de trabalhos poéticos, que elaborei na segunda metade da década de oitenta, inspirados no conceito da designada “Poesia Visual”.

Alguns, fui-os divulgando no blogue “aquem-tejo.blogs.sapo.pt”, tal como tenho dado a conhecer outros textos poéticos ou em prosa, que fui elaborando ao longo dos vários anos em que escrevo.

 

O concurso da APP “Nau dos Sonhos” foi a oportunidade e o móbil imediato, que me levou a propor à Direção da APP, a realização desta mostra de Poesia, desde logo aceite.

Trabalhos desenvolvidos na época referida, inspirados na estética artística e poética mencionada, de que resultaram várias obras, em suporte de papel, seguindo metodologias diversas e contextos de inspiração variados.

Todos têm na base um poema, escrito na altura ou anteriormente, que estruturei visualmente face à temática a trabalhar. De alguns fiz mais do que uma versão, consoante a inspiração.

 

O poema azul de (a)mar é dos que construí mais do que uma versão.

A primeira, (85), inspirei-me numa célebre estampa japonesa. As subsequentes, (86), foram criadas num modo mais pessoal e original, em que a palavra – o significante, se foi gradualmente transformando no seu significado, o mar, a ponto de, no final do poema, as palavras e letras se confundirem com as próprias ondas do mar para que nos remetem. Da calmaria inicial para o movimento e rebentar das ondas… A azul, que azul é o mar!

(Deste trabalho, ofereço uma das versões à APP.)

 

O trabalho que intitulei, para efeitos de concurso como Poema Psicadélico”, de 1986, baseia-se num poema de 1979, intitulado “Fuga à Solidão”. (Este poema supostamente traduz a experiência multissensorial de uma pessoa sob o efeito do consumo de estupefacientes. Supostamente! Que “o Poeta é um fingidor…”)

Em “Poema Psicadélico”, os versos projetam-se nas paredes de um quarto, local de experimentações, como se de um filme se tratasse ou de uma banda desenhada.

Nele, há o recurso a variadas técnicas e possíveis conceitos estéticos, remetendo para várias Artes: desenho, pintura, evocando-nos o cinema, a banda desenhada, imaginariamente a música e até o desenho animado, pese embora a estática de um quadro; o graffiti, os murais… a colagem também, como meio, suporte, recurso e decisão consciente.

 

Com o título “Verso e “Reverso" , para efeitos de concurso, apresento um mesmo poema, escrito através de duas tecnologias pré-digitais: manuscrito, a esferográfica preta, porque escura é a ansiedade, e utilizando a ‘ancestral’ máquina mecânica. (São de 1987.)

Em ambas as tecnologias, procuro reportar o texto para uma dimensão visual para além do grafismo dos caracteres e das palavras. Uma aproximação ao desenho.

Formalmente, são os dois lados de uma mesma realidade e apresentam-se como se fizessem parte de um mostruário da designada “Literatura de Cordel”. (Esta ideia tomou forma também para efeitos de concurso.)

O poema é a interpretação analítica de um desenho não meu, de um jovem, que acompanhei quando trabalhava numa Instituição Profissional. (É uma interpretação, outras poderão ser possíveis.)

 

O mar enrola n’areia…” (1986), é quase um não-poema. Praticamente não há texto. Apresentando-se graficamente, um desenho produzido com a proverbial máquina de escrever mecânica, em duas versões experimentais, (Poesia experimental!).

Duas crianças, um menino e uma menina, à beira mar, entoando a célebre cantiga popular, e segurando papagaios de papel. Reporta-nos para o nosso imaginário infantil e, para além do grafismo do desenho, também para a cor e para a música. (Imaginariamente!) E que é da Poesia se não nos solta a Imaginação?!

 

A partir do poema Ícaro, publicado no Anuário Assírio Alvim, 1987, trabalhei duas versões.

Uma primeira, (86), reportando-me para a iconografia relativa ao mito grego: o labirinto, o minotauro, as ilhas gregas e as suas ruínas de templos. Ícaro, flutuando sobre as nuvens.

Este poema pretende ser uma desconstrução da simbologia inerente ao mito. (Os mitos suportam diversificadas interpretações.) Ícaro não caiu ao mar, com os seus sonhos, com a sua ânsia de liberdade e afirmação pessoal. Manteve-se, planando, não deixando de sonhar!

 

Uma segunda versão, de 87, 89 e que completei este ano, 2018, e estruturei deste modo para a Exposição, poderia intitulá-la, “Asas de Sonho” / “Asas de Ícaro”, baseia-se no mesmo poema, com a mesma desconstrução e transmutação ideativa, para a persistência e permanência da condição de sonhar! De sonhador(es)!

(Uma versão primeira, desta 2ª versão, foi publicada no Diário de Notícias, em 1987.)

 

A técnica, a tecnologia, os materiais utilizados, face ao mundo digital em que vivemos atualmente, são elementares, quase “pré-históricos”, ou melhor, pré-digitais. Trabalhos feitos manualmente, com recurso a esferográficas e canetas de feltro! A velhinha máquina de escrever mecânica! Algumas técnicas primárias de pintura…

Remetem-nos, sugestionam-nos os Textos Poéticos para outras formas de Arte.

 

Termino, dizendo o poema, Ícaro, que, de certo modo, traduz o meu pensar e sentir.

Nunca devemos desistir de sonhar!

 

(ÍCARO / Lá no alto, entre as nuvens / Ícaro, preso está. / Não perdoaram os deuses / Voos tão altos, com asas / tão de cera. / E Ícaro se quedou enredado. // É falso que ao mar haja caído / Espalhando-se no que seu nome tem / Por não seguir de Dédalo os conselhos. / Ficou somente preso, entre os seus sonhos, / Mas bem lá no cimo, entre nuvens.)

 

E Obrigado por me escutarem, por me terem possibilitado a concretização deste meu Sonho. Tal como Ícaro – Poema, nunca desisti de sonhar. Através desta materialização expositiva, concretizei um pouco dos meus sonhos.

Obrigado à APP. Obrigado, Sócios da APP. Obrigado, Direção da APP. Obrigado a todos os presentes. Obrigado a Amigos e à minha Família, que me incentivaram neste projeto!

 

*******

E uma Nota Final: Vários poemas reportam-nos para o tema Mar e o elemento Água.

Este poderia ser um aspeto também a abordar: o Mar e a Água, como fontes primordiais de Vida. O Mar e a Água, como arquétipos estruturantes da Humanidade. O Mar e a Água, como fatores fundamentais da vida terrestre (e haverá outro tipo de vida para além da terrestre?) e os cuidados para sua preservação e manutenção… (…)

Exposição Poesia Visual - Sede A. P. P.

Sede da Associação Portuguesa de Poetas

R. Américo de Jesus Fernandes - Olivais - Lisboa

Azul de amar 2018. jpg

Já está instalada a Exposição de Poesia Visual.

Nela estão expostos alguns trabalhos que elaborei segundo este conceito, na segunda metade da década de oitenta, agora estruturados para esta finalidade expositiva. Outros já organizados há algum tempo atrás.

Ícaro 2018. jpg

 

Obrigado ao  Presidente da Asssociação, Carlos Cardoso Luís, pela sua ajuda preciosíssima, na conceção, montagem, orgânica e estruturação da Exposição. Bem haja!

 

Ícaro 1989.jpg

 

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