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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

«O Sino da Nossa Aldeia»

 

«O SINO da NOSSA ALDEIA»

(rancho)

Sino da Aldeia. Foto original. 2019. 07.jpg

 

«O sino da nossa aldeia

Sabe sentir como nós

Ri ou chora, canta ou reza,

O clamor da sua voz.

 

(Coro)

Vê o que tu fazes

Escuta o que eu digo

                         Espreita os meus passos                   (bis)

Se passo contigo

 

E se eu rio faz dlim dlim

Mas se eu choro faz dlão, dlão

O sino da nossa aldeia

Parece ter coração.

 

Mora no alto da torre

Toda cheia de luar!

Como firme sentinela

Que esta aldeia quer guardar.

 

Quando nós nos batizámos

Fez assim: dlim, dlim, dlim, dlim

Mas quando um dia casarmos

Fará: dlão, dlão, dlão, dlão, dlim.

 

No adro da nossa igreja

Brincámos em pequeninos

E ali, sem q’rer aprendemos

A gostar da voz dos sinos.

 

Quando estou longe d’Aldeia

Do sino, tenho saudades

Mas quando chego, me alegro

Com o toque das trindades!»

 

(Aldeia da Mata, Verão de 1960.)

In.

De Altemira Fiz Um Ramo – 2018 – (pag. 94) – “Cantigas de Dona Maria Águeda.

 

Torre Igreja. 2019. 07.jpg

 

A publicação desta “Cantiga” é uma Homenagem a esta Srª Professora de Aldeia da Mata, que exerceu o Magistério Primário em Vila Viçosa, terra natal de Florbela Espanca.

É também uma Homenagem à “Nossa Aldeia”!

Ilustrada com foto original, do Sino e da Igreja da “Nossa Aldeia”! - Memórias de “Outros Tempos”.

Quem detinha, na sua posse, estas “Cantigas” e, indiretamente, no-las fez chegar a nós, era D. Francisca Fonseca. O nosso Muito Obrigado!

Ai! A minha Aldeia! A minha Aldeia!

Gosto muito da “minha” Aldeia!

Foto original. Aldeia. 2019. jpg

Antes de mais o “minha”. Minha é uma força de expressão. É apenas uma apropriação afetiva, pelo muito, muitíssimo, que nos liga a ela. Que a “minha” Aldeia, é também “sua”, é também “tua”, é também “vossa” é também “dele” é também “dela”, é primordialmente “nossa”! Todos os que de algum modo estamos ligados a Aldeia, a consideramos “nossa”. A nossa Aldeia!

 

Foto Original. Aldeia. 2019. jpg

 

Neste blogue, que conta 757 postais, há uma boa percentagem deles diretamente dedicados a Aldeia da Mata. Muitos indiretamente, quase todos. Imensas fotos! A primeira etiqueta (tag) é precisamente aldeia da mata.

O pseudónimo que uso, há vários anos, ainda muito antes de entrar neste universo dos blogues, antes de saber que existiam ou mesmo antes da respetiva existência, desta parte não tenho a certeza, tem referência a Mata, precisamente uma homenagem à nossa Aldeia.

 

Rosa de Alexandria. 2019. 05. jpg

 

Tenho postais de Poesia: Tradicional, recolhida em Aldeia, da minha autoria, de pessoas de Aldeia da Mata.

Postais sobre o lançamento do livro: “De Altemira…”, na nossa localidade, da apresentação em Lisboa e em Almada.

Tenho textos sobre pesquisas históricas: “As Alminhas…”, o “Topónimo…”, “As Memórias Paroquiais…”.

Postais sobre ocorrências peculiares na Aldeia, sobre locais interessantes paisagisticamente.

Estórias e histórias...

E, muitas, muitas fotografias.

Rosa "Damascena". 2019. 05. jpg

 

E alguns postais sobre Pessoas que nos são por demais queridas e amadas.

 

Ricochetes de Covid?!

Padre António Vieira?!

 

Quando publiquei o postal “Passeio Virtual por Cidades… e Aldeias”, em Maio, fi-lo precisamente porque estava e estou, farto de Covid. E quem não estará? Escrever sobre o dito cujo ainda me saturava e satura mais.

 

Entretanto passaram-se tantas coisas e qual delas mais estranha.

O “desconfinamento” atingiu proporções, a meu ver, exageradas e não só em Portugal.

 

Manifestações, de motivações justas, mas que descambaram em efeitos injustificados.

Em Portugal, as ações têm sempre uma escala proporcional à nossa dimensão. Alguns cartazes despropositados.

 

Nos States, após aqueles descalabros, previsíveis, dadas as assimetrias gritantes entre estratos populacionais, acentuadas pelos efeitos de Covid; na Velha Albion, onde a Covid também tem feito grande mossa; inépcia e incoerência dos respetivos governantes, em ambos os estados anglófonos, deu-lhes, aos manifestantes, para derribarem e apearem estátuas. (Não haviam bastado os talibans!…)

Sem qualquer sentido.

Porque, reflita, SFF. Que seria da América se não tivesse havido Colombo? Ou de Inglaterra sem colonialismo(s)? Onde estariam esses sujeitos a quem lhes dá esses amoques?! Existiriam sequer, enquanto seres humanos?!

Porque se fossem os contestatários, ameríndios nos States; ou os anglos, ou os saxões, ou os celtas, em Inglaterra, ainda se perceberia… mas sendo quem são, que seria dos ditos se não tivesse havido todos esses horrores, que de facto foram: escravatura, esclavagismo, colonialismo, tráfico negreiro… Que não defendo nenhum destes retrocessos históricos, friso!

Que existem atualmente, sim! Com outras variantes e cambiantes, sim!

 

A História não se apaga, não deixa de existir por ser negada ou escondida ou submersa nos rios, enterrada nos pântanos da ignorância. Bem pelo contrário! Deve estar visível para ser aprendida, apreendida, interpretada, estudada, ensinada. Para ajuizarmos com discernimento e espírito crítico o que tem valor ou não, ao nosso olhar atual, sem deixar de perceber o enquadramento epocal.

Tudo o que é Humano tem que ser contextualizado no tempo e no espaço. Não se pode emendar o que foi ou deixou de ser mal feito em tempos passados, porque o “tempo não volta para trás”!

 

Cá pelo burgo, melhor, na Grande Cidade, também lhes deu para vandalizarem monumentos! E logo do Padre António Vieira!

Não sou especialmente apreciador de estatuária laudatória na via pública. Muita é inestética, mal colocada no espaço, os respetivos personagens suscetíveis de valoração ou não, positiva ou negativa. Todavia, já que expostos, permitem-nos opinar, ajuizar sobre os mesmos. São lições de História!

Não têm que ser consensuais. Muito menos estragados, destruídos. Para estragação e achincalhamento, basta o que lhes fazem os pombos, diária e continuadamente.

Que nos digam os Grandes: Camões, lá do alto do seu pedestal e Eça, mais terra a terra, mais a sua Verdade, um pouco mais em baixo.

De modo que, e um pouco mais acima, esborratar o Vieira é completamente incongruente.

Açucenas quintal. 2019. 05. jpg

 

António Vieira (Lisboa – 1608 / Baía – 1697): Orador e Escritor português. De pais de condição modesta, sua avó paterna era mestiça, serviçal na casa dos condes de Unhão.

Foi para o Brasil aos 6 anos. Estudou no Colégio dos Jesuítas, na Baía. Entrou na respetiva Companhia.

Distinguiu-se na catequese dos índios, de quem foi defensor intransigente.

De 1641 a 1652, esteve na Europa, nomeadamente ao serviço de D. João IV, de quem foi embaixador em França, Holanda e Itália.

Voltou ao Brasil, onde permaneceu de 1652 a 1661.

Levou o decreto real de libertação dos "índios", que provocou violentas reações dos colonos e o seu desterro para Lisboa.

Na sua segunda estada na Europa, 1661 – 1681, foi preso em Coimbra, em 1665, nos cárceres da Inquisição.

Viveu em Roma de 1669 – 1675. Regressaria ao Brasil em 1681, onde morreria em 1697.

Foi um Cidadão do Mundo, atravessou sete vezes o Atlântico, percorreu milhares de quilómetros, muitas vezes a pé.

Distinguiu-se especialmente nos sermões. Profundo conhecedor do coração humano. F. Pessoa o intitulou “Imperador da Língua Portuguesa”. Elogiado por A. Sérgio “nunca se escreveu em português mais claro, mais próprio, mais natural…”

Arrebatava tanto a gente inculta do Brasil, como o requintado mundo dos cardeais da Cúria Romana.

“Expoente da oratória sacra portuguesa e um dos maiores da oratória universal, foi político, missionário, defensor dos fracos, crítico audaz dos poderosos e patriota visionário.”

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(Para este excerto sobre P. António Vieira, mais uma vez, me baseei na Lexicoteca – Moderna Enciclopédia Universal – Círculo de Leitores - Tomo XVIII – pag.s 164, 165, 166.

Manias pré históricas!!!)

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E ainda...

Relacionado com o postal anterior, dizer que continuei com Tieta. Apaixonante a narração. Dá vontade de não parar. É sempre assim com Jorge Amado.

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E a foto?!

Original, como gosto que sejam. De flores, ou de plantas, pela(s) sua(s) simbologia(s).

Repare, SFF:

Hoje é dia 13 de Junho. Dia de Sto António. A respetiva flor simbólica é o lírio branco. (Na minha terra, também chamamos a estes lírios, açucenas.) E qual foi o celebérrimo sermão de Padre António Vieira? De Santo António... aos peixes. Que é isso que também ando a fazer... Mais valia ao pessoal que, em vez de desconfinar por dá cá aquela pallha, fosse tratar de jardins, que bem precisam. Nem sabem como é relaxante, tratar de um jardim ou de uma horta. Experimente, SFF.

 

Tieta do Agreste - Pastora de Cabras

Ou a Volta da Filha Pródiga, Melodramático Folhetim em Cinco Sensacionais Episódios e Comovente Epílogo: Emoção e Suspense!

Tieta. in. estantevirtual.com.br. jpg

Jorge Amado

Editora Record – 2ª Edição – 20/8/77

Capa de Carlos Bastos

Ilustrações de Calasans Neto

Retrato do autor por Flávio de Carvalho

Foto do autor por Zélia Amado.

 

Comprei o exemplar que tenho, numa Feira do Livro de Lisboa, em 6/6/80, há 40 anos! Li-o nessa data. Mais tarde, vi a novela que passou na TV portuguesa - (89 / 90).

Agora, resolvi voltar a lê- lo. Apenas comecei. Mas interessante (!), ao fazê-lo e imaginar as personagens, associo aos artistas que lhes deram corpo na novela, de que gostei muito, aliás.

Betty Faria na personagem principal, Tieta; a célebre Perpétua, representada por Joana Fomm e assim por diante.

Questiono-me: Quando li pela primeira vez, antes da novela, como imaginaria as personagens?! Será que as associava às de Gabriela que já vira em 77?! (Mistério… como diria Dona Milu.)

 

Jorge Amado (1912 - 2001) é, de entre os escritores brasileiros, aquele de que mais tenho lido. Certamente será dos mais conhecidos, mercê também da sua divulgação através dos audiovisuais: televisão, cinema.

Além do supracitado, também Gabriela…, duas apresentações novelísticas, e também cinema; Dona Flor… Mar Morto… pelo menos estes de que me lembro.

No caso de Gabriela… considero que o livro e as duas novelas subsequentes são três obras artísticas ricas e peculiarmente diferenciadas, embora partindo do mesmo universo narrativo. Não sei de qual delas mais gostei. Se ler, se visualizar as tramas novelísticas!

 

Voltando ao Escritor. Cidadão envolvido social e politicamente na vida do seu país, apesar da trama narrativa dos livros mais emblemáticos se situar geográfica e culturalmente no universo do seu Nordeste / Baía – Região do Cacau, consegue transpor nos seus personagens os sentimentos universais do Ser Humano.

Partindo dum contexto muito particular, alcança a universalidade no conteúdo da sua trama narrativa. Também gosto, na sua escrita, como transparece o sentimento geral do Amor e a luminosidade otimista da Vida de um país cheio de sol!

 

(Livro escrito em português do Brasil, frise-se, com quase 600 páginas.

No final da sua narração, o Autor, após registar “FIM”, escreve: “Bahia, Londres, Bahia – 1976 / 1977”.

Quer dizer que o escreveu no período da ditadura militar: 1964 - 1985.

Havia Portugal saído há pouco da sua dita dura e, aliás o Autor refere isso logo no início pag. 16: “… ninguém sabe o que pode acontecer no dia de amanhã, recente, aí está, o exemplo de Portugal, quem poderia prever?”

Também já Chico Buarque editara “Tanto Mar” – 1975 - e cantava: “Sei que estás em festa, pá / …”

Esta 2ª edição fora de 50.000 exemplares – A 1ª, de 120.000, datada de 3/8/77. Distribuição: Centro do Livro Brasileiro, Lda)

 

Divulgados todos estes dados o melhor é recomeçar a ler.

 

Mas antes e ainda, referir que a ação decorre “… nos idos de 1965 – data tão próxima, ainda ontem, parecendo contudo distante passado ante as transformações do mundo; …” (pag. 333)

 

E também, que Jorge Amado, após conclusão da escola primária, em Ilhéus, aos 10 anos, vai estudar para Salvador de Baía, como interno no Colégio António Vieira… de onde foge. (Esta informação tem a ver com a atualidade de ontem em Portugal!)

Imagem: in. https://www.estantevirtual.com.br

“Sete anos de pastor Jacob servia / …”

Homenagem a Luís Vaz de Camões

(1525? – 10/06/1580 - Lisboa)

 

Rosa de Alexandria. Foto original. 2019. jpg

 

“Sete anos de pastor Jacob servia

Labão, pai de Raquel, serrana bela;

mas não servia ao pai, servia a ela,

e a ela só por prémio pretendia.

 

Os dias, na esperança de um só dia,

passava, contentando-se com vê-la;

porém o pai, usando de cautela,

em lugar de Raquel, lhe dava Lia.

 

Vendo o triste pastor que com enganos

lhe fora assi negada a sua pastora,

como se a não tivera merecida,

 

começa de servir outros sete anos,

dizendo: - Mais servira, se não fora

para tão longo amor tão curta a vida.”

 

 

In:

“ALMA  PÁTRIA – PÁTRIA ALMA”

“Pelo Mundo em Pedaços Repartida”

4º / 5º ANO

PORTO EDITORA LDA

Domingos R. Pechincha - J. Nunes de Figueiredo

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SONETOS – pag. 122

 

Notas Finais:

A escolha deste Poema para além dos diversos óbvios e, de certo modo, também a partir do universo dos blogues, também se enquadra no momento político atual e dos "servilismos" ou serão "oportunismos" (?) & Associados. -  POLITIQUICES!!!

Já no dia 11/06, resolvi inserir uma foto de uma rosa de alexandria, certamente condizente com o objeto de Amor de Jacob: Raquel. Calculo que haveria rosas destas lá para as terras de Jacob e Raquel. Digo eu.

Segundo a tradição biblica, deduzo que terão vivido no início do segundo milénio antes de Cristo. Portanto, há perto de 4 mil anos! Jacob, terceiro patriarca bíblico, é o pai dos epónimos das 12 tribos de Israel. Esteve casado com Lia, de quem teve seis filhos. Mais tarde acabou por casar com Raquel, valeu a espera e o "servir", de quem teve dois filhos: José e Benjamim. Jacob acabou por emigrar para o Egipto e o seu filho José tornou-se figura importante na hierarquia dos faraós, chegando a ministro! 

(É sempre importante sabermos estas coisas de ministros importantes nessa época, tal como agora. Estas informações não as soube na net, mas certamente lá estarão. Eu busquei-as na velhinha Lexicoteca - Moderna Enciclopédia Universal - Círculo de Leitores. Anos oitenta do século XX - 1986.

Em termos comunicacionais, reportam-se quase ao tempo dos faraós!)

E dou por findas as notas do postal, que gostaria de colocar outro novo.

Tertúlia Poesia do CNAP - Lisboa – Café Império

Círculo Nacional D'Arte e Poesia

Tertúlia Poética

 

Volto a alguns dos temas das crónicas anteriores: Poesia, Tertúlias, Lisboa…

Foto original. 2019.jpg

 

O CNAP – Círculo Nacional D’Arte e Poesia realizou dia 14, a sua habitual Tertúlia: segunda terça - feira de cada mês.

Agora no emblemático, icónico, Café Império – Alameda Afonso Henriques / Avenida Almirante Reis - Lisboa. Acho que mantém a estrutura fundamental que conhecia das décadas setenta / oitenta, adaptado às funcionalidades atuais e ao modelo de utilização em que se insere. Muitas fotografias de artistas conhecidos. Junto à mesa em que dissertamos Poesia, reconheci as ”Primas” Madalena e Io. (“Primas”, advém do facto de sermos todos parentes, sejam quais forem as teorias que perfilhemos.)

 

Compareceram à Tertúlia nem muitos nem poucos, os bastantes: D. Maria Olívia, Alma – Mater do Círculo; Rolando, desta vez sem “Chansons”, talvez inibido pelas “Primas”; António Diniz Sampaio, que há muito não aparecia; Luís Ferreira, desta vez, e bem, acompanhado pelo “Poeta Cabacinha”, em livro; Carlos Pinto Ribeiro, que nos trouxe lembranças do irmão, Fernando Pinto Ribeiro, através da amável oferta de um exemplar da revista “Contravento – Letras e Artes” – Nº 2 – Dezembro de 1968. Impagável! Uma plêiade de Artistas de alto gabarito, hoje, consagradíssimos, muitos já no Além! Destaco apenas e por curiosidade, António de Sousa, com um poema manuscrito “Sal e Pimenta”, de Março 1966!

 

Como habitualmente, Carlos consagra-se à “Missão” de divulgar a Obra do irmão, Fernando. Para quando a edição do livro?! Gosto!

 

O “Poeta Cabacinha”, que tive o grato prazer de ouvir “Dizer Poesia”, como só ele sabe (!), num dos encontros de Cante e Poesia, organizado pelo Grupo de Cante do Feijó, no Auditório Fernando Lopes Graça – Fórum Romeu Correia, em Almada, num Outubro transato, foi o tema de conversas e de Leituras de Poesia, tanto pelo Luís, como pelo Rolando. Gostei!

D. Maria Olívia e António leram Poesia, a partir do Boletim Cultural Nº 137 – Ano XXX – Dez. 2019, do CNAP. Tema Natal: “Recordar é viver…”, “Quando eu era pequenino…”, “Natal nasceu Jesus” “O Primeiro Natal”, “Vem aí o Natal…”. Rolando: “Ano Bom – a Fé sempre renovada”. Gostei!

Também António Aleixo marcou presença. E também Amália! Também deles falámos, a propósito da importância e valor da “Poesia Popular”. E outros Poetas e Poetisas e Artistas, para além dos que compõem a plêiade de todos os que figuram nas paredes do Café, das esculturas e Autores do monumento que é todo o edifício, antigamente Café e Cinema Império, de tantas estreias cinematográficas, desde a sua inauguração (1955)! Por isso não estivemos apenas seis, mas muitos sessentas! Gostei!

 

E eu não disse?!

Natal no contentor”, “O Menino / O Futuro morre na praia”; “Aquem – Tejo”: sextilha e quadras sobre o Alentejo e ainda: “Qualquer coisa…” e “Num mundo em que tudo se compra e se vende…”  E, adeus, até uma próxima Tertúlia. Gostaram?!

Poesia e Fertagus?! Crónica Poética e não só!

"VÁ – VÁ": Poesia – Antologia (XXIII) – APP – Associação Portuguesa de Poetas

Fertagus ?!

 

As Tertúlias da APP, do 2º sábado de cada mês, a partir das 16h. 30’, voltaram a ser realizadas no VÁ – VÁ. E bem! Que são uma ocorrência poética, que já há alguns anos se vem desenvolvendo naquele espaço lisboeta, sob a batuta da APP. E, anteriormente, noutros enquadramentos, alguns documentados em fotos no local. Comparecemos vinte pessoas, das quais dezoito “Disseram” Poesia, dos próprios ou de Outros.

Cada um a seu jeito e modo, contribuiu para o engrandecimento da Poesia! Da POESIA! (Que é esse desiderato que nos deve unir. E que nos chega e nos basta! A Poesia!)

Disseram “Presente!”: Graça Melo, Daniel Costa, Francisco Carita Mata, Aires Plácido, Júlia Pereira, Bia Maria, Joaquim Sustelo, Santos Zoio, Pais da Rosa, Felismina Mealha, Fernando Afonso, Fernanda Beatriz, Tita Tavares, Maria Saudade, Custódia, João Coelho dos Santos, Quim Marques, Maria Helena.

(Estranho a ausência de alguns poetas e poetisas, habitualmente presentes. Sobre alguns me informaram que estão doentes. Aproveito para lhes desejar rápidas melhores. Outros têm outros compromissos. Voltem todos, engrandecem a Associação e a Poesia!

Apesar do ruído que continua, o Vá – Vá é sempre o VÁ – VÁ!!!)

 

Também foi entregue a XXIII Antologia a quem o pretendeu. Está bonita, sim! (Os vinte e três anos!) Uma capa muito sugestiva, que nos apela ao desbravar da leitura. Que ainda não tive oportunidade de fazer totalmente. Mas já a folheei na totalidade, lendo em “diagonal” sobre os antologiados. Técnica e materialmente, apreciei o objeto, a forma, a dimensão, o tipo de papel…E também já li alguns poemas. Alguns Poemas de que gostei imenso e com algumas surpresas muito agradáveis, para mim! Estão todos de parabéns. Poderemos gostar mais ou menos de uns do que de outros, concordar ou não… é um direito de cada um expressar-se livremente… também com respeito e consideração por quem lê: o(s) Outro(s), para quem escrevemos! Os Organizadores, com todo o trabalho que tiveram, merecem a nossa especial consideração. Porque há sempre muito esforço organizativo.

Existirão algumas gralhas, mais ou menos técnicas, ou tipográficas. Existem sempre!

 

Não posso deixar de frisar o que já expressei pessoalmente: A ordenação dos participantes deverá ser feita alfabeticamente. É o critério mais objetivo! Qualquer outro método é sempre por demais subjetivo e aleatório.

 

*******

E não posso deixar de aproveitar para outro assunto. As minhas “deslocações capitais” são habitualmente via Fertagus! Fui numa carruagem das que tiveram lugares sentados reduzidos. Sábado, levava pouca gente, para o que é habitual em dias de semana e horas de ponta. Também já viajei nesses dias e horas… o tratamento é de gado para matadouro, ou pior! As Pessoas são tratadas “abaixo de cão”! (Que estes agora são chiques!) (Infelizmente a situação aplica-se a outros meios de transporte de toda a “Cintura de Lisboa”!)

É imperioso e urgente que as Cidades, nomeadamente Lisboa, sejam “pensadas” de outro modo, no que respeita às suas funcionalidades e serviços. Que os espaços, em todas as suas valências, sejam “pensados” globalmente, de forma articulada pelos diversos agentes fundamentais no terreno. E que as Pessoas sejam vistas e tratadas como PESSOAS!!!!!

 

Tenho dito, melhor, escrito! E VIVA a POESIA!

 

Ai, as nossas “fezes”!

“E se eu gostasse muito de morrer”

Rui Cardoso Martins

Romance – Publicações Dom Quixote – 2006 – 1ª edição

Fotografia original 2015.jpg

 

Momentos de Poesia” de Julho foi subordinado à divulgação de um Autor Portalegrense atual, Rui Cardoso Martins, que nesse contexto tive oportunidade de conhecer pessoalmente. Sabia da sua existência, apesar da imagem mental que tinha dele ser a de outra pessoa das “Produções Fictícias”. Situação, aliás, que reportei ao próprio. Também não é devidamente conhecido e valorizado na Cidade, como merece. Frise-se!

Posteriormente a “Momentos”, na net, pude aprofundar sobre o Autor. E pude constatar do seu valor.

Entretanto na “Nun´Alvares” comprei o livro “E se eu gostasse muito de morrer”. Que já li e estou a reler. Muitíssimo interessante. Todo o Portalegrense, todo o Alentejano deveria ler! E não só! Porque é um livro universal.

Lê-se muitíssimo bem, dada a forma como as várias narrativas se entrelaçam. Seguir as várias histórias num livro tão impregnado da Cidade foi uma experiência única!

Fotografia original 2018.jpg

 

Conhecendo os espaços da ação, como tão bem conheço, vários dos enquadramentos tantas vezes e por vários anos calcorreados por mim, foi um modo de ler e fruir a leitura com maior envolvência.

Vários dos locais vêm identificados pelo nome próprio (colégio, hospital, seminário, praceta de Camões, plátano do Rossio, castelo, sé, paço do bispo, algumas ruas também…)

Outros foram batizados com outros nomes, o que a partir de certa fase da leitura, o meu modo de integração do processo de compreensão do que ia lendo, foi escrever, por cima, o nome exato do local. (Café Cortiça / Tarro, Rua Directa / Direita, Assentados / Assentos, Penhasco / Penha, Senfim / Bonfim, Porta da Defeza / Devesa, tasca do Marchito / Marchão, Av. João XXI / Pio XII, …Café do Centro / Central, Corredor / Corredoura, Rua dos Canastros / Canastreiros, Ribeira da Lixeira / Lixosa, …)

 

Os factos narrados, vários são por demais conhecidos, alguns bem na memória de muito boa gente, outros ter-se-ão desvanecido com o tempo. Não conheço todas as situações, aliás questiono-me se terão todos, um fundo de verdade…?

 

Os / As personagens, melhor, as pessoas reportadas no romance, algumas também com os nomes ligeiramente alterados, outros / outras com o nome próprio. Alguns identifico, a maioria, não…

 

Saliento desde já, que acho que neste livro o Autor homenageia bem por demais a Cidade! Presta um grande tributo à sua vivência nesta Cidade Transtagana. Apresenta de modo peculiar, talvez até um pouco descontraído, as nossas tragédias, melhor a nossa tragédia máxima, que é a Morte, a única e acutilante certeza com que nascemos. E que a todos os seres humanos coloca em pé de igualdade. “Ninguém cá fica!”

Apesar da temática, a narrativa não é relatada de forma mórbida. Há muito sentido de humor, ironia por demais, até graça, no relato dos acontecimentos. Tão peculiar esta nossa forma alentejana de encararmos as vicissitudes do Destino! …As nossas “fezes”…

 

E por “sorte macaca”, caso o Autor viesse a dar continuidade a esses relatos de mortes violentas e trágicas, várias ocorreram na Cidade, após o término da ação transcrita no romance. Fatalidades! Todavia… “… Não devemos perder a capacidade de nos rirmos de nós próprios…” p.115. Cito!

 

Faça favor de ler! (Contudo, atrevo-me a vaticinar que muitíssima boa gente torcerá o nariz ao livro.) Atreva-se! Ouse, que é inteligente! Irá divertir-se, tenho a certeza!

 

Um arranjo floral, melhor, vegetal!

Um centro de mesa para apreciar!

Um ramo que deu que falar e encheu os olhos de muita gente simpática!

 

Original DAPL. 2018.jpg

 

Não resisto a apresentar fotos do ramo que emoldurava o centro de mesa no lançamento do livro.

Antes de mais frisar que “veio diretamente da Tailândia”, como diria um saudoso ator.

 

Foto original DAPL. 2018.jpg

 

Como a temática das cantigas nos reporta, em muitos dos versos, para uma inspiração vegetalista, nada como apresentar uma composição que, de certo modo, nos sugestionasse essa abordagem.

 

Foto original DAPl. 2018.jpg

 

De Altemira fiz um ramo / De alfazema bem composto…” Dois raminhos com estas plantas de cheiro nos documentavam o título do livro e serviram para explicar a designação da obra, enquanto dizia a quadra.

Ainda: “Os teus olhos não são olhos / São duas bolinhas pretas / Foram criados ao sol / À sombra das violetas”. Um raminho de violetas, colhidas diretamente do quintal e organizadas pela Homenageada neste “livrinho”, um raminho bem cheiroso serviu para ilustrar esta quadra.

 

Mas e o centro de mesa propriamente dito?!

Bem na base, estruturando o conjunto, uns ramos de loureiro: simbolizando vitória.

Não ponhas nem disponhas / Loureiro ao pé do caminho…”

 

Englobando essa estrutura base e central, uns ramos de murta, bem carregadinhos de “murtunhos” ou murtinhos. Simbolizando a Eternidade, a perenidade. Também a Abundância, tantos frutos e tão carregadinhos de sementes…

O verde, de Esperança, como cor dominante.

A contrapor a este conjunto, um leve toque de amarelo outonal das folhas do carvalho, contrastando com o verde. Simbolizando o Outono da Vida!

E, no centro, exemplares de flores – couve. Que nos reportam para a Modernidade.

 

Todos estes elementos vieram diretamente da Tailândia do meu quintal. Todos de árvores ou plantas que semeei e / ou plantei. Tudo produção autóctone!

 

(O loureiro, plantado onde está, contraria de certo modo o ensinamento da “cantiga”. Pois está precisamente na beira do caminho. E por duas razões principais. Nesse local corre um veio de água, está um poço relativamente próximo, deste modo a árvore tem acesso a um elemento fundamental à sua sobrevivência. A proximidade do caminho é precisamente, para que quem passe, colha um raminho. E essa situação é por demais visível nos ramos que todos os anos cortam. O loureiro é para repartir! As vitórias são para compartilhar.)

 

Foto original DAPL. 2018. jpg

 

Já sabe, a partir de agora…

Se precisar de um ramo ou centro de mesa, basta contactar a firma.

Sempre com produtos endógenos! (Vindos diretamente da Tailândia, como diria o artista.)

Agradecimentos a todas as pessoas que elogiaram o ramo!

 

…De Alfazema bem composto!

Lançamento do Livro: “De Altemira fiz um Ramo…”

Muitíssimo Obrigado!

Minha Rua Lado Sul. Foto original DAPL. 2016. jpg

(A Minha Rua - Lado Sul - Foto original DAPL - 2016)

 

Ocorreu ontem, dia 30 de Dezembro, de 2018, na Junta de Freguesia de Aldeia da Mata, o lançamento do livro: “De Altemira fiz um Ramo”.

 

Não quero que termine este ano, sem expressar algumas palavras simples, mas sentidas de agradecimento.

A todas as Pessoas que participaram, direta ou indiretamente, na construção do livro. Muito Obrigado!

Saudade de todas as que tendo contribuído já não estão entre nós. Obrigado também!

 

Às Pessoas da Aldeia, que encheram o salão da Junta de Freguesia e emolduraram, de forma tão bonita, apelativa e sentida, aquele espaço. Muito, Muito Obrigado!

Espero que tenham ficado gratificados com o evento e o desempenho de todos os participantes que disseram ou leram Poesia. Foram momentos muito bonitos e alguns bem emocionantes. Pude presenciar muita motivação e talento. Acho que é uma vertente a desenvolver noutras ocasiões.

A estes, Participantes, que ousaram expor-se “Dizendo Poesia”, muito, muito Obrigado!

 

Aos meus Amigos que se deslocaram propositadamente de Portalegre e que nos honraram com a sua presença.

Ao Amigo e Colega, Professor João Banheiro, que nos surpreendeu com a sua presença e bonitas canções. Agora também tem à disposição “As Saias de Aldeia da Mata”, para serem musicadas e cantadas! Força!

Muito Obrigado a todos!

 

À minha Família, aos de Aldeia e aos que se deslocaram de outras localidades, também o meu Muito Obrigado.

 

A todas as Pessoas que têm adquirido o livro. Muito, muito Obrigado!

Não ficarão defraudadas com a sua leitura, tenho essa convicção. Simples, despretensioso, mas muito sentido, trabalhado e afetivo, além de conter bonitas “cantigas” e um testemunho documental de muitas e variadas situações, através dos textos, em poesia ou em prosa e das fotografias.

Também o acho tecnicamente muito bom. Parabéns à Irisgráfica!

Divulguem, SFF, entre amigos e conhecidos.

 

Aos elementos do Executivo da Junta de Freguesia, pela forma empenhada como se disponibilizaram para este lançamento, sem quaisquer restrições.

Também achei muito bonito a vinda de Pessoas do Lar.

Muito Obrigado!

Também a todas as Pessoas ou Entidades que divulgaram o acontecimento!

 

A todos, mas todos, sem exceção, o meu Muitíssimo Obrigado.

 

Deram-me um grande incentivo para me lançar noutros projetos. Pois, na minha opinião, talvez tendenciosa (?!) acho que correu muitíssimo bem!

 

Aproveito para formular Votos de um Excelente Ano de 2019, para todos!

E também, e muito especialmente para si Caro(a) Leitor(a)!

ÓTIMO ANO de 2019!

 

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