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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Encontro Literário no Cinco de Outubro!

Onde?! …Na Cinco de Outubro?!

…Não!

No cruzamento da “Azinhaga do Poço dos Cães” com a “Azinhaga da Fonte das Pulhas” ou do “Porcosunho”

Entroncamento de Azinhagas. Foto original. 2021.02.21.jpg

Encontro Literário com a Escritora Lénia Rufino.

Querem dióspiros?! (…)

Dióspiro. Foto Original. 2021.10.07.jpg

Ao final da tarde de cinco de Outubro, mais um dia de vaidades lá para Lisboa, vinha eu de um dos meus “escritórios”, quando estou na Aldeia. Neste caso, do “Vale de Baixo”. Não trazia as “canetas”, pois já deixara a ferramentaria e as colheitas, no “Quintal do Chão”.

Azinhaga do Porcosunho. Foto original. 2021.02.21.jpg

Observei um casal descendo a “Azinhaga do Poço dos Cães”.

Azinhaga do Poço dos Cães. Foto original. 2021.05.22.jpg

Parei, porque pareceu-me conhecer a rapariga, apesar da distância e de nunca a ter visto pessoalmente.

O casal também parou, hesitando na continuação da marcha.

Instei-os que prosseguissem, pois gostaria de falar com eles.

Ao aproximarem-se, tomei a liberdade de perguntar o nome à rapariga.

Confirmava-se a minha perceção. Era Lénia Rufino, sobre cujo livro “O Lugar das Árvores Tristes” teci algumas considerações neste blogue.

No breve colóquio encetado, referi que conhecia os pais, que a mãe era da minha idade e fizéramos a 4ª classe no mesmo ano. Que lera o livro de Lénia e de que gostara.

Lénia agradeceu e tive oportunidade de abordar mais alguns aspetos da narrativa.

(Aliás, a Escritora, conforme frisou, vinha explicando ao companheiro, sobre as ambiências do livro e aqueles espaços inspiradores para o enquadramento do enredo, que faziam parte das suas memórias de infância, quando vinha para a Aldeia com os pais.)

Peculiar e simbólico, que tenha encontrado a Escritora, num espaço de contexto da história e não em qualquer salão literário ou livraria!

Quanto à “Fonte dos Pulos”, a fonte inspiradora foi a “Fonte do Salto” e não a “Fonte das Pulhas”. Contrariamente ao que eu, inicialmente, supusera.

Sobre a continuidade da condição de escritora, mencionou estar a escrever outro livro.

Face à questão que lhe coloquei se seria saga do primeiro, referiu que não. A continuar, se o fizesse, seria sobre o filho de Lurdes, o João.

Questionada sobre o “violador”, explicitou que a ele se refere na página duzentos. Não tendo eu, de momento, o exemplar do livro na minha posse, vou continuar na dúvida, sem saber se a minha suspeita do possível autor do crime será quem eu penso ou não.

A conversa foi breve, que ainda iam para Lisboa. Não sei que Lisboa. Que para nós, quando estamos no Interior, Lisboa é toda a Grande Lisboa!

Dióspiro. Foto original. 2021.10.07.jpg

Querem dióspiros?! Finalizei quase em remate de conversa. Recusaram e engelharam a cara. Pelos vistos não gostarão. Eu, pelo contrário, este ano tenho-me lambuzado com os dióspiros.

Diospireiro. Foto Original. 2021.10.07.jpg

Tinha colhido alguns e, caso gostassem, faria gosto em oferecer-lhes.

Continue a saga… ainda lembrei.

(P.S. - As fotos não se reportam ao dia referido. Foram tiradas em momentos diferentes. Fazem parte do acervo, vasto, que tenho. Os locais são os mencionados. Os dióspiros... bem, também já se foram.

Lá para Óbidos também estão a decorrer "Encontros Literários". )

Homenagem a José Régio – 120º Aniversário

Casa - Museu José Régio – Portalegre

17 de Setembro – 17h 30’

José Régio estátua. Foto Original. 2021.01.15.jpg

Texto de Convite recebido, a partir da Direção de Casa Museu:

“A Presidente da Câmara Municipal de Portalegre, Maria Adelaide de Aguiar Marques Teixeira tem a honra de convidar V. Exª para a homenagem a José Régio no 120º aniversário do seu nascimento, 17 de setembro, com a apresentação do livro Quando minh'alma fala, a sua voz é um grito- a coleção de Cristos nas casas de José Régio, com textos de José Régio e fotografia de Adalrich Malzbender, pelo Professor Fernando J.B. Martinho e reedição da Confissão de um Homem Religioso de José Régio, editados pela Opera Omnia.

Casa Museu José Régio, 17h30.”

*******

Muitíssimo Obrigado pela atenção.

Presto também a minha Homenagem ao insigne Poeta e à “Cidade de Régio”, transcrevendo um Poema de seu livro “BIOGRAFIA”.

Lírio roxo e Cidade. Foto Original. 2021.03.05.jpg

CRISTO

 

Quando eu nasci, Senhor! já tu lá estavas,

Crucificado, lívido, esquecido.

Não respondeste, pois, ao meu gemido,

Que há muito tempo já que não falavas.

 

Redemoinhavam, longe, as turbas bravas,

Alevantando ao ar fumo e alarido.

E a tua benta Cruz de Deus vencido,

Quis eu erguê-la em minhas mãos escravas!

 

A turba veio então, seguiu-me os rastros;

E riu-se, e eu nem sequer fui açoitado,

E dos braços da Cruz fizeram mastros…

 

Senhor! eis-me vencido e tolerado:

Resta-me abrir os braços a teu lado,

E apodrecer contigo à luz dos astros!

 

In. “BIOGRAFIA” – José Régio – OBRAS COMPLETAS – poesia – BRASÍLIA EDITORA – 6ª Edição – 1978. Pp. 71/72. (1ª Edição 1929)

 

*******

Li este Poema “Cristo”, na “Casa Museu José Régio”, em Portalegre, em Novembro de 2019. Ao lado de célebre "Cristo" exposto, destacado na Casa. Numa visita guiada, enquadrada num evento organizado na Cidade, associado à Enologia e diversificando-se por vários edifícios públicos.

 

Almas Gémeas: Florbela e Maria João

“dialogando com… e glosando Florbela Espanca”

Rosas. Malvas rosas. Malvas sardinhas. Foto Original. 2021.04.29.

«EU

Eu sou a que no mundo anda perdida,

Eu sou a que na vida não tem norte,

Sou a irmã do Sonho, e desta sorte

Sou a crucificada… a dolorida…

 

Sombra de névoa ténue e esvaecida,

E que o destino amargo, triste e forte,

Impele brutalmente para a morte!

Alma de luto sempre incompreendida!...

 

Sou aquela que passa e ninguém vê…

Sou a que chamam triste sem o ser…

Sou a que chora sem saber porquê…

 

Sou talvez a visão que Alguém sonhou,

Alguém que veio ao mundo pra me ver

E que nunca na vida me encontrou!»

 

Florbela Espanca, In. “Livro de Mágoas”

 

*******

«EU

Eu, em contrapartida, sei quem sou;

Poeta, fui-o sempre, a vida inteira,

Dos versos dedicada companheira,

Rocha, ou papoila, que do chão brotou

 

E, depressa demais, desabrochou,

Tomando a sua própria dianteira

Na caminhada junto à ribanceira

Em que o passo apressado a colocou,

 

Mas vive, agora muito lentamente,

Um tempo mais incerto e mais urgente

Que teima em não parar pr’a repousar

 

E que passa por ela e segue em frente,

Sem dar conta do mal que faz à gente

Que vai estando cansada de passar…»

 

“Maria João Brito de Sousa – 28.01.2016 – 11.00h”

*******

In. “Almas Gémeas – Maria João Brito de SousaFlorbela Espanca – pag.s 8 e 9

EUEDITO – www.euedito.com – 2016

Editor: Joaquim Sustelo

 

Poema sobre Serra da Arrábida

Foto Original. 20210715_104859.jpg

«A cadeia da Arrábida»

 

«És calcária cadeia montanhosa,

Na península de Setúbal, meridional,

Relevos, vultos, paisagem rochosa,

Notável orografia à vista da capital.

Proeminente e afortunada escultura,

Tuas serras se destacam da planura,

S. Francisco, S. Luís, Louro, Gaiteiros,

Teus vales são grenhas de verdura,

Barris, Alcube, Rasca e Picheleiros.

 

Na cordilheira, Arrábida sobressai,

A mais alta, debruçada sobre o mar,

Enamorado e meigo o Sado vai,

A sua alcantilada face beijar.

Serra-mãe, que de Deus és criação!

Será teu nome de origem Ribat?

Do muçulmano, lugar de oração,

Ou quem sabe, talvez Arrabdah?

Gelfa, pascigo, pastagem d’eleição. 

…   …   …   …   …   …   …   …   …    

Tu Arrábida, soberbo e mágico mirante,

Património histórico, científico, cultural,

Tua paisagem, desmesurada, fascinante,

Dádiva da natureza, meu parque natural!»

 

In. “Segredos da Natureza a dois passos de Lisboa”, pag. 26.

De: Professor Manuel Lima (Fotografias e Texto)

Edição de Autor

1ª edição – Dezembro 2012

Tiragem: 1000 exemplares.

 

Foto Original. 20210622_094741.jpg

Em postal anterior, “Passeios por Aquém Tejo”, na sequência de postais sobre Setúbal, havia escrito que publicaria um Poema sobre Arrábida. Só hoje foi possível.

Foto Original. 20210621_094621.jpg

Este livro citado é um trabalho de excelência, como pode ajuizar a partir do excerto do Poema, de que transcrevo apenas três estrofes. Doze estrofes o compõem. Onze nonas e uma quadra.

Excelentes Fotografias, excelentes Poemas, abordando seis grandes Áreas Temáticas: “Parque Natural da Arrábida, Cabo Espichel, Reserva Natural do Estuário do Tejo, Lagoa de Albufeira, Arriba Fóssil da Caparica, Parque Natural de Sintra – Cascais”.

Comprei o livro em 06/04/2013, num lançamento promovido pelo Autor. Não me lembro em que local de Almada. O preço não registei, contrariamente ao que costumo fazer. Mas sei que foi relativamente em conta, entre dez e quinze euros. Para o trabalho que nele está incorporado, que não tem preço e sem suporte de editora, foi baratíssimo.

 

Caro/a Leitor/a, desejo-lhe boas Leituras de Verão, com muita Saúde!

 

"O Lugar das Árvores Tristes"

Livro de Lénia Rufino, romance, 1ª edição – Manuscrito - Lisboa – Março 2021

Cedro no Vale. Foto original. 2021.02.19.jpg

 

O título reporta-nos para um dos locais que temos mais certos na nossa Vida. As árvores, como dedos apontando para o céu, são marcantes e identitárias do espaço, pelo menos em Portugal.

Nas imagens elucidativas, ilustrando o postal, não tendo nenhuma foto específica, optei por utilizar fotos de cedros, plantas que eu próprio semeei e plantei no Chão e no Vale. Para aí nos anos noventa. (Mas, com estes particulares, estou-me desviando do essencial.)

Cedro, visto de perto, no Vale. Foto Original. 2021.04.02.jpg

 

A ação da narrativa decorre no Alentejo Norte, em duas pequenas povoações, uma mais um lugarejo, outra, um pouco maior. Nos anos de 1992, tempo presente na narrativa e 1968, tempo pretérito.

Cedro no Chão. Foto Original. 2021.04.02.jpg

 

As personagens principais?

Isabel, jovem estudante de dezoito anos, inquiridora, pesquisadora, “perguntadeira”, querendo obter respostas sobre pessoas da localidade, já falecidas, nomeadamente sobre as respetivas mortes, que a intrigavam sobremaneira. (Esta personagem funciona, de certo modo, como alter-ego da Escritora?)

A mãe de Isabel, Lurdes, alvo primordial das perguntas da filha. Ela será mesmo a personagem principal. Ao não responder, ou fazê-lo por evasivas, ou desviar o assunto e o rumo da conversa, só aumentava a curiosidade e o interesse de Isabel.

Esta sua curiosidade e perspicácia policial levaram-na a equacionar a possibilidade da mãe, Lurdes, ter um diário. Daí a procurá-lo, foi um ápice.

Encontrá-lo-ia no sótão da casa, entre papéis velhos e fotos.

E a partir da respetiva leitura, clandestina, todo um desenrolar de um ou diversos novelos sobre a vida da mãe, enquanto jovem e o seu modo de ser e de estar como adulta, vieram à superfície e conhecimento de Isabel. E também possíveis respostas ou pelo menos suposições, para as mortes inexplicáveis de algumas pessoas da localidade e que tanto intrigavam a jovem.

 

Nós, enquanto leitores, somos levados nesta inquietação de Isabel e, com ela, queremos também descortinar e esclarecer os segredos que aquele diário revela e os mistérios que pairam sobre mortes e vidas de algumas pessoas das localidades.

 

Outro personagem, também crucial no desenrolar do enredo, é Monsenhor Alípio: pároco nas duas localidades, cujos nomes desconhecemos. Primeiramente, na localidade mais lugarejo, nos anos sessenta, onde Lurdes nascera e vivera na infância e na primeira adolescência. E nos anos noventa, na segunda localidade, onde decorre a narrativa no tempo presente, onde passou a viver Lurdes a partir dos catorze anos, onde casou e lhe nasceram as duas filhas, Isabel, a mais nova e Luísa, a mais velha.

Ele, personagem enigmática e de poder, em ambas as aldeias, funciona como contraponto de toda a vida de Lurdes e do desenrolar da ação e enredo.

 

(Não vou contar a história, que não sou escritor, nem narrador.)

 

Mas, digo ainda, que Lurdes teve outro filho resultado de uma violação aos catorze anos. Violação, crime, a que Monsenhor assistiu, mas não interveio. Esse filho foi-lhe retirado por Monsenhor, que o enviou a criar por uma irmã, para os lados de Viseu. Mais velho que as duas meias-irmãs, estudará no Porto.

 

Este livro lê-se com muitíssimo agrado, envolve-nos na narrativa e queremos obter respostas para as dúvidas e questões da jovem.

 

Um livro nos moldes tão atuais: funcionará como uma saga. Digo eu, que não falei com a Escritora.

Surgirá outro volume, assim espero. E, nele, Isabel procurará encontrar o irmão, chamado João, em homenagem a João Tordo, mentor da escritora Lénia. É ela que o diz, nos “Agradecimentos”.

E esclarecerá quem foi o violador de Lurdes?!

Provavelmente, sim!

E Caro/a Leitor/a, se, por acaso, teve oportunidade de ler a narrativa, quem acha que foi?!

Na minha opinião foi uma pessoa de poder! Quem?! Tenho uma suposição, mas não a divulgo.

Muita coisa fica por contar.

Um último reparo, que pensara escrever inicialmente. Esta é uma obra de ficção, como refere a Escritora.

 

 

Azinhaga Poço Cães. Araucária. Igreja e adro. Foto Original. 2021.05.22.jpg

 

Parabéns à Escritora, a Si, Caro/a Leitor/a e Boas Leituras!

Outras Leituras:

"A Casa Grande de Romarigães"

"O Meu Pé de Laranja Lima"

"Tieta do Agreste"

Ai, as nossas "fezes"!

De Altemira...

“A Casa Grande de Romarigães” – Aquilino Ribeiro

Caro/a Leitor/a: Aventure-se na Natureza “Aquiliniana”!

Abrótea. Foto Original. 2021. 04. jpg

Das quase duzentas e cinquenta páginas deste livro, escolhi este pequeno excerto ou naco de prosa, para entusiasmar o/a Leitor/a no desbravar deste Romance(?). O Autor não quis propriamente considerá-lo desse modo. Talvez uma Crónica Romanceada, direi eu!

Carvalho negral. Foto original. 2021. 04. jpg

«… Do pinhão, que um pé-de-vento arrancou ao dormitório da pinha-mãe, e da bolota, que a ave deixou cair no solo, repetido o acto mil vezes, gerou-se a floresta. Acudiram os pássaros, os insectos, os roedores de toda a ordem a povoá-la. No seu solo abrigado e gordo nasceram as ervas, cuja semente bóia nos céus ou espera à tez dos pousios a vez de germinar. De permeio desabrocharam cardos, que são a flor da amargura, e a abrótea, a diabelha, o esfondílio, flores humildes, por isso mesmo troféus de vitória. Vieram os lobos, os javalis, os zagaias com os gados, a infinita criação rusticana. Faltava o senhor, meio fidalgo, meio patriarca, à moda do tempo.

Ora, certa manhã de Outono…

Um homem atravessou por ali, e não foi pequeno o seu pasmo. …»

In. "A Casa Grande de Romarigães" – Aquilino Ribeiro – Círculo de Leitores, Lda. (pag.12) - Clássicos da Língua Portuguesa - 2ª Edição – 7500 exemplares – Nov./1978.

*******

(Adquiri o livro, em Jan.1979, através do Círculo, de que era sócio na altura, por 195$00. Li-o por essa data, 79/80, e este ano, entusiasmado pelo “Guia das Aves de Aquilino Ribeiro, voltei a lê-lo, num ápice, nestes meados primaveris de Abril!

Vou voltar a relê-lo, aliás já recomecei, pois que ainda quero escrever um pouco mais sobre o mesmo.

Aquilino, 1885 – 1963, e esta Obra, são fundamentais. Foi escrito em 1957, tinha o Autor 72 anos.)

Carvalhal. Foto Original. 2021. 04. jpg

Com este Livro e este rico pedaço de Natureza escrita e descrita por este Mestre da Literatura Portuguesa, de certo modo, fazemos a ligação ao que vínhamos escrevinhando sobre a riqueza natural que nos cerca. Agora nesta escrita sublime, tão naturalmente genesíaca e riquíssima de verbo, da paisagem campestre, como a deste Ribeiro.

É sempre bom termos Dicionário à mão. A net, hoje, facilita-nos completamente o trabalho, pois nos proporciona a imagem. Eu, que tanto me interesso por plantas, socorri-me destes meios, para decifrar: abrótea, diabelha, esfondílio. Que cardo conhecia!

Afinal, as outras três também, que são plantas por demais correntes, de que tenho fotos, pelo menos da abrótea.

E é ela que ilustra o postal, juntamente com um carvalhal, que é essa uma das florestas que as bolotas criam. Outras serão os montados de sobros: azinhais e sobreirais. Ou os carrascais!

Sobreiral e cabras sapadoras. Foto Original. 2021. 04. jpg

********

P.S. – As fotos deste postal, como da grande maioria dos anteriores, são Originais!

Foram tiradas, neste Abril, nas faldas da Serra de São Mamede.

 

Mudança da Hora

Não concordo com a mudança de hora!

 Hoje, "Domingo de Ramos" mudou novamente a hora.

Esta, dita de Verão, causa-me sempre confusão. De repente, mal damos por isso, já é meio-dia.

Para quando, as entidades competentes, as governanças que nos dirigem, as nacionais ou as internacionais, se decidem por definir um modelo de hora que fique estabelecido, sem precisar de se mudar semestralmente?!

Vejam qual o melhor modelo, são “cabecinhas pensadoras” e decidam-se!

Glicínia. Óbidos. Foto original. 2019. 04. jpg

As fotos?! 

Continuam da glicínia, fotografada em Óbidos, em Abril de 2019.

E porquê?!

 

Glicínia. Óbidos. Foto original. 2019. 04. jpg

Uma curiosidade. Li numa revista de jardinagem, que as glicínias crescem no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio. (Estes deslocam-se da direita para a esquerda.)

Nas fotos da glicínia apresentada verifica-se que a planta se “movimenta” da esquerda para a direita. A base de nascimento está no quintal da casa, que fica à esquerda e o respetivo crescimento processa-se para a direita.

Interessante, não acha?!

Quanto ao “movimento” das plantas, este é um facto. Chamam-se tropismos. São direcionados pela luz, fototropismos; pela água, hidrotropismos... Correspondem ao crescimento da planta, que, na verdade, é um movimento.

E, através, das sementes, também se deslocam, enviando os filhos e filhas, para bem longe. E, para isso, pedem ajuda a outros seres: aves, insetos, mamíferos e outras entidades: o vento, a chuva… Eu sei lá! As plantas são seres também dotados de inteligência! Também comunicam e se ajudam entre si e com outros seres vivos.

Admirado/a?!

Há imensa literatura científica sobre o assunto. Filmografia, reportagens sobre o tema.

A Vida na Terra é extraordinariamente fascinante e o Ser Humano não é o único ser inteligente à face do Universo.

Bem bastas vezes tem dado provas precisamente do contrário.

E onde a conversa já vai… a partir da mudança da hora.

Vou mudar de registo.

E desejar continuação de excelente “Domingo de Ramos”, com muita Saúde.

 

Óbidos: Vila Medieval

Uma visita para depois de Covid?

Castelo. Óbidos. Foto original. 2019. 04. jpg

Este postal, inspirado pelo anterior, retrata alguns aspetos da bonita vila de Óbidos.

Situada na Estremadura, no distrito de Leiria, a menos de cem quilómetros de Lisboa - Portugal. (Tem cidade homónima  no País Irmão, também bem interessante.)

Campos de Óbidos. Foto original. 2019. 04. pg

Uma visita agradável, aliás, a Vila é (era?) visitadíssima.

Agora, com isto da Covid, não sei.

As fotos ilustrativas resultam de um passeio que realizámos em Abril de 2019. A léguas desta confusão dos confinamentos.

A primeira imagem é do castelo. A segunda, dos campos e povoados circundantes.

Igreja Stª Maria. Óbidos. Foto original. 2019. 04.jpg

A foto anterior é da Igreja de Santa Maria, o respetivo Largo e imagem de malvas sardinhas ou sardinheiras.

Casario, telhados. Óbidos. Foto original. 2019. 04. jpg

O casario, os telhados e uma nesga da rua principal. Durante o dia esta artéria da povoação é um corrupio de gente, para lá e para cá, mas que, ao sol posto, desanda para as camionetas que os deixaram fora de portas e os levam certamente para a capital. Gente de toda a raça, credo, cor e nação. Pondo-se o sol, pára o movimento e a vila fica como que dormente até próximo raiar do dia.

Recordações. Óbidos. Foto original. 2019. 04. jpg

O negócio da localidade funciona muito para “turistame”: ginjas, chocolate, bolos, recordações… Mas o pessoal vai e vem, tanto a correr… que não sei se compra muito (nem pouco).

 

Mas também tem outros interesses. Visitámos duas livrarias bem peculiares.

Uma instalada numa antiga igreja católica dessacralizada. Aí comprei o livro “Fado” de José Régio. No respetivo coro, trabalha a “Poeta Rendeira”. Executando os seus trabalhos em renda e a sua Poesia.

Outra livraria situa-se num antigo armazém, onde, para além de livros, também se vendem artigos diversos, nomeadamente hortícolas. As estantes dos livros são constituídas a partir de paletes dos produtos, conforme a imagem seguinte documenta.

Óbidos. Livraria. Foto original. 2019. 04. jpg

Quando tiver oportunidade, a Covid deixar, o confinamento acabar… visite, SFF.

(Em anos transatos, nestas alturas da Páscoa, eram enchentes… Agora, será tudo mais leve.)

Óbidos. Glicínia. Foto original. 2019. 04. jpg

A última imagem é da glicínia ilustrativa do anterior postal. Mais em pormenor, observando a ancestralidade do tronco, os cachos de flores e as folhas ainda algo incipientes.

O-milagre-das-rosas I

O -milagre-das-rosas-II

O-milagre-das-rosas-III-epilogo

Outros Passeios por Castelos!

Ainda sobre “Laranja Mecânica”

A 1ª vez que ouvi falar no assunto!

Laranja Mecânica In. editoraaleph.com.br..jpg

No Comentário que deixei em D. O., em 24/02/21, escrevi:

“Vi o filme, quando foi estreado em Portugal, após o 25 de Abril. Não li o livro. Mas a primeira vez que ouvi falar do livro e do autor, Anthony Burgess, foi em 1973, ao Professor Adriano Moreira, no antigo ISCSPU!”

*******

A referência ao livro e ao autor supracitados ocorreu na disciplina de “Noções Fundamentais de Direito”, no 2º ano dos Cursos de Economia e Ciências do Trabalho, no ano letivo de 1973/74, no ISCSPU – Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas Ultramarinas – Universidade Técnica de Lisboa.

No Capítulo I – Teoria das Normas – O Problema da Valoração – A variação no tempo e no espaço, refere-se.

Pag. 56

«… a ideia da variação que, no tempo e no espaço, tem a escala das valorações. E isso é um elemento importantíssimo da instabilidade da vida social, porque os valores estão constantemente em evolução, constantemente as circunstâncias levam a pôr em causa as valorações em que o grupo acredita. Mesmo as normas que estão em vigor hoje, muitas vezes no que toca ao seu conteúdo, são susceptíveis de valorações diferenciadas, consoante os lugares e conforme o tempo.» (…)

Pag. 58

«Isto é um acontecimento que está a dar-se todos os dias. O autor da “Laranja Mecânica” publicou um livro “La Folle Semence” onde põe em causa um valor fundamental da nossa cultura, que é o respeito pelo corpo humano. Se formos um pouco mais longe na interpretação do que ele diz, o respeito pela vida humana. Um dos elementos fundamentais das nossas valorações, no nosso sistema actual de valores, é o respeito pela vida e integridade do homem, a integridade do corpo do homem.» (…)

*******

La Folle Semence. In. Babelio.com. jpg

O Professor aborda o conteúdo fundamental defendido pelo autor de “Laranja Mecânica” no livro “La Folle Semence”, integrando-o no contexto das nossas próprias valorações, à data referida, e as especulações e repercussões que teve na época.

Não vou transcrever mais excertos das lições proferidas, sobre o assunto.

Polémicas como eram as abordagens do autor Anthony Burgess, se viu o filme “Laranja Mecânica” ou leu o livro, pode imaginar.

Eu, pela minha parte, só pretendia registar como e em que contexto tomei conhecimento e ouvi a primeira abordagem à obra do autor referido.

Foi um assunto que registei e que ao visualizar o filme, pude constatar a perceção controversa que o autor tinha da realidade.

(Notas Finais:

Posso registar que as lições do Professor eram de excelência.

Os negritos são da minha lavra.)

Imagem de "La Folle Semence", in. Babelio.com

de "Laranja Mecânica", in. editora aleph.com.br

 

 

A propósito de um postal sobre “Laranja Mecânica”

In. Delito De Opinião – Pedro Correia 24/ 02/ 2021

“Já li o livro e vi o filme (280)”

"A LARANJA MECÂNICA (1962) - Autor: Anthony Burgess

Realizador: Stanley Kubrick (1971)"

(…) (…) (…)

 

Laranjas. Foto Original. 2020. 01. jpg

 

Comentário que deixei no postal em 24 de Fevereiro

 

Vi o filme, quando foi estreado em Portugal, após o 25 de Abril. Não li o livro. Mas a primeira vez que ouvi falar do livro e do autor, Anthony Burgess, foi em 1973, ao Professor Adriano Moreira, no antigo ISCSPU!

Stanley Kubrick foi um dos meus cineastas preferidos, quando ia ao cinema, nos anos 70 e 80. O filme referido, “Laranja Mecânica”, “2001 – Odisseia no Espaço”, “Spartacus”, “Shining”, “Lolita”, Barry Lyndon”, são filmes que me lembro de ter visto e todos e cada um a seu modo, me “disseram algo”.

Não será talvez o melhor filme de Kubrick, ou até talvez seja, mas “Barry Lyndon” foi, dos que visualizei, o filme que mais me impressionou, pelo sentido estético incomparável. (Talvez só os de Visconti o ultrapassem!)

Achei interessante referir Aquilino, pela riqueza incomensurável da linguagem. Sem dúvida. Ando a ler um livro baseado em excertos de obras de Aquilino em que ele fala de aves. Uma preciosidade: o saber, o conhecimento, a variedade de vocabulário… Hei-de “trazer” o livro ao blogue.

Obrigado pela sua atenção e votos de muita saúde!

*******

Entretanto publiquei um postal, que já tinha planeado, sobre o livro Guia das Aves de Aquilino Ribeiro”.

Trarei ao blogue algo baseado no 1º parágrafo.

*******

 

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