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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Covid… nunca mais vai acabar!

Covid e mais Covid! A “nossa” responsabilidade!

 Em tempos escrevi, poetando “… que isto da covid / vai um dia acabar!”

Ainda em 2020, quando realmente acreditava que isso iria acontecer.

 

Passados estes dois anos em que o bicho anda e ciranda, por aqui e por ali, para cima e para baixo e não arreda pé, eu já não acredito que isso venha a ocorrer! Até receio que nunca mais vá acabar. Foi uma “Caixa de Pandora” que abriram, lá para a China, mas que nunca mais vão conseguir fechar. É este o meu receio e a minha perceção, atualmente.

Mais tarde ou mais cedo vai bater à porta de qualquer um, “vá de retro…”, que não o queremos por cá, mas ninguém está livre de isso lhe acontecer.

Se poderia haver alguma diminuição da probabilidade dessa ocorrência? Creio que sim! Qualquer pessoa observa, haver uma correlação direta entre a falta de cuidados das populações e a disseminação do bicho.

Reportando-nos a Portugal que é o observatório que temos disponível, verificamos que logo que acontecem as festanças dos eFes ou outras, em que se aglomeram milhares e milhares de pessoas, sem quaisquer cuidados, logo o número de casos aumenta.

São as urgências dos hospitais que entopem, porque o pessoal pode não ter cuidado quando anda no regabofe a bater a chocalha, abanando o capacete, mas mal tem leves dores de cabeça não se coíbe de marchar ao São João, à Santa Maria.

Valha-nos a Santa! É o que é, e o pessoal não tem mesmo cura. Nem a covid acaba!

Mas adiante… Sabemos que o Ser Humano, por natureza, é um “ser eminentemente social” e bem pode pregar Frei Tomás, que isto não vai, nem com Ferrabrás! Nem prá frente nem pra trás. Está sempre na mesma.

Também as nossas governanças persistem em manter posturas incoerentes sobre medidas preventivas.

Nem preciso especificar, mas o caso do uso das máscaras tem sido paradigmático.

Que nós também podemos e devemos saber agir. Sim!

Podemos e devemos.  Mas é escusado gastar o meu latim, de que aliás pouco sei. Isto vai andar tudo ao molho…

Até lá, resguarde-se, SFF! Que vem aí o São João.

E começou, hoje, o Verão. Fresco! Com ar primaveril. Que assim continue, fresco. Já basta a falta de água…!

Saúde e Paz!

 

Caril de Camarão e Arroz Basmati

Centro Interpretativo. Foto original. 2021.08.01.jpg

Piquenique no Jardim da Gulbenkian (II)

Afinal, o caril não era de gambas, mas de camarão. Correção feita!

 

Chegados ao Jardim para o piquenique, depressa os preconceitos voaram. O que mais havia era gente a piquenicar. As mesas junto aos eucaliptos estavam ocupadas, precisamente com pessoal a comer. Os bancos em redor, vários deles, em idêntica funcionalidade. Pela relva, também havia grupos, na função digestiva. Debaixo das sombrosas árvores, várias pessoas observei, comendo.

Um dos preconceitos: o “cesto do supermercado”. No final da visita, observaria um senhor, todo descontraído, com um desses cestos a tiracolo, onde levava o que sobrara do piquenicar que ele e a família haviam feito num dos bancos de cimento, debaixo dos eucaliptos!

Não tenho memória, se antes da eclosão da pandemia, era costume ver-se tanto pessoal a almoçar pelo parque. A hora de almoço costumávamos passá-la nessa função.

Comemos, piquenicando, divertimo-nos e tivemos direito a sobremesa, após termos arrumado os apetrechos, conforme foto do postal anterior. Não deixámos restos, nem papéis. Não demos nada, nem aos pombos, nem aos patos, que, gulosos, nos abordaram, enquanto comíamos. Seguimos as instruções que nos interpelam logo à entrada leste do parque, junto ao Centro Interpretativo Ribeiro Teles, conforme foto documental.

Instruções Parque. Foto original. 2021.08.01.jpg

Foi precisamente na gelataria que pedimos a sobremesa. Por mim, decidi-me por gelado de alfarroba, nunca havia provado. Gostei. Sou guloso! Mas também houve de morango e de chocolate. Para mim, triviais.

E houve direito a café, para quem quis, com ou sem açúcar! Em chávena. Havia quem não bebesse assim café, há imeeennso tempo! Na bandeja, levei-os para a sombra do exterior, que no espaço interior, apenas se podia ficar tendo o tal certificado. Devolvi a bandeja à origem, claro!

Passeata Jardim. Foto Original. 2021.08.01.jpg

Uma tarde muitíssimo bem passada. Passeata no jardim. Exercícios, à moda olímpica. Aproveito para felicitar os nossos atletas, os medalhados e os não medalhados, que também se esforçaram para tal.

Parque Gulbenkian. Foto original. 2021.08.01.jpg

O Jardim oferece excelentes sombras, nalguns locais, verdadeira floresta temperada, sempre bem irrigada. Ouve-se a passarada. Pareceu-me rouxinol, quando chegámos. Gaio também me pareceu no seu “grasnar”?

Candeeiro Joana Vasconcelos. Foto Original. 2021.08.01.jpg

Não me atrevi a visitar a exposição na galeria principal.

O candeeiro da “prima” Joana está exposto num dos átrios principais. É tão grande que não passa nada despercebido.

A fila para o museu manteve-se sempre crescida até depois das cinco, quando partimos.  Também não queríamos visitar. Já o fizemos por diversas vezes.

As esplanadas, a do restaurante do Museu e a do Centro Interpretativo, estavam cheias.

A quase totalidade do pessoal andava de máscara, aonde ela era devida. Nós, inclusive.

Casal Gulbenkian. Foto Original. 2021.08.01.jpg

No final da visita, encontrámos este casal, bem simpático. Entre oitenta e noventa. Com a devida autorização, fotografei-os. Não costumo colocar, no blogue, fotos com Pessoas. Mas não resisto a esta. Há sempre uma excepção, o que só confirma a regra.

Flor Gulbenkian. Foto original. 2021.08.01.jpg

Também fotos de plantas. Esta de uma plantinha minúscula. Para contrapor ao tamanho do candeeiro da “prima”! Há beleza e harmonia em toda a Arte. A natural e a humana, que “copia” a da Natureza?!

 

 

1ª Viagem de transporte público, neste “Mundo Covid”

“Mundo Zombie, com máscara”

Passados os tempos de reclusão mais acentuada, só hoje voltei a andar de transporte público, que não andava para aí desde Fevereiro ou inícios de Março, quando começou esta coisa de Covid.

Reclusão forçada. Verão. Trabalho e foto originais. 2020.03.jpg

Voltei a locais aonde não ia há mais de um ano. Imensa gente. As aulas ainda a funcionar, logo muitos jovens em grupos. Pode-se dizer que anda toda a gente de máscara. O Metro cheio. Muito, muito trânsito automóvel. Muito movimento.

Julgava que tinha dois bilhetes num cartão. Aparentemente tinha, só que não eram daquele “servidor”.  Não sei de que transporte serão. Obriguei-me a sair na estação seguinte, comprar novo bilhete, aguardar novo metro e seguir. Claro, já cheguei atrasado à reunião. Também foi o primeiro convívio de grupo alargado em que participei. Tudo segundo os conformes da pandemia, regras gerais e específicas cumpridas.

 

De regresso, usei o mesmo bilhete, conforme estabelecido, o bilhete dá para uma hora. As carruagens ainda mais cheias. Regresso(s) múltiplos e diversos às periferias da periferia. Tudo de máscara.

 

Já a meio do percurso entram os vigilantes do metro. Entram, mas não atuam. Com o comboio tão cheio, cheio, é mais sensato não conferir bilhetes. Argúcia experienciada. Ultrapassada a estação mais central, aonde saíram, quiçá, dois terços dos passageiros, carruagens bem folgadas e livres, começaram então a verificar os títulos de transporte. É melhor assim, não vá o “diabo tecê-las”. E olhem que eles eram dois corpanzis, mas não quiseram arriscar o cabedal ou, no mínimo, foram sensatos.

 

Concluída a viagem, voltei à rotina: supermercado, que fica em caminho.

 

Conclusão desta viagem: Se já antes e muitas vezes nas multidões de gentes, eu achava que vivia num “mundo zombie”, agora julgo cada vez mais andar num “mundo zombie com máscara”.

 

Nota marcante: os jacarandás estão exuberantes! Mas não levei telemóvel, não tirei fotos.

 

A imagem?! Trabalho realizado no ano passado, Março, durante a “Reclusão forçada”. Faz parte de um conjunto de quatro, quatro estações(?), e este representará o Verão, quase, quase a chegar.

 

Em Tempos de Máscaras…

Álvaro de Campos – Heterónimo de Fernando Pessoa

 

“Depus a máscara e vi-me ao espelho. –

Era a criança de há quantos anos.

Não tinha mudado nada…

É essa a vantagem de saber tirar a máscara.

É-se sempre criança.

O passado que foi

A criança.

Depus a máscara, e tornei a pô-la.

Assim é melhor,

Assim sem a máscara.

E volto à personalidade como a um términus de linha.”

 

In. "Obras Completas de Fernando Pessoa – POESIAS de Álvaro de Campos "– pag. 61

Colecção Poesia - Edições Ática – Julho 1978.

Foto Original. Amendoeira 2015? 16? jpg

“… Álvaro de Campos nasceu em Tavira, no dia 15 de Outubro de 1890 (às 1,30 da tarde…”) Isto escreveu, entre muitas outras coisas, numa carta, o seu “criador”, Fernando Pessoa. Carta “dirigida a Adolfo Casais Monteiro, sobre a origem dos seus heterónimos. Publicada na revista «Presença», nº 49, Junho, 1937.”

Faria, ontem 130 anos. O poema não saiu ontem. Sai hoje! Ainda se vai a tempo de parabenizar! A POESIA, sempre!

(Fotografia?! De uma Amendoeira. Sendo Álvaro de Campos algarvio, terá visto amendoeiras, digo eu. Esta não viu, de certeza. Nem eu já vejo, que morreu em 2017. Ano terrível: seca e incêndios. Está muito documentada no blogue.)

“HOSPITAL REAL” (Síntese) Série de Television de Galicia

Série de Television de Galicia

Transmitida na RTP2

15 Episódios: De  1 a 18 de Setembro de 2015

 

máscara in youtube.com

 

Terminou recentemente, 6ª feira passada, esta excelente Série de “Television de Galicia” que a RTP2, em boa hora, resolveu adquirir. Aliás, na sequência de outras séries europeias que vem transmitindo, desde 2014 e com as quais me comecei a “prender”, a partir de “BORGEN”.

Sobre estas obras fui escrevendo alguns posts, sobre que fui notando o agrado crescente das Pessoas que têm a amabilidade de visitar o blogue. Assim também me fui entusiasmando na escrita e, após Agosto, em que apenas coloquei dois posts, em Setembro procurei responder ao crescente interesse constatado, colocando textos maioritariamente sobre a Série supra citada, mas também diversificando outros temas.

Obrigado a todos os Visitantes e Visualizadores, pelo estímulo e desafio a que me incentivaram.

 

E, agora e sob a forma de síntese, registaria alguns aspetos relevantes desta série, que me fizeram ficar “pegado” ao écran durante estas três semanas e ainda escrever textos comentando os episódios.

 

Par romântico in betafilm.com

 

A saber:

 

- O facto de ser uma série histórica.

 

- No respeitante a História, enquadrar-se numa época de grandes mudanças na sociedade europeia. O final do Antigo Regime, a eclosão da Revolução Francesa e o mais que virá, caso a série continue.

- Cuidado nessa reconstituição, embora não saiba muito sobre o assunto, mas o vestuário; os temas abordados tanto na medicina como na ciência; os objetos utilizados pelos médicos e enfermeiras, as plantas usadas na botica; o papel e transformações nas classes sociais; as problemáticas na Igreja e os vários posicionamentos relativos dos vários intervenientes, por vezes até contraditórios e contrários à própria essência do cristianismo; a Santa Inquisição.

A intencionalidade em ir-nos situando no tempo narrativo, referência à decapitação de Luís XVI, à declaração de guerra da Espanha a França. E, até no tempo meteorológico. Talvez nem sempre se reparasse, mas quando a narrativa foi avançando e já se estava na Primavera, após a declaração de guerra, quando apresentavam exteriores, tinham o cuidado de mostrar flores, aves a chilrear e saltitar nos arbustos.

 

- A ação decorrer em Santiago de Compostela.

 

- Os temas, o texto e os diálogos. Eram sugestivos e ricos.

Valores, atitudes e comportamentos da época e possibilidade de comparar com a atualidade, constatar mudanças ou verificar persistências.

Preconceitos e tabus, versus surgimento de novas ideias e problemáticas.

A estruturação classista da época, papéis sociais, funcionais e profissionais bem definidos. A estruturação sexista da sociedade.

 

- A representação. Os atores fizeram um ótimo trabalho individual e resultaram muito bem no plano coletivo.

 

- O enredo romanesco. Não posso de deixar de frisar o romance entre os protagonistas, Daniel e Olalha; o par engraçado que formaram Cristobal e Rosália. O Amor de Dom Andrés por Dona Irene.

 

- A intriga, a luta pelo Poder dos vários interessados. As alianças táticas que foram estruturando. Os conluios que foram congeminando.

 

- O mistério dos assassinatos que se vai desvendando, em termos de narrativa, embora não tenham chegado a conclusões finais, mas que para o espetador foi revelado mais cedo, quando Duarte retirou a máscara, após assassinar o Padre Damião.

Mas, e lá vou eu com opiniões, se só tivessem revelado quando ele matou o fidalgo, Dom Leopoldo, ter-se-ia ficado mais tempo na dúvida e consequente expetativa.

 

A estruturação da narração e desenrolar do enredo, como se de uma partida de xadrez se tratasse, sugestão que o narrador formula num diálogo entre Mendonza e Elvira.

 

- A caraterização das personagens através das ações que vão executando e como também vão evoluindo, mudando até na sequenciação temporal e também conforme o contexto e a contracenação.

Destaco mais especialmente Duarte, que foi ganhando protagonismo.

Dona Elvira que se foi afundando, tal qual a classe que simboliza.

…   … …

- O enquadramento num perfil psicológico e de personalidade, personagens que nos vão revelando princípios, valores, atitudes caracterizadoras, agindo nos seus comportamentos em função desses princípios. Os seus conflitos interiores, os seus dilemas, ... 

 

Contudo, acho que se esta série fosse produzida por outros canais televisivos com muitos mais recursos, teria sido tecnicamente muito mais enriquecida.

Veja-se que nos exteriores não há utilização de quaisquer outros meios que não os humanos.

Estando-se em guerra ou em vias disso, não há qualquer sinal, para além da presença de três atores, vestidos de soldados. Não há cavalos, coches, canhões… Não circula qualquer veículo de transporte. A explosão foi filmada como se estivesse a ver-se ao longe…   …

Mas cada um faz o que pode, com o que tem e, nesse aspeto, o trabalho de Television de Galicia foi excecional, sob todos os pontos de vista.

 

E como não tenho a pretensão de esgotar o assunto, diga-nos também a sua opinião sobre o que reteve como síntese da Série. Se faz favor!

 

Ah! E por último: Seria de todo importante que a RTP2 pensasse numa reposição desta série, como está a fazer com Borgen!

Concorda comigo?

16º Episódio

 

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