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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

“Em Casa D’Amália” – Tertúlias semanais na RTP1

Fado – Poesia - Cultura

Fafá de Belém, Waldemar Bastos, Dany Silva - André Dias e Bernardo Viana

Apresentação de José Gonçalez

 

 

Foto Original. 2019. 05.jpg

 

Programa da RTP1, tertúlia transmitida às 6ªs feiras, à noite. Na passada sexta, dia 19, já o nono programa. Em semanas anteriores, algumas vezes visualizei excertos do programa. Neste último, face aos tertulianos presentes, deixei-me, em boa hora, levar na onda. Quando e onde podemos ouvir, assim numa assentada, Fafá de Belém, Waldemar Bastos, Dany Silva, acompanhados por André Dias e Bernardo Viana, dois jovens músicos, engrandecendo a tríade de cantores?! Dany e Waldemar também executantes.

 

Num jeito muito informal, apresentação de José Gonçalez, precisamente na Casa de Amália, à Rua de São Bento, na sala, deduzo eu, bem bonita, por sinal.

Programa, homenageando a Diva do Fado, recriando, de certo modo, as tertúlias que Amália promovia na sua própria casa. Neste programa foi precisamente lembrada a célebre tertúlia em que participou Vinícius de Morais, também Ary, Natália Correia, David Mourão Ferreira, em 1968, génese de disco editado em 1970: Amália – Vinícius.  

 

Programa excelente! Parabéns aos participantes. E Obrigado pela beleza de Música e Canções que nos trouxeram.

 

E que saudades tenho das tertúlias. Das Tertúlias de Poesia, confinadas, com esta coisa do Corona!

 

Da APP – Associação Portuguesa de Poetas. Na sede, aos Olivais; no Vá – Vá, na Avenida de Roma. Ambas em Lisboa.

Do CNAP - Círculo Nacional D’Arte e Poesia. Ultimamente no Café Império. Anteriormente, ao Centro de Dia de S. Sebastião da Pedreira. Também em Lisboa.

De “Momentos de Poesia”, no Café José Régio, antigamente “Café Facha”, em Portalegre.

Da SCALA – Sociedade Cultural das Artes e Letras de Almada, na Sede – R. Conde Ferreira – Almada Velha ou na Oficina de Cultura, no centro de Almada.

 

E.. Viva  a Poesia! Viva o Fado! Viva Amália!

 

E novamente parabéns a todos os participantes e organizadores do Programa da RTP1, supramencionado.

Cinco Estrelas!

Festa das Artes da SCALA – Almada 2020

Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada

26ª EXPOSIÇÃO ANUAL

OFICINA de CULTURA

8 a 23 de FEVEREIRO

 

 

8 (Sábado) 16h. - Inauguração da Exposição da “FESTA das ARTES da SCALA”.

 

Atuação do Grupo de CANTARES Populares do Castelo de Sesimbra.

 

9 (Domingo) 16h. – Atuação do Grupo de CONCERTINAS da USALMA.

 

16 (Domingo) 16h. – Atuação do Grupo PAX NOVEL, com António Fonseca, Gabriel Sanches, Fábio Francisco e Miguel Berkemeir.

 

22 (Sábado) 16h.- Grupo de FADO da Universidade Sénior D. Sancho I.

 

23 (Domingo) 16h. - ENCERRAMENTO da “Festa das Artes da SCALA”.

 

Atuação do Grupo de SEVILHANAS do BEIRA MAR de Almada.

 

“POESIA à SOLTA” com Poetas da SCALA.

 

*******

A SCALA – Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada - organiza, de 8 a 23 de Fevereiro, a sua 26ª Exposição Anual, na Oficina de Cultura, em parceria com a Câmara Municipal.

 

Nesta Exposição, envolvendo trabalhos nos domínios de Artes Decorativas, Escultura, Fotografia e Pintura, participam diretamente trinta e oito pessoas com obras suas.

Selfie. 2019. jpg

 

Penso que esta Exposição é uma atividade que deve continuar a ser desenvolvida pelas várias entidades participantes, havendo como é evidente a adesão de tantos Artistas, intitulemos deste modo todos os intervenientes.

 

No decurso da Exposição, decorrem atuações de outros Artistas, em vários domínios ligados à Música, ao Canto, à Dança, ao Fado.

Ah! E também Poetas, em “Poesia à Solta”!

 

Sem esquecer todos os Organizadores e Colaboradores, todos os que de forma mais ou menos direta colocam em ação, constroem, esta Exposição, bem como todas as atividades e funcionalidades integradas na designada “Festa das Artes da SCALA”.

 

Ícaro 1986.jpg

 

Os meus Parabéns a todos, sem exceção! E o meu Muito Obrigado também! Pois, deste modo, tenho a possibilidade de participar, modestamente, com dois trabalhos, que documentam fotograficamente este “postal” eletrónico.

Visite a Exposição e as outras Atividades. Ficará certamente rendido/a, pois pelo que pude vislumbrar, há obras por demais interessantes! Para além das atuações… e da Poesia!

 

Philharmonia: Dor de ausência

A Orquestra - Série Francesa – RTP2

6º e Último Episódio – 2ª feira – 27 Maio

 

“Dor de ausência”, foi assim que Rafael Crozes, o melómano, apaixonado da maestrina Hélène e financiador da orquestra Philharmonia, caraterizou o solo genial de violino de Selena Riviére, quando esta se candidatou a titular nessa mesma orquestra.

Ausência e rejeição por parte da mãe biológica que não a aceitou reconhecer, após o terramoto de 1999, na Turquia, em que ambas se salvaram, mas a mãe a obrigou a ir para adoção e dizer sempre que a mãe estava morta. Tinha Selena quatro anos!

Seria adotada por uma família francesa, tendo partido de avião, mas sempre a chorar, ao ponto de a hospedeira lhe colocar auscultadores com música de Hélène Barizet, um célebre solo de violino.

Essa sintomatologia de rejeição foi confirmada e reafirmada no decurso da série, que a mãe biológica na Turquia, recusou-se novamente a vê-la e aceitá-la, face ao pedido e buscas que Selena encetara na Assistência Social.

Essa dor, de não amada, não aceite, rejeitada pela figura primordial, deixou marcas permanentes no seu ser, desenvolvendo nela uma pulsão ao assassinato das figuras próximas das Mães substitutas, fossem seres humanos ou animais. Caso da cadela de estimação da Mãe adotiva, que vimos, dos gémeos desta e de Jeff Moretti (oboé da orquestra), pela sua aproximação à maestrina, por quem Selena desenvolvera toda uma relação patológica de identificação e de mãe substituta. E de quem pretendia um amor absoluto e exclusivo!

 

A série foi extremamente apelativa, supervalorizada pela música, com enredo muito interessante de seguir, envolvendo várias problemáticas atuais e tocantes que, lamento caríssimo/a leitor/a, não posso aqui esmiuçar.

 

Relevo sobremaneira a parte final, a apresentação da sinfonia do ainda marido da maestrina, Peter Faulkner, que não houve tempo de se divorciarem, mas acontecerá.

O aparecimento em pleno concerto, de Selena, que andara desaparecida como sabe (!) tocando o seu violino e o dueto com a maestrina, também ela executante de violino. E essa soberba atuação de ambas e o final - final, com a entrada dos policiais, que haviam confirmado ter sido ela a assassina de Jeff, e o finalíssimo, de ela sacar da pistola da maestrina, mãe substituta, alter-ego, e disparar sobre si mesma e suicidar-se, em pleno palco.

 

E depois, terá havido enterro, que já só vimos a campa cheia de flores e as duas Mães, adotiva e maestrina, junto dela no cemitério. (Algum certamente famoso de Paris, julgo eu!)

 

E, aí, lugar de Morte e descanso final, finalmente, Hélène resolveu abrir o envelope com o resultado das análises à presença ou ausência do malfadado gene patológico herdado da mãe. Abriu, leu, pareceu sorrir, mas não nos disse nada, ficamos sem efetivamente saber o resultado.

Mas no final da alameda, rodeada de jazigos e sepulturas, apareceu o atual namorado de Hélène, Yvan Borowski. Não sei se lhe mostrou, mas seguiram ambos para fora do cemitério, certamente encaminhando-se para uma nova Vida de Amor e Música!

(Não me parece que esta série tenha continuidade. Mas que foi interessantíssima, foi, de facto!)

Philharmonia: Quem envenena a maestrina?!

Philharmonia – A Orquestra

Série Francesa – RTP2

(4º Episódio – 5ª feira – 23 Maio)

 

Esta é mais uma das interessantes séries que a RTP2 vem transmitindo. Acompanhada por diversas execuções de música clássica e moderna, que a ação decorre no contexto do trabalho de uma orquestra, precisamente Philharmonia.

Orquestra dirigida recentemente por uma maestrina, eles chamam-lhe maestro, mas se é mulher trato-a por maestrina. Facto de difícil aceitação pelos vários intervenientes no processo, tanto músicos, como direção, na sequência da substituição do maestro titular, tragicamente falecido.

Todavia, a mulher, Hélène Barizet, foi-se impondo, praticamente tendo já conquistado os vários músicos e intervenientes no enquadramento institucional.

Frise-se que esta ainda relativamente jovem mulher, quarenta anos, vive sob o estigma de supostamente ser portadora de uma doença de origem genética, doença de Huntington, que a mãe, há dias falecida, lhe terá transmitido.

E os sinais, possíveis sintomas da doença, têm vindo a surgir: alucinações, descontrole emocional, agressividade exagerada, obnubilação comportamental… desmaio em plena atuação e direção da orquestra, no decurso de um concerto.

Tantas as problemáticas decorrentes do seu não enquadramento no contexto organizacional da instituição; dos sinais perigosos da doença, para si mesma e para os outros; da pressão emocional da sua própria vida pessoal… que ela decide, mais uma vez, fugir, como fizera vinte anos atrás, quando a doença se manifestou explícita e perigosamente na mãe. Novamente para a América: Nova Iorque.

Providencialmente, isto só nas séries, quando saía do hotel, chega o pai, acompanhado da médica que a vinha tratando.

E perante a situação, lhe dão conhecimento de que alguém a anda a envenenar.

Como souberam?! Através de análises que mandaram fazer, sem o conhecimento da maestrina, que se recusava terminantemente a fazê-las, com medo de que lhe fosse diagnosticada a marcação genética, genes maldito, que a mãe lhe poderia ter transmitido.

Como se chegou a tudo isto?!

Caro/a Leitor/a, peço imensíssima desculpa, mas não posso, aqui e agora, resumir os quatro episódios anteriores.

Quem a andará a envenenar? E porquê? E como?

O diretor da orquestra, Saint Just? Porque tem em vista outro maestro? O delegado sindical, o percussionista, Borowski? O marido, Peter Faulkner, que não ata nem desata com a segunda sinfonia? A amante deste, Aghate, que em breve será mãe?! O primeiro violinista, Gregoriu, deposto do seu lugar? O financiador, Crozes? Outra pessoa que nos escape?

E como?! A hipótese que vejo mais provável é através do chá! (Chá de abelouras, já se vê!)

Bem! Aguardemos futuros episódios, que o seriado é apelativo. Não será uma série, à séria, com vários episódios… apenas uma mini. Nem uma média!

Sigamos a saga da maestrina e da sua primeira violinista titular, Selena Riviére!

Dia treze de Maio de dois mil e dezassete!

13/05/2017

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A persistência dos Effes

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A ocorrência de um milagre?!

 

eurovisão. in. media.rtp.pt..jpg

 

Não posso deixar de cronicar um pouco sobre o dia de ontem e sobre três acontecimentos mediáticos em que Portugal esteve envolvido. Sobre os quais friso, desde já, que opino sequencialmente por ordem cronológica da sua ocorrência.

Mais ou menos consensuais, tocando em maior ou menor grau a população portuguesa, sendo vividos e vivenciados, quer de forma tendencial ou claramente positiva ou predominantemente pelo lado negativo; de algum modo, todos, (e cada um deles), terão sido sentidos se não por todo o povo, pelo menos pela grande maioria.

Quer se gostasse ou não, houvesse ou não identificação, os media fartaram-se de perorar sobre os mesmos! E a realidade, quer factual, quer virtual, permanentemente nos chamou a atenção para estas ocorrências. Dificilmente nos poderiam deixar indiferentes!

Todavia uns serão, à priori, mais abrangentes que outros. Ou talvez não!

Em todos eles se verifica a permanência, a reminiscência ou persistência, do celebérrimo conceito identitário de Portugal associado à trilogia dos EFFES, atualmente, quer se aceite ou não, muito mais alargada.

 

Num deles, e no meu ponto de vista, tendencioso, já se vê, a imanência de um verdadeiro milagre!

 

A vinda de Sua Santidade, o Papa Francisco, a Portugal, mais especificamente a Fátima, foi, certamente o acontecimento que terá envolvido mais recursos quer materiais, quer humanos, terá consumido mais tempo e mais canseiras de milhares e milhares de pessoas. (Digo eu!)

Todavia, não poderemos afirmar que tenha sido totalmente consensual, dado que Portugal, ainda que, tradicionalmente, de maioria católica, religiosamente falando, não o é na totalidade.

E quem não segue essa orientação religiosa, não se identifica de todo, em princípio, com a situação.

E mesmo há quem, sendo católico, não se revê no objeto da visita de Sua Santidade, o Papa Francisco!

(E sobre o assunto, tenho dito. Por agora!)

 

O segundo acontecimento teve o seu espaço fundamental de ação e clímax ali para os lados da Segunda Circular, em Lisboa. O desfecho e epílogo no Marquês, coração, aonde convergiu o sangue de toda a nação benfiquista da Grande Lisboa, mas ter-se-á alargado a todo o País e comunidades onde haja adeptos do clube da Águia.

Falo de Futebol!

Não podemos esquecer, contudo, que para os benfiquistas festejarem e ficarem contentes, ficarão tristes… sportinguistas, portistas, pelo menos estes, de maior relevância numérica e de maior impacto em termos de aspiração a conquistas de campeonatos. Mas também não poderei esquecer os bracarenses, os vimaranenses, os pacenses, os flavienses, os setubalenses… eu sei lá…

Pela minha parte fiquei muito contente. Felicito o Benfica, a sua equipa e todos os que trabalharam para alcançar este êxito.

E, já agora….

E porque não, o penta?!

 

A terceira ocorrência, acontecida a partir das vinte horas, foi o Festival… da Eurovisão.

Aqui trata-se de Música, não apenas de fado, mas tem sido um Fado, triste, que Portugal, que concorre desde 1964, há mais de meio século, com algumas ausências pelo meio, nunca havia ganho nem obtivera classificações significativas.

E se Portugal concorreu com canções merecedoras e com verdadeiro impacto! Mas nunca haviam despertado os favores eurovisivos.

E logo esta canção!

Não que ela não seja merecedora. Que o é, total e completamente! Só que, à partida, não seria festivaleira.

Não seria, mas foi! E ganhou o Festival!

Atrevo-me a afirmar que, neste ano de 2017, como acontecia nos anos sessenta e setenta, maioritariamente, Portugal esteve colado ao ecrã televisivo, durante a transmissão. Quanto mais não fosse durante a atribuição pontual. Nunca acontecera tal! Que Portugal estivesse sempre colocado no primeiro lugar, a receber tanta pontuação máxima, a ter a simpatia e preferência tanto dos vários júris nacionais, como do público, como da imprensa.

 

(Lembro que, nestas coisas da Eurovisão, não é a primeira vez que ganha uma balada, posso classificar assim a canção “Amar pelos Dois”?

Recordo Gigliola Cinquetti - “Non Ho L’età”, pela Itália, em 1964; Johnny Logan, pela Irlanda, em 1980, com “What’s another year?”...) (Curiosa a data de nascimento deste cantor.)

 

(Mas isso já vai há tanto tempo, dir-me-á. Isso é quase do tempo da “Maria Carqueja”! Pois, é verdade, mas é do tempo em que eu via os festivais da eurovisão.)

 

Neste ano uma hipotética vitória começou a delinear-se logo cedo, nas redes sociais, que atualmente são um bom barómetro das opiniões, mas ao longo de diversos anos criaram-se tantas expectativas… relativamente a várias canções e intérpretes, que depois saíram completamente defraudadas… que seria mais um em que tal aconteceria.

Mas não foi.

 

A canção “Amar pelos dois” saiu vencedora. Com inteiro mérito.

 

Parabéns ao cantor, Salvador Sobral e à compositora, Luísa Sobral.

 

(Mas será que no meio disto tudo terá havido algum milagre?!)

 

E o dueto final foi magnífico!

 

(Interessante como este Salvador lembra o outro “salvador”, no célebre jogo de Portugal com a França, em que Portugal também venceu o Europeu de futebol.)

 

http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/salvador-sobral

Festival RTP da Canção - 2017

Canção “Amar pelos dois

Salvador Sobral – Luísa Sobral

 

AAnSOGS in.rtp.pt.jpg

 

Então não haverei de perorar alguma coisa sobre o Festival RTP da Canção?!

Pois então!...

A este último, o realizado domingo transato, cinco de Março, também assisti. Na TV, é claro, não tive convites para ir ao Coliseu. Falo em convites, mas não sei se as entradas eram por convites ou se os bilhetes eram adquiridos. Mas havia lá tanta gente ligada às televisões, muito predominantemente à RTP, que infiro, que a maioria daquele pessoal era todo convidado.

 

Na década de sessenta e na de setenta, só não via o Festival quem não podia ou não tinha TV. Sim, porque, nessa época, ter TV era um privilégio. E a preto e branco! Na década de oitenta ainda vi algumas vezes. Posteriormente estive muitos anos que não vi. O de 2017, acompanhei quase tudo.

 

Se gostei da canção vencedora?! Inteiramente. Tem uma letra simples, mas muito bonita e poética, versos curtos, rimas interessantes e harmoniosas e uma linda melodia e música.

Acho que ganhou a melhor canção.

 

viva-la-diva-860x507 festival rtp canção.jpg

 

Só que penso não ser a mais direcionada para o Festival da Eurovisão. Para esse fim, julgo, seria mais adequada a canção do grupo “Viva La Diva”, pese embora o nome do conjunto não ser propriamente original nem a sua estrutura. Mas a canção que eles defendiam, “Nova Glória”, considero-a mais focalizada no evento internacional.

 

Mas, de facto, ganhou a melhor canção.

 

Uma interpretação, no mínimo, peculiar, do cantor, que “criou” (?) aquele personagem. Que ele canta bem. Tem uma voz melodiosa. Mas, quanto à interpretação, foi ele mesmo que fez a sugestão: chamou a irmã, para cantar com ele em dueto, na apresentação final e habitual da canção vencedora. É essa a sugestão que a RTP deverá seguir. Colocá-los a cantarem em dueto, os dois irmãos, em Kiev. Salvador e Luísa Sobral.

 

E quanto ao espetáculo global?

Achei demasiado extenso, muito demorado, muitas evocações, muitas homenagens, muitos cromos a debitar bitaites, muitos a fazerem-se de engraçados, muitos discursos.

Em suma, muita peroração.

 

Não que as evocações ou homenagens não tenham sido justas e relevantes. Que foram! Justíssimas. Só que deveriam ter centrado o festival ou os respetivos enquadramentos, nesse contexto e perfil (Festival da Canção), e organizarem, que certamente irão fazê-lo, outro espetáculo mais para esse fim evocativo, de homenagens, de agradecimentos.

Mas havia que aproveitar o andamento do Festival! Compreende-se.

 

Quanto ao que irá ocorrer em Kiev?! O deus Pã, que nos ajude.

Mas se o resultado for o habitual, de que nos haveremos de surpreender?!

Em anos em que foram super canções, cheias de expetativas, foi o que se viu.

 

Lembre-se da “Desfolhada”, Simone de Oliveira, 1969.

Uma das justíssimas homenageadas!

 

 

DIA M na Gulbenkian – “Rising Stars”

Dia da Música

 

“PORTAS ABERTAS – RISING STARS”

 

Fundação Calouste Gulbenkian – 19 de Fevereiro – Domingo

 

Portas-Abertas Claudia Hohne Rising stars.jpg

 (Imagem "Rising Stars" - cortesia Claudia Hohne)

 

*******

 

A “Gulbenkian Música” reeditou este ano “Portas Abertas”, hoje, domingo, 19 de Fevereiro. (Clique em "Portas Abertas", para conhecer o programa, se faz favor.)

 

Foi um evento memorável, pelo menos nos concertos a que assistimos.

 

No Grande Auditório, ouvimos Horácio Ferreira, em clarinete, acompanhado por Dávid Bekker, ao piano, pelas quinze horas.

Mariam Batsashvilli, ao piano, pelas dezassete.

Pelas dezanove, Tamsin Waley-Cohen, em violino, acompanhada ao piano por James Baillieu.

 

Não teve oportunidade de assistir a nenhum dos concertos ou outras atividades realizadas hoje na Gulbenkian?! Nem sabe o que perdeu!

 

Nunca me lembro de ter visto a Fundação com tanta gente. Em concomitância, decorre a Exposição sobre Almada Negreiros.

De modo que nem lhe digo. Imensa gente por todo o lado, na parte de tarde. De manhã, não sei!

De tarde, além da Música e atividades correlativas, gratuitas, a entrada nos Museus também é grátis.

Filas na restauração, filas nas atividades musicais, filas nos museus e respetivas entradas.

 

Gostámos especialmente do clarinetista, Horácio Ferreira, para que remetemos o seguinte link no youtube.

(Para além da música, não quero deixar de relator a postura do executante. Praticamente ele dança com o clarinete, com ele mesmo e com a pauta. Um aparte a registar.

A executante ao piano, Mariam Batsashvilli, para além da sua maestria enquanto artista, também é muito característica na sua expressão corporal. E executa várias peças sem pauta. De memória, certamente!)

 

Se não teve ocasião para assistir, no programa distribuído, referem que a RTP – Antena 2 gravou os “Concertos Rising Stars”. Aproveite. Não perca!

 

(Com tanta gente, acabam por ocorrer sempre os momentos caricatos:

Os inefáveis e inseparáveis telemóveis e, hoje, domingo, as imprescindíveis crianças “obrigadas” a participarem nestes acontecimentos. Pois, a quem os deixar, se é fim de semana?!)

 

"Espetáculo Solidário" - CAEP - Portalegre

 Grupo de Cantares da TÉGUA e Convidados

 

É com grata satisfação que divulgo a realização deste "Espetáculo Solidário", no dia 10 de Dezembro.

CAEP - Centro de Artes e Espetáculos de Portalegre.

 

Cartaz CAEP. Grupo Cantares da Tégua. jpg

 Se quiser fazer o favor de consultar sobre "Cantigas Tradicionais"

Quadras Tradicionais V

Quadras Tradicionais IV

Quadras Tradicionais III

Quadras Tradicionais II

Quadras Tradicionais I

“Tempo de Poesia” - António Gedeão

“TEMPO de POESIA”

 

Hoje, resolvo divulgar, no Blogue, um POEMA, de um Grande POETA. Talvez um pouco esquecido, como é apanágio dos POETAS - ANTÓNIO GEDEÃO. É a primeira vez que publico um Poema de um Poeta Consagrado e não é um aproveitamento dessa consagração.

Trata-se de um “Dia Especial” e este Poeta, paralelamente com Outros, José Régio, por ex., é um dos meus preferidos.

Daí ter decidido relembrar este POEMA e este POETA, hoje!

Amanhã, talvez lembre também Alguém consagrado.

Talvez!

No ano transato, neste mesmo dia, resolvi questionar: " As Árvores também têm História?!"

 

Segue-se, então, o POEMA!

 

 

“Tempo de poesia”

 

“Todo o tempo é de poesia.

 

Desde a névoa da manhã

à névoa do outro dia.

 

Desde a quentura do ventre

à frigidez da agonia.

 

Todo o tempo é de poesia.

 

Entre bombas que deflagram.

Corolas que se desdobam.

Corpos que em sangue soçobram.

Vidas que a amar se consagram.

 

Sob a cúpula sombria

das mãos que pedem vingança.

Sob o arco da aliança

da celeste alegoria.

 

Todo o tempo é de poesia.

 

Desde a arrumação do caos

à confusão da harmonia.”

 

In: Gedeão, António. “Poesias Completas”, (1956 – 1967). Livraria Sá da Costa Editora (Nona edição), 1983. Lisboa.

“Movimento Perpétuo” - 1956

 

Ilustro com uma foto original de D.A.P.L., de 2015.

Foto original DAPL Parque Gulbenkian. 2015.jpg

 

"Desde a arrumação do caos / à confusão da harmonia."

 

 Vários Poemas deste Autor foram musicados e cantados. Consulte Aqui!

(Tenho pena de não ter conseguido a versão de Duarte Mendes, no album "Fala do Homem Nascido") 

“5º Encontro de Coros Femininos Alentejanos do Laranjeiro e Feijó”

Almada  - Cidade de Cultura e Arte!”

 

Divulgação de Evento Cultural

 

Anexo excerto do texto proveniente de “Associação Grupo Coral e Etnográfico Amigos do Alentejo do Feijó”.


“Aproxima-se a data de mais um evento, ou seja o:

 

5º. Encontro de Coros Femininos Alentejanos do Laranjeiro e Feijó

12/3/2016 - 16h - Clube Recreativo do Feijó

 

Esta é uma parceria entre a União de Freguesias do Laranjeiro e Feijó

e

a Associação Grupo Coral e Etnográfico Amigos do Alentejo do Feijó.


Para Vosso conhecimento e para que nos ajudem na divulgação do evento,
anexamos o cartaz repetivo...”

  

Encontro de Coros Femininos Alentejanos 2016 - Amigos do Alentejo do Feijó

 

Para mais informações, consulte, SFF:

https://www.facebook.com/AmigosAlentejoFeijo

 

E, Almada é ou não a Capital do Cante?

Sobre Cultura e Arte em Almada, consulte também, se faz favor:

A Amendoeira na História da Arte...

 

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