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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Que aconteceu ao Jardim na Cidade?!

Questões Pertinentes – Perguntas Impertinentes – Antes de Vinte e Cinco! 

Bem te Queremos, Liberdade!

Bem me queres. Foto original. 2021. 04. pg

A pergunta, titulando o postal, poderá ser encarada numa perspetiva genérica e questionar sobre a efetiva e na prática quase inexistência de “Jardins nas Cidades”. Na verdade, e atualmente, o que os decisores políticos criam, nas nossas cidades, são parques.

Jardins, jardins, persistem alguns mais antigos, nalgumas das nossas localidades.

Jardim Feijó. Foto Original. 2021. 04. jpg

Mas esta pergunta é mais específica. Reporta-se a um jardim peculiar que havia num enquadramento entre prédios, de uma rua no Feijó, Cidade de Almada: (Foto anterior).

Peço-lhe Caro/a Leitor/a que faça o favor de ler um postal antigo que escrevi no blogue, em 18/11/2014, bem no princípio destas narrativas internáuticas e que intitulei precisamente Um Jardim na Cidade – O Jardim de Dona Vanda”.

Pois, que aconteceu a este singelo e peculiar Jardim?!

Passei por ali recentemente, já neste mês, já por ali não passaria há mais de um ano, e constatei que foi transformado no espaço de parque que documento fotograficamente.

(O antigo Jardim ficava no espaço entre os dois prédios, a meio da fotografia seguinte. Correspondente ao espaço da foto anterior.)

Parque Feijó. Foto Original. 2021. 04. jpg

No conjunto, todo aquele espaço foi valorizado. O que ali estava era uma espécie de buraco, nas traseiras de várias urbanizações e agora há um espaço arrelvado, arborizado, caminhos de fácil percurso pedestre, um jardim infantil. Globalmente, houve melhorias, não tenho quaisquer dúvidas.

Parque Infantil. Foto original. 2021. 04.jpg

Mas não teria sido possível manter o pequeno e modesto Jardim, integrando-o no contexto global do parque?! Digo eu…sei lá!

E para quando deixarem de arrelvar, e construírem efetivamente jardins?! Jardins de “flores”, com roseirais, arbustos autóctones, que floresçam nas épocas próprias.

Sempre os espaços de relvas. Manutenção cara, muito gasto de água e… para que servem?!

Já sabemos! Para que os/as modernos/as chiques levem os canídeos a defecar. Que até tirei fotos, precisamente no local do dito jardim. Que não mostro, evidentemente.

O que vale é que a Natureza floresce sempre, como provam as papoilas e os bem-me-queres!

Papoilas no Jardim. Foto original. 2021. 04. jpg

Porque é que os nossos políticos, da nossa Democracia, decidem sempre de cima para baixo, não contemplam as decisões tomadas de motu próprio pelas populações?! Só pensam em nós para votarmos. Daí tantas vezes o desinteresse…

Estas são exclusivamente opiniões minhas.

Que era possível, viável e desejável que, embora construindo aquele parque, se mantivesse o Jardim, era! Espaço ajardinado, bem peculiar, simples, natural, trabalhoso, traduzindo o espírito de Cidadania de quem o idealizou. De quem o construiu, criou, manteve, sustentou de água que faltava, de espécies bonitas e florescentes que, na altura própria, coloriam aquele canto meio abandonado a que davam Vida! Era possível manter, sim!

E é ou não importante que os “nossos” políticos atendam também às vontades dos Cidadãos nestas pequenas e também grandes coisas e causas?!

E estarei ou não a exercer um dos Direitos fundamentais que o 25 de Abril nos proporcionou?

Primavera das Flores

Malmequer no quintal. Foto original. 2020. 01. jpg

"Dia Mundial da Poesia"

Flor da malva. Foto original. 2020. 04. .jpg

PRIMAVERA das Flores

Malva rosa. Foto original. 2019.05.jpg

 

Do chão verde brotam flores

Poemas, hinos de beleza

Exalam perfumes, odores

Desperta assim a Natureza.

 

Exulta a paleta das cores

Na garridice das papoilas

No corpo explodem amores

Na brejeirice das moçoilas.

 

Canta melro, canta grilo

Canta toda a bicharada

Cada canto tem seu trilo

Cada manhã, sua alvorada.

 

Com tão linda sinfonia

De tão perfeita singeleza

Mão Divina é harmonia

É Primavera, de certeza!

 

Açucena. Foto original. 2019. 05. jpg

 

Escrito em 2006.

Publicado:

Boletim Cultural Nº 101, C.N.A.P., Ano XXII, Abril 2011.

 Boletim Cultural Nº 115, CNAP, Ano XXV, Maio 2014.

Boletim Cultural Nº 127, CNAP Ano XXVIII - Março 2017.

Resolvi republicar este poema de quatro quadras, como forma de corresponder ao desafio da Equipa SAPO - "Dia Mundial da Poesia".

Anexo ligação para outro poema sobre a mesma temática: Primavera é Esperança.

 

 

Sabe que planta é esta? (II)

Mais uma Pergunta sobre Plantas, hoje, "Dia da Vida Selvagem"!

Foto Original. Quintal Alagoa. 2020. 04. jpg

A estrutura central, na foto, pertence a uma planta. Sabe qual é?!

(Mais um postal inspirado em MJP!)

As plantas verdes, rodeando a estrutura central são fáceis de decifrar.

Hoje, "Dia da Vida Selvagem". E aproxima-se a Primavera. Já brota por todo o lado. A foto seguinte homenageia a PrimaVera!

Malmequer Amarelo. Foto Original. Alagoa. 2020. 04. jpg

Tenho vários postais em mente e iniciados: Sobre "Adiafa de Poesia", de que falei. Sobre "Laranja Mecânica e A. Burgess". Outros mais... Mas falta-me tempo... Vida(s)!

 

MÃOS de Tactear

 

MÃOS de Tactear

 

Mexer, moldar, amassar o barro

Dar-lhe uma forma de mulher

Numa infusa de asa, num jarro

Empedrar enfeites de malmequer.

 

Traçar sonhos na cortiça

Bordar varandas e janelas

Mãos que agarram na rabiça

Esculpem santos de capelas.

 

Em trança, cabelos sedosos

Sentem escorrer neles, calosos

Grosseiros dedos de trabalhar.

 

Afagar um rosto de criança

Sorrir-lhe, ganhar confiança

Num beijo de amor e de amar.

 

 

Escrito em 1988

Publicado em:

Boletim Cultural Nº 3 de Círculo Nacional D’Arte e Poesia, Maio 1990

 I Antologia Poética do Círculo Nacional D’Arte e Poesia – CNAP – 1994.

 

 

 

 

 

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