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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

O Mar - Clara Mestre - Poetar / Partilhar

Fotografia original. 2011.jpg

 

O Mar

 

Olho o Oceano

Não lhe vejo o fim

Fico a meditar

Neste mar sem fim

Manso ou bravio

Água a ondular

A dança das ondas

São o seu cantar

Mete-me medo

Tanta imensidão

Quando o mar

Está calmo

Sinto proteção

Oh mar dos meus medos

Embala-me a mim

Conta-me os segredos

Do teu lar sem fim….

Clara Mestre - 2012

 

 

O Meu Mar

Anda o mar enraivecido

Quando o quero calmo e calado

Disse-me aqui outro dia

Estar por mim apaixonado!

Qual o motivo da raiva

E dessa desilusão?

Por eu não lhe dar ouvidos

E negar-lhe o coração?

Gosto de te ver ó mar

Tu és a minha paixão.

Quando estás muito calminho

Embalas-me o coração.

Estou a olhar-te todo o dia

Com chuva ou sol a brilhar.

Serás sempre o companheiro

Em quem posso confiar,

Por isso não me condenes,

Disse-te não a brincar.

Serás sempre o meu amor…

Tu serás sempre o meu mar…

 

Clara Mestre – 2015

 

Com estes dois poemas de Clara Mestre, termino a publicação do conjunto dos textos sobre este assunto, que me foram entregues para participarem na “Antologia Virtual”.

Poetar – Partilhar.com. mar” fica assim concluída, pelo menos nesta fase. “O Futuro a Deus pertence!”

Dedicar-me-ei a outros projetos.

Da Exposição de “Poesia Visual” também encerrámos as suas apresentações, pelo menos por este ano. Em anos subsequentes não se sabe. De qualquer modo, há trabalhos apresentados que não podem ser repetidos, pois que se “desfizeram” nas apresentações públicas. Caso de “Pisa Poemas”, a partir do poema “Somos Mar!” e de “Octopus / Polvo”.

Mas, todavia, se vier a realizar outra exposição poderei apresentar novos trabalhos. Depende sempre de onde e de quando e em que condições. (Espaço, Tempo, Contextualização.)

Até breve!

(Ah! Este blogue faz hoje cinco anos!)

“…é o Tejo que se espraia…”

 Poetar – Partilhar.com.Mar

Antologia Virtual

Foto Original. 2016.jpg

 

“Uma janela pró mar”

 

“Da minha janela eu vejo

O meu pedaço de mar

é o Tejo que se espraia

e  se deixa navegar

e  os barcos vão passando

seja inverno ou seja verão

numa azáfama diária

uns vêm e outros vão.

Vejo no ar as gaivotas

e às vezes alguns barquinhos

vejo o ondular das ondas

num vai e vem de carinhos

que bom se todos tivessem

uma janela pró mar

tinham na vida a certeza

de poderem viajar.

Navegavam com seus sonhos

(que às vezes fazem sonhar)

Que bom se todos tivessem

uma janela pró mar…”

 

Clara Mestre

2009

 

(Algumas notas sobre este post:

É o nº700!

Clara Mestre, para esta Antologia Virtual, teve a amabilidade de compartilhar mais dois poemas. Neste post não tenho oportunidade de os publicar. Mas serão divulgados mais tarde.)

...Ondas desfeitas no mar

 Poetar – Partilhar.com.Mar

Antologia Virtual

Mar e Costa Caparica Foto original DAPL Out 2015.j

 

Correm dias… 

 

Correm dias, fogem anos

São ondas desfeitas no mar

São ilusões desenganos

São lágrimas no teu olhar.

 

Seguindo alfabeticamente, continuo a publicação dos textos na Antologia Virtual, subordinada ao tema Mar, (re)publicando esta simples quadra, de que gosto muito. O tema "Mar" sempre presente, na relação intrínseca que tem connosco, enquanto seres humanos e seres vivos. O mar que corre em nós, nas nossas veias...!

(Este é o post nº 699!)

 

“Era eu ainda adolescente..."

 Poetar – Partilhar.com.Mar

Antologia Virtual

Mar visão global Foto original DAPL Out 2015.jpg

 

“A MINHA AVENTURA NO MAR”

 

“Era eu ainda adolescente mas já trabalhava desde os doze anos numa instituição bancária em Lisboa quando fiz a minha única viagem por mar até hoje. O Clube Naval de Lisboa foi a Cascais com alguns dos seus filiados concorrer salvo erro, com seis pequenos barcos à vela, que nunca cheguei a saber a que tipo e classe pertenciam.

Os seis barcos, todos com mastro, foram rebocados desde a Doca de Santos em Lisboa até à Baía de Cascais e eu fui dentro do rebocador. Um compadre do meu pai e colega de trabalho tinha uma filha da minha idade e um filho um ano mais novo.

Ele, para além do trabalho onde também laborava o meu pai, exercia uma outra actividade no citado Clube Naval. Aproveitando a ida a Cascais dos seis barcos, o senhor Albano o amigo do meu pai, valeu-se da oportunidade para passar um domingo diferente e quiçá aventureiro indo no rebocador com a mulher os dois filhos e eu, que fiquei animadíssimo com a ideia quando me perguntou se queria ir com eles. A minha resposta foi um imediato sim pois ia viajar no mar. Viajar no mar…

 

Oito horas da manhã foi a hora marcada para estar na Doca de Santos afim de embarcar no rebocador. Quando lá cheguei já lá estava o senhor Albano, sua mulher e os dois filhos. Todos, como eu, vestidos com roupas leves pois estávamos em fins de agosto e o tempo estava quente. Tive inveja do Telmo por ele estar vestido com calções… A mulher do senhor Albano tinha numa das mãos um cesto de verga que devido ao recheio estava bem dilatado. Notei que no interior estavam dois tachos. Um por baixo do outro e exalavam um cheirinho a comida que não consegui identificar o quê mas fiquei com a boca cheia de “água”. O maior estava por baixo. Vários guardanapos de pano pois naquele tempo não se usava guardanapos de papel, uma toalha de mesa, pratos e talheres. O filho levava, debaixo do braço esquerdo, toalha de banho assim como a irmã. Ambos cobriam a cabeça com panamá. Eu também. A tripulação do rebocador era constituída por três homens. Um, com boné de pala era o homem do leme, outro devia ser o maquinista e o terceiro tratava entre outras coisas do cabo de amarração ao cais da doca. Dez minutos depois de termos entrado a bordo, ouviram-se três fortes apitos emitindo som agudo e o motor que já estava a trabalhar iniciou maior esforço e o “navio” que se livrara do cabo de amarração começou a movimentar-se em direcção ao rio Tejo em cujas águas entrou e tomando a direcção do mar. Eu, Telmo e Helena com caras de alegre ansiedade íamos encostados à amurada de estibordo. Ali encostados e apoiados nos cotovelos olhávamos apontando o que víamos. Central Eléctrica de Lisboa, o cais de embarque para os “vapores” que ligavam a Trafaria a Belém. O padrão aos Descobrimentos estava em construção. Logo a seguir os três em uníssono: Olha ali é a Torre de Belém. Já conhecia aquela visão da Torre vista do rio pois já fizera mais que uma vez aquela travessia do Tejo com o meu pai. Pouco mais adiante em direcção ao mar, fomos para a murada de bombordo para vermos deslumbrados o Farol do Bugio. Nunca tinha estado tão perto dele, daí a minha fascinação por tal “monumento” que só conhecia visto da Trafaria ou da Cova do Vapor. A partir dali estávamos a navegar no mar. No oceano Atlântico. Voltámos para a amurada de estibordo e praticamente já dali não saímos até entrarmos na Baía de Cascais e fundear. Porém antes de lá chegar quis saber a profundeza do mar. Tirei da algibeira das calças uma pedra que apanhara na rua com a intenção de a lançar ao mar. Atirei-a com força para a água e o mar respondeu-me com um “plof”. Este simples “plof” surdo-mudo dando a entender ali ser muito fundo. Fiquei impressionado. Os meus amigos não entenderam o significado da acção. Ficámos dentro do rebocador até cerca das seis da tarde. Antes tinha perguntado ao senhor Albano quando iriamos a terra. A resposta foi negativa o que me deixou bastante triste. Foi uma grande seca! Numa lancha a motor, vi chegarem uns quantos homens, creio que uns dez. A lancha atracou ao rebocador onde ficou amarrada mas prontamente se soltou para devagar ir deslizando e ajeitando-se junto de cada barquinho. Da lancha “saltava” um homem para dentro dum barquinho. Esta operação realizou-se por seis vezes e nos tais barquitos um a um foram içando a vela tomando posição de navegar na regata. Para mim, o melhor de tudo foi o almocinho que me soube divinalmente. A regata ainda me distraiu durante um tempo, mas a dada altura apossou-se de mim um grande tédio, e o que desejava era voltar a Lisboa. O regresso já não me despertou interesse. Mas a dada altura o meu panamá caiu ao mar e por lá ficou para sempre. Sentia-me cansado. Os meus amigos também. Quando voltei a ver a Torre do Bugio comecei a ficar mais animado. A minha viagem por mar estava a chegar ao fim.

 

Assim foi a minha primeira e única viagem por mar, até hoje…”

 

JAR

José A. Rodrigues

Dezembro de 2018

 

 

 

 

“Na areia fina da praia…”

Poetar – Partilhar.com.Mar

 Antologia Virtual

 

Mar visão global Foto original DAPL Out 2015.jpg

 

“Caminho”

 

“Na areia fina da praia

Caminho de cabelo solto ao vento,

O mar fita-me nos olhos

E inebria-me a alma.

As ondas de espuma branca

Vêm de mansinho ao meu encontro.

Sinto que não estou só!

Um bando de gaivotas

Saltita em meu redor

E no seu piar entoam uma canção.

Os raios de sol vieram abraçar-me,

Os rochedos lá do alto vigiam-me.

Sinto que não estou só!

A brisa do mar acaricia-me

E uma lágrima rola no meu rosto.

A força do vento agita-me,

O sol vai declinando no horizonte,

O iodo do mar torna-se mais intenso.

E eu, num adeus apaixonado,

Regresso de mãos cheias de vida.”

 

Maria Gertrudes Novais

In. “Entre o Céu e a Natureza” - 2018

“O mar tem… tal poder”

Poetar - Partilhar. com - Mar

Antologia Virtual

Foto original. 2015.jpg

 

"A SEDUÇÃO"

 

"O mar tem tantos truques, tal poder

Pra prender-nos a vida e fascinar

Que parece mais homem do que mar

Quando seduz e encanta uma mulher

 

*

 

Mas o mar não rejeita quando quer;

Se um dia nos deixarmos encantar,

Sabemos ser cativo esse lugar

Que o mar tem pronto pra nos oferecer.

 

*

 

Depois da sedução estar consumada,

É tudo para a vida e para a morte

E não há volta a dar-lhe, o mal está feito

 

*

 

Porque não há retorno, não há nada

Que possa libertar-nos dessa sorte

Se um dia adormecermos no seu leito."

 

*

Maria João Brito de Sousa

23 . 01 . 2008

“Nosso planeta a perder…”

Poetar – Partilhar.com.Mar

 Antologia Virtual

 

Mar. Fotografia original. 2015.jpg

 

Mar II"

 

"Pediu-me o Senhor Professor

P’ra fazer uma redacção

Em poesia, pois então,

Que falasse do mar

Ora, ora professor

Que se poderá dizer?

O que ainda não foi dito?

Claro! O mar é bonito!

Tem gaivotas livres voando

Estrelas no fundo brilhando

E que eu sou como ele:

Levo as ondas no meu cabelo,

Levo o azul nos meus olhos,

Cerca de ¾ do meu corpo é água,

Minhas lágrimas são salgadas

Com o mesmo sal do Mar

E, veja bem professor,

Microfibras de plástico

E outros detritos de poluição

Escurecem e apodrecem

Desde a sardinha ao salmão

E foram já encontradas

Nos rins e no coração

De humanos e terrestres animais,

Não escapam os belos corais,

Que mais lhe posso dizer?

Que sussurra e chora ao luar?

Por vezes as espécies reduzidas

Muitas delas extinguidas

São vidas de nossas vidas

Nosso planeta a perder

Por certo se vê morrer!"

 

Palmira Clara 19/01/2019

 

Poetar – Partilhar.com.Mar: Participantes

Antologia Virtual

 

Caparica. Foto original 2015.jpg

 

Na sequência de desafio lançado na sessão de “Poesia à Solta”, ocorrida a 27/10/18, na sede da SCALA - Almada, a quem quisesse participar, de organizarmos uma “ANTOLOGIA VIRTUAL”, subordinada ao tema “MAR”… E após ter divulgado igualmente esse convite no blogue… Vamos finalmente (!) dar a conhecer os participantes e correspondentes textos, poéticos ou não.

Esta “Antologia Virtual” é uma iniciativa pessoal. Friso!

 

Eis, quem teve a amabilidade de participar.

 

Clara Mestre: “Uma Janela pró Mar” - 2009; “O Mar” – 2012; “O Meu Mar” – 2015.

José Rodrigues: “A Minha Aventura no Mar” – Dez. / 2018.

Maria Amélia Cortes: “Mar”.

Maria Gertrudes Novais: “Caminho”, in. “Entre o Céu e a Natureza”.

Maria João Brito de Sousa: “A Sedução” – Jan. 2008.

Palmira Clara: “Mar II” - Jan. / 2019.

 

Obrigado pela Vossa participação, que nos enriquece sempre podermos ler e divulgar a Arte da Escrita, poética ou em prosa. E ouvi-la dizer por cada um, como cada qual sabe, e que com o seu saber e labor nos revela um dos lados mais gratificantes da Humanidade: a Arte de Poetar e Dizer Poesia!

 

Ah! Eu também vou participar, claro.

 

E será que esta “Antologia Virtual” terá algo a ver com a “Exposição de Poesia Visual” a inaugurar a 21 de Setembro na sede da SCALA?!?

 

(…)

Poetar – Partilhar.com.Mar

Antologia Virtual

 

Na última sessão de “Poesia à Solta”, ocorrida a 27/10/18, na sede da SCALA - Almada, lancei um desafio a todos os presentes e a quem quisesse participar, de organizarmos uma “ANTOLOGIA VIRTUAL”, subordinada ao tema “MAR”.

 

Foto original DAPL. 2016.jpg

 

Antologia Virtual?!

Sim! Muito simples.

Cada um dos participantes escreve um poema, um texto em prosa, um pensamento, ou até um desenho ou apresenta uma foto, em que aborde a sua perspetiva sobre o tema.

O MAR não é indiferente a ninguém. Ademais numa região em que a sua presença e influência são tão marcantes.

Para esse efeito, entreguei uma folha, para que cada pessoa escrevesse o seu texto, quando tivesse oportunidade.

Deixei igualmente um envelope, para guardar os trabalhos obtidos, aí colocando aquele com que irei participar. Uma simples quadra! Que não tem que ser necessariamente o modelo a seguir. Bem pelo contrário. O que importa é que haja criatividade!

 

Posteriormente, em princípio na próxima tertúlia, recolherei os trabalhos elaborados e face à aderência conseguida, estruturarei e organizarei o que foi obtido.

Numa fase subsequente, em princípio, a partir do próximo ano, começarei a divulgação no blogue: aquem-tejo.blogs.sapo.pt/.

 

Uma “Antologia”, agrupando diferentes obras, de diversos autores, e “Virtual”, dado que será difundida através da internet.

 

Esta ação divulgadora é uma metodologia, talvez “Missão”, seguida no blogue “Aquem-Tejo”, desde o início. Dar a conhecer, a Poesia, a Arte, as Atividades Literárias, Culturais, os Acontecimentos, que passam despercebidos aos nossos meios de comunicação, mas que são bem mais importantes que as ocorrências com que diariamente somos bombardeados, a torto-e-direito, às vezes numa repetição exaustiva até ao cansaço.

 

A divulgação da Poesia, dos vários “colegas” deste ofício de Poetar tem sido uma constante no blogue.

Tanto a nível individual, quando vou a lançamentos de livros, como coletivamente, a partir da participação em Antologias:

XIII Antologia do Círculo Nacional D’Arte e Poesia

XX Antologia da Associação Portuguesa de Poetas

- “Portalegre em Momentos de Poesia”.

 

Esta “Antologia Virtual” vem precisamente nesse seguimento. Publicar no blogue trabalhos de Pessoas, de algum modo ligadas à SCALA, independentemente de serem sócias ou não.

(Friso que é uma iniciativa minha, pessoal.)

Vamos, então, participar!

 

*******

Como mencionei, este repto foi lançada na sessão de “Poesia à Solta” de Outubro.

Quando posso, costumo elaborar uma despretensiosa crónica sobre as Tertúlias que frequento. Desta vez não me foi possível.

Mas não quero de deixar de mencionar quem disse: “Presente”! Dizendo Poesia!

- Maria Gertrudes Novais, Maria Manuela Silva, Arminda Vieira, Maria Amélia Cortes, Manuel dos Anjos Delgado; Carlos Gaspar, a Esposa e a Filha, Margarida; José Rodrigues e Esposa, Maria Emília. Além deste cronista.

Disseram Poesia de sua autoria, ou de familiares e amigos e de Poetas consagrados.

O Srº José Rodrigues teve a amabilidade de dizer o meu poema  "Empresta-me um Sonho". Tenho que referir especialmente o facto, pois é sempre gratificante ouvirmos poemas nossos ditos por outras Pessoas. Obrigado!

E desculpem-me e perdoem-me os outros participantes por não referir especificamente os poemas ditos por cada um, mas desta vez não me é possível.

 

Obrigado também pela Vossa participação, que nos enriquece sempre escutarmos a Poesia dita por todos e cada um, que com o seu saber e labor nos revelam um dos lados mais gratificantes da Humanidade: a Arte de Poetar e Dizer Poesia!

https://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/poetar-partilhar-com-mar-participantes

https://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/ondas-desfeitas-no-mar

https://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/era-eu-ainda-adolescente

https://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/mar-almas-das-gentes

https://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/na-areia-fina-da-praia

https://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/o-mar-tem-tal-poder

https://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/nosso-planeta-a-perder

 

 

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