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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Saúde, Saúde… A Covid… E outros bitaites!

Questões pertinentes, perguntas impertinentes.

 

E a Covid?! A pandemia lavra por aí. Agora, arredada dos focos mediáticos.

Mas o bicho continua a fazer das suas, minando a saúde. Dos portugueses, dos outros povos.

Só os chineses ou porque realmente o bicho os incomoda especialmente ou ainda e principalmente, porque outros “bichos” os incomodam ainda muito mais, periodicamente “fecham” cidades que são autênticos países. Mas isso, se calhar, são chinesices!

 

Em Portugal, a pandemia deixou de estar sob os holofotes dos media.

 

Nestes meados e finais de Julho acaloradíssimos, são os fogos.

São vistos quase como uma fatalidade. Um destino! Uma inevitabilidade. Não! Já não sei! Do que constato é que a Prevenção será a melhor arma para os combater. Que nunca se pode baixar a guarda, durante todo o ano. Que deverá envolver muitos meios diversos, em diferenciados níveis, envolvendo muitas entidades. E, sim! Os Particulares. Que se esquecem muito das respetivas responsabilidades. Falha muito a Prevenção. É um facto! Não é executada. E as Entidades Públicas também falham nos diversos níveis de ação. A ação deve processar-se desde logo nas bases.

As Juntas de Freguesias, as Câmaras, os corpos de intervenção das Autoridades, a GNR, por ex., agir perante os particulares que não providenciam as limpezas. A Proteção Civil.

Um trabalho de coordenação conjunta dos vários agentes no terreno, os Bombeiros incluídos na prevenção. E, porque não e também o Exército?!

Não é depois do mal feito que anda tudo a correr e não se chega a lado nenhum. É todos os anos a mesma coisa!

Investe-se, mas não na Prevenção. E a Prevenção é Trabalho, Trabalho, Trabalho…

 

Antes dos fogos, houve aquele “fogo-fátuo” do SNS. Ou "fogo de Santelmo"! Que continua. Não sei! A modos que chegaram à conclusão que é primordialmente uma questão de Gestão. De Autonomia de gestão! Será?! Autonomia em que aspetos?! Autonomia financeira? Mas os recursos financeiros são ilimitados?

Falam sempre em milhões. Milhões para aqui, milhões para ali.

E os Recursos Humanos?

Urgências! Já terá estado em contexto de urgências, certamente. Sabe que, nesse contexto, os profissionais trabalham habitualmente doze horas? E há profissionais que trabalham vinte e quatro horas?!

É uma desumanidade! Tanto para os profissionais como para eventuais doentes. E, agora, nalguns hospitais, querem oferecer aos profissionais, x em dinheiro, para não terem férias em Agosto...!

Mas terão ideia do estado de exaustão em que fica quem trabalha 12 horas? E 24 horas?!

 

Antes e simultaneamente com estes acordes mediáticos – comunicacionais, houve e há a guerra da Ucrânia. Nunca houve uma cobertura mediática tão acentuada nem tão acutilante duma guerra, como esta. Um horror! Podemos, através das reportagens efetuadas, observar a inutilidade das guerras, desta muito em particular. Apesar de outras que também vêm destruindo o Médio Oriente há dezenas de anos. A África. Guerras sem qualquer sentido!

Esta muito especificamente, despoletada por um indivíduo paranoide e seus sequazes. Esperemos que alguém, a bem ou a mal, lhe(s) consiga pôr alguma racionalidade.

Saudar o acordo sobre os cereais, sob a égide da ONU. Poderá ser um princípio para outros futuros acordos… Quem sabe?!

 

Com todos estes desvios do foco central de combate à Covid, ela alastra por aí, sem ninguém fazer caso dela. “Atacando”, inclusive Profissionais de Saúde!

E as palmas e ovações onde estão?!

Nos Festivais de Verão, já se vê!

 

“Europa Social”, no Porto…

...Imigrantes explorados em Odemira!

Desabafos de Maio 2021

Rosas da minha Avó. Foto Original. 2021. 05. jpg

Logo agora que foi aprovada a designada “Europa Social”, no Porto e em início de Maio, mês de “Dia do Trabalhador”…

Pois, nem de propósito, a situação de escravidão, em que vivem trabalhadores das atividades nas estufas das agriculturas intensivas, ganhou foros de manchete nos meios de comunicação.

Era algo que se sabia, não é situação nova, não é específica do Alentejo, noutras regiões de Portugal existem casos semelhantes; em Espanha, França, Itália também proliferam casos idênticos. Por esse mundo afora…

Alguns desses trabalhadores migrantes, nas mãos de máfias organizadas, até serão levados de umas regiões para outras.

Nada justifica estas posições, a não ser a ganância de alguns, em detrimento de quem pouco ou nada tem.

A génese destes problemas até estará nos países de origem destes e doutros migrantes, dos que atravessam oceanos em fuga. Portugal já foi porto de origem de situações semelhantes, hoje é porto de destino.

Em todas elas a tónica dominante é a exploração desenfreada de pessoas, em modo de escravidão, sem o mínimo de condições que respeitem a dignidade humana.

O cinismo com que este assunto foi abordado em diversos contextos, a forma como foi tentado de resolver apressadamente, também não terá sido de louvar.

Todas as Pessoas têm direito a serem respeitadas, a sua condição de seres humanos valorizada, a uma remuneração digna, a condições de vida satisfatórias, para si e seus familiares.

Que resolvam a situação de modo que estes trabalhadores, vindos dos mais diversos locais do mundo, sejam considerados e valorizados pelo seu trabalho.

Que são eles que executam tarefas que portugueses não querem fazer.

Que permitem aos supermercados terem muitos dos produtos hortícolas que consumimos, nós e muita da Europa, “Social” ou não.

Que as Entidades, públicas e privadas, que tutelam os vários enquadramentos em que se processa o trabalho destes migrantes, sejam responsáveis. Que atuem! Que ajam!

(Toda a gente sabia, mas fingiam que não.)

Não fora a Covid e a “utilização” de um resort turístico, que tanta celeuma levantou, ademais já várias vezes falido, não sei onde vão buscar o dinheiro e ainda mais o que lhe fazem, não fora tudo isso e continuavam a assobiar e olhar para o lado.

Tratem de reconhecer a dignidade devida aos trabalhadores! Destes e dos milhares de portugueses também em trabalhos precários.

 

(Adenda: Os restos do foguetão chinês caíram lá para o Índico, não vieram cá para os lados de Portugal, e ainda bem. Já basta o Corona!)

E a foto original? Maio, é mês das rosas! E fica o mote para próximo postal, que agora tenho um grande acervo de rosas.

 

 

 

Idolatrias e Teimosias!

Rima, na Forma e no Conteúdo!

Nestes dias de confinamento, não posso deixar de abordar dois acontecimentos mediáticos recentes, um de caráter internacional e outro nacional.

Carapeteiro. Foto original. 2020. 10. jpg

A 25 de Novembro, faleceu Maradona. Face ao que observei, no presente e no passado, em tantas manifestações reais e virtuais, em tantos meios comunicacionais, em declarações inflamadas de tanta e tão boa gente… não imaginava tanto endeusamento em torno de um indivíduo.

Foi o triunfo da Idolatria!

 

Neste fim de semana de confinamento, decorreu, em Loures, o congresso do PCP.

Foi o triunfo da teimosia!

Não é que o PCP não tivesse o direito de realizar o encontro partidário, que tinha, todavia, neste contexto, não deveria. Ou deveria realizar virtualmente, sei lá!

E para quê?! Para ficar tudo na mesma, que, pelos vistos, continua o mesmo secretário geral!

 

Mas a teimosia é também dos que persistentemente passam o tempo a bater no assunto, por preconceito.

Diz o provérbio: Um teimoso nunca está só! Tem de haver sempre outro teimoso, no caso vertente, vários.

Tenho dito! Até próximo postal…

E a foto?!

De carapetos! 

“… Todo o mundo é seu!”

“Era uma uma vez... uma folha de couve. Veio uma ovelha e comeu-a.”

Foto Original. 2020. 05. jpg

 

 J. J. no Benfica! C. Ferreira na TVI!

 

Há dias que ando para escrever sobre as transferências mediáticas deste início de verão quente. Quentíssimo! Não gosto muito de escrever na berra do calor. Que é o que mais afronta. E porquê a relutância na escrita?!

 

Primeiro, porque considero que as pessoas são livres de escolher e aproveitar as melhores oportunidades que se lhes oferecem. Têm livre arbítrio para decidir, conforme os casos. É um direito que assiste a qualquer cidadão.

Segundo, porque não sendo nenhuma destas personalidades das minhas preferências, porque perorar sobre os ditos cujos?! Ademais tenho alguma antipatia, primária, reconheço, sobre os mesmos.

Relativamente a J. J., não gosto daquele ar enjoado, cumulativamente a mascar pastilha. Após a célebre ida para a concorrência leonina, fiquei a detestar. Pela atitude do próprio, não pelo clube, que aceito como qualquer outro, nada me move contra. Já as atitudes de dirigentes, de treinadores, de jogadores, dos balúrdios que os movem, das atitudes de muitos adeptos fanáticos, das claques, é outra coisa. De qualquer clube!

Quanto a C. Ferreira, detesto aquelas risadas sem jeito, antipatia também primária, aceito. Vejo pouca televisão, raramente a TVI ou a SIC, acho-as muito iguais, concorrem uma contra a outra, muitas vezes na estupidez. Mas são as preferidas da maioria dos telespetadores!

Ambos inundam as redes sociais, a comunicação social adora estas picardias.

 

(E os provérbios?! Alentejanos, talvez nacionais, não sei. “Era uma vez... uma folha de couve, veio uma ovelha e comeu-a.” “… Todo o mundo é seu.” Isto é, de quem não tem a dita folha de couve.)

 

Mas cá está a escrita. E porquê?

 

Pelo dinheiro que movimentam. Choca, quando falta tanto, em tantos locais. Poderia frisar na Saúde, mas já é um tema batido. Na casa de muito boa gente. Mas também poderá ser dito que será muito boa dessa gente que alimenta os egos destas vedetas, a concorrência destas televisões, a euforia dos futebóis. Das Futebolices!

E de onde provem toda essa dinheirama?! E como é que clubes, cheios de dívidas, ainda conseguem entrar nestas jogadas de contratações fabulosas?!

E onde vão TVIs e SICs buscá-lo?

E por aqui poderia ficar.

 

*****

Mas… Não posso deixar de frisar que acho deplorável que, em Portugal, ao mais Alto Nível dos Representantes Institucionais da Pátria Portuguesa, tenham andado, de gosto, a bajular estas personalidades. Lamentável!

 

*******

E para acabar, dois versos do Poeta dos Poetas, do livro que ando a reler, o exemplar velhinho do antigo 5º ano do Liceu!!! (Após “Tieta”)

 

«Ó glória de mandar, ó vã cobiça / Desta vaidade, a quem chamamos Fama! …»

In. Canto IV – 95 – Os Lusíadas – Luís de Camões – Porto Editora, Lda – 7ª Edição

 

*******

Ah! A foto…

Como O/A Caro/a Leitor/a pode ver, até na foto, a folha de couve mal se vê. Como se tivesse vergonha de se mostrar. Cumulativamente, ratada. Comida, picada, não sei se pelos pássaros, se pelos caracóis, ou outros animais, ou todos eles.

Destacável, em 1º plano, a açucena: pureza virginal. Também repetida em fundo. Entrelaçada com as folhas de uma amendoeira doce, muito nova. Ao lado direito, esporas de jardim, azuis. À esquerda e em terceiro plano, alecrins. Em último plano, acompanhando a parede cinzenta, murtas.

 

Incêndios » » » Enxurradas

Questões Pertinentes e Perguntas lmpertinentes, mais uma vez!

 

Este é um daqueles temas sobre que preferia não me debruçar.

Aliás, alguém gostará?

Por vezes nem sei. O excessivo mediatismo associado ao assunto… Haverá necessidade que os media, especialmente as TVs, tanto vibrem perante essas ocorrências?! Uma certa contenção informativa não seria muito mais formativa?!

Não sei. O que acha?

 

Agora que o “fogo” informativo já acalmou mais, gostaria de debitar alguns bitaites.

 

Antes de mais, lembrar, o que toda a gente com facilidade já saberá, é que, agora, de imediato, para além de remediar e resolver todos os desastres resultantes dos fogos, haverá que começar a prevenir, desde já, as eventuais e hipotéticas, e previsíveis, enxurradas.

Agir no sentido dessa eventualidade. Preparar essa possível ocorrência.

Muito especialmente na Madeira, dada a orografia do terreno e a forma como está implantada toda a estrutura demográfica.

Mas, com tantas questões para solucionar, se calhar esses aspetos vão ficar para um plano secundário.

Esperemos que não!

 

Sobre toda esta temática, incêndios e enxurradas, no ano passado, divulguei um post, há um ano, a partir de uma estória que escrevera anos atrás.

No essencial as questões principais, infelizmente, mantêm-se.

 

Prevenção. Sim, é o fundamental. Muito falta fazer. E neste aspeto não há grupos no Poder que se possam limpar uns aos outros, nem alijar responsabilidades, atirando para cima dos antecessores. Todos são, todos somos, corresponsáveis. Ou não?

Os cidadãos também podiam ou não agir com maior sentido de responsabilidade?!

As tricas, as trocas e baldrocas partidárias, neste campo, não fazem qualquer sentido.

Este é um dos assuntos/problemas deste País em que tem que haver uma unidade de esforços, independentemente das cores de cada um.

(Outro, sobre que falarei um dia, é o da reconstrução do casco antigo das nossas cidades, vilas e aldeias.)

 

E não adianta defender que os fogos ateados por mão criminosa existem, independentemente da prevenção, porque, sendo essa afirmação verdadeira, apesar de tudo, havendo medidas preventivas os seus efeitos serão menos nefastos.

Prevenção, sim! Prevenção, como prioridade.

E, mesmo no caso dos criminosos que pegam fogos, também se pode agir preventivamente.

 

Prevenção, envolvendo todos:

- Poder Central, Poderes regionais, Poderes locais.

- Cidadãos, Pessoas, Populações. Todos. Dos campos, mas também das cidades.

- Com tantos festivais e festivaleiros, festas, festarolas e festanças, seria bom que as pessoas, todas, tomassem consciência da ação cívica que lhes compete e que a sua não participação em ações concretas, quanto mais não seja pela falta de cuidado e civismo, tem consequências indiretas ou mesmo diretas no descalabro a que se chegou.

 

E a propósito de cidadãos. (Cidadãos?!)

Aqueles sujeitos que, de forma propositada, alguns de forma reiterada, ateiam fogos, como proceder com eles?

Prendê-los temporariamente e libertá-los pouco tempo depois?

Não terá, apesar de tudo, muito menos custos sociais e económicos, mantê-los vigiados, melhor, privados de liberdade de movimentos, acompanhá-los, de algum modo integrá-los em atividades socialmente úteis?

Durante as estações do Outono, do Inverno e na Primavera mantê-los presos, mas ocupados em atividades precisamente de limpezas e manutenção de campos, ou outras adequadas ao seu perfil.

No Verão, igualmente privados de liberdade, mas retidos em locais que não sejam suscetíveis de atear fogos.

 

Ainda e a propósito de cidadania ativa, porque não colocar o pessoal “desempregado” na limpeza e manutenção de matas, caminhos vicinais, estradas, “ressuscitando” até funções e serviços que eram desempenhados, por ex., por cantoneiros e guardas-florestais?

De certeza, que o exercício destas funcionalidades traria muito mais vantagens, a todos os níveis, que os modelos vigentes.

 

E os Jovens nas Escolas serem também despertos e envolvidos em ações práticas de limpeza do meio ambiente. Estruturar ações, projetos, nesse sentido.

 

E o exercício da “tropa” precisamente para essas funções? Que este trabalho de limpeza e manutenção de campos e matas tem que ser uma verdadeira “guerra” ao fogo.

 

E os presidiários? Porque não ocupá-los também nessas tarefas?

 

Para além de os cidadãos terem práticas ativas de respeito pelo meio ambiente, o que de todo não se verifica.

Basta ver como muitas pessoas lidam com o lixo e com os cigarros!

 

E uma ideia que não é totalmente original no seu conteúdo, ainda que julgo sê-lo na sua metodologia.

Porque não criar, por ex., rebanhos de ovelhas e/ou de cabras ou mistos, que, num modelo ancestral, idêntico ao dos “rebanhos comunitários”, percorreriam terrenos abandonados, matas e matagais, caminhos antigos e vicinais, ribeiros e ribeiras, pastando, comendo os matos e, assim, de uma forma ecológica e amiga do ambiente, limpariam os terrenos e funcionariam preventivamente contra eventuais incêndios?

Um modelo que poderia ser organizado e gerido pelas autarquias, com o apoio das populações locais, que poderiam ser cofinanciadoras dos projetos e, dessa forma, participarem na cogestão das atividades em todas as suas implicações.

Uma ação preventiva e fiscalizadora, suscetível de criar riqueza e trabalho.

 

E porque não utilizar toda a matéria vegetal na produção energética, incentivando precisamente as limpezas como fontes de rendimento ao promover-se a venda do material lenhoso e vegetal a centrais energéticas?

 

Caminhos vicinais. Foto original DAPL 2016

 

Limpezas efetuadas como deve ser, a começar nas estradas e caminhos. Não esse arremedo de limpeza que se faz, em que se corta a erva maior, mas fica todo o substrato vegetal no solo.

Aí residiria o papel fundamental dos cantoneiros.

E junto às localidades, especialmente as montanhosas e de zonas florestais, definir um perímetro em que terá que haver total erradicação de matos e árvores facilmente combustíveis.

 

E atenção aos negócios, aos negócios, aos negócios associados a estas questões dos fogos!

 

E será necessário transformar todas estas tragédias ambientais e humanas em espetáculos mediáticos?!

Será?

 

Prevenção! Prevenção! Prevenção é sempre imprescindível.

Feita como deve ser e envolvendo toda a gente, todos os anos!

 

Porque, no final há tanta verba, tantos milhões e é sempre tão apelativo ouvir-se falar em milhões, mas de onde provêm todas essas milionarices?!

 

Tantos impostos!... Quem paga, quando se bebe uma simples bica?!

Pense nisso caríssimo/a leitor/a.

 

(Nota Final: Foto original de D.A.P.L. 2016. - Caminho vicinal, bordejado de "rosas loureiras" e a habitual erva seca.)

“A Herança” – Série Dinamarquesa - 6º Episódio

“Arvingerne” / “The Legacy” 

The Legacy In. www.pinterest.com

 “A Herança

(10/03/16 – 5ª Feira)

Preparativos para o Julgamento

 

Neste sexto episódio, ultimam-se os preparativos, as estratégias, as táticas, “afiam-se as espadas” para a luta. Vai haver julgamento sobre a herança da Casa/Solar Gronnengaard.

Os dois lados estão extremados nas suas posições.

 

Frederik, sócio num Escritório de Advogados, (num Escritório de Advogados!), consegue ter nas mãos Emil, que o quer dinheiro, (voltou a ser ameaçado pela “máfia oriental”); e Gro, ameaçada de polícia pelo próprio irmão.

Continua desvairado, desatinado, ainda mais agora que a mulher, Solveig, se foi embora, ainda que apenas por alguns dias. Mas a sua obstinação, doentia, é a posse do Solar!

Vive obcecado pela Casa, pelos seus fantasmas na Casa e da Casa, da Mãe, inconscientemente realizará uma catarse da sua vida passada, relativamente aos progenitores, ao espaço e tempo em que aí viveu. Tentará, digo eu, através da obtenção da Casa, alcançar alguma “libertação”, paz interior e purificação emocional!

No fundo, também uma afirmação do seu Poder, que, pelo menos até agora, está a consegui-lo.

 

Signe, obstinada, também já aprendeu com os irmãos e também já coloca a ambição da Casa acima de tudo, apesar de ter sido a única que propusera uma solução em que todos eram contemplados. Sentindo-se, de facto, rejeitada por eles, mas também querendo ser reconhecida como igual, como irmã, como membro da Família, também vai de armas e bagagens à luta. E de ingénua, tornou-se audaz e conseguiu o documento em que declarava ceder a Casa à pretensa Fundação! Elemento fundamental para comprovar a sua ação desinteressada.

Não aceita as ofertas de dinheiro, 2,5 milhões, aumentados para 3, 5 milhões. (Confronta o próprio irmão, que não a reconhece como tal, que já lhe arremessou esse seu sentimento, na própria cara.

E que também o explicitou aos próprios colegas advogados, advogando que quer ser ele o representante da Firma neste caso.

Quer vencer e afirmar-se em todas as frentes!)

Signe tem como aliados a Família Adotiva, Lise também resolveu testemunhar a seu favor, para além do Pai, John, o namorado, Andreas, e o advogado do Clube. Tem também como suporte uma boa advogada, que lhe equaciona, explicita e explica os dados fundamentais do processo a ser julgado.

 

 

Nestes julgamentos valem, (valem?!), todas as armas e, Frederik, não se poupa a meios para atingir o seu móbil.

Uma campanha falaciosa na comunicação social, (já aqui abordei no blogue a questão de os “Media” terem “dono”), denegrindo a atitude de Signe, na obtenção da famigerada carta que Veronika lhe deu antes de morrer.

E, não hesitará em manchar a imagem da própria Matriarca, para conseguir o seu fito.

 

Mas temos que frisar que a teimosia, a cegueira ambiciosa, são o apanágio desta gente! Mas também, se não fosse assim, esses desenlaces terminariam com a série. E não é isso que interessa, não acha?!

 

Aguardemos o Julgamento em que irá haver todo um remexer no passado e sobre tudo o que se terá abordado ou poderá vir a sê-lo. E aguarda-se muito estilhaçar de jarras de flores e de cinzas de mortos, primordialmente de Memórias e lembranças que sairão conspurcadas. E muita coisa, e muita gente viva será enlameada. E será entre os vivos que mais se refletirão esses estilhaços. Que os Mortos estão mortos!

 

Ah! E Gro?!

Gro estava literalmente na fossa, sem sair de Casa, na cama, sem comer.

Valeu-lhe a vinda de Robert, que se deslocou propositadamente à Dinamarca, para que ela não faltasse à entrega de um prestigiado prémio, que ela também ajudara a criar, em Copenhague.

E convenceu-a a ir. E é vermos a transfiguração de Gro naqueles ambientes de “Alta Cultura”! Toda ela é pose e charme, como já o fora em anterior episódio na apresentação do “Livro da Mãe”!

Mas depressa se deixou cair, quando tentando reatar com Kim, não sei bem as funções deste personagem, mas deve ser “Algo relacionado com as Altas Culturas”, quando tentando abordá-lo de forma civilizada e humilde, este não lhe deu troco, não consentiu na abordagem, foi grosseiro com ela e teve até o desplante de lhe arremessar: “Talvez tu não valhas nada sem Ela!” (Referia-se à Mãe de Gro, Veronika, a Verdadeira e Incomensurável Artista, em cuja sombra e aproveitando-se, sempre Gro vivera e de quem fora apenas a “Secretária”!

Que estas “Personagens” das Culturas, principalmente das ”Altas Culturas”, têm muito que se lhe diga! E não é só nas Séries. Infelizmente! A Comunicação Social tem relatado, ultimamente, casos bem paradigmáticos!

E que fez Gro?!

Pois, refugiou-se nos copos, emporcalhou-se toda na camisa e até agarrou numa garrafa, para completar o cenário, não fora Robert “agarrar” nela e levá-la para o apartamento, onde lhe valeu o apoio de Emil, entretanto chegado, e que a ajudou a aliviar a bebedeira!

 

Mas aguardemos o Julgamento, que espero seja hoje e podermos ver como todos estes personagens, mais ou menos desequilibrados, vão reagir!

 

Também houve eleições no reino da Dinamarca!

Parabéns, RTP2! Adeus, Borgen!

 

“Quase todos aguentam a adversidade. Mas se querem testar o caráter de um homem, deem-lhe o poder!”

Abraam Lincoln

Este pensamento serviu de “leit motiv” deste episódio.

 

Parabéns, Birgitte! Adeus Birgitte!

 

Parabéns!

Parabéns, em primeiro lugar à RTP2, por ter transmitido esta excelente série europeia e mais especificamente dinamarquesa.

Trouxe-nos outras perspetivas da realidade e da realidade política.

Uma visão construtiva da Política. A repetição foi bem pensada. Até organizada de modo a que o episódio das eleições na ficção, coincidisse com o dia das eleições reais em Portugal. Só terá sido pena, que os nossos políticos, tão assoberbados com as lides partidárias, não tivessem podido ver, porque fazia-lhes tanta, mas tanta falta, que visualizassem esta série.

Bem, que hoje em dia, quase ninguém precisa de ficar condicionado aos programas e horários das televisões, para ver as séries. Poucas pessoas estão dependentes desses condicionalismos.

Por isso, e para bem de nós todos, eles ainda a irão visualizar, nomeadamente este episódio final!

Só lhes fará bem!

E tanta falta lhes faz!

 

 

Birgitte in visitdenmark.com.br.jpg

 

Parabéns, Birgitte Nyborg!

“Eu tenho o Poder. Agora!”, afirmou.

Com 13 deputados, em 180 (?) consegue condicionar a formação de governo. Consegue contar até 90.

Só no Reino da Dinamarca! Mas que dá lição de Democracia. Democracia avançada!

Saber negociar, criar consensos e acordos, promover o diálogo e a concertação, exercício e defesa da cidadania; estruturar princípios básicos para apoiar a governação do 1º Ministro: Política económica responsável, Defesa do Estado Social, Identidade Verde, Integração de imigrantes, …

Exercício do poder político em coligação, construída após as eleições e conhecidos os resultados eleitorais, mas defendendo os princípios por que vinha lutando.

 

Abdicar da oferta do cargo de 1º Ministro, para apoiar e fazer parte de um governo, em que pretende pastas fundamentais: para si, Ministério dos Negócios Estrangeiros, propor também a Justiça e Economia, para membros do seu partido.

 

Acho que fiz o melhor pelo meu País!”

É para o País, para o Povo, para os Cidadãos, que os Políticos devem trabalhar.

Independentemente dos partidos a que pertencem.

 

E esta é a grande lição que esta série nos transmite!

 

Sobre ela escrevi alguns posts.

 

Neste seriado um dos temas relevantes era o papel dos media.

E, neste campo, também muitas, muitas peripécias.

No final também o editor chefe, após alguns desaires, foi reconhecido e justamente reconduzido no seu lugar. Pelo mérito!

Mérito também dos seus colegas de trabalho que lhe manifestaram e impuseram às chefias económicas, a sua solidariedade.

 

(…)   (…)

 

Uma série 5*****!

 

 

"Rendição - A Queda do Reich"

Documentário na RTP2 

media.rtp.pt.jpg

Imperdível, este documentário.

Passou, ontem, o 1º episódio. E prevê-se o 2º para hoje.

Este filme documento deveria ser de passagem obrigatória, simultaneamente, em todas as televisões generalistas, em horário nobre.

E não apenas em Portugal, mas por toda a EUROPA!

Talvez assim os políticos europeus compreendessem melhor o drama dos refugiados que todos os dias batem às portas da Europa, a pedir asilo.

Mas porque será que os media, quem manda neles, quem os tutela, remetem para canais secundários, em termos de audiências, os programas que nos contam a Verdade dos factos e dão apenas futilidades nos canais de maior audiência e nas horas de maior visibilidade?

Porque será?!

rtp.pt.jpg

 

Não deixe de ver!

De que precisam os povos de Abraão?

Crime? Ou Castigo?

Séries Europeias na RTP2

 

Diz o ditado que se volta sempre ao local do crime. Ou ao local em que fomos felizes…

Ou, o bom filho à casa torna…

 

Na RTP2, após as excelentes séries que foram sendo transmitidas, baseadas em temáticas europeias

 

gomorra. in rtp2.png

Após Gomorra, de que não vi o derradeiro episódio, presumo que a família Savastano, como que terá ressuscitado. Exceto Imacolata, claro…

 No final do penúltimo episódio, Gennaro, que aparentemente ficara morto, começou a mexer os dedos.

O pai, Pietro, que na prisão de alta segurança já parecia um morto vivo, um velho de chinelos a aguardar a morte num asilo, quando foi transferido, num golpe combinado para a sua libertação, transfigurou-se, ganhou vida e pareceu voltar aos velhos tempos.

Terá sido assim?! Terão os Savastano tomado conta dos negócios?!

Negócios?!

Não sei. Não vi o último episódio, só posso imaginar.

E não vou ver na internet, há certamente esse recurso disponível, mas recuso-me a pesquisar. Prefiro imaginar como se terá processado o hipotético desenlace final…

Terá ficado tudo em aberto como noutras séries?!

 

Na finalização desta série, repetiram a mini, designada Anna Karenina, baseada no livro homónimo de Leão Tolstoi.

Apenas revi o 1º episódio, já vira os episódios na 1ª transmissão, e também não tinha muita paciência para rever aquela atração fatal, daqueles amores românticos contrariados e vilipendiados socialmente, numa época em que casamentos eram supostamente eternos, adultérios repudiados.

E aquele puxar para o destino final e fatal da heroína que se suicida debaixo do comboio, símbolo máximo do progresso, à época.

(Lembremos que a ação ocorre em 1870, segunda metade do séc. XIX, na Rússia czarista, e na Germania, durante a guerra franco – prussiana, ainda antes do nascimento da Alemanha enquanto Estado unificado, sob a égide da Prússia vitoriosa, em 1871.

Unificado?! A História parece repetir-se? Não? Sim?

Em 1990, foi a reunificação, esclareça-se a questão do prefixo. Sendo que o prefixo foram duas Grandes Guerras Mundiais: a I e a II! Para além da chamada “Guerra Fria”.)

 

Scheherazade. Pintura séc. XIX, de Sophie Anderso

 

Depois desta mini, série, iniciaram outra também italiana, baseada nas 1001 Noites, de que vi também apenas parte do 1º episódio, pois a minha TV prega-me destas partidas. Começa a transfigurar as imagens, que se desfazem como se fossem elementos pictóricos de uma tela impressionista, desvanecendo-se gradual mas eficazmente, ficando apenas as cores, arco-íris desfeito, até que desaparece na totalidade qualquer cor, qualquer imagem. Resta apenas escrito um recado: sem sinal!

E deste modo não vi sequer esse 1º episódio completo em que a bela Sherazade contava as suas estórias dos seus amores com Aladino, como forma de escapar à morte anunciada pelo seu carrasco, o próprio Aladino disfarçado? Bem, não sei, como querem que saiba se depois não tive mais oportunidade de ver TV?!

 

Certo, certo, é que em cada fatura da EDP, lá vem um montante da taxa do audiovisual.

Até já escrevi, melhor, enviei um mail, para o Provedor do telespetador… a referir que pago a taxa e, de vez em quando, estou impedido de ver TV. E, como eu, estão milhares de telespetadores por esse país fora, que eu sei que estão!

Bem, mas nós nesta croniqueta, estamos a falar de ficção e não da realidade.

 

Seguidamente, na semana passada, a RTP2 apresentou dois excelentes filmes documentários da N.G.C., sobre os assassinatos de dois presidentes americanos: Lincoln e JFK. De realizadores de referência e também com excelentes atores.

“Killing Lincoln”, com narração de Tom Hanks e “Killing Kennedy”, em que o ator principal é Rob Lowe.

Vi apenas o segundo. Não vi o primeiro, mas não foi devido à TV. Não vi, porque não pude, por outras razões.

Deixo as ligações:

https://www.google.pt/ lincoln

segundos-que-mudaram-a-america

 

Nesta semana, na 2ª feira dia 20 de Julho, iniciaram um documentário “Mares e Oceanos”, de 2008, da TV Valenciana. Também muito interessante, é um género de temas que muito me agradam, mas de que já se têm visto muitos programas diversificados, em diferentes canais, desde os tempos de J. Cousteau.

 

E eu pensando que não haveria mais séries, quando me surpreendem com um “Coração das Trevas”, “Heartless”, embora ache que a série seja originária de um país nórdico, pela língua que ouvi no pouco tempo que tive paciência para seguir algumas cenas. Não percebi bem de qual, pois decididamente este género não faz a minha onda.

Temas em que o enredo supostamente se desenrole à volta de almas do outro mundo, vampiros, mortos vivos, zombies, bruxarias, fantasmagorias diversas, e afins, não são a minha praia. Não aprecio, não gosto, não vejo!

Gosto de ver filmes, embora consciente de que estou a ver ficção, mas em que há um substrato de realidade. Se as narrativas se baseiam ou documentam casos reais, embora ficcionando como sempre acontece num filme, então tanto melhor! Por isso é que apreciei especialmente as séries que têm vindo a ser transmitidas.

 

Borgen in RTP2.jpg

 

Desde que, por acaso, comecei a ver Borgen. E que me prendeu ao écran, a ponto de, sempre que me é possível, continuar a rever os episódios que estão a ser repetidos aos domingos, pelas 22h.

E, no domingo passado, dezanove de Julho, ocorreu um dos episódios que mais me tocaram. Aquele em que os media invadiram vergonhosamente o espaço completamente privado e mais sagrado a que qualquer cidadão, ainda que desempenhando cargos públicos, tem direito. A vida da filha da protagonista. Que foi exposta no seu lado mais frágil, já que a adolescente está em sofrimento, tratando-se de doença psiquiátrica e foi exposta da forma e do modo como as cenas mostraram. Regredindo no tratamento e com todas as consequências que se seguiram.

No desenlace do episódio, a protagonista conseguiu encontrar uma solução feliz. Interromper temporariamente as suas funções políticas, para se dedicar ao tratamento da filha.

Solução original e moderna, provavelmente só possível em Democracias avançadas. Mas precursora de hipotéticos casos a eventualmente acontecerem no futuro.

Aliás, para quem não possa valorizar o poder dos media em influenciar os comportamentos dos cidadãos, refira-se que a Dinamarca teve, pela primeira vez, uma mulher como Primeiro-Ministro, após esta série de grande êxito. Coincidências?!

E fazendo um pouco de cusquice, termo comum das duas jornalistas louras, só louras… do elenco, esta Primeiro-Ministro é a célebre dita cuja, que tanto furor causou nas redes sociais, no decurso das cerimónias do funeral do aclamado Nélson Mandela, por causa do celebérrimo Presidente Obama! Que até a querida Michelle ficou incomodada!

 

Sobre o papel imprescindível em Democracia, mas por vezes perigoso, da Comunicação Social, o 4º Poder, será um tema que iremos sempre abordando, direta ou indiretamente, nestas postagens.

 

Ainda a propósito da separação entre o privado e o público das figuras públicas e das eventuais ou reais consequências do que os media veiculam sobre as mesmas, principalmente quando elas estão fragilizadas, ainda hoje, precisamente, as redes noticiam um acontecimento ocorrido com uma figura pública nacional a que não terá sido alheia essa situação…

 

E já que pegamos em canais televisivos…

Muitas vezes me questiono para que nos serve termos dois canais privados que se copiam, por vezes mal e… Transmitindo programas indigentes, do mesmo tipo, à mesma hora, cronometrados até na publicidade enganosa, nas vergonhosas chamadas de valor acrescentado para encherem o bolso das operadoras de telecomunicações, com novelas que até no nome se repetem… E baseando-me no que também foi veiculado recentemente, agora até vão programar a realização de duas novelas ao mesmo tempo, no mesmo espaço geográfico?!

Falta de imaginação, diga-se, pese embora o cenário seja amplamente merecedor, é certo!

 

Mas é este o País que temos!

 

E terminamos a crónica que, como sempre, é longa de mais.

 

Obrigado, a quem tenha paciência para me ler até ao fim!

 

E, aproveito e peço desculpa pelo abuso, mas publicito também o que é meu!

Até porque já temos saudades da nossa querida capitã Laure Berthaud e dos seus Mosqueteiros! E temos tantas perguntas para lhes fazer... Mas ficam para outra ocasião.

E passe a publicidade.

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