Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Post 500º - POESIA!

Lírio - Original DAPL 20160124.jpg

Este é o Post Nº 500.

Poderia fazer um balanço do blogue, mas é algo que já fiz noutras situações.

 

Este ano propus-me divulgar, mais ainda, a Poesia.

Por isso, neste quinto-centésimo post, aproveito para dar a conhecer a Agenda da APP – Associação Portuguesa de Poetas, de Março, como tenho feito ao longo destes anos de blogue.

 

AGENDA EVENTOS Março 2017.jpg

 

Não esqueci a divulgação da Poesia da XX Antologia!

 

*******

Anexo dois links, para blogues que subscrevo e sigo sempre com atenção, que nos trazem sempre lindas Poesias, ilustradas por sugestivas e belíssimas imagens:

poetaporkedeusker

rumoaonossosul.

 

E também solpaz, que nos brinda sempre com belos poemas declamados por sócio da APP.

 

*******

E também para Poetas e Poetisas, sócios do CNAP, que também aqui tenho apresentado. 

E de "Momentos de Poesia"!

Pena tenho que ainda não tenha conseguido organizar-me com um tema sobre "Mensageiro da Poesia"!

 

*******

Deixo igualmente ligações para posts em que divulguei Poetas Consagrados:

 

António Gedeão

 

Jorge de Sena

 

José Régio

 

Luís Vaz de Camões

 

E para a Poetisa Florbela Espanca.

 

Penso ir continuando com outros Poetas e Poetisas, à medida que for tendo oportunidade.

 

*******

 

E gostaria de deixar neste Post também dois Poemas de um Poeta e uma Poetisa, que tiveram muita relevância na Associação Portuguesa de Poetas.

Mas ainda tenho que fazer pesquisa documental sobre o assunto.

 

*******

E sobre o 500º Post, e, por agora, é tudo!

Se for clicando pode navegar pelo Blogue e pela Poesia! Acredite, que não se arrependerá!

 

A foto ilustrativa é de D.A.P.L. – 2016.

Crónica sobre Sessão de POESIA

Crónica sobre Sessão de Poesia.

cravo-25-abril-53d5 visão.sapo.pt.jpg

No dia 28 de Março, conforme divulguei no post anterior, realizou-se no C.I.R.L. - Clube de Instrução e Recreio do Laranjeiro, a Sessão de Poesia homenageando ARY dos SANTOS.

Estariam no evento umas sessenta ou setenta pessoas, amantes da Poesia.

 

Numa orgânica muito bem delineada, estruturada e conduzida por Professor Alexandre Castanheira intervieram vários Poetas Almadenses, se não de nascimento, pelo menos de coração! Disseram, declamaram, leram, cantaram Poemas sobre Ary e de Ary, havendo ainda no final, um breve espaço para “Poesia Vadia”.

O Professor Alexandre Castanheira iniciou a sessão historiando sobre Ary numa narrativa sobre o Poeta na primeira pessoa. Sobre a sua Poesia, segundo o próprio, do tipo lírico, satírico e de intervenção; o seu pensamento sobre o seu Eu poético, a partir de trechos pessoais em prosa e de versos de poemas autobiográficos.

 

Na segunda parte intervieram vários Poetas, homenageando o Poeta, dizendo poemas sobre ele.

Correia Fernandes leu um poema sobre Ary; Orlando Laranjeiro disse “Ary, poeta vivo!”; José Baião também leu um poema sobre Ary; Vitor Gonçalves, acompanhado à viola por Ricardo Reis, leu “A força das palavras”; Fernando Fitas leu “De Guernica a Badajoz”; tendo também o Professor Castanheira lido um texto sobre Guernica e dito poesia. Rosa Dias disse “Palavras do poeta”, tendo terminado Rita Villaret, também com um poema.

 

Na terceira parte a temática incidiu sobre Poemas de Ary.

Correia Fernandes, tocando viola, cantou “Cavalo à solta”. Orlando Laranjeiro declamou “Homenagem ao povo do Chile”. Vitor Gonçalves também leu um poema de Ary. Fernando Fitas disse “Lhanto para Alfonso Sastre”. Francisco Naia, que chegou entretanto, cantou um poema sobre Ary, “Alentejo” (?) tendo também dito e cantado o poema “Cidade”. Rita Villaret disse o poema “Retrato de herói”; Rosa Dias, “Meu camarada e amigo” e Ricardo Reis cantou “Um homem na cidade”.

 

O Professor Alexandre Castanheira encerrou com “chave de ouro”, com o poema épico “As Portas que Abril Abriu”, acompanhado por Eduardo Bonança, que intercalava melodias tocadas com harmónica, “Grândola…”, “Hino Nacional”…

E ainda houve tempo para “Poesia Vadia”: A “Balada da Neve”, de Augusto Gil, dita por Srº Villaret; um poema de livro de Fernando Fitas, pelo próprio; Rosa Dias declamou, como só ela sabe, um lindo poema de sua autoria; e um Srº da Junta de Freguesia disse uma quadra sobre Ary.

No encerramento foram ainda os presentes convidados para um lanche.

 

Nota Final: De algumas das Poesias não consegui saber o nome, bem como de algumas Pessoas. Caso alguém me possa fazer chegar os dados, agradeço e prontamente farei a correção.

 

E, como apesar de ainda estarmos em Março, já se aproxima Abril, e tanta falta que ABRIL nos faz!…

Segue-se também numa linha inspirada em Ary, um poema simples de catorze versos, escrito em 2004, “Em Abril…”

 

 

 

Em Abril...

  

Em Abril abriu-se um dia

Por dentro deste, outro País

Soltaram-se cravos, rompeu alegria

Mudou-se a planta até à raiz.

 

Foi tamanha a euforia

Que a todos fez irmandade

Em toda a parte se ouvia

Dar loas à Liberdade.

 

Das espingardas e chaimites

Flores brotaram. E o Povo

De um governo de’ artrites

Fez nascer um Poder Novo.

 

Novo, este País sempre Abril

Num dia valendo mil!

 

 

 

Escrito em 2004.

Publicado em Boletins Culturais de “Mensageiro da Poesia” – Associação Cultural Poética:

Nº 71 – Mar./Abr. 2005

Nº 79 – Jul./Ago. 2006

Nº 88 – Nov./Dez. 2007.

Boletim Cultural do CNAP - Círculo Nacional D'Arte e Poesia:

Nº120 - Ano XXVI - Jun. 2015

Nº 127 - Ano XXVIII - Março 2017.

 

Crianças e Militares confraternizam thumb_opm1041

 

Foto: "Crianças e militares confraternizam", Foto Nº 25 - Centro de Documentação 25 de Abril - Universidade de Coimbra. 

Foto de cravo vermelho, in: visão. sapo.pt

Cais da Saudade

Antologia Poética VOL III Mensageiro da Poesia 2004

Cais da Saudade

 

Tanta água, tanto mar

                                e  tantos cais

Onde o marinheiro embarcar.

Tanta mágoa, tanto choro

                                   e tantos ais

Se o marinheiro não voltar.

 

Tantas esperanças, anseios

                                          levais

Marinheiros ao partir.

Tantas dúvidas e receios

                                      deixais

Em quem se fica a despedir.

 

Tantos sonhos e projetos que tais

Na bagagem, no porão, ao navegar

Tantas saudades nos amores, nos amigos

                                                   e nos pais

Em terra ficando, de lenços à’cenar.

 

 

 

Escrito em  2003.

Publicado em:

Boletim Cultural Nº 67 do Círculo Nacional D’Arte e Poesia, Março 2004.

Antologia Poética Vol. III - Mensageiro da Poesia –Associação Cultural Poética -2004

Tu, Cidade, que corres…

Introdução:

Volto a publicar Poesia.

Nos próximos "posts" irei concluindo a divulgação das poesias publicadas nas Antologias em que participei, apresentadas a 4 de Março. (ver aqui)

Março é o mês da Poesia!

 

 

 

Tu, Cidade, que corres…

 

A Cidade corre

    Corre apressada

        Na pressa de chegar

            A algum lugar.

 

Que nunca chega a lugar algum

    Apressada correndo, se corre

      Escorrendo, fluindo pelas ruas

        Líquido viscoso, sangue de vida, ou água

          Em direção ao rio…

 

Todo o rio é direção, sentido

    Seta dirigida ao mar

      Sempre eterno, sempre final, sempre meta

        Longe ou perto, sempre ao Longe.

 

Cada chegada é sempre fim

     E princípio

 De nova partida, recomeço

     Ida e vinda

Eternamente perseguida, repetida

     Repartida dia a dia

Na repetição de cada dia

     De cada noite e noite…

 

  Fluir incessante de rotina.

 

Sempre chegar, chegando

Sem chegar

Partir eterno, partindo

Sem partir

Cada homem, no Homem

Sempre homem.

 

Perseguindo, prosseguindo na senda

    No trilho dessa Humanidade

        Ideal, projeto de Existir

            Simplesmente existindo.

 

 

 

 

 

 

Escrito em 1999.

Publicado em:

- Boletim Cultural Nº55 de CNAP – Círculo Nacional D’Arte e Poesia – Out. 1999.

 - “Antologia Poética – Vol. III – Mensageiro da Poesia – Associação Cultural Poética – 2004.

 

 

 

 

ANTOLOGIAS de POESIA

Hoje, após algum ausência, volto a publicar um "post".

Este, sobre as Antologias de Poesia em que, até agora, participei.

Poucas é certo, mas em todas elas foi muito gratificante prestar o meu contributo.

Participar numa Antologia é sempre uma forma de compartilhar o nosso estro poético com outras Pessoas igualmente amantes da Poesia!

Seguem-se as digitalizações das capas das obras em que dei a minha colaboração...

II Antologia Poesia Contemporânea.jpg

III Antologia Luís Filipe Soares  1986.jpg

Anuário de Poesia Autores Não Publicados 1987.jp

Cancioneiro Infanto Juvenil  Instituto Piaget 1990

I Antologia CNAP  1994.jpg

Poeisis Vol VIII 2002.jpg

A Nossa Antologia APP X Vol. 2002.jpg

A Nossa Antologia APP XI Vol. 2003.jpg

VII Antologia CNAP 2003.jpg

Antologia Poética VOL III Mensageiro da Poesia

VIII Antologia  CNAP 2005.jpg

IX Antologia CNAP 2006.jpg

Antologia Poética  Vol V  Mensageiro da Poesia

A Nossa Antologia APP XIII Vol 2006.jpg

X Antologia CNAP 2009.jpg

Portalegre em Momentos de Poesia  2011.jpg

 

 

Alentejo é Tempo é Espaço

Sentimento Alentejano

  

Alentejo é tempo é espaço

É nó apertado, é laço

Do qual nunca me desfaço.

 

É geografia, é história

É presente e passado em memória

É futuro, é luz de vitória.

 

É matemática, é natureza

É um ideal de beleza

De tão simples singeleza.

 

Guardado no pensamento

É sensação, é sentimento

É perceção em movimento.

 

É cheiro, sabor e perfume

É sol quente, que nem lume

É visão inebriante

No horizonte distante.

 

É luz do sol e calor

Em paisagem multicor

Consoante a estação.

Mas sempre no coração!

 

Grilos pintam a noite de sinais

Relas, ralos, briga de pardais

O cantar mavioso do rouxinol

À tarde, no final, ao pôr-do-sol.

 

Almejo sinfonia dos beirais

E outras sonoridades que tais

O murmúrio ondulante dos trigais

E outras lembranças iguais.

 

Perto ou longe, pouco importa

Que está sempre aberta a porta

Que ao âmago nos transporta

Ao profundo Ser, à calma

Da Alentejana Alma!

 

 

 Nota:

Uma versão desta poesia foi publicada na V Antologia Poética de "Mensageiro da Poesia", 2006

Boletim Cultural de "Mensageiro de Poesia" nº 126 - Jan. / Fev. 2015..

 

O Bom Pastor!

 Há sempre uma Luz a guiar-nos pelos Caminhos do Amor!

Uma Estrela a indicar-nos o rumo da Cidade Prometida.

 

 

Ao meu Pai, Domingos Carita

Homem íntegro e honesto.

 

 

O Bom pastor, por amor de suas ovelhas…

Cuidava delas, noite e dia, sem descanso.

Se alguma estava doente, buscava-lhe remédio.

Se uma fora mãe recente e esquecera o seu rebento,

Adormecido nas leiras, das encostas soalheiras…

Chegava-lhe o filho ao leite, seu sustento.

A outra, sendo velha e alquebrada… ajudava-a.

No final da sua caminhada.

 

O Bom pastor, sempre em cuidado com suas ovelhas,

Viu um sinal no Céu, uma Estrela Luminosa,

A estrela matutina, numa fria madrugada de Novembro,

A guiá-lo na senda da Terra Prometida.

 

À procura partiu então…

Dessa Estrela, do Divino, de Paz para a sua Alma,

No coração levando as suas ovelhas. Para o Descanso Final.

Carente do descanso, que em vida não tivera, sempre a labutar.

E, no final, inquietude em que vivia, em sofrimento.

Sem um queixume ou lamento.

 

O Pastor vendo um sinal no Céu…

Partiu.

Na busca do Divino!

 

Digitalização estrela natal.jpg"A Estrela sobre Belém", original pintado com a boca por Kyriacos Kyriacou, A.P.B.D., Artistas Pintores com a Boca e o Pé, Caldas da Rainha.

  

Poema escrito em Novembro de 2008, na sequência do falecimento do meu Pai.

 

Publicado em:

Boletim Cultural Nº 90 – Ano XIX – Dezembro 2008, de C.N.A.P. – Círculo Nacional d’Arte e Poesia.

Boletim de Natal - Nº 46 (III Série) – Ano XXIII – Dezembro 2008, de A.P.P. – Associação Portuguesa de Poetas.

Jornal “A Mensagem” Nº 442, Ano 38, Dezembro de 2008.

Mensageiro da Poesia, Boletim Bimestral Nº 94, Janeiro / Fevereiro 2009.

Coletânea "Pai e Mãe" - Vários Autores - 2017

http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/coletanea-pai-e-mae-poema-dedicado-aos-144305

Mais sobre mim

foto do autor

Posts mais Comentados

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D