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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Portugal... lixo... dejetos...

... e ataque de um cão a uma Pessoa num Parque Público em Almada.

Foto original de F.M.C.L. Almada 2014.jpg

 

Volto à escrita no blogue e sobre um assunto do quotidiano que já há algum tempo tenho pensado em expor, agora reforçado por uma ocorrência que observei muito recentemente.

 

Genericamente o tema reporta-se com a falta de civismo dos portugueses, diga-se de alguns portugueses, face ao lixo. Constata-se nas ruas, nas bermas das estradas, nos caminhos… A acumulação de papéis, de sacos e garrafas de plástico, de maços de tabaco, que são atirados para o lado, como se não houvesse contentores de lixo indiferenciado, nem contentores específicos para reciclagem. Até para as roupas e sapatos já existem contentores espalhados pelas mais diversas regiões do País. Contudo o lixo continua a ser atirado de qualquer maneira, para qualquer lado, deixado em qualquer lugar, sem o mínimo cuidado… Nem falo dos cigarros mal apagados que são atirados pelas janelas dos carros, em pleno Verão…

 

Especificamente, enquadrado neste tema genérico da falta de cuidado relativamente aos lixos, quero referir a acumulação de dejetos de cão, por tudo quanto é rua, passeios e até jardins das cidades que conheço.

É um incómodo permanente caminhar por qualquer passeio público das Cidades que mais frequento: Almada e Lisboa e sermos confrontados sistematicamente com dejetos de cães, que os donos não recolhem, como é sua obrigação. Que a Câmara, pelo menos a de Almada, providencia sacos e sistema de recolha. Mas, e mais uma vez, essa é uma falta de civismo dos donos dos animais. De alguns donos, frise-se! Mas que são os suficientes para que os passeios exibam o mostruário “artístico” que patenteiam.

Infelizmente essa é também uma situação comum a diversas cidades portuguesas que mais esporadicamente tenho visitado.

 

Mas não haverá ninguém com competência para fiscalizar e atuar sobre estes assuntos?!

 

Que o primeiro e último fiscal, deveria ser a consciência das pessoas! Que, sem essa auto consciência de auto responsabilização, não haverá sistema de recolha de lixos que funcione!

 

Especificamente dentro deste âmbito da falta de cuidado de alguns donos de canídeos, com os respetivos animais, quero apresentar uma ocorrência observada num espaço público dependente da Câmara Municipal de Almada. Concretamente, o Jardim Público, anexo ao Pavilhão Gimnodesportivo do Feijó.

Foto original de F.M.C.L. Almada 2014.jpg

 

Nos últimos anos, este espaço tem sido cada vez mais utilizado pelos donos de cães. Ação para a qual não foi prevista a sua utilização nem adequação funcional e espacial, de que surgem situações perigosas, até ao momento nenhumas graves, que eu saiba, mas que qualquer dia ocorrem…

 

Na passada 3ª feira, 27 de Outubro, ao atravessar o jardim, num repente, apercebo-me de um cão a atacar uma pessoa que descuidadamente passava na parte sul da alameda das tílias, a seguir ao edifício das piscinas, cão que saíra precisamente do espaço do Jardim que confina com as referidas piscinas.

A pessoa que acompanhava o cão, supostamente a dona, uma rapariga jovem, não o trazia nem com coleira, nem açaimado, nem conseguia ter mão no cão, por mais que a pessoa atacada lhe pedisse. O animal só não mordeu a pessoa, porque ela tinha um guarda-chuva, com que evitou que ele a atacasse, mas sem nunca ter tocado no animal, que constantemente se eriçava para ela e a rodeava por todos os lados. Esteve nesta situação vários minutos.

Valeu a intervenção de outra senhora, julgo que também proprietária do animal, que inicialmente também não manifestava ter autoridade no mesmo, mas que se lembrou de pedir o guarda-chuva, à pessoa atacada, com o qual conseguiu impor a sua autoridade de dona, evidentemente também sem tocar no animal.

 

Não é a primeira vez que observo situações em que cães mal treinados pelos donos têm comportamentos semelhantes e que estes têm dificuldade em controlar.

O espaço é muito frequentado por crianças e pessoas de todas as condições, dada a sua localização e funcionalidades adjacentes. E essas foram as funções para as quais foi concebido, planeado e estruturado.

Algum dia acontece desgraça! E depois será o habitual “Ai Jesus!”.

 

Será melhor prevenir. E não adianta colocar placas e avisos…, que já lá estiveram.

De qualquer modo, as leis já existem e são para serem cumpridas. E as pessoas conhecem-nas.

Esse aspeto foi referido às senhoras proprietárias, que foram sempre educadas e só diziam “Tem razão! Tem razão!”. Mas de que vale às vítimas terem ou não razão se os/as donos/as não trazem os animais devidamente atrelados, se não os conseguem controlar e os transeuntes incautos podem ser atacados e mordidos?!

Para se atravessar um Jardim público, que é um elo de passagem entre vários bairros, para além de acesso às múltiplas e variadas atividades do Pavilhão Gimnodesportivo, as pessoas vão ter que ir prevenidas para eventuais ataques?!

 

Dir-me-ão… mas tem alguma sugestão sobre o assunto?

 

Formularia algumas sugestões.

1º - Já que aquele espaço público está a ser exaustivamente utilizado para passear e recrear canídeos, então que sejam exigidas aos respetivos donos as devidas obrigações, nomeadamente trazerem os animais com trela e açaimados. Dir-se-á que a maioria dos animais são mansos e estão educados, o que é verdade, mas todos os anos têm acontecido casos de agressões por cães, algumas bem graves, precisamente às pessoas que lhes estão mais próximas, familiares e vizinhos. Que os julgariam certamente de mansos e educados!

Essa fiscalização que é uma OBRIGAÇÃO das Entidades Públicas, deverá ser feita de uma forma pedagógica e didática, inicialmente, para depois atuar e autuar os prevaricadores. Que é também uma forma de educar e ensinar as pessoas.

Porque as Leis já existem, toda a Pessoa tem obrigação de conhecer a Lei, nem pode invocar em sua defesa o respetivo desconhecimento.

E é um Dever e Obrigação dos Poderes instituídos providenciarem na respetiva aplicação.

Não sei, se neste caso específico, essa é uma competência da Câmara Municipal de Almada, julgo que será, pois que a manutenção do espaço é permanentemente assegurada por funcionários camarários.

Esta ação de fiscalização e atuação é imperiosa e urgente. É fundamental pô-la em prática pelas entidades competentes. Competências que julgo também pertencerem à Polícia de Segurança Pública.

 

2º - A segunda sugestão penso que é mais exclusiva da Câmara Municipal e consiste na criação de espaços específicos para os cães e respetivos utilizadores, semelhantes ao que existe no topo norte do Parque da Paz, junto à Cova da Piedade. Espaços devidamente vedados, e com dimensão adequada, para os animais poderem estar mais à vontade. E com alguns equipamentos próprios.

 

Sim, porque não sou contra os animais. Condeno é a atitude e comportamento de alguns donos!

 

Relativamente a espaços, junto a esse Jardim e Pavilhão existem alguns, que não sei se serão privados se públicos, mas que julgo reunirem condições, à priori, para essa finalidade, após as devidas e necessárias adaptações funcionais, também para o bem estar dos animais e utentes.

A Oeste do Jardim e das Piscinas e a norte das traseiras da Igreja do Feijó e do Centro de Dia, existe uma colina, até parcialmente arborizada pela Câmara, que devidamente vedada, permitiria um espaço ótimo até em termos de dimensão, para essa finalidade.

Já fora da zona do Jardim, na direção norte, quem desce na direção da Cova da Piedade, nomeadamente em frente da Escola Secundária António Gedeão, também existem campos suficientes onde poderiam ser adaptados espaços para canídeos.

 

Bem sei que aquele Jardim é muito centralizado. Mas como está a ser usado, precisa de reestruturação e de outras medidas, sob pena de algum dia acontecer desgraça!

 

in. oestegoiano.com.br.jpg

 (foto extraída da net. in: oestegoiano.com.br.)

 

Que as animais, neste caso os cães, não têm culpa nenhuma. Porque os animais, são apenas isso e somente, animais.

 

Que os seres humanos também o são, mas têm obrigação de, enquanto Pessoas, serem um pouco mais!

 

Notas Finais:
As duas fotos iniciais do referido Parque/Jardim Público são originais de F.M.C.L., de 2014, no Outono.

Sobre ALMADA, consulte também:

 Aqui!

 E aqui.

 

“CÓDICE” Television de Galicia Episódio II

“CÓDICE”

Episódio II

RTP2

5ª Feira 8/10/2015

 

Final de uma História Real!

 

Neste 2º episódio há que constatar que, nas informações sobre a mini série já corrigiram o nome errado "O Roubo do Cálice”, atribuindo-lhe o nome verdadeiro: “CÓDICE”.

 

Quanto ao conteúdo da série, como já referi, ela aborda uma situação verdadeira, a do roubo do “Códice Calistinus”, em 2011, tendo sido recuperado só passado um ano.

 

A ação decorre em Santiago de Compostela e situa-se maioritariamente nos espaços da Catedral; nos gabinetes da Polícia de investigação, não sei se é designada Judiciária; na sede do jornal, no café, casas particulares dos envolvidos; casa de Manolo, o eletricista, desempenhado pelo “nosso Alcaide Mendonza” e nalguns espaços de ar livre, ruas e jardins da cidade.

O tempo cronológico situa-se, inicialmente, nos finais de setenta do século XX e já no século XXI, 2006 e 2011, pelo menos lembro-me destas datas.

 

codice in www.formulatv.com.jpg

 

Os contextos e a narrativa centram-se na investigação, inicialmente do desaparecimento do Codex, mas logo se aperceberam que fora roubo. Equacionadas hipóteses de possíveis ladrões, face às pessoas que poderiam ter acesso ao Arquivo onde se guardava o Códice, e que eram muito poucas.

O organista da Catedral foi uma delas, mas após inquéritos preliminares foi descartado.

O próprio deão, diácono, Dom José Maria, “o nosso Drº Devesa”, estudioso e guardião do livro manuscrito, foi outra das pessoas inicial e possivelmente suspeitas, mas logo foi também descartado pelos investigadores. Embora ele seja uma das peças chave em todo o processo, mas não como criminoso!

 

Dom José Maria, deão, diácono da Catedral, esteve sujeito a chantagem e extorsão de um Fernando Miranda, que inicialmente os jornalistas e os investigadores supunham pudesse ser o recetador do Livro. E que foi o motivo da cena rocambolesca, despoletada pelo “nosso boticário, Cristobal”, agora investigador policial, no seu afã de apanhar o suposto recetador do livro manuscrito roubado, ocorrida no final do 1º episódio.

 

Este Fernando Miranda, não cheguei a perceber muito bem qual a sua função social, mas na narrativa figurava como extorsionista, chantagista. E foi nesse enquadramento que acabou por ser preso em flagrante, neste 2º episódio, quando se reunia com o Deão, num café, após tê-lo chantageado, exigindo vinte e cinco mil euros pelo seu silêncio. Cena que os jornalistas também documentavam fotograficamente, contrariamente às ordens do Juiz e às ameaças do próprio Fernandito.

Neste 2º episódio, o papel dos jornalistas resumiu-se fundamentalmente à ação do famigerado “Inquisidor, Somoza”, que era jornalista fotógrafo, free lancer, e da jornalista loura, de cabelos compridos, cujo nome não fixei na narrativa e por isso assim a designo na narração.

Se futuramente a RTP2 continuar a transmitir séries galegas, que acho que valem bem a pena, irei fixar os nomes verdadeiros dos atores, pois revelam-nos excelentes desempenhos e merecem que os nomeie. Desta vez passa, pois nem chega a ser propriamente uma série.

 

Depois da trapalhada de “Cristobal” a investigação regressou à estaca zero.

A equipa ficou um pouco desorientada, mas a argúcia e serenidade da inspetora, a nossa conhecida “Dona Irene”, cujo nome de personagem não consegui reter, foi direcionando a investigação e os investigadores para os locais e pessoa certa: a Catedral, atenção aos pormenores que foram escapando na 1ª investigação, nomeadamente visualizando, de novo, todas as fitas de anos atrás; vistoriando novamente nos locais certos do templo. E foram sendo descobertos elementos aparentemente acessórios, provas documentais não valorizadas na 1ª investigação, mas que acabaram por tornar-se primordiais. Um resto de fita mal gravada em que o eletricista aparecia de costas, no arquivo. Uma caixa de chás, em que encontraram uma chave do arquivo, escondida num fundo falso e na etiqueta a letra manuscrita era também de Manolo.

E estes elementos foram conduzindo a investigação para o “nosso ex – Alcaide Mendonza”, cuja personagem se chamava, Manuel Carvalheiro, conhecido por Manolo.

A inquirição com a inspetora, “rei preto e rainha branca” frente a frente, foi um portento de jogo de xadrez tático estratégico entre dois adversários inteligentes, que às perguntas sábias da investigadora, Manolo respondia sempre capciosa e evasiva, mas certeiramente. Respostas que sendo respostas, acabavam por ser não respostas. O “rei”fugia como uma enguia entre as mãos da “rainha”. “Muchas gracias, senhor Carvalheiro!”, se despediu a dama, do rei!

Que uma das características mais valorizadoras destas séries galegas são os diálogos entre as personagens.

 

manolo in www.audiovisual.com.betafilm.jpg

 

A investigação prosseguiu em diferentes contextos e enquadramentos, mas já com uma certeza confirmada de que o autor do roubo fora o ex eletricista da Catedral, Manolo, que passara a vida a roubar, não só no Templo, mas inclusive até de contas bancárias de um suposto amigo(?). E que muito recentemente comprara dois apartamentos, a pronto pagamento, nas Rias Galegas.

Envolvendo também outros personagens, em que o Deão era uma peça chave, porque durante as dezenas de anos em que Manolo trabalhara na Catedral, tivera oportunidade de ir conhecendo o seu mau caráter, apesar de o ir protegendo, por que acreditava na sua redenção. Até que em 2006, tantas foram as falcatruas, desde os anos setenta do século XX, que resolveram despedi-lo, através do administrador, um leigo, Dom Pedro, que ao comunicar-lhe o despedimento nunca o olhou de frente! Tal seria o “medo” que este homem inspirava. Talvez resquícios de quando fora “Alcaide Mendonza”!

Mesmo depois de despedido, ele continuava a ir frequentemente à Catedral, a diferentes pretextos, nomeadamente enquanto fiel, mas também a massacrar o Deão para este o admitir no seu trabalho de eletricista na Catedral.

Entretanto foi preparando o golpe. E um dia, já em 2011, lhe aparecerá no próprio Arquivo onde não podia estar, nem era suposto ter chave para o fazer, continuou a insistir na sua readmissão e, com veemência, exigiu que, mesmo ali, o Deão o ouvisse em confissão, que foi uma forma de o silenciar sobre o que lhe contou, que terá sido sobre as falcatruas que fizera e o dinheiro que desviara.

E como Dom José Maria não o quisesse readmitir, ameaçou-o que ele, Manolo, perdia o seu lugar, mas o Deão também perderia o seu.

Mas o cerco foi-se apertando, como se uma caçada se realizasse, o criminoso foi sendo direcionado para o local onde poderia ser capturado, como se de animal acossado se tratasse. Que o receio era que ele pudesse destruir o “Codex”, peça de valor incalculável, no seu valor material, mas muito especialmente no plano imaterial, pelo seu valor documental, histórico, formativo e informativo, que ainda continua a ser estudado.

E que melhor local para apanhar o criminoso e presa, senão o local do crime?!

Conhecidas as suas rotinas, já cartografadas há muito, a Polícia foi apanhá-lo precisamente na Catedral de Santiago, local mítico na cultura ocidental cristã e quase berço, lar e casulo de Manolo, onde se movia como peixe na água, mas também onde estaria mais fragilizado emocionalmente.

Para esta estratégia psicológica, de o ir enredando nas teias da investigação e direcionando-o para ser capturado, muito contribuiu o papel da inspetora, a seu perspicácia, a sua intuição, o seu saber e conhecimento da alma humana.

E foi precisamente na Catedral e na missa celebrada por Dom José Maria que ele confessou à inspetora, que ao lado dele se juntara na bancada do Templo, a autoria do roubo e que não destruíra o livro, que não era um destruidor.

Na entrada da majestosa Igreja de Santiago, estavam os restantes policiais, nossos conhecidos, talvez com receio que ele fugisse.

E, à hora da comunhão ele saiu da bancada, mas dizendo a “Dona Irene”, desculpem-me voltar a este nome, mas continuamos nos mesmos espaços míticos de Compostela, dizendo à inspetora que não se ia embora.

E não foi! Foi simplesmente comungar, que Dom José Maria distribuía a comunhão e, com hesitação, dúvida, lhe deu o sacramento.

 

E a série terminaria, paralelamente com a prisão dos familiares de Manolo, que também estavam envolvidos, em maior ou menor grau, nos roubos efetuados.

E a localização do Códice resguardado e embrulhado, numa garagem, com as múltiplas tralhas que se guardam nas garagens e alguns objetos, de menor valor, que ele também trouxera do local de trabalho.

 

E, como é uma série que trata de casos reais, informaram-nos do prosseguimento da vida das pessoas, aqui representadas neste filme de dois episódios.

Os criminosos, após julgados, foram condenados, com diferentes condenações, que também a gravidade dos crimes praticados foi diversa.

Os investigadores continuaram a investigar; o Juiz, a julgar; os jornalistas terão continuado a pesquisar e informar; o diácono/deão retirou-se da Catedral e da Cidade de Compostela, que já atingira a idade de se reformar.

 

E nós também vamos terminar.

 

Só nos faltou sabermos e fora uma boa oportunidade de perguntar, se vão apresentar mais alguma temporada de “Hospital Real”, que ficou tanto por concluir.

 

E reforço o que já referi. Se voltarem a apresentar mais alguma série galega, com estes atores, vou tentar saber os respetivos nomes, ainda que possa sempre reportar-me ao “Hospital”, como referência e também com um pouco de fantasia! Que, no fundo, é sempre o que são as séries.

 

A legendagem final deveria ser mais nítida, as letras muito pequeninas eram totalmente ilegíveis. Que eu gosto de ler o que posso, enquanto ouço a música.

 

 

“Fortitude” - Série Britânica – Episódio XII

“Fortitude” - Episódio XII

3ª Feira – 06/10/2015

RTP2

todos in. fortitude.wikia.com

 

E na análise ao 12º episódio, começamos exatamente por Elena.

Hospitalizada, isolada como estiveram outros doentes. Que não sei como uma comunidade tão pequena tem recursos hospitalares tão bons! O que não têm são médicos. Se Drª Margaret morreu… E se destruíram o espaço em que ela estava isolada, onde arranjaram outro tão rápido para colocarem Elena?! Bem, não sei, não sou guionista… nem governador da ilha, nem produtor da série. Que já víramos Hildur a telefonar para o Continente a pedir recursos e reforços. Certamente terão chegado.

 

Também se viu que queimaram, tudo o que puderam, em Fortitude. Só o fogo realmente podia purificar tal ambiente. E será que conseguiram incinerar todas as vespas?

O mamute foi queimado, que Jason acabou por dizer que ele estava no armazém detrás do supermercado. Uma verdadeira estratégia política de Hildur que conseguiu convencê-lo a revelar o local.

Depois lá estava ela com os seus policiais a supervisionar a destruição do monstro, através do fogo regenerador. O barracão terá sido também um dos edifícios que foi queimado.

 

Mas voltando a Elena, hospitalizada.

No exterior do gabinete onde ela estava, encontrava-se Dan. “Penso em ti a toda a hora. Na escuridão e à luz do dia!” Temos continuação do romance para a próxima temporada.

E irá ela sobreviver? Uma vez que ela foi atacada pelo monstro que atacara os outros atacantes: Liam, Shirley, que morreu; Jason que também morreria, Ronnie de que não soubemos o destino.

E agora ela! Neste episódio fomos vendo a transfiguração facial e comportamental que foi assumindo. De que ela própria tomou consciência e, com medo dos atos que poderia vir a praticar, porque sabia o que os outros fizeram, quando possuídos dessa loucura incontrolável, ela própria se agrilhoou à cama, como lhe fizera Billy. E ela mesma atirou a chave para longe.

Mas quis o Destino, desta vez, escrever torto por linhas tortas.

Carrie, quando regressou a casa, não encontrando a sua “irmã mais velha”, por ela procurou, e achando-a naquele preparo, a libertou, ignorando que lavrara a sua sentença de morte. Morte macabra e cruel, como a que tiveram os outros assassinados pelos tresloucados, possuídos por essa estranha doença.

Nem Dan a conseguiu salvar, que Elena já a tinha esfaqueado.

E foi trágico e dramático ver Dan, primeiro ter que atirar em Elena, sua amada, e depois pegar em Carrie ao colo e levá-la por Fortidude, como se fosse uma dádiva, um sacrifício atroz, a um altar de deuses cruéis e maléficos.

Bem, ou mal, não sei, Carrie não figurará em próxima temporada. Ou será que ela não morreu?! Sempre pode ficar essa dúvida e os guionistas têm muita sabedoria…

 

Dan Carrie in popoptiq.com

 

Retomando outros personagens.

 

yuri in whatsontv.co.uk.jpg

 

Yuri e Max fizeram a perfuração no gelo do glaciar.

Mas chegou Eric. As bravatas do costume, nas coboiadas, que nalguns aspetos esta série tinha laivos desse género cinematográfico. Pistola para aqui, rifle para ali e antes já Max fugira na moto que Eric trouxera, que nem todos são heróis. Esgotadas as armas de fogo, que nem dispararam, porque o russo não carregara a dele e Eric é por demais ingénuo, envolveram-se à pancada. Murro dum lado, canelada do outro e Eric perdeu, ficando inconsciente no gelo.

Yuri preparou-se para descer pelo buraco no gelo e, de supetão, depressa chegou ao fundo.

Pensáramos que tivesse morrido, mas não. Vê-lo-íamos na base do glaciar, que no contacto com o solo se derrete e abre cavernas e simultaneamente se desloca, lenta mas inexoravelmente, erodindo as montanhas em que assenta.

Glaciar  in avclub.com

 

E como queria Hildur aí construir um hotel no gelo? Flutuante, já se vê!

Iremos ter Yuri em futura temporada?! Que este assunto das presas de mamute ainda tem pano para mangas.

Eric, passado o efeito do murro, acordaria, gritou para o buraco a saber de alguém, sem obter resposta, que Yuri ficou embasbacado com tamanha riqueza, e Eric partiu no camião que levava a broca, que como presente levou para a sua amada Hildur, estacionada no carro, a quem disse que amava, dito que ela primeiro ignorou, mas após chamá-lo com a buzina, ele para junto dela foi e foi vê-los beijando-se que nem amantes remoçados.

E temos continuação da parelha para futura época.

 

E, finalmente, vamos ao início do episódio, que já sabemos que estas narrações não respeitam a sequência da narrativa.

 

No hospital e no compartimento onde estava a Drª Margaret internada em cuidados intensivos, que isto dos médicos se tornarem pacientes, para mais numa pequena comunidade isolada, é caso de bradar aos céus!

Mas também é para alertar do perigo de contágio a que os médicos e outros profissionais de saúde estão sujeitos, que põem em risco a sua própria vida para salvarem a de outros.

E o mesmo acontece com os cientistas, como Vincent.

No mesmo compartimento, juntamente com a médica e milhares de vespas assassinas, cujo nome não consegui fixar.

No exterior, Dan e Natalie questionavam como matar todo aquele enxame, sem matar o jovem cientista.

Natalie teve a ideia de injetarem, o espaço isolado, de oxigénio e hidrogénio, que havia garrafas no laboratório e tubos e mangueiras para executar o procedimento. E foi o que fizeram. Vincent, arriscando a sua própria vida, abriu internamente as válvulas dos dois gases, que combinando-se, formam uma mistura explosiva.

E Vincent acendeu o isqueiro!

E foi uma explosão daquelas!

Vincent, que se sacrificara a bem da ciência, da medicina, de Fortitude e da Humanidade, porque se aquelas vespas se soltassem sabe-se lá, quase morreu, mas Natalie conseguiu salvá-lo!

E Vincent também ficou hospitalizado, todo queimado e picado das abelhas. Provavelmente não estará infetado, porque segundo pesquisa efetuada por Natalie, estas vespas pré históricas não tiveram tempo suficiente para atingirem a maturidade sexual. Pelo que estará apenas picado, mas não infetado pelos respetivos ovos, que elas injetam na corrente sanguínea dum hospedeiro vivo, de que se alimentam de dentro para fora. Foi o que aconteceu à médica!

Uma aberração da criação, que Darwin considerava impossível, Deus tivesse criado!

Um deus de amor não pode ter criado um ser tão maléfico!

 

“Não são as vespas que fazem duvidar da existência de Deus. Somos nós os seus filhos!”

Esta citação pertence ao professor Markus, que foi visitar Vincent.

Que também questionou se o que Frank lhe fizera não terá consequências. Se o facto de terem aberto Shirley, sem qualquer autorização, também não terá consequências. Que a atitude dela para com a mãe resultou mais do facto de ela ter sido toda a vida humilhada pela própria mãe, do que dessa teoria formulada pelos cientistas que, segundo ele, não faz qualquer sentido.

 

Fará? Não fará?

Ficaremos à espera da comprovação ou refutação na próxima temporada.

 

in fortitude.wikia.com

 

E, se nem todas as vespas tiverem sido exterminadas ?!

 

Pois exterminemo-las, por agora, que está na hora de terminar este conto! E de o publicar, tarde e a más horas!

 

“Fortitude” - Série Britânica - Impressões Globais

“Fortitude” - Série Britânica

 Síntese

(Alguns Aspetos)

RTP2

 

Svalbaard in www.businessclass.se.jpg

 

Ocorreu ontem a visualização do 12º episódio da série britânica, “Fortitude”. Décimo segundo e último.

Que dizer?

Não foi uma série de que gostasse especialmente. Mas vi quase todos os doze episódios, exceto quando tive um problema técnico com a TV.

Mas então o que me prendia à série?

Ocorria em contextos pouco habituais, com cenários, julgo que realistas, impressionantes; com um elenco internacional de atores e atrizes excecionais; abordando temáticas ambientais, eu veria uma metáfora para os cuidados a ter com regiões terrestres isoladas (?) ainda relativa e aparentemente preservadas, como é o Ártico, mas que está sujeito a grandes pressões internacionais e irracionais para uma abertura à exploração, nomeadamente mineira intensiva e especificamente petrolífera!

Com um enredo iniciado precisamente com essa problemática dos efeitos da poluição, mesmo em ambientes supostamente imaculados e livres desse flagelo.

Mais propriamente com uma morte muito mal explicada, logo no início, apanágio dos seriados; a que se foram seguindo outras, provocadas por causas ainda mais ocultas e desconhecidas.

Teias romanescas de amores mais ou menos conseguidos, melhor ou pior traídos! Amor, ódio, sentimentos diversos mais ou menos exacerbados, expressos ao longo da trama.

E doses de ação, perigo, mistério, pancada quanto baste, à moda de um Oeste de Klondike! A que não faltavam mineiros exaltados, um hotel e bar, geridos por uma fogosa espanhola, que deixava a cabeça à roda, mesmo do mais gélido e atrapalhado xerife.

A que não faltavam também tiros, pistolas e rifles e até ursos tresloucados pelo mercúrio e a que o xerife sacrificara um bandido sem escrúpulos, minerador, à procura de tesouros, a que chamei, erradamente, geólogo!

E a vinda de um detetive do Reino de Sua Majestade, precisamente para investigar essa morte estranha, e de que a sua insistência em descobrir a verdade, também lhe provocaria a sua própria morte!

A estrutura narrativa das próprias séries, que são sempre organizadas de modo a prenderem-nos à narração, ao que virá a seguir no próximo capítulo, apesar de hoje termos a net, de que me socorri, para além do recurso das imagens. “Que uma imagem vale por mil palavras!”

E, só isso?! …? …!

Também diria que não apenas e tão somente isso!

Na série anterior “Hospital Real” verificou-se uma grande adesão ao que escrevia o que eu constatava nas visualizações dos posts. Mérito da série em si, que deve ter tido grande audiência televisiva na RTP2, o que se projetava nas visitas no blogue.

O que também se verificara em séries anteriores, nomeadamente “Crime e Castigo” e “Borgen”.

Essa situação entusiasmou-me na escrita.

E incentivou-me a continuar a escrever sobre a série, mesmo se e apesar de não ter tido, nem de longe nem de perto, a adesão que tivera com “Hospital Real”!

E estes serão, assim em modo rápido de síntese alguns aspetos que me cativaram no seriado.

E não irei falar do 12º episódio?!

Sim!

Mas primeiro publico este esboço sintético!

“Hasta Luego”, como diria Elena, que teve um papel tragicamente marcante, e um desempenho notável, que lhe abrirá portas para a próxima temporada?

 

 

“Fortitude” - Série Britânica – Episódio XI

“Fortitude”  – Episódio XI

2ª Feira – 05/10/2015

RTP2

in takepart.com

Preâmbulo

 

“Não é de um hotel que precisamos, em Fortitude. É de uma morgue maior!”, dissera Hildur, outra vez!

 

E eu acrescento.

Neste episódio e no seguinte, o que irão precisar é de um inseticida! De um potente inseticida!

 

E lá vamos nós à narração!

 

Dan in theguardian.com

 

Após alguma indecisão de Dan, alguma é como quem diz, que o pedido de Henry foi formulado no episódio anterior, décimo, e cumulativamente interpôs-se o fim-de-semana, de modo que só ontem, 2ª feira, no episódio XI, é que se processou a intervenção de Dan.

Bem, de helicóptero chega-se rapidamente. E ao chegar, Dan, logo constatou a dimensão do desastre. Henry, estendido na neve gelada, um tiro na cabeça, vermelho de sangue a colorir o branco gelado.

Encostado à moto, Morton, afinal ainda não estava morto, apenas moribundo, eu é que julgara que ele morrera na 6ª feira. Mas não! Esteve todo o fim-de-semana para morrer, que sábados e domingos os serviços públicos estão encerrados. Morton, quase acabado, ainda esperava que o xerife chegasse, mas não quis que o levasse para ser socorrido, queria ficar já ali, que o glaciar é um sítio ideal para se encontrar a serenidade e a luz e com ela a morte, para mais com a garantia de se poder ficar congelado até à eternidade, ou até à próxima alteração climática!

Mas antes de partir, quis que Dan lhe contasse a verdade!

E Dan contou. Verdade nua e crua, trágica e cruel, para mais tendo ocorrido num dia sagrado. Num dia de Natal! E soubemos, através do relato para Morton, como tudo ocorrera, e que Dan sempre fora, de facto, o assassino de Billy Pettigrew. Que guardava esse crime na sua consciência também atormentada.

Não vou relatar os pormenores dos trágicos acontecimentos a esse assassinato associados. A foto apresentada, no post anterior, diz tudo.

Lembrar, só e apenas, que amor e ódio são duas faces da mesma moeda, que foi por amor a Elena, que Dan entregou a morte de urso, Billy, por quem o amor à sua amada se transformou em ódio a Billy, que a quisera possuir, agrilhoada à cabeceira da cama! Grilhão que serviu para acorrentar o geólogo ao poste do farolim, como isco para ursos tresloucados de fome.

“Confessa! Ou nunca terás Paz!” Lhe disse Morton, para que Dan fizesse.

Só depois, Morton morreu, suponho que em paz. Soube a verdade do que buscava, desde que chegara a Fortitude, que fora essa a sua razão de chegar. E, sabendo, já poderia partir!

Que partiria, o seu corpo, não para o Continente, que ele, como cidadão britânico, também é de uma ilha! A sua alma, essa terá ficado eternamente aprisionada no gelo do glaciar.

 

E Dan, após muitos avanços e recuos, conseguiu confessar a Elena, o que por várias vezes e em diversos episódios, ela lhe perguntara. Se fora ele que matara Billy.

Confessou e uma vez confessado, também ficou mais liberto para lhe confessar, ao seu jeito desajeitado, o seu amor, desde que Elena chegara a essas terras de fim de mundo gelado.

E depois de explicados os comos e os porquês, textos e contextos, de tudo o que e como e porquê se passou, Elena rematou à laia de conclusão:

“Estamos juntos, sozinhos!”

E haverá melhor definição para aquele amor?! Aguardemos o último episódio, que provavelmente, como é apanágio das séries, deixa tudo em aberto, para futuras temporadas. Estratégias de guionistas!

 

Voltando a Billy, morto logo no 1º episódio, mas cujo tema foi estruturando todo o enredo.

Nessa célebre, trágica e fatídica noite de Natal, ele, com os copos, desatara a língua com o russo Yuri, sobre o célebre tesouro escondido no glaciar. Centenas, milhares (?) de presas de mamute, aprisionadas no gelo! E, após a briga com Eric, para além de ficar com as ventas partidas, também perdeu o célebre documento cartografando o local de tão precioso e macabro achado! Documento que o russo apanhou.

Com base nele, Yuri, estudara as coordenadas do local e, neste episódio XI, com a ajuda de Max, resolveu assaltar o armazém onde se encontrava a broca para furar o gelo do glaciar, transportá-la no camião onde ela estava acondicionada e irem procurar o cemitério dos mamutes, para recolherem o marfim.

Consegui-lo-ão?!

Também só o saberemos no derradeiro episódio. Que Eric, apenas armado de rifle, também se dirigiu para o local onde eles se encontram, mas pensando que fora Jason que roubara a broca!

yuri in theguardian.com

 

Que Jason, também já sabemos, está igualmente possuído por essa doença que atacou Liam, que matou Charlie Stoddart, o cientista; Liam que contaminou Margaret, a médica; que contagiou a filha, Shirley, que atacou a própria mãe. “Doença” que também terá contagiado e esventrado Ronnie, que estará escondido na cave da sua própria casa.

“Doença”, que tudo indica terá sido despoletada na sequência da descoberta macabra do mamute, que Ronnie e Jason esconderam num armazém, para onde Jason se foi refugiar novamente, obcecado por tão terrífico achado, que tantos dissabores trouxe à pacífica Fortitude. Antes tivesse ficado onde estava, ou tivessem tido o procedimento correto, dando a conhecer à comunidade científica, que até dispõem na ilha, que teria procedido com os formalismos adequados e exigidos nos protocolos próprios.

Mas a ganância, a ambição, a fome do dinheiro fácil, sobrepõem-se a tudo o mais!

E nisto ficamos. Jason agarrado ao mamute, após ter passado no laboratório e ter pregado um susto de morte a Natalie.

E a comunidade julgando que fora ele o autor do roubo da broca.

 

E pergunto eu. E Carrie não terá sido contaminada?!

 

No episódio apenas soubemos que ela, juntamente com Elena, foi visitar o amigo Liam. E que foram recebidas por Jules e que Frank também apareceria um pouco mais tarde.

E foram conversando todos, circunstancialmente!

 

E vamos para o excerto final desta narração.

 

A parte científica, que é o tema do enredo que ainda está por deslindar, uma vez que em princípio, os principais crimes estão esclarecidos.

 

in digitalspy.co.uk.jpg

 

Natalie e Vincent continuam nas suas investigações e centram-nas no cão do cientista, que, quando Vincent entrou na cozinha, onde estava o corpo de Charlie, reagiu muito agressivamente para Vincent. Que o cão poderia ter sido contaminado por aquilo que contaminou o dono.

Por acaso, ironia da sorte, ou perspicácia do guionista, o dito cujo estava para ser embalsamado, pelo já falado xamã, que não queria sê-lo, que era apenas embalsamador, conforme referiu a Henry.

E fazendo autópsia ao animal, inicial e aparentemente inconclusiva, mas graças à persistência de Natalie, acabou por ser descoberto um verme estranho no interior do tubo digestivo do cão.

O que seria? Como evoluiria?! Que o verme corresponderia a um estádio larvar de desenvolvimento de outro animal qualquer. E o que será?!

 

Não tardámos a saber de forma bem preocupante e arrepiante!

 

Os jovens cientistas decidiram avançar na investigação e partir para a pesquisa na própria médica, Drª Margaret, não sem antes se terem questionado sobre a ética de tal procedimento numa pessoa ainda viva!

E, foram!

Mas a evolução natural das coisas não se compadeceu com quaisquer procedimentos ou pruridos éticos ou não éticos.

Estando Vincent no compartimento isolado em que a Drª Margaret estava deitada, e começando a observá-la, foi ficando sem palavras, mudo de espanto, admirado e estarrecido com o que os seus olhos viam! Sem acreditar, nem dizer palavra.

E até nós, apesar de sabermos estar em ficção.

Do rosto, dos braços, do corpo, da senhora, formavam-se furúnculos, abriam-se pústulas, de onde brotavam dezenas, centenas de insetos voadores que encheram o compartimento.

 

De onde vinham tantos bichos?!

Lembremos que as zonas boreais, as planícies de tundra, no verão boreal, são infestadas por milhões e milhões de mosquitos que fazem a vida negra às renas.

 

E aquela bicharada toda terá ressuscitado do túmulo em que estivera trinta mil anos guardada no gelo do corpo dos mamutes? E, agora, subitamente tendo encontrado hospedeiro adequado, regressavam à vida, passados milénios?!

 

Aguardemos como irão proceder para extirpar tal ameaça.

Que Natalie ainda não havia entrado no compartimento isolado e providenciou a vinda de Dan, o xerife, que no exterior já observava aquele aterrador espetáculo.

E como exterminá-los sem eliminar também Vincent, encerrado também naquele contentor de morte?!

 

Quando vi a cena dos insetos a brotarem do corpo da médica, não pude deixar de me lembrar do filme “Allien – O Oitavo Passageiro”, quando aquele ser estranho brotara repentinamente do corpo do astronauta! Esse fora um viajante no Espaço!

Aqueles, viajantes no Tempo!

 

 Ver aqui, SFF

 

“Fortitude” - Série Britânica - Episódios IX e X - Parte I

“Fortitude” - Episódios IX e X

5ª e 6ª Feira – 01 e 02/10/2015

RTP2

 

 E muito fica por contar!

 

Caronte, Gustave Doré. Divina Comédia. wikipédi

 

Ponto Prévio!

 

Aviso os amáveis leitores destas simples narrações, que se sobre os outros capítulos tenho sido parcial e não muito fiel à narrativa… Nesta narração que apresento, reporto-me a dois episódios e apresento apenas excertos do enredo, numa visão muito parcelar e parcial de alguns temas da trama, que não tenho tido tempo de me debruçar mais profundamente sobre a série, como gostaria, e de que peço antecipadamente desculpa, mas sem prometer que voltarei a desenvolver os aspetos que me faltam, porque de promessas não cumpridas, estamos todos fartos!

Mas se puder…

 

Desenvolvimento (parcelar e parcial, como já frisei!)

 

Fui eu que falei em Esperança?

 

Quando idealizei esse conceito, lembrava-me do afeto crescente de Elena por Carrie, da confiança nascente entre Dan e Morton, mais da parte de Dan, que Morton joga mais distanciado; do apreço cada vez mais próximo daquele por Elena, da sua manifestação de um amor, muito recalcado, mas que se vai soltando, ténue, mas progressivo. Aproximação que o interesse mútuo por Carrie tem ajudado. Que Elena vai compreendendo e aceitando melhor a estima de Dan.

Da amizade entre Dan e Henry, mas essa está estruturada desde o início. E o que mais veremos…

 

Mas que dizer das sessões de tortura infligidas por Frank a Markus?

Que dizer da devastação que Ronnie está suportando e que em breve será revelada?

Como equacionar as descobertas de patologias cerebrais nos ursos, possivelmente causadoras das respetivas alterações comportamentais?

E se essas patologias também existirem nos humanos e forem elas as causadoras dos estranhos assassinatos ocorridos?

E se essas doenças resultarem da acumulação de elementos venenosos, através da ingestão contínua e sucessiva de alimentos contaminados?

E os nados-mortos entre as renas?! 

E, se em última análise, se concluir que aquele ambiente, extraordinariamente belo e aparentemente imaculado, não passa de uma eficaz armadilha e engodo, que devora de forma trágica os seus habitantes humanos e animais?!

 

Pois diremos que nem Esperança nem Redenção, que Fortitude caminha inexoravelmente para o abismo!

 

Frank, severamente auto culpabilizando-se pela ação do filho, por tê-lo negligenciado, abandonando-o, recusa-se a aceitar o respetivo comportamento e mais irracional ainda, que não há qualquer explicação plausível para o que faz, no limiar superior do sadismo, tortura de forma atroz, gratuita e cruel, o professor Markus. Com o intuito de lhe obter uma suposta confissão de culpa dos atos da criança, que ele o levara ao local do crime, lhe dera a faca para o miúdo esventrar o cientista, lhe metera a mão na ferida, aí colocara uma unha arrancada a Liam!

Estranha obsessão paranoide, não suscetível de qualquer condescendência, porque ele agride violenta e sadicamente o homem, preso, amordaçado com fita-cola, levando pancada na cara e, para cúmulo, arrancando – lhe uma unha, esvaindo-se em sangue, e incapaz de qualquer ato de defesa, que está acorrentado.

E preocupante, porque sabemos, e não podemos ignorar, que essas práticas de tortura foram e são praticadas por seres que não merecem a designação de humanos, mas que por tal se intitulam, se consideram superiores a quem torturam e dessa prática fizeram e fazem modo corrente de atuação no seu dia-a-dia. Para obtenção de possíveis confissões de atos nunca praticados pelas vítimas, ou porque estas são defensoras de ideias e ideais contrários aos defendidos pelos torturadores e/ou seus mandantes.

E será que ainda irão continuar no futuro?!

Valeu, não sei se valeu de alguma coisa, a Markus, a chegada de Jules, mulher de Frank, que o desata, não desprende totalmente, o deixa ficar prostrado no local onde ele já estava.

 

Jules não o terá desatado totalmente, mas deixou-o em condições de o fazer.

Que o vimos já no episódio X, dirigindo-se ao local onde estava o corpo de Shirley, ter pedido para vê-la, ao que Natalie, a cientista, relutante, mas condescendente, acedeu. Após comentar que não havia violência em Shirley, ter sabido que o corpo seria entregue à família, no caso a ninguém, que a mãe continua hospitalizada, e a ter beijado, saiu.

Mais tarde vê-lo-emos entrar nesse espaço onde estivera antes e levar o corpo da namorada, na maca, para a sua carrinha.

Para junto do mar a levou e num barco a vimos, deitada como num esquife, barca de Caronte, rodeada de livros esventrados(?) ou outros papéis e fotos de Shirley e ainda o seu ursinho de estimação, que Markus aí colocou, qual óbolo para pagar a passagem. Ter-lhe-á derramado algum líquido inflamável, se não o fez deveria tê-lo feito, e pegou fogo ao conteúdo do barco, para igualmente incinerar o corpo de Shirley. E empurrou-o na direção da corrente descendente, qual Estige, que terá levado as cinzas para outros mundos.

 

No final do 10º episódio, comentou Hildur para Dan:

“Não é de um hotel que precisamos, é de uma morgue maior!”

 

Porque as mortes se sucedem.

 

Morton prosseguindo nas suas pesquisas sobre a morte do geólogo Billy Pettigrew perseguiu Henry, que se ausentara na moto.

Apesar das contrariedades, encontrá-lo-ia estendido na neve, ouvindo ópera e buscando uma superior qualidade de luz, que o gelo do glaciar lhe proporcionava, permitindo-lhe morrer mais purificado.

Purificação é também o que Morton pretende. Purificar aquele ambiente pesado de assassinatos e sobre isso confronta Henry, com a imagem do braço espoliado do corpo, preso na rede de proteção. E que não fora Dan que alvejara Billy, mas o próprio Henry e que sabia de tudo o que se passara.

Este, enervado, descontrolando-se, puxa da pistola e dispara sobre Morton, atingindo-o no peito, e, em breve, o vermelho tinge o branco imaculado do glaciar.

E ficam estes dois homens morrendo, contaminando aquela paisagem sublime, confrontando-se, enquanto a bala liberta o sangue de um, e com ele a sua vida, no outro, o cancro corrói-o internamente, comendo-lhe o fígado.

E nesse encontro de vidas em busca da morte, se Henry ao seu encontro viera, porque há muito a ela fora entregue, Morton não viera na sua procura, mas haveria de encontrá-la; que a moto não tinha gasolina, Henry planeara uma viagem só de ida, e o sangue dele escorria. Ocorreu-lhe que o fotógrafo poderia ligar para a polícia, a pedir ajuda a Dan.

E Henry, lento de raciocínio e pouco lesto na ação, que o cancro comia-o por dentro, talvez também lembrasse que o detetive sabia do que ele e o polícia vinham escondendo e protelou… Falou de si, da sua vida e de que amara a mãe de Dan, mulher de Nils, seu melhor amigo e pai de Dan, cuja mãe, Henry tanto desejara. E que nasceu Dan.

E que ele, Henry, os abandonara, entregues a Nils, que se tornara um monstro!

E Morton concluiu, e nós também, que Dan era filho de Henry. E assim também sabemos que a amizade entre ambos é, da parte do fotógrafo, amor, paternal. Desconhecemos se Dan sabe dessa filiação.

E Henry telefonou para a polícia, formulando um pedido de socorro, tendo atendido Dan, o xerife. Mas também frisando que Morton sabia de tudo o que eles vinham escondendo, que tinha todas as provas.

E Dan ficou petrificado, colou-se ao sofá onde se sentou, apático, absorto, asténico, sem ação. Anestesiado pelo que soubera, não agiu, voluntária ou inconscientemente, procrastinou! Atitude e comportamento antagónico do que deverá ser apanágio de um policial, cumulativamente xerife! Agir, refletida, mas expeditamente.

E com esse adiamento, essa indecisão…

 

O operador de câmara mostrou-nos o que se passava no glaciar.

Henry assiste à agonia e morte de Morton!

 

Finalmente, Dan decide-se!

 

E, com o mesmo revólver que alvejara Morton, Henry sobre si próprio dispara.

 

E com esta deixa, vos deixo. Com as falas de Hildur para Dan, já apresentadas, mas que serão apenas do Episódio XI, e, por isso, com direito a bisar.

 

“Não é de um hotel que precisamos, em Fortitude. É de uma morgue maior!”

 

E muito, muitíssimo, fica por contar!

 Aqui!

Nota Final: a imagem apresentada é de Caronte, numa ilustração de Gustave Doré, para a Divina Comédia. In wikipédia.

Fortitude” - Série Britânica - Episódio VIII

Fortitude” - Episódio VIII

4ª Feira – 30/09/2015

RTP2

 

Sinais ténues de Esperança no meio da Tragédia!

 

Pontos prévios!

 

Ontem, a RTP2, antes da emissão do 8º episódio da série, resolveu dar-nos música. E que Música! O Festival Jovens Músicos da Gulbenkian. Ainda ouvi um pouco, só que não estava para aí virado.

Adiando a transmissão em quase duas horas.

Só que apesar desta série não ser tão apelativa como a galega, mesmo assim aguardei. Não que ouvir as execuções musicais não valesse a pena, não, muito pelo contrário, mas não me apetecia. Mas acho meritória a transmissão de programas do género e daquele especificamente, só que desvincula os espetadores dos programas predeterminados, afastando-os. Ficam os indefectíveis!

 

E, mais uma vez, zapping!

Futebol: Magazine – Liga dos Campeões!

Um resumo do Atlético de Madrid – Benfica: Vicente Caldéron. Que Benfica venceu por dois a um!

Parabéns, Benfica!

Os comentários da praxe. Nada contra os comentadores, são certamente especialistas do ramo. Mas tanto, tanto tempo se gasta a comentar o que espremido, não dá nada…

 

Porque não termos analistas que, resumidamente, nos referissem o que cada partido defende, por ex.

Para a Educação

Para a Saúde

Para a Segurança Social

Para a Indústria…

E, mais especificamente: horário de trabalho, condições para a reforma…

Setores estratégicos onde investir…

(..)

Sem demagogias, sem sectarismos, porque comentadores encartados e enfeudados é o que mais temos.

 

Se calhar, ninguém ligaria, não sei!

Se calhar até há, eu é que tenho estado distraído!

 

Sinais de esperança in teleprograma.fotogramas.es

 

Continuação…

 

Mas vamos aos finalmentes, deixemos os entretantos…

 

Dan, que está a acontecer-nos?! Shirley foi uma vítima. Há algo mais! Disse Elena.

 

Elena é aqui uma peça chave no enredo. Sente-se o aproximar de Dan, o aproximar de ambos. Dan sorri-lhe, lhe fala com franqueza e abertura. Elena retribui.

Recebeu Carrie de braços abertos, como se uma filha recebesse. Irmã mais velha lhe chama Carrie. Hermanita preciosa, lhe diz Elena, na casa de Carrie, para onde a levou, aconchegando-a para dormir descansada. Perplexa e apreensiva Elena!

E assim este assunto que nos preocupava, pelo menos este e pelo lado da criança, parece estar resolvido. Não ficou a menina perdida naquela imensidão de fim de mundo gelado!

Por sua própria iniciativa arribou a bom porto, que com o pai não chegou a porto nenhum. Este ficara de borco na neve, mas também conseguiu chegar à cidade e à própria casa, só que deve estar escondido, já viu até uma projeção vídeo, em que a esposa ensinava, mas certamente estará nalgum recanto da casa, que nem Carrie nem Elena o viram. Mas Carrie, que já adormecera, acordou aos gritos, que o pai estava na casa.

Elena tranquilizou-a, isto estando também Dan presente, que as fora visitar para saber se estavam bem. E foi aí que houve palavras amigas e sorrisos doces e enlevados, entre ambos.

 

A Shirley era incapaz daquele tipo de violência, também já Elena dissera a Dan.

E chorara!

Realmente ninguém acredita em tal possibilidade. Mas foi isso o que aconteceu, que nós vimos, e foi algo semelhante ao que acontecera com Liam. Inverosímel, mas real!

E os analistas neste novo processo de assassinato, Dan & Morton também já isso concluíram.

A doutora esventrada, o seu sangue nas paredes da casa, o sangue nas mãos e roupas de Shirley, o sangue na rua, nas pisadas deixadas na neve gelada, que isso também vimos nós.

E para onde se dirigiu Shirley, que a vimos nesse caminhar?!

 

Nas buscas, as policiais Ingrid e Petra, não sei se terão seguido as pisadas, se a neve entretanto as apagara, entraram no mini mercado. Estava tudo desarrumado, alguém andara a fazer das suas… De pistolas em punho, não fosse aparecer o assassino, buscaram e encontraram esparramada no chão, Shirley, a linda flor, maja nutrida e anafada, agarrada a frascos de compota. O doce acrescento eu, que ela era um docinho, como lhe dizia o seu querido professor, Markus, que também a apelidava de flor.

Foi então que surgiu no cenário, em contraluz, a menina Carrie! Que, esfomeada, ter-se-á logo dirigido ao mercado, também deduzo eu.

 

E vamos aos analistas.

Os policiais verificam que a primeira pessoa no local do crime foi o professor Markus. Vai de investigar por aí.

Chamado este à pedra, é posto perante os factos, os locais onde estivera e até quando estivera, o que fizera e não fizera, as conjeturas, as hipóteses, as suposições, as metáforas, os sentimentos, as razões, as relações com filha e com a mãe, doutora, e com a sua própria mãe, de Markus, em análise e pretensa psicanálise, e após tanta pesquisa e pergunta, com ou sem resposta, chegaram os analistas à briosa e portentosa conclusão, que não havia nada a concluir, por lado nenhum, sobre a hipotética culpabilidade de Markus, apenas umas provas circunstanciais fracas e que o melhor era deixarem ir o professor para casa.

E nós vimos, Markus, carregado de livros, dirigir-se para a sua casa. No meio de grande alvoroço e alarido na cidade.

 

Que ninguém quer ou pode, ou se pode não quer, acreditar que os assassinatos ocorridos tenham sido cometidos por quem realmente foram. Porque tamanha suposição se afigura a todos como inconcebível ou imaterializável!

E, assim, questionam Dan, põem-no em causa, ameaçam fazer justiça pelas próprias mãos e, os mais exaltados ou inconscientes, nessa tarefa se ombreiam.

 

Um grupo de mineiros, liderados por Jason, se atira aos russos, estrangeiros naquela terra de estrangeiros e de ninguém, só fim de mundo. Incidem num deles, que ameaçam, lhe pedem explicações, que não sei sequer se ele os entende, naquela babel de tantas nações e línguas, lhe despem as roupas, não todas, que o gelo o queimaria de todo.

Valeu-lhe a chegada providencial de Carrie e Elena, que à criança perguntou o nome de cada um deles, como se lhes questionasse a consciência, chamando-os ao julgamento da razão, e providenciou que o russo se vestisse e daquele julgamento sumário, primitivo e grotesco, se ausentasse.

E elas, as duas irmãs, manas, hermanas, também se ausentaram, sem que antes Jason soltasse uma das suas atoardas e a Elena chamasse de cabra! Cabra, a tradução, que não ouvi o original e não sei se não seria vernáculo, ainda que cabra nalguns contextos, naquele precisamente, também já o seja.

E Carrie a tranquilizou, que o seu pai considerava Jason um louco. E foi então que Carrie, carente, pediu a Elena que fosse com ela para sua casa, aonde esperariam o seu pai. Não sabendo ela que ele já lá estava.

 

E também louco por fazer justiça pelas próprias mãos se apresentou Frank. Que até averiguações por sua própria conta ele fez. Da casa do professor, aonde foi por sua conta e risco, trouxe documentos vários, principalmente fotos que, assim retiradas do contexto, poderiam induzir a situações supostamente incriminatórias. Que entregou aos investigadores, Dan e Morton, que, apesar da ilegalidade do ato, as usaram e utilizaram para confrontarem Markus sobre elas.

Mas que, como já vimos, não aduziram nada ao processo, nem à hipotética culpabilidade de Markus, que não tinha nada a ver com o crime em si, e por isso fora libertado.

 

O único crime de que ele poderia ser acusado, se isso for crime, é o de pretender matar Shirley com tanta comida, como Morton referiu. Cenas de ganso, ingerindo gorduras, que já abordámos em narrações anteriores!

 

Mas voltando a Frank, este, após a libertação do professor e não estando, não querendo, ou não podendo admitir a culpabilidade do próprio filho e menos ainda a sua culpabilização por tê-lo deixado só, mal pode, tratou de ir exigir contas ao professor! Fardado de jogador de hóquei no gelo ou de outro desporto similar, munido de taco, na casa de Markus surgiu de rompante. O agrediu nas pernas, e acorrentou a uma cadeira, não sei para que futuras agressões, que provavelmente ficarão para próximos episódios.

 

Mais lhe valia ter ido procurar Ronnie, como Dan lhe dissera, e este seria o seu dever!

 

E em Dever estamos. Dever e Direito, cara e coroa de Cidadania!

 

E no exercício do seu Dever, ausente nesta narração até ao momento, embora sempre presente na narrativa do guionista, esteve a governadora, Hildur.

Ao Continente fora tratar de assuntos da sua comunidade, mais concretamente o que mais a preocupava, a instalação do abrigo – hotel, no glaciar. Falara com investidores, tentara convencê-los que os recentes acontecimentos, os dois primeiros assassinatos, não influíam em nada, não sei se obtivera bons resultados.

Ainda no decurso dessa reunião, recebera um SMS de Dan, a dar-lhe conhecimento do ocorrido com a doutora e que Shirley estava desaparecida, isto no início do acontecido na narrativa, que nesta narração já aconteceram cenas posteriores. Que Dan se mantivesse de cabeça fria, o que ele fez e se esforçou por manter a calma, mesmo quando foi interpelado pelos mineiros exaltados!

Face a esta nova ocorrência, Hildur alterou a sua agenda e pediu, solicitou, não sei se mendigou, audiência, com um responsável do governo central. O que, após muita espera, aconteceu. Não sei se ela foi atendida ou desatendida, tal o deficiente atendimento que recebeu desse membro do governo central, que a tratou sempre com sobranceria, apesar de ela não dar parte de fraca, nem propriamente se ter rebaixado. Sempre as mesmas desculpas, falta de recursos, de meios, a crise, os cortes… as prioridades…

Acho que dali partiu, que o seu carro, um táxi, havia chegado, com uma mão cheia de nada. Nem sequer promessa de recursos extra para investigar as macabras situações ocorridas, para mais agora sem a médica Margaret.

“Não são os lugares que nos isolam”, dissera ela na conversa com o tal elemento do governo central.

E, ao partir, não se esqueceu de agradecer!

Obrigada pelo café!”

 

E chegou a Fortitude, que não vimos a chegada, num avião de um amigo, Kent, um aeroplano frágil, para ela que tinha medo de voar, mas que, agora, como dissera ao marido, Eric, deixara de ter qualquer medo!

E chegou em boa altura, que uma reunião, assembleia de cidadãos exaltados, se desenrolava, não sei em que local, mas certamente nalguma sala da sede do governo local. Que Dan tentava liderar, mas lhe faltava pulso, carisma e poder, afinal era só e apenas o xerife da governadora…

E ela, a poderosa, a chefona, chegou!

E, chegando, os ânimos serenaram, como se um Cristo no feminino acalmasse as águas do mar da Galileia.

E, ao chegar, enfrentou-os a todos com o olhar!

Calmos eles, ela lhes disse que acabara de vir do hospital, aonde fora ver a médica e lhes lembrou tudo o que ela fizera por todos em todas as situações perigosas que já haviam vivido. E lhes pediu que fizessem um minuto de silêncio e se recordassem o que ela tinha feito por todos.

E eles assim fizeram e se calaram, meditando na médica ou em si mesmos e nas suas vidas.

Que até Morton, que ali estivera apenas observando, em atitude clínica, ele que não pertence àquela comunidade, apenas ali está para investigar, e por isso há que manter a cabeça fria, ficou surpreendido, pela forma sábia como ela lidara com a situação.

Que comentando com Dan, este lhe respondeu, que por isso é que ela é a governadora!

E nestas falas também Dan e Morton se mostraram afáveis e colaborantes, sorrindo, enfatizando empatia como bons profissionais, já quebrada a desconfiança e hostilidade iniciais.

 

E, após o minuto de silêncio meditabundo, Hildur, a governadora, a chefona,  lhes agradeceu e lhes pediu que se esforçassem por conseguirem manter a calma, para trabalharem todos juntos, como sempre haviam feito.

Não me lembro é se ela lhes referiu se iriam ou não ter ajuda do Continente, mas julgo que mencionou que essa ajuda iria ser positiva, que ela para isso se irá esforçar!

 

E com esta deixa termino.

 

E onde estão os sinais de Esperança?

 

 

“Fortitude” - Série Britânica - Episódio V - Se o ADN nunca mente...

“Fortitude” - Episódio V - 6ª Feira – 25/09/2015

RTP2

prainting.practice.com 

Se o ADN nunca mente, então quem mente?!

Ou como a euforia pode levar à loucura.

E os peculiares Caminhos do Amor!

 

Pegando na bola da última narrativa, sobre o triângulo amoroso, Trish, Eric e Hildur. Se a governadora não sabia ou fingia não saber, agora, se não sabe é porque não quer, ou não quer ver. Que o abraço entre os dois amantes, no hall do departamento policial, não engana ninguém. Tal o afeto e a força do amor escondido!

Então a Trish está bem?, perguntou Hildur. Não, a Trish não está bem. Está desfeita!, respondeu Eric.

 

E continuamos nesta área do campo narrativo. A do amor.

Que há casos preocupantes, não sei se efeitos da euforia provocada pelas condições climáticas de Svaalbard!

 

O professor e a sua Shirley são um caso patológico. A rapariga já está anafadinha, como se vê, abusa dos hambúrgueres, como se observa no comensal de Helena… e o mestre ainda insiste em que a moça coma sempre mais uma colherzinha, de uma comida processada à base de natas, que até lha mete pela boquinha, como se ela fosse um ganso, a enfiar-lhe gorduras pelas goelas para lhe deformar o fígado… Estranho e louco amor aquele, para na cama lhe dizer que ela está no bom caminho de um ideal de beleza, enquanto a acaricia nos bracinhos rechonchudos e lhe vai dando cabo da saúde.

A mãe de Shirley, Margaret, a médica de serviço na comunidade boreal, não aprova, vê-se no seu olhar de preocupação materna, até porque a filha, que tanto ama a mãe, lhe dá carne de baleia e lho diz a meio da refeição, como se dissesse que lhe serve maçã bravo esmolfe!

Inusitado e estranho amor!

 

E ainda de amor se trata…

A médica foi à prisão tratar de Frank, todo escavaqueirado por Dan, isto porque Frank ama e é amado por Elena, que não ama nem tem nada de amor com Dan, macho assim rejeitado, que o amor que lhe tem a ela, nele se transformou em ódio a Sutter, a ponto de o ter deixado, macho rival e pelos vistos alfa, naquele estado lastimoso de meter dó. Que a suposição de que ele seria o assassino do cientista, porque uma camisola ensanguentada, achada na casa de banho de Frank Sutter, a essa suposição poderia ter levado, apenas foi o pretexto inconsciente e irracional, para eliminar e sobrepor-se ao concorrente e vencedor. Também efeito desse estado de espírito resultante dessa mudança da noite eterna, para o quase sempre dia, mas também prova que os instintos animais mais primários permanecem eternamente no homem, emergindo com mais facilidade em situações extremas como as que se vivem nesse ambiente inóspito. E, mesmo no dia-a-dia. Basta lermos as notícias e relancearmos as redes sociais!

Ambiente de onde ainda provirão estranhas ameaças, que talvez Billy tenha descoberto, que Charlie também já conhecia e talvez, por isso, tenha morrido.

Que naquele espaço e tempo tão peculiar nem tudo é racional!

Nem sequer se sabia se o sangue da camisola seria de homem ou de animal, muito menos identificá-lo como pertencente a Charlie Stoddart, que só se soube mais tarde neste quinto episódio, quando já todo aquele tresloucamento de Dan acontecera, ainda no episódio quatro.

 

E ainda de amor vamos falar e também preocupante.

O amor paternal de Ronnie pela filha Carrie que o leva a levar uma criancinha para o meio de nenhures, onde só existem ursos famintos e desregulados também, que o ritmo biológico daquelas paragens de fim de mundo está-se alterando e ainda se aguardam novas, preocupantes e extraordinárias alterações.

Que a guarda numa tenda de campismo, a meio de uma paisagem gelada, ainda que exorbitantemente bela, mas de que serve a beleza, se a vida está em risco e ameaçada por múltiplos e variados perigos, conhecidos uns e outros de que se espera conhecer novos conhecimentos.

Ao mesmo tempo que a sossega e tranquiliza, mentindo-lhe, lhe ensina sobre o poder dos glaciares.

Que quem deveria andar na busca deles, como de todos os que eventualmente se perdem naqueles ambientes, isto é, Frank Sutter e Dan, estão estupidamente presos no departamento policial, por conta da doideira de Dan, num inquérito policial conduzido por Morton, na presença de Hildur, que já lá vamos.

E assim estão todos esquecidos de pai e filha, mas não o guionista que no-lo lembrou ao longo do episódio, mostrando a situação precária e limite em que estão, que o mineiro até já tem uma das mãos quase ou mesmo queimada.

 

E já que pegámos no inquérito, por aí vamos… que do amor ainda quero falar.

 

Morton, detetive britânico, ao serviço de Sua Real Majestade, The Queen, veio a estas terras para inquirir sobre a morte de Billy Pettigrew, igualmente cidadão do Reino Unido, como já sabemos. Agora com o assassinato de Charles Stoddart assumiu também a liderança da inquirição do caso, coadjuvado por Hildur, a governadora da ilha e da comunidade internacional Fortitude.

Inquérito que incidiu prioritariamente em Frank, que negou ter algo a ver com o assassinato, o que separadamente foi confirmado tanto pela mulher, Jules Sutter, como pela amante, Elena, através das questões e problemáticas sabiamente colocadas pelo guionista na boca do detetive.

Dessa inquirição outras respostas colaterais foram obtidas, outros conhecimentos da trama foram sendo desvendados tanto para nós espetadores, como para os personagens do enredo.

Destaco o que se soube de Elena, que Morton até já lhe perguntara de que fugia ela, e soubemos que fugia dela própria. Que já se chamara Esmeralda, algures numa terra de Espanha, que fora outra pessoa, que já se passaram mais de sete anos, que um psiquiatra lhe dissera que os átomos, palavra que não soubera designar, mas que o detetive ajudou, que os ditos cujos mudam nas pessoas a cada sete anos. E, que sendo assim, que ela acreditava na palavra de psiquiatra, ela que fora Esmeralda, agora era Elena!

Que muito aqui fica por contar sobre Elena, antigamente Esmeralda, ambos nomes lindos que o guionista soube bem escolher. Esmeralda, o mesmo da cigana do “Fantasma…” e Helena o da mítica de Tróia, ambas mulheres sedutoras.

 

E sobre o inquérito, muito mais fica por narrar, que não é propriamente propósito da minha narração, o de ser fiel e fidedigno à primogénita narrativa.

E ainda sobre o dito e cujo, assinalo, não me lembro bem se no episódio soubemos no decorrer da inquirição se já no fim, que o sangue da t-shirt era do cientista assassinado, Charles Stoddart.

Logo Frank Sutter, contrariamente ao que aparentemente houvera sido concluído, era o assassino!

 

Só que aqui, e também não consegui perceber outra vez, Dan teve mais um dos seus ataques de “gletti”. E que Frank não era o assassino e que não podia ser, e barafustava como só ele sabe, quando parece que está possesso, que às vezes é só o que nesta série se parece sugerir, que alguns personagens são possuídos por forças estranhas e irracionais. Comportamento que parece contradizer o que tivera no episódio anterior, em que agredira Frank.

Mas por outro lado esta atitude de inocentar, agora, o outro macho, alpha, só confirma o que escreveramos anteriormente, que toda a animosidade e agressão dirigida a Sutter era motivada por pulsões sexuais recalcadas.

Algo que o guionista nos sugeriu também, bem como a todos os outros personagens da série, neste 5º episódio, na sequência e decurso do inquérito.

Uma das conclusões colaterais…

youtube.com

 

Voltamos, e para terminar esta narração tão parcelar e parcial, a de amor falar.

No de Frank e de Elena, que é amor e paixão, que até o fez esquecer o filho doente, para seguir a fogosa espanhola, que indo junto da casa dele, ao atirar-lhe uma pedrinha à janela como sinal, lhe fez sinal e o chamou para uma casa isolada aonde estiveram.

Que ambos confirmaram separadamente no inquérito, como firmaram o que estiveram fazendo, que ele até o disse usando vernáculo, que eu não escrevo aqui por pudor, que este é um blogue em que, até ao momento, ainda não se usaram palavrões. Que acho não deverem ser usados a torto-e-a-direito só porque sim, mas também não vejo objeção, quando devidamente contextualizados.

O que até poderia ter sido utilizado aqui!

 

E para findar, findo com a descrição infiel, que as imagens dizem mais que palavras, do acontecido no final do episódio, em que Dan, nessa sua tresloucação, se dirigiu a casa de Frank, onde estava apenas a esposa, Jules, que ele está na prisão e o filho no hospital, e revolteou tudo à procura de não sei quê, muito menos a mulher, também espantada com aquele desregulamento de alguém, Dan, com quem há pouco até conversara tão calmamente.

E Dan procurou, e tanto vasculhou, que acabou por encontrar, no quarto do miúdo, Liam, detrás da cama, uma outra t-shirt também ensanguentada.

Estranha e nova descoberta!

Que a primeira camisola ensanguentada revelara ser sangue do assassinado, mas Frank sempre dissera, ao ser inquirido, que tinha a camisola dele com sangue, porque o filho tinha um abcesso que rebentara e lhe sujara toda a t-shirt.

E, agora, aparecia uma outra camisola, igualmente toda ensanguentada.

Depois não entendi a subsequente sequência narrativa, não percebi se ainda estavam a narrar o episódio cinco, se era já uma sinopse do sexto, mas falaram de um xamã, ou qualquer coisa assim, que Frank não era de facto o assassino, não sei…

Aguardemos o episódio seguinte, o sexto, só na próxima 2ª feira.

 

E que terá sido feito do documento roubado e de quem o roubou?!

 

E, obrigado por me ter lido até aqui, diz o texto narrado, e eu, narrador infiel.

 

 

“Fortitude” - Série Britânica - Episódio IV

“Fortitude” - Episódio IV - 5ª Feira – 24/09/2015 - RTP2

 

O ADN nunca mente!

“Glethi” – A Loucura à solta!

 

Dan in cien megas.es. series.jpg

 

Dan ficou como que louco, possesso de um estado de espírito, que não era apenas efeito da exaltação própria de “glethi”, nem da informação recebida. Toda a raiva e rancor recalcados, testosterona acumulada, de macho preterido por Elena, amante de Frank Sutter, voltou-se contra este. Entrou tresloucado no hotel, dirigindo-se ao andar superior, aos aposentos de Elena e ninho de amor do casal. Desta vez não se ficou apenas ouvindo os gemidos e, de rompante, entrou no quarto da fogosa espanhola, diria que os encontrava no leito, enroscados… Mas não. A moça folhearia umas revistas, a entreter-se. O namorado, agora companheiro, estava no duche.

Dan, o xerife, atirou-se-lhe como touro enraivecido, que viesse das terras da hoteleira, bateu em Frank, esmurrou-o, derrubou-o no poliban, deixou-a a sangrar e não o matou logo ali, que a rapariga interveio, ele também se desequilibrou e quem acabou por se duchar vestido e fardado foi ele mesmo.

 

E o que acontecera que tal desacato originara?!

 

Eric, policial coadjutor de Dan e marido de Hildur, a governadora, fora a casa de Frank, aonde agora apenas morava a esposa, Jules, que o marido abandonara a casa. E o filho, Liam, estava hospitalizado, não melhorara, e até convulsões tivera…

Com Jules conversara, da vida, da vida dele, conversas de circunstância ou não, que não sei se a sua ida fora intencional, ou com que intenção, se foi profissional ou com outros objetivos. Fossem quais eles fossem, ele foi à casa de banho, vasculhou os perfumes, que até experimentou e abriu o balde da roupa suja e nele encontrou uma t-shirt de Frank, toda ensanguentada.

Tamanha descoberta esta, que após analisada no laboratório da polícia, se revelou que, na t-shirt, os vestígios de sangue eram humanos.

 

E sabedor desta notícia, uma bomba, Dan, de cabeça quente, sangue a ferver, encolerizado, teve o procedimento que teve e já descrito anteriormente.

Comportamento observado pelos seus colegas polícias, uma das jovens e o próprio Eric, para além de Morton, que calmamente fazia a barba e que mal tivera tempo de acabar.

 

E estes foram praticamente os últimos acontecimentos ocorridos no episódio e que deixaram todos os que os observaram intrigados, perplexos e embasbacados.

 

Aguardemos o que se seguirá no episódio de hoje, o quinto.

 

Fortitude cien megas.es series.jpg

 

Dan e Frank fazem parte da mesma “equipa de busca e resgate” e haviam estado a colaborar juntamente na procura de Ronnie que fugira com a filha.

A fuga deste não seria uma simples fuga, que descobriram que Ronnie sofria de psicose e por isso era medicado, mas ao fugir não levara os medicamentos, daí a comunidade ainda ficou mais preocupada. Através do GPS conseguiram decifrar a rota do barco em que ele fugira, que ele avançara e recuara e Dan e Frank acabaram por localizar o barco ao largo, numa baía, a meio de uma paisagem soberba de imensidão e encanto! Mas entrando no mesmo, de pistolas apontadas, que aquela gente atá há pouco pacífica, andava toda stressada, no barco, de vida só acharam o coelhinho branco de Carrie. De pai e filha nem sinal.

Estes caminhavam a pé, julgo que na própria ilha e dirigiram-se para um abrigo guardado por huskys, cães que são ferozes com os ursos, mas nunca atacam os homens, assim Ronnie tranquilizou a filha, quando a levou para o abrigo e lhe pediu que fizesse comida, enquanto ele iria buscar algo para lhe fazer uma surpresa. E foi ao casarão onde ele e Jason têm o mamute escondido e a este cortou um dente, enorme, que assim eram os dentes dos mamutes, e trouxe à filha, que identificou a surpresa como sendo do “monstro”.

 

Anteriormente Jason, que também fora libertado por falta de provas, também estivera nesse armazém, casarão ou lá o que seja, a confirmar se “o monstro” de Carrie, ainda lá estaria.

E antes de lá ter ido, já fora visitar Natalie, com saudades certamente e a comunicar-lhe a sua libertação, estando ela ainda às voltas com o dente do mamute, que isto de um dente com 32000 anos, confirmados por ela, tem muito que se lhe conte.

E ela quis saber, e agora coadjuvada por Vincent, o novo cientista, que também já fora suspeito do assassinato, tal como Jason, quiseram ambos saber, se haveria mais, além de apenas o dente, e onde estaria o resto e se haveria um mamute na ilha, o que seria algo inédito, que aquela ilha estava a ser uma descoberta!

E Jason deu uma resposta desajeitada, de qualquer coisa a ver com as coisas e loisas que havia no sótão, de um tio qualquer.

 

Jason e Vincent, pelo menos por agora, pareciam livres da suspeita de assassinos, que nesta fase parece recair em Frank.

Já o professor de que falámos no episódio anterior e que almoçava com a namorada no hotel de Elena, para essa pista apontara. Investigar Sutter. Essa gente que esteve no Afeganistão… e com o dedo indicara para a testa, em sinal de doideira.

 

E pegando nesta deixa de doidice, quem se sente endoidecer, mas de desespero, de impotência, de remorso, culpabilização, de raiva, por não conseguir controlar o Destino, como faria se usasse o obliterador da sua máquina fotográfica, quem se sente assim é Henry, fotógrafo, que o cancro avança inexorável, que a culpa e remorso de ter morto Billy, doem mais que a doença, e o desespero de não poder ficar eternamente na terra que escolheu, ainda o martiriza mais, ter que regressar ao continente, que, na ilha, as doenças não morrem na terra…

Aos tiros numa cabana acabada de velha, de rifle em punho, ameaçando quem entrasse. E Dan, o xerife, entrou, que é amigo de Henry, o compreende e aceita, outra alma perdida nessa terra gelada dos confins da terra, que se entranha nos ossos, nas carnes, como o frio e o gelo que tudo preserva. Que uma vez nela entrando, para sempre se quer ficar, que a terra nem come os que nela ficam, antes os acolhe e guarda eternamente no seu seio, como fez ao mamute, “monstro” de Carrie.

E Henry entregou o rifle a Dan e lhe pediu que o matasse. Mas Dan não matou, quem ele terá querido matar foi Frank, o que acontecerá posteriormente no episódio, mas eu já contei nesta narração.

 

E no episódio aconteceu, logo no início, que Morton foi ao laboratório científico, que está selado, mas ele entrou e não foi o único, que outro alguém, que não consegui reconhecer, também lá entrara antes e que foi saindo esconso nas sombras, descendo, enquanto Morton subia.

E vasculhando tudo quanto pode, papéis e computador, o detetive encontrou um documento importante, entre os papéis do professor Charlie Stoddard, sobre a extraordinária descoberta que Billy Pettigrew fizera e que tanto tutela o enredo, ao ponto de os dois cientistas estarem tragicamente mortos.

E esse documento é deveras importante, direi importantíssimo, porque acabou por ser roubado do quarto de Morton, no hotel de Helena, quase debaixo das saias desta que, mulher atarefada, no hotel faz de tudo e fazia de camareira, enquanto esse homem misterioso, assaltava um hóspede no seu próprio hotel. Que o roubado, Morton, senhor roubado de documento tão precioso, também estava no hotel e também não se apercebeu desse homem misterioso que circula na narrativa, escondido, desapercebido, mal poisando os pés, como se o chão tivesse medo de ser pisado.

Não sei se seria o mesmo que também fora ao laboratório científico, enquanto Morton lá estivera e saíra enquanto este entrara.

O que sei, ou julgo saber, é que ele se intitula de russo e fala em língua que será a russa, que ele falou, que ouvi, mas não sei dizer que língua seria, por não sabê-la falar ou entender.

Mas ele também se entende e fala noutra língua que falou, com um senhor negro, que não sei quem é, não sendo Frank Sutter, agora principal suspeito do assassinato do cientista Charlie.

 

E neste episódio houve outros confrontos verbais entre os protagonistas principais, duetos mais ou menos acalorados, que Morton vai-os confrontando a todos sobre o crime e as eventuais culpas de cada um no processo, buscando descobrir um desenlace para o enredo.

 

Entre Morton e Henry, na casa estúdio deste, apreciando as fotos por ele captadas. Que como especialista em tecnologia fotográfica, é confrontado com técnica fonográfica, através de uma gravação de uma mensagem telefónica, que Henry enviou e em que afirma que foi o xerife da governadora, a seu mando, que matou ambos: Billy e Charlie.

“Essa voz não é a minha!” E Henry abriu a porta a Morton, que a porta da rua é a serventia da casa!

 

E a governadora, Hildur, também confrontada. Que Trish acha que a governadora matou o marido dela, que este não lhe passaria um estudo de impacto ambiental favorável à implantação do hotel-abrigo.

De uma conspiração envolvendo a governadora e o seu xerife.

 

E Trish também se confrontou com Hildur, por sua própria iniciativa, que Trish não é mulher de apenas se confrontar com o marido daquela na cama… que não sabe ou finge não saber.

E Trish lhe disse ser ela a responsável da morte do marido cientista, "mão indutora", sendo o xerife o pau mandado, ou a “mão executora”, como diria o nosso conhecido Inquisidor, na anterior série “Hospital Real”, de agradável memória.

Que Hildur ouvira a gravação do cientista sobre a ameaça provinda do gelo e que fizera delete, apagando-a do registo fonográfico.

Mas que Morton, dela tudo sabia…

E Hildur rematou que deitaria o hotel, o glaciar, a ilha, tudo deitaria ao mar, se isso trouxesse Charlie de volta!

Não sabemos se a bola entrou na baliza, se foi remate à trave ou voou por cima ou aos lados da guardiã…

 

E com esta bola termino!

 

in anjodeluz.net.jpg

Não, ainda não, que quero remeter para este link.

Remeto também para aqui!

 

 

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