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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Natal no contentor!

(Republicação deste Poema de Natal, para figurar em "Contos de Natal")

 

Natal no contentor!

 

Nascido em contentor, em noite fria

Parábola hospitalar deste País

Achado por sem abrigo, quem diria

Que eu tivesse mãe, sem ter, que não me quis!

 

Querer, queria, mas sem vida não podia

Ter-me, e tendo, de criar-me de raiz.

Valeu-me choro ser fala, nesse dia

Qua nascesse outra vez, ser talvez feliz!

 

Feliz ou não, futuro não sei. Sou petiz!

Nem visita real, per si, vaticina.

 

Cada qual que nasce, nasce sua sina

Neste mundo atroz tudo se desatina

Na rede social todo o mundo opina.

 

Mas houve já Natal, sim! Sou eu quem to diz!

***  *  ***

Se quiser saber mais sobre este Poema, consulte, SFF "A Chaga do Lado".

 

Festas Natalícias e de Novo Ano Primícias!

(Ainda sem fotos!)

As festividades associadas ao Natal e Ano Novo trazem-nos, cada ano, repetições que não passam de meras ilusões.

O consumismo é o traço dominante comum às duas festividades. Compra-se, gasta-se, consome-se, até dizer basta!

No Natal são doces e doces, açúcar e mais açúcar, chocolates e mais chocolates.

No Ano Novo são outros acepipes, variando consoante as bolsas de cada um, mas o excesso é a tónica dominante. E é beber até cair pró lado!

Associado ao consumo exagerado e soberbo, estão os lixos. Sacos, papeladas, embrulhos das prendas, restos de comidas. Quando os eventos coincidem com greves… exacerba-se o “espetáculo”.

Os supermercados e centros comerciais enchem-se de gente, quase se atropelando. Pressa de comprar, correndo, como se não houvesse amanhã! Temendo que o Novo Ano não chegue a horas. Mas ele vem sempre a tempo e horas, às mesmas horas, as mesmas rotinas, sem criatividade.

As músicas, êxitos anuais, iguais todos os anos e em todo o lado. Já não basta nos centros comerciais – que podemos evitar - mas também nas ruas. Já não apenas nas cidades. As mesmas melodias invadem tudo, repetidas, tocadas à exaustão. Até nas aldeias! Não há localidade que se preze, que não copie o que se toca no concelho ou capital de distrito mais próximo.

Recentemente, num funeral realizado numa aldeia nossa estimada, enquanto seguíamos o féretro, tocavam as músicas natalinas! Nem mais! Verdadeiro descompasso! Acompanhar um defunto, e as músicas (?) natalinas em pano de fundo!

As vaidades são sempre as mesmas. No vestir, no trajar, no comer, no enfardar, até cair de cú!

Repetem-se ocas vontades de fazer melhor, de promessas, de enganos, de esperanças futuras…

Num Mundo à beira do caos e do descalabro, como nunca me lembro nestas dezenas de anos, em que já por cá ando!

***

E, para não ser diferente, que sou igual a cada um e cada qual, desejo-vos a todos:

Um excelente Novo Ano! Ano Bom!

Que o próximo Natal também seja de muitas e boas prendas.

Que a Páscoa, que virá antes, seja florida!

O Carnaval divertido!

E umas boas férias de Verão!

E que estejamos todos cá, para próximo ano, para formularmos os mesmos votos, promessas e desejos!

***

(Ah! E nem falei no fogo preso!)

 

Bela Vila de Nisa! Vila Natal!

Pedrinhas de enfeitar!

 

Rua de Santa Maria

Na bela Vila de Nisa

Pudesse eu, nela ia

No chão que nela se pisa!

 

Nela se pisam pedrinhas

Pedrinhas de enfeitar

Lágrimas tuas e minhas

P’ra mais ninguém ver chorar!

 

Pisar teu chão empedrado

Pedrinhas a condizer

A bilha de braço dado

P’ra nela eu ir beber!

 

Mais bela Vila de Nisa

Que linda Vila Natal

Um sonho te profetiza

Mais linda de Portugal!

 

Imagens de Natal da minha Aldeia!

A verdadeira Árvore de Natal de Aldeia da Mata!

Árvore de Natal. Foto original. 9.Dez.23

(Já imaginou esta Árvore com enfeites de Natal?!)

Pastoral de Natal!

Pastoral de Natal. Foto original. 8.Dez.23

(Há lá imagem mais sugestiva e bucólica do Natal?!)

Presépio do Bairro de Santo António:

Presépio. Foto original. 11.Dez.23

A Cabana do Presépio na casa de Prima Maria Constança:

Presépio. Foto original. 15.Dez.23

Um Santo e Feliz Natal, especialmente para Si, Caro/a Leitor/a, que tem a amabilidade de nos acompanhar.

Saúde e Paz!

 

Feliz Natal 23!

Pôr-do-sol Dez 23

A partir da minha “Aldeia Natal”!

Aldeia da Mata

Bem sei que, embora se aproximando o Natal, os tempos não estão de boas lembranças de Natal!

Guerras e mais guerras…. Tantos procurando vidas melhores e encontrando a morte…. Tantos excluídos das condições básicas e elementares de Vida

Mesmo assim, e apesar de tudo, Caro/a Leitor/a, quero desejar-lhe um Santo e Feliz Natal!

Aldeia da Mata

Ilustro com algumas imagens icónicas da minha Aldeia.

Que bem poderia ser uma “Aldeia Natal”.

E, para mim, é mesmo a minha Aldeia Natal!

Festas Felizes!

Gato Dú-Du Dez 23

(O Gatinho Dú-Du também se quer associar às festividades. É sobrinho do Gil, irmão de Marinete e filho de Dona Mi-Dú. Levá-los-ei, um destes dias, ao "Apeadeiro da Mata", que há muito não escrevo sobre eles.)

(As fotos são de 15 de Dezembro, excepto a do gatinho, que é de 13. São todas de minha autoria. Valem o que valem.)

Renovados votos de um Santo e Feliz Natal!

 

Uma linda Prenda de Natal!

Sementes de Amizade num Correio, à moda antiga!

No dia 6 de Dezembro, chegou ao meu correio este envelope!

Foto original. Dez 23

O que será?! (Questionei-me.)

Vi o remetente: José Silva Costa… (Autor dos blogues “Cheia” e “Sociedade Perfeita”.)

O que me terá enviado o José?!

Abri. Deparei com este frasco de Centrum!!!

Centrum. Foto original. Dez 23

Mais intrigado fiquei!

Querem ver que o José, pensa que eu, estando a publicar tão pouco, preciso de energia extra?!?!

Abro! E o que vejo?!

Foto original. Dez 23

Comprimidos tonificantes?!

Acompanhando o recipiente, este “escrito” manual...

Foto original. Dez 23

...Tão ao jeito e modo dos "tempos antigos", em que se escrevia manualmente, se poupava no correio… se poupava em tudo... porque vivíamos numa "economia de subsistência"...

Tantas lembranças me ocorreram. Porque esta prática de enviar escritos, acompanhando encomendas simples ou elaboradas, foi um costume que todos usámos, ricos e pobres, antes do eclodir de todas estas funcionalidades modernas com que hoje lidamos tu cá, tu lá!

(Até aos anos sessenta, setenta, talvez ainda nos oitentas, do século XX, eram práticas vulgaríssimas.)

E no texto, vem a explicação: Frutos / Sementes de Dragoeiro.

Sementes de dragoeiro. Foto original. Dez 23

Achei o máximo! Adorei!

Conjunto encomenda. Foto original. Dez 23

E logo tratei de semear.

Sementeira dragoeira. original. dez. 23

Nuns vasos, coloquei uma base de “estrume” vegetal, um pouco de terra em cada um e as sementes espalhadas. Quatro ou cinco por cada vaso.

Depois, tapei com um pouco de terra.

Sementeira efetuada. Original. Dez. 23

E, agora?!

Agora é aguardar a Primavera!

Obrigado, José, pela sua extraordinária lembrança!

Foi um “Presente de Natal” maravilhoso!

Muitíssimo Obrigado e também “Votos de Feliz Natal e Próspero Ano Novo”!

E, O/A Caro/a Leitor/a, o que acha desta prenda tão interessante?!

(...)   (...)

(Igualmente, também para si, votos de Excelente Natal e Óptimo Ano Novo!)

 

Entrai pastores, entrai…

Feliz Natal!

Natal dos Pastores. Foto original. 20.12.22

“Entrai pastores, entrai

Por este portal sagrado

Vinde ver o Deus Menino

Numas palhinhas, deitado!”

Mãe e filhote. Foto Original. 20.12.22

*******

Para toda a Comunidade SAPO e muito especialmente para Si, Caro/a Leitor/a, que nos acompanha nestes postais, formulo Votos de um Santo e Feliz Natal!

*******

(Imagens sugestivas associadas à iconografia natalícia: ovelhas, faltam os pastores(!), mascimento, desvelos maternais... Faltam também os reis magos...)

 

Cheias nas Ribeiras – Aldeia da Mata

Ribeiras que são apenas uma Ribeira!

De Cujancas, nome oficial, mas com vários nomes particulares. Assim, como se fossem “anexins”!

A maior cheia de que há memória! 20 de Dezembro de 2022, 3ª feira.

Ribeira das Pedras!

Ribeira das Pedras. Foto original. 20.12.22

Ribeira do Salto!

Ribeira do Salto. Foto original. 20.12.22

Ribeira do Porcozunho!

Ribeira do Porcozunho.  Foto original. 20. 12.22

Quem me haveria de dizer que em Janeiro, deste ano, quando andei a limpar a pedra onde está gravado o registo das cheias de 1941 e de 1959, haveriam de ocorrer neste mesmo ano de 2022, cheias tão grandes! Sim, porque neste final de Outono, que findou ontem, já houvera outra no pretérito dia treze, 3ª feira. Também ainda no Outono, a findar. As fotos dão testemunho dos factos. E não são dos momentos maiores da cheia, que, quando fotografei, a água já teria descido cerca de um metro. De qualquer modo são elucidativas da grandeza, da força das águas e da Natureza!

Foto da pedra com os registos pictográficos de 1941 e de 1959 e, agora, assinalado a branco, o nível da cheia de 20/12/22.

Pedra com registos das cheias. Foto original. 21.12.22.

Sinal do nível das águas no poste e no muro da ponte.

Nível das águas. Foto original. 21.12.22

Quase chegou ao tabuleiro. Não o alcançou por pouco. Se o tivesse alcançado...?! Os parapeitos precisam de obras. A ponte precisa ser alargada, corrigida. Já referi isso noutros postais.

Ponte e arcos. Foto original. 21.12.22

Na foto anterior, apresentando imagem da ponte e respetivos arcos e parapeito de jusante, lado oeste, é por demais visível que são necessárias obras.

Quando andei fotografando as Ribeiras, percorrendo também os terrenos da margem esquerda, Tapada das Freiras, Tapada do Rescão, nunca me aproximei demasiado das águas.

Nem na Ribeira das Pedras me atrevi a passar a ponte, quando a cheia estava no auge.

Algo que, pelos vistos, não assustou o transeunte que  a foto documenta.

Ponte Ribeira das Pedras. Foto original. 20.12.22

É da Proteção Civil. Frise-se.

*******

Para si, Caro/a Leitor/a, que teve a amabilidade de nos acompanhar até aqui, Votos de um Excelente e Santo Natal!

E que venha menos chuva!

São Pedro...?!

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