Há quem do Tejo só veja
o além porque é distância.
Mas quem de Além Tejo almeja
um sabor, uma fragrância,
estando aquém ou além verseja,
do Alentejo a substância.
Há quem do Tejo só veja
o além porque é distância.
Mas quem de Além Tejo almeja
um sabor, uma fragrância,
estando aquém ou além verseja,
do Alentejo a substância.
Vicissitudes várias impossibilitaram o acesso às “informáticas” nas últimas semanas. O que no caso vertente se reporta ao ano anterior! Daí a escrita no blogue não ter aparecido. Regressa agora! (Com muitas prendinhas...)
E apesar de as habituais festas desta época estarem quase a terminar, ainda vou a tempo de desejar “Boas Festas”! E um Excelente ano de 2020! (Peculiar este número e respetivos algarismos: dois mil e vinte; vinte – vinte; dois zero - dois zero…!)
São estes Votos formulados e desejados a todos os Conterrâneos e Amigos das várias Localidades a que estou ligado e que neste blogue têm aparecido sucessivamente documentadas com posts.
A todos os Associados e Amigos das várias Associações a que estou ligado: União Recreativa Matense; APP – Associação Portuguesa de Poetas; CNAP – Círculo Nacional D’Arte e Poesia; Mensageiro da Poesia; SCALA – Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada.
A si, Caro Leitor / Leitora deste post, que tem a amabilidade de calcorrear estas modestas, despretensiosas frases, palavras simples, com que realizo a “reabertura” do blogue neste novo ano de 2020.
Um Óptimo Ano de 2020!
(E, já agora, também um Feliz Natal… …. ... de 2020! Não venha a ter novamente dificuldade em aceder às informáticas, fica desde já o desejo formulado!)
No post anteriormente publicado, 7 de Novembro, escrevi sobre a “Chaga do Mundo”, reportando no final também para a “Chaga do lado”, isto é, para as desgraças que ocorrem, bem ao nosso lado, que praticamente ignoramos, ou fingimos ignorar. Quem me diria que estava já a acontecer o tão badalado assunto do abandono de criança em contentor de lixo?!
Pois é precisamente sobre esse tema que me debruço neste post, através do poema “Natal em contentor!”.
Poema escrito a nove de Novembro, (09/11/19), inspirado nessa ocorrência.
Nessa tarde, ocorreu “Momentos de Poesia”, no Hotel José Régio, em Portalegre. Aí, li pela primeira vez este poema, no decurso da tertúlia celebrativa do décimo terceiro aniversário do referido evento cultural, que tenho vindo a divulgar regularmente no blogue. Entretanto já o decorei!
(Habitualmente sobre Natal, os meus poemas realçam o lado trágico da Vida, do Nascimento…)
O título do post remete-nos precisa e propositadamente para José Régio.
Nem a propósito, no dia seguinte, dez de Novembro, (10/11/19), havia “Visita guiada na Casa – Museu José Régio”, integrada num evento associado à Enologia. Visita super interessante, guiada por Drª Olga. Obrigada e parabéns à Casa e à Cidade, que comemoram dignamente o cinquentenário do falecimento do Poeta. (É esta a faceta que mais admiro!)
Aí, li o poema “Cristo”. Hei - de publicá-lo no blogue e falar da Casa e da visita.
Frise-se, que a Cidade e a Casa lembram Régio sob as suas múltiplas e variadas facetas, enquanto Cidadão e Artista. Parabéns!
Este Poema foi oferecido pelo Autor, aos presentes na Tertúlia do Círculo Nacional D’Arte e Poesia, no Centro de Dia de São Sebastião da Pedreira, no dia 11 de Dezembro de 2018 (3ª feira).
A convite e sugestão do Autor tive o grato prazer de dizer este Poema perante o grupo de presentes.
(Não éramos muitos, bem sei! Mas a Poesia anda tão abandonada! E sete é um número muito bonito. Obrigado pelo lindo poema e pela sugestão para o dizer.)
Este poema que o Autor nos ofereceu vem enquadrado num postal ilustrado alusivo ao Natal, com um trabalho artístico estilizado, com alguns aspetos iconográficos do natal atual: a árvore e a estrela, enclausuradas em arame farpado! Um desenho minimalista, identificativo do estilo muito pessoal do Autor, tanto na forma como no conteúdo. De forma muito simples, consegue reportar-nos para os conceitos, ideias e ideais que nos quer transmitir. Apelando-nos para a nossa consciência interventiva! Forma simplificada, versus conteúdo elaborado e profundo!
As cores também são muito sugestivas!
(Se eu conseguir digitalizar, hei-de apresentar a imagem, para que o/a caro/a Leitor/a possa apreciar e ajuizar devidamente.)
Uma visita em Dezembro, em Dia muito, muito especial!
Celebração Natalícia!
ALMADA é uma Cidade em que a ocorrência de eventos culturais, de diversificadas tipologias, é uma constante.
Por vezes, o difícil é escolher.
Agora, por ex., nestes meados de Dezembro, entre várias atividades possíveis, ocorrem o “Mercado de Natal Amigo da Terra” e o “Ciclo de Cinema Católico”! Ambos acontecendo bem no centro de Almada, na Praça São João Batista, com o Metro ali mesmo a jeito.
Mas não vos venho falar de nenhum destes acontecimentos, por agora…
Trago-vos a conhecimento, um espaço, para além de outros, em que regularmente acontecem atos culturais variados, ligados às Artes.
Para além desses eventos, acontecimentos, ocorrências, atividades, “happenings”, … o próprio espaço, o espaço envolvente, e o espaço disponível como visionamento… são uma montra artística permanente. Merecem uma visita, uma não, várias e periódicas visitas.
Já aí fiz voluntariado! Que é uma das atividades regulares que aí são promovidas.
Falo-vos da CASA da CERCA.
Que visitámos recentemente, neste final de Outono, quase Inverno, num início de Dezembro, em dia celebrativo e que fica de recordação.
Apresentamos, caso não conheçam, alguns espaços mais emblemáticos da “Casa”, pretendemos sugestionar-vos uma possível visita, caso não tenhais feito, deixamos algumas fotos, como quase sempre, originais de D.A.P.L. (De telemóvel, registe-se!)
Este post, como muitíssimos outros, resulta de um Trabalho de Equipa. Daí o plural...
(Caso não possais fazer de outro modo, que, ao menos, fique uma breve visita virtual. Conto ainda voltar a este tema!)
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Átrio Principal, visto do lado norte, mostrando a entrada na Casa propriamente dita. (Duas esculturas, integrantes de uma Exposição em curso.)
Entrada para o “Jardim dos Pintores”
Neste ano de 2017, neste Jardim enquadra-se um espaço especialíssimo intitulado “Jardim Sensorial”.
Nele, vários subespaços enquadram plantas, seus derivados, estruturas, elementos arquitetónicos, sugestionando-nos os cinco sentidos, no sentido de vivenciarmos a realidade subjacente, mais especificamente direcionada para: Visão, Olfato, Sabor, Audição e Tato. Com sugestivas etiquetas…
Contemple, não esquecendo que uma visita presencial torna a perceção muito mais apelativa.
(Sim! Nesta imagem há apenas a perceção de quatro sentidos. O quinto, que falta na imagem, ouve-se, escuta-se, no contexto real!)
Eis cada um dos cinco sentidos!
Visão / Olhar: “Olhe para mim! Look at me!”
Olfato / Cheiro: “Cheire-me! Smell me!”
(É neste conjunto que consigo identificar a maioria das plantas: alfazema, alecrim, erva-princípe, tomilho...)
Gosto / Sabor: “Prove-me! Taste me!”
(Neste caso, não abuse das malaguetas!)
Audição / Ouvido: “Escute-me! Listen to me!”
(Este é o tal quinto sentido que falta na imagem inicial e também a muito boa gente!)
Tato: “Toque-me! Touch me!”
(Que impressão me faz ao tacto, melhor, aos cinco sentidos, escrever tato! E os pontos de exclamação (!) são meus.)
Ainda haveremos de voltar para observarmos melhor e elaborar novo post.
E ainda ficam as vistas gerais.
Da Cidade de Almada antiga.
Do Rio Tejo e de Lisboa.
(Bem sossegado o Rio! Só um barquinho...)
Da Ponte sobre o Tejo - “Vinte e Cinco de Abril” e do Cristo Rei e do pôr-do-sol!
E ainda fica muito por contar…
E lembrar que no início do Verão, altura do solstício, aí promovem habitualmente uma Festa Final…
E, ao longo do ano, há múltiplos e variados eventos, em que já tenho participado, nomeadamente em colóquios.
E, no final desta parcelar, mas muito enternecedora visita, ainda pode tomar um chá especial - uma infusão de ervas aromáticas, bebido em especiais canecas, marca da Casa.
Mas não esqueça!
Bebe o chá, mas não leva as canecas!
(E a propósito de canecas. Quem não leva o caneco da Taça, este ano, é o Benfica!)
Ainda há poucos dias escrevera, no post anterior, a 29/02/16, a propósito do Reino Unido ponderar a saída da União Europeia: “E, nestas coisas de dinheiro, mesmo os irmãos mais irmãos...”
E o que constatei ontem, 5ª feira, 3 de Março, na programação da RTP 2, no habitual horário noturno, após a “Página 2”?
Pois! A transmissão da série “A Herança”.
Mas a 2ª Temporada? Ou a “finalização” da 1ª Temporada, que aquele último episódio da primeira teve tudo menos aspeto de episódio derradeiro? Ficara tudo tão incompleto... Situação sobre que exprimi a minha perplexidade no post sobre “Séries Europeias na RTP2”, publicado a 15/04/15.
Não! A reposição da primeira temporada.
Como gosto de rever as séries, até porque ficam sempre aspetos que não me apercebo no início, quando conheço mal as personagens, é claro que revi o 1º episódio, e, se puder, irei tentar rever os outros.
Que, segundo averiguado, existe uma 2ª temporada e, até se prevê, uma terceira.
Bem, mas por agora, contentemo-nos em visualizar de novo, com outra atenção, o que nos é mostrado na 1ª temporada.
O local central onde decorre a ação é o “Solar de Gronnegaard”, no sul da Dinamarca, embora, no decurso da narrativa, vários outros locais surjam como enquadrantes do enredo. Este Solar também é o leitmotiv da história: a herança.
O tempo narrativo ocorre nos tempos atuais: terceiro lustro do século XXI.
Veronika Gronnegaard, papel desempenhado por Kirsten Olesen, é uma mulher de 68 anos, artista/escultora/performer, dinamarquesa, internacionalmente reconhecida e admirada, que vive e trabalha, desde os anos sessenta, no mencionado solar, de inícios do século XIX, e que fora pertença do marido, Carl Gronnegard, já falecido.
Na aproximação do Natal e correspondentes festividades, na sequência de exames que vinha efetuando, há alguns meses, no Instituto de Oncologia, no total desconhecimento de todos os familiares, tem a confirmação de que tem um cancro em estado bastante adiantado.
Tem três filhos reconhecidos como Gronnegard:
Frederik, papel desempenhado por Carsten Bjornlund e Emil, papel de Mikkel Boe Folsgaard. Ambos filhos de Carl.
E Gro, desempenho de Trine Dyrholm, filha de uma das suas paixões por um músico de vanguarda, Thomas, que não edita nada há vinte e cinco anos, vivendo retirado, meio ausente, quando não ganzado, no seu mundo de fantasia musical, numa cabana, no parque do Solar.
E tem uma outra filha, de uma outra paixão, já ela passara dos quarenta, por um indivíduo que lhe fora fazer uns arranjos ao Solar, bastante mais novo, ex-andebolista e atual treinador de uma equipa importante da Dinamarca.
Essa filha é Signe Larsen, papel de Marie Bach Hansen, que foi dada para adoção precisamente para o pai, entretanto casado.
Signe desconhece completamente a situação, que nem o pai nem a suposta mãe alguma vez lhe contaram alguma coisa, mesmo sendo ela já adulta e a viver a sua própria vida com o namorado, Andreas Beggensen, defesa direito, na afamada equipa de andebol, SHK, treinada pelo pai.
Perante a iminência da Morte... Veronika tenta a aproximação da filha Signe, que é vendedora numa florista, precisamente indo à respetiva loja encomendar-lhe um ramo de flores, para entregar no Solar.
Aí, no ato de entrega, procura reter Signe, para desatar os nós que tem dentro de si e prender-se à filha. Inicia um modo de conversa, oferece-lhe uma bebida, que não sendo aceite, insiste num chá.
Signe, um pouco renitente, surpresa, mas algo a prende ali, talvez o sangue, quiçá as memórias, acaba por aceder. E, enquanto bebe, observa o estúdio, as obras, mira o trabalho no computador... Entretanto Veronika, tentando manter uma chama de diálogo, acender um rastilho para o fogo que há-de vir... vai esboçando um desenho, supostamente de Signe, e oferece-lho. “Para a Signe, da Veronika.”
Desenho que, mais tarde, em casa, Signe mostrará aos pais...
Calcule-se a estupefação e receio destes...
E poderia ficar por aqui, que assim seria apenas um começo de conversa.
(...)
Mas não!
Ainda acrescento que, na véspera de Natal, já noite, Veronika, sentindo-se mal, telefonou a Signe e pediu-lhe que fosse ter com ela ao Solar.
(...)
E, esta, não sei se perplexa, se meio “aparvalhada”, que não acho palavra melhor, foi! Talvez seguindo um chamamento primordial, um apelo da infância passada, mas de que não tem consciência presente...
E aí chegada encontrou a matriarca já bastante combalida.
Mas Veronika ainda conseguiu soltar as palavras que a sufocavam, e revelar-lhe ser sua mãe.
E deu-lhe um texto escrito e assinado de momento, em que a declarava herdeira do Solar.
“É meu desejo que herdes o Solar. Para criares uma família. Os restantes bens são divididos entre os teus irmãos.” (...) “Não cortes muitas árvores lá fora!”
E o seu estado piorou.
Signe teve que chamar os serviços de socorro...
Por sua vez, a filha Gro, reconhecida como tal, telefonara à mãe, precisamente quando Signe andava nestas diligências.
Imediatamente acorreu ao Solar.
E, desconhecendo-se, colaboraram na resolução da situação, sendo a paciente assistida e transportada ao Hospital.
Aonde viria a falecer no dia de Natal!
E este 1º episódio, de que omiti imensos excertos, funciona como introdução à história.
E ainda se lembra do que escrevi no início?
“E, nestas coisas de dinheiro, mesmo os irmãos mais irmãos...”
Podemos substituir “dinheiro” por “herança”.
E, nestas coisas de heranças, para mais sendo irmãos tão desunidos...
Sim, porque eu não contei as palavras “azedas” que Gro atirou à mãe, sobre os filhos desta, ou seja, ela própria e os irmãos, quando a mãe a “picou”, por ela supostamente não saber amar nem ter filhos...
Cujo remorso de as ter proferido a fez telefonar, em boa, mas má hora, precisamente quando Signe diligenciava por uma ambulância...