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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Plantas Silvestres – Sabe que Planta(s) IX?

Lembranças de Maio, ainda Primavera.

E já Saudades dos Percursos pela Serra.

Boninas e ... Foto Original. 2021.05.11. jpg

O Verão está quase, quase a chegar. Mas, aqui, pelo Norte Alentejano, parece um dia de Inverno. Uma chuvinha, tudo nublado, fresco. Gosto destes dias assim. Já me basta quando vier o calor a sério. Que venha tarde.

Volto a um postal sobre a Natureza. Com fotos de Maio. Que saudades já da Primavera!

Não me apetece falar da atualidade, mas não tardará pela demora. Euro: 2020 ou 2021?! As politiquices, sem nexo. As futebolices… O Corona que nos atropela… que se lixe o atropelo da Alemanha…tantos atropelos…

Apresento um conjunto de plantas, na época da floração, que assim é Maio, pelos campos Alentejanos. De algumas sei o nome, de outras não.

Flores rosa que desconheço. Foto Original. 2021.05.11. jpg

Na foto anterior, bem como na primeira, para além das "boninhas" amarelas e brancas, pontificam umas plantas de flores rosadas, que desconheço. Fotos tiradas no "Percurso do Salão Frio", ainda praticamente na Cidade. Nas encostas sobranceiras ao antigo Colégio, ao Convento de Santo António.

 

Gladíolos Italícus Foto original. 2021.05.11.jpg

Gladíolos Italícus. 

Uma "boninha" espreitando e outras plantas.

 

Foto Original. 2021.05.11.jpg

Esta planta desconheço. No caminho do "Boi 'Água".

 

Foto Original. 2021.05.11.jpg

Na foto anterior, a planta que desconheço é a da flor lilás. Parece uma trepadeira, que se enrosca nas outras plantas. Também no mesmo caminho do "Boi D'Água". Rodeando essa planta desconhecida, as "boninhas" e as impetuosas acácias mimosas, que tendo sido todas cortadas neste último Outono e Inverno, estão a rebentar por toda a encosta. Como é seu apanágio!

 

Hipericão. Foto original. 2021.05.11. jpg

Hipericão, que mal se distingue na profusão dos amarelos de Maio primaveril!

 

Bole Bole. Foto Original. 2021.05.11.jpg

Bole Bole!

Também na mesma zona, com vistas para a Cidade, quase junto ao Miradouro.

 

Dedaleira. Foto Original. 2021.05.11.jpg

Dedaleira.

(Planta muito venenosa. É ela que dá o famoso "Chá de Abeloiras"!)

E, por hoje, termino, com uma imagem da estrutura destes terrenos em que assenta toda esta riqueza vegetal destas encostas da Serra.

Estrutura dos terrenos. Foto original. 2021.05.11.jpg

Lembra-me algumas pinturas e colagens de alguns pintores cubistas.

Fica muito por contar. Para outros postais. Que as caminhadas fornecem excelente informação documental.

Outros tempos virão, para caminhar!

Caminhe, SFF. Faz bem à saúde!

 

 

Sabe que Planta é esta (VIII)?

Esporas Bravas. Foto Original. 2021.05.12. jpg

Percurso Pedestre do Salão Frio (IV): Ainda?!

Espora Brava I. Foto Original. 2021.05.12. jpg

Certamente não saberá o nome da planta e eu também não sabia. Agora, já sei!

Designa-se por Espora – Brava, com o inerente nome latino: (Linaria Triornithophora).

Como soube?

Vamos por partes.

Volto ainda ao célebre “Percurso” supracitado. Realizado a 12 de Maio. (Ao tempo que isso já vai. Parece que não tem outro assunto, dir-me-á.)

 

Nessa caminhada, realizada ao final da tarde, no trajeto, já após termos deixado o pequeno povoado designado “Salão Frio” e termos desviado para o entroncamento, que sobe na direção Leste, após as imponentes habitações que se destacam na paisagem, uma moderníssima e outra tradicional, deparou-se-me no lado direito do caminho, um conjunto destas plantas, que me intrigaram. E que desconhecia.

Na altura pensei que fossem resquícios de algum hortejo, que por ali tivesse havido e tivessem ficado “esquecidas” pelos donos. (Pensei, na minha ignorância.)

Todavia, não resisti a fotografá-las, pese embora as fotos não tivessem ficado por aí além…

Esporas Bravas II. Foto Original. 2021.05.12.jpg

 

(Para ser mais preciso na localização, o local fica em frente de um bosque cerrado de pinheiros, situado no lado esquerdo do caminho, sensivelmente a Norte / Nordeste. Antes do célebre desvio, que mais adiante corta no lado direito, para a Quinta D’Matinhos e Atalaião, no sentido Norte - Sul. Antes do portão antigo e da calçada, que a foto documenta.)

Calçada Muro e Vegetação. Foto Original. 2021.05.12.jpg

Ah! Como soube o nome… Não foi na internet.

Já este mês, a meados, catorze, passei pelo Posto de Turismo da Câmara Municipal de Portalegre, a pedir uns folhetos sobre percursos pedestres, pois lembrava-me de ter lido um sobre o “Salão Frio”.

Em boa hora o fiz. Aí deparo com uma foto desta planta, de pormenor e muito melhor que a minha. Aí vêm os nomes de batismo da “plantinha”, em português vulgar e latim clássico, como é norma científica. E que é um “endemismo ibérico”! (Isto é, que existe apenas nesta Península.)

 

Pois, veja, Caro/a Leitor/a, o que eu julgava ser algum resto de coleção, de alguma horta ou quintarola que por ali tivesse havido, afinal, é um exemplar raro de uma planta, ser vivo, que é exclusivo da nossa Ibéria.

As “Caminhadas” também servem para aprendermos. “Aprender até morrer”!

 

Na consulta do folheto também pude observar que o percurso é bem mais vasto. Que ainda nos falta percorrer território em circuito, antes de infletirmos para o Atalaião, a lugares designados “Três Lagares / Charais”.

E que a Quinta abandonada, com o portão marcante, de ferro e o muro a todo o comprimento, a Oeste da calçada, se poderá designar do “Paraíso”?! Fica a questão…

Os folhetos, bastante elucidativos sobre vários e diversificados aspetos, apresentam as siglas das Entidades promotoras.

Em primeiro lugar: CIMAA – Comunidade Intermunicipal Alto Alentejo.

A quem aproveito para frisar aquela questão dos “cães à solta”, um perigo para qualquer passeante.

E, já agora, para periodicamente promoverem passeios organizados. (Não sei se os fazem, ou se os suspenderam devido à Covid. De qualquer modo, obrigado pelos folhetos, que são bastante informativos e interessantes.)

 

Percurso do Salão Frio (III): Conclusão

3º Capítulo da Narrativa

Finalmente, o Atalaião!

Passada a contrariedade dos cães, que, na altura, nem avaliei devidamente, continuámos.

Caminho a seguir. Foto original. 2021.05.12.jpg

Em breve chegámos à estrada que nos levaria ao Atalaião.

Passámos pela “Quinta D’Matinhos”!

Por outras quintas abandonadas…

Quinta abandonada. Foto original. 2021.05.12. jpg

Pela Estação de Meteorologia, também abandonada.

Estação de Meteorologia. Foto Original. 2021.05.12. jpg

(Lembro-me de uma visita de estudo, quando aluno do Liceu, para aí em 71 ou 72, no âmbito de Geografia!)

Roseiras na estação meteorológica. Foto original. 2021.05.12.jpg

Mas com lindos roseirais!

E, finalmente, o fortim que batiza este Bairro da Cidade: “Atalaião”.

Fortim Atalaião. Foto original. 2021.05.12.jpg

Também abandonado?! Particular? Fechado? Sem hipótese de visitas?

(Também me lembro de, quando jovem aluno, nesses idos iniciais de setenta, termos ido, de motu próprio, em visita espontânea.)

Rosa enjeitada. Foto original. 2021.05.12.jpg

E uma rosa, bordejando uma casa também meio abandonada, mas persistindo na sua vida e função primaveril. (“Dirá a corola para o gineceu!”)

E o último sinal do percurso!

Virar à direita. Foto original. 2021.05.12. jpg

Ou o primeiro?! Se quiser e se se sentir com forças de novamente subir a Estrada da Serra, até à Fonte dos Amores, até ao Miradouro e por aí, nesse percurso pedestre, por demais interessante.

Mas que ficará para outra oportunidade.

 

Até breve. Faça caminhadas. Mas, agora com o calor, selecione devidamente os percursos, a hora, leve sempre água e companhia. E abrande no ritmo e na velocidade! E atenção aos cães!

SAÚDE! Muita!

 

Início de percurso. Foto original. 2021.05.jpg

(P. S. – No dia dez, “Dia de Camões”, passei pelo local de início de percurso, frente à Rádio, para saber o nome da Avenida.

À entrada do caminho, deparei-me com lixo e porcarias. Para além de um dos pinheirões mansos, parcialmente cortado.

Digamos que, para suposto caminheiro, deparando-se com essa primeira imagem desagradável, não será estimulante realizar caminhadas!

Há por aí muita gente que não merece a beleza que a Terra proporciona aos humanos. Destroem e conspurcam tudo com o lixo! Esquecem que o Mundo é um todo! E depois admiram-se de tanta lixeira nas praias!)

 

Percurso do Salão Frio (I)

1º Capítulo da Narrativa

Caminhada realizada, ainda na Primavera.

E que Saudades já, da Primavera!

 

Boninas. Foto Original. 2021.05.jpg

 

Agora, que o Verão se aproxima a passos largos, se é que não chegou já, com o calor que está, os campos já amarelos, os fenos colhidos e a secar… vou, finalmente, relatar a passeata que fizemos ainda em Maio, a doze, precisamente há um mês.

 

O designado percurso do “Salão Frio” tem um dos seus inícios no final da Avenida frente à Rádio Portalegre.

Segue em ziguezague pela encosta a norte do Colégio e do Convento de Santo António, antigo Hospital Mental, sempre com vistas para a Cidade. Por caminho vicinal, de BTTs e de “cabras”, com altos e baixos, vai quase até à Fonte dos Amores.

Quando encontra a Estrada da Serra, inflete para o lado esquerdo, direção Norte, prosseguindo pela estrutura que costumo designar por “Passadiço”, até ao Miradouro. Daí, continua sempre subindo, pouco acentuadamente, até Centro Vicentino da Serra e prossegue.

 

Nas caminhadas que fazemos nem sempre “respeitamos” as sendas definidas, guiamo-nos pelo nosso sentido de orientação. Aliás, nestes territórios só se perde quem quer.

A Cidade é sempre uma bússola e o Sol um relógio e GPS!

Cidade de Régio vista da Serra. Foto original. 2021.05.jpg

Neste percurso e na data referida, o nosso objetivo era mesmo chegarmos ao Salão Frio, peculiar e serrana povoação aonde fomos, retornando em seguida. (Há um café restaurante e esplanada, com um nome sugestivo.)

Muito movimento de trânsito, carros sempre em alta velocidade, nas curvas até parece que se dirigem a nós.

A partir do Miradouro, deixa de haver o “Passadiço”: caminhar mais dificultado.

 

Nalgumas habitações há cães, que defendem os territórios. Nunca mordem, como dizem os donos!

Foi junto a uma dessas habitações que fiz uma pergunta, cuja resposta me lembrou célebre Poema de António Machado!

A seguir a essas habitações rústicas, entronca o prosseguimento do caminho, no lado direito, continuando a subir na direção Leste.

Avistam-se, no lado direito de quem sobe, habitações imponentes na paisagem, uma moderníssima e outra tradicional.

Prossegue-se nessa estrada, mais estreita que a designada “da Serra”, sempre para Leste.

(Parando e olhando para donde viemos e alargando o nosso olhar, avistamos, a NW, a imponência das montanhas Beirãs e também Marvão, alcandorado na sua escarpa serrana.)

Portão de quinta. Foto original. 2021.05.12.jpg

Chegamos a nova bifurcação, junto a um portão em ferro, antigo e artístico, que seria entrada de quinta, talvez senhorial, embora não se veja qualquer brasão, todavia de gente de posses. Vê-se que está abandonada há anos. De quem seria ou quem terá mandado construir tão robusto e aperfeiçoado muro que a delimita?!

Como se chamará a quinta?!?

Percurso do Salão Frio II

Percurso do Salão Frio III

Sabe que planta é esta VIII ?

Os Cardos são Nardos na Primavera!

Hino à Vida! 

Cardos com vista para a Cidade. Foto original. 2021.05.11. jpg

 

Os cardos são nardos na Primavera.

Lá vem o Estio, lá vem o Verão…

Cada tempo, seu tempo, sua era

Cardos floridos não sei onde ‘stão!

 

A Vida foi… já não é como era

O Destino tem sina, tem condão

O presente vai, futuro não espera

Que o passado volte de roldão.

 

Cardos e nardos só por ironia

Imagem poética, direi eu

Flores tão diversas no dia-a-dia

Primavera, Verão, ar que lhes deu.

Viva a Vida! Viva a Poesia!

Dirá a corola ao gineceu.

 

 

Os Cardos são Nardos!

Cardos floridos na Serra. Foto original. 2021.05. jpg

 

Os cardos são nardos

Os cardos são nardos

Nesta Primavera.

Mas…

Lá vem o Estio

Lá vem o Verão

E os cardos floridos

Não sei onde estão…

Não sei onde estão!

 

Este “poemeto” em verso livre, desestruturado e liberto de quaisquer “amarras” formais ou de conteúdo, escrevi-o há algumas décadas. Tê-lo-ei escrito em suporte de papel, mas não sei onde. Lembro-me, de cor, de alguns dos versos, estes que apresento.

É acompanhado de fotos de “Cardos Floridos”, que na Primavera poderão poeticamente sugerir Nardos, em jeito de metáfora.

E Saudades que já temos da Primavera, ademais esta, em que esteve tudo florido e verde quase até Junho!

 

A partir destes versos vou “construir” um outro poema, estruturado formalmente. Duas estrofes já estão concluídas. Publicarei noutros postais.

 

Caro/a Leitor/a, não quererá também elaborar uma quadra a partir das frases “Cardos são nardos” ou “Cardos floridos”?!

 

Aventure-se, SFF!

 

(P.S. – Afinal, depois de já ter este texto escrito, pronto a publicar, lembrei-me de onde teria o poema total sobre o tema dos “Cardos são nardos”.

Consultei-o, tem mais estrofes do que eu me lembrava e irei publicá-lo, mas apenas depois de ter concluído o poema que me propus criar de novo. Guardei-o, para não me sentir influenciado.)

 

De um Poeta para Outro Poeta!

«PARTIU UM DE NÓS, EM SILÊNCIO

JOSÉ BRANQUINHO

UM POETA QUE DEIXA SAUDADES

Serra. Boninas e Pinheiro. Foto Original. 2021.05. jpg

Era um homem afável, acessível, com quem se simpatizava de imediato. A sua permanente boa disposição conquistava amizades e boa impressão onde quer que estivesse. A simplicidade e a humildade eram notórias e davam bem a ideia da pessoa. Eram o seu melhor e fiel cartão de visita.

José Garção Ribeiro Branquinho, nasceu em Monte Carvalho, freguesia de Ribeira de Nisa, Concelho e distrito de Portalegre, em 1931. Deixou-nos este ano, em Fevereiro de 2021.

O nosso poeta, era um ser humano iluminado que a si próprio classificava deste modo: «Sou poeta, sou cantor, adoro poder cantar, e canto por amor…» e logo a seguir, fosse qual fosse o local onde estivesse e fossem quais fossem as pessoas presentes nos brindava sem cerimónias com alguma canção, ora de Coimbra, do Alentejo ou quaisquer outras, sempre «à capela», numa voz afinada, clara e possante. Obviamente romântico, sonhador e humanista, este professor jubilado do Ensino Básico sempre elegeu a poesia, a música e o canto como interesses favoritos na vida, através dos quais expressava todas as mágoas, saudades e alegrias.

José Branquinho participou em dezenas de antologias de poesia e conto, entre as quais do Círculo Nacional  D´Arte e Poesia. Colaborou em inúmeros jornais e revistas, com destaque para o seu clube do coração, o Sporting, no Jornal do Sporting, onde foi um dos fundadores do grupo coral e pertenceu à direcção da Associação de Solidariedade Sportinguista.

Uma alma apaixonada que ia buscar inspiração no seio da mãe-natureza, na beleza dum recanto urbano ou muitas vezes no silêncio da noite. O que lhe interessava era descrever o sentir profundo da relação com as pessoas e a natureza, tal como conta no livro «Cantos do Meu Canto» : «Quero dizer-te, meu amor/ Com verdade de coração aberto/ Que continua a minha dor no meu deserto/Que continua este fervor por ti/ Sempre desperto.»

Cidade de Régio vista da Serra. Foto original. 2021.05.jpg

Ao longo da vida José Branquinho nunca esqueceu os lugares por onde passou como Évora, Coimbra e sobretudo Portalegre, que o inspirava sobremaneira nos versos. E muitos escreveu alusivos à sua terra. A grande admiração e ternura pela mulher em geral, com especial relevo e carinho para a querida e saudosa esposa. Como só a alma sensível de um poeta sabe sentir e expressar.

Como companhia literária o nosso membro tertuliano lia Camões, Fernando Pessoa, Bocage, Florbela Espanca, Eça de Queiroz e especialmente José Régio. Seus clássicos preferidos

Calou-se a voz de um amigo poeta e homem franco e bem disposto com a vida. Vai ser difícil continuar sem o ouvir cantar tão bem, sem a presença calorosa onde o seu sorriso se harmonizava com qualquer ambiente. José Branquinho, o ser humano que exaltava o sol, as flores as saudades e sobretudo o amor. Felizmente deixou-nos os versos, pedaços de alma, emoções e sentimentos à flor da pele.

Estaremos sempre contigo, José Branquinho.

«Até à Eternidade

ROLANDO AMADO RAIMUNDO» 2021

Carvalho negral na Serra. Foto original. 2021.05.jpg

Notas Finais:

OBRIGADO a Rolando, pela amabilidade em deixar-me reproduzir tão belo e sincero testemunho de Amizade Poética. Já agora, também clubística, porque Rolando também é do Sporting! (Os negritos são de minha lavra.)

Se não forem os Poetas a lembrarem-se dos Poetas, quem o fará?!

Lembre-se e preste atenção, Caro Leitor/a Leitora/a, Se Faz Favor!

Aproxima-se o “Dia de Camões” também celebrado como “Dia de Portugal”.

Nas “Cerimónias Oficiais”, consta o “Dizer Poesia” de Camões? Oxalá eu esteja completamente enganado!

Obviamente há Instituições particulares, modestas muitas delas, que farão essa homenagem. A APP – Associação Portuguesa de Poetas será uma delas. O CNAP também já o tem feito. Outras Instituições também.

Obrigado pela sua Leitura e votos de muita Saúde!

 

Cenoura Brava – Umbelífera(s)

Será a Inteligência uma exclusividade dos Seres Humanos?!

Os outros seres vivos também serão capazes de ações ditas "inteligentes"?!

(Questões Pertinentes – Perguntas Impertinentes?!)

 Cenoura Brava Foto Original. 2021. 05. jpg

 

Quando escrevi o postal Sabe que Planta é esta (VII)?”, estive para documentá-lo com a foto que apresento neste. Mas como me tivesse parecido que a planta tinha no centro da inflorescência em umbela, uma espécie de inseto, resolvi publicar a que consta no respetivo postal.

Nesse mesmo postal acrescentei outra planta. As dúvidas que tinha estão explícitas e implícitas no escasso texto.

Entretanto foram surgindo comentários. Com eles esclarecimentos sobre dúvidas, troca de opiniões e enriquecimento pessoal, pois houve aprendizagens adquiridas. Os meus agradecimentos.

Umbelífera. Foto Original. 2021. 05. jpg

Aprendi que, afinal, Cicuta e Embude são espécies diferentes, do mesmo ramo geral das Umbelíferas. (Durante muitos anos não sabia sequer que Embude e Cicuta estavam relacionadas. Outros tantos ou mais, julguei que fossem uma e mesma planta com nomes diversos. No postal referido, através das pesquisas sugeridas, soube que são diferentes, embora eu não as consiga distinguir muito bem.)

 

Por sugestão de MJP, entre outros sites, que constam nos comentários, acedi a “Arca de Darwin, um verdadeira Enciclopédia Naturalista.

E aí soube que a planta da 1ª foto e que também abre este postal é Cenoura Brava.

Todas plantas Apiaceae / Apiáceas ou Umbelíferas.

 

Nesse postal de “Arca de Darwin”, explica a estratégia destas plantas para atraírem os insetos. Soberbo! Extraordinário!

É essa estratégia que explica a cor escura no centro, que eu julgava mesmo ser uma espécie de inseto, que tinha captado na foto e que até tivera cuidado para ele não ter voado!!!!!!!!!

 

Ora, Caro/a Leitor/a, se a planta me enganou a mim, que sou um Ser Humano, mais facilmente enganará os insetos, não acha?!

 

E voltamos às questões iniciais, reformulando as perguntas.

Serão os Outros Seres Vivos, que não apenas os Humanos, também capazes de ações "Inteligentes"?

Fica a questão para quem tiver a amabilidade de responder.

Obrigado pela sua atenção.

Umbelíferas. Foto original. 2021. 05. jpg

Anexo mais umas fotos de plantas familiares entre si! Mas cujo nome não sei exatamente.

Umbelífera. Foto Original. 2021. 05. jpg

(Nota Final: A campina alentejana que, ainda há dias, estava verdejante, com estes poucos dias de calor, já deu de si e o verde transmuta-se nos vários tons de amarelo: claro, escuro, creme, amarelo torrado, eu sei lá de tonalidades amareladas… de sol. E castanhos.)

 

Cidade de Régio: Vistas de agrado e desagrado!

Da Serra, encosta a norte da Cidade, até ao Hospital, pela Avenida Pio XII.

Portalegre vista da Serra. Foto original. 2021. 05. jpg

O que acha desta imagem?

Uma vista da Cidade, a partir de encosta da Serra. O núcleo antigo, pontilhado pela Sé e pelo Castelo. Ao fundo, a campina alentejana. No enquadramento da foto, os sobreiros, árvores autóctones e os pinheirais, há séculos adaptados às nossas geografias. O céu pontilhado de nuvens. Na encosta descendente para a urbe, a vegetação herbácea, típica das nossas paisagens alentejanas. Em primeiríssimo plano, as boninas / “boninhas”, vulgo malmequeres, amarelos e brancos, a flor azul do soajo, falsas aveias e milhentas ervas que compõem os prados nesta época primaveril, inícios de Maio, à data da foto.

Um festival de cor, aguardando inspirado pintor!

E, por pintura, aprecie a foto seguinte.

Campo de boninas. Foto original. 2021. 05. jpg

Ainda as célebres boninas amarelas, compondo uma verdadeira tela impressionista. Na mesma vertente da Serra, mas no lado noroeste. Uma explosão dourada, descendo na direção do Boi D’Água.

Este é um dos aspetos que apreciamos na Cidade e que é um privilégio, que nem todas as localidades possuem. Percorrer a Serra, enquanto é Primavera, que vindo o Verão, o calor não convida tanto a passeios.

Enquanto é tempo, relaxa-se, faz-se exercício, observam-se paisagens lindas, a Natureza e a Cidade irmanadas. Manda-se o confinamento “às malvas”. (Que também se observam estas plantas, frise-se!)

Realizado o passeio pela Serra, descendo à Cidade, pela Avenida Pio XII, deparam-se-nos as imagens seguintes. Contrastantes com as anteriores.

Foto Original. 2021. 05. jpg

Tanto lixo!

Foto original. 2021. 05. jpg

Justificável?!

De modo algum!

Foto Original. 2021. 05. jpg

E se lhe disser que, no espaço para além do gradeamento, se situa o Hospital?!

Ainda mais chocado/a ficará, certamente.

E, se frisar que, nessa Avenida, nesse mesmo lado do passeio, existem dois conjuntos de contentores para lixos recicláveis e para lixo comum?!

Parece impossível, não acha?!

E quem serão os/as autores/as?! Talvez “artistas”, julgando-se supostamente produtores de alguma obra de “trash art”! Digo eu, sei lá!

Serão certamente transeuntes que por ali passam, provavelmente muitos dirigindo-se ou vindo dos serviços hospitalares, que por aí se acede ou provem das urgências. Pessoal indo ou vindo do centro comercial. Outros que me escapam, certamente.

Mas que não é bem feito, não é.

Mas esta situação é específica da Cidade?

De modo algum! É, infelizmente, por demais recorrente por este nosso País e pelo Mundo afora.

Cidade vista da Serra. Foto original. 2021. 05. jpg

Às vezes sinto que há quem não mereça a beleza de País que temos. Nem a riqueza do nosso querido Planeta Azul!

 

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