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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Pisão – Portalegre – Portugal – Poesia!

Celebrou-se, ontem, o "Dia de Portugal"!

 

Das Comunidades Portuguesas! Da Portugalidade! Das Portugalidades! Da Diáspora Portuguesa! Das Comunidades de Língua Portuguesa! Da nossa Língua como Pátria, ou Mátria. De Luís Vaz de Camões. Do Grande Camões! Da Poesia, e porque não?!

(Tudo isto digo eu, acrescentando ou sublinhando o(s) verdadeiro(s) significado(s) desta data comemorativa, evocativa, celebrativa! Que não sei se são todas estas as significações… Mas eu resolvo comemora-las!)

E, hoje?! Após a deslocação dos holofotes mediáticos, a recolha dos restos / lixos, que sempre ficam após concentrações populacionais?!

É ou não também Dia de Portugal?!

 

Portalegre. Foto original. 2015. jpg

 

 

Por acaso, ou talvez não, esta data foi escolhida para ser celebrada precisamente em Portalegre. Em Portalegre, Cidade…! E também em Mindelo – Cabo Verde.

 

Não pude estar presente. Não tenho o dom da ubiquidade. Optei por estar na APP – Poesia, na Sede, onde foi lançada, em Portugal, a Antologia de Poesia Luso Brasileira: “Encontro além – mar – Brasil Portugal, Antologia Literária – Editora In House- Jundiaí - 2019”.

Uma forma muitíssimo digna de celebrar / comemorar todos os Valores consignados no primeiro parágrafo.

Houve Poesia! Dita, lida, declamada, cantada. Congratulações à APP, aos sócios que compareceram, que participaram. À sua Direção. Aos Organizadores da Antologia, no Brasil e em Portugal!  “Antologia…é um sonho realizado”.

 

E o Pisão?! Já lá vamos…

 

Não sei se a propósito ou despropósito, uns dias antes de se iniciarem as Comemorações em Portalegre, foi anunciado por um Senhor do Governo que a celebérrima Barragem do Pisão iria ser construída. Com várias funcionalidades, e estaria concluída lá para 2027!

Questionar-me-á: Mas que raio de barragem é essa?!

Bem! Há sessenta anos que eu ouço falar nessa barragem. Em criança ainda, lembro-me de ouvir dizer que iria ser construída uma barragem na Ribeira de Seda e que uma aldeia iria ficar submersa… Precisamente a aldeia do Pisão, no concelho do Crato, distrito de Portalegre. Isto ainda antes de setenta e quatro, no enquadramento das obras do Estado Novo, dos anos cinquenta e sessenta, em que se construíram muitas barragens por esse País fora, em que a do Pisão também fora projetada, e a também celebérrima do Alqueva. (Essa, entretanto construída e em funcionamento.)

A do Pisão foi sempre sendo protelada, periodicamente prometida e propalada, já depois de setenta e quatro e por várias governações, de diversas orientações partidárias.

Em 2019, precisamente antes do 10 de Junho… a celebrar em Portalegre, volta a ser prometida!

 

(Peculiar correlação entre as diversas variáveis de tempo, espaço, contexto, e agenda política!)

 

Eu, cá por mim, sou como São Tomé! Ver para crer!

 

E, já que celebramos a Poesia, sempre…remeto para… Promessas…

E o Chalet… ali ao pé!

Poesia e Arte – SCALA – Almada / Cova da Piedade

 

Chalet. Cova Piedade. Foto Original. 20181212. jpg

 

Volto ao blogue! E à frequência das atividades de Poesia! No passado mês, faltei a quase todas as atividades poéticas. Neste, pelo menos já consegui frequentar duas atividades da SCALA – Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada.

Atividades integradas em “Almada com vida”, em que “A SCALA participa e faz parte da organização deste acontecimento.”

 

Dia 6 - 5ª feira, na “Associação Almada Mundo” - Av. Capitães de Abril, Cova da Piedade, entre outras atividades a que não assisti, houve “Dizer Poesia”. E quem disse?! João Franco, um poema de Fernando Pessoa; Maria Gertrudes Novais “Aprender a crescer”, de sua autoria e este cronista: “Selfie  – Selfish”! É sempre um enorme prazer participar na divulgação de Poesia, em camaradagem com os Poetas, Poetisas, Dizedores, da SCALA. Tenho dito! E é sempre importantíssima a divulgação da Poesia. E, neste campo, que é o que melhor conheço, porque mais me toca, mas também noutros, a SCALA desenvolve um excelente trabalho. Friso!

 

Dia 7 – 6ª feira – Jardim da Cova da Piedade – Coreto: Poesia e Arte, Dança e Música. Parceria entre a USALMA e a SCALA.

 

Poesia, por Poetas da USALMA e da SCALA.

Rosa Lage – “Almada já és cidade”, de sua autoria.

Luís Alves – “Camões” e “Entre o tudo e o nada”, de sua autoria e “Toada de Portalegre”, José Régio.

Maria Gertrudes Novais – “Planície” e “Caminhada”, de sua autoria.

João Franco – “Cântico Negro”, José Régio e “Sou português aqui”, José Fanha.

 

Este cronista não participou, como previamente dera conhecimento. Mas fiz questão de estar presente, solidarizando-me com os valentes e destemidos que ousam “Dizer Poesia” na Rua!

Não sou especialmente adepto de dizer poesia na rua. Acho que há demasiados “ruídos” no processo de comunicação. (Já a 21 de Março, em Portalegre, participei no evento de “Momentos de Poesia, evocando José Régio, pelas ruas da cidade que o Poeta calcorreou, mas não disse poesia na rua. Disse, mas nos Cafés: Central e José Régio”, evocando o Poeta.)

Mas acho importante fazer a divulgação da Poesia! E o que penso não desvaloriza a ação, nem da SCALA nem dos Poetas! Muitíssimo pelo contrário! Reconheço-lhes o valor e o mérito e felicito-os pela iniciativa e participação. E, por demais, Obrigado, porque estou sempre aprendendo com outros Poetas e Poetisas!

 

Da USALMA, também houve atuação das Danças do Mundo, do Rancho e do Grupo de Concertinas.

E que bonitas foram as danças e o toque das concertinas!

E que bonita é a cooperação entre várias Entidades, Associações, Grupos Culturais de Almada!

Parabéns à SCALA, à Associação Almada Mundo, à USALMA!

 

Todas estas ações decorreram enquadradas numa feira, digamos de “antiguidades / vintage”, que acontece semanalmente no espaço referido.

Chalet Cova Piedade DAPL 2014.jpg

 

E as fotos do “Chalet”: A primeira, como está atualmente. Foto de 2018. A segunda, de 2014. Apresentei esta foto no blogue em dois posts anteriores: 07/06/2015 e 14/01/2016.

(A conclusão das obras do “Chalet” terá ocorrido em 2018, atual vereação, mas o seu início e tudo o que lhes é concernente, provem da vereação anterior. Atualmente, segundo me informaram, funcionam aí serviços da Presidência! Ironias do Destino! Dia 24 – Feriado Municipal estará aberto ao público!)

 

Eleições Europeias: 2019 - Maio - 26 (Rescaldo!)

Conversas de Francisco (II)

 

Destacar o valor elevado da abstenção em Portugal: 68,63% - Participação: 31,01%!

Portugal teve a 6ª mais baixa participação percentual de votantes. (Valores absolutos: 3.312.698 votantes, em 10.560.372 inscritos!)

(Resulta que se as percentagens fossem calculadas face ao número de inscritos e não sobre o nº de votantes, os valores percentuais obtidos por cada partido seriam substancialmente menores. Eram reduzidos sensivelmente a um terço!

Sim! Porque abster-se é também uma forma de votar. Não Votando!)

 

Mais baixa participação percentual: Eslováquia, Eslovénia, República Checa, Croácia, e Bulgária. Curiosamente, todos países da antiga “Cortina de Ferro”.

Com as taxas mais elevadas de participação: Bélgica e Luxemburgo, acima de 80% (voto obrigatório) e Malta (72%).

Portugal elegeu 21 deputados num total de 751 eurodeputados! Quase uma gota de água no oceano global do Parlamento Europeu.

 

Como melhorar a participação cívica dos portugueses?

 

Uma mudança da postura dos partidos é de todo conveniente.

Maior enfoque na problemática europeia e menos nas questões nacionais.

Mas fazerem entender como a Europa é determinante nas políticas nacionais.

Colocarem completamente de parte as questiúnculas partidárias sem qualquer sentido, nestas e em quaisquer outras eleições.

Apresentarem uma maior coesão interpartidária nacional. Sim! Porque vinte e um (21), em setecentos e cinquenta e um (751), é um verdadeiro 31!

Fazerem entender que a participação é relevante e determinante nas futuras escolhas e decisões da União.

Abordarem as questões fundamentais na coesão europeia, na importância dessa União Europeia, os Valores fundamentais da Europa, em que a PAZ e a sua salvaguarda é primordial!

A importância da Solidariedade, a construção de uma Europa Social. A promoção da Dignidade Humana, de uma Cidadania ativa. A estruturação de uma Europa ao serviço das Pessoas e não do Dinheiro!

A imprescindibilidade da livre circulação de Pessoas, Bens, Serviços, Capitais.

A relevância dos problemas ambientais, das alterações climáticas.

A importância da Europa Unida, face a outros blocos económicos e políticos: EUA, Rússia, China.

O consequente distanciamento dos partidos portugueses face nomeadamente a estes blocos é imprescindível. E, de facto, alguns partidos não fazem essa distanciação suficientemente clara face a alguns desses blocos.

 

(Não falo nas “jogadas” subjacentes às escolhas ou não escolhas dos vários candidatos nos vários partidos.

Será de todo conveniente que essas escolhas sejam mais transparentes, menos de compadrios e amizades, menos de favorecimentos pessoais, mais no interesse de Portugal, menos no interesse específico do partido, para que seja possível acreditar que vale a pena ir votar!

Mas isto é como “chover no molhado”’?!

Será?!

Ainda quero acreditar que não seja!)

E, refletindo, pondo a mão na consciência, vale a pena andarem a lançar foguetes ao ar?!

 

E, já agora… Mas que contradança é aquela dos ingleses?! Não atam nem desatam… E ainda foram eleger deputados, para quê, se se vão embora?!

Uma verdadeira vergonha!

Querem sair, mas ficar, com todos os benefícios do ficar! Brexit and Remain!

Não faz sentido uma Inglaterra fora da União. E digo Inglaterra propositadamente, porque foi essa nação, não sei se estado, que fundamentalmente votou sair, “Brexit”!

 

As minhas conversas dão sempre pano para mangas! E ainda me fica para falar da Eurovisão. E do Futebol!

 

Jogos de Poder – Final 1ª Temporada

Jeux d’influence - Série Europeia

Série Francesa – RTP 2

Episódio 8 – 5ª feira – 2 de Maio

 

Finalizou a primeira temporada desta interessante série francesa, em exibição na RTP2, na sequência de muitas outras, igualmente bastante importantes, que têm sido apresentadas, que tenho visualizado, embora nem sempre tenha tido ocasião de escrever sobre elas.

 

O político em ascensão, Guillaume Delpierre, subiu mesmo na hierarquia ministerial. Foi convidado pelo Primeiro – Ministro, para Ministro da Agricultura. Aceitou, mas frisou que não vai servir os interesses das agroquímicas. Já serviu! Que ao incluir a cláusula de que o prazo para a proibição do Lymitrol é prorrogado por 24 meses, já se agachou perante a Saskia. Fez o que eles queriam, cedeu-lhes às chantagens e ameaças, proporcionou-lhes tempo para escoarem o produto e prepararem a entrada do Edenax no mercado.

Não sei se daí tirará algum dividendo ou se agarrou mais um espinho para se picar, mais uma rede para se prender!

 

O agricultor, Michel Villeneuve, conseguiu o objetivo: o seu caso irá a julgamento. É uma vitória, só por si e desde já, pois haverá a possibilidade de, através do julgamento, provavelmente mediático, serem divulgadas todas as tramoias da Saskia e Bowman, e a perigosidade dos produtos no mercado e do tipo de agricultura que os serve. Equaciona com o filho a possibilidade de se dedicar à agricultura em modo biológico, como este vem pretendendo.

 

A jornalista, Claire Lansel, conseguiu, com persistência e sageza, contornar as ameaças de Bowman, entrar em contacto com vítimas das chantagens da Saskia, Sorensen e o cientista, e envolve-los numa possível incriminação da empresa produtora do pesticida.

Deram a conhecer a situação, longe de tudo e de todos, com muita discrição e receio, à mulher de Didier, mãe de Chloé, explicando preto no branco o que acontecera com o marido, o que estava a acontecer à filha. Após a respetiva retirada da clínica e com a sua ajuda e do irmão, a mulher apresentou queixa pelo assassinato do marido.

 

Previamente, enfrentou Andrew Percy, com a gravação do telefonema do marido, Didier, antes de morrer, para o colega e supostamente amigo, Andrew, altamente comprometedora para este. Na presença de Bowman!

Mais tarde, este raposão matreiro, no habitual almoço de chefões, apresentaria a carta de demissão da Saskia para Andrew assinar. Este riu-se cinicamente, levantou-se da mesa e foi-se embora.

 

(Chamem a esta gente, “Grupos de Pressão”, “Lobbies”, “Gabinetes de Consultoria”… Designem o que fazem como lobbying…consultoria… Nomeiem-nos como quiserem! O que realmente fazem?!

Crime! Crime de colarinho branco, o mais difícil de levar a Tribunal e condenar! Principalmente, porque envolve gente de poder e de dinheiro. Dinheiro que tudo compra!)

 

E Romain Corso?! Após se ter desligado do seu mentor, Delpierre, voltou a meter-se nas drogas, mas… reencontrou-se com Claire!

 

Está tudo em aberto para uma segunda temporada, que não sei se prosseguiu ou não, que não tenho tido possibilidade de aceder à TV!

 

Jogos de Poder - Problemáticas Ambientais!

Jogos de Poder - Jeux d’influence

Séries Europeias

Série Francesa – RTP 2

Episódio 6 – 3ª feira – 30 de Abril

Caro/a Leitor/a,

Viu o sexto episódio?

Andrew Percy tem muitíssimo que contar. Que ele é o chefão!

Que cinismo! Que crueldade, a forma como trataram Chloé, como enredam Claire, como gozam com a desgraça de Villeneuve!

Poderosos, com dinheiro, com influência, põem ao seu serviço, do vil metal, do lucro, os mais diversos profissionais. Advogados, Médicos, Enfermeiros, Psicólogos, Cientistas… faltam à Verdade, para servirem o Dinheiro!

Que deveriam agir com isenção, com inteligência, com humanismo, com seriedade, em defesa da Verdade, dos desprotegidos, dos mais fracos e, em última instância, deles próprios.

 

Sim! Porque estas problemáticas ambientais, dos produtos tóxicos, que degradam o mundo em que vivemos, afetam-nos a todos, de uma maneira ou outra, mais tarde ou mais cedo. Que o Mundo, a Terra é apenas uma e todos os seus elementos em relação umbilical: Terra, Mar e Ar!

Ainda que haja muita gente, em torres de marfim, que se acha acima e para além de todas as desgraças que afetam os Outros.

 

É imperioso e urgente uma atenção redobrada aos problemas do Ambiente!

 

E, Caro/a Leitor/a, esta, hoje, é a crónica possível sobre o episódio desta importantíssima série francesa.

Continue a visualizar, S. F. F.

Obrigado!

Jogos de Poder - Jeux d’influence

Séries Europeias

Série Francesa – RTP 2

 

Mais uma excelente série na RTP 2. Esta sobre as problemáticas do meio ambiente, o uso de pesticidas na agricultura, com vista ao aumento da produção e consequente geração de lucros para as empresas produtoras dos agroquímicos, sem ter em conta os malefícios para o ser humano, outros seres vivos, as plantas, a própria terra, que vai sendo irremediavelmente destruída pela acumulação de detritos residuais e consequente alteração dos solos.

Vê isso tudo na série?! Perguntar-me-á. (…)

Este é o cerne da questão tão acutilante e atual, infelizmente, mas que nem damos por ela, tão assoberbados pelos nossos dias de alienação mediática e virtual.

Estamos a ser alimentados, diariamente, por produtos geneticamente modificados, carregados de pesticidas nocivos. Desenvolvendo nos seres humanos, doenças cada vez mais incuráveis, o cancro, a mais perniciosa, por demais frequente.

 

O/A caro/a Leitor/a já reparou que as empresas produtoras dos agro químicos, dos pesticidas, são as mesmas que produzem os medicamentos?! Pode pesquisar, SFF.

Carregar nos pesticidas, para aumentar a produção (tanto desperdício alimentar!), desenvolvimento de doenças, e lá vem a medicamentação para as hipotéticas curas. Ganham, ganham nos dois carrinhos, como diz o aforismo.

 

Mas que tem isso a ver com a Série?!

Se visualizar, poderá fazer a sua própria leitura.

Iniciou-se a 23 de Abril, faz hoje oito dias, irá para o sexto episódio, esta noite, pouco depois das vinte e duas, na RTP2.

 

A ação decorre nos tempos atuais, em França, predominantemente no Norte agrícola, região próxima da Bélgica.

Um casal de agricultores, na casa dos cinquenta, com um filho, cerca de vinte anos, em que o chefe de família, Michel Villeneuve, já desenvolveu uma leucemia. Há inúmeros casos semelhantes na região, entre agricultores, a maioria já falecidos relativamente novos, na sequência de cancros.

Um político em ascensão, Guillaume Delpierre, familiar do agricultor, na casa dos quarenta, empenhado na criação de legislação que proíba um pesticida grandemente usado na região em causa. Coadjuvado pelo seu assessor, mais jovem, conseguiu ser nomeado relator da nova Lei - Quadro da Agricultura. Vai ter que remar contra tudo e todos, que os interesses contraditórios e instalados são mais que muitos. Nomeadamente no seu próprio partido, no poder, que não consegui ainda perceber qual é.

A empresa produtora do agroquímico, Saskia, que tudo faz para manter a autorização de produção e venda do famigerado produto químico, Lymitrol. No 1º episódio faleceu o respetivo diretor de marketing, Didier Forrest, supostamente de suicídio. A narrativa tem prosseguido na investigação através do papel desempenhado pela filha, Chloé e tudo parece indicar que as causas terão sido outras. Consequência das pesquisas que ele vinha realizando sobre a toxicidade do produto.

Uma firma de “consultores”, “Cabinet Bowman”, sobrenome do proprietário principal, Mathiew Bowman, que juntamente com o coadjutor - sócio, Christophe, são uma espécie de Mefistófeles, que não passam de criminosos de colarinho branco, que não hesitam nos meios para atingirem os fins, que assentam na manutenção da produção, venda, comercialização, utilização indiscriminada dos produtos químicos na agricultura. E na promoção de novo químico, Edenax, valendo tudo para o implantar no mercado!...

 

Uma ex- jornalista, Claire Lansel, contratada a peso de ouro, por Bowman, para fazer lobby em todos os contextos possíveis para que eles alcancem os seus objetivos. Quase vendeu a alma ao diabo, mas, como jornalista, gradualmente foi tomando consciência da perniciosidade das respetivas ações, com a ajuda de Chloé, filha de Didier. Expõem-se ambas a grande perigo, que o adjunto de Mefistófeles / Bowman descobriu que ela os anda a enganar e, depreende-se que lhe vai lavrar sentença de morte.

Aguardemos, que será hoje, no episódio desta noite, que o possível desenlace narrativo se irá concretizar.

E, como sempre, fica imensíssimo por contar…. Muitíssimo!

(Tanto no conteúdo, como na narrativa, nos personagens… Há um Andrew Percy, supostamente amigo de Didier Forrest, e seu colega na Saskia, que tem muito ainda que contar.

E Chloé, está-lhe no encalço…)

 

E, como sabe, quando conto um conto, acrescento sempre um ou mais pontos… E omito outros!

 

Conversas de Francisco (I)

“XICO TALKS – 2ª Edição”

 

No âmbito das atividades desenvolvidas no contexto da Exposição “Time Capsule”, organização de Agrupamento de Escolas Francisco Simões - Almada, Curso Profissional de Técnico de Multimédia, e sediada na Oficina de Cultura, realizou-se dia seis, sábado, uma conferência, batizada “Xico Talks”, já numa 2ª edição.

 

Temática genérica: como é que cada conferencista a partir do presente e com base na sua formação sócio- profissional, académica, experiência e visão pessoal da realidade se projeta e especula sobre o futuro daqui a vinte e cinco anos.

Excelentes conferencistas, que num discurso marcado e impregnado do conhecimento, saber, sabedoria; determinados pela sua formação / formações, científicas, técnicas, humanas, nos apresentaram as suas visões, perspetivas sobre esse(s) hipotético(s) futuro(s) - sempre assentes no presente das suas próprias vivências e experiências, partindo do particular para o geral, numa perspetiva alargada de Conhecimento. Com discurso acessível e apelativo, em narrativas compreensíveis à maioria dos circunstantes e presentes. (Digo eu!)

 

A Exposição estruturava-se em dez “instalações”, a saber: “Time Capsule”, “Tão Perto & Longe”, “Corpus Keramikós”, “ Loja Euro”, “Ceci n’est pas une…”,  “Loki”, “Era uma vez a Entropia”, “Mateus 6:34”, “Lápis azul insciente”, “Filhos de Mandelbrot”.

Teria sido interessante que tivesse visitado a Exposição… que não vou poder descrever cada uma das instalações. A Organização produziu uma brochura A4, em português e inglês, explicativa. Talvez disponham de algum exemplar…

 

Também era proposto aos visitantes que num postal, destinado para o efeito, descrevessem as suas projeções sobre o futuro ou as suas perceções sobre o presente, de modo a serem hipoteticamente lidas no futuro, daqui a 25 anos, em 2044.

Esses postais terão sido colocados na cápsula, juntamente com os diversos registos da Exposição, em diferentes suportes comunicacionais. Não assisti a esta parte do evento no domingo, conforme era previsto, que não se realizou, pelo menos enquanto estive, até ao comensal. Ter-se-á concretizado hoje, 2ª feira, dia oito!

 

E o que é que deixei para a posteridade?!

Poesia! “O Menino / o Futuro morre na praia!”; “Meu amor do facebook” e “Selfie!”.

Lendo os poemas percebe-se o sentido dessa documentação. Daqui a 25 anos, como serão equacionadas, perspetivadas estas situações explanadas nos poemas?

A questão dos refugiados / migrantes como terá sido resolvida?! Haverá facebook? E telemóveis? E selfies?! E os blogues?! E os computadores?! Como se processará a comunicação?! E o Amor?! (… … ??!!) E as guerras terão acabado?!

 

E a propósito de Francisco… e dos refugiados… O atualmente mais importante Francisco à face da Terra, acho eu, disse há dias, que a Europa, suponho que de Leste a Oeste e os Estados Unidos da América são os principais culpados dos milhares de mortes inocentes que ocorrem "em países de guerra, como é o caso da Síria, Yemen, Afeganistão". Porque são os produtores de armas, fornecedores e distribuidores, vendedores do armamento que alimenta essas disputas, na maioria sem sentido!

O que é inteiramente verdade, ainda que não totalmente. Que vários países desse espaço geográfico, as várias potências regionais da zona, são tão igualmente responsáveis por essas guerras. Os dirigentes desses mesmos países, os “senhores da guerra”, o dinheiro que alimenta as fábricas, os negócios… as guerras, e que muitas vezes tem origens completamente insuspeitadas!

Mas é muitíssimo importante que Francisco I, Papa, diga e frise essas denúncias perante o Mundo!

Cápsula do Tempo – Oficina de Cultura – Almada

“Time Capsule”

Agrupamento de Escolas Francisco Simões

Curso Profissional de Técnico de Multimédia

 

“Uma Cápsula do Tempo é um recipiente especialmente preparado para armazenar objetos ou informações com o objetivo que eles possam ser encontrados pelas gerações futuras. Tal expressão começou a ser utilizada a partir de 1937.” In. Wikipédia.

 

Terminou ontem, domingo dia sete, a Exposição “Time Capsule” na Oficina de Cultura, em Almada. Uma das muito excelentes exposições ocorridas neste espaço cultural da Cidade. Esta, até ao momento, a Exposição mais visitada neste ano.

No encerramento, muita gente, muitos alunos e pais, professores e outras personalidades.

Encerrada a exposição, mas não a cápsula nem o respetivo enterramento, que não havia técnicos da Câmara para a realização dessas tarefas, que era domingo, à noite, fora dos respetivos horários... Essas tarefas terão ocorrido hoje, 2ª feira, não sei a que horas que, ontem, o coordenador, Professor Américo Jones, a alma – mater deste evento cultural, ainda não sabia.

 

A Exposição de Multimédia, englobada em “Março à Solta – 2019”, realizada de 22 de Março a 7 de Abril, tem a sua génese e construção a partir do Agrupamento de Escolas Francisco Simões – Curso Profissional de Técnico de Multimédia, integrante do trabalho desenvolvido por Alunos e Professores, no âmbito das atividades e funcionamento dos Cursos Profissionais e especificamente, do citado Curso.

Na finalização, entre várias personalidades presentes, vários participantes de algumas das atividades de dias anteriores da Expo. E, peculiaridade desta Escola, houve a presença do respetivo Patrono: o escultor Francisco Simões. Nem mais nem por menos! Que Escola poderá presenciar António Gedeão, Elias Garcia, Romeu Correia, Alexandre Castanheira, Cristóvão Falcão, Mouzinho da Silveira, Pedro Nunes; São Lourenço (?!)… Sem falarmos em José Régio, este, perfazendo cinquenta anos de falecido, e premente de ser lembrado, evocado, comemorado!

Pois, neste encerramento, também lugar à degustação de bolos e acepipes, confecionados por alunos e pais e oferecidos aos visitantes. Serviço esmerado dos Alunos do Curso Profissional de Turismo e seus Professores.

(Todos, evidentemente trabalhando fora do seu horário!

E surge-me uma entre várias questões:

- Como traduzem os professores todas estas atividades, funcionalidades, especificidades, na avaliação dos respetivos alunos?)

 

(E, a propósito de personalidades, personagens… também a peculiar presença de uma senhora, frequente em eventos culturais da Cidade, que logo se instalou bem visível, junto ao palco e à cápsula e que tanto incomoda o sentido do olfato de qualquer outro visitante, seja nestas ocorrências, seja no metro…

Em Almada, circulam vários personagens assim, meio desequilibrados, “encerrados na sua cápsula do tempo”, que precisam de uma ajuda urgente das Entidades competentes para estas situações. Que não são assim tantos e a Cidade não é assim tão grande… Um alerta de ajuda para estas Pessoas!)

Conan Osíris – Eurovisão: Sim ou Não?

Uma crónica ou uma sugestão?

E uma pitada de ironia!

 

Circulam pedidos para que Conan Osíris não vá representar Portugal na Eurovisão, em Israel.

Deverá o cantor aceder a esses pedidos? Sim? Não?

 

Penso que, primordialmente, essa decisão deverá pertencer ao próprio, condicionado obviamente pelos acordos ou compromissos que tenha com as instituições que representa e a que está conectado. E obviamente também ao bailarino com quem contracena.

Do meu ponto de vista, acho que deverá ir. Mas tomando uma atitude adequada face às situações invocadas, mas in loco. Terá muito mais impacto global, do que se desistir.

E como?!

 

De uma forma relativamente simples.

Usando apenas os recursos disponíveis, nem precisa de verbalizar sobre o assunto. (Aliás, o artista não é de grandes falas, a canção também tem poucas palavras e quem percebe o português?).

Bastará a coreografia, a encenação, as roupas a utilizar e o recurso a quatro cores fundamentais, duas das quais usaram no vestuário em Portugal. Depois é jogar com a combinação, a improvisação e o inesperado. Proceder como fazem os futebolistas.

E a mensagem visual passará, desde que a articulação seja bem feita, e com dificuldade de lhe pegarem por “intervir politicamente” e o desclassificarem.

Mas a mensagem passará. Para bom entendedor… uma boa imagem, bem estruturada e organizada, bastará.

Como?!

Bem, essa parte terá que ficar em segredo e só os próprios envolvidos dela poderão ter conhecimento.

Mas que devem agir, do modo que melhor acharem, no sentido de reprovarem o regime, devem!

 

(P. S. – Se não entenderem o que quero transmitir, perguntem-me, que explicarei melhor.)

 

*******

 

E o capricho da Dona Mandona?!

Pois!... Cá por mim, não só poderia levar o cavalo, ademais de puro-sangue português, mas também um elefante, o que tocava a sineta no Jardim Zoológico, que não sei se ainda é vivo ou não. Até poderia levar uma manada de vacas barrosãs a calcorrearem as ruas íngremes de Sintra!

A Dona Mandona, era só mandar! Pedido feito, pedido aceite. Pedido tal, seria uma ordem!

Portalegre: Na encosta, ridente alegria…

Foto original DAPL. 2018. jpg

 

Portalegre, “Momentos de Poesia” e Régio

 

JOSÉ RÉGIO (Vila do Conde, 1901 – 1969), pseudónimo de José Maria dos Reis Pereira, viveu grande parte da sua vida em Portalegre, onde foi Professor de Português e Francês, no antigo Liceu Nacional, de 1929 a 1962, ano em que se aposentou. Manteve-se na Cidade até 1966, regressando a Vila do Conde, sua terra natal, onde viria a falecer em 1969.

Está indubitavelmente ligado à Cidade e esta, a Régio. A sua ação cívica na Cidade e no País foi, todavia, bem mais vasta do que a sua condição de Professor e Poeta, per si e só por si certamente bem importantes.

Comemoram-se este ano cinquenta anos da sua morte.

 

Momentos de Poesia que, desde 2006, vem desenvolvendo na “Cidade de Régio” um trabalho altamente meritório na divulgação da Poesia, dedicou o seu último evento poético, precisamente ao Poeta supracitado. No dia 21 de Março, “Dia Mundial da Poesia”, a partir das dezasseis e trinta, cerca de trinta pessoas percorreram as ruas da Cidade, desde a Praça da República, até ao Tarro, calcorreando a vulgarmente conhecida por “Rua do Comércio”. Num périplo por locais e espaços frequentados pelo Poeta, alguns emblemáticos e marcantes, como o Café Alentejano, o Central, o atual Café José Régio. Aí, disseram, declamaram, leram a Poesia de Régio.

Previamente a Organização do evento distribuíra e afixara cartazes com vários poemas do Autor, nas mais diversas lojas e comércios das ruas previstas de percorrer. Deste modo, o Poeta, a sua Poesia foram devidamente divulgados entre os transeuntes, os passantes, que os textos estavam nas montras, vários dias antes.

Também nos locais onde havia um cartaz com um poema, um elemento da comitiva lia esse mesmo poema na rua. Houve “Poesia na Rua”! Cantou-se o hino de “Momentos”!

Iniciativa de valor, esta. Parabéns à Organização. A todos os Participantes.

E Obrigado também!

 

Integrei-me na comitiva já ela vinha frente ao Conservatório. Acompanhei, ouvi, escutei, observei e gostei. E também participei!

E li os sonetos “Boneco Desfeito”, no Café Central e “Filho do Homem”, no Café José Régio.

E novamente Obrigado a Drª Deolinda Milhano e à Organização do evento, pelo trabalho de divulgação da Poesia de tão insigne Poeta e pela oportunidade de podermos também ter participação na efeméride.

Que assim também concretizei um dos meus objetivos para este ano. Que foi “Dizer Poesia” de um Poeta consagrado, ademais José Régio, um dos meus Poetas preferidos. E na sua Cidade… E no Café onde realizou tertúlia, tantos anos…

 

E ocorre-me perguntar:

E Portalegre, Cidade… oficialmente, como vai comemorar o Poeta e a sua Poesia?! (Pelo menos esta sua faceta, sem dúvida uma das mais conhecidas.)

Há uma ligação tão forte, tão marcante, entre Poeta e Cidade, que certamente existirão atividades. Que poderão envolver múltiplas e diversificadas entidades…

A Cidade ganharia muito em aproveitar esta “riqueza, recurso”, sei lá como designar, valor imaterial, que é potenciar globalmente a “Marca Régio” na Cidade. Tenho dito!

 

(A Rua, melhor, Ruas, ainda vulgarmente designadas de “Comércio”, já o tiveram, o comércio. Que este, hoje, se concentra quase exclusivamente fora dos espaços tradicionais. Decisões políticas tomadas há anos… cujas consequências se vivem, atualmente, numa cidade moribunda no seu miolo tradicional…

E soube, à saída do Café com o nome do Poeta, que havia outro evento simultâneo na “Velha Casa”. É caso para dizer que antes dois eventos, que nenhum… Mas alguma coordenação seria importante. Digo eu!)

 

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