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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Conversas de Francisco (I)

“XICO TALKS – 2ª Edição”

 

No âmbito das atividades desenvolvidas no contexto da Exposição “Time Capsule”, organização de Agrupamento de Escolas Francisco Simões - Almada, Curso Profissional de Técnico de Multimédia, e sediada na Oficina de Cultura, realizou-se dia seis, sábado, uma conferência, batizada “Xico Talks”, já numa 2ª edição.

 

Temática genérica: como é que cada conferencista a partir do presente e com base na sua formação sócio- profissional, académica, experiência e visão pessoal da realidade se projeta e especula sobre o futuro daqui a vinte e cinco anos.

Excelentes conferencistas, que num discurso marcado e impregnado do conhecimento, saber, sabedoria; determinados pela sua formação / formações, científicas, técnicas, humanas, nos apresentaram as suas visões, perspetivas sobre esse(s) hipotético(s) futuro(s) - sempre assentes no presente das suas próprias vivências e experiências, partindo do particular para o geral, numa perspetiva alargada de Conhecimento. Com discurso acessível e apelativo, em narrativas compreensíveis à maioria dos circunstantes e presentes. (Digo eu!)

 

A Exposição estruturava-se em dez “instalações”, a saber: “Time Capsule”, “Tão Perto & Longe”, “Corpus Keramikós”, “ Loja Euro”, “Ceci n’est pas une…”,  “Loki”, “Era uma vez a Entropia”, “Mateus 6:34”, “Lápis azul insciente”, “Filhos de Mandelbrot”.

Teria sido interessante que tivesse visitado a Exposição… que não vou poder descrever cada uma das instalações. A Organização produziu uma brochura A4, em português e inglês, explicativa. Talvez disponham de algum exemplar…

 

Também era proposto aos visitantes que num postal, destinado para o efeito, descrevessem as suas projeções sobre o futuro ou as suas perceções sobre o presente, de modo a serem hipoteticamente lidas no futuro, daqui a 25 anos, em 2044.

Esses postais terão sido colocados na cápsula, juntamente com os diversos registos da Exposição, em diferentes suportes comunicacionais. Não assisti a esta parte do evento no domingo, conforme era previsto, que não se realizou, pelo menos enquanto estive, até ao comensal. Ter-se-á concretizado hoje, 2ª feira, dia oito!

 

E o que é que deixei para a posteridade?!

Poesia! “O Menino / o Futuro morre na praia!”; “Meu amor do facebook” e “Selfie!”.

Lendo os poemas percebe-se o sentido dessa documentação. Daqui a 25 anos, como serão equacionadas, perspetivadas estas situações explanadas nos poemas?

A questão dos refugiados / migrantes como terá sido resolvida?! Haverá facebook? E telemóveis? E selfies?! E os blogues?! E os computadores?! Como se processará a comunicação?! E o Amor?! (… … ??!!) E as guerras terão acabado?!

 

E a propósito de Francisco… e dos refugiados… O atualmente mais importante Francisco à face da Terra, acho eu, disse há dias, que a Europa, suponho que de Leste a Oeste e os Estados Unidos da América são os principais culpados dos milhares de mortes inocentes que ocorrem "em países de guerra, como é o caso da Síria, Yemen, Afeganistão". Porque são os produtores de armas, fornecedores e distribuidores, vendedores do armamento que alimenta essas disputas, na maioria sem sentido!

O que é inteiramente verdade, ainda que não totalmente. Que vários países desse espaço geográfico, as várias potências regionais da zona, são tão igualmente responsáveis por essas guerras. Os dirigentes desses mesmos países, os “senhores da guerra”, o dinheiro que alimenta as fábricas, os negócios… as guerras, e que muitas vezes tem origens completamente insuspeitadas!

Mas é muitíssimo importante que Francisco I, Papa, diga e frise essas denúncias perante o Mundo!

Cápsula do Tempo – Oficina de Cultura – Almada

“Time Capsule”

Agrupamento de Escolas Francisco Simões

Curso Profissional de Técnico de Multimédia

 

“Uma Cápsula do Tempo é um recipiente especialmente preparado para armazenar objetos ou informações com o objetivo que eles possam ser encontrados pelas gerações futuras. Tal expressão começou a ser utilizada a partir de 1937.” In. Wikipédia.

 

Terminou ontem, domingo dia sete, a Exposição “Time Capsule” na Oficina de Cultura, em Almada. Uma das muito excelentes exposições ocorridas neste espaço cultural da Cidade. Esta, até ao momento, a Exposição mais visitada neste ano.

No encerramento, muita gente, muitos alunos e pais, professores e outras personalidades.

Encerrada a exposição, mas não a cápsula nem o respetivo enterramento, que não havia técnicos da Câmara para a realização dessas tarefas, que era domingo, à noite, fora dos respetivos horários... Essas tarefas terão ocorrido hoje, 2ª feira, não sei a que horas que, ontem, o coordenador, Professor Américo Jones, a alma – mater deste evento cultural, ainda não sabia.

 

A Exposição de Multimédia, englobada em “Março à Solta – 2019”, realizada de 22 de Março a 7 de Abril, tem a sua génese e construção a partir do Agrupamento de Escolas Francisco Simões – Curso Profissional de Técnico de Multimédia, integrante do trabalho desenvolvido por Alunos e Professores, no âmbito das atividades e funcionamento dos Cursos Profissionais e especificamente, do citado Curso.

Na finalização, entre várias personalidades presentes, vários participantes de algumas das atividades de dias anteriores da Expo. E, peculiaridade desta Escola, houve a presença do respetivo Patrono: o escultor Francisco Simões. Nem mais nem por menos! Que Escola poderá presenciar António Gedeão, Elias Garcia, Romeu Correia, Alexandre Castanheira, Cristóvão Falcão, Mouzinho da Silveira, Pedro Nunes; São Lourenço (?!)… Sem falarmos em José Régio, este, perfazendo cinquenta anos de falecido, e premente de ser lembrado, evocado, comemorado!

Pois, neste encerramento, também lugar à degustação de bolos e acepipes, confecionados por alunos e pais e oferecidos aos visitantes. Serviço esmerado dos Alunos do Curso Profissional de Turismo e seus Professores.

(Todos, evidentemente trabalhando fora do seu horário!

E surge-me uma entre várias questões:

- Como traduzem os professores todas estas atividades, funcionalidades, especificidades, na avaliação dos respetivos alunos?)

 

(E, a propósito de personalidades, personagens… também a peculiar presença de uma senhora, frequente em eventos culturais da Cidade, que logo se instalou bem visível, junto ao palco e à cápsula e que tanto incomoda o sentido do olfato de qualquer outro visitante, seja nestas ocorrências, seja no metro…

Em Almada, circulam vários personagens assim, meio desequilibrados, “encerrados na sua cápsula do tempo”, que precisam de uma ajuda urgente das Entidades competentes para estas situações. Que não são assim tantos e a Cidade não é assim tão grande… Um alerta de ajuda para estas Pessoas!)

Conan Osíris – Eurovisão: Sim ou Não?

Uma crónica ou uma sugestão?

E uma pitada de ironia!

 

Circulam pedidos para que Conan Osíris não vá representar Portugal na Eurovisão, em Israel.

Deverá o cantor aceder a esses pedidos? Sim? Não?

 

Penso que, primordialmente, essa decisão deverá pertencer ao próprio, condicionado obviamente pelos acordos ou compromissos que tenha com as instituições que representa e a que está conectado. E obviamente também ao bailarino com quem contracena.

Do meu ponto de vista, acho que deverá ir. Mas tomando uma atitude adequada face às situações invocadas, mas in loco. Terá muito mais impacto global, do que se desistir.

E como?!

 

De uma forma relativamente simples.

Usando apenas os recursos disponíveis, nem precisa de verbalizar sobre o assunto. (Aliás, o artista não é de grandes falas, a canção também tem poucas palavras e quem percebe o português?).

Bastará a coreografia, a encenação, as roupas a utilizar e o recurso a quatro cores fundamentais, duas das quais usaram no vestuário em Portugal. Depois é jogar com a combinação, a improvisação e o inesperado. Proceder como fazem os futebolistas.

E a mensagem visual passará, desde que a articulação seja bem feita, e com dificuldade de lhe pegarem por “intervir politicamente” e o desclassificarem.

Mas a mensagem passará. Para bom entendedor… uma boa imagem, bem estruturada e organizada, bastará.

Como?!

Bem, essa parte terá que ficar em segredo e só os próprios envolvidos dela poderão ter conhecimento.

Mas que devem agir, do modo que melhor acharem, no sentido de reprovarem o regime, devem!

 

(P. S. – Se não entenderem o que quero transmitir, perguntem-me, que explicarei melhor.)

 

*******

 

E o capricho da Dona Mandona?!

Pois!... Cá por mim, não só poderia levar o cavalo, ademais de puro-sangue português, mas também um elefante, o que tocava a sineta no Jardim Zoológico, que não sei se ainda é vivo ou não. Até poderia levar uma manada de vacas barrosãs a calcorrearem as ruas íngremes de Sintra!

A Dona Mandona, era só mandar! Pedido feito, pedido aceite. Pedido tal, seria uma ordem!

Portalegre: Na encosta, ridente alegria…

Foto original DAPL. 2018. jpg

 

Portalegre, “Momentos de Poesia” e Régio

 

JOSÉ RÉGIO (Vila do Conde, 1901 – 1969), pseudónimo de José Maria dos Reis Pereira, viveu grande parte da sua vida em Portalegre, onde foi Professor de Português e Francês, no antigo Liceu Nacional, de 1929 a 1962, ano em que se aposentou. Manteve-se na Cidade até 1966, regressando a Vila do Conde, sua terra natal, onde viria a falecer em 1969.

Está indubitavelmente ligado à Cidade e esta, a Régio. A sua ação cívica na Cidade e no País foi, todavia, bem mais vasta do que a sua condição de Professor e Poeta, per si e só por si certamente bem importantes.

Comemoram-se este ano cinquenta anos da sua morte.

 

Momentos de Poesia que, desde 2006, vem desenvolvendo na “Cidade de Régio” um trabalho altamente meritório na divulgação da Poesia, dedicou o seu último evento poético, precisamente ao Poeta supracitado. No dia 21 de Março, “Dia Mundial da Poesia”, a partir das dezasseis e trinta, cerca de trinta pessoas percorreram as ruas da Cidade, desde a Praça da República, até ao Tarro, calcorreando a vulgarmente conhecida por “Rua do Comércio”. Num périplo por locais e espaços frequentados pelo Poeta, alguns emblemáticos e marcantes, como o Café Alentejano, o Central, o atual Café José Régio. Aí, disseram, declamaram, leram a Poesia de Régio.

Previamente a Organização do evento distribuíra e afixara cartazes com vários poemas do Autor, nas mais diversas lojas e comércios das ruas previstas de percorrer. Deste modo, o Poeta, a sua Poesia foram devidamente divulgados entre os transeuntes, os passantes, que os textos estavam nas montras, vários dias antes.

Também nos locais onde havia um cartaz com um poema, um elemento da comitiva lia esse mesmo poema na rua. Houve “Poesia na Rua”! Cantou-se o hino de “Momentos”!

Iniciativa de valor, esta. Parabéns à Organização. A todos os Participantes.

E Obrigado também!

 

Integrei-me na comitiva já ela vinha frente ao Conservatório. Acompanhei, ouvi, escutei, observei e gostei. E também participei!

E li os sonetos “Boneco Desfeito”, no Café Central e “Filho do Homem”, no Café José Régio.

E novamente Obrigado a Drª Deolinda Milhano e à Organização do evento, pelo trabalho de divulgação da Poesia de tão insigne Poeta e pela oportunidade de podermos também ter participação na efeméride.

Que assim também concretizei um dos meus objetivos para este ano. Que foi “Dizer Poesia” de um Poeta consagrado, ademais José Régio, um dos meus Poetas preferidos. E na sua Cidade… E no Café onde realizou tertúlia, tantos anos…

 

E ocorre-me perguntar:

E Portalegre, Cidade… oficialmente, como vai comemorar o Poeta e a sua Poesia?! (Pelo menos esta sua faceta, sem dúvida uma das mais conhecidas.)

Há uma ligação tão forte, tão marcante, entre Poeta e Cidade, que certamente existirão atividades. Que poderão envolver múltiplas e diversificadas entidades…

A Cidade ganharia muito em aproveitar esta “riqueza, recurso”, sei lá como designar, valor imaterial, que é potenciar globalmente a “Marca Régio” na Cidade. Tenho dito!

 

(A Rua, melhor, Ruas, ainda vulgarmente designadas de “Comércio”, já o tiveram, o comércio. Que este, hoje, se concentra quase exclusivamente fora dos espaços tradicionais. Decisões políticas tomadas há anos… cujas consequências se vivem, atualmente, numa cidade moribunda no seu miolo tradicional…

E soube, à saída do Café com o nome do Poeta, que havia outro evento simultâneo na “Velha Casa”. É caso para dizer que antes dois eventos, que nenhum… Mas alguma coordenação seria importante. Digo eu!)

 

Uma "carta" sem destinatários?! 100 Destinatários?!

Esclarecimento a Crónica “Falta de Serviços Essenciais…”

e

Crónica de Descontentamento (s) VII… E desabafos...

Marco de correio .apbp. artistas pintores boca pé. jpg

 

Na crónica que escrevi, em 09/03/19, referi alguns disfuncionamentos referentes aos CTT.

Agora, devo constatar que o postal enviado a 07/03 chegou ao seu destino a 11/03, demorando quatro dias. Situação regular, que corresponde a dois dias úteis, que de permeio houve fim de semana.

Também constatei, no dia 12/03, que a cabine telefónica, nos CTT da Capital de Distrito, já funciona. Segundo me foi informado, há cerca de um mês.

Ótimo. Parabéns e que assim continuem. A funcionar como deve ser!

 

O postal ilustrativo deste post é a digitalização de um dos que a “APBP – Artistas Pintores com a Boca e o Pé” habitualmente edita e que, há vários anos, vimos adquirindo.

É também uma forma de ajudarmos estes Artistas, divulgando a sua Arte!

E aproveito para enviar mais uma “carta” com os meus descontentamentos…

 

No referente a chuva, ela continua sem aparecer… Vislumbrou-se no início do mês, mas rapidamente se eclipsou.

 

Em contrapartida, começaram os Incêndios.

 

Isto dito assim, tão a seco, até parece que são uma fatalidade natural, já esperada…! Que não são! Por mais que nos queiram impingir mediaticamente essa anomalia.

Falta muito, sempre muito trabalho de prevenção. Por mais que se faça, dificilmente estará completo a tempo e horas.

Basta olharmos a beira das estradas, as próprias autoestradas, dentro dos próprios limites destas… e dentro das próprias cidades.

 

Em Almada, friso, está um designado “Koi Park”, frente ao Fórum, rente à A2, na saída da “Ponte 25 Abril”, que é um matagal há anos, sem limpeza. É imperioso e urgente que seja feita, ademais numa zona com tanto tráfego e congestionada nos acessos.

 

E porque é que os meios de comunicação dão tanta cobertura mediática aos fogos?! Tanto espetáculo desnecessário. Porque não são objetivos, concisos, informativos e formativos?!

 

E para quando a implantação de unidades de transformação dos milhares de toneladas de inertes produzidos com as limpezas, em vez de as termos que queimar?!

 

E ainda esta situação do tempo meteorológico

Em Portugal, estamos em seca severa… Em Moçambique, vemos toda aquela desgraça… E, mais uma vez, a exploração da miséria alheia, do sofrimento atroz, trazido à ribalta comunicacional. Uma certa contensão, precisava-se!

Estas ocorrências regulares pelo mundo fora, quando acontecidas em países pobres, subdesenvolvidos, têm repercussões muito mais catastróficas.

 

E tanto investimento feito em guerras totalmente absurdas e desnecessárias! Que os "Donos do Mundo” fomentam pela ganância. Tanto que podiam fazer pelo Bem da Humanidade, dotando os países pobres das infraestruturas basilares. E esta responsabilidade é prioritária dos respetivos dirigentes desses países! Realce-se!

Falta de Serviços Essenciais…

… Em Entidades que já foram Fundamentais!

Crónica de Descontentamento (s) VI

 

Os títulos, levados à letra, reportar-nos-iam para ene assuntos, n serviços e atividades que nos faltam, nos mais diversos contextos e enquadramentos.

 

Até podia ser sobre a chuva… Que “estragou” os Carnavais!

Mas então a chuva não faz falta?!

Não! Não?! Não vou falar da chuva. Que faz imensa falta. Ela que venha!

 

Hoje vou falar de Correios; os CTT, que já foram das Entidades que melhor terão servido as Comunidades ao longo de décadas, neste País, nomeadamente no Interior. Quando não existiam nenhumas das modernidades que hoje temos, telemóveis, internet, computadores, estas e outras funcionalidades existentes que, ainda há escassos anos, eram pura ficção.

Não falo nas dezenas ou centenas de lojas que fecharam por todo o país, especialmente no Interior, onde mais eram necessárias. Têm valido as Autarquias que se organizaram para servir as populações, institucionalizando esses serviços nas respetivas Sedes…

 

Falo de serviços elementares que faltam nas ainda existentes Lojas de CTT.

Concebe-se que numa Loja de CTT não haja uma máquina para comprar selos de correio, automaticamente, sem ter que esperar nas filas enormes?! (E, a este propósito, as filas são sinal de que os serviços são necessários.) Já houve! Mas foi retirada. E porquê? Bem sei que hoje quase ninguém escreve cartas…

(!!!…?)

Ou concebe-se que uma carta enviada de uma Aldeia do Interior, para chegar ao Litoral Suburbano de um Concelho da Margem Sul, demore dez dias até ao destinatário?! Nem no tempo da mala posta!

Ou que cartas vão parar regularmente aos vizinhos, até noutros prédios, e algumas até com documentos importantes?!

Ou que num posto de CTT, numa Capital de Província, ademais no Interior, a cabine telefónica não funcione há mais de um ano?!

 

Mas, agora os CTT até têm um Banco! E é verdade! E que promete… que promete…

Mas os bancos… nem assado, nem assim, nem mesmo os de jardim!

 

E são só esses os seus descontentamentos?!

 

Se os fosse a desfiar todos, eram um rosário… E eu já não vou nem em terços… Não falo das Agências da Caixa encerradas, na falta de Centros de Saúde… Não falo dos disfuncionamentos da Caixa… Não falo na falta de profissionais de Saúde nalguns Centros…

 

(E estes escritos surgiram-me na sequência de ter precisado de enviar um simples postal ilustrado… no dia 7! E quem ainda envia postais ou cartas?! Só mesmo os cotas dos cotas! E ao pretender um simples selo de correio, corri as freguesias e só havia numa loja particular… E os CTTs não são também particulares?)

 

E, dir-me-á… Preocupa-se você com estas ninharias quando há Pessoas, digo, Pessoas que vivem e dormem na rua, ao relento!...

Março, Marçagão…

Crónica num dia que balança entre chuva… e arco-da-velha!

Benfica… Festival… SCALA – Almada!

 

Foto Original DAPL 2015. jpg

 

Esta crónica está para sair há dias. Quer reportar-se mais propriamente ao dia 2 de Março, sábado. Mas só saiu hoje, dia seis, “Quarta Feira de Cinzas”!

Ainda se lembra de algumas ocorrências marcantes nesse dia dois, em termos culturais?!

 

(Mas antes quero assinalar que ontem, dia cinco, começou a chover. Neste Outono – Inverno, mais uma vez mal choveu. O que já acontece há quatro anos consecutivos. No ano passado julgo que também começou a chover no dia cinco. Depois em Março, Abril e Maio, choveu pelos três anos anteriores de seca! E este ano?! Esperemos que também chova, que a água faz imensa falta… E, hoje, o dia tem sido como o ditado… chuva e sol!)

 

Mas voltemos ao dia dois.

Bem!... O que aconteceu?!

 

O Benfica foi ganhar ao Porto. Ótimo! O campeonato ganha outra dimensão.

Mas já reparou que os campeonatos, há anos, que são só praticamente Benfica e Porto, Porto e Benfica?!... O Sporting eclipsou-se… E falta que faz um Sporting à altura. Sem clubismos ou fanatismos, facciosismos, de qualquer parte.

Tal como em tudo o resto só Lisboa e Porto é que contam! Uma bicefalia anormal e prejudicial ao País. Alguns outros clubes periodicamente fazem fogachos de alguns meses, algumas semanas, mas depressa se extinguem. (Braga, Guimarães, Boavista…Tondela!)

E já reparou na origem geográfica dos clubes da Primeira Liga? Noroeste e Litoral, a grande maioria.(Porto, Braga e Aveiro = 50%; Lisboa e Setúbal = 25%. 3 clubes das Ilhas, 1 do Algarve; 1 de Viseu, outro de Vila Real!!!!!)

Não é que interesse haver clubes só por haver. Ademais ele há por aí tanta coisa por debaixo dos relvados…. Mas interessam as múltiplas relações entre vários aspetos identitários deste País: Sócio culturais, económicos, demográficos, de desenvolvimento, as tão grandes assimetrias Litoral – Interior. (…) Em que o Futebol, para o bem e para o mal, anda envolvido ou de algum modo espelha exageradamente. (…)

 

Outro acontecimento.

Houve Festival da Canção. Não por acaso, em Portimão!

Houve bonitas canções e interpretações. Ganhou quem se previa.

Mas de canção, canção, não ouvi nada. Uma performance inusitada, uns acessórios faciais e manuais, uma dança acrobática, umas vestimentas clownescas… Isto digo eu, que sou duro de ouvido. Mas houve quase unanimidade dos júris… Festival da Canção?!

 

Mas o que a mim me interessa por demais reportar é a Inauguração da 25ª Exposição Anual da SCALA – Almada, na Oficina da Cultura. A “Festa das Artes da SCALA”!

Irá permanecer de 2 a 17 de Março. Imperdível!

Se ainda não foi visitar, não deixe de o fazer!

Excelentes trabalhos em diferentes vertentes: Artes Decorativas, Escultura, Fotografia, Pintura…

Parabéns à SCALA! Aos Organizadores! À Oficina da Cultura! A todos os Participantes! A todos os que trabalharam para dar corpo à Exposição!

*******

(Fotografia original DAPL - 2015)

Séries: Final de temporada e sinal de continuidade…

Séries Europeias RTP2 - Séries Francesas

Agência Clandestina- O Barão Negro

 

Caro/a Leitor/a sabe que neste blogue se apreciam especialmente as séries europeias que vão passando na RTP2, pelo menos desde finais de 2014. Durante alguns tempos fui sempre escrevendo alguns posts sobre as mesmas, especialmente a partir de Borgen.

 

No ano passado, 2018, pouco escrevi. Este ano recomecei a escrever sobre o Barão Negro, ainda que não tenha concluído a análise sobre os últimos episódios apesar de ter visto o final.

 

Terminada esta série recomeçaram com a Agência Clandestina. (Péssima tradução do título para português…) Uma 4ª Temporada. Também vi, mas não escrevi nada sobre a mesma.

 

(Agora andam com uma sueca, “O Restaurante”, numa 2ª temporada. Vi a primeira e alguns episódios desta segunda. Também interessante, embora não tanto como as duas anteriores. Mas também aborda assuntos muito relevantes, mais de caráter social, a partir da cidade de Estocolmo, nos anos após a 2ª guerra, centrados numa família alargada, gestora de um restaurante muito famoso… Segue-se com muito agrado!)

 

Mas não é disso que quero falar.

Pretendo abordar a conjetura sobre a eventual continuidade dos seriados, com base nos finais de episódio e temporada e a hipotética continuidade das séries noutra sequência. Reporto-me às duas supra mencionadas. 

 

Philippe Rickwaert. in. net.jpg

 

Barão Negro

No final do último episódio, Philippe, a modos que se reconciliou com a filha Salomé, que foi encontrar nas dunas da praia de Dunquerque, a desenhar… E qual o desenho que a filha mostrou ao pai?!

Precisamente o respetivo rosto desenhado e com a legenda: Rickwaert a Presidente!

Sinal de que vai ou não haver nova temporada?! Ou que pelo menos deixam em aberto essa possibilidade?! O que acha Caro/a Leitor/a?! (…   …)

 

gullaume debailly.in. net. jpg

 

 

Agência Clandestina

Guillaume Debailly, Paul Lefebvre, Malotru, o “Agente Lendário”, que lhe chamo eu, ou lá o nome ou pseudónimo, ou anexim, estes ou outros que ele tenha usado, supostamente estaria na Ucrânia. Supostamente terá sido “condenado” a morrer, como forma de se verem livre dele, pelo potencial explosivo de todos os conhecimentos que ele foi adquirindo e como pagamento pela sua “traição”… Um ucraniano deu-lhe uma bebida, um alucinogénio, que lhe permitiria sonhar enquanto fosse morrer e deste modo levar a execução da sentença de forma mais benigna.

Vimo-lo a perder a consciência, supostamente imaginando-se em Paris num “escritório – prateleira” da Agência, o seu desejo; também na Cidade Luz, num bistrot, com a filha, Prune Debailly, aguardando a namorada, Nádia El Masour, a chegada desta, que cumprimentou e conversou amigavelmente com a “enteada”, muito animadas e ele, observando, sem participar na ação. Apenas como observador…

Na Ucrânia também viramos o soldado lançar um líquido à volta de Malotru, líquido que incendiou. Gerou-se fogo. Malotru em fundo, meio deitado, meio adormecido, naquele meio sonho… Não vimos o fogo chegar-se-lhe…

Morreu? Não morreu?! Haveremos de saber?! Talvez só numa eventual quinta temporada?!

O que acha Caro/a Leitor/a?!

(Este post surgiu-me, na sequência de comentário que foi feito num post sobre a série, friso!)

Cuidem da nossa Saúde! Por favor!

(“Mas não nos tratem da saúde.”)

Políticas - Politiquices!

 Questões Pertinentes – Perguntas Impertinentes!

 

Foto original DAPL. 2018.jpg

 

Este título, como se fosse um pedido, um apelo, um rogo, uma súplica, não corresponde ao que penso verdadeiramente.

Sim, porque a Saúde é um Direito inalienável de cada Cidadão. Ademais para quem mensalmente tem pago, há dezenas de anos e continua a pagar e tem visto esse montante de desconto mensal ter vindo a progredir. Não tem que se mendigar esse Direito!

 

Nestes imbróglios que ultimamente têm surgido sobre a Saúde, algumas questões me suscitam.

 

Porque surgem alguns Grupos Privados do Ramo da Saúde, a contestarem, quase ao mesmo tempo, a manutenção do respetivo acordo com a ADSE?!

E as greves dos Enfermeiros são ou não legítimas?!

E o Governo tem ou não o direito de acionar a requisição civil?!

E as condições de trabalho dos Enfermeiros, dos Médicos, e de outros Profissionais da Saúde são ou não adequadas ao exercício cabal das respetivas funções?!

E já esteve certamente nas Urgências dos mais diversos Hospitais e viveu, in loco, a experiência enquanto doente?! E o que achou?!

E observou ou não as condições em que trabalham Médicos, Enfermeiros…?

E o Serviço Nacional de Saúde trouxe ou não benefícios à população portuguesa em geral, nomeadamente à mais desfavorecida, desde que foi criado?!

E, faz ou não sentido, continuar a manter este Serviço Público?!

E certamente também já foi atendido/a num serviço de Hospital ou Clínica Particular?! E o que achou?!

 

E porque continua a haver milhões para financiar bancos, uns atrás de outros, e não existem verbas para os setores fundamentais, tal como Saúde, Educação, …?!

(E já que falo de Educação e, a talhe de foice, faz algum sentido a gratuidade de livros escolares até ao 12º ano, indiscriminadamente?!)

 

(E este Governo, que fez agora mais uma nova remodelação, para enviar alguns dos quadros para a U.E., fez algum sentido?!

E os Partidos que o sustentaram, aprovando-lhe os orçamentos, cumpriram o seu papel enquanto partidos, face aos seus supostos princípios e ideologias, ou foram um logro, defraudando os seus hipotéticos eleitores?!

E os partidos, os vários partidos, defendem os interesses das comunidades para que supostamente deviam trabalhar ou limitam-se principalmente a defender interesses dos respetivos grupos de pertença, militantes e lóbis instalados nos mais diversos setores?!)

 

Tantas perguntas, (mais desabafos!) e como eu gostaria de respostas plausíveis, que fossem de acordo com as necessidades de quem trabalha, de quem trabalhou uma vida, de tantos jovens com aspirações e não vemos uma luz clara ao fundo do túnel! Ademais com os dirigentes que temos tido!

 

Hoje, deu-me para passar ao “papel” e à net estas minhas angústias!

Poesia na Escola!

“Grupo de Poetas da SCALA” na Escola D. António da Costa – Almada

A Dizer Poesia!

12 – Fevereiro - 2019

 

Cerejeira quintal Original DAPL 2014.jpeg

 

Uma Crónica que também poderia ser um Poema!

 

Gostei! Sim, gostei de ir “Dizer Poesia” à Escola D. António da Costa.

Gostei, sim, de voltar à Escola.

Gostei, sim! De presenciar a forma como os Professores ultrapassam as dificuldades e contratempos, encontrando soluções paras os problemas. Parabéns às Senhoras Professoras!

Gostei, sim, gostei de presenciar turmas de vinte alunos! (Espero que seja esse o número máximo de todas as turmas. Que os famigerados trinta alunos por turma tenham sido erradicados do sistema… ou é apenas uma ilusão minha?!)

Gostei! Sim, gostei imenso de ver alunos interessados em Poesia, a levantarem dúvidas, a pedirem esclarecimentos, a questionarem, a fazerem perguntas. Parabéns aos Alunos presentes!

Gostei, sim, gostei de ouvir Poetas a “Dizerem Poesia”, sua ou de Autores consagrados para duas turmas (uma do 5º ano, outra não tenho a certeza, mas também deveria ser de nível idêntico).

É importante, sim ! É muito importante divulgar, difundir Poesia, entre os Jovens, em Escolas, por Almada, pelo País!

Parabéns aos Poetas da SCALA que levaram Poesia à Escola. Parabéns à SCALA por mais esta ilustre iniciativa cultural.

 

E quem disse: Presente!

Gertrudes Novais, que disse “Caminho” e “Homenagem a Romeu Correia”, de seu livro, “Entre o Céu e Natureza”.

Palmira Clara, que disse: “O beijo” e “Nas tuas mãos”, a partir do telemóvel.

Este cronista e poeta, que disse: “Meu amor do facebook” e “Selfie”, a partir de um livro hipotético, a sair futuramente.

Amélia Cortes, que disse, “Voltei, voltei à montanha” e “Primavera”, a partir de um livro seu.

Clara Mestre, que disse “Reminiscências”, de Fernanda de Castro e “O estudante alsaciano”, de Acácio Antunes.

Luís Alves, que disse “O estudo – A educação dos nossos filhos…” e “Poetas anónimos… que nos perdemos em ilusões…”

 

E que é a Poesia e a Vida (?), senão uma Ilusão?!

 

Gostei, sim! Gostei muito de Dizer, Ouvir, Escutar Poesia, na Escola. De Ver, Presenciar Alunos interessados. De observar Professoras empenhadas num projeto, como é apanágio de Docentes.

 

Achei muitíssimo peculiar a forma de ovacionar, apenas abanando as mãos!

 

Gostei, gostei sim, de observar a Professora coordenadora da Biblioteca, interpelando os Alunos, sintetizando cada intervenção, envolvendo a comunidade de ouvintes – participantes. Reportar-nos para Luís Vaz de Camões!

 

Parabéns e obrigado a todos!

 

Gostei! Sim, gostei muito de Dizer Poesia e de voltar à Escola!

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