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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

“Poesia à Solta”: Foi de arrasar!

Tertúlia da SCALA – “Poesia à Solta” - 29/09/18 – Sábado

Exposição de Pintura – João Pedro

 

Pensava que eu me esquecia da Sessão de Poesia na SCALA?! Nem mais nem por menos! Foi uma sessão de arrasar!

 

Pintura João Pedro in. facebook SCALA Almada

Além do mais e por demais, porque nesse mesmo dia foi inaugurada uma Exposição de um jovem Pintor, João Pedro, que é de fascinar. Pinturas constituindo todo um conjunto harmonioso, enquadradas esteticamente num estilo muito pessoal. É identitária a mostra, dado que nos direciona para uma mesma origem autoral. Mal se entra na sala, sempre muito bem organizada estruturalmente, percecionamos desde logo e à primeira vista, o fascínio e a qualidade do que nos é mostrado. E reconhecemos uma marca original, a mesma impressão digital! Enquadraria a temática numa estética abstrata. (Estarei correto?)

(Mas, simultaneamente, perceciono, percebo, um lado muito orgânico nos traços picturais. De algum modo, imagino estruturas microscópicas de seres vivos, plantas principalmente, ampliadas e pintadas. Imaginação minha! Que o pintor me disse não ser esse o modelo.)

Estão de parabéns o Autor e a SCALA. Esta Exposição não desmerece de figurar, futuramente, em qualquer Galeria de Arte, Museu, ou Sala a esse fim destinada. Só na Cidade de Almada há vários espaços onde este conjunto de Obras, estilisticamente personalizadas, devem ter honras de aparecer! Sala Pablo Neruda, Oficina de Cultura, Galeria, Casa da Cerca, eu sei lá!

Siga em frente, João!

(São da Exposição, as duas fotos de pinturas apresentadas no post: In. Facebook da SCALA, amabilidade de DAPL, que mas recolheu! Obrigado a todos.)

 

Pintura de João Pedro. In. facebook SCALA. Almada. 2018.jpg

 

Houve algum tempo para quem quisesse visualizar e apreciar os quadros expostos, dialogar, enquanto Gabriel, o Sanches, nos envolvia com a musicalidade do seu órgão. Esteve razoável público, pena não terem ficado todos para a Tertúlia. Ficaram ainda bastantes pessoas, maioritariamente familiares e amigos do pintor. (Éramos vinte, na totalidade, número que parece ser agora o habitual nas tertúlias!) E abrangendo várias gerações, pessoas bastante mais novas que as que normalmente habitam as várias tertúlias que frequento, em que somos jovens, é certo, mas de espírito. Que de idade, já estamos mais para lá do que para cá. Nesta Tertúlia tivemos o grato prazer de termos a assistir jovens, jovens mesmo, de idade!

Penso que não desmerecemos no trabalho que lhes apresentámos, porque todos, mas todos sem exceção, revelámos o nosso melhor!

Será fundamental que futuramente estes intercâmbios artísticos se entrecruzem. Nas várias atividades, proporcionar uma simultaneidade de eventos: Poesia e Arte de Mãos dadas! Será uma forma de estruturar públicos diversos e revelar a cada um desses públicos diferenciados que as várias Artes não são paralelas, mas convergem todas para um mesmo fim: revelar o que de melhor a Humanidade tem!

E frisar o que escrevo sempre: Pena que a comunicação social não valorize a Poesia! Só perdem!

 

E sobre a Tertúlia?!

Começo por referir quem disse: Presente! Clara Mestre, Maria Gertrudes Novais, Amélia Cortes, Palmira Clara, Gabriel Sanches, Arminda Vieira, além deste cronista.

João Pedro também se aventurou a ler um poema: “… vidas construídas…”. Continue, que estamos sempre a aprender.

A dizermos Poesia, continuadamente, fomos sete. Os Sete Magníficos! (Pretensiosismo meu?!) Poucos a dizer, quer dizer, que mais dissemos! (Houve cinco voltas de carrocel poético, para quem quis.)

 

Clara Mestre, disse, cantou, poesia sua e de outros autores: “Tudo pára, para ouvirmos só poesia…” “Amor combate”, de J. Pessoa; “Cinema”, de sua autoria; “A vida deve sorrir”, de Gertrudes Novais; “Silêncio e tanta gente”, de Mª Guinot.

 

Maria Gertrudes Novais disse, de sua autoria: “Amarras”, “Entre o céu e a natureza”, “Gritos de alma”; “Planície”, “Utopia” e finalizou com um poema sobre o teatro.

 

Amélia Cortes, também de sua autoria: “Maria dos ventos”, “A cabana no penhasco”, “Terra”, “Praga”, “Vento sueste”.

 

Francisco Carita Mata, de sua autoria: “Selfie”, “Amor do Facebook”, “O Futuro morre na praia!”, “Futebol é arrebol”, “Revista cor de rosa”.

 

Palmira Clara: “Cigarro”, de Gabriel Sanches; “Melodia”, de Gertrudes Novais; “Cântico Negro” de José Régio; “… em cada um de nós há um segredo…”, de Gertrudes Novais; “Por caminhos de Santiago”, de sua autoria.

 

Arminda Vieira disse, de Gertrudes Novais: “Novo amanhecer” e “Vento agreste”.

 

Gabriel Sanches também disse e também cantou poesia de sua autoria: “Nós poetas somos loucos…”, “Aos amigos quero oferecer”, “Se…outro planeta houvesse…”, “A minha vida de cão…”, e “Canção da promoção…”, com a música de J. Afonso de “eles comem tudo…” em que finalizou que um dos tais, que por aí andam a comer tudo, foi para o Céu pagar a dívida ao Espírito Santo!

 

Nem mais, nem por menos! Que esta crónica ultrapassou o limite de uma Página A4 e estará enviesada, como de costume. Mas, para a corrigir, conto com a sua colaboração, Caro/a Leitor/a.

Por vezes, apetece-me dar a volta ao texto, mas tento ser o mais objetivo, com o devido respeito que todos os intervenientes me merecem.

E Obrigado pela Vossa atenção e pelas Vossas prestações Artísticas! Que nos enriquecem!

 

 

 

 

Praxes: a parvoíce continua!

E lá volto eu a este assunto!

 

Original DAPL. 2016. jpg

 

Desde que utilizo esta ferramenta do blogue esta temática das praxes vem quase sempre à baila nesta altura. Pelo lado negativo!

Não me apetece nada voltar a este assunto. Mas vai ter que ser!

Quando vejo na Cidade de Régio aqueles bandos de carneiros mal mortos, a serem arrastados por aqueles mantos corvídeos, carregados de pinos, a blasfemarem umas quantas obscenidades e a executarem uns quantos disparates na rua… apetece-me sempre interpelar.

E já o tenho feito, ainda este ano o fiz no Campo de Sant’ Ana!

E quando é que as Autoridades resolvem intervir, como deve ser por esse país fora?!

Que as cenas repetem-se invariavelmente por todo o lado…

Exposição de Poesia Ilustrada da SCALA - Almada

A Poesia e várias Artes de Mãos Dadas!

(8 a 21 de Setembro - Almada)

SCALA. Poesia Ilustrada. 2018. jpg

 

Pensava que eu me esqueceria da Exposição de Poesia Ilustrada da SCALA?!

Pois não!

E é bem digna de ser visitada.

 

SCALA. Poesia Visual. 2018.jpg

 

Está um trabalho globalmente muito bem organizado. Realça-se a harmonia de conjunto dos vários trabalhos expostos. Deparamos, logo numa primeira perceção, com essa visão harmoniosa da globalidade dos quadros em exposição. Não há, à partida, um sublinhar especial de alguma obra. Digamos que existe, à priori, uma estruturação democrática do que se pretende mostrar, divulgar. Intencionalmente? Metodológica, sem dúvida, esta atitude de construção artística e organizativa.

E esta disposição leva-nos ao exercício de nos debruçarmos individualmente sobre cada Obra do mostruário global.

E encontramos, sem desprimor ou relevo por alguma das Poesias Ilustradas, trabalhos verdadeiramente excelentes, cada um segundo o seu modo de expressão, literário, poético, artístico. Cruzam-se diversas Artes: Poesia, Desenho, Pintura, Fotografia.

Sublinha-se, igualmente, a entreajuda, a colaboração, o apoio, dos vários intervenientes entre si. E esse é também um aspeto digno de relevar.

 

SCALA. Poesia Ilustrada. 2018.jpg

 

Sobre o conjunto dos participantes, remeto para o blogue da Associação, onde poderá consultar “Quem é Quem”.

Não deixe de visitar! Será só até dia 21 de Setembro!

Sede da SCALA – ALMADA, na antiga Delegação Escolar (“Almada Velha”) - Rua Conde Ferreira.

 

Na inauguração, estiveram presentes alguns dos participantes e outros visitantes, que se debruçaram sobre a exposição, conversaram, conviveram.

 

Parabéns a todos. Participantes, organizadores, à SCALA, no seu conjunto.

Enquanto apreciávamos as Obras, Gabriel Sanches foi-nos brindando com agradáveis momentos musicais e assim na Exposição entrou também a Arte da Música. Talvez a Arte mais global!

Obrigado também!

 

SCALA. Poesia Ilustrada. 2018. jpg

 

Ilustro com algumas imagens de conjunto, mas que ficam muitíssimo aquém da perspetiva real da Exposição. As fotos são de telemóvel e as condições técnicas de luz não terão sido as melhores.

Não há nada como visitar e ter a oportunidade de desfrutar, in loco, da elevada qualidade artística!

VÁ – VÁ: Tertúlia e Resistência Poéticas

Alentejo Azinheira Original DAPL. 2016.jpg

 

PARA ALÉM DO PENSAMENTO 

( LISBOA - 2018 – Setembro – 09 – Domingo)

 

No passado domingo, um grupo de resistentes, ainda, se aventurou na projeção da Poesia, no VÁ – VÁ. Resistentes e aventurosos, sim, porque as condições técnicas são, de facto, muito adversas. O barulho é, realmente, muito incomodativo. E inicio esta crónica exatamente por este lado negativo, contrariamente ao que é meu apanágio, que gosto de valorizar o lado bom da realidade, mas não posso deixar de mencionar esta situação. A Poesia merece melhor tratamento! O VÁ – VÁ também, ademais sendo uma “Loja com História”. Como seria agradável dizermos Poesia sem aquele ruído tão incomodativo.

 

Mas adiante, que a Poesia está acima, até do ruído, do comunicacional, inclusive, que só transmitem notícias de “barulho(s)” e ignoram totalmente a beleza poética!

 

Pois, no Domingo passado, a Poesia, no seu lado mais belo e sob diversas vertentes, perspetivas e temáticas, mais uma vez, disse “Presente!”, no VÁ – VÁ!

Ademais acompanhada pelo Fado, pela Canção Tradicional (alentejana)…

Parabéns a todos os presentes: Alzira Vairinho Borrêcho, Maria do Céu Borrêcho, que apresentaram o livro “PARA ALÉM DO PENSAMENTO”; Rogélio Mena Gomes, Carlos Cardoso Luís, Fernando Afonso, também organizadores, enquanto membros da Direção da APP e a todos os Poetas e Poetisas, além dos mencionados, que cantaram, disseram e nos encantaram com a sua Poesia ou de Autores clássicos e consagrados (Antero de Quental, há que realçar). A saber: Daniel Costa, Fernanda Beatriz, Suzete Viegas, Sofia Romano, Júlia Pereira, Bento Durão, Rosângela Marrafa, João de Deus Rodrigues.

 

E voltamos a “PARA ALÉM DO PENSAMENTO”, cuja apresentação iniciou a Tertúlia.

Cada um dos presentes disse, leu, declamou, a seu jeito e modo, um poema do livro.

Havendo vários poemas dedicados ou inspirados no Alentejo, onde a autora viveu algumas dezenas de anos, aproveitei para dizer, precisamente, um inspirado nessa temática e que transcrevo.

 

«Alentejo das casas caiadas

Que não me sais da memória.

As saudades redobradas

Na mente me fazem história.

 

As saudades redobradas

Que aparecem na lembrança

Deste coração sofrido.

 

Que a memória não descansa

Vai lembrando o tempo ido.»

 

Alzira Vairinho Borrêcho

 

E poderia continuar a cronicar que haveria muito a noticiar e referir. Nunca é demais realçar que estes encontros poéticos são sempre mágicos e preciosos. Renovados votos de continuação destas tertúlias, redobradas felicitações a todos os participantes e organizadores. A todos os “resistentes”, que continuem na divulgação da Poesia. Obrigado a todos por nos proporcionarem estas “vivências poéticas”.

OBRIGADO muito especial à gerência do VÁ – VÁ!

(Cada um dos presentes apresentou um poema seu, ou dois, para quem ficou para a 2ª parte. Lamento não referir o título de cada um dos apresentados, mas não consegui registá-los todos.

Pela minha parte, disse “Selfie” e outro ainda não divulgado no blogue.)

… A Leiteira - Uma crónica em contra mão.

Politiquices…Demagogia!

 

A Leiteira In Artrianon.jpg

 

Este post era para ter sido elaborado com uma imagem de “A Leiteira”, como está, mas também com uma foto de um senhor, antigo membro de uma antiga governação, a fazer a celebérrima birra dos corninhos com as mãos na respetiva cabeça, dirigida a um senhor deputado, quando esteve presente na Assembleia da República, no âmbito das respetivas funções governativas. Isso foi já há alguns anos, nem sei e nem interessa quando.

 

Recentemente, esteve novamente na Assembleia da República, desta vez numa comissão de inquérito, a prestar contas da sua antiga atuação. (Enquanto governante?!)

Voltou a dizer das dele e, desta vez, reportou-se para a fatura da luz que funcionaria como uma espécie de vaca leiteira.

O que até é verdade, pois nós somos sugados, (apetecia-me usar outra palavra, mas como essa tem outras conotações…), somos sugados, mas não é só na fatura da luz, mas nas mais diversas faturas. É um sugar que não há dó nem piedade!

 

Mas quando ex-governantes nos vêm alertar para estes descalabros, ficamos perplexos! Mas se estiveram em governações e, como tal, com responsabilidades, o que fizeram para contrariar essas situações em que somos constantemente explorados?! Mas essa atitude não deveria constar do perfil das respetivas atuações enquanto governantes?! Pelos vistos não. Agora, após terem sido, é que tomam consciência disso!

 

Um outro senhor, também com altas responsabilidades no país, este por duas dezenas de anos, também, numa homenagem que lhe foi prestada, lembrou-se de dizer que Portugal não precisa de mais autoestradas, nem estádios de futebol, precisa é de crianças. O que também é verdade. Mas então, enquanto exerceu atividades de poder não teve qualquer impacto nessa betonização e asfaltar do país?! (?!)

 

É de ficarmos de boca aberta perante a consciencialização de tais verdades!

 

A estas atitudes chama-se, democraticamente, DEMAGOGIA!

 

(E porque não a foto do senhor a fazer os corninhos?

Porque neste blogue são raros os posts com fotos de pessoas, enquanto tais. Julgo que são apenas dois. Existem muitas, mas quase sempre de personagens nas séries.

Para além de que as imagens podem ter direitos de autor. E não vá o diabo tecê-las…

E porque a foto, sugestiva é certo, mas é feia.

E toda a gente sabe a que foto me refiro.

E porque não tenho as costas quentes…

E…porque não me apetece!

A imagem do quadro de "A Leiteira" de J. Vermeer - 1657/58, obtida na net, in. Artrianon, pretende reportar-nos para o óbvio, sem ser demasiado vernácula. )

Casa do Alentejo – Mundial. Pormenores e não só!

Azulejos Casa Alentejo. Foto DAPL. 2018.jpg

 

E também o prólogo de uma anedota, a propósito do vídeo-árbitro!

 

No post anterior, nº 595 (!), ao abordar a “Exposição de pintura” do CNAP, também projetei apresentar alguns pormenores artísticos da Casa do Alentejo, como forma de convite a uma visita, para além da Exposição.

Que está quase a encerrar!

(Na Rua das Portas de Santo Antão, em Lisboa.)

 

R. Portas Stº Antão. Foto DAPL. 2018. jpg

 

Além do mais, no decurso desta ausência de escrita, ocorreram acontecimentos mediáticos, de entre os quais, não posso deixar de mandar algum bitaite, especificamente sobre o Mundial.

A equipa francesa venceu.

Não era a que eu desejava que ganhasse, nem era a final que mais gostaria. Teria preferido que a vencedora fosse a Croácia, aliás, julgo que seria a equipa mais merecedora.

Combativa, aguerrida, resiliente, humilde, mas persistente, lutando até ao fim, quase sem desfalecer. Após o terceiro golo, parecia que os atletas se ficavam, mas depressa recuperaram o ânimo. Ao 4º golo, pensei que houvesse uma cabazada, mas os jogadores ultrapassaram essa fraqueza e adorei aquele tirar a bola ao convencido do guarda-redes francês.

Mereciam ter marcado mais golos, mas faltou-lhes capacidade finalizadora.

E, nestas coisas de futebol, que interessam os merecimentos, ou o que nós achamos ou deixamos de achar sobre o assunto?!

Ganha quem mete golos, e pronto!

Aliás, a final que eu mais gostaria seria entre a Bélgica e a Croácia!

(Da equipa francesa, valorizo, muito especialmente, o caráter multicultural, espelho da sociedade francesa!)

 

E aquela do vídeo-arbitro?!

Achei um grandessíssimo disparate, essa de se parar o jogo para o árbitro ir consultar o vídeo e decidir!!!

Ademais por penálti, que achei desmerecido. Não julgo ter havido voluntariedade no tocar da bola com a mão. Digo eu, que não sou “vídeo árbitro”!

Por este andar e com o evoluir tecnológico, mais vale transformar o jogo, num jogo apenas eletrónico. Digo eu, que não sou da “fifia”.

 

E este atuar do árbitro, e para nos reportarmos ao título fundamental do post, “Casa do Alentejo”, lembra-me uma anedota alentejana…

Em tempos que já lá vão…

Sala de jantar. Casa Alentejo. Foto DAPL. 2018.jpg

Quando havia bailes nos salões de antigamente... A dado momento, o mestre-sala, que era assim a modos que um árbitro nos bailes, manda interromper a dança, para um cavalheiro, pai de uma menina dançante, intervir.

E o senhor interveio:

“Alto, e pára o balho! Que roubaram o cordão à minha filha…”

E o balho parou, mas ouviu-se a voz da menina:

… … ...

(Bem, o que a menina disse e o pai respondeu não digo. Fica para outro post.)

Mas o baile lá continuou.

 

É assim o que acontece com o vídeo-árbitro, acho que uma paragem desnecessária. Que não acrescenta nada ao fundamental do jogo, ao jogo propriamente dito, ao jogo per si, independentemente do resultado. Apenas uma interrupção anedótica!

 

Mas o objetivo do texto era divulgar aspetos de pormenor da Casa, em que até o chão, os retoques das paredes, são verdadeiras Obras de Arte.

Mosaicos  Casa Alentejo. Foto DAPL. 2018.jpg

 

Termino com pormenores de dois candeiros...

 

Um para iluminar as decisões dos árbitros.

Candeeiro e clarabóia. Foto DAPl. 2018.jpg

 

Outro para cair no "bestunto" do vídeo-árbitro!

Candeeiro. Casa Alentejo. Foto DAPL. 2018.jpg

  

Visite! Se faz favor!

Touradas?!

Pegar o touro pelos cornos!

 

É também um assunto que, pese os constrangimentos que pressupõe, não quero deixar de opinar.

Não que tenha qualquer simpatia pelo PAN, que não tenho. Animais de estimação nos restaurantes, sem sequer se definir quais são os animais de estimação! Nem lhes ensinar previamente a comerem de faca e garfo! (Estranhamente foi aprovado na Assembleia!)

E outras medidas semelhantes… que subvertem o primado da Democracia! (…)

 

Não me surpreende a decisão parlamentar. Nem os motivos invocados por quem de direito.

Este é um assunto demasiado fraturante a todos os níveis da sociedade, que separa, divide os mais diversos contextos: familiares, vizinhança, amizade, estruturais, tradicionais... O que os partidos menos querem é criar divisões no seu próprio seio. E são demasiado conservadores…

Mesmo a nível pessoal, individual, as pessoas, cada pessoa tem, por vezes, visões simultaneamente contrárias no assunto e como tal contraditórias.

 

Mas que este é um assunto que é preciso “pegar pelos cornos”, é!

Mais tarde ou mais cedo há que ser analisado. E tem que sê-lo, pelo lado que é premente que seja. Objetivamente, nas touradas os animais são torturados selvaticamente e sem qualquer necessidade. E este é o ponto fulcral da questão.

Os motivos invocados pelos Senhores e Senhoras Deputados/as não os vou analisar especificamente.

Referir somente, e considerando-os genericamente, e invocando-os, que ao aceitá-los e defendê-los, não teria sido extinta a Pide, nem abolido o Fascismo, nem extinta a Tortura, nem a Escravatura, nem a Pena de Morte, nem a Inquisição, nem os Autos de Fé, nem o Índex, nem a Censura, … nem… os combates de gladiadores, nem os combates de animais, nem os cristãos lançados às feras...

 

Porque representavam todos e cada um destes aspetos e no seu contexto temporal, tradições, algumas de séculos; interesses instalados, sistemas básicos da economia dominante; eram vistos e admirados por grande parte da população, defendidos encarniçadamente por setores fundamentais da sociedade; deles dependia económica e socialmente muita gente, faziam parte da cultura e da história dos povos...

Por estes motivos nunca teriam sido abolidos. E, segundo muito boa gente, até foi pena que o tenham sido.

 

E será que de facto o foram?! Vê-se tanta coisa nem digo por esse mundo fora… mesmo em Portugal!

 

Mas que o assunto das touradas tem que ser devidamente analisado, tem! Per si e especificamente. E a montante e a jusante. No que diligenciar previamente e no que fazer a seguir. E haverá tanta coisa que poderá ser feita com os mesmos recursos, mas com outros meios e fins. E, aliás, já se faz muita coisa em alternativa!

 

Talvez a proposta do PAN tenha valido, pelo menos, por colocar o assunto na berlinda!

Abençoada Reforma Antecipada!!!

“…Condições de Vida e de Trabalho na Educação…”

 

Nem sempre gosto de me pronunciar sobre temas ou notícias muito a quente, logo que elas surgem e começam a aquecer nas redes. Mas, por vezes, é necessário fazê-lo.

 

Os resultados apresentados a partir do “Inquérito Nacional sobre as Condições de Vida e de Trabalho na Educação em Portugal só poderão surpreender a quem esteja completamente a leste do funcionamento do Sistema Educativo em Portugal.

O Ensino em Portugal, muito especificamente no referente às condições de trabalho dos Professores, tem-se vindo a agravar, a deteriorar, ao longo de vários anos. Mas não é de agora. É uma situação que tem piorado muito e sob múltiplos e diversos aspetos da vida profissional dos docentes. De há vários anos!

 

(Bem sei que não são apenas as condições socioprofissionais dos Docentes que estão péssimas. As dos Profissionais de Saúde também deixam muito a desejar. E falo especificamente destas duas classes socioprofissionais, porque o público-alvo, o “objeto” de trabalho é a Pessoa Humana! Pelo que relativamente aos Profissionais envolvidos há toda uma exigência que os condiciona na prestação dos serviços respetivos às inerentes comunidades. Logo uma maior atenção do respetivo Patrão, maioritariamente o Estado!)

 

Não admira que muitos profissionais desejem a “reforma antecipada”, mesmo sendo “penalizados”. (Acho esta palavra tão peculiar, aplicada a quem não fez mal a ninguém, nem foi visto nem achado para as sucessivas alterações do acesso à reforma, sempre em constante prejuízo de quem trabalha! Quando um árbitro viola as regras acordadas cai-lhe o Carmo e a Trindade!!!!... Cala-te boca!)

 

Mas como é hábito desvio-me do tema central.

Voltando.

 

No respeitante às condições de trabalho dos Professores e do Ensino em geral, há muitos aspetos que convirá frisar, a nível da própria ideologia e filosofia inerente ao trabalho em si. Não vou explanar tudo o que acho. Apenas alguns conceitos básicos, teóricos e práticos.

 

- Professores, Alunos, Pais / Encarregados de Educação, Estado – Patrão, Comunidade Envolvente, todos contribuem, devem contribuir, para uma melhor e mais eficaz Educação. Cada um no seu papel e respeitando o dos Outros.

- A Educação é um Direito inalienável de todo o Cidadão, até um certo nível deverá ser tendencialmente gratuita. Mas esse Direito pressupõe o Dever de que quem usufrui dessa Educação, ademais quase gratuita até certos níveis escolares, quem desse direito beneficia deverá agir no sentido de aproveitar devidamente desse benefício. (Tantas crianças e jovens por esse mundo fora a desejarem, almejarem, o acesso à Educação e ao Ensino e, em Portugal, tanta gente a desperdiçar essa oportunidade!)

(…)

Sobre aspetos práticos, convém esclarecer, o que muito boa gente não entende, que uma hora de aula, pressupõe, a montante, muito mais que esse tempo e, a jusante, outro tanto ou muito mais ainda. (Mas este é um aspeto que só quem está por dentro percebe bem!)

E turmas de trinta alunos! Senhor Ex - Ministro que tem o nome de um concelho, dou-lhe um conselho: Experimente, SFF, no Básico… no Secundário…!

(…)   (…) … (…)

(Fico-me por aqui. Não quero ultrapassar a pág. A4, que me propus como “medida” de texto!)

Arte e Poesia / Bye Bye, Uruguai...

Cartaz Expo. CNAP. 2018. Cortesia Casa Alentejo. jpg

 

Bye – Bye, Uruguai / Que você vai / Seguir avante.

E eu... fico cantando / Fico chorando / O meu descante! (…)

 

Pode a Poesia coadunar-se com o Futebol?!

Pois claro, que pode. Já escrevi sobre esse lado bonito da irmanação futebolística. Já publiquei no blogue, vários artigos sobre o Futebol. Sobre o Futebol, digo! Ainda que deteste as futebolices!

Ontem foi uma tarde desagradável, em termos de Futebol, dado que a equipa portuguesa perdeu e foi eliminada. Mas adiante, que há coisas bem piores na Vida… Mas ficamos sempre aborrecidos.

Vi a primeira parte do jogo num excelente espaço público de grande concentração humana. Mas concluído o primeiro tempo e dado que o resultado não me estava a agradar e o ambiente ainda menos, resolvi partir. E como é diferente percorrer as ruas da Cidade em dias de concentração futebolística. Pouquíssimo trânsito, raras as pessoas calcorreando… Fui entrando nos vários cafés onde as TVs sintonizavam o jogo, apercebi-me do golo português a meio do percurso, confirmei numa pastelaria, soube ter sido Pepe e, mais adiante, quando voltei a entrar em novo estabelecimento, já a equipa portuguesa perdia novamente. Cavani! Oh, Cavani! Que nem o São Ronaldo nos valeu!

 

Mas se não nos valeu o Futebol, sobremaneira nos engrandeceu a Poesia!

Na SCALA – Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada, houve “Poesia à Solta”. E nem você imagina como o estro poético dos participantes se soltou! Foi uma tarde memorável, em que excelentes Dizedores, Poetas e Poetisas, nos disseram, declamaram, cantaram e encantaram através do seu Verbo Poético.

Que não ficou nada atrás, duma tarde de bom futebol. Quando é Futebol! Muito pelo contrário, ficou muito além. A Poesia não tem é a divulgação que merece.

Se os nossos canais televisivos, que nos inundam diariamente com a prosódia dos BêDêCês deste país, todos os dias, antes ou depois dos noticiários, nos apresentassem Dizedores de Poesia, escassos minutos chegavam e você nem sabe como este País sairia engrandecido!

E nem precisavam de buscar gente famosa. Nem precisavam de lhes pagar chorudos ordenadões. Há imensos Amadores, por esse País afora, que dizem Poesia sua ou de outros, de forma excelente. E, muitos, nem precisam de teleponto!

Mas, em frente, que se faz tarde!

Parabéns e Obrigado à SCALA! E a todos os participantes.

 

Quadro: Teresa Filipe - Foto Rolando Amado. 2018. jpg

 

E reportando-me ao cartaz elucidativo, cortesia da Casa do Alentejo, (Mª J. Carvalho) e que abre o post.

Anuncia e divulga a próxima Exposição do CNAP – Círculo Nacional D’Arte e Poesia. A partir de sete, do sete, (07/07), na Casa do Alentejo. Na Casa Do Alentejo! Vou esforçar-me por participar, caso a Vida me permita, com um trabalho de Poesia Visual. E conto estruturar uma simples “instalação poética”!

Participe também.

Irão estar sócios do CNAP, que participaram nas últimas Exposições do Círculo, nomeadamente na Câmara Municipal de Lisboa e no Centro de Dia de São Sebastião da Pedreira.

O quadro ilustrativo deste último trecho do post, "O Ribeiro", é um trabalho de Teresa Filipe, que não figurou no post respetivo, o que agora se remedeia divulgando-o, através de foto de Rolando Amado.

Parabéns e Obrigado também ao Círculo e a todos os participantes na Tertúlia, realizada no último dia vinte e seis de Junho, no mencionado Centro de Dia de São Sebastião.

(E assim termino este meu post, só com uma página A4, que estou a tentar ser conciso no verbo!)

 

O Paciente que mordeu o Dentista…

Alho Porro Foto Original DAPL 2016.jpg

 

Cães que morderam a mão do dono que lhes deu de comer!

Com uns futebóis de entrada.

 

Ainda em tempo de Futebol, de Mundial.

 

Depois da última crónica a este tema dedicada, de forma obtusa é certo, Portugal jogou com Marrocos. E, mais uma vez, valeu à equipa o São Ronaldo! Tivessem os marroquinos um artilheiro assim e nem sei o que seria o resultado!

Amanhã Portugal jogará com o Irão. (Agora aparece escrito Irã, por todo o lado!?!?) Esperemos que Portugal ganhe, que a equipa se estruture e organize melhor como tal e que o santo milagreiro continue em forma. Agora estamos na altura dos Santos Populares, este será mais um a acrescentar.

Agora acrescento eu uma das minhas peculiaridades. Quando tocar o Hino Nacional como Irão reagir Carlos Queirós e a sua equipa de técnicos portugueses?! E perante o Hino do País que orientam?! Curiosidades e trivialidades minhas…

 

Mas o tema do post pretende ser um pouco diverso. É antes uma estória… A do Paciente que mordeu o Dentista! E uma metáfora.

 

O Senhor Fulano de Tal tem um contencioso, de anos, com os dentistas. Tanto que adia, ao máximo, a ida a tais consultórios e assentar-se nas célebres cadeiras e perante tais aparelhagens.

Finalmente em idos de Abril e Maio atreveu-se a frequentar tais ambientes de pesadelo!

Após uma primeira intervenção em que lhe foi extraído um molar no maxilar inferior, lado direito, precedida de idas preparatórias e tomada de calmantes e inibidores do vómito, combinou a desvitalização de um segundo molar na mesma queixada!

No dia aprazado, apresentou-se. Ficou logo apreensivo por o interventor ser uma pessoa diferente da que o atendera nas vezes anteriores. (Necessita de sentir alguma empatia e confiança com o dentista.) Mas não quis dar parte de fraco, nem parecer deseducado. Sujeitou-se ao que viesse…

Iniciada a desvitalização, com os recursos certamente habituais, os vómitos sobrevieram. Não havia como continuar. Decidiu que, preferencialmente, lhe extraíssem o dente. Desvitalização não dava.

E foi-lhe tirado o molar.

 

Mas não sabe o senhor a que propósito, praticamente sem o consultarem, aliás não estaria sequer em condições de tomar uma decisão consciente, tal a toma de sedativos, anestesia e sofrimento de tirar um dente, repito, não sabe o Senhor Fulano de Tal a que propósito, a Dona Dentista e Dona Assistente resolveram extrair-lhe também um do siso, no mesmo maxilar.

Suprema tortura!

A anestesia já não estava a cem por cento, e todas as ações anteriores e um siso é sempre um siso, de modo que esta última intervenção foi, e repito, uma verdadeira tortura, que até esperneou na cadeira. Ficou de rastos.

Andou assim semanas.

 

Não quis deixar em claro a situação e voltou ao consultório para dar conhecimento ao Senhor Doutor Dentista, que o atendera inicialmente e que é o diretor da clínica.

Este ao vê- lo chegar e após os cumprimentos de praxe, questionou-o.

- Então, Senhor Fulano de Tal, vem tratar de outro dente?

Resposta do Senhor Paciente:

- Saiba, Senhor Doutor Dentista, que, face à recente intervenção da sua colega e assistente, a minha reação perante um dentista é simplesmente a de querer morder-lhe a mão!

Resposta não menos lesta do Senhor Doutor Dentista.

- Pois saiba, Senhor Fulano de Tal, que isso agora é moda! Que até os cães mordem a mão do dono que lhes deu de comer. Nem mais! Que também, verdade seja dita, tal dono é mesmo o que merece. Aliás o que mais merece é que o prendam a uma trela e lhe coloquem um açaime. Mas não seria agora, que já é tarde, deveria ter sido há uns bons dez anos atrás.

 

O Senhor Fulano de Tal ficou assim um pouco a olhar para a conversa que não entendeu muito bem.

E o Senhor Doutor Dentista disse que era uma metáfora e que até nem se estava a referir a casos mediáticos recentíssimos, que ignora completamente, mas a um caso acontecido já há alguns meses.

 

Também não sei se o contador da estória está a ser suficientemente explícito, mas também não sei se isso interessa. Se o quisesse ser, sê-lo-ia…

 

E com tudo isto, aguardemos pelo próximo jogo.

E o Srº Paciente mordeu, de facto, a mão do Srº Drº Dentista?!

 

*******

O post é ilustrado com um alho-porro, dado que hoje é dia de São João. E o que me apetece tantas, mas tantas vezes, é dar pelo menos com um alho-porro na cabeça de muito boa gente. Alho-porro, também é metáfora. Porque, na realidade, muito boa gente merece mas é com um cacete, como dizia a minha saudosa Avó Carita!

A fotografia, como quase sempre, é original de DAPL.

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