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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

A Gare Marítima de Alcântara – “A Nau Catrineta"

Museu da Tapeçaria de Portalegre – Guy Fino

(18 de Maio a 31 Agosto 2024)

No referido Museu, de que apresentámos postais: em “Aquém-Tejo” e em “Apeadeiro da Mata”, foi inaugurada uma Exposição temporária, de Tapeçarias, subordinada ao título “A Gare Marítima de Alcântara, por Almada Negreiros”.

Neste postal, apresento fotos do tríptico inspirado na célebre lenda “A Nau Catrineta”, poema anónimo romanceado, recolhido por Almeida Garrett, incluído no seu Romanceiro (1843 – 1851).

As fotos não fazem jus aos originais expostos na “Sala Manuel do Carmo Peixeiro”.

(São fotos minhas, que valem o que valem!)

São apenas um pretexto para estimular a curiosidade do/a Caro/a Leitor/a e incentivar a uma visita, para apreciar estas extraordinárias Obras de Arte. E o Museu, como mencionei em anteriores postais.

O Tríptico:

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O 1º Painel:

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O 2º Painel:

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O 3º Painel:

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Dona Fernanda, senhora que trabalhou no âmbito das Tapeçarias, ao longo de dezenas de anos - desde os 22 anos - explicando sobre o seu trabalho:

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Um “Livro” de Sabedoria, de Conhecimento, que urge documentar – por ex. através de entrevistas – deste modo preservando uma Memória inigualável sobre tudo o que respeita às Tapeçarias de Portalegre.

(Fica a sugestão a quem possa concretizar tal projeto. E materializar, futuramente, em livro.)

 

Rosas do meu Quintal: 14/05/24

Esta é a 1ª rosa de uma roseira que abacelei há 3 ou 4 anos.

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(Esteve periclitante, mas este ano deu a 1ª rosa.

Não sei bem a origem da mesma, mas que é uma linda rosa, lá isso é!

E a foto nem mostra a dimensão da respetiva beleza!)

***

Rosas brancas, da roseira da minha Avó Rosa:

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(Não resisto a mostrar, novamente, mais um ramalhete destas lindas rosas.

Deve ser a roseira mais antiga no Quintal. E atendendo a que veio de rebento-ladrão, muito mais antiga será ainda!

E com um hospedeiro (?), um colaborador(?), um aviador ou um avião que ali aterrou à espera do novo aeroporto?!

***

Rosa de Alexandria:

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Estas Roseiras de Alexandria, agora, já tenho várias, com novos abacelamentos que enraízaram bem nestes últimos dois ou três anos. Floriram todas este ano.

O tempo tem ajudado. Choveu no Outono, no Inverno e também na Primavera! Estes últimos dias têm sido de frio e alguma chuvinha. Pouca, que ainda ontem tive de regar.

Mas como também houve dias de sol e calor, as plantas têm prosperado.

Os roseirais dos Quintais e do Chão todos floresceram bem nesta Primavera!

Neste esboço fotográfico apresentei apenas uma pequena amostragem.

***

E por amostragem...

Quem apresentou uma grande amostragem de obras futuras, quem foi?!

De uma assentada:

Aeroporto em Alcochete!

3ª travessia do Tejo: Chelas - Barreiro!

E TGV para Madrid! 

(Esta última obra é a que mais me interessa.

Saudades dos tempos em que se ia de Lisboa a Madrid e Paris, de comboio!)

Ficamos todos à espera do Aeroporto, da nova Ponte e do TGV.

Sentados, de preferência...

Até lá e mesmo depois, quem sofre é a Ponte 25 de Abril. E a Margem Sul! Eu bem queria que o aeroporto ficasse na Margem Norte!

Então... e Beja?!

25 Abril de 74: 50 anos!

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"Agora é que se lembra dos 50 anos de 25 de Abril?!"

Questionar-me-á o/a Caro/a Leitor/a.

E com razão.

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Mas o ideário do 25 de Abril de 74, não será para ser vivido ao longo dos 365 dias do ano?!

Bem sei que, para muito boa e santa gente, basta comemorar de ano para ano!

Para alguns nem isso!

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As fotos são as três de minha autoria. As duas primeiras são imagens captadas numa Biblioteca de Almada. A terceira são de rosas brancas da Roseira da minha Avó Rosa. Estão no "Quintal de Cima", também quase há 50 anos!!! Vieram de rebento - ladrão, do quintal da minha Avó. Há quantos lá estaria a roseira original?! Sempre me lembro de lá estar a planta. Provavelmente, a planta primitiva terá para aí um século! Sabendo que o exemplar que tenho no meu quintal é um clone da original...

E porquê esta foto de roseira branca?!

Porque o branco é símbolo de Paz.

Paz que tanta falta faz!

Ligações para outros postais em que publiquei sobre o 25 de Abril:

Em Abril, abriu-se um dia!

Crónica sobre Sessão de Poesia.

Celebração 25 Abril: Sem pimenta ideológica!

Abril (25) – Maio (1) – Covid (19)

Em-abril-abriu-se-um-dia: Poesia Visual!

 

Humildade, Vaidade…

Medronheiro. Foto original. 02.12.23.

Negociação… Consenso… Acordo!

Nos postais anteriores, falara de humildade, contrapondo a vaidade e como desiderato para o futuro governo, em modo minoritário. Da necessidade de negociar, procurar acordos, consensos, para encontrar soluções governativas.

Para eleger o Presidente da Assembleia da República foram necessárias quatro tentativas. E o resultado só aconteceu após negociação e acordo entre PSD e PS.

Concordo totalmente que o governo futuro seja presidido pelo PSD. Faz todo o sentido. Mas para desbloquear a governação vai ter de acordar muitas medidas com os outros partidos. Sendo de oposição todos eles, é imprescindível estruturar uma oposição construtiva, dialogante. Seja à direita, à esquerda, ao centro. Não vai ser fácil!

Não precisam sentir-se "ofendidos", "rejeitados", por nesta fase ter havido negociação entre PS e PSD. Nem se armarem em “bota-abaixo”, a tudo e mais alguma coisa, só porque não foram “escolhidos” para negociar.

Partindo do pressuposto que os deputados eleitos defendem os interesses do País, importa que a legislatura perdure os quatro anos. E que ajam de modo que tal desiderato aconteça. Não ganhamos nada com novas eleições, nós, portugueses que não estamos diretamente dependentes de partidos. Para os quais – partidos - eleições são música para os ouvidos!

Só daqui a dois anos é que haverá um deputado PS a presidir à Assembleia. Até lá muita água vai correr debaixo das pontes. E, se a legislatura lá chegar… Toda a gente vaticina que não! Não será fácil, não!

E com a febre de dissolução de parlamentos que prolifera neste "jardim à beira-mar plantado", mais nas ilhas adjacentes, eu não digo nada. Embora discorde em absoluto!

Também nestas situações é importante saber negociar. Acordar! Consensualizar!

(A propósito de pontes… Caiu uma ponte lá para Baltimore! E de tempo… Ontem foi um dia de tempestade… Nelson?!)

Uma Páscoa Feliz e Florida!

*******

(A foto?! Não é de agora. É de 02/12/23, no “Quintal de Cima”. Sabe de que Árvore, Caro/a Leitor/a?! Digo-lhe que é de uma árvore / arbusto autóctone.)

 

“Humildade não te faz melhor que ninguém, (...)

…mas faz-te diferente de muitos.”

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Vamos ter nova governação, novo governo. Por enquanto, tudo em estado de graça. Um “novo ciclo”, como designam os “nossos especialistas”.

A ver vamos! Cá estaremos para ver, se Deus quiser!

A máxima que titula o postal define a atitude que deve enformar esta nova governança. Humildade! Humildade! Humildade!

De arrogâncias estamos fartos! Fartos! Fartos!

E como é que um governo minoritário quer governar, se não tem maioria parlamentar?! (Mesmo tendo o aval, a simpatia, de Sua Excelência o Senhor Presidente da República?!)

Há que negociar. Negociar! Negociar com as direitas, de quem estarão mais próximos. Com as esquerdas… Negociar, para governar. Quatro anos a negociar, a chegar a acordos, a consensos.

Chegarão aos quatro anos?!

Esperemos que sim. Porque de eleições antecipadas estamos fartos!

(Despesas inúteis!)

Considerações finais:

- A máxima que titula o postal não é de minha autoria, como se depreende (“…”)

Vi-a escrita num quadro, exposto num restaurante da Ericeira, uns dias antes das eleições.

("No Largo há Tasca". Passe a publicidade...)

A foto?!

Uma papoila. (Não tem nada a ver com partidos!)

Foi tirada no meu quintal e direciona-nos para uma estória simples, mas muito rica de conteúdo, que me foi contada, no sábado passado, por uma Senhora: Dona Maria Nunes.

Publicarei em “Apeadeiro da Mata”.

(Reporta-nos para a beleza da papoila, também para a sua vaidade, por ser bela, mas simultaneamente para a sua fraqueza e fragilidade. Fraqueza! Fragilidade! E inutilidade... !!!!)

 

Eleições antecipadas, Tempo, Provérbios…

Instabilidade Política.

Um provérbio sobre o tempo e a “Senhora das Candeias / Senhora da Luz / Candelária” diz que “Senhora das Candeias a chorar, o Inverno está para acabar. Senhora das Candeias a rir, o Inverno está para vir.”

Neste ano de 2024, aconteceu esta segunda parte do provérbio: “A Senhora esteve a rir-se…” Isto é, esteve um dia de sol! E não é que estando um dia agradável, de sol, nesse dia 02/02/2024, o Inverno chegou em força, nomeadamente nestas duas últimas semanas, finais de Fevereiro, inícios de Março?! Antes das eleições, a chuva, o vento, o frio, frio, a neve, deram-nos mostras do verdadeiro Inverno. Confirmaram o ditado. (E irá continuar o tempo invernoso?!)

No dia 10 – dia de eleições – o tempo melhorou, a convidar a votos! E os portugueses, ajudados pelo tempo, certamente conscientes da importância do ato eleitoral, acorreram às urnas.

E os resultados foram o que foram. Toda a gente conhece.

Outro ditado, este de Março: “Março marçagão, de manhã Inverno, à tarde Verão”.  Face às escolhas efetuadas, o ditado ganha outra interpretação: “Março marçagão – tempestade ao serão”!

De acordo com os resultados, embora falte saber, quem é quem, do círculo da emigração – “não será pôr o carro à frente dos bois?!”, supostamente será o Srº Montenegro a ser indigitado para futuro primeiro-ministro. A sua coligação “venceu” as eleições, por margem mínima, mas “venceu”. Uma “vitória”, sobre a qual o rei Pirro, se ele por aí andar, terá muito a dizer. (Outro provérbio!)

Nada disto importa, ou talvez importe. O que observamos, face à distribuição dos deputados por partidos, ao que cada um disse e repetiu durante a campanha eleitoral, não é possível uma maioria estável de governação.

Vimos de duas eleições antecipadas – ambas desnecessárias – e o que nos espera?!

Antes de mais, apresentar este panorama de instabilidade a quem teve uma responsabilidade, por demais relevante, para que isto ocorresse.

Ora aqui está, Vossas Excelências! Para si, que tanto batalhou por eleições antecipadas. E para você, que desperdiçou uma maioria absoluta!

Face ao que se avizinha, e tornando ao provérbio inicial, depreendo que o “Inverno ainda está para vir”! Mesmo que, entretanto, haja um “Verão quente”!

Alguns pormenores…

Se os nossos partidos se regessem, realmente, pelo interesse nacional, havia um “Governo do Bloco Central”. Mas como, se PS e PSD nunca se entenderam nestes cinquenta anos?! Se criaram uma divisão - “esquerdas – direitas” - precisamente colocando estes dois partidos em polos opostos?! Se ambos os partidos são dirigidos por personalidades cada qual de ego mais flamejante que o outro?! Para além dos personagens que, dentro de cada partido, querem brilhar nos corredores do Poder!

Ainda…

Não estou, nem de longe nem de perto, nem na forma nem no conteúdo, chegado ao Sr. Ventura! Mas quem votou nele é tão pessoa como quem votou noutro qualquer partido.

É tempo de olhar, valorizar, mais de um milhão de votantes. Integrar, construtivamente, 48 deputados! Educá-los, fazendo-os participar em cargos de responsabilidade. Há por ali também gente de valor! Não serão apenas “uma tropa de choque”!

A ver vamos no que vai isto dar!

Veremos como vão “descalçar a bota”! Nestes casos, são várias botas. Nalguns casos “não bate a bota com a perdigota”!

Sua Excelência que “descalce a bota”, que se meteu numa “camisa-de-onze-varas”!

O pior, é que “quem paga as favas” somos nós e “quem se lixa é sempre o mexilhão”!

*******

E, ainda, e para finalizar, um provérbio que ouvi ontem, ao Amigo Zé António. Nunca ouvira antes! “Vinagre em casa de pobre é vinho do Porto.”!

Saúde e Paz, que tanta falta faz.

 

Elas aí estão: a eleição antecipada e a campanha eleitoral…

Plátano do Rossio. Original. Março.23.

... Aproximando-se da reta final.

Já o escrevi e repito. Não concordo com eleições antecipadas. Bem podiam ter sido evitadas, tanto estas, quanto as anteriores. Bastava tão simplesmente que, quem mais pode e manda nestes assuntos, tivesse agido de outro modo. Mas elas aí estão e há que votar. Esse foi um dos desideratos do “25 de Abril” e há que concretizá-lo. A Liberdade, nomeadamente a de expressão, foi uma das conquistas alcançadas. Muito boa e santa gente que por aí perora, por tudo e por nada, não imagina sequer as dificuldades em publicar, opinar. Ademais antes do advento das novas tecnologias de informação. Hoje, queixamo-nos de tudo e nada, mas vivemos num Portugal substancialmente melhor do que há cinquenta anos! Obviamente, muitos fatores, múltiplos e diversos, para isso contribuíram.

Quando olhamos para o panorama partidário, não falta por onde escolher. Mas quem não tem quaisquer interesses partidários nem pensa auferir qualquer benefício por partido X ou Y vir a governar, a decisão não é fácil. Vai-se pelo mal menor!

Olhando para os atuais dirigentes partidários, o panorama é o que é. Cada qual formule a opinião que muito bem entender, sobre a respetiva qualidade. Sem fanatismos partidários ou clubísticos, o panorama é realmente desolador. Lembrando-nos dos históricos da Democracia, nos finais de setenta - Freitas do Amaral, Sá Carneiro, Gonçalo Ribeiro Teles, Mário Soares, Álvaro Cunhal, o General Ramalho Eanes como Presidente da República e comparando com o panorama atual….

Mas… não falta por onde escolher. Quase uma vintena de candidaturas!

Mas votar num distrito em que se elegem apenas dois deputados tem os seus constrangimentos. São de menos?! São de mais?! Depende. Nomeadamente do trabalho que façam e do que pugnem pelo distrito.

Naquele em que me insiro – Portalegre – faltam obras estruturantes, que tardam há mais de trinta anos: o IP2, que está estrangulado em vários locais. Que conheça, desde logo a ligação à A23. Tanto se fala em pontes no Tejo, lá para as Lisboas… Os “cruzamentos” entre Alagoa e Flor da Rosa, o de S. Lourenço de Mamporcão; a travessia dos Fortios, a entrada em Portalegre – desnecessária; o viaduto sobre a Linha do Leste, na estação de Portalegre. E a travessia de Estremoz, em que o traçado deveria estar desviado da cidade, desde que este itinerário principal foi iniciado.

Estes alguns constrangimentos que conheço.

A Linha do Leste, devidamente estruturada, eletrificada, constituí-la como estruturante para o transporte de mercadorias de Espanha para Portugal e vice-versa. Tanto se fala em TGVs!

Obras que faltam e que estes dois deputados que têm andado pela Assembleia se têm esquecido! Deputados a menos?! Não sei! Sei que Lisboa e Porto têm demais!

Votar? Não votar?! Votar. Sim! E tanto assim que até já votámos antecipadamente!

Refletidamente!       

Pois… Caro/a Leitor/a, faça favor de votar, segundo as suas convicções. Candidatos não faltam!

Sondagens?! Muita manipulação pelo meio.

Saúde e Paz!

Black Friday – (Reedição de poema!)

Pôr do sol. Foto original. Nov.23.

("Black Friday")

 

Sexta-feira negra, sexta

Anda todo o mundo besta

Atrás de cabaz, de cesta

De compras ao desbarato.

 

Quantas vezes são gato

Por lebre, que até o rato

Do capital fez um trato

C’o diabo do consumo.

 

Gasto e mais gasto sem rumo

Tanta roupa em desarrumo

Tudo isto, em resumo

É mais comprar só por comprar!

 

Que compre, compre sem cessar

Porque o mundo vai acabar

É levar cesto abarrotar!

 

Black Friday, em cada ano

Outro import americano

É sempre mais um engano.

 

É bom lembrar que o planeta

(Bem pode dizer que é treta!)

Tem recursos limitados!

 

Se vamos gastar, gastando

Como gastar nós gastamos

É certo que nos tramamos

A consumir, consumando

Nossa geração e vindoura

Nada de bom nos agoura!

 

Hoje e amanhã tramados!!!

 

Novembro / Dezembro 2019

(Na sequência da “Black Friday” de 6ª feira 29/11/2019.)

 

 

O Costa do Castelo ou o Castelo do Costa?

Mas que Costa?! Um Costa que não era o Costa, que deu à costa!

Uns bitaites e não só, a propósito de um filme num país que é uma farsa, uma comédia de filme, numa tragicomédia de país!

O Castelo do Costa ruiu de vez!

E que castelo! Um castelo de cartas. De cartas e de que baralho! Mais do que um sarilho, foi um “saralho”! As cartas sempre a cair! Tantas caíram, que o baralho caiu de vez.

O baralho de cartas desfez-se! De vez?!

Uma tristeza, este país! Esta governança resultou de eleições antecipadas. Tanta gente a desejar a ruína do Costa e o país deu-lhe os naipes todos: maioria absoluta. Mesmo assim foram estes meses de constantes sobressaltos. O Costa e os seus “amigos” deram cabo disto tudo. Desperdiçaram oportunidades, umas atrás das outras.

Quem tem amigos assim, a quem confiar assuntos de relevo, não precisa de inimigos. Nem sequer de adversários. Foi por dentro que a governança se desfez! Foi sendo corroída internamente. Mas sempre “apertada” de fora. Não havia necessidade!

Tanta gente a rir, a saborear! A gozar o pagode!

Anda já tudo num rebuliço. Já todos andam numa roda-viva com as eleições, outra vez. Outra vez?! Se, entre as oposições, se vislumbrassem umas cartas de jeito, vá que não vá… Mas a desgraça é tal que, se estes são o que são e que mostraram, nos outros não se descortinam melhores qualificações, outros níveis de habilitações!

Há muito boa e santa gente achando piada a estas barafundas. Não acho piada nenhuma. É o país que se afunda. Por seis meses o país vai ficar “em banho-maria”!

São assuntos fundamentais, que vão ficar parados, novamente congelados, adiados.

E refiro os que mais se reportam às Pessoas. Tudo o que respeita ao SNS – Serviço Nacional de Saúde. À Educação. À Justiça. (Tanto no respeitante aos utentes / beneficiários, como aos trabalhadores, prestadores destes serviços.) À Habitação.

Não falo no aeroporto! Por mim, se puder e nos tempos que me restem de viver, evitarei andar de avião! Mas será importante definir um novo aeroporto, segundo se diz e se trata há mais de meio século! Opinando, se de facto vierem a concretizar um novo aeroporto, e se o que digo tiver algum valor, que o construam fora da “Grande Lisboa”. Na Margem Norte do Tejo. Nunca na Margem Sul. (Jamais, como disse o outro. Jamais! – em francês.) (Quem tem de ir todos os dias trabalhar para Lisboa, atravessar a “Ponte 25 de Abril”, que o diga.)

Olhem e porque não dão melhor utilidade ao de Beja?!

E os comboios?! Nem sequer andamos a vê-los passar, porque muitas linhas estão completamente desativadas. Não há uma ligação direta a Madrid; quanto mais Paris, ou a Europa! Saudades dos tempos em que era possível viajar de Lisboa a qualquer destas capitais, de comboio. Diária e diretamente! E correr a Europa no inter-rail.

(E pelos comboios me fico que estou com pressa e este postal está por demais atrasado. Como, aliás, os comboios!)

E, afinal, o Costa a modos que se foi, por um recado que parece que não era para o Costa!

Antes o Costa do Castelo!

Saúde e Paz, que tanta falta faz!

 

Cacela Velha - Velha Cacela

Cacela Velha. Set. 23

Barco de mastro sem vela… ...

Em 2014, no Verão… fomos a Cacela Velha. Uma pequena e antiga povoação, no Algarve – Sotavento - Concelho de Vila Real de Santo António.

(À data, inspirado pela beleza do singelo povoado e surpreendente paisagem envolvente, quiçá pelo espírito poético que aí se respira, a marca identitária de vários Poetas e Poetisas, escrevi um poema de 9 versos: 3 tercetos! Cacela Velha.

Publicado neste blogue a 15 Dez. de 2015, na sequência da divulgação do lançamento da XIII Antologia do CNAP, onde também figura.

Documentado por duas lindas fotos de DAPL.

Voltaria a ser publicado no Boletim Cultural do CNAP nº 124 – Ano XXVII, Jul. 2016.

E também em: "Encontro-alem-mar-brasil-portugal" - Antologia.

E voltará a figurar na Coletânea de 21 poemas meus, que organizei, a convite da APP, para ser publicada em Nov./Dez.)

Cacela Velha. Set. 23

Este ano, quase dez anos depois, lá voltámos. Ainda no Verão, já em Setembro.

O encanto persiste. A singeleza e particularidade do pequeno povoado, a paisagem da Ria, o perder de vista do mar, que as fotos anteriores testemunham.

Mas achei demasiado o turismo! (Algum lixo na encosta envolvente da colina.)

Os efeitos da força do mar!

Cacela Velha. Set. 23

Receei pela base envolvente em que assenta a pequena localidade; a fortificação, que continuava fechada e num dos baluartes mostra os efeitos do tempo; a muralha, a belíssima igreja, desta vez aberta; a escadaria, o cemitério…

Impõe-se restringir o acesso à “laguna”, vedar esse acesso (?), construir um passadiço, como os de Monte Gordo, permitindo a circulação das pessoas em redor da colina, da fortaleza, mas condicionando a ida para a Ria. (Digo eu, que não sou de lá, nem lá vivo, que vou só ver as vistas, de dez em dez anos! Os moradores têm, evidentemente uma palavra a dizer.)

Mais uma foto:

Cacela Velha. Set. 23

(Marcas do Tempo!)

Voltarei a publicar outras em futuro postal.

E ainda...

Cacela Velha. Set. 23

O Largo do Poeta!

 

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