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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Futebol - Covid - Solidariedade, precisa-se!

Futebol: Postal suscitado por um comentário ao postal anterior.

Janela de Castelo. Alentejo. 2018. 02. jpg

 

No postal anterior sobre o futebol, escrevi que não iria escrever mais. Supostamente sobre o dito cujo da bola. Mas, nunca deves dizer nunca…

A propósito de um comentário de “Kruzes Kanhoto”, que transcrevo, respondi, como por norma faço. Não concordo nada com as pessoas que não respondem aos comentários que lhes deixam.

Mas fiquei com alguns aspetos por dizer, para não alargar muito a resposta. Resolvi fazer outro postal sobre o assunto, que tem pano para mangas…

Transcrição de comentário e da minha resposta:

“Será, todos concordamos, muito dinheiro. Mas, mesmo a sério, alguém acredita que se eles ganhassem menos alguma coisa mudaria no mundo? Não sejamos ingénuos...”

(…)

Respondendo simplesmente à sua pergunta, de facto, também julgo que não. Porque o que tem que mudar é alguma coisa no Mundo para que também mude no futebol. E a crise que estamos vivendo, cujo final ignoramos em todos os aspetos, tanto no como, mais ainda no quando terminará, deverá ser uma oportunidade para algo mudar. É imperioso e urgente que o seja!

(…)

As medidas a tomar deverão ter em conta alguns princípios básicos de resolução, que passam necessariamente pela solidariedade a todos os níveis, pela entreajuda e procura de soluções globais.

A distribuição mais equitativa da riqueza deverá ser uma premissa básica para resolver esta crise e principalmente as que se adivinharão, que a continuar esta situação por muito tempo, problemas mais graves ainda sobrevirão.

A questão do futebol é um dos exemplos, pela sua importância à escala global, a todos os níveis. Para que o mesmo continue, que alcance, a breve trecho, a pujança que tinha, é necessário que quem tem mais poder económico, financeiro, saiba repartir com quem tem menos e abdicar do excesso de capital habitualmente disponível, para que os mais fracos possam ter algum para também sobreviverem.

Porque de que adiantará se houver clubes ou jogadores excessivamente ricos, se os que militam em clubes de menor poder financeiro não conseguirem o mínimo para poderem sequer jogar?

Esta repartição deverá ser inclusive institucionalizada no futuro.

No caso português, por ex., habitualmente são três clubes que aspiram à liderança no campeonato. Nestas duas décadas praticamente têm sido dois. Depois há a taça, em que há maior diversificação. Estes Clubes são os que ascendem aos jogos europeus. Daí, desses jogos internacionais, advêm verbas avultadas, para além das inerentes ao vencerem as provas nacionais.

Dessas verbas, e esta ideia nem é propriamente original da minha parte e julgo que até se pratica nalguns países, dessas verbas, uma percentagem predefinida deveria ser distribuída equitativamente por todas as equipas que tivessem participado no campeonato. Haveria assim uma distribuição mais igualitária da riqueza e teoricamente levaria a um fortalecimento das equipas de menor relevância e plausivelmente até a campeonatos mais competitivos.

Porque reconheçamos, pese embora as preferências clubísticas que temos, um campeonato em que ganham sempre os mesmos, em que à partida, ou ganha A ou B é muito menos aliciante, dá muito menos pica!

Como as coisas estão, até quase bastava sugerir jogar uma final A com B e decidia-se o campeonato. Neste ano, como estavam as coisas até na taça será (?) A com B!!!! Nalguns países, como na Itália, a Juventus já ganha há não sei quantos campeonatos!!!!

E as verbas publicitárias como são distribuídas?!

E os direitos televisivos?!

E, friso novamente, os ordenados dos futebolistas são, de facto, imorais, face à realidade em que vivemos!

E que seria de nós se não houvesse gente a trabalhar, para sustentar a nossa “quarentena”?!

E que será de nós se os agentes de saúde soçobrarem no seu combate?!

Resumindo e concluindo, goste-se ou não, o futebol marca as nossas sociedades à escala global. Gera imenso valor acrescentado em variadíssimos contextos sócio económicos. Mas também é verdade que serve para que muitos dinheiros, perdidos ou achados não sei onde, sejam encaminhados para os rios de dinheiro que correm à superfície… (Para bom entendedor…)

E, por isso e até por isso, também é verdade que os jogadores de futebol, os craques, os que militam nas grandes equipas, auferem vencimentos astronomicamente “pornográficos”! Frise-se!

(E a foto?! Representa como nos sentimos: emparedados, uma réstea de luz, mas sem ver nada de nada definido.)

 

 

E o Futebol e os futebóis?!

Não escrevo mais nada!

Desenho Original. 2020. 03.jpg

 

Neste ramo sócio profissional onde os milhões proliferam como areia no deserto, e muitos desses milhões vêm precisamente desses campos no deserto (!), no futebol, digo, têm surgido iniciativas meritórias, da parte de futebolistas, empresários, clubes. Valorizem-se essas atitudes!

É altura de quem mais ganha abdicar em favor dos que menos auferem, ajudar clubes e colegas onde há menor poder financeiro. (Que no futebol também há filhos e enteados.)

E para que precisam uns de ganhar tanto, tanto, e outros tão pouco?!

Agora ninguém está a jogar.

 

E, a propósito, de o aqui e o agora sem futebol…

Têm notícias de alguém que tenha morrido por não se estarem a realizar jogos de futebol?!

(...)

 

E quantas Pessoas têm morrido devido ao corona?!

(…) Não digo mais. Para bom entendedor…

 

Então, distribuam os salários exorbitantes dos futebolistas e associados a todos os que trabalham para assegurar a Vida de nós todos, sem excepção!

Essas Pessoas são os Verdadeiros Heróis!

 

(Ainda ontem foi noticiado que Jota Jota, lá no seu Mengão, renovou por milhões.

Então, mas esta gente não se enxerga?!

Num país em que a miséria é o que é, tão gritante?!

 

Não escrevo mais nada!)

(Foto de Desenho também na mesma onda da "reclusão", de Março.)

Os “Se…” não contam para a História!

União Europeia … Ação!

E “bitaites”...

Redes. Desenho Original 2020. 02. jpg

 

Como frisei noutros postais, a União Europeia foi tendo uma atitude essencialmente reativa, na gestão do problema "Covid 19". Ainda em Fevereiro, antes do Carnaval, as fronteiras de e para Itália deveriam ter sido logo fechadas.

A China também deveria ter atuado mais cedo, é certo, mas mesmo após a respetiva atuação, a Europa não agiu.

Mas os Se… não contam para a História!

 

Agora é imperioso e urgente, e precavendo o futuro, que a UE adote atitudes proactivas.

Há que pensar e agir face às crises que surgirão e nas formas de as minimizar.

Solidariedade, precisa-se.

Ganharemos todos, de modo a não haver convulsões sociais desnecessárias. Distribuição da riqueza de forma mais equitativa.

Quem muito tem, repartir com quem tem pouco. Ajudar os mais pobres, os mais fragilizados, tanto a nível pessoal e social, como empresarial e institucional. Entre países.

Solidariedade à escala global.

Os Bancos têm papéis fundamentais a desempenhar na ajuda aos cidadãos, às empresas. Não é só o Lucro que conta!

 

(Nesta conversa despretensiosa, não posso, nem quero, deixar de frisar as atitudes e conversas de alguns personagens da política internacional: iguais a eles mesmos. Achincalhavam, negavam, gozavam…! Imprudentes, impreparados, no mínimo. Sem qualquer sentido de Estado, nem consciência da posição que ocupam. Surpreende, todavia, como tais indivíduos chegaram a onde chegaram... Se um trampa, o outro bolsa! Sem mais. Adiante!

Outros por aí, com menos destaque, também arriscaram na mesma onda. É preciso que consciencializem as posições que ocupam e os tempos que se vivem!

E, com alguma ironia, perdoe-se-me nestes tempos, lembrar os “políticos” ingleses que tanto quiseram sair da UE e agora que saíam…

E nos “políticos” italianos, que tanto se opunham às entradas de migrantes / refugiados… )

 

E como estarão a viver esta situação esses Povos assolados por guerras e os consequentes Migrantes / Refugiados?!

 

(Nota Final: O desenho "Redes" também original, faz parte do conjunto que elaborei em Fev. no contexto do designado "Corona Connection".)

Portugal - Covid – Educação - Saúde

Conexões. Trabalho Original. 2020. 02. jpg

Deixando um pouco de parte o “Limoeiro…

E como gostaríamos de ir colher limões e sair desta reclusão e abraçar quem gostaríamos e não podemos…

Foto Original Limoeiro 2020. 01. jpg

 

Vou debitar algumas ideias sobre esta situação que vivemos.

 

No que respeita a Portugal e à Educação, há que definir medidas já, de curto prazo, que contemplem esta situação excecional.

 

Medidas e normativos gerais, comuns a todo o País, em função dos vários ramos de Ensino, mas também com alguma flexibilidade, deixando margem de manobra às Escolas, porque há, de certeza, múltiplas variedades e especificidades.

E mesmo em cada Escola haverá casos e casos, tanto no referente a Alunos, como no respeitante a Professores. Ter também em conta as particularidades disciplinares, porque se nalgumas disciplinas os processos definidos foram mais fáceis de aplicar, noutras não terá sido assim tão fácil.

 

Ouvir as Escolas, e os Agentes Educativos!

Equacionar uma Avaliação o mais justa possível. Pensar e definir sobre Exames, sobre Acesso ao Ensino Superior. (…)

 

Há muito que fazer e atempadamente, porque é óbvio que não haverá aulas presenciais no 3º período. (Não se iludam nessa possibilidade.)

 

Futuramente e de modo muito provável, o ensino à distância e as novas tecnologias em contexto de sala de aula ganharão outra dimensão e relevância, maior que a que já tinham. Digo eu, não sei!

A valorização da Escola e dos seus diversos Agentes Educativos, desejo que seja uma aprendizagem interiorizada por todos os seus principais beneficiários: Alunos, Pais, Encarregados de Educação. Digo eu, sei lá!

E, Senhor Encarregado de Educação, teve mais oportunidade de acompanhar o seu Educando?!

Bem sei que muitas Pessoas trabalham, enquanto eu debito estes bitaites. Bem sei!

 

Aproveito para agradecer a todos os Profissionais que trabalham, para assegurar a nossa vivência quotidiana.

A todos, sem exceção, não podendo, porém, deixar de realçar todos, mas todos os que trabalham no ramo da Saúde, direta ou indiretamente, nos mais diversos locais. Cuidem-se também, que são imprescindíveis.

(E tantos Profissionais infetados, porque as condições de trabalho têm sido terríveis e os meios e equipamentos escassos…)

E lembrar que nestes tempos, com especial realce, o Setor Privado tem as mesmas obrigações que o Público.

Porque o dito cujo “bicho” não faz quaisquer distinções.

Tanta gente, que há bem pouco tempo, achincalhava SNS, os Profissionais de Saúde e da Educação.

Mas, adiante, que se faz tarde…

 

O processo produtivo, no que é essencial, não pode parar. Os bens e serviços fundamentais não podem sofrer quebras desnecessárias.

Ruturas na sociedade serão prejudiciais para todos.

Há que tomar medidas para que a Economia não colapse, e que as Pessoas não percam os meios financeiros para acederem às condições básicas de Vida: Alimentação, Habitação, Saúde…

 

(Mas todos estes problemas se processam a uma escala global…Somos todos interdependentes.)

 

(Notas Finais: Foto do célebre Limoeiro. Árvore com mais de 40 anos. Foi o meu Pai que o comprou e plantou. Anos setenta!

E imagem de desenho que fiz, princípios de Fev. deste ano, já inspirado nesta situação do corona.)

Covid – 19… Ainda!

Saúde e Educação

Nestes postais sobre a situação que vivemos, resultante da proliferação infeciosa do célebre coronavírus, já aqui abordei a atitude fundamentalmente reativa com que a UE “agarrou” o problema, não tendo levado a um fecho mais lesto das fronteiras, Portugal aventura-se timidamente… (Bem sei que é precisa alguma contenção, mas…). Realcei também o facto que estas e outras ameaças são as atuais e verdadeiras guerras que a Humanidade trava e terá que travar no futuro, com inimigos comuns a todo e qualquer Ser Humano, ademais imprevisíveis e desconhecidos.

Com um tom mais ligeiro também relacionei com futebol e poesia.

 

Vou continuar no tema, mas quero sair deste assunto, que tanto inquieta e atormenta.

 

Ontem lembraram-se, através das redes sociais, de agradecer aos profissionais de saúde. A todos os que trabalham nos variadíssimos serviços prestados neste ramo, alguns mais especificamente, pelo “combate” que travam face ao vírus, que nos chaga a vida. Bateram-se palmas, às janelas e varandas! Inteiramente merecido esse reconhecimento. Ainda há bem pouco tempo se achincalhavam esses mesmos profissionais e o SNS. Já aqui escrevi sobre a importância que o setor da Saúde, bem como o da Educação tiveram na melhoria generalizada das condições de vida deste País e do mundo em geral. E do necessário reconhecimento do trabalho desenvolvido pelos respetivos agentes, sem desprimor, obviamente, de qualquer profissão. Neste postal quero frisar alguns aspetos relacionais entre Covid 19 e Educação.

 

Mas antes também quero mencionar outros setores profissionais, que não estando propriamente na “luta direta”, muito contribuem também para fazer face à ameaça. Por ex., os profissionais dos supermercados, que diariamente se expõem sob múltiplas facetas e que nos permitem termos acesso aos bens mais essenciais. Os profissionais de distribuição e fornecimento. Os profissionais de transportes, nomeadamente de passageiros, que permitem assegurar o funcionamento de muitos outros serviços, eu sei lá… os profissionais de segurança pública, os profissionais de limpeza e higiene públicas.

 

Há uma interdependência permanente, constante, um elo de ligação, entre tudo e todos e que, nestas situações, para o bem e para o mal, neste caso muito especificamente, se observam constante e diariamente e nos direcionam para a indispensabilidade de cooperação.

 

No respeitante à Educação, vão deixar de haver, temporariamente, aulas presenciais. Irão ser substituídas por ensino à distância.

Formulo votos de que seja possível concretizar essa possibilidade a 100%.

Em variados casos, pais que não estejam a trabalhar, poderá ser uma aliciante oportunidade de acompanhamento dos filhos e dos respetivos professores, em lecionação em direto.

Senhor/a encarregado/a de educação, aproveite esta oportunidade para estar mais próximo do seu educando! E dos respetivos professores. (À distância recomendada...)

Covid  – 19 e Poesia!

Covid 19 e Poesia?!

 

Surpreende - se, Caro/a Leitor/a?!

 

Pois… Poesia, mas nenhum poema que eu tenha escrito sobre o tema. Ainda que goste de escrever sobre temáticas de cariz social, muitos textos poéticos, mais ou menos originais, melhor ou pior escritos, têm sido publicados neste blogue sobre assuntos dessa natureza.

Desde “Amor do facebook”, até “Selfie” ou “Sexta - feira negra”, muitos têm sido os “postais” que tenho publicado, divulgando poesias dessas áreas.

 

Todavia este tema, assunto, que agora assoberba os meios de comunicação, pela sua importância e gravidade, não me suscita a criatividade poética.

Então a que propósito a Poesia se interliga com o célebre dito “bicho”, que nos atormenta e inquieta, nos condiciona, a todos nós, em todo o mundo?

 

Bem… Várias das Associações ligadas à Poesia, a que estou associado, decidiram, e muitíssimo bem, suspender as diversas atividades programadas para Março, aplicando as medidas de contenção face à propagação do vírus. Decidiram bem, tive oportunidade de manifestar a minha concordância através do mail, tanto para a APP, como para a SCALA.

 

Não quer dizer que as reuniões, encontros poéticos, tertúlias, tenham assim números assombrosos de gente, é verdade, e é pena, mas não sendo muitos, que geralmente não somos, de facto, somos muitíssimo importantes, como, aliás, todo e qualquer Ser Humano, apesar de haver por aí grandes camafeus…

 

Mas, reconheça, Caro/a Leitor/a que não é toda a gente que tem o dom da Poesia…

E o que seria do Mundo e de Portugal sem os Poetas, as Poetisas e a Poesia?!

 

Está, deste modo, explicada a interligação Covid 19 – Poesia. E logo neste mês tão emblemático, dedicado à Primavera e à Poesia.

 

Ainda farei a conexão deste dito cujo, cujo nome se omite para afugentar maus presságios, com outros contextos.

 

E quanto à criatividade poética sobre o mesmo, nada me garante que ela não possa acontecer, pois que não mando no meu pensamento criativo, por vezes surgem-me poemas, poesias, versos, prosas poéticas, quando menos espero. Ser Poeta é um Destino, é uma Condição, em que não me determino. Acontece Poesia… muitas vezes, independentemente da minha vontade.

 

E por hoje, e por agora, termino este meu postal!

 

Saudações Poéticas!

Covid - 19 e Futebóis!

Sugestões para colmatar o vazio sonoro dos estádios sem adeptos.

 

Face ao alastramento da epidemia, vários espetáculos e eventos desportivos têm sido suspensos uns, adiados outros. Jogos de futebol sem público. Acho muito bem! Acho muito bem que se evitem grandes ajuntamentos de pessoas, isso inclui, obviamente, aquela enchente de Carcavelos. (Esta gente não tem tino!)

 

Todavia percebo que deve ser altamente frustrante para os craques jogarem sem o apoio do público, sem aquela gritaria em uníssono de “Goooollloooo!”.

Já os impropérios, os archotes, as garrafas, são, de todo, dispensáveis. (E, a propósito, esses energúmenos que atiram objetos não aconselháveis para os recintos desportivos são ou não suscetíveis de identificação e subsequente erradicação dos estádios, para além de criminalizados?!)

Reconheço que esse empolgamento indispensável dos adeptos gritando, cantando, acompanhando as jogadas, será realmente contagiante e apelativo nos jogos.

 

Daí, lanço uma ideia, que poderão pôr em prática, sem me pagarem nada pela mesma, que não a vou registar.

Criem umas trilhas sonoras adequadas aos momentos empolgantes, de golo, penalti, livre, fora de jogo, canto, falta, impropério ao árbitro, cartões amarelo e vermelho, eu sei lá…

Essas bandas sonoras seriam por ex. com a reprodução dessas sonoridades de jogos anteriores, há imensas gravações, imensos peritos nessas atividades e, vai daí, soariam nesses momentos marcantes.

 

Para alegrar e animar as hostes poderiam igualmente criar músicas adequadas a esses momentos específicos, como nas touradas, uns pasodobles, outros ritmos adequados e condizentes com os respetivos momentos futebolísticos.

 

É em situações críticas que surgem criações originais.

Mãos à obra!

Não devem é os artistas da bola ficar sem o incentivo sonoro que tanto empolga os estádios!

Que breve, breve, vão fechar todos! E que vai ser de nós sem o futebol?! (…)

 

E já agora, frisando:

Sempre tantos, tantos milhões para futebóis! De onde vem tanto milhão?! Chocante!

Quando tanto falta noutros setores, como agora bem se constata na SAÚDE!

 

Covid - 19: Guerras - Refugiados - Paz

Reflexões em conexão!

Guerras e Paz!

 

À data que escrevo, os países europeus, nomeadamente os que nos estão mais próximos e especificamente Portugal, puseram em prática medidas mais drásticas para contenção do vírus. Pecam por tardias, realçando Itália que atuou muito tardiamente e Portugal, o que mais nos interessa, que não agiu logo de forma ativa perante os portugueses vindos de Itália, antes do Carnaval.

Nesta confusão de países afetados, chama-me a atenção a Coreia do Norte. Rodeada de países afetadíssimos: China, Coreia do Sul, Japão. Não há casos?! Mistério!

 

Se há algo que esta pandemia nos deveria fazer refletir, muito especialmente para os dirigentes, os que mandam realmente neste Mundo, é sobre a precariedade da Vida Humana. Como perante uma ameaça desta natureza, a Natureza nos alerta para a nossa condição de fragilidade e igualdade perante algo que nos é inevitável: a Morte. A “Mulher da Gadanha” está sempre presente e nem toda a evolução das nossas modernidades nos permite escapar dessa fatalidade.

Essa condição deveria fazer pensar todos os Donos deste Mundo, os senhores da guerra, os dirigentes das grandes, médias, pequenas potências: a inutilidade da Guerra.

 

A verdadeira Guerra a travar pela Humanidade deverá ser perante estas ameaças que surgirão periódica, ciclicamente. Ultrapassada esta pandemia surgirão outras no futuro. É só olhar para o passado. Há pouco mais de um século, 1918, a eclosão da designada “Gripe Espanhola” teve mais efeito na mortandade de soldados nas frentes, que as próprias armas. E foi um dos fatores que apressou o final da 1ª Guerra!

 

A disponibilização de recursos para vencer e preparar os “ataques” a estas e outras calamidades, para as catástrofes naturais, a ocorrerem todos os anos e nos mais diversos locais da Terra, deverá ser a prioridade de exércitos, marinhas, forças aéreas, das Forças Armadas.

Uma reconversão funcional e material dos recursos militares, a todos os níveis, para fins de salvar a Humanidade.

 

Já reparou, caro/a leitor/a, que ao produzir uma bomba, por ex., seja ela qual for, há uma aplicação de múltiplos e variados recursos, no valor de milhões e milhões, retirados obviamente de outras necessidades?! E para quê?!

Para simplesmente serem destruídos, queimados e ademais ainda para matarem seres humanos, animais e plantas e destruírem equipamentos, construções, outros recursos necessários ao bem-estar da Humanidade.

Não acha que é um verdadeiro desperdício e estupidez?! Tantos hospitais, escolas, creches, habitações, estradas, que ficam por construir, para produzir uma bomba que só serve para destruir. Reflita nisso!

 

A guerra da Síria, as guerras do Médio Oriente, as guerras em África e na Ásia eternizam-se. Provocam milhões de refugiados, que aportam à Europa…

(Como classificar a atitude da Turquia?!)

É imperioso, urgente negociar para o fim dessas guerras sem sentido.

É desse modo, a montante, que prioritariamente o problema dos refugiados tem que ser resolvido.

Todavia, é a jusante que ele se torna premente de resolução imediata.

Para essa resolução têm que se empenhar todos os países mais diretamente participantes, nomeadamente as grandes potências que se digladiam indiretamente, por ex. na Síria.

A Europa, sim! A Rússia, os EUA, as potências regionais do Médio Oriente, países e entidades insuspeitáveis, todos têm a sua quota-parte de responsabilidade. Todos devem cooperar na resolução imediata do problema dos refugiados.

 

Covid - 19 / UE: Ação ou Reação?!

E promiscuidade entre humanos e animais!

Tendo recomeçado a escrever no blogue não posso deixar de abordar alguns assuntos que mediatizam a nossa vivência social.

O tema dominante nos últimos meses tem sido o avanço do “coronavírus”. Uma pandemia que alastrou aos vários continentes e que nos traz a todos sobressaltados. A sua eclosão, como epidemia, na Itália e disseminação acelerada pelos países europeus talvez pudesse ter sido minimizada. Se, ao ser conhecida e declarada nesse país, tivesse logo havido a aplicação de medidas de contenção mais drásticas na Itália, bem como nos países de origem dos milhares de turistas que por essa época a visitavam, antes do Carnaval. Fronteiras fechadas a viajantes não prioritários, nomeadamente turistas. Controle rigoroso dos viajantes saídos, muito especialmente à chegada nos respetivos países de destino, algo que não foi feito em muitos deles. Quarentena ao chegarem. Medidas que passaram de lado, pelo menos pelo conhecimento que temos, tanto em Portugal como em Espanha!

Medidas internas de fecho de serviços públicos, como por ex. escolas, foi algo que demorou, mesmo na Itália.

Percebo que tivesse que haver alguma contenção, para não provocar alarmismos, apesar da comunicação social bastante ter feito nesse sentido. Todavia a União Europeia, na perceção que tenho tido do assunto, tem atuado mais de uma forma reativa que proativa.

Como sabemos, a epidemia surgiu na China, pela passagem de um vírus, de que alguns animais são portadores, para os humanos. Não vou aprofundar esse aspeto, que não conheço devidamente, nem propriamente julgar hábitos culturais de outros povos. (Em tempos, há cerca de trinta anos, era apreciador da comida chinesa. À medida que fui percebendo certos enquadramentos associados à mesma, deixei de apreciar. E não diga que é preconceito, que não é. Foi à posteriori que formulei a minha perceção. Mas, adiante…)

O que pretendo referir é que talvez seja tempo para que não só chineses, como outros povos, deixarem estar os animais descansados nos seus habitats, sem andarem a perturba-los, nem viverem conjuntamente com os mesmos, ademais para lhes servirem de alimento e para curas e tratamentos miraculosos.

O mesmo se aplica, nas nossas sociedades “modernas” e ocidentais, para essa promiscuidade exagerada com animais ditos de estimação, em que os cães pontificam, sujando tudo quanto é rua, passeio, parque, equipamentos públicos, esquinas e escadas dos prédios. Não falo sequer dos pombos, “ratos voadores”, tal como os cães, casos de saúde pública.

Nem menciono animais exóticos, usados como de estimação... nem aves presas em gaiolas.

Só não vê quem não quer ver!

Não! Não vou falar de Óscares!

Cultura: Oficina – Vá, Vá: Poesia

Almada – Praça S. João Baptista; Lisboa – Av. de Roma

 

Porque havemos de viver permanentemente condenados a esta sina de conexão umbilical à cultura de outros povos, à cultura global, esquecendo o que é nosso, o que nos identifica enquanto sujeitos autónomos, independentes e portadores de uma cultura específica, particular e peculiar?!

Não menosprezo a importância dos ditos cujos. Que, aliás, saúdo, os vencedores… (Sempre os vencedores que são louvados! E os “perdedores” não merecem também o nosso louvor? Que seria do vencedor se não houvesse vencido?!... Adiante.)

 

Venho falar-vos de Cultura, nossa e de Poesia também, Cultura sempre!

 

Na Oficina de Cultura – Almada foi inaugurada a 26ª Exposição de Artes Plásticas da SCALA. No postal anterior, escrevi que vislumbrara algumas das obras, agora já posso falar com mais conhecimento de causa, pelo que vi na inauguração, no passado sábado, dia oito.

Vá - Vá, não perderá o seu tempo, pelo contrário, sairá enriquecido/a, desfrutando da contemplação dos vários trabalhos expostos. Alguns até podem ser adquiridos.

Conforme já mencionei, nos fins-de-semana há programas específicos, envolvendo outros domínios artísticos. No sábado, cantou e encantou o Grupo de Cantares do Castelo de Sesimbra.

Iniciativa por demais louvável, que engrandece a nossa Cultura, a Cidade, a Oficina de Cultura, a Autarquia, a SCALA. E os seus associados agradecem. Está ali exposto muito trabalho, de muito boa gente, que se entrega a estas tarefas com muitíssima dedicação, desde a conceção até à organização e montagem de toda a logística expositiva. Parabéns e Obrigado a todos, realce especial aos Artistas!

 

E como me manda ir, ainda voltarei, pode crer.

 

E também fui, sim! Fui ao Vá – Vá, Avenida de Roma – Lisboa, à habitual Tertúlia da APP, do 2º sábado de cada mês. Ainda que apenas à 2ª parte. Mas valeu!

Após a degustação da praxe, como manda a sã convivência, iniciou-se a segunda ronda.

 

Joaquim Sustelo disse, dedicado aos Alentejanos, um belíssimo poema de Maria João Brito de Sousa, “… a Ceifeira dos trigais…”; bisou, de Felismina Mealha, alentejana “…Era Dezembro, Mãe, tão perto do Natal…” e ainda lhe ouvi, de sua autoria, “Poema de núpcias de D. Balbina”!

Maria da Encarnação Alexandre (MEA), disse “Enigma … para lá da luz o escuro da distância…” e um poema dedicado às Mulheres: “Mulher é poema de rima perfeita”.

Maria Helena disse um poema de homenagem a José Afonso e “Ser Poeta!”: “…só a Poesia pode salvar o mundo…”

Feliciana Maria disse “Apelo”, um poema sobre a preservação dos oceanos…

Daniel Costa: “Pressa de viver”!

Bia Maria: “…Cantavas só para mim…”, e “…Naquele dia…”

Felismina Mealha: “… Voltaria mil vezes a percorrer aquele caminho…”. E, de Miguel Torga, “Musa ausente”.

Helena Barradas disse poema de Sophia, “Aquele que partiu” e, de seu irmão, “HH – Herberto Helder”.

Graça Melo disse de seu livro, de Homenagem a Alberto Caeiro, “… pouco a pouco…” e “… o homem vai andando…”

Francisco Carita Mata, de seu livro que irá acontecer: “Selfie” e “Amor do facebook”.

Bento Durão, também da comunidade alentejana e ademais fadista, só esteve na 1ª parte e não nos deu o grato prazer de ouvirmos um fado!

Su Sam não quis dizer!

Estranho a ausência de alguns poetas e poetisas. Alguns doentes. Formulamos votos de rápidas melhoras.

(Falhas, omissões aqui detetadas, agradeço que mas corrija, SFF. Este cronista não é muito fiel! Muito Obrigado. E Muitos Parabéns a todos!)

 

 

 

 

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  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D