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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Passeio Cabeço das Antenas: Imagens (I)

Um Passeio Pedestre Cheio de Boniteza!

Um Convite às Caminhadas!

 

No postal “Crónica Pós – Pascal: Passeio Cabeço das Antenas”, de 12 de Abril, referente a um passeio pedestre, realizado na 2ª Feira de Páscoa, dia cinco, na Cidade de Régio, comprometera-me a divulgar as fotos que tirara, à data.

Ontem, com a ajuda preciosíssima da minha impecável “Ajudante e Mentora”, transpus as fotos para computador, organizei as referentes ao passeio, selecionei algumas mais significativas e, hoje, vou publicar algumas, de modo a dar uma ideia da boniteza da passeata.

O Alentejo é sempre bonito! Todos ou quase diremos o mesmo no referente aos nossos territórios ou àqueles de que gostamos. Digo eu, sei lá!

Mas nestes meses de Primavera é especialmente apelativa a paisagem alentejana.

Vamos ao percurso?!

Ainda na Cidade, a 1ª imagem reporta-se às olaias floridas.

Olaias na Cidade. Foto original. 2021. 04. jpg

 

A 2ª foto é de estevinhas brancas, singelas, mas apelativas. Tendo ao lado um “malmequer”. Já na beira da estrada alcatroada, antes de infletir para a Serra, perto dos “depósitos de água”(?).

Estevinhas brancas. Foto original. 2021. 04. jpg

A 3ª foto é de rebentos de carvalho negral, já na encosta da Serra, mas ainda antes do Miradouro. Prestes a começar a subida íngreme para o mesmo, através de “caminho de cabras”. Já fora do roteiro assinalado para percurso.

Carvalho negral. Rebentos. Foto original. 2021. 04. jpg

A 4ª foto é marcante. No mesmo local da foto anterior, reporta-se a uma tapada, murada e aramada. A vegetação dominante são os sobreiros, árvores autóctones. Se reparar com atenção, pode verificar que não aparece mato nos espaços entre as plantas arbóreas. Se conseguir visualizar ainda com mais atenção, observará mais ao fundo uma cabra amamentando um/a chibinho/a. Pois… nesse terreno pasta habitualmente um rebanho de cabras, que desbastam o mato. São as célebres “cabras sapadoras”! Um dos melhores métodos de prevenção de incêndios.

Sobreiral e Cabras. Foto Original. 2021. 04. jpg

Continuando e agora praticamente no Miradouro, contemplamos a Cidade.

Intrigantes os fios?! De algum teleférico?! Até seria interessante! Tivesse a Cidade dinheiro para tal, meios para executar tal obra e ela se justificasse com retorno financeiro, até seria uma ideia original…

Vista da Cidade. Foto original. 2021. 04. jpg

A 6ª foto é de um sobreiro limpo, junto ao miradouro, de que vemos um excerto.

Sobreiro limpo. Miradouro. Foto original. 2021. 04. jpg

A 7ª é de um sobreiro cortado. Achei peculiar a marca identitária do cortador!

Assinatura Sobreiro. Miradouro. Foto Original. 2021. 04. jpg

Já após o Miradouro, observamos restos de troncos de mimosas. Neste ano e finais do ano passado, têm limpado muitas encostas serranas destas infestantes. Cortaram milhares, que queimaram. Elas já estão de novo a rebentar por todo o lado. Fizeram bem em cortar, mas são uma praga… Já escrevi sobre o assunto.

Acácias cortadas. Foto original. 2021. 04. jpg

A 9ª foto, já a caminho do Centro Vicentino.

Vista da Serra da Penha e do vale que a separa da restante Serra. Uns “restos” de Cidade! A vegetação autóctone: carvalhais, sobreirais... desbastados das mimosas.

Serra da Penha. Foto Original. 2021. 04. jpg

Imagem de uma glicínia florida, debruada dos muros de uma das muitas e belas quintas da região.

Glicínias na Serra. Foto original. 2021. 04. jpg

E a 11ª foto indica-nos que estamos novamente no percurso assinalado para passeio pedestre e que vamos no caminho certo. Mas, hoje, não vamos prosseguir.

Seguiremos amanhã.

Obrigado por nos ter acompanhado nesta passeata.

Votos de Boa Viagem. Bons Passeios! Muita Saúde!

Sinal de Caminho certo. Foto Original. 2021. 04. jpg

 

Primavera e Mocidade

Foto1932. ramo floridojpg Foto de D.A.P.L.

 

“Oh, Primavera de lindas flores, elas são tantas, mas não são iguais.

Primavera vai e volta sempre, só a Mocidade vai e não volta mais…”

 

É assim, com algumas variações regionais, que canta a moda tradicional.

Que a Primavera traz sempre uma grande variedade e diversidade de flores é verdade, mas será que a Primavera que volta é sempre a mesma Primavera?!

Todos os anos vem a Primavera, mas nunca é a mesma Primavera. Uns anos anuncia-se mais cedo, noutros tem uma epifania mais tardia.

 

Como será este ano a Primavera?! Um Inverno praticamente em que não choveu. Dezembro, Janeiro e Fevereiro, mal caiu uma gota de água. Um tempo com bastantes dias de frio e temperaturas abaixo de zero, muitas camadas de geada…

Como será este ano a Primavera?!

As árvores, arbustos e ervas, cada uma a seu tempo, este ano talvez um pouco atrasadas, têm dado um ar da sua graça, florescendo.

Há alguma sequência na floração das árvores e plantas. Algumas florescem ainda o Inverno não começou. Nunca observaram o inebriante aroma das nespereiras floridas que acontece ainda em Novembro?! Não será já um anúncio da Primavera com alguns meses de antecipação ainda antes sequer da ocorrência do solstício de Inverno?! Ou não terá nada a ver com o assunto?

 A primeira flor do ano é a da amendoeira, diz o ditado. Mas há anos em que algumas amendoeiras, segundo a sua variedade, as condições do tempo e localização geográfica, iniciam a floração ainda em Dezembro. Outras variedades só em Março, tal qual a Primavera!

Foto1928. ramo com flores jpgFoto de D.A.P.L.

 

As andorinhas também já chegaram. Ainda em final de Fevereiro, já rasavam as planuras alentejanas, à cata de insetos. Também já as vi aos pares, descansando nos fios, na cidade de Almada. Daqui a pouco começam a construir os ninhos.

A Primavera vai e volta sempre. Mas será que é a mesma Primavera?! Não, não é! Cada Primavera é uma diferente Primavera.

E mesmo vindo cada Primavera, cada ano, nós sendo os mesmos, nunca somos os mesmos!

 

E a Mocidade não volta mais?! Ou será que volta?

 Nos nossos filhos e filhas, nos nossos afilhados e afilhadas, nos nossos sobrinhos e sobrinhas, nos nossos netos e netas, nos filhos e filhas dos nossos amigos, nos nossos alunos e alunas, não estaremos sempre perante a Mocidade?! Não a nossa mocidade, mas a Mocidade. Outra mocidade é certo, outras mocidades, mas sempre a Mocidade!

Não, de facto, a nossa mocidade não volta mais, mas a Mocidade volta sempre. Mas não a mesma Mocidade, tal como a Primavera vai e volta, mas nunca a mesma Primavera!

Foto1920. botão floridojpgFoto de D.A.P.L. 

 

Nota Final: As fotos são de Primavera! Mas onde está a Mocidade?!

 

 

 

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