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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

XIII Antologia de Poesia do CNAP – Poema: “Sonata de Outono”

Círculo Nacional D’Arte e Poesia

 

Antologia

 

No propósito que estabeleci de divulgar, em suporte digital, uma Poesia de cada um dos Poetas participantes na 13ª Antologia do CNAP, dá-se a conhecer, hoje, “Sonata de Outono”, de Manuela Machado, Aljustrel.

Não tive oportunidade de falar com todos os antologiados, mas com todos os que estabeleci contacto, nenhum se opôs a esta metodologia. Caso alguém se oponha, agradeço que me dê conhecimento e procederei em conformidade.

Também continuo a ilustrar cada poema com uma foto ou outro suporte de imagem sugestiva, preferencialmente original, no sentido de enquadrar o texto. Quando não disponho de nada pessoal, pesquiso na “net”. O procedimento mencionado no parágrafo anterior, também se aplica neste caso. Perante eventual discordância, agirei segundo o que me for sugerido. Na net, apesar de ficar sempre “rasto” do que se deixou, também se pode remover o que não se quer.

Algum erro que seja detetado, agradeço que me seja dado conhecimento.

E, efetuadas algumas considerações sobre “metodologias de trabalho”, segue-se o Poema.

 

“Sonata de Outono”

 

“Louvemos o Outono…

Que anuncia mudanças

Com o seu verde indefinível

A doce aragem

O seu céu azul lilás

O sol coado…

 

Que sejam boas as mudanças

Como sempre esperamos.

Assim, seguimos o delicado zéfiro

Confiantes, embriagados

Com os tons enganadores

De tão doces

O cheiro dos frutos

Das colheitas

As folhas que dançam no ar

Douradas

Ainda cheias dos reflexos do sol

Que já foi

 

Seguimos cegos de esperança

Nem calor nem frio

O regaço de Ceres transbordante

Em alegre dança sem euforia

Nem cuidados

 

Louvemos pois o Outono

Paragem ilusória, doce torpor

Que anuncia

Com delicadeza

A chegada

Do solene Inverno.”

 

Manuela Machado, Aljustrel.

 

 

Ilustra-se com uma foto original de F.M.C.L., 2014.

Árvore Outono. Foto original de F.M.C.L. 2014.jpg

 

Mad Men – Homens Loucos?!

Mad Men – Os Homens de Madison (Avenue)

Série Americana na RTP 2

 7ª Temporada

 

Volto à escrita no blogue, após uma semana de ausência.

 

E voltamos ao local do crime ou ao lugar em que fomos felizes, isto é, retornamos à temática das séries.

 

mad men en. wikipedia.org..jpg

 

A RTP2 também retornou à série já apresentada em temporadas anteriores. “Mad Men”, agora na sétima, anunciada e prevista como última temporada. 7ª Temporada iniciada na pretérita 2ª feira, dia 19, no horário habitual, após as 22 horas.

 

Depois de, durante cerca de um ano, ter vindo a exibir projetos europeus, de televisões e países pouco divulgados, a RTP2 volta ao filão inesgotável das séries americanas, tanto qualitativa como quantitativamente. Neste caso compreende-se perfeitamente, concluir as temporadas desta aclamada e premiada série americana sobre o mundo da publicidade, atividade económica emergente nos anos sessenta do século XX.

 

Vi algumas das temporadas anteriores, mas agora esta recente não tenho tido sempre oportunidade de ver e também não me tem motivado excecionalmente!

 

Esperemos que a televisão pública não esqueça as séries da Europa, especialmente as continentais, porque das britânicas, sempre fomos vendo várias, mercê desse domínio do áudio visual exercido pela cultura de matriz anglo-saxónica, em crescendo desde os anos sessenta, tempo em que precisamente decorre a ação do seriado referido.

 

Das apresentadas, as espanholas deixaram-nos de água na boca, fosse “El Princípe” e muito especialmente "Hospital Real”. Tivesse a “Television de Galícia” as condições das TVs americanas e como as temáticas de “Hospital Real” poderiam ser desenvolvidas, prolongando o tempo da narrativa para além de 1793. Foram tempos tão ricos e tão trágicos os que se seguiram em Espanha, bem como em Portugal e por toda a Europa…

E “El Princípe” situado no momento atual, com todas as problemáticas abordadas. E ficou tudo em aberto para outras temporadas…

 

E as séries francesas e a nossa querida capitã Laure Berthaud, de “Les Engrenages”, intitulada em português como “Crime e Castigo”! E de que ficou também tudo por concluir.

 

As condições europeias são muito diferentes das americanas, antes de tudo o mais, o mercado potencial de venda dos conteúdos. Para qualquer investimento, na ordem dos muitos milhões, é suposto prever-se um retorno financeiro com as vendas efetuadas. Que para estas séries referidas, em princípio existirá, porque conquistaram muitos mercados internacionais, mas têm sempre muito mais dificuldade, porque as multinacionais americanas têm toda uma rede estruturada com mais de meio século, envolvendo todos os setores e serviços a montante e jusante no escoamento do que produzem. Muitos produtos de muita qualidade, mas também muita coisa sem valor. E têm, à partida, todo o mercado mundial à disposição. Para isso contribuíram os “Madison Men”.

 

E voltamos a “Mad Men”, que aborda precisamente o mundo dos homens que em Madison Avenue, Nova York, se empenhavam e iniciavam na venda desse “sonho americano”, “american dream”, primeiramente nos Estados Unidos da América. E alicerçavam as bases para a exportação para o Mundo global.

 

Perante esta série, desde o início me intrigou o título.

Men, sabia o significado, Homens. Mas Mad?! Claro, fui aos dicionários, em suporte de papel. E mad, o que significa?! Qual o significado que encontrei? Pois, precisamente, louco, doido.

Mas então o título seria “Homens Loucos”?! Não fazia muito sentido, embora não pudesse ser totalmente desprovido de racionalidade.

 

Bem, mas agora temos a net e num site que cito (1) encontrei uma significação, mais ajustada à realidade.

Mad representa a abreviatura de Madison, de “Madison Avenue”, a Avenida onde a firma de publicidade “Sterling Cooper” estava sediada na cidade nova-iorquina.

E assim já fazia mais lógica: Mad MenOs Homens de Madison (Avenue).

 

E aí se poderia eventualmente basear, assentar, uma das funções didáticas e educativas do serviço público de televisão.

Neste caso, manter o título original da série, que é por demais elucidativo, sintético, global e globalizante, mas acrescentar um subtítulo em português. E até remeteriam, por analogia, para outro filme conhecido… Como fizeram na titulação de outras séries, nomeadamente nalgumas europeias.

 

E assim não teria andado tanto tempo às voltas sobre o significado do título.

 

Também me poderão questionar. Mas porque não foi logo à net?!

Bem, porque eu sou de outro tempo…

Em que se aprendia a escrever numa ardósia e se escrevia com caneta de aparo a molhar no tinteiro… e a fazer borrão!

A tecnologia atual e os meios agora disponíveis não surgiram ainda há muito tempo, bem pelo contrário, são recentíssimas, mas já tudo parece que aconteceu há uma enorme eternidade. Tal o salto evolutivo que testemunham.

Mas eu ainda não me habituei totalmente a estas modernidades!

 

E, por agora, ficamos por aqui!

 

 

(1) In: http://www.sabado.pt/cultura_gps.html

“O Livro da Selva”, de Rudyard Kipling

“O Livro da Selva”

Junglebook in wikipedia.jpg 

 Uma leitura no "Outono", quando recomendam ler na "Primavera"!

 

Rudyard Kipling, by Elliott & Fry in wikipedia fre

 

 

aqui me referi a este livro. Do escritor supracitado, foi publicado nesta forma em 1894. É uma coleção de histórias, publicadas primeiramente em revistas, em 1893 e 1894.

 

As revistas eram na época uma forma mais acessível de se chegar ao grande público. Grande, será uma forma de falar, que as restrições seriam muitas, nomeadamente o facto de maioritariamente as pessoas não saberem ler nem escrever. Estariam certamente na moda, seriam um veículo comunicacional mais disponível entre as classes burguesas endinheiradas ao tempo. Para além da aristocracia, classe dominante no Reino Unido.

 

Já o nosso Garrett, cinquenta anos antes, utilizara o mesmo meio de comunicação, com o aclamado “Viagens na Minha Terra”. Primeiro em revistas, depois em livro. Em meio século, a metodologia comunicacional permaneceu idêntica. Comparemos com os últimos cinquenta anos, neste dealbar de séculos, XX para XXI! As alterações radicais desde os anos sessenta do século passado, para a atualidade. As mudanças foram vertiginosas! A aceleração do progresso é cada vez mais acentuada, exponencial.

 

Atrever-me-ia a classificar estas histórias de fábulas, já que a maioria dos personagens principais são animais! Poderei?!

Das histórias, todas interessantes e perpassadas de moralidade, daí também a catalogação como fábulas, a que achei mais peculiar foi a última: “Servidores de Sua Majestade”.

 

O título é, só por si, paradigmático!

E, depois, a fala dos animais envolvidos na narrativa. A mula velha, de nome “Biddy”, da artilharia de montanha, a mula nova, recruta; o camelo de carga; o cavalo do segundo esquadrão de Lanceiros, cujo cavaleiro é chamado Ricardo; o elefante “Dois Rabos”, “Anacronismo Paquidérmico”; os bois das peças de artilharia; o cão rateiro, nomeado “Raposinha”; para além do narrador, o próprio escritor (?)

 

E, depois, a imaginação da parada aparatosa de trinta mil homens, milhares de camelos, elefantes, cavalos, mulas e bois, concentrados em Rawalpindi, para serem passados em revista pelo vice-rei da Índia, que “recebia a visita do emir do Afeganistão, rei bárbaro de um país bárbaro…”

Uma manifestação do poder do Império Britânico, no seu apogeu!

 

E, como epílogo, moralidade(?), a questão formulada por “um velho chefe da Ásia Central” a “um oficial indígena”, indiano (?) sobre como se conseguiu tal maravilha. Em que as bestas são tão entendidas como os homens.

E a resposta do “indígena”:

“- Obedecem como os homens. Mulas, cavalos, elefantes ou bois, todos obedecem ao seu condutor, o condutor ao sargento, o sargento ao tenente, o tenente ao capitão, o capitão ao major, o major ao coronel, o coronel ao brigadeiro, que comanda três regimentos, o brigadeiro ao general, que obedece ao vice-rei, que é o servo da imperatriz. É assim que se faz.”

E perante o desejo formulado pelo chefe de que no Afeganistão assim fosse, pois lá obedecem apenas à sua própria vontade, retorquiu o indiano.

“E por isso… o vosso emir, a quem não obedeceis, tem que vir aqui receber ordens do vice-rei.”

 

A apologia do imperialismo britânico no seu modo mais elementar e simultaneamente supra refinado! Em que a Índia era a “Jóia da Coroa”, recentemente incorporada no Império, 1877, sendo que a Imperatriz era a célebre Rainha Vitória.

 

Mas este pequeno texto, de apenas dezassete páginas, está cheio de mensagens subliminares, suscetíveis de variegadas interpretações. Não é monolítico no plano ideativo. Dá muito que pensar!

 

E as outras histórias?!

 

Tumai dos Elefantes e Cala Nague, elefante, que servira o Governo da Índia por mais de meio século?

 

E Ríqui – Tíqui – Távi, o mangusto que libertou o quintal do grande bangaló, das cobras capelo?

 

E a foca branca, Cótique, que conduziu as suas irmãs focas, do local de veraneio em Novastosná, no Mar de Béring, para as praias novas, para além do túnel da Vaca Marinha?

 

E Máugli? E Bálu, o velho urso pardo? E Bàguirá, a pantera negra? E Xer Cane, o tigre?! E..?  E..?

 

Bem! Se eu fosse a narrar, ainda que sinteticamente, as histórias/fábulas, perderíeis o interesse em lê-las.

 

Pois lede!

 

E surpreendais-vos com este livro, “Obra-prima da literatura juvenil de todos os tempos”!

Que, para mim, foi uma agradabilíssima leitura, pese embora a “primavera” já tenha ido há muito! E o Outono já ter começado no mês passado, a vinte e três.

 

Notas Finais:

 

O livro que li, de Edição Livros do Brasil, 2006; integrado na Colecção Nobel, exclusiva de Modelo Continente, tem algumas imperfeições.

 

Do livro original há imensas versões nos mais variegados suportes informativos. Filmes, vídeos, BD. É consultar a net e há imensa informação.

 

Mas nada, mesmo nada, se compara com a leitura da versão livro tradicional! Há mais recurso à imaginação!

 

 

 

 

“Fortitude” Série Britânica RTP2 - Episódio III

Série Britânica

Episódio III

4ª Feira – 23/09/2015

RTP2

 

E neste dia em que começou o Outono…

Aqui em Portugal. Porque em Fortitude, no arquipélago de Svalbaard, na Noruega, para lá do Círculo Polar Ártico, será sempre Inverno…

 

fortitude rtp2 in media.rtp.pt extra.png

 

E, neste terceiro episódio, já entrou em ação o detetive Morton, em nome da viúva e ao serviço do Governo Britânico, para investigar a morte de Billy Pettigrew.  E, agora, também a do cientista Charlie Stoddard, assassinado, não sei se no final do 1º episódio se já no segundo, tempos narrativos que não visualizei.

Investiga em todas os contextos, não sendo especialmente bem recebido nos setores mais ligados à polícia, havendo mesmo animosidade da parte de Dan, comandante do posto de polícia, o xerife, e do coadjutor Eric, igualmente marido de Hildur, a governadora.

Apesar de todos os atritos entre Morton e Dan, animosidade e desconfiança da parte deste, mais por despeito, terminaram o episódio a beber um copo e a falar de uma bebida cavalgante das que fazem trepar um homem e uma mulher se a beberem jutos; no bar de Elena, a espanhola, que trepava no andar de cima com Frank, marido de Jules e pai de Liam, que estava doente, agora numa incubadora, talvez por ser doença contagiosa. (!)

 

Pelas razões já apontadas, ignoro partes do enredo, há tramas que não lhes apanho propriamente a ponta, mas irei tentando dar algum sentido aos novelos que for desfiando… Que podemos constatar estão todos centrados na morte do minerador, Billy, e mais recentemente também na do cientista, Charlie, situações inovadoras e inusitadas na pequena comunidade onde a polícia se queixava que não tinha nada para fazer. Agora, a tentativa de descoberta dos causadores destes crimes torna-se o fulcro da narrativa.

E é para isso que o nosso detetive Morton está na povoação.

 

Morton vai interrogando os vários membros da comunidade, hipoteticamente passíveis de terem algum relacionamento com os crimes. Entra em todos os ambientes e fala com todos por igual, sem se deixar propriamente envolver, antes mantendo uma certa distanciação técnica e científica.

 

Vincent estava preso, supostamente suspeito do assassinato de Charlie, talvez por ter sido a última pessoa a ser vista no respetivo apartamento. Entretanto pelas investigações que foram fazendo a polícia liberta-o no final.

 

Jason, o mineiro que no primeiro episódio tentou vender o mamute ao cientista e que este recusou, por ser contrário à lei, … está desaparecido. Depois de muito procurado, até por satélite, acabaria por ser localizado numa cabana isolada, aonde se aconchegara com Natalie, a cientista, que o tempo está muitíssimo frio, trinta graus negativos. 

 

O outro mineiro, Ronnie, pai de Carrie, e que acompanhou Jason na tentativa de venda do achado, com medo que fosse associado ao assassinato do cientista, em que ele julgava Jason estar envolvido, resolveu agarrar na filha e fugir num barco para o continente norueguês.

 

Paralelamente, Hildur também faz as suas investigações.

Em casa de Henry, doente terminal, sabe que ele viu Charlie na manhã do assassinato e também acaba por saber que este não iria deixá-la fazer o pretendido hotel no glaciar.

Cabe aqui um parêntesis para explicar que a grande promotora do propalado hotel era a governadora, no sentido de dinamizar o mercado de trabalho na ilha, agora que a mina iria findar. Para instalar o hotel-abrigo precisava do parecer favorável do cientista, que tinha que elaborar um relatório técnico científico.

Outro aspeto inerente a esse parecer respeitava a algo que Charlie teria descoberto, algo desconhecido, mas precioso.

Henry também não sabia, questionava o tão grande empenho da governadora no hotel e quanto esta nele já teria investido.

Hildur interrogava se seria velho lixo tóxico, o que o cientista descobrira…

 

Hildur também falou com Trish, a esposa de Charlie, cientista assassinado, e também soube que este lhe dissera, julgo que via telemóvel, que haveria qualquer coisa terrível vinda do gelo.

A governadora também se disponibilizou para ajudar a viúva, que esse era também o seu papel de manda-chuva na ilha, que nem sei se, com aquele clima, alguma vez chove se não é apenas neve que cai do céu.

 

Morton, detetive, também foi interrogando todos, como já referi.

 

Iniciou com um casal, Markus e Shirley, sua namorada. O primeiro é professor de várias disciplinas até 7º ano e Shirley, além de o namorar, não sei o que faz. Aparentemente parecem não ter nada a ver com os assassinatos, mas o professor lembrou uma das máximas de Fortitude. Ninguém pode aí morrer ou ser enterrado, que os corpos não se decompõem. A ilha é uma casa de tesouros forenses.

 

E, neste ponto, voltamos à conversa de Hildur e Henry. A governadora, toda poderosa, informou-o que já assinara a ordem de exílio. Ele teria de ir para o continente, que as doenças não morrem no solo. 

 

E a conversa entre Morton e Trish, a mulher do cientista, também incide sobre o que este teria descoberto e sobre o relatório de impacto ambiental. Ela o informou que recebera uma mensagem do marido, falando-lhe em algo de especial, mas que também desconhecia.

E não sei como, mas Morton descobriu que Eric andava a comer Trish. Desse modo pode chantagear o marido da governadora para visualizar, pelo circuito interno de TV, o interrogatório a que Jason estava a ser sujeito noutra sala do departamento da polícia. Interrogatório dirigido pela governadora, Hildur, e pelo chefe do departamento da polícia, Dan, o xerife.

Que Jason era um dos principais suspeitos do assassinato de Charlie.

 

Eric, Trish e Hildur constituíam um triângulo amoroso, sendo que a governadora supostamente desconheceria, sempre envolvida com os problemas da ilha.

E este terceto acabou jantando em casa do casal, Hildur a fazer de dona de casa e pau-de-cabeleira, neste negócio a três, ela preocupada com o refogado e os amantes a refogarem-se por estarem juntos.

 

Hildur também foi organizando as suas próprias investigações, como governadora superentendia na polícia e ela também era uma mulher de armas e ação. Não era de ficar quieta!

Entregou a Natalie, a cientista, o dente de mamute que obtivera de Jason. Para que ela estudasse, para que se soubesse se seria de facto desse animal extinto e se algum exemplar desse antigo parente do elefante estaria em território da ilha. Que, se isso fosse um facto, ela teria que lidar com essa nova realidade.

E se hipoteticamente esse poderia ter sido o móbil do crime. Assassinato, de que Jason era suspeito, mas que Natalie inocentou, afirmando que estava com ele. Se estava ou não, não sabemos, que é ela que o diz e, como se diz, o amor é cego.

 

Natalie também recebeu a visita de Morton, detetive ao serviço de Sua Majestade britânica e também da viúva, no caso do minerador Billy. Estando ela de volta do dente, não pôde o detetive deixar de colocar também a hipótese de ser tal achado a motivação criminosa, ouvindo a cientista, em replay, o mesmo pedido de exclusividade de conhecimento das conclusões, agora por parte do enviado de Sua Majestade!

 

E, anteriormente, também Morton visitara a família de Jason e interrogara a esposa.

 

Também Elena, no seu hotel, recebera o detetive anglo-saxónico, que também aí fora o último poiso do minerador Billy, antes de ter morrido de bala que por engano se desviara, que fora pensada e destinada ao urso que o esganava. Questionada sobre de que fugia, que uma fogosa mulher vinda das Espanhas, terras calientes de sol, praias e mar, para um fim de mundo gelado, sem sol nem calor, só podia estar fugida. Ela lhe respondeu sabiamente que, ali, todos andam fugidos de qualquer coisa. E Morton se quedou calado, que tamanha afirmação não tinha resposta e ele ainda tinha muitas perguntas para fazer…

 

E também já falara com Trish, a mulher do cientista assassinado, e lhe pedira a chave do gabinete do marido, para que pudesse ir revistá-lo e lhe pedira autorização para lá ir e pudesse fazer essa revista e que ela verbalizasse tal. O que ela verbalizara: “ Dou-lhe autorização para ir e revistar o gabinete do meu marido”. E assim ele foi.

 

E igualmente falara com Vincent, cientista recém-chegado à povoação, logo em maré de crimes, mas pouco falara, que não o deixaram porque ele era suspeito. Mas o suspeito, na cela onde estava, com o detetive falou, por telemóvel, que isto agora é assim e lhe disse, que embora preso, não matara o professor. Fora dos primeiros a chegar ao local do crime, que não o primeiro, que Dan, o xerife, já lá estaria dentro e a polícia chegou de repente.

 

Morton também iria visitar Henry Tyson, na sua própria casa, que agora era muito frequentada, mas estando este a dormir de ressaca, aquele o informou que voltaria mais tarde, quando ele estivesse sóbrio.

 

E Morton também participou de uma reconstituição do crime que estava a ser efetuada, no próprio local, por uma das policiais, de que não sei o nome, não sei se seria Ingrid. Esta não queria que ele participasse, mas não teve outro remédio se não autorizar, que o detetive se foi equipando ao modo de investigação, com modos e trajos apropriados e na reconstituição participou, formulou hipóteses e conjeturas. Esperemos que conclusivas e que essa colaboração continue e se torne frutuosa.

 

E terminamos como iniciámos, com Dan, o xerife e Morton, o inspetor, a tomarem um copo, no hotel de Elena, a espanhola, e a trocarem confidências de bar, em simultâneo estudando-se mutuamente.

Que talvez, daí, também resulte colaboração!

 

 

 

Locais Pitorescos do Alentejo II.

Recantos Mágicos de Aldeia!

 

E voltamos a visitar locais interessantes do nosso Alentejo, que merecem ficar registados numa imagem, caso tivéssemos talento para pintar ou desenhar, em pintura, ou como agora dispomos desta possibilidade de registar digitalmente… fotografamos com essa maravilha da técnica de guardar memórias e registos que são os telemóveis. Simples mas preciosos portáteis, de que já ninguém prescinde, num qualquer bolso das calças ou casaco.

 

Assim guardamos imagens e memórias de locais que muitas vezes nos passam despercebidos, desconhecidos de muitos de nós.

 

Hoje, neste post nº 200, voltamos à nossa Aldeia.

E retornamos a um lugar, aonde estivemos imensas vezes, muitos anos atrás, e que também já divulgámos neste blogue, com uma foto bem mais antiga, noutro tempo e com outro tempo.

E, neste documento apresentamos um registo fotográfico de um lugar mágico de Aldeia, agora visto pelos olhos e através do telemóvel de um Amigo: Marco Rego. Que não sendo propriamente de Aldeia, mas tendo aqui parte da ascendência; outro ramo, o paterno do saudoso Srº Agostinho, é de outro lugar também de grande magia, a linda cidade de Ponte de Lima, no Minho, sempre verdinho! Mas que embora não sendo, já é, de afeto e coração e também porque no concelho reside, no distrito trabalha, aqui constrói a sua Família e vive o seu dia-a-dia!

 

Pois comecemos por visualizar a primeira foto, original de Marco Rego.

Foto original de Marco Rego 2015.JPG

 

Conhece?! Reconhece?

Pois, trata-se do “Moinho do Ti Luís Belo”!

Moinho, porque moía os cereais, o trigo, o milho, o centeio, mas que, de facto, seria mais correto chamar-lhe Azenha. Que isto das palavras tem muito que se lhe diga.

Moinho é um conceito muito genérico, no sentido de “engenho ou máquina de moer grãos ou triturar determinadas substâncias” ou a “casa onde esse engenho ou máquina está instalada”(1). Neste contexto genérico inclui, portanto, as azenhas. E também os designados moinhos de vento, habitual e genericamente apenas designados de Moinhos.

Moinhos de Vento e Azenhas tinham a mesma função já enunciada, moer cereais. Só que a fonte energética era diferente. Nos Moinhos de vento, era essa a fonte de energia. Nas Azenhas, a fonte motriz era a água, ambas energias limpas de poluição e ambas renováveis. Portanto e pelo que dissemos, sendo antigas são muito modernas, pois que agora, e cada vez mais no futuro, a Humanidade se voltará para as energias não poluentes, por isso mesmo e, porque sendo renováveis, não se esgotam. Contrariamente às energias fosséis.

 

E continuamos com as fotos de Marco Rego.

Esta 2ª foto mostra-nos o canal adutor, condutor da água da represa para o rodízio, que fazia mover as mós na azenha, a casa ao fundo.

Foto original de Marco Rego 2015.JPG

 

 

A 3ª foto mostra-nos parte da parede do referido canal e o parapeito superior da represa.

20150922_122112.JPG

 

A 4ª foto apresenta o paredão que possibilita a represa da água. Quando a há! Que, neste ano de extrema secura, não se observa uma gotinha de água. As fotos foram tiradas ontem, 22 de Setembro, último dia de Verão, num ano excecionalmente seco, pois praticamente não choveu nada. O que se reflete na “Praia do Ti Luís Belo”, que não tem absolutamente nada de água. Nos campos circundantes também se pode observar a sequidão das plantas, espalhadas pelas escarpas graníticas. Esperemos que o Outono, que começa hoje, traga alguma chuva!

20150922_122148.JPG

A foto, como todas as fotos aliás, acaba por ser também um registo documental, de uma ocorrência no(s) tempo(s): cronológico e meteorológico.

Cabe-nos agradecer a colaboração de Marco Rego, que não sendo propriamente fotógrafo, também acaba por sê-lo. Obrigado! Voltaremos a cooperar.

Também gostaria de incluir neste post, em que se nomeia o “Moinho do Ti Luís Belo”, um texto que li, há tempos, no “Jornal A Mensagem”, sobre o mencionado moleiro “Ti Luís Belo”, mas terei que falar com quem de direito!

 

E abordando a questão de “direito”.

Não devemos esquecer que todas as fotos originais são exatamente isso: originais. Pelo que se alguém se interessar por elas e as retirar, utilizando-as noutro contexto, deverá fazê-lo tão só e apenas com motivos construtivos e altruístas. E citando sempre a respetiva fonte, o blogue, e a correspondente autoria.

O mesmo se reporta aos Textos. Bons ou maus, melhores ou piores, até ao momento têm só uma Autoria, que a serem utilizados, deve ser sempre citada e a correspondente fonte.

E quando não são de minha autoria, procuro sempre referir as fontes:

 

Nota Final - (1) - Citações de “Dicionário da Língua Portuguesa”, Porto Editora, 2011.

 

P.S. - E ainda, porque "... a César o que é de César" e já após ter publicado o post me lembrei, que o célebre "Moinho do Ti Luís Belo", continuo assim a nomeá-lo , porque sempre o ouvi assim chamar; que o dito Moinho já não é pertença do referido moleiro, que já faleceu há dezenas de anos. Agora, segundo julgo saber, é propriedade de um Srº, familar do Amigo Casimiro, e sobrinho dos saudosos Ti Marcelino e Srª D. Maria Águeda. De que hei-de saber o nome.

 

 

Um conto que não gostaria de contar!

 

Conto e reconto, tristemente real e anual, sobre um reino que abandonou os seus campos à incúria e insensatez humanas.

 

Lado a lado, nas bermas das estradas, a erva nascera e medrara na ridente Primavera, florira e, no Verão, secara como mandam os preceitos da natureza.  Mas crescera tanto à beira das estradas, nas valetas e lombas mal amanhadas, que tirava até a visibilidade aos condutores.  E era um rastilho de pólvora, em pleno Agosto escaldante, de sol abrasador, esturricando giestas e rosmaninhos, agora ressequidos face à inclemência do astro rei.

 

Nas colinas e montes circundantes, nas ravinas xistosas ou graníticas das ribeiras, os pinheiros bravos multiplicaram-se sem qualquer desbaste ou controle, uns aceiros mal amanhados, alcatifado o chão de caruma e agulhas secas, tisnadas pela solina inclemente que estonteava campos e corações. Pelas fráguas arriba, as estevas e os medronhais, as urzes e as aroeiras, os silvados e tojeiras, que em Abril e Maio entoaram epopeias de cores e aromas resinosos e doces, são em Agosto abrasador, temperaturas infernais, humidade quase nula, num ar seco e abafadiço, são, em Agosto, um convite à desgraça dos campos, desérticos de gente e de cuidados de limpeza de matas e florestas, carentes de aceiros e consideração pessoal dos donos que mal os conhecem nem amam ou estimam.

 

E a desgraça chega! Chega de muitas maneiras e feitios, que o enredo da maldade ou da insensatez humanas tem muitas lábias e formas.

 

Um cigarro não apagado, lançado negligentemente pela janela dum automóvel, saltita na estrada à velocidade do carro e aloja-se no seio do pasto ressequido...

O sol inclemente e abrasador que incide num monte de lixo que mãos desumanas lançaram no meio da floresta: papéis e plásticos, garrafas de vidro que refractam a luz do sol que incide prismática num ponto, incandescendo folhas e papeladas, ateando ervas e carquejas...

Uma mão criminosa ou descuidada, um coração cheio de ódio e malvadez ou uma mente insana que risca um fósforo ou lança um petardo...

Ou alguém que por cupidez e ganância, por despeito ou inveja, seja por quaisquer outros sentimentos mais baixos, de vil desumanidade, dá uma ordem, paga ou incentiva à acção de outrem, para agir, destruindo pelo fogo, propriedade alheia, mas de todos, que o fogo quando ateado não conhece donos nem criados...

Seja qual for a razão, a causa ou o motivo, o destino é sempre o mesmo!

 

Eis que as chamas, tímidas de início, mas logo, logo, labaredas enormes, consomem ares e hectares de vida, anos e anos de trabalho, milhares e milhas de árvores, plantas, arbustos e animais, seres, teres e haveres, árvores centenárias, habitats preservados...

Em breves instantes, os campos são campos de Marte e de morte, uma bomba de napalm varreu serras e serranias, ravinas e desfiladeiros, colinas e cabeços, plainos e planuras.

E ficam esculturas negras de carvão e cinza erguidas para o céu, acusadoras da incúria, da maldade, do desleixo, do desrespeito do homem pela Natureza, que impotente não resiste ao fogo aniquilador.

in: pt.wikipedia.org.jpg

 

Mas, e quando chegar o Outono e vierem as primeiras chuvas?...

E chega o Outono e com ele as primeiras chuvas outonais.

Há muito desejada, a água, inicialmente, chegou tímida e foi recebida como uma benção de Deus para os campos sequiosos, as barragens vazias, as nascentes gotejantes. Mais foi caindo mais e cada vez com maior frequência, bátegas e trombas de água, trovoadas, vendavais e ventanias.

Nos campos desprovidos da protecção das copas das árvores, do arvoredo miúdo e da vegetação rasteira, a água rija, tocada a vento, caiu directamente no solo, arrastando terra e lodo, restos de ramos e arbustos, lixos e toda a porcaria que os homens deixam nas margens dos cursos de água. Tudo se arrasta encosta abaixo, ao contrário do fogo que sobe encosta acima, em direcção ao leito de cheia de ribeiros e ribeiras que ganham caudais de rios impetuosos. Leitos de cheia onde os homens modernos e actuais, previdentes, perspicazes e sabedores, construíram as suas habitações, subitamente invadidas por lamas, pedras e águas tormentosas arrastadas de montante, abaixo pelas encostas, desprovidas do coberto vegetal que os fogos dos verões consumiram...

 

E é este o conto e reconto tristemente real, ciclicamente repetido, num acumular de erros e tropelias dum estranho país realmente plantado à beira mar!

 O Lar da Cegonha!

in: publico.pt. jpg

As Árvores também têm História?!

As Árvores morrem de pé?

 P.S.

Este texto foi escrito há algum tempo, hei-de pesquisar quando, e ainda não fora publicado noutros enquadramentos. Era, portanto, inédito.

A "imagem" que, ao escrever, tinha presente sobre fogos, situava-se nuns campos a norte de Pavia, nas ravinas da Ribeira de Tera, em que houve um fogo há relativamente poucos anos. Lembro-me de ver as fráguas das duas margens da Ribeira, a montante da ponte, tisnadas pelos efeitos do fogo recente...

CHEIROS que o Tempo guarda

"Em Maio, nos perfumados giestais." Foto de D.A.P.L. - Fonte do Salto - Aldeia da Mata - 2014.

CHEIROS que o Tempo guarda

 

Olor dum corpo a sair do banho

O aroma altivo dum poema

De linho, nas arcas de antanho

Os bragais exalando alfazema.

 

Cheiro terra pela charrua rasgada

Bebendo ansiosa as chuvas outonais

Qual amante procurando amada

Em Maio, nos perfumados giestais.

 

Do alecrim ao poejo e rosmaninho

Das mil flores bordejando no caminho

O odor vivo da folha do loureiro.

 

Os vapores da chanfana de carneiro

Um bom almoço e, após, a sesta

Qual Primavera, esta terra é uma festa!

 

Escrito em 1988.

Publicado no Jornal “Notícias de Arronches”, Nº 19 –Fev. 1990, pp. 14.

 

 

"Qual Primavera, esta terra é uma festa!" - Soajos floridos - Campos de Aldeia da Mata  - 2014 - FOTO de D.A.P.L.

 

As Árvores Morrem de Pé?!

Porque se abatem as árvores, à beira das estradas?

Perguntou, inocente (ou atrevida?) a criança.

 

Porque impedem o alargamento das estradas.

Respondeu, categórico, o Presidente da Junta.

Porque os automobilistas nelas esbarram, esmagando os seus automóveis e as suas carolas nos troncos obtusos das árvores, que estacionam nos dois sentidos, não respeitando as regras de trânsito.

Sentenciou, sabedor, o Autarca Diligente.

 

Então… e a sombra? E o oxigénio?

 

E para que serve a sombra à beira das estradas?

Já ninguém anda a pé nem de carroça.

E temos toldos e guarda-sóis. Que há muitos no Hipermercado.

 

E o oxigénio compra-se em garrafas, não tarda muito.

 

E temos o ar condicionado!

 

Para que queremos árvores e natureza, se no meu Supermercado temos de tudo e é a verdadeira natureza?!

Para que precisamos de árvores, se temos tantas de plástico, perenes, sem folhas caindo, à venda no Hiper?!

Se temos tantas árvores empalhadas prontas a serem compradas para o Natal?!

Atalhou, solícito, o Dono de Uma Cadeia de Supermercados.

 

E as chatices que nos dão as árvores…

São as folhas que caem no Outono e voam por todo o lado.

E os ramos que têm que ser podados no Inverno…

E na Primavera enchem-se de flores e causam-nos alergias. Para depois murcharem e caírem…

E têm que ser regadas no Verão. E os frutos têm que ser colhidos, Quando há tantos na frutaria, À mão de semear…!

E trazem-nos mosquitos. E os pássaros. E os seus dejetos!

Acrescentou, pragmático, o Senhor Senso Comum.

 

E quando eu fizer anos, em Dezembro, e chegarem as cegonhas?

Que vão elas dizer das suas casas devassadas?!

Atreveu-se, ainda, a perguntar, impertinente, a criança.

 

O tempo das cegonhas já passou. Ou ainda acreditas nas cegonhas?

Pouco importa quando chegam. Nem como! Nem onde!

O tempo agora é digital. Mede-se nos écrans gigantes plantados nas bermas das vias rápidas, nos painéis publicitários anunciando o Novo Detergente. (Em vez das árvores que distraem os homens com os seus ramos a baloiçarem ao vento.)

Não há tempo, nem tempos, cronológico ou meteorológico que nos interessem. Não há Fim dos Tempos, que o Tempo é Eterno e Efémero.

Rematou, convincente, o Político Instalado no Poder.

 

E, a criança,

Perante tamanhas Sabedorias, calou-se.

Mas doeu-lhe muito ver tantos troncos de árvores

Cortados às rodelas, nas bermas das estradas!

 

E… Quando chegarem as cegonhas?

Que vão elas dizer…?!

Estas perguntas ficaram ecoando, em ressonância,

Na mente da criança.

Notas:

Escrito em Portalegre, Set. 2000.

Publicado no Boletim Cultural Nº 58, do Círculo Nacional D’Arte e Poesia, Dez. 2000

Um conto...

 

Algumas explicações...

Algumas explicações sobre a publicação dos textos hoje divulgados:

  • I - Primeiro

O texto “Diálogo através duma máquina fotográfica”, publicado hoje, 4ª feira, 5 de Novembro, era para tê-lo sido na pretérita 2ª feira, dia 3 de Novembro, o primeiro dia que tivemos realmente de “inverno”, nesta estação outonal.

Mas acabou por não ter sido porque me questionei que sentido faria divulgar um texto que fala de sol, de luz ferindo a vista, de verão de calor ardente…  num dia tão escuro, cinzento e chuvoso como foi a passada segunda-feira?!

Por tal motivo ficou em stand–by.

  • II - Segundo

Seguidamente perspetivei publicar uma poesia que tinha acessível, especificamente na Antologia sobre “Portalegre em Momentos de Poesia”, precisamente e também porque estava na cidade de Portalegre e tinha um exemplar do livro na minha posse.

A poesia designa-se “De Portalegre para Timor”.

Por estranha coincidência apercebi-me, entretanto, que havia notícias online sobre Timor. Notícias relatando acontecimentos que não percebia muito bem o respetivo significado.

Por esse motivo também deixei ficar a divulgação do poema suspensa até entender melhor a situação. O que agora, apesar de mais algumas leituras talvez tenha vislumbrado um pouco melhor, embora ainda não compreendendo tudo…

  • III – Terceiro

De modo que, HOJE, 5 de Novembro, depois do dia muitíssimo especial que foi Ontem e embora os dias continuem cinzentos, como é natural nesta estação outonal e apesar de ainda não ter percebido tão bem como gostaria o que está acontecendo em Timor, tendo, inclusive, alguma apreensão pelo que toda esta realidade possa significar…

Mesmo assim e apesar de todas as contrariedades, decidi divulgar estes dois textos, um em prosa, outro em poesia, seguindo o princípio estabelecido de divulgar prioritariamente trabalhos já publicados noutros suportes (papel), no que respeita a poesia e prosa de ficção.

 

No concernente ao texto em prosa, porque apesar de ser outono quase inverno e o verão já ter terminado, ele virá novamente e, queira Deus, nós cá estejamos com ele!

 

O texto em verso, porque ele nos reporta para um acontecimento em que, nalguma quota-parte, Portugal e os Portugueses, a Nação Portuguesa e o Estado Português, desempenharam um papel fundamental, em que a Solidariedade de cada um e de todos nós, do Povo Português, permitiu, contribuiu, muito ou pouco, conforme o nosso papel, função e poder, para um desfecho que levou à Independência de Timor-Leste.

 

Foram atos e ações, momentos, gestos e atitudes, que com o peso relativo e a importância da respetiva origem e proveniência, contribuíram, a seu modo, para um construir, para um fluir positivo e progressivo da História de um Povo e quiçá da Humanidade. Poderá ter sido pouco, não terá sido o suficiente, mas foi certamente um exemplo que convém lembrar aos Homens, que quando as vontades se centram em objetivos positivos estes podem ser alcançados.

 

Paralelamente chegou-me às mãos uma carta com um folheto da unicef e um pedido de dádiva para Timor-Leste, com imagens carregadas de significado sobre a situação naquele País, especificamente no referente à obtenção de água potável e em que se destaca: “Timor-Leste é um dos países mais pobres do mundo.” (…)

Digitalização Timor 001.jpg

Não há muito mais a dizer. Mas friso que é nestas realidades que os dirigentes mundiais, os senhores do mundo, os dirigentes dos países, se deveriam concentrar. Primeiramente os dirigentes dos próprios países que, antes de tudo e de todo o mais, têm a primeiríssima responsabilidade sobre a situação dos Povos que regem e governam! Que têm a obrigação e o dever de elevar o nível de vida dos seus cidadãos a um patamar de dignidade.

 

Muitos se esquecem deste DEVER, quando atingem o Poder! Que o Poder deve ser para servir e não para se servir!

 

Por tudo o que foi dito e o que fica sub dito, divulgo o poema que nos reporta para um ato de DIGNIDADE, profundamente belo e construtivo, prova de que Povos, Nações, Estados, Cidadãos, Todos e cada Um de nós, todos juntos e unidos, somos capazes de construir um Mundo Melhor!

Novembro: Mês de Celebração!

Mês de Novembro é mês de lembranças, de recordações...

Mas também é de celebração. Celebração e comemoração de quem faz faz, hoje, oitenta e seis Primaveras.

Foto0935.jpg

 Melhor dizendo, oitenta e seis Outonos, que é o Outono que comemoramos.

Palavras?! Que palavras, para descrever a Juventude, a frescura de quem está sempre pronta para oferecer um ramo de cheiros e frescos do Quintal - Horta - Jardim - Pomar?

Dar de mãos cheias: verduras - acelgas, couves, espinafres; ramo de cheiros - hortelã, salsa, coentros, tomilho, poejo, mangerona... Frutas - laranjas, limões, mirtilos, medronhos... Flores - rosas, tantas rosas! Crisântemos, esta flor outonal, uns ramos de hera, iris, malva sardinha, malva rosa, malva de cheiro, malva Amor... 

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Rosas! Um ramo, um regaço de rosas...Rosas brancas de Santa Maria, rosas rosas de Santa Teresinha, rosas de cheiro bravias, rosas amarelas, vermelhas, salmão, brancas, rosas rosas e cheirosas... Rosas!

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Quem está sempre pronta para dar. Dar é uma forma de Amar! Um Amor sem condição, incondicional.

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Palavras?!

As triviais: Parabéns! Felicidades! São os votos que formulamos.

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Não há palavras para o que sentimos.

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Obrigado por tudo o que lhe devemos, pelas dádivas que de Si recebemos, pelo que nunca lhe pagamos.

Um muito obrigado de todos nós!

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