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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

«ESCUTA!...»

POESIA de João Guerreiro da Purificação.

Original DAPL. 2016. jpg

 

 

«ESCUTA!...»

 

«Se à Bíblia deres razão

Muda a tua vida de vez

Não faças que a tua mão

Veja o bem que a outra fez.

 

Se tu pousares com amor

A mão num ombro qualquer

Não toques sino nem tambor

Que tal bem morre ao nascer.

 

Se levares pela mão

Alguém em rude caminho

Não digas ao teu coração

Nem fales disso ao vizinho.

 

Se houver alguém que te pise

Ou te der algum encosto

Desculpa-te com um sorriso

Com esse, do pé mal posto.

 

Se tens arestas como picos

Lima-os todos muito bem

Não se virem os malditos

E te piquem a ti também.»

 

In.

III ANTOLOGIA de POESIA CONTEMPORÂNEA, 64 autores, coordenação de Luís Filipe Soares, 1986. Minigráfica, Lisboa.

 

Original DAPL Aldeia Igreja Araucária 2017jpg

 

Notas Finais:

Conforme mencionara em post anterior, prossigo na divulgação de Poesia de Pessoas da Aldeia, de que eu tenho conhecimento.

Supracitado, está o Srº João Guerreiro da Purificação, (10/07/1927 – 17/12/1997), que dispensa apresentações e que tive o grato prazer de conhecer e de conviver, como a grande maioria dos Matenses.

Segundo julgo saber, esta “III Antologia de Poesia Contemporânea” foi o 1º livro em que o Srº João participou, tendo também ainda publicado, nessa Antologia, “INIMIGOS”.

 

(Nesta mesma Antologia também participei. Com: “UM QUADRO” e “CAVALO DE FERRO”, que já figuram no blogue.)

 

No domínio das Antologias, que seja do meu conhecimento, ainda participou na “IV ANTOLOGIA de POESIA CONTEMPORÂNEA”, 80 autores, coordenação de Luís Filipe Soares, 1987; Minigráfica, Lisboa.

Deu a conhecer: “E FOI ASSIM” e “QUADRAS SOLTAS”.

 

(Nesta Antologia não participei. Mas tenho um exemplar autografado, que me foi oferecido pelo Srº João.)

(Relativamente a estas Antologias, não posso deixar de frisar o trabalho altamente meritório de Luís Filipe Soares, que neste domínio conseguiu sempre um crescendo de adesões, pois a “V Antologia de Poesia Contemporânea”, de Fev. 1988, conseguiu 97 Autores!

No final desse mesmo ano, Nov. 1988, “estranhamente”, surgiria uma outra Antologia intitulada “I Antologia de Poesia Contemporânea”, coordenada por um dos participantes na V Antologia de Poesia Contemporânea, já referida.) (!!!???)

 

No concernente ao Srº João Guerreiro da Purificação, frise-se que ainda veria, em vida, a publicação das suas Poesias, em livro de sua autoria: “ANTA”, Aldeia da Mata - 1992; Gráfica Almondina, Torres Novas. Com “Apresentação” de Srª D. Maria Aires, impulsionadora da publicação deste trabalho, como o próprio frisa na “Introdução”: “Encorajou-me de tal maneira que consegui levar por diante esta sua lembrança.”

 

Seria ainda publicado de sua autoria, embora já não em vida, um outro livro versando “As tradições da nossa Terra… o que foi a Grande Sabedoria Popular da nossa Terra”, conforme, de algum modo, sugerira na “Introdução” do mencionado “ANTA”.

Intitula-se “A nossa terra”; “2000, Há Cultura. Criação e Produção de Eventos Culturais, Lda. / Associação de Amizade à Infância e Terceira Idade de Aldeia da Mata”; Colecção Patrimónios; Lisboa.

*******

As Fotografias são originais de D.A.P.L., de 2016 e 2017, de locais emblemáticos de Aldeia e de algum modo sugestionados pelo conteúdo do texto, numa interpretação sempre livre e pessoal.

A primeira reporta-se ao "Vale de Baixo"!

A segunda é por demais evidente.

(Foi nesse caminho que se situou um das metas do extraordinário evento de "Orientação", ocorrido em Fevereiro transato.) 

« “Mendigo do Ideal”»

« “Mendigo do Ideal”»

 

«Em outras eras, quando adolescente,

das Hostes do Ideal eu fui soldado,

Vida…fraternidade…amor…dourado

tudo eu via, sob luz’resplandecente…

 

Tudo…terra…água…’strelas…sol ardente…

Tudo, tudo eu amava, enamorado…

Ah! Frente à Natureza, extasiado,

Eu tive orações místicas de crente.

 

O Tempo andou…Com dolo e vil traição,

Os Batalhões do Mal, em elo forte,

Avassalaram o Ínclito Pendão.

 

De então, a alma em farrapos, no temporal

da Vida, aos baldões, mísero, sem norte,

Em vão esmolo o Reino do Ideal.»   

 

«Luanda, Dezembro de 1948

JoCris»

 

 

In.:

- Jornal “A MENSAGEM”, Setembro 2013, “Lembrando…” pag. 10.

- “TESTEMUNHOS de José Cristóvão Henriques (Engenheiro - Silvicultor)”; Junta de Investigações Científicas do Ultramar – Lisboa – 1981; (Edição de iniciativa de suas irmãs, Drª Piedade da Rosa Cristóvão e Drª Rita Florinda Cristóvão, que tomaram a seu cargo os custos da respetiva publicação.)

 

*******

 

Notas Finais:

Este soneto “encontrei-o” no supracitado Jornal “A Mensagem”. Decidi publicá-lo no blogue, no enquadramento de divulgação de “Poesia” e cumulativamente dar a conhecer trabalhos de e sobre Aldeia. Divulgarei outras Pessoas e Poesias, em idênticos enquadramentos.

Posteriormente, foi-me oferecido, pela Srª D. Belmira, o livro citado. A quem, publicamente, agradeço, pois a obra é muitíssimo interessante, versando fundamentalmente assuntos de silvicultura, especialidade de engenharia do mencionado senhor, que eu desconhecia completamente.

(Nasceu em Aldeia da Mata, a 8 de Dezembro de 1917 e aí viveu até aos sete anos. Aos 10 anos, foi para Lisboa - 1927. Em 1935, entrou no Instituto Superior de Agronomia, tendo concluído o curso já referido, em 1940. Em 1946, passou a exercer as funções de engenheiro – silvicultor em Angola, onde trabalhou; para além de Portugal Continental, Moçambique e Timor. Pertenceu aos quadros profissionais da Direção-Geral de Economia do Ministério do Ultramar, de 1961 a 1975.

Faleceu em 4 de Abril de 1976, com 58 anos, não sei em que localidade.)

 

Ilustro com foto original de DAPL – 2017, de paisagem de Aldeia, junto à "Fonte das Pulhas" que, de algum modo, nos poderá reportar para o “Idealismo” subjacente ao soneto e para paisagens possivelmente vislumbradas pelo Autor. No recorte do horizonte, os montados de azinho...

 

IMG 2016. Original DAPL.jpg

 (Foto original DAPL - 2016.)

*******

 

“Vi a luz numa pequena aldeia rural, toda alvacenta e em eterno namoro com montados de sobro e azinho e olival. Os contrafortes cinzentos da serra de S. Mamede…”

In. supracitado livro: “TESTEMUNHOS…” pag. 53

 

*******

Rua do Norte  - Fundão. Original FMCL.jpg

(Imagem de Rua Larga, ou do Fundão ou do Norte, que me lembram todos estes nomes da Rua. Original de FMCL - meados dos anos oitenta.)

(Esta "imagem" da Aldeia poderá ter sido "visualizada" pelo Autor do soneto, nos anos vinte, quando viveu na "aldeia... alvacenta...". Com excepção dos postes da luz, que só foi inaugurada nos finais dos anos cinquenta; da roseira, à porta da D. Dolores e da própria, que seria jovem à data, anos vinte do século vinte.)

 

 

XIII Antologia de Poesia do CNAP – Poema: “Para o Paul”

Círculo Nacional D’Arte e Poesia

 

Antologia

 

Neste Post Nº 316, volto a divulgar mais uma Poesia da Antologia. A última vez que publicara Poesia desta XIII Antologia, fora a 06/02/16, no Post Nº 308. Entretanto publiquei sobre outros temas ou estive alguns dias sem editar posts.

Hoje divulgo “Para o Paul”, Poesia de Ana Maria Gonçalves Cardoso Maguire, de Lisboa.

 

“Para o Paul”

 

“Vi-te no outro lado da mesa

Rodeado por cores do arco íris

Um instante, um momento

O meu destino, a minha sina.

 

Eu não queria sucumbir

Ao teu olhar, à tua

Invisível sensualidade,

Beber aquele elixir primordial.

 

Perguntaste quem eu era,

Mas, como não podia responder

Aos teus olhos penetrando

A minha alma,

Eu só disse donde é que vinha.

 

Tu seguiste a minha vontade

Para alcançares o meu ser

Gelado, magoado.

Eu enterneci-me e aceitei

O tocar do teu amor.”

 

 

Ana Maria Gonçalves Cardoso Maguire, Lisboa

 

Ilustro com uma reprodução de uma Pintura de Sonia Delaunay, sugestionando “... cores do arco íris...”

 

Sonia Delaunay in constantcircles.com

 

 

 

XIII Antologia de Poesia do C. N. A. P. – Poema: “Insatisfação”

Círculo Nacional D’Arte e Poesia

 

Antologia

 

Continuamos com a divulgação de Poesias da Antologia. No Post nº 308, “Insatisfação”, de Angelina Santos, de Portalegre.

 

“Insatisfação”

 

“Senhor?

Quem sou eu?

Tenho sede

E tenho água

Tenho fome

E tenho comida

Tenho frio

E tenho agasalho

Tenho dor

E tenho alegria

Tenho amor

E tenho ódio

Afinal quem sou?

Ninguém!...”

 

Angelina Santos, Portalegre

 

Ilustramos com uma apelativa fotografia original, de D.A.P.L., sugestionando uma fonte. ("Fonte do Salto").

 

Fonte do Salto Foto original DAPL 2015.jpg

 

 

 

 

XIII Antologia de Poesia do C. N. A. P. – Poema: “Tudo o que não consigo ter...”

Círculo Nacional D’Arte e Poesia

 

Antologia

 

Neste Post Nº 307, divulgamos um Poema sem título, de António José Diniz Sampaio, de Lisboa, mas de que realço o 1º verso, “Tudo o que não consigo ter...”, como é costume nestas situações.

 

 

“Tudo o que não consigo ter

mais tudo o que não consigo sentir

é igual a tudo o que nunca conseguirei ver!

E ainda tenho de regar as plantas

dar comida aos pombos

e escrever...”

 

 

António José Diniz Sampaio, Lisboa

 

Ilustro com uma sugestiva imagem obtida na “net”.

 

pombos in. pracadarepublicaembeja.net.jpg

 

XIII Antologia de Poesia do CNAP – Poema: “Dois Dias”

Círculo Nacional D’Arte e Poesia

 

Antologia

 

E, no Post nº 304, lançamos on line o Poema “Dois Dias”, de Carlos Chagas Ramos, de Luanda.

E o que é a Vida?! Apenas dois dias...

 

 

“Dois Dias”

 

“A vida são dois dias!

No primeiro nascemos

No segundo morremos

Entre os dois erguias

O destino que queremos

Ou nos deixam pelo menos.

 

Agarramos a vida

Com unhas e dentes

Na oportunidade perdida

Ganhamos o desgosto que sentes.

 

São tantas as voltas que dás

E acabamos sempre no mesmo

São dois dias que assaz

Acabam sempre em abismo.

 

Há quem tenha fé

Na ilusão de felicidade

Mas a caminhada a pé

Não nos retira a idade.

 

Assim temos por destino

Dois caminhos predestinados

Um nascimento divino

E uns finais indesejados.”

 

Carlos Chagas Ramos, Luanda.

 

 

 

De Chagas Ramos, ficaria muito apelativo, como ilustração, um desenho do próprio. Que desenha muito bem! Não tendo eu nada disponível, terei que me socorrer de alguma imagem da net. (...)

 

"A Ponte...entre cá e lá!" Foto original de DAPL 2015.jpg

 

Mas não!

Lembrei-me de uma foto de D.A.P.L. Uma ponte, que é um caminho e uma metáfora da Vida, entre cá...e lá! E um corrimão sempre aberto... ao Destino.

"... Assim temos por destino/Dois caminhos predestinados..."

XIII Antologia de Poesia de C. N. A. P. – Poema: “Saudades”

Círculo Nacional D’Arte e Poesia

Antologia

 

Neste Post Nº 300, divulgamos o Poema “Saudades”, de Ermelinda Negreiros, de Olhão.

 

Giestas Maio. Foto original de DAPL 2014 jpg

 

 

“Saudades”

 

“Tenho tantas saudades

de tudo!

Ah! Como o tempo se esvai!

Estou cansada de correr atrás da vida

e o tempo urge!

Sinto falta do que já tive,

do que desejei possuir,

e nunca alcancei...

tanta coisa bela e simples

que não agarrei!

Mas porque perdi o que tanto amei?!

Ah! Que saudades

dos teus braços...

e tal como o tempo que não volta

o teu amor já não renasce...

Quem te mandou partir e não voltar?!

Tenho saudades de tudo, sim!

Queria tanto ir ao campo no Maio

e colher papoilas vermelhas

para te oferecer como dádiva do meu amor...

Ah! Mas onde perdi o tempo

que não vivi

com a intensidade que algemei?!

E agora?!

Daria tudo por matar esta sede

que me sufoca e afoga em pranto

pela limitação dos gestos fracassados

que o tempo e a vida coartam em mim...

Que saudades eu tenho, confesso,

de tudo o que foi bom, em tempo novo,

e que fez pulsar meu coração!

Ah! Que saudades...”

 

Ermelinda Negreiros, Olhão

 

Ilustramos o Poema com bonitas fotos, originais de D.A.P.L., de 2014. Uma ilustração de Maio e de papoilas, não as do campo, mas as do quintal...

Papoilas da India. Foto original de DAPL 2014 jpg

 

E quem não tem Saudade de "...ir ao campo no Maio / e colher papoilas vermelhas..."?!

XIII Antologia de Poesia do CNAP – Poema: “Já Tenho Licenciatura”

Círculo Nacional D’Arte e Poesia

 

Antologia

 

Neste Post Nº 299, volto à XIII Antologia de Poesia, do Círculo Nacional D’Arte e Poesia, 2015.

Um Poema cheio de ironia, “Já Tenho Licenciatura”, de Fernando Máximo, de S. Julião, Portalegre.

 

“Já Tenho Licenciatura”

 

“Já tenho licenciatura

Agora sou um doutor,

Tenho montes de cultura

Vou ser Ministro... e se for?”

 

“Inscrevi-me ao fim do dia

Naquela universidade

Dos diplomas de inverdade

P’ra testar o que sabia;

Já de manhã, mal se via,

De maneira prematura

Eu fiz muito má figura

Mas mesmo sem saber nada

Formei-me na Tabuada

Já tenho licenciatura!

 

Dei cem erros no ditado

E agora o mais curioso:

Por estar muito nervoso

À recta, chamei quadrado!

Quando me foi perguntado

Se conhecia o Reitor

Respondi que não senhor

Embora fosse meu tio...

Disse mentiras a fio

Agora sou um doutor!

 

Foi mesquinhez mas contudo

Puxei das equivalências

Juntei outras mil valências

Deram-me mais um canudo;

Com diplomas e com tudo

Era fácil a leitura:

Deixei de ser um pendura

Sou político afamado

Sou falado em todo o lado

Tenho montes de cultura

 

Já sou Mestre em Corrupção

A todos sei enganar

Habituei-me a roubar

Tirei curso de ladrão;

E agora, queiram ou não,

Mesmo sem nenhum valor

Eu falo que é um primor

Na Assembleia sentado

Para já sou deputado,

Vou ser Ministro... e se for?"

 

 

Fernando Máximo, S. Julião (Portalegre)

 

 

Ilustramos com uma sugestiva imagem extraída da internet.

 

diploma in. educar.wordpress.com

 

Imagem: In. educar.wordpress.pt 

 In. educar.wordpress.pt

 

XIII Antologia de Poesia do CNAP – Poema: “João de Carvalho (Entre o Palco e a Dor...)”

Círculo Nacional D’Arte e Poesia

 

Antologia

 

Continuamos na divulgação de Poemas da Antologia. Hoje, neste Post Nº 292, “João de Carvalho (Entre o Palco e a Dor...)”, de João Francisco da Silva (Poeta d’Arruda), de A – Do – Mourão, Arruda dos Vinhos.

 

João de Carvalho in. scas.aeestesc.net.jpg

“ (Ao Grande Actor e meu Querido Amigo,

Com um genuíno, fraterno e solidário abraço) ”

 

 

“João de Carvalho

(Entre o Palco e a Dor...)

 

I

Encontrou-se a família, a arte e a amizade,

Reforçando bons laços de afecto e harmonia;

Só um Grande Homem dá aos outros felicidade,

Transformando a dor em momentos de alegria!

 

II

Ana Marta, Diogo Tavares, Ricardo Gama,

O teu sobrinho Henrique, novo sangue do poema;

O público, teu amigo, que te admira e ama;

Por todos eles dou uso à minha humilde pena!

 

III

Surgiram poemas em erudito florilégio,

Grandes poetas ditos em sublimação;

Camões, Pessoa, Bocage, Espanca, Régio...

Gigantes que moram dentro do nosso coração!

 

IV

Onde a arte germina e o poema floresce...

Usas portentosas “garras e asas de condor”;

Entre genuínos abraços a amizade cresce

No teu nobre “Reino de Aquém e Além dor”!

 

V

Tens um extremoso pai, que te apoia e ama tanto,

Uma querida irmã, que é por ti apaixonada,

Os verdadeiros amigos, que te adoçam o pranto

Quando a vida é mais cruel e amargurada!

 

VI

À tua Leninha prestaste sentida homenagem;

Poesia e canto foram beijos de despedida...

Que a felicidade te acompanhe em viagem

Por todo o futuro, em cada palco da vida!”

 

“Auditório Sra. Boa Nova – Estoril, 12 de Abril de 2014”

 

João Francisco da Silva (Poeta d’Arruda), de A – Do – Mourão, Arruda dos Vinhos.

João de Carvalho

O Bom Pastor!

XIII Antologia de Poesia do CNAP – Poema: “Homenagem aos Idosos"

Círculo Nacional D’Arte e Poesia

 

Antologia

 

Depois de um interregno na divulgação de Poemas da Antologia, regressamos, no cumprimento do objetivo que nos propusemos. Divulgar um Poema de cada um dos Antologiados.

Neste Post Nº 291, damos a conhecer no blogue, “Homenagem aos Idosos”, de Joaquina da Conceição Martins Semedo, de Urra, Portalegre.

 

“Homenagem aos Idosos”

 

"Ser idoso é ter coragem

Para a realidade enfrentar

Eu lhe mando minha mensagem

Não se esquecem de rezar.

 

Não esqueçam a oração

Que nos ajuda a viver

Para na mesa haver pão

Temos que a Deus agradecer.

 

Ninguém esqueça o valor

Da arma de São José

A dor é o grande amor

A oração e a fé.

 

Que o amor seja igual

Eu peço na minha oração

Não seja só no Natal

Mas sim em toda a junção.

 

Que haja uma luz divinal

Que haja mais compreensão

Que em todo o mundo em geral

Que nunca faltasse o pão.

 

Em letras venho mandar

Numa linda florinha

Para todos saudar

Seja idoso ou idosinha.

 

Para todo o idosinho

Que se fartou com trabalhar

Mando-lhe um beijo em pergaminho

Para todos homenagear."

 

 

Joaquina da Conceição Martins Semedo, Urra (Portalegre)

 

E ilustra-se o Poema, com uma imagem com que também já ilustrei uma Quadra sobre o Natal!

 

estrelas-brilhantes (www.MuitasImagens.com).jpg

 

“Que haja uma luz divinal”

 

 

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