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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Rosa Encarnada!

"Ao findar da madrugada."

 

Há dias em que o processo criativo como que emperra e, por mais que se tente, há um certo bloqueio que impede o ato criador.

Tenho pelo menos dois temas previstos, o habitual “conto” sobre a série “El Príncipe” e pelo menos uma crónica: sobre o 6º Serão de Cante e Poesia Alentejana”. Também poderia cronicar sobre o lançamento de um livro sobre Timor, de um sócio da A.P.P. – Associação Portuguesa de Poetas.

Mas não saiu nada do previsto.

Em contrapartida, ontem, durante o dia, foi-me “surgindo” uma quadra, como me acontece por vezes, mas que nem sempre “passo ao papel”. A de ontem escrevi-a e, após várias versões, resolvi publicar a que se segue.

Há muito que aqui não divulgo uns versos, muito menos da minha autoria.

Nem ilustro com fotos originais originais de D.A.P.L.

Rosas encarnadas Foto original DAPL 2016.jpg

 

Segue-se a quadra:

 

Ao cimo da nossa rua

Floriu a rosa encarnada

Nasceu dum raio de lua

Ao findar da madrugada.

 

Nascer do sol Foto original DAPL 2016.jpg

 

Nota Final:

As fotografias, como já mencionei, são originais de D.A.P.L. Sendo de 2016, mas do Verão, portanto anteriores à materialização da quadra. Pretendem ser sugestões para as ideias subjacentes ao texto.

Até ao próximo post! 

“Mad Men” - 10º Episódio!

“Mad Men”

Série Americana na RTP2 

10º Episódio!

31 de Outubro – 6ª Feira

 

Será impressão minha ou esta série, nesta temporada, não "agarrou” os telespetadores na RTP2? Nas outras não faço a mínima ideia, pois ainda não seguia esta moda dos blogues…

 

mad men in eco.globo.co.jpg

 

Mesmo eu que vi episódios em outras temporadas e até procurava seguir o enredo, nesta temporada não me senti muito motivado para seguir o seriado. Bem, na verdade, por diversas razões, também não consegui ter oportunidade de ver a maioria dos episódios. Na semana passada só pude mesmo ver o de 6ª feira, dia 30 de Outubro e logo, por ironia, a TV resolveu falsear-me. Teve uma daquelas crises existenciais. Parava as imagens, desaparecia o som, esquecia-se do que pretendia transmitir, deixava os personagens de boca aberta e parados, hirtos, à espera de nova ordem de ação, desfigurava-se em tela abstrata, embora não tenha chegado ao estertor final de se extinguir. Mas quando voltava, após estes hiatos, já parte do enredo ficara para trás, sem ser visualizado e entendido.

 

Apesar de tudo, ainda vi alguns excertos do episódio e será com base no que pude ver que concretizarei alguma narração pessoal do enredo narrado.

 

Dom Draper, Dom aqui é título, ainda na cama, foi acordado pela elegante senhora da agência imobiliária que trazia clientes para lhe verem o apartamento para ser vendido. Despachou-o a sete pés, sem direito a banho nem feitura de barba, oferecendo-se para lhe fazer a cama, para o recambiar, que estava na hora de os eventuais compradores chegarem.

Não sabemos se a estes ou a outros, o que é certo é que a agente conseguiu que a casa fosse vendida, por bom preço. Estava na hora de ser ele agora a comprar outra casa, que é para isso que as agências servem. Intermediárias na venda e compra. Com estes negócios acabamos por ganhar todos, de uma forma ou de outra e ganha também a sociedade, que há sempre valor acrescentado ao produto, nas diversas transações. E há trabalho para muitas pessoas.

 

A bela e fogosa Joan Holloway, a boazona da firma, arranjou namorado. Um cota divorciado, reformado e endinheirado que nela se encantou, o que não é difícil e que estava ali para as curvas com a rapariga. Que curvas e volumes é o que sobra na moça, que deixa os pescoços torcidos aos transeuntes masculinos, quando ela se passeia nas Avenidas, bamboleando as ancas e atirando o porta seios, quase a explodir de sofreguidão e desejo, para cima de tantos olhos gulosos.

Pois o dito senhor, após sondar bem o terreno, manifestou-lhe o desejo de a levar a ver as Pirâmides do Egito, que ele estava interessado em exibir tamanho tesouro, alvo de todas as cobiças masculinas e inebriadoras do seu ego pessoal, na terra dos faraós, qual Cleópatra ou Nefertiti, que retornassem aos vergéis do Nilo! E, ele, um nababo americano e dono daquele troféu!

Mas sofreu tremenda desilusão, porque a beldade, apesar de livre de namorado ou marido, tem um menino de quatro anos para criar e não se pode ausentar assim como ele pretende, a satisfazer-lhe os caprichos de possidónio daquela estátua viva e ardente de fogo.

Foi ríspido e arisco. Que já criara os filhos próprios, não queria criar filhos de outro, agora que finalmente ficara livre da mulher que aturara por mais de vinte anos até os rebentos criados.

Joan, que também não é mulher para se ficar, despediu-se, deixando-o ficar na cama do hotel que ele alugara, para ambos selarem compromissos de viagens futuras, numa viagem presente, estendidos e rebolados na cama, que assim não conheceu os aconchegos e calores de casal tão inebriado de amor.

Amor, sim! Porque o homem reconsiderou, um tesouro assim não se acha todos os dias e, no dia seguinte, lá estava ele no emprego da bela secretária, com um lindo ramo de flores a pedir-lhe desculpa e prometer-lhe novos enlevos. Que até iria comprar um apartamento na “Grande Maçã”, aonde ela e todos os respetivos familiares mais chegados, se poderiam chegar sempre que quisessem, que seriam bem vindos.

E assim se processou a reconciliação e quem sabe (?) ainda a levará a um belo cruzeiro no Nilo!

 

Outra personagem feminina da trama é a simpática Peggy Olson, que veio subindo na hierarquia da firma, degrau a degrau, mercê da sua competência e trabalho aturado, que foi reconhecido, conforme víramos na primeira semana e registei na segunda das narrações efetuadas.

Andava muito atarefada, como sempre, mas agora com algo com que também lidámos muito, profissionalmente. E o que foi?!

Pois, precisamente, a avaliação de desempenho.

Que ela queria muito fazer. E foi com Draper que ela se expôs nessa auto avaliação.

Neste relacionamento houve algo que me intrigou. No início desta sétima temporada depreendi que o publicitário estava numa situação crítica em termos de hierarquia na firma, tendo sido relegado para uma posição mais subalterna. Mas, neste décimo episódio, observei que ele adquirira o antigo estatuto de diretor criativo e era perante ele que Peggy apresentava a respetiva auto avaliação.  

De que, num breve diálogo entre ambos, ela expôs os seus objetivos fundamentais: ser a 1ª diretora criativa da agência, conseguir um cliente importante, ser famosa e criar algo duradouro.

Nem mais, nem menos!

 

Neste episódio notou-se a ausência da 2ª mulher de Draper, a atriz, Megan Draper… O que lhe terá acontecido?! É o que dá não acompanhar o seriado… ignoro o que terá sucedido a tão promissora atriz das novelas de Hollywood.

 

Em contrapartida, Betty Draper, em segundo casamento com um político mais velho, apresentou-se em todo o seu esplendor de esposa boneca, dona de casa quase perfeita, sempre impecavelmente vestida e penteada, mesmo na frente de tachos e panelas; mãe de dois gaiatos a brincarem a heróis do Vietname e de uma adolescente, Sally Draper, a preparar a ida para uma viagem de finalistas, de autocarro pelos Estados norte americanos.

Esta e os amigos e amigas tiveram aqui o papel revelador da problemática dos jovens na época, finais de sessenta, inícios de setenta. A guerra no Vietname, o amigo de dezoito anos que se alistou e aproveitou a visita para se lançar à mãe; a rapariga que queria saber se Sally arranjara “erva”, que iam a uma festa a um lugar da moda; mas não tendo, Sally a tranquilizou, que aí comprariam, assim a mãe lhe desse dinheiro; a discordância da jovem face ao alistamento do amigo, o seu súbito amuo e recusa em ir na festa, fruto dessa discordância ou dos ciúmes não assumidos pela atenção que a mãe deu ao rapaz?!  

 

Don, pai de Sally, ir-se-ia despedir da mesma, na estação de autocarros, jantando previamente com ela e as amigas mais chegadas. Conversas triviais entre um pai e adolescentes, sobre sonhos e projetos, oportunidade para uma das raparigas se atirar ao quarentão macho alfa, pedindo-lhe lume e esvoaçando a fumaça na sua direção, que fumar era na época um sinal de independência e afirmação femininas. E de sedução!

Cena que não agradou a Sally, que isso fez notar ao pai, que ele e a mãe ficam todos derretidos, quando alguém lhes dá um pouco mais de atenção!

Fica o registo dos ciúmes da miúda, relativamente aos progenitores.

 

Houve mais registos que seriam de assinalar, tivesse eu visto todo o episódio, nomeadamente referentes a Roger Sterling, um dos sócios da firma e Pete Campbell, gerente de contas, que continua a embirrar, ou amar doentiamente (?) Peggy Olson!

 

 

 

“MAD MEN” – Série Americana na RTP2

“MAD MEN” 

Série Americana na RTP2

Texto II

(Outubro 2015 – 19 a 23)

 

Alguns tópicos extraídos do enredo do seriado

 

Esta semana decorreram cinco episódios desta 7ª Temporada da série, de um total previsto de catorze. Várias fontes referem ser esta a derradeira temporada.

 

Nesta fase, a ação decorreu, temporalmente, até agora, em 1969.

No contexto de espaço, ocorre maioritariamente na Costa Leste, em Nova Iorque, onde está sediada a empresa fictícia de publicidade “Sterling Cooper”, nos respetivos escritórios, na Madison Avenue. Também na Costa Oeste, Los Angeles ou Hollywood, não sei com precisão, onde trabalha como atriz, a segunda mulher de Don Draper, Megan Draper. Noutros locais dos States não facilmente identificáveis por mim. Decorre fundamentalmente em espaços interiores, cenários fictícios, portanto.

 

Alguns aspetos que se realçam nesta série.

 

Em primeiro lugar, pensando especificamente em 1969, e, genericamente, na década de sessenta, o que nos ocorre?!

 

Para quem tenha nascido nos anos quarenta ou cinquenta do século passado, muitas das vivências retratadas ou sugeridas ou mencionadas ou visualizadas nesta série, lembram-nos situações por nós vividas direta ou indiretamente ou que delas tivemos conhecimento, através dos meios de comunicação, na altura quase exclusivamente em suporte de papel, jornais, algumas revistas; através da rádio, que era um veículo comunicacional de certo alcance, e embora de muito menos projeção, mas em constante crescimento, a televisão. E do cinema, que foi um dos meios marcantes da transmissão dos valores, atitudes, comportamentos e hábitos dos norte americanos.

Porque apesar de na década de sessenta ainda estar vivo o célebre "Senhor de Santa Comba", de estarmos em Guerra, de haver censura, exame prévio, e outras coisas mais e de pior gabarito, como a polícia política, a ameaça de prisão arbitrária... foi havendo gradualmente alguma abertura, até porque o dito senhor “caiu da cadeira” em 1968 e morreria em 1970.

 

De que nos lembramos em 1969 que de algum modo a série aborda?

 

A nível de acontecimentos, a Guerra do Vietname, a chegada à Lua, que teve direito a transmissão na RTP e sobre o que a maioria do País (Portugal) ficou relativamente incrédulo.

Sobre a Guerra já falaram, era um assunto problemático, porque já havia movimentos contrários à mesma, especialmente no seio das camadas mais jovens e que eram mal vistos nos meios mais conservadores. Mas também se referiu que Nixon, o presidente da altura, também já equacionava o fim da Guerra. Mas o que só aconteceria em 1975.

Sobre a chegada à Lua, ainda não acontecera nesta fase da narrativa, mas previa-se a sua efetivação para breve.

 

mad men  in. thorpebenefits.com

E a nível de hábitos, costumes, atitudes e comportamentos?!

 

Ressalta à vista o que de algum modo, atualmente, impressiona. O uso e abuso do tabaco e do álcool, de uma forma tão indiscriminada, no local de trabalho e no quotidiano da vida pessoal dos protagonistas. Fuma-se e bebe-se em todo o lado e local, a qualquer hora e momento, em qualquer circunstância. São atos e comportamentos rotineiros, socialmente bem aceites por todos. Ou não fossem esses homens promotores e encorajadores desses mesmos hábitos, enquanto publicitários dos respetivos consumos, através dos produtos específicos que vendem publicitariamente.

 

A generalização da mini-saia, lançada nessa década, em 1964, pela inglesa Mary Quant. As secretárias e funcionárias da agência, bem como as mulheres jovens em geral, fizeram desse trajar um modo de ser e de estar. Peggy Olson usou-a também como forma de mostrar a sua ascensão hierárquica, o seu poder e sedução feminista.

Algumas eram bem ousadas, que como se dizia na altura, “o que é bom é para se ver”.

Em 1967, no Festival da Eurovisão em Viena, a inglesa Sandie Shaw fez furor por cantar descalça e pela mini mini-saia atrevida com que se trajou. Venceu com "Puppet on a String"! Esses "fait-divers" tinham bastante repercussão naquele mundo tão fechado e atrasado que era Portugal de sessenta!

 

O movimento hippie, surgido na Costa Oeste, São Francisco, cuja canção evocativa, de 1967 e de Scott Mackenzie, também cá chegou. ‘Se fores a São Francisco, não esqueças de levar flores no teu cabelo…”

Em 1969, realizou-se o festival de Woodstock, cujos ecos ainda que repercutidos também cá chegaram.

A rádio e muito particularmente alguns programas do antigo Rádio Clube Português e da Rádio Renascença foram veículos importantes do fazer chegar ecos da boa música que se produzia nos E.U.A. e na Grã-Bretanha. Alguns desses ecos ouviram-se já nos primórdios de setenta.

Na série, os efeitos deste movimento também se observam, nomeadamente no trajar colorido e florido de alguns personagens. E também na adesão da filha de Roger Sterling a esse movimento, indo viver para uma comunidade hippie, no campo, abandonando família, marido e filho.

Paradigmática a cena de pai e filha, cada um trajado ao seu modo de estar socialmente, ele, como executivo; ela, como rapariga hippie, a discutirem afetos e desafetos, no meio de um charco de lama, numa comunidade campestre, junto a uma camioneta de caixa aberta, a cair de podre.

 

Ainda no plano dos hábitos e também relacionado com consumos e o movimento hippie, o “consumo de erva”, e outros consumos psicotrópicos, que em Portugal explodiriam mais tarde, já após 1974/75.

 

As festas particulares, com muito álcool, música, drogas e sexo. “Sex, Drugs and Rock and Roll”

 

No plano económico - empresarial

 

Para além da importância crescente da publicidade como mais-valia no processo produtivo, o destaque de algumas empresas que se tornariam ícones nos respetivos ramos empresariais.

A IBM e a instalação dos computadores nas empresas. Uns “monstros” enormes, que inclusive “assustavam e atemorizavam” alguns dos empregados mais suscetíveis e atormentados mentalmente.

A relevância da fast-food, observada na alimentação dos diversos executivos que com os hambúrgueres se deliciavam às refeições. Referência à “Burger Chef”, que contratou ou entrou em negociações com os serviços da agência publicitária.

Não posso deixar de mencionar a utilização das velhinhas e saudosas (?) máquinas de escrever mecânicas. E do seu sonar tão peculiar.

E dos telefones fixos, o único meio de comunicar à distância. E a importância e solenidade de fazer e receber uma chamada. E de ter um telefone!

 

Tudo isto faz parte da nossa História recente, pessoal e social, individual e coletiva!

 

E a nível de Valores?

 

O papel crescente da Mulher no plano das funções empresariais, materializado, por ex., na assunção dum cargo de chefia criativa por Peggy Olson, tendo às suas ordens, ainda que muito relutante e obstinadamente contrariado, o célebre criativo publicitário e um dos fundadores da firma, o reputado, Don Draper, macho alfa da empresa.

 

A rebeldia dos filhos adolescentes

 

As mudanças relativas à sexualidade para que, entre outros aspetos, contribuiu a generalização do uso da pílula.

 

As lutas pelos Direitos Cívicos são um aspeto contextual que também emerge da trama.

 

E estes são alguns dos assuntos que, de uma forma genérica e despretensiosa, consigo realçar do conteúdo temático desta série, pelo menos do que me lembro e me ressalta numa abordagem simplificada.

 

Alguns destes acontecimentos ou situações repercutiram-se em Portugal um pouco mais tarde. Uns para o Bem, outros para o Mal!

 

Se houver mais algum aspeto que me tenha faltado, agradeço que mo comunique, S.F.F..

 

 

 

Mad Men – Homens Loucos?!

Mad Men – Os Homens de Madison (Avenue)

Série Americana na RTP 2

 7ª Temporada

 

Volto à escrita no blogue, após uma semana de ausência.

 

E voltamos ao local do crime ou ao lugar em que fomos felizes, isto é, retornamos à temática das séries.

 

mad men en. wikipedia.org..jpg

 

A RTP2 também retornou à série já apresentada em temporadas anteriores. “Mad Men”, agora na sétima, anunciada e prevista como última temporada. 7ª Temporada iniciada na pretérita 2ª feira, dia 19, no horário habitual, após as 22 horas.

 

Depois de, durante cerca de um ano, ter vindo a exibir projetos europeus, de televisões e países pouco divulgados, a RTP2 volta ao filão inesgotável das séries americanas, tanto qualitativa como quantitativamente. Neste caso compreende-se perfeitamente, concluir as temporadas desta aclamada e premiada série americana sobre o mundo da publicidade, atividade económica emergente nos anos sessenta do século XX.

 

Vi algumas das temporadas anteriores, mas agora esta recente não tenho tido sempre oportunidade de ver e também não me tem motivado excecionalmente!

 

Esperemos que a televisão pública não esqueça as séries da Europa, especialmente as continentais, porque das britânicas, sempre fomos vendo várias, mercê desse domínio do áudio visual exercido pela cultura de matriz anglo-saxónica, em crescendo desde os anos sessenta, tempo em que precisamente decorre a ação do seriado referido.

 

Das apresentadas, as espanholas deixaram-nos de água na boca, fosse “El Princípe” e muito especialmente "Hospital Real”. Tivesse a “Television de Galícia” as condições das TVs americanas e como as temáticas de “Hospital Real” poderiam ser desenvolvidas, prolongando o tempo da narrativa para além de 1793. Foram tempos tão ricos e tão trágicos os que se seguiram em Espanha, bem como em Portugal e por toda a Europa…

E “El Princípe” situado no momento atual, com todas as problemáticas abordadas. E ficou tudo em aberto para outras temporadas…

 

E as séries francesas e a nossa querida capitã Laure Berthaud, de “Les Engrenages”, intitulada em português como “Crime e Castigo”! E de que ficou também tudo por concluir.

 

As condições europeias são muito diferentes das americanas, antes de tudo o mais, o mercado potencial de venda dos conteúdos. Para qualquer investimento, na ordem dos muitos milhões, é suposto prever-se um retorno financeiro com as vendas efetuadas. Que para estas séries referidas, em princípio existirá, porque conquistaram muitos mercados internacionais, mas têm sempre muito mais dificuldade, porque as multinacionais americanas têm toda uma rede estruturada com mais de meio século, envolvendo todos os setores e serviços a montante e jusante no escoamento do que produzem. Muitos produtos de muita qualidade, mas também muita coisa sem valor. E têm, à partida, todo o mercado mundial à disposição. Para isso contribuíram os “Madison Men”.

 

E voltamos a “Mad Men”, que aborda precisamente o mundo dos homens que em Madison Avenue, Nova York, se empenhavam e iniciavam na venda desse “sonho americano”, “american dream”, primeiramente nos Estados Unidos da América. E alicerçavam as bases para a exportação para o Mundo global.

 

Perante esta série, desde o início me intrigou o título.

Men, sabia o significado, Homens. Mas Mad?! Claro, fui aos dicionários, em suporte de papel. E mad, o que significa?! Qual o significado que encontrei? Pois, precisamente, louco, doido.

Mas então o título seria “Homens Loucos”?! Não fazia muito sentido, embora não pudesse ser totalmente desprovido de racionalidade.

 

Bem, mas agora temos a net e num site que cito (1) encontrei uma significação, mais ajustada à realidade.

Mad representa a abreviatura de Madison, de “Madison Avenue”, a Avenida onde a firma de publicidade “Sterling Cooper” estava sediada na cidade nova-iorquina.

E assim já fazia mais lógica: Mad MenOs Homens de Madison (Avenue).

 

E aí se poderia eventualmente basear, assentar, uma das funções didáticas e educativas do serviço público de televisão.

Neste caso, manter o título original da série, que é por demais elucidativo, sintético, global e globalizante, mas acrescentar um subtítulo em português. E até remeteriam, por analogia, para outro filme conhecido… Como fizeram na titulação de outras séries, nomeadamente nalgumas europeias.

 

E assim não teria andado tanto tempo às voltas sobre o significado do título.

 

Também me poderão questionar. Mas porque não foi logo à net?!

Bem, porque eu sou de outro tempo…

Em que se aprendia a escrever numa ardósia e se escrevia com caneta de aparo a molhar no tinteiro… e a fazer borrão!

A tecnologia atual e os meios agora disponíveis não surgiram ainda há muito tempo, bem pelo contrário, são recentíssimas, mas já tudo parece que aconteceu há uma enorme eternidade. Tal o salto evolutivo que testemunham.

Mas eu ainda não me habituei totalmente a estas modernidades!

 

E, por agora, ficamos por aqui!

 

 

(1) In: http://www.sabado.pt/cultura_gps.html

"A Família Krupp” - Série Alemã - RTP2

“A Família Krupp” - Série Alemã

RTP2 – Episódio II, III e IV (?)

4ª, 5ª, 6ª Feira (?) – 14, 15, 16 (?) /Outubro/2015

 

E a saga da “Família Krupp” continuou nesta semana, presumo eu, que, ontem, não vi. E na 5ª feira também não vi o episódio na totalidade.

 

Então, como escrever sobre o que não vi?! Será que ontem, 6ª feira, terminou a mini série?!

 

Na 4ª feira, no episódio dois, Bertha Krupp, doente, continuou a sua narrativa, no presente, em 1957, falando com a criada de quarto, enquanto aguarda a visita do filho Alfried, dono, diretor, gestor da firma Krupp.

Paralelamente recorda o passado desses conturbados anos iniciais do século XX, que incluem a Grande Guerra, 1914 – 1918. De má memória, neles e deles, senhores que foram dessa grande guerra, que fornecedores foram e abastecedores de armamento, indireta ou diretamente causadores de milhões de mortos e mutilados, nas trincheiras de França, nas Verdun e outras batalhas, de tormentosas e inúteis lembranças.

Quando é que a Humanidade deixará de glorificar essas tamanhas atrocidades de guerra?!

A visita do Kaiser à Villa Huguell, âncora e porto de abrigo da família, quase no final da Guerra, a conversa de caserna daquele com o seu Estado-Maior, a contenda quase perdida; a opinião do mesmo sobre os Krupp, que os achava “sem honra nem patriotismo”, que vendiam armas a todos os contendores, o que era verdade, “uns mesquinhos”!

 

Alfried, também narrador principal, paralelamente, conversa com o irmão mais novo, Harald, também em 1957. Estas conversas são também um ajuste de contas deles entre si e com eles mesmos; uns com os outros, irmão com irmão e mãe com filho; e um deve e haver também com o passado, com o seu passado enquanto cidadãos na sociedade em que viveram e em que foram protagonistas principais dessa sociedade alemã, nessa primeira metade do século XX.

 

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Atores, agentes, fautores da História Alemã, de muito má memória nesses cinquenta anos. O seu ajuste de contas é também com esse seu mau passado, de algum modo uma catársis necessária ao entrosamento com eles próprios e com a nova sociedade em que se inserem e onde continuam a ter papel relevante, no mundo pós guerra.

Protagonistas que foram dessa História, de má memória, sempre ligados ao Poder instalado, conseguindo sobreviver mesmo nos anos conturbados da revolução proletária do final da Primeira Grande Guerra, passando as fileiras do “Exército Vermelho do Ruhr”, 1920, para o aconchego das montanhas alpinas da Áustria.

Sempre negociando, comprando e vendendo, mesmo aos mais improváveis clientes, no caso Lenine, vencedor da Revolução Russa, que, no início da década de vinte, precisou de comprar milhares de Km de ferrovia, aos Krupp, pagando em ouro. Negócio que ajudou a firma a sair do desespero económico e financeiro em que se encontrava, acabada a guerra, sem encomendas do estado alemão vencido e com restrições impostas ao respetivo desenvolvimento industrial, pelas potências vencedoras, Inglaterra e França.

 

Que a Família Krupp, segundo os próprios, não era apenas a família nuclear e alargada aos consanguíneos, mas eram todos os que trabalhavam na firma, nas várias fábricas e serviços: “os Kruppianos”. Cada um no seu lugar e função, claro! E a verdadeira mentora da firma era Bertha, uma verdadeira Krupp, que o marido, Gustav, apesar de ser o gestor durante os primeiros quarenta anos do século, era-o, porque fora o marido que o Kaiser lhe havia destinado, no início do século, após a morte do pai, Fritz, em 1902.

 

Ela, Bertha, e o filho, Alfried, esses, sim, eram verdadeiros Krupp!

 

E era Gustav quem realizava esses negócios. Não interessava a cor do dinheiro.

 

Mas Bertha, apesar de inicialmente manifestar alguma relutância ideológica e moral face aos mesmos, acabaria por aceitá-los.

O que aconteceria também com Hitler nas décadas de trinta e quarenta durante a 2ª Grande Guerra.

Até gritaria e faria a célebre saudação nazi!

Que isto do Dinheiro e do Poder pode muito.

 

E, nestes episódios, a narrativa com a visão dicotómica e muitas vezes antagónica destes dois protagonistas, mãe e filho primogénito e herdeiro da firma, continuou em diferentes momentos marcantes dos cinquenta anos primeiros do século XX. Tendo sempre como base limite o ano de 1957, retrocede aos anos da 1ª Guerra, 1916, Verdun; aos anos vinte, revolução proletária; ao início dos anos trinta, ascensão hitleriana; aos anos da 2ª Guerra, 1943, os próprios filhos mais novos também na frente… ao final da guerra, 1945.

 

E esse confronto interpessoal centrava-se também no assumir da gestão das empresas por Alfried, que adiava sistematicamente essa decisão. Paralelamente o pai, Gustav, marido de Bertha, um Krupp apenas de nome, dirigia as empresas desde que casara na primeira década do século, adquirindo então o nome, mágico e emblemático, por decisão do Kaiser, mas a idade e a doença avançando, tornavam premente essa decisão.   

E na vida pessoal do filho também a mãe intervinha. Destinando e determinando com quem casar, que isso o filho também lhe arremessara na cara, num dos confrontos de vontades em que se embateram.

E a assunção da gestão da firma viria a acontecer em 1943, em plena II Grande Guerra, já o prenúncio do fim se anunciava, os bombardeamentos na Alemanha já se vislumbravam ao longe. Mas foi aí, na reunião do conselho de administração, que Bertha também entoaria loas a Hitler!

 

br.sputniknews.com

 

E os bombardeamentos atingiram o Ruhr industrial e a cidade de Essen e as fábricas da firma, coração da indústria alemã, motor do armamento das forças armadas alemãs, isto é, de Hitler e do nazismo. E vê-se Alfried no meio dos escombros, das suas fábricas em ruínas, e aconselhado a fugir, ripostou “para onde?”. Sim, para onde poderia fugir, se a Alemanha estava acossada a Leste pelos soviéticos e a Oeste pelos aliados e, em breve, estaria ocupada e destruída pelos exércitos ocupantes? Só uma fuga tipo a que encetaram Hitler e os seus mais fiéis seguidores…

Alfried ficou e foi na sua Villa Huguell que os exércitos americanos o foram buscar. Estará preso alguns anos, até 1953.

 

E, como temos visto, em 1957, já reassumira as funções de direção das fábricas, porque era um verdadeiro Krupp e fora para isso que o haviam preparado desde criança.

 

E com este remate, também remato o final desta narração, porque também não tenho a certeza se a história desta família que se confunde com a História da Alemanha e do Mundo, durante a última metade do século XIX e a primeira do século XX, se essa história, narrada na mini série, terminou na 5ª, se na 6ª feira.

 

Mas ainda há uma questão final que gostaria de colocar.

Será que estes Personagens da História tiveram realmente consciência do seu papel malévolo nessa mesma História, enquanto fabricantes e fornecedores de armas e alimentadores das Guerras?!

 

Que muito conto fica por contar nesta narração, que não se pretende exaustiva relativamente à narrativa original!

 

 

 

“A Família Krupp” - Série Alemã - Teil I

“A Família Krupp” 

 

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RTP2 – Episódio I

3ª Feira – 13/10/15

 

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A história de uma Família, entrosada na História e outros considerandos de maior ou menor relevância…

 

Foi transmitido ontem, dia 13 de Outubro, 3ª feira, o 1º episódio desta série alemã sobre esta célebre família de industriais, ligados ao nascimento da indústria no território alemão, desde inícios do século XIX. Industriais produtores de aço, indústria siderúrgica. "Aciaria!"

 

A visualização da série era para ter-se iniciado anteontem, 2ª feira, mas devido a um problema técnico na RTP2, a emissão foi interrompida. Facto de que, ontem, antes do início da emissão pediram desculpa.

 

E eu que pensara que era um problema apenas da minha TV, que, de vez em quando, me prega essa partida.

Foge a imagem ou fixa-se parada numa cena qualquer, esquecida do que vem a seguir, é como se tivesse lapso de memória visual. Depois, desfoca-se, abala o som, desfaz-se em cores abstratas como se ensaiasse uma pintura de Vieira da Silva, até que foge também a cor, aparece um “sem sinal” e a sigla “Ext”, ou qualquer coisa assim parecida e era uma vez…

Mas esta situação é comum em diferentes TVs que usam essa tecnologia TDT, que nem sei o que significa e, periodicamente, ocorre em variadas localidades por esse País fora.

Mas continuamos a pagar sempre a taxa áudio visual, na fatura da eletricidade. O que ainda não vi foi que, num mês ou até mais, na fatura não viesse esse valor acrescentado à despesa. Um aviso tal como: “Este mês não paga taxa audiovisual, porque a TV nem sempre se porta bem!”

 

Mas a quem é que nós nos podemos queixar?! Já o fiz para o Provedor do Cliente, mas não tive qualquer resposta!

 

A forma como este negócio das telecomunicações funciona, das várias operadoras, dos vários meios de comunicação, das várias televisões, dos media e das ligações e interligações entre eles, da concorrência feroz, da manipulação da opinião pública, o seu “modus operandi” deixa muito a desejar…

 

Mas vamos ao que titula o post.

 

Ainda bem que foi um problema geral.

Assim alteraram a programação e apresentaram o 1º episódio da série.

 

Acho que vale a pena seguir. As temáticas que aborda. A História da Alemanha por mais de meio século, desde o início do século XX. Os ambientes e ambiências retratadas. Os conflitos e paixões, o entrosamento entre a vivência desta família e dos seus trabalhadores como se fossem uma grande Família, mas cada um no seu lugar, que cada rato tem seu buraco.

E, nesta família, vão-se descobrindo muitos buracos.

A ligação umbilical ao Poder, sendo também eles parte e suporte desse mesmo Poder. Em determinados momentos competindo de igual para igual.

O seu suporte desse mesmo Poder Político e Militar. E Económico. Base do desenvolvimento e poderio, primeiro da Prússia, potência continental emergente no século XVIII, e cujas guerras com a Áustria e França sustentou, ainda em meados do século XIX, consolidando esse estatuto de potência continental.

Depois da Alemanha, a partir da sua constituição como Estado unificado, em 1871, precisamente após a vitória sobre a França, na Guerra Franco-Prussiana. Base económica do Império Alemão até à 1ª Guerra. Pilar e estrutura fundamental da indústria alemã, sendo que a siderurgia, a produção de aço de alta qualidade era a matriz de múltiplas e variadas outras indústrias, na Alemanha e nos outros países em processo de industrialização acelerada. E também do expansionismo ultramarino alemão, com a colonização de África, que a Alemanha também partilhou com as outras potências europeias.

Base da indústria de guerra, da corrida aos armamentos, prenúncio, preparação e sustentáculo da Primeira Grande Guerra. E de outras Guerras… E o mais que estará para vir, que apenas ainda veio o primeiro episódio…

 

A qualidade técnica. A música. A interpretação dos personagens. Não são artistas que conheçamos, como aliás acontece com as outras séries europeias, excetuando as britânicas, pois nos últimos cinquenta anos a quase monopolização da cultura cinematográfica tem sido exacerbada pelo domínio anglo-saxónico, com especial realce para o lado americano.

 

E, o enredo?

 

Neste episódio, a ação decorreu em dois momentos temporais marcantes.

 

Em 1957, já bem após a 2ª Grande Guerra, em que os Krupp tiveram um papel relevantíssimo. E nos primeiros anos do século XX, 1901 e 1902, antes ainda das Guerras, mas em que as respetivas sementes estavam já lançadas e eram ensaiadas e testadas noutras guerras “menores”. E os armazéns e celeiros dessas mesmas guerras, de ódios assassinos e irracionais, estavam a ser recheados, na corrida aos armamentos. Papel fundamental que a Família desempenhou na Alemanha recentemente unificada, sob a égide imperial, nesse 2º Reich! E, mais tarde, também no terceiro. Mas ainda não vimos nada disso. Não nos adiantemos!

 

O espaço em que decorre a ação situa-se principalmente na cidade de Essen, ainda hoje um dos pólos industriais da Alemanha da Senhora Merkl, nesta Alemanha reunificada. Cidade situada no Centro Oeste do Estado Alemão.

Na villa Huguel, palácio residência da família, edifício monumental, mas austero; nas indústrias siderúrgicas, com demonstrações do funcionamento das máquinas colossais e do seu grau de precisão minuciosa, visitas de clientes nacionais e estrangeiros, até do Extremo Oriente, que o Japão também iniciava a respetiva industrialização. Visitas que as meninas da família, Bárbara e Berta estavam proibidas de realizar, que segundo a mãe, a fábrica não era lugar para mulheres.

Cenas episódicas em Berlim, no palácio do Kaiser Guilherme II, que os Krupp e o Império andavam entrançados, de braço dado.

Passagens por Capri, ilha italiana, no Mediterrâneo, lugar de descanso, veraneio, sonhos, paixões e devaneios, onde estavam atracados os iates da família.

 

A narração centra-se em Berta Krupp, jovem solteira ainda, no início do século XX, mas que em 1957, após ter vivenciado e vivido todos os enredos, enlaces e desenlaces da primeira metade do século XX, sofre um ataque de coração, estando a Vida entre cá e lá. Como o seu País também estava na época, Guerra Fria, Alemanha dividida, na linha de fronteira entre Ocidente e Leste.

E, convalescendo, não assumindo a doença, mas sentindo que a “Ceifeira de Gadanha” se aproximava, prepara a sua sucessão no império industrial e vai recordando a sua vida nesse meio século de história familiar, da História da Alemanha e do Mundo, que como sabemos, se entrosam e entrelaçam para o Bem e para o Mal.

Mas tudo isso ainda veremos. Que ela ainda nem ao casamento chegou. Apenas vimos o funeral de Estado do pai, Frederico Krupp, em 1902, a que o próprio Kaiser Guilherme II compareceu, seguindo isolado atrás do caixão, como comandante supremo das Forças Armadas, numa encenação político militar, mas igualmente de consideração e estima pelo industrial a que o Estado tanto devia.

E, a propósito de Berta, lembramos que foi este o nome de batismo dos célebres canhões de longo alcance, que bombardearam Paris na 1ª Grande Guerra.

Mas também lá irão, digo eu!

 

 

 

“Fortitude” - Série Britânica – Episódio XII

“Fortitude” - Episódio XII

3ª Feira – 06/10/2015

RTP2

todos in. fortitude.wikia.com

 

E na análise ao 12º episódio, começamos exatamente por Elena.

Hospitalizada, isolada como estiveram outros doentes. Que não sei como uma comunidade tão pequena tem recursos hospitalares tão bons! O que não têm são médicos. Se Drª Margaret morreu… E se destruíram o espaço em que ela estava isolada, onde arranjaram outro tão rápido para colocarem Elena?! Bem, não sei, não sou guionista… nem governador da ilha, nem produtor da série. Que já víramos Hildur a telefonar para o Continente a pedir recursos e reforços. Certamente terão chegado.

 

Também se viu que queimaram, tudo o que puderam, em Fortitude. Só o fogo realmente podia purificar tal ambiente. E será que conseguiram incinerar todas as vespas?

O mamute foi queimado, que Jason acabou por dizer que ele estava no armazém detrás do supermercado. Uma verdadeira estratégia política de Hildur que conseguiu convencê-lo a revelar o local.

Depois lá estava ela com os seus policiais a supervisionar a destruição do monstro, através do fogo regenerador. O barracão terá sido também um dos edifícios que foi queimado.

 

Mas voltando a Elena, hospitalizada.

No exterior do gabinete onde ela estava, encontrava-se Dan. “Penso em ti a toda a hora. Na escuridão e à luz do dia!” Temos continuação do romance para a próxima temporada.

E irá ela sobreviver? Uma vez que ela foi atacada pelo monstro que atacara os outros atacantes: Liam, Shirley, que morreu; Jason que também morreria, Ronnie de que não soubemos o destino.

E agora ela! Neste episódio fomos vendo a transfiguração facial e comportamental que foi assumindo. De que ela própria tomou consciência e, com medo dos atos que poderia vir a praticar, porque sabia o que os outros fizeram, quando possuídos dessa loucura incontrolável, ela própria se agrilhoou à cama, como lhe fizera Billy. E ela mesma atirou a chave para longe.

Mas quis o Destino, desta vez, escrever torto por linhas tortas.

Carrie, quando regressou a casa, não encontrando a sua “irmã mais velha”, por ela procurou, e achando-a naquele preparo, a libertou, ignorando que lavrara a sua sentença de morte. Morte macabra e cruel, como a que tiveram os outros assassinados pelos tresloucados, possuídos por essa estranha doença.

Nem Dan a conseguiu salvar, que Elena já a tinha esfaqueado.

E foi trágico e dramático ver Dan, primeiro ter que atirar em Elena, sua amada, e depois pegar em Carrie ao colo e levá-la por Fortidude, como se fosse uma dádiva, um sacrifício atroz, a um altar de deuses cruéis e maléficos.

Bem, ou mal, não sei, Carrie não figurará em próxima temporada. Ou será que ela não morreu?! Sempre pode ficar essa dúvida e os guionistas têm muita sabedoria…

 

Dan Carrie in popoptiq.com

 

Retomando outros personagens.

 

yuri in whatsontv.co.uk.jpg

 

Yuri e Max fizeram a perfuração no gelo do glaciar.

Mas chegou Eric. As bravatas do costume, nas coboiadas, que nalguns aspetos esta série tinha laivos desse género cinematográfico. Pistola para aqui, rifle para ali e antes já Max fugira na moto que Eric trouxera, que nem todos são heróis. Esgotadas as armas de fogo, que nem dispararam, porque o russo não carregara a dele e Eric é por demais ingénuo, envolveram-se à pancada. Murro dum lado, canelada do outro e Eric perdeu, ficando inconsciente no gelo.

Yuri preparou-se para descer pelo buraco no gelo e, de supetão, depressa chegou ao fundo.

Pensáramos que tivesse morrido, mas não. Vê-lo-íamos na base do glaciar, que no contacto com o solo se derrete e abre cavernas e simultaneamente se desloca, lenta mas inexoravelmente, erodindo as montanhas em que assenta.

Glaciar  in avclub.com

 

E como queria Hildur aí construir um hotel no gelo? Flutuante, já se vê!

Iremos ter Yuri em futura temporada?! Que este assunto das presas de mamute ainda tem pano para mangas.

Eric, passado o efeito do murro, acordaria, gritou para o buraco a saber de alguém, sem obter resposta, que Yuri ficou embasbacado com tamanha riqueza, e Eric partiu no camião que levava a broca, que como presente levou para a sua amada Hildur, estacionada no carro, a quem disse que amava, dito que ela primeiro ignorou, mas após chamá-lo com a buzina, ele para junto dela foi e foi vê-los beijando-se que nem amantes remoçados.

E temos continuação da parelha para futura época.

 

E, finalmente, vamos ao início do episódio, que já sabemos que estas narrações não respeitam a sequência da narrativa.

 

No hospital e no compartimento onde estava a Drª Margaret internada em cuidados intensivos, que isto dos médicos se tornarem pacientes, para mais numa pequena comunidade isolada, é caso de bradar aos céus!

Mas também é para alertar do perigo de contágio a que os médicos e outros profissionais de saúde estão sujeitos, que põem em risco a sua própria vida para salvarem a de outros.

E o mesmo acontece com os cientistas, como Vincent.

No mesmo compartimento, juntamente com a médica e milhares de vespas assassinas, cujo nome não consegui fixar.

No exterior, Dan e Natalie questionavam como matar todo aquele enxame, sem matar o jovem cientista.

Natalie teve a ideia de injetarem, o espaço isolado, de oxigénio e hidrogénio, que havia garrafas no laboratório e tubos e mangueiras para executar o procedimento. E foi o que fizeram. Vincent, arriscando a sua própria vida, abriu internamente as válvulas dos dois gases, que combinando-se, formam uma mistura explosiva.

E Vincent acendeu o isqueiro!

E foi uma explosão daquelas!

Vincent, que se sacrificara a bem da ciência, da medicina, de Fortitude e da Humanidade, porque se aquelas vespas se soltassem sabe-se lá, quase morreu, mas Natalie conseguiu salvá-lo!

E Vincent também ficou hospitalizado, todo queimado e picado das abelhas. Provavelmente não estará infetado, porque segundo pesquisa efetuada por Natalie, estas vespas pré históricas não tiveram tempo suficiente para atingirem a maturidade sexual. Pelo que estará apenas picado, mas não infetado pelos respetivos ovos, que elas injetam na corrente sanguínea dum hospedeiro vivo, de que se alimentam de dentro para fora. Foi o que aconteceu à médica!

Uma aberração da criação, que Darwin considerava impossível, Deus tivesse criado!

Um deus de amor não pode ter criado um ser tão maléfico!

 

“Não são as vespas que fazem duvidar da existência de Deus. Somos nós os seus filhos!”

Esta citação pertence ao professor Markus, que foi visitar Vincent.

Que também questionou se o que Frank lhe fizera não terá consequências. Se o facto de terem aberto Shirley, sem qualquer autorização, também não terá consequências. Que a atitude dela para com a mãe resultou mais do facto de ela ter sido toda a vida humilhada pela própria mãe, do que dessa teoria formulada pelos cientistas que, segundo ele, não faz qualquer sentido.

 

Fará? Não fará?

Ficaremos à espera da comprovação ou refutação na próxima temporada.

 

in fortitude.wikia.com

 

E, se nem todas as vespas tiverem sido exterminadas ?!

 

Pois exterminemo-las, por agora, que está na hora de terminar este conto! E de o publicar, tarde e a más horas!

 

“Fortitude” - Série Britânica – Episódio XI

“Fortitude”  – Episódio XI

2ª Feira – 05/10/2015

RTP2

in takepart.com

Preâmbulo

 

“Não é de um hotel que precisamos, em Fortitude. É de uma morgue maior!”, dissera Hildur, outra vez!

 

E eu acrescento.

Neste episódio e no seguinte, o que irão precisar é de um inseticida! De um potente inseticida!

 

E lá vamos nós à narração!

 

Dan in theguardian.com

 

Após alguma indecisão de Dan, alguma é como quem diz, que o pedido de Henry foi formulado no episódio anterior, décimo, e cumulativamente interpôs-se o fim-de-semana, de modo que só ontem, 2ª feira, no episódio XI, é que se processou a intervenção de Dan.

Bem, de helicóptero chega-se rapidamente. E ao chegar, Dan, logo constatou a dimensão do desastre. Henry, estendido na neve gelada, um tiro na cabeça, vermelho de sangue a colorir o branco gelado.

Encostado à moto, Morton, afinal ainda não estava morto, apenas moribundo, eu é que julgara que ele morrera na 6ª feira. Mas não! Esteve todo o fim-de-semana para morrer, que sábados e domingos os serviços públicos estão encerrados. Morton, quase acabado, ainda esperava que o xerife chegasse, mas não quis que o levasse para ser socorrido, queria ficar já ali, que o glaciar é um sítio ideal para se encontrar a serenidade e a luz e com ela a morte, para mais com a garantia de se poder ficar congelado até à eternidade, ou até à próxima alteração climática!

Mas antes de partir, quis que Dan lhe contasse a verdade!

E Dan contou. Verdade nua e crua, trágica e cruel, para mais tendo ocorrido num dia sagrado. Num dia de Natal! E soubemos, através do relato para Morton, como tudo ocorrera, e que Dan sempre fora, de facto, o assassino de Billy Pettigrew. Que guardava esse crime na sua consciência também atormentada.

Não vou relatar os pormenores dos trágicos acontecimentos a esse assassinato associados. A foto apresentada, no post anterior, diz tudo.

Lembrar, só e apenas, que amor e ódio são duas faces da mesma moeda, que foi por amor a Elena, que Dan entregou a morte de urso, Billy, por quem o amor à sua amada se transformou em ódio a Billy, que a quisera possuir, agrilhoada à cabeceira da cama! Grilhão que serviu para acorrentar o geólogo ao poste do farolim, como isco para ursos tresloucados de fome.

“Confessa! Ou nunca terás Paz!” Lhe disse Morton, para que Dan fizesse.

Só depois, Morton morreu, suponho que em paz. Soube a verdade do que buscava, desde que chegara a Fortitude, que fora essa a sua razão de chegar. E, sabendo, já poderia partir!

Que partiria, o seu corpo, não para o Continente, que ele, como cidadão britânico, também é de uma ilha! A sua alma, essa terá ficado eternamente aprisionada no gelo do glaciar.

 

E Dan, após muitos avanços e recuos, conseguiu confessar a Elena, o que por várias vezes e em diversos episódios, ela lhe perguntara. Se fora ele que matara Billy.

Confessou e uma vez confessado, também ficou mais liberto para lhe confessar, ao seu jeito desajeitado, o seu amor, desde que Elena chegara a essas terras de fim de mundo gelado.

E depois de explicados os comos e os porquês, textos e contextos, de tudo o que e como e porquê se passou, Elena rematou à laia de conclusão:

“Estamos juntos, sozinhos!”

E haverá melhor definição para aquele amor?! Aguardemos o último episódio, que provavelmente, como é apanágio das séries, deixa tudo em aberto, para futuras temporadas. Estratégias de guionistas!

 

Voltando a Billy, morto logo no 1º episódio, mas cujo tema foi estruturando todo o enredo.

Nessa célebre, trágica e fatídica noite de Natal, ele, com os copos, desatara a língua com o russo Yuri, sobre o célebre tesouro escondido no glaciar. Centenas, milhares (?) de presas de mamute, aprisionadas no gelo! E, após a briga com Eric, para além de ficar com as ventas partidas, também perdeu o célebre documento cartografando o local de tão precioso e macabro achado! Documento que o russo apanhou.

Com base nele, Yuri, estudara as coordenadas do local e, neste episódio XI, com a ajuda de Max, resolveu assaltar o armazém onde se encontrava a broca para furar o gelo do glaciar, transportá-la no camião onde ela estava acondicionada e irem procurar o cemitério dos mamutes, para recolherem o marfim.

Consegui-lo-ão?!

Também só o saberemos no derradeiro episódio. Que Eric, apenas armado de rifle, também se dirigiu para o local onde eles se encontram, mas pensando que fora Jason que roubara a broca!

yuri in theguardian.com

 

Que Jason, também já sabemos, está igualmente possuído por essa doença que atacou Liam, que matou Charlie Stoddart, o cientista; Liam que contaminou Margaret, a médica; que contagiou a filha, Shirley, que atacou a própria mãe. “Doença” que também terá contagiado e esventrado Ronnie, que estará escondido na cave da sua própria casa.

“Doença”, que tudo indica terá sido despoletada na sequência da descoberta macabra do mamute, que Ronnie e Jason esconderam num armazém, para onde Jason se foi refugiar novamente, obcecado por tão terrífico achado, que tantos dissabores trouxe à pacífica Fortitude. Antes tivesse ficado onde estava, ou tivessem tido o procedimento correto, dando a conhecer à comunidade científica, que até dispõem na ilha, que teria procedido com os formalismos adequados e exigidos nos protocolos próprios.

Mas a ganância, a ambição, a fome do dinheiro fácil, sobrepõem-se a tudo o mais!

E nisto ficamos. Jason agarrado ao mamute, após ter passado no laboratório e ter pregado um susto de morte a Natalie.

E a comunidade julgando que fora ele o autor do roubo da broca.

 

E pergunto eu. E Carrie não terá sido contaminada?!

 

No episódio apenas soubemos que ela, juntamente com Elena, foi visitar o amigo Liam. E que foram recebidas por Jules e que Frank também apareceria um pouco mais tarde.

E foram conversando todos, circunstancialmente!

 

E vamos para o excerto final desta narração.

 

A parte científica, que é o tema do enredo que ainda está por deslindar, uma vez que em princípio, os principais crimes estão esclarecidos.

 

in digitalspy.co.uk.jpg

 

Natalie e Vincent continuam nas suas investigações e centram-nas no cão do cientista, que, quando Vincent entrou na cozinha, onde estava o corpo de Charlie, reagiu muito agressivamente para Vincent. Que o cão poderia ter sido contaminado por aquilo que contaminou o dono.

Por acaso, ironia da sorte, ou perspicácia do guionista, o dito cujo estava para ser embalsamado, pelo já falado xamã, que não queria sê-lo, que era apenas embalsamador, conforme referiu a Henry.

E fazendo autópsia ao animal, inicial e aparentemente inconclusiva, mas graças à persistência de Natalie, acabou por ser descoberto um verme estranho no interior do tubo digestivo do cão.

O que seria? Como evoluiria?! Que o verme corresponderia a um estádio larvar de desenvolvimento de outro animal qualquer. E o que será?!

 

Não tardámos a saber de forma bem preocupante e arrepiante!

 

Os jovens cientistas decidiram avançar na investigação e partir para a pesquisa na própria médica, Drª Margaret, não sem antes se terem questionado sobre a ética de tal procedimento numa pessoa ainda viva!

E, foram!

Mas a evolução natural das coisas não se compadeceu com quaisquer procedimentos ou pruridos éticos ou não éticos.

Estando Vincent no compartimento isolado em que a Drª Margaret estava deitada, e começando a observá-la, foi ficando sem palavras, mudo de espanto, admirado e estarrecido com o que os seus olhos viam! Sem acreditar, nem dizer palavra.

E até nós, apesar de sabermos estar em ficção.

Do rosto, dos braços, do corpo, da senhora, formavam-se furúnculos, abriam-se pústulas, de onde brotavam dezenas, centenas de insetos voadores que encheram o compartimento.

 

De onde vinham tantos bichos?!

Lembremos que as zonas boreais, as planícies de tundra, no verão boreal, são infestadas por milhões e milhões de mosquitos que fazem a vida negra às renas.

 

E aquela bicharada toda terá ressuscitado do túmulo em que estivera trinta mil anos guardada no gelo do corpo dos mamutes? E, agora, subitamente tendo encontrado hospedeiro adequado, regressavam à vida, passados milénios?!

 

Aguardemos como irão proceder para extirpar tal ameaça.

Que Natalie ainda não havia entrado no compartimento isolado e providenciou a vinda de Dan, o xerife, que no exterior já observava aquele aterrador espetáculo.

E como exterminá-los sem eliminar também Vincent, encerrado também naquele contentor de morte?!

 

Quando vi a cena dos insetos a brotarem do corpo da médica, não pude deixar de me lembrar do filme “Allien – O Oitavo Passageiro”, quando aquele ser estranho brotara repentinamente do corpo do astronauta! Esse fora um viajante no Espaço!

Aqueles, viajantes no Tempo!

 

 Ver aqui, SFF

 

Também houve eleições no reino da Dinamarca!

Parabéns, RTP2! Adeus, Borgen!

 

“Quase todos aguentam a adversidade. Mas se querem testar o caráter de um homem, deem-lhe o poder!”

Abraam Lincoln

Este pensamento serviu de “leit motiv” deste episódio.

 

Parabéns, Birgitte! Adeus Birgitte!

 

Parabéns!

Parabéns, em primeiro lugar à RTP2, por ter transmitido esta excelente série europeia e mais especificamente dinamarquesa.

Trouxe-nos outras perspetivas da realidade e da realidade política.

Uma visão construtiva da Política. A repetição foi bem pensada. Até organizada de modo a que o episódio das eleições na ficção, coincidisse com o dia das eleições reais em Portugal. Só terá sido pena, que os nossos políticos, tão assoberbados com as lides partidárias, não tivessem podido ver, porque fazia-lhes tanta, mas tanta falta, que visualizassem esta série.

Bem, que hoje em dia, quase ninguém precisa de ficar condicionado aos programas e horários das televisões, para ver as séries. Poucas pessoas estão dependentes desses condicionalismos.

Por isso, e para bem de nós todos, eles ainda a irão visualizar, nomeadamente este episódio final!

Só lhes fará bem!

E tanta falta lhes faz!

 

 

Birgitte in visitdenmark.com.br.jpg

 

Parabéns, Birgitte Nyborg!

“Eu tenho o Poder. Agora!”, afirmou.

Com 13 deputados, em 180 (?) consegue condicionar a formação de governo. Consegue contar até 90.

Só no Reino da Dinamarca! Mas que dá lição de Democracia. Democracia avançada!

Saber negociar, criar consensos e acordos, promover o diálogo e a concertação, exercício e defesa da cidadania; estruturar princípios básicos para apoiar a governação do 1º Ministro: Política económica responsável, Defesa do Estado Social, Identidade Verde, Integração de imigrantes, …

Exercício do poder político em coligação, construída após as eleições e conhecidos os resultados eleitorais, mas defendendo os princípios por que vinha lutando.

 

Abdicar da oferta do cargo de 1º Ministro, para apoiar e fazer parte de um governo, em que pretende pastas fundamentais: para si, Ministério dos Negócios Estrangeiros, propor também a Justiça e Economia, para membros do seu partido.

 

Acho que fiz o melhor pelo meu País!”

É para o País, para o Povo, para os Cidadãos, que os Políticos devem trabalhar.

Independentemente dos partidos a que pertencem.

 

E esta é a grande lição que esta série nos transmite!

 

Sobre ela escrevi alguns posts.

 

Neste seriado um dos temas relevantes era o papel dos media.

E, neste campo, também muitas, muitas peripécias.

No final também o editor chefe, após alguns desaires, foi reconhecido e justamente reconduzido no seu lugar. Pelo mérito!

Mérito também dos seus colegas de trabalho que lhe manifestaram e impuseram às chefias económicas, a sua solidariedade.

 

(…)   (…)

 

Uma série 5*****!

 

 

No rescaldo de ontem… 4 de Outubro

No rescaldo de ontem…

Portugal dos pequeninos. In wikipedia enciclopédia livre

 

Hoje, pela manhã, Dona Maria da Fonte foi passear ao Portugal dos Pequeninos, acompanhada por três sobrinhos: o Cinco de Outubro, o Vinte e Cinco de Abril e um terceiro, enjeitado, mal amado, mal aceite e mal assumido.

 

No passeio, encontrou o seu conhecido e quase contemporâneo, o Ti Zé Povinho!

Vai daí, não resistiu…

Oh, Ti Zé, então você, apesar de eles lhe fazerem o mesmo que os pombos fazem ao Camões, continua a dar-lhes a sua arma, não?!

(…)   (…)

 

In wikipedia. free enciclopedia.jpg

 

Intrigado com a pergunta, o sobrinho, Vinte e Cinco de Abril, questionou-a.

Oh Titi! Oh Titi! O que é que os pombos fazem ao Camões?!

O Cinco de Outubro, pressuroso, já ia responder…

Ah! Eu sei… Ah, eu sei…

Não fora a intervenção do outro sobrinho, o mal amado, mas sobrinho também, chamado Estado Novo, que o interrompeu.

Não dizes nada, que eu risco com o lápis azul. E riscou! Que neste blogue não se dizem nem escrevem palavrões. Pelo menos até agora!

 

A Tia Maria da Fonte, contudo, acrescentou.

Pois eu digo!

Meus sobrinhos, para quem não saiba, o que os pombos fazem ao Camões é poisarem na estátua a comerem pipocas, enquanto veem TV!

Estatua Camões Lisboa In wikipedia.JPG

 

Moral da estória:

 

“Eles não sabem, nem sonham….”, e aqui parafraseamos Gedeão…

Eles não sabem ou fingem não saber, que os pombos nas cidades são ratos voadores…

E, por isso, lhes continuam a dar milho.

 

Enquanto eles aproveitam para nos poisarem nas estátuas… Lamenta o amigo Eça.

 

Eça Queiros in Lisboa.com

 

Epílogo!

 

E com esta termino…(...)

Soubera eu desenhar e quem faria um cartoon, seria eu! Ou uma BD.

 

P.S.-

Se houver algum dotado para essa arte, que queira aproveitar a ideia, disponha!

 

Não se esqueça, contudo, de citar a Fonte onde veio beber a ideia!

 Ler também aqui! S. F. F.

Nota Final: As imagens foram retiradas de Wikipédia  enciclopédia livre. Exceto a de Eça: in. Lisboa.com.

"Zé Povinho" in the "Antonio Maria", magazine 1880. In Wikipedia, the free encyclopedia. 

 

 

 

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