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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

“Agência Clandestina” - Série Francesa - RTP2

“ Le Bureau des Légendes

 

Nova série francesa, versando temas da atualidade: O mundo da espionagem.

Centrada a ação, primordialmente em França (Paris) e nos Países do Médio Oriente e Norte de África. Territórios em que a expressão e influência francófona é mais forte, que de algum modo estiveram ligados a França, a partir de finais do século XIX e por todo o século XX, quer sob a forma de colónias ou de protetorados, ou países já independentes, a partir dos anos sessenta, mas de expressão francesa.

 

Centra-se numa Agência super especializada dos Serviços Secretos Franceses, que treina e usa os seus homens para desempenhos em contextos diversos, na “busca de Informações e de informantes”, mas assumindo sempre outras identidades, como reais, mantendo super secreta a verdadeira, agindo no terreno da ação, na perspetiva da sua nova personalidade.

 

Le bureau des legendes in, canalplus,france.jpg

 

O “ herói” principal é Guillaume Debailly, que operou seis anos na Síria, em Damasco, com a identidade falsa, mas totalmente assumida, como Paul Lefevre, Professor no Liceu Francês.

 

Ao regressar a França, vai entrar como que num período de “quarentena”, para despir e se libertar da sua falsa identidade e reassumir o seu verdadeiro Eu.

O que não está a ser nada fácil, deixar de ser e de se assumir como antigo espião, agindo no Médio Oriente, mesmo que esteja em Paris!

 

Mais difícil se torna, quando sabe que a sua antiga amante, na cidade de Damasco, Nadia El Mansour, mulher árabe e casada com conceituado oncologista, historiadora, está em Paris.

Irresistível se torna o reencontro, mesmo arriscando-se, pondo em risco a mulher e todo o trabalho da Agência e dos colegas.

 

Nadia in. Twitter.jpg

 

E está a canela e a pimenta do enredo romanesco, lançadas ao gosto do espetador.

 

Mais apelativo se torna o romance, quando no final do segundo episódio, o “herói” descobre que, muito provavelmente, Nadia, não é tão simplesmente quem ele julga ser.

 

Muito haverá para descobrir. Que a série promete e pelo que pesquisei, há várias temporadas, pelo que não será uma mini, como “Amber”.

Sobre quem ficámos sem nada saber!

 

Desta, ainda haverá muito para e por contar.

Assim consiga ver e ir narrando trechos e excertos da narrativa.

 

 

 Agência Clandestina Temporada 1 Episódio 3

Agencia Clandestina Personagens Tópicos 

Agencia Clandestina Ep.12

Agência Clandestina Ep. 13

Agência Clandestina Ep. 14

Agência Clandestina Ep 15

Agência Clandestina Episódio 16

Agência Clandestina Episódio 17

Episódio 18

Episódio 19

Episódio 20

Series-final-de-temporada-e-sinal-de continuidade

Nobel da Literatura – Bob Dylan

Um Nobel Dylan, ou uma Bob Literatura?

Perplexidade!

 

Ainda volto à abordagem do tema sobre a atribuição do Prémio Nobel da Literatura a Bob Dylan.

 

Bob Dylan in. entretenimento.uol.com.br..jpg

 

Sim, perplexo. Foi assim, desse modo, que me senti perante essa atribuição.

Por demérito do Artista?

Acha?! De modo algum.

Surpreso, pelo inesperado da situação. Ou realmente alguém esperava ou previa tal atribuição?!

 

Há por aí muitos Escritores a quem se espera essa honra, há anos, e nunca tal aconteceu. Em Portugal, inclusive.

De Outros, sempre se esperou que tal acontecesse, o que a não ter acontecido, jamais acontecerá, que já estão na “Terra da Verdade”!

 

Sobre Dylan, a atribuição do prémio resulta da sua veia lírica, da sua Poesia, de que a Música funciona como veículo divulgador.

E essa faceta não lhe pode ser negada ou renegada.

Terá sido essa face da sua Obra que a Academia valorizou para a atribuição do Prémio. Digo eu, que só nessa perspetiva a sua Obra pode ser valorizada, avaliada e avalizadora, para o Prémio em causa.

E em justa causa se diga que o Vate, herdeiro dos aedos da Antiga Grécia, dos bardos gaélicos, da matriz dos trovadores provençais e peninsulares, moderno poeta popular, “pop singer”, nesse campo, merece ou não a distinção?!

 

Se assim o disseram os juízes, membros do júri, que ajuizaram desse modo, conhecendo regras, normas e valores sobre que incide a avaliação do objeto em estudo é porque certamente será merecido.

Não deixando, contudo, de ser inesperado e inusitado. Tão somente!

 

Talvez porque nós tenhamos observado o Artista Bob Dylan, muito mais enquanto Músico e muito menos na perspetiva de Poeta.

E qual das perspetivas é de valorizar ou sobrevalorizar?

Poderão ser vistas separadamente?

Existe o Poeta sem o Músico? Ou a Música sem a Poesia?

E qual foi ou foram os pontos de vista da Academia?!

 

Não sei. E quem sou eu para saber?!

Se os membros do júri lhe concederam o prémio é porque o consideram merecedor. Não sou visto nem achado no assunto.

Apenas quero expressar a minha admiração!

Admiração pelo Artista, em primeiro lugar, e admiração pela concernente atribuição “premial”.

 

Ainda algumas perguntas finais:

- Irá Dylan aceitar o prémio?!

- Continuará mudo e calado?!

- Deve ou não aceitar?

- Aplica-se ou não a este caso também o tão falado aforismo: “A cavalo dado…”

- O que acha?

- (...)

- E, por ex., José Régio e outros Escritores Portugueses, caso de Aquilino Ribeiro, não teriam sido merecedores? Estigma do tempo e espaço em que viveram: num "Portugal Amordaçado"!

What happened to Amber?!

O que aconteceu a Amber?!

 

Pois, caro/a Leitor/a, julgo que ficamos sem saber.

Dado que a mini série, de apenas quatro episódios, terá terminado ontem, só nos resta mesmo esta dúvida não resolvida.

Nada. Nada de nada, praticamente. Estaremos quase como no início, não digo que tal e qual, pois não vi o primeiro episódio.

Desconhecemos o que aconteceu à adolescente.

 

Amber in. nordicnoir.tv.jpg

 

A narrativa sugere-nos hipóteses, por vezes julgamos estar no caminho da descoberta da verdade, mas surgem-nos outras descobertas, outras verdades e pouco mais de nada, além de que a rapariga saiu do comboio ou metro de superfície, dirigindo-se para o campo, escassos carros, sugestionando-nos hipotético entrosamento com a miúda, mas nada.

 

Tão próxima da realidade é esta narrativa, que facilmente nos identificamos com a angústia daquele pai, à beira da loucura, na incessante busca da filha desaparecida.

Não é fácil lidar com tal realidade, sabemo-lo pelos casos reais ocorridos, sem qualquer resolução.

 

Penosa é a morte de um filho/a jovem. Fazer o luto não é fácil. Mas quando ocorre um desaparecimento, sem qualquer solução, mais dolorosa é a ausência, sem possibilidade de fazer sequer o luto.

Persiste sempre alguma esperança, angustiada, como naquele pai, resiliente.

Há, ou surge periodicamente, alguma luz, ainda que em momentos fugazes, esvaindo-se como névoas. Uma centelha de esperança.

E, novamente, a escuridão: da incerteza, da falta, da falha, da dúvida, um vazio maior que o mundo, um buraco negro!

 

Sinceramente, sempre tive alguma crença que o guionista nos apresentasse alguma saída, alguma conclusão. Bem sei que é série, é ficção, mas talvez e precisamente por isso, uma solução mais positiva, dar-nos-ia uma perspetiva mais luminosa do enredo. Menos angustiante! Talvez menos verdadeira, é certo. Certamente mais falsa. Mas igualmente mais esperançosa.

Mas não sou eu o guionista!

 

Dúvidas que também me “assaltaram”:

- Como é que o presidiário soube do quarto da rapariga e dos desenhos na parede?!

- Para que conta transferiu ele o dinheiro?! Para os pais da rapariga morta?

 

Situações angustiantes:

- O modo de atuar oficial. Tão próximo, tão semelhante à realidade, que mói, que faz mossa.

- As descobertas realizadas fundamentalmente através de pesquisas e esforços particulares. Paralelamente e em contraciclo às oficiais, por sua conta e risco e, cumulativamente, sujeitos a prisão e a “pagarem” pela sua iniciativa. O que, aliás, aconteceu ao rapaz chinês, que acabou por ser deportado.

- E aquele telemóvel! E aquela voluntária!

- E a amiga da Amber...

- E aquele rapaz do cabelo ruivo...

- (...)

É de uma enorme desolação o desenrolar da narrativa, tão desolador e frustrante, que chega a doer, que mói, que machuca, de tão idêntico ao real, a situações acontecidas. 

 

Muito sinceramente gostaria que dessem continuidade ao desenrolar da mini série, especialmente com um fecho mais conclusivo e mais luminoso.

Perdoem-me, mas acho que o tema merecia.

 

Não! Não me aventuro a fazer como em “Hospital Real”, porque esta temática machuca, como já frisei.É demasiado entrosada na realidade. Em "Hospital Real" havia a distanciação temporal.

 

Até já, ou até breve!

 

ONU – Nobel – Orçamento

Questões Pertinentes: Respostas Pertinentes?

 

Perguntar-me-á:

- Mas, então não se comenta, neste blogue, sobre algumas questões pertinentes, que têm ocorrido ultimamente, de evidência relevante?!

 

Sei lá! Por ex:

- A aclamação de António Guterres para secretário-geral da ONU?

- A Atribuição do Nobel da Literatura a Bob Dylan?

- O orçamento e o facto de contemplar um ligeiro aumento nas pensões de valor mais baixo?

 

Sede da ONU in. Newyork_unitednations.JPG

 

Sobre Guterres e o facto de vir a ser o novo e futuro Secretário-geral da Organização das Nações Unidas, a partir de 2017, quero frisar:

- Primeiro, felicitá-lo. Congratular-me com o facto de ser uma Personalidade que creio engrandecerá o cargo e a função. Ganhará a Organização, julgo que também ganhará o Mundo e a Humanidade, com esta escolha.

- Realçar também o Processo, o modo de operacionalizar a questão. Pelo que fui observando, os vários candidatos foram-se sujeitando, digamos, como que a vários “exames”, em que foram sendo avaliados pelos decisores e finalmente, após várias fases, processou-se a decisão final.

Digamos, que houve, neste modo de operar, bastante transparência. Haverá sempre alguma opacidade, sempre algumas jogadas de bastidores, que, pelo visto, a que foi mais evidente, não resultou.

Pois, e para finalizar.

- Parabéns ao próprio. Parabéns à Organização. Parabéns a todos. Sincera ou ingenuamente, espero que haja uma evolução positiva na resolução de algumas questões prementes que afligem o Mundo e a Humanidade.

 

Prémio Nobel in.homoliteratus.com

 

Quanto à atribuição do Nobel da Literatura a Bob Dylan, só posso afirmar que a minha perceção do assunto é apenas uma: Perplexidade!

Aliás, atrevo-me a supor, que o Sujeito também terá ficado admiradíssimo. Embasbacado! Nem seria de menos.

O respetivo silêncio denotará essa atitude? Fora eu, e assim continuaria. Aguardemos.

Pois que adianta a Bob Bylan ser-lhe atribuído um Prémio assim?

Provavelmente, só lhe causará constrangimento. Isto digo eu, que pouco sei do Objeto e menos ainda do Sujeito!

E, por aqui me quedo.

 

Orçamento in. noticiasde itauna.com

 

Mas não deixo de comentar sobre o Orçamento e o previsto aumento das pensões de menor valor.

O dinheiro faz falta a toda a gente e mais ainda a quem ganha pouco. E, como já tenho dito “ a cavalo dado…” E desvalorizar o que nos dão, até pode transfigurar para “mau agradecido…”

Mas…  Sincera e realmente, o que penso, o que acho, o que perceciono, é que tudo isso, e primordialmente, a forma como nos é transmitido esse previsível aumento, é que o tema é tratado, como se de esmolas se tratasse. “Esmolas”!

Bem sei que um orçamento é, antes de tudo o mais, um cálculo de despesas e receitas e que as contas têm que ser devidamente feitas.

Mas o que julgo também e, agora, para finalizar:  Penso que as Pessoas precisam de Dignidade! De serem tratadas com Dignidade! Com tudo o que isso representa nos mais diversos contextos em que essa Atitude não é aplicada.

E ponto final, por agora.

 

 reino-unido-brexit

seres-humanos-e-animais

politica-politiquices-fait-divers

tomada-de-posse

 

 

Balanço: Reflexão sobre conteúdo do Blogue

O Balanço em que me balanço

Balança Altura 2016 Foto original DAPL.jpg

 

Uma Reflexão sobre o Conteúdo do Blogue

 

Para todos os efeitos este blogue fez dois anos, no dia 8 de Outubro.

 

Goste-se ou não, eu aprecio fazer uma síntese do trabalho, sim, porque é disso que se trata, fazer um resumo do que se desenvolveu. Talvez deformação profissional.

 

Começámos este blogue, como uma forma de comunicar e de dar a conhecer o que escrevia e havia escrito e queria, pretendia, deixar registado online, neste novo suporte comunicacional.

 

À partida, não percebia nada deste mundo dos blogues e só o iniciei, porque tive ajuda providencial, de Alguém, tão amadora quanto eu, mas já com um pouco mais de experiência, que neste universo, os jovens sabem mais que os mais velhos.

Atualmente pouco mais percebo, mas tenho consciência de que evolui positivamente e isso pode ser observado na estruturação do blogue.

 

E, pronto! Cá estamos. Já há dois anos!

 

Em 2014, iniciei o 1º post, propriamente dito, temático, precisamente com uma crónica sobre “Cante e Poesia”, tal como já mencionei.

Cante e Poesia voltaram a ser notícia aqui, por diversas vezes. E continuarão.

 

Aliás, a Poesia era um dos temas que previra publicar, à partida. A minha, a que já tinha divulgada em suporte de papel e dispersa, que assim transferia para um enquadramento digital. Continuei neste caminho por algum tempo, ainda o não conclui, em breve tornarei a ele.

 

Também publiquei de confrades, amigos, conhecidos ou não, e penso continuar.

 

Divulguei Eventos Poéticos e Culturais, de várias Associações e Entidades a que pertenço ou que estimo e julgo pertinente dar a conhecer. Continuarei. Tenho vários temas planeados.

 

Também dei a conhecer Poesia inédita e não esqueci os Grandes, os Poetas e Poetisas consagrados, que aprecio. Irei voltando, periodicamente.

 

Divulguei Antologias, especialmente aquelas em que participei. Prosseguirei.

 

Publiquei Poesia Tradicional Popular. Cantigas e modas de outros tempos. Irei continuando a coligir diretamente junto das Fontes, enquanto elas brotarem água. Sempre límpida, fresca e cristalina.

 

Tenho dado especial relevância aos eventos que não são noticiados nos media nacionais, que preferem divulgar aquilo que nós sabemos, que enche o olho daquilo que a gente sabe, mas que neste blogue não se diz, não se fala, não se comenta.

 

Igualmente registei online a Prosa que tinha já escrita, alguma publicada, outra não.

Dei a conhecer muita prosa inédita.

 

Enveredei por um caminho, à partida não previsto: a escrita sobre Séries. Não tenho dúvidas, fiz uma contabilização sumária, e este é o assunto que tem sido mais tratado. Para isso muito contribuiu o retorno positivo que fui tendo, a partir de “Borgen”.

É indubitavelmente o tema que observo ser o mais apreciado.

Posts sobre séries são os mais visualizados.

Por aqui têm passado narrações sobre algumas séries emblemáticas, e outros programas apresentados na RTP2.

Além da já destacada “Borgen”, outras por aqui assentaram arraiais, de vários países europeus e uma americana.

A Herança”, “A Família krupp”, “Fortitude”, “The Bletchley Circle”, “Les Engrenages”, “Uma Aldeia Francesa”, “Hospital Real”, “O Códice”, “El Príncipe”, “Gomorra”; “Mad Men”.

Junto o útil ao agradável. Gosto de ver séries, algumas.

Aprecio escrever ou reescrever sobre elas, dando algum toque pessoal sobre a narrativa, que transformo em narração, seguindo o aforismo de que “quem conta um conto…”

E, como qualquer pessoa, aprecio a gratificação de um feed-back positivo. Também são os temas mais comentados.

 

(Cabe aqui uma nota, quando referi “pessoa”, também poderia dizer “animal”, porque os animais também gostam de ser gratificados, não apenas os humanos! E esse é muitas vezes o seu estigma. Que é através dessa “gratificação” que se tornam escravos. Animais e animais humanos!

E, aqui, estou numa recorrência minha: transfiro habitualmente para comentários aparte, relativos à vida real!)

 

Também tenho aqui abordado sobre os animais, num contexto de Cidadania.

Cidadania e Cultura têm sido temáticas sempre subjacentes.

 

E nesse contexto e nesse enquadramento, também tenho abordado sobre “Política” e sobre “politiquices”.

A internet e os blogues permitem colocar-nos em interação com o MUNDO em que vivemos e, por vezes, há que aproveitar, construtivamente, essa oportunidade.

 

O Futebol, o seu lado social, também não tem sido esquecido, especialmente quando se trata da Seleção Nacional e/ou do Benfica.

O Desporto, em geral, também tem sido referido, não tanto quanto deveria.

Por ex. não abordei o desempenho notável dos nossos atletas paralímpicos, que são um exemplo e orgulho de todos nós.

Aproveito, agora, para lhes dar os meus sinceros parabéns. Mas vale tarde que nunca! (Esta minha mania dos provérbios…)

 

Também tenho abordado sobre Cinema e Ciclos de Cinema. Realço os Ciclos de Cinema Brasileiro, Italiano, Católico, que constam da programação do Fórum Romeu Correia – Almada.

(Almada, Aldeia, Portalegre, Lisboa, também, são localidades em realce neste espaço comunicacional. Alentejo, sempre!)

 

Tenho plena consciência que este não é um blogue da moda, nem de moda, com toda a relevância que esta última tem.

Rege-se, regula-se, estrutura-se, por modos e tempos, talvez um pouco fora de modas. Não importa. Existe. Não ofende ninguém. Procura fazer o melhor.

Que gostaria que tivesse um pouco mais de evidência? Pois, quem não gostaria?!

Que fosse, por vezes, mais realçado? Pois quem não gosta?!

Tem tido uma “produção”, relativamente regular, isso é um facto. Produzir 440 posts em 731 dias, penso que não é mau! E são textos, temas, enquadramentos, estruturações, habitualmente bastante trabalhados! Não o omito. Trabalho o que escrevo e publico. Habitualmente reflito e não divulgo imediatamente, a quente. “ O travesseiro…”. Gosto muito de aforismos, consciente que são “senso comum”. Mas o “conhecimento científico”, também é tão falível, por vezes e tantas vezes…

Perco-me ou acho-me, muitas vezes, em divagações. Concordo!

Também acho que a “Equipa Sapo” se distrai muito. Sem ofensa!

Nestes mais de quatrocentos trabalhos publicados, apenas houve dois destacados!

E o primeiro ocorreu na sequência de terem destacado um post que plagiava descaradamente um outro meu sobre o mesmo tema “Borgen”, tendo omitido o que eu escrevera anteriormente.

Distração! Só assim posso classificar.

Mais tarde, bastante mais tarde, destacaram o post sobre “8 e 1/2”, de Fellini. Mas, sem ofensa, friso, e sem pretensiosismos, tenho abordado tanto sobre Cinema e Séries, algumas vezes de forma bastante original, diga-se.

Mas adiante. Reconheço que a minha leitura nem sempre será fácil e será preciso tempo e paciência.

Mas também é verdade que já a minha Avó dizia, que isto “mais vale ter graça que ser engraçado”. (E, ele com a mania, dir-me-á.)

 

E aqui estou presente e perante uma das minhas atitudes quando escrevo e publico. Não me coíbo de criticar, de opinar livremente. Sem ofender!  

 

Também reconheço que escrevo muito, demasiado, para este tempo, sem tempo para leituras e devaneios. É tudo muito efémero, muito rápido: fast-food, gadget!

 

Também as “Leituras” por aqui têm marcado presença.

 

E, com tudo isto, já tenho um texto enorme!

 

E, finalmente, publico este texto. Que já passaram mais de oito dias sobre a data natalícia do blogue.

 

Obrigado pela sua atenção. E até breve!

 

Nota Final: Foto original de D.A.P.L. - 2016)

 

Eventos Culturais: Divulgação

Evento Poético e Evento Musical

 

Não! Ainda não é o balanço.

 

Hoje, ainda, voltamos a alguns dos temas favoritos no blogue: a divulgação de eventos culturais de caráter regional, ignorados pelos meios de comunicação social, mas de muito mais valor que muitos dos que nos enxameiam nos media.

Adiante.

 

Um referente ao futuro: ainda a realizar.

E outro, reportando-se ao passado: já acontecido.

 

*******

Divulgo a realização do próximo “Momentos de Poesia”.

 

41074-Cartaz Modelo em PDF.jpg

 

Na encantadora vila de Castelo de Vide.

 

castelo de vide in. pt.wikipedia.org..jpg

 

(Não. Não me esqueci ainda de continuar a divulgar poemas da Antologia “Portalegre em Momentos de Poesia”! Tem faltado oportunidade.)

 

*******

 

Dar conhecimento também da realização, ocorrida ontem, sábado, 8 de Outubro, do belíssimo Espetáculo comemorativo do 31º Aniversário da Junta de Freguesia do Laranjeiro.

 

No C.I.R.L. – Clube de Instrução e Recreio do Laranjeiro, Francisco Naia e Ricardo Fonseca apresentaram-nos excelentes trabalhos do seu álbum “Nos Cantos da Memória”.

 

Francisco, bem na casa dos sessenta, possui uma voz notabilíssima, de tenor, como ele refere, teria gostado de ser cantor de ópera.

Artista, que considero não devidamente valorizado. Injustamente.

viola campaniça in. prof2ooo.pt.jpg

 

Ricardo, exímio executante, deu-nos a conhecer a sua maestria, nomeadamente em viola braguesa, viola amarantina e viola campaniça.

 

Tocaram, cantaram e encantaram-nos!

 

Parabéns!

Crónica sobre Serão de Cante e Poesia

"6º Serão de Cante e Poesia Alentejana"

 

E mais algumas considerações e apartes, a propósito ou nem por isso.

(1 de Outubro de 2016)

 

Não, não me esqueci de cronicar sobre este relevante evento. Outras escritas, afazeres da vida real e só hoje me é possível.

 

Antes de mais, e ainda, não quero deixar de assinalar a data de hoje, sete de Outubro. E a de amanhã.

 

A de hoje, sete, porque era nesta data que, quando estudava, se iniciavam as aulas, nomeadamente as da Primária, as do Colégio e as do Liceu.

Dir-me-á: - Isso é pré- história.

Nem mais!

A de amanhã, oito, também é especial, no contexto em que escrevo.

Fará dois anos que iniciámos este blogue!

Peculiar que tenha sido também com uma crónica sobre Cante e Poesia!

 

E vamos então ao 6º Serão de Cante e Poesia Alentejana.

Ocorrido no passado sábado, um de Outubro, “Dia Internacional da Música”, no Fórum Romeu Correia, Auditório Fernando Lopes Graça, em Almada.

Divulguei previamente e, mais uma vez se confirma, que “Almada é a Capital do Cante”! Pelo menos aqui, nesta “Grande Lisboa”!

 

E sobre o dito espetáculo e antes de entrar propriamente na sala, quando o divulguei, mencionei a dificuldade de arranjar bilhetes no Fórum Romeu Correia.

Exatamente.

 

No próprio dia, apenas quando eram disponibilizados, o que acho bem, cheguei antecipadamente meia hora e já havia fila de cerca de trinta pessoas.

De modo que me questionava se conseguiria obter ou não os bilhetes.

 

Fui ficando e, nestes contextos, mais tarde ou mais cedo, vai-se falando. Naturalíssimo.

Ocorrem também sempre aqueles casos habituais, de alguém que se chega à frente, perto de pessoa amiga e segreda “encomenda” de mais alguns bilhetes.

Mas estas cenas não passam despercebidas e alguém comenta sobre as célebres “cunhas e pedidos”. Famigerados, eles e mal-afamadas, elas!

Por ironia, quem comentou haveria de ser contemplado com um bilhete doado por amigo que, estando à frente na fila, resolvera requisitar mais um ingresso, para oferecer a quem estava mais atrás.

Logo oportunidade para outro alguém retorquir, que havendo comentado da “cunha”, não deveria ter aceitado o presente do amigo.

Sim ou não, o que acha?!

 

Aproveitei para lembrar o aforismo de que “a cavalo dado não se olha o dente”! Que até poderia parecer mal agradecido.

E friso que em boa hora o aceitante aceitou, porque, quando chegou a sua vez, apenas um conseguiu.

Não aceitasse e só um bilhete obteria, o que o impossibilitaria de ter levado a esposa, conforme confirmei no espetáculo, à noite.

 

E vamos então falar do espetáculo, propriamente dito?!

Sala repleta, como se depreende.

Espetáculo extraordinário.

 

Mas ainda vai outro aparte.

O Auditório continua sem refrigeração. Já no Verão, a propósito do Ciclo de Cinema Brasileiro, disso faláramos.

Com a sala cheia…

Registe-se.

 

E, antes de tudo o mais… E porque é imprescindível.

Dar os parabéns a todos os participantes no evento, a todos os que contribuem para a respetiva organização e logística, que não apenas os que presenciamos no espetáculo propriamente dito. São muitas as pessoas envolvidas, em diferentes contextos.

Também realçar o papel das entidades e organismos oficiais que apoiam estes Grupos, nos mais diversos enquadramentos.

Não podemos esquecer que estes Artistas, sejam cantadores, cantadeiras, poetas e poetisas, exercem estas funções, desempenham estes papéis, como Amadores, no melhor sentido da palavra. Para todos os efeitos, trabalham num sistema de Voluntariado.

Daí o nosso realce especial, inteiramente merecido!

E agradecer.

Obrigado, a todos pelo excelente Serão que nos proporcionaram.

 

Sobre os participantes segue-se o cartaz com as respetivas designações.

 

6º Serão de Cante e Poesia Alentejana 2016 - Cartaz.

 

 

Parabéns, sempre muito especiais, ao Grupo do Feijó que, neste contexto, é o Grupo Organizador.

 

Sobre o espetáculo, os Cantares, a Poesia, digo: Adorámos.

 

Se realçasse alguns aspetos ou momentos, fá-lo-ia pela novidade para mim, que não conhecia as respetivas atuações.

O Grupo Juvenil, nunca ouvira tal.

E alguém pode ficar indiferente àqueles rouxinóis, joselitos e marisóis, com os seus trinados e requebros, que nos tocam o coração e nos humedecem a visão?

Excelente o trabalho do Professor e Mestre!

Também assinalaria o Grupo Abelterium, que apesar de ser dos meus lados, também não conhecia.

Para além da alegria contagiante das cantigas, que dimana da sua atuação, eu realçaria o que mais me tocou: a interpretação de “Serpa de Guadalupe”!

 

E então esqueço os outros Grupos e Artistas?!

De modo algum.

 

Obrigado ao Grupo do Feijó, ao Grupo da Academia de Serpa, ao Grupo Recordar a Mocidade, à Poetisa Rosa Dias e ao Poeta Luís Maçarico.

Todos nos ficaram no coração e nos proporcionaram gratificantes momentos artísticos, que nos enriquecem espiritualmente e a eles enobrecem, pela sua atitude altruísta e a quem ficamos gratos.

 

Obrigado.

Que estes espetáculos, além de excelentes, são gratuitos!

 

“El Príncipe” - Temporada 2 – Episódio 18

Série Espanhola – RTP2

 

(05/10/ 2016 – 4ª Feira)

(Final da 2ª Temporada – 31º Episódio Global)

 

“Guerreiro Suicida”

 

Terminou, ontem, a segunda temporada desta série espanhola, designada “El Príncipe”, nome de bairro da cidade “espanhola” de Ceuta, situada no Norte de África, num enclave em Marrocos. As cenas, na sua maior parte, decorreram aí.

Nesta série foi uma verdadeira mortandade. Uma carnificina!

Ocorreu o episódio final, designado sugestivamente “Guerreiro Suicida”. Não ainda o derradeiro, que haverá terceira temporada, não sei se na RTP2. No fim do episódio, apresentam sempre uma sinopse do que virá a seguir e pudemos visualizar excertos do que continuará.

Mas disso só falarei mais tarde.

 

Outro título que poderia ter sido dado a este capítulo seria “A guerra em direto”!

Guerra, porque é disso que se trata, que o próprio Khaled, o explicitou para a mulher.

Em direto, porque os próprios terroristas usam os meios de comunicação para mostrarem as suas ações e em tudo quanto é local, via TV, internet ou telemóvel, espetadores assistem às reportagens.

 

A ação decorreu nos espaços habituais.

 

Na esquadra, onde o comando dos jovens terroristas entrou de rompante, disparou e matou, sequestrando agentes e população aí presente.

Obedeceram, sem pestanejar, a uma ordem, propalada via telemóvel, por Khaled: “Inghimasi”.

Palavra passa palavra, telemóvel para telemóvel, e estava formado o esquadrão de assalto.

Aí libertaram o terrorista preso, fizeram Mati de refém, com faca afiada ao pescoço, frente a uma câmara, filmando para o exterior, com passagem em canais televisivos.

Ameaçavam matar e mataram, chantageavam, exigindo ao governo um helicóptero e a libertação de Khaled para a Argélia.

 

Mati e Fran in. teleprograma.fotograma.es.jpg

 

Paralelamente, a ação também decorria na mansão do xeque, Khaled, onde este estava retido, cercado pela polícia, chantageando também matar os reféns, que basicamente seriam Paco, Nur e a própria esposa, Fátima.

 

Mas, como sempre, estou a saltar muitos nós da narrativa, entretanto desatados no decurso da ação.

 

Por ex. dizer que, Khaled, raposa matreira, que a todos tem vindo a enganar, continuou a ludibriar, inclusive os polícias, Fran e Morey.

Enganou-os na fuga de Granada, trocando de carro a meio da autoestrada, sem pejo de mandar matar um homem inocente, na frente da esposa deste e da sua, e chantageando esta com a ameaça de morte da viúva, de filho ao colo.

Ludibriou-os igualmente na travessia do Estreito, trocando de telemóvel e não utilizando o ferry, mas uma lancha pessoal, para chegar a Ceuta.

Passar-lhes-ia, ainda, a perna, mais tarde, na sua suposta libertação, não usando o carro, mas saindo a pé, para esse porto particular onde tinha a lancha que o trouxera da Península para o enclave.

 

E será aí, junto a esse porto, nos campos circundantes e praia próxima, que se desenrolarão as cenas finais do episódio e temporada.

 

E esta cena da perseguição de Javier Morey a Khaled, levando a “sua” (?) Fátima foi antológica. Dispara um, dispara outro, tornam a disparar; um terceiro sujeito, apaniguado do terrorista, também intervirá; Fran virá mais tarde, também dá os seus tiros, aparentemente morre, mas repentinamente “ressuscita” e terá dado o tirázio final sobre Khaled, livrando assim o seu amigo Javier de morrer, que os heróis não podem soçobrar, nem mesmo às balas.

Na contenda, e ainda no início dela, Fátima passou de mãos, do marido para o amante e, nesta fase não terá sido ferida.

Mas tê-lo-á sido quando, Khaled, ainda antes de Fran lhe ter dado o tiro final (?), enraivecido de a perder e quando ela com Javier se atiraram à água, ele, de metralhadora em punho, que não sei onde a foi buscar, disparou toda a cartucheira da mesma, que nunca mais tinha fim, para o local do Estreito onde os amantes haviam mergulhado nas águas.

Só após essa descarga emocional e esvaziamento das balas do terrorista é que Fran, que parecera ficar morto, como que “ressuscitou” e pôs ponto final no bandido.

Será que pôs?!

 

O que sabemos é que Javier e Fátima, após algum tempo, emergiram das águas do Estreito, quais borboletas brotando das crisálidas e vinham, combalidos, mas vivinhos da silva!

Sim, porque a moça ainda disse que ele, Javier, fora o melhor que lhe acontecera, só por tê-lo beijado, que valera a pena tudo o que vivera com ele. E também: “Te quiero!”

 

Javier Fati In. thefunnymovies.com

 

Mas apareceu-lhe sangue a brotar do pescoço, ter-se-á rompido alguma veia primordial, e ficámos sem ter a certeza se a heroína terá ou não morrido.

Sabemos que o herói chorava e gritava, naquela sua pose quando está enraivecido e frustrado.

 

O narrador acaba com aquela sentença primordial referente ao Príncipe de que “… tudo acaba em água salgada: em lágrimas ou no fundo do mar!”

 

E assim poderia findar a minha narração.

 

Mas ainda quero voltar ao início.

Sobre o morticínio.

Sobre tantas mortes, e de forma tão gratuita, dir-me-á que o seriado espelha a realidade. O que, infelizmente, é bem verdade.

E chocante, mais ainda, é essa entrega de jovens imberbes, quase crianças, a uma causa, se tal lhe pudermos chamar, mas de morte.

Matam, matando-se. Aparentemente desprovidos de sentido, que os motivos invocados revelam-se pouco consistentes, só defensáveis, por quem esteja cego de loucura.

Caso do sequestro na esquadra, em que os apelos do Imã, à racionalidade, à compaixão, ao respeito dos preceitos do Islão, foram pérolas esbanjadas e ainda lhe valeram o assassinato traiçoeiro.

 

E projetar também à possível 3ª temporada.

Na sinopse do “próximo” episódio, pudemos ver Faruq, que soubemos viver com a família em parte incerta, supostamente em Paris e que irá ser pai.

Vimo-lo a visitar a irmã Nayat, no hospital.

Observámos, com satisfação, a chegada da polícia ao departamento de Robledo, para o prender. Em fundo, via-se também Carmen Salinas.

Também confirmámos a morte de Fran, que vimos a mulher e a filha, no cemitério, a depositarem flores numa campa.

Numa varanda com vista para o mar, provavelmente ainda em Ceuta, Javier Morey, pensativo e triste, recordava a sua amada Fátima!

Estas são algumas dicas do que poderá desenvolver-se em próximo capítulo, de nova temporada.

 

E por aqui fico, no respeitante a “El Príncipe”.

Foi uma série que vi com muito agrado, especialmente na primeira temporada.

Já a escrita, a narração sobre a mesma, não me foi tão agradável, como quando escrevi sobre outras séries anteriores.

 

Até uma próxima série que me “prenda”!

 

Continue a acompanhar este blogue noutros temas que irei apresentando.

 

Obrigado por ir lendo o que escrevo!

“El Príncipe” – Temporada 2 – Episódio 17

Série Espanhola – RTP2

(3ª Feira – 04/10/2016)

 

(Episódio Global Nº 30)

“Tudo por Ti”

 

Intróito:

 

Vou tentar expor algumas ideias sobre o décimo sétimo episódio, desta segunda temporada de “El Príncipe”, correspondendo ao episódio global nº 30. Daí que, em consulta que fiz há algum tempo e mencionei em post, tenha encontrado referências a um trigésimo primeiro episódio (31º).

Intitulado com o sugestivo “Tudo por ti”, correspondente à justificação apresentada por Khaled, sobre as suas atitudes, comportamentos e ações, que tudo fizera por Fátima.

Em última e derradeira instância, ainda será ela a culpada de todas as suas malandrices! Registe-se!

Igualmente, uma forma de se desculpabilizar.

 

Mas antes, ainda tenho alguns pontos prévios a referir:

 

1 – Ontem quase ao iniciar-se este 17º Episódio ainda tive oportunidade de publicar um post sobre o 16º. Muito sintético e com duas imagens.

Esteve publicado, mas, hoje de manhã, acedi ao mesmo e voltei a trabalhar nele, nalguns pormenores.

Mas, não sei, nem como nem porquê, perdeu-se. Tentei recuperá-lo, mas não consegui.

Comuniquei com a Equipa Sapo. Veremos se têm oportunidade de me dar resposta.

Se não conseguirem, ainda verei se edito esse post, pois tenho o texto guardado e as fotos.

Entretanto vou escrever sobre o 17º.

Interessante que, na ficção, o atentado também era no dia 17!

 

2 - Já sabe o/a caro/a leitor/a que, ao escrever, também me reporto quase sempre para a realidade.

E hoje não posso deixar de o fazer.

Já reparou que dia é hoje?!

Dir-me-á: 4ª feira, cinco de Outubro.

E não observou nada de diferente?!

Se estiver na mesma situação que eu, não notará grandes alterações.

Mas, de facto, há!

Hoje, voltou a ser feriado nacional! Nem mais.

Registe-se também, que não é de somenos importância.

 

Provavelmente, se por acaso foi logo pela manhã a alguma grande superfície comercial, também terá verificado a diferença.

No supermercado a que fui, logo cedo, já havia imensa gente, muito pessoal filando as carnes e os peixes “frescos”, carrinhos super cheios, produtos específicos com várias unidades, certamente em promoção.

E outro pormenor, a não desprezar. Famílias com as três gerações presentes, avós, pais e netos: as infatigáveis crianças. Que, nestes dias sem escola nem infantário, são uma “dor de cabeça” para os papás e mamãs. Nem eles, pais, sabem o que lhes fazer, nem elas, crianças, como se comportar. Nem eles, papás e mamãs, sabem ou têm paciência para o como fazer.

Pasme-se e registe-se também!

E observe, quando puder e tiver oportunidade, se faz favor!        

 

3 - E já que falamos em crianças e agora reportando-me para a série, e ainda nos pontos prévios, acentuar como é chocante a utilização gratuita de crianças como bombistas suicidas.

 

E, dir-me-á.

Mas é isso que se passa na realidade.

Mais chocante se torna esse facto atroz.

 

E já reparou, e relacionando a ficção na série e a realidade, que ocorre sistematicamente nesses atentados, sobre o papel desempenhado por essas mesmas criaturas, muitas crianças e jovens, que são apenas “usadas” como suicidas?! Que, sendo pessoas como nós, são “utilizadas”, como objetos, para explodirem?! Pura e simplesmente!

Acha que vão de livre vontade?!

A série, nesse aspeto, julgo ser bem elucidativa.

São enviadas como porta bombas, sem qualquer hipótese de fuga ou remissão, à mercê de um detonador, à distância de um clique, manipulado por um qualquer psicopata!

 

E como será chocante para quem tenha que intervir na ajuda às vítimas.

 

E, nestas questões das guerras, sim, porque o que estamos vivendo é uma autêntica guerra mundial, relembrar o que já referi quando tratei de “A Família Krupp”, isto é, aqueles que “mandam” nas guerras, mas estão resguardados delas.

Que mexem os cordelinhos do dinheiro, do financiamento das contendas!

Sim, porque as guerras são financiadas e fomentadas e os seus fautores são, por vezes, os personagens mais insuspeitos e de mãos mais “lavadas”.

 

Este seriado, quer o observemos ou não nessa perspetiva, remete-nos também para esses factos.

 

E será que já me sinto capaz de agarrar a narrativa, propriamente dita, do episódio dezassete?

A ver vamos!

 

Festa Granada in. www.hola.com

 

Desenvolvimento:

 

Antes de mais, e ainda, informar que a vestimenta vermelha da heroína, quando ela contemplava, extasiada, o Alhambra, era composta não só pelo véu, mas também pelo vestido. Uma verdadeira rosa encarnada.

Assim vestida de vermelho, cirandou por todo o episódio dezassete, no meio daquele descalabro das bombas rebentando no seio do “Carmen”.

 

Esclarecer que a bomba colocada nas cisternas por Ismail e que Morey tanto se esforçou por desativar, que aparentemente pareceria não ir conseguir, foi realmente neutralizada. O nosso herói, com a sua persistência e saber, e expondo-se em risco de vida, tal como Fran, conseguiu despoletá-la, evitando que explodisse.

Dessa se livraram eles e os chefões também. Que Robledo e a Securité, ao “comprarem” Khaled não avaliaram as consequências, pura e simplesmente brincaram com o fogo e a bomba ainda não lhes rebentou nas mãos, mas bombas já mataram e feriram muitos inocentes.

 

A das cisternas não rebentou, Ismail foi preso, mas fanático e, apesar de pressionado, não cedeu, nem informou sobre as outras. Apenas se ria loucamente e cuspia, sangue e veneno nas palavras.

 

De entre os mentores bombistas, Khaled pavoneava-se pelo evento, mas sempre em conciliábulo com Salman, que detinha os detonadores e comandava à distância e, por sinais, as quatro moças acopladas com os explosivos na cintura.

Estas circulavam aterrorizadas, por entre os convidados, oferecendo-lhes refrescos, às ordens de uma promotora de catering, armada em parva.

 

Nasirah, não sei se por mais fanatizada, se por medo ou desespero, se por não aguentar a pressão, decidiu, abruptamente, fazer-se explodir.

Por ironia do destino, ou decisão do guionista, bem junto de Sophie, agente da Securité, que tanto brincou com o fogo, que com ele pagou.

Seria uma das vítimas, ainda que não imediatamente.

 

Uma outra miúda, ao ser transportada para o hospital numa ambulância, explodiria no meio da cidade de Granada, na sequência de o enfermeiro, desconhecedor da situação e involuntariamente, ter mexido no aparelho explosivo, quando tentava auscultá-la.

 

Outra, a terceira, que se refugiara na casa de banho, e proporcionara situações deveras caricatas, envolvendo nomeadamente Salman, foi também explodida, precisamente pela ação deste anjo exterminador, detonando o manipulador.

 

A reportagem destas ações, melhor, das suas consequências, era mostrada em todas as televisões.

Era a guerra em direto, mais uma vez a vender a desgraça alheia.

E, sempre, o pilim, o money a tilintar na caixa registadora, precisamente e talvez a ouvir-se à distância, na mansão dos Robledos e Krupps deste mundo.

 

Medite nestes factos quando vir as notícias sobre os próximos atentados!

 

Na esquadra, em Ceuta, agora chefiada por Nilab, também assistiam às reportagens em direto.

 

E também intervieram na ajuda à jovem que fugira de Granada, do grupo das falsas serviçais de catering, que chegou ao enclave não sei por que meios e de que forma tão rápida, mas tremendamente desfalecida, que foi hospitalizada.

E, no hospital, quase foi assassinada pelo célebre Sérgio, transfigurado em Mohamed, não fora o tiro certeiro de Mati, que, pelos vistos, recuperou a pontaria e a frieza na ação, quando o falso galã juvenil ameaçava degolar a rapariga.

 

E mais, que ainda fica por contar…

 

E não posso deixar de falar sobre algo sobre que me interrogo e sobre quem não tenho observado nestes dois últimos episódios, dezasseis e dezassete, que não vi o quinze.

Que é feito de Faruq, de Aisha, de Leila?!

Faruq conseguiu transferi-los para lugar mais seguro que o Bairro de Ceuta?!

 

É o que faz saltar um episódio, pelos vistos marcante, e não voltar atrás às gravações, como se vivesse na pré-história da TV digital!

 

Mas ainda tenho que contar, sem pretensão de contar tudo e bem, que, Robledo, cujo papel já conhecemos muito bem, em conversa com Salinas, arma-se em esperto ou parvo, que nem sei, e atira lama e porcaria para o lado, insinuando que todos são coniventes com ele e comeriam da mesma manjedoura.

Frise-se também.

 

E o final do episódio proporcionou uma daquelas cenas, mais ou menos James Bond, em que Khaled, literalmente, rapta Fátima.

Com ela foge de carro para destino incerto e Morey corre igualmente, mas a pé, perseguindo-os e perde, já se vê, nem que fora Usain Bolt.

Mais atrás, ainda e também a correr, o inseparável amigo, Fran; Zorro e Tonto, deixando escapar o bandido com o tesouro, neste caso a moura Fati!

 

E esperemos por logo à noite, em que será projetado o 31º Episódio, 18º da 2ª temporada.

Aguardemos!

 

“El Príncipe” - Temporada 2 – Episódio 16

Série Espanhola - RTP2

O3/10/16 – 2ª Feira

 

Chegou o dia de Khaled ir a Granada receber o Prémio da Convivência, acompanhado de Fátima.

 

Alhambra Granada in. www.panchotours.com

 

Imagem sugestiva a que nos foi apresentada quando Fátima, a heroína, a mocinha, contemplava o belíssimo Palácio do Alhambra, legado dos seus antepassados mouriscos, coberta com o seu véu vermelho, desfraldado, como se fora uma bandeira.

 

Trajado de negro, chegou o anjo exterminador. O seu xeque, o bombista, Khaled.

- Quem me dera poder comprar o Alhambra para to oferecer, disse para a mulher.

- Nem tudo se compra e vende, respondeu-lhe ela.

Não foram exatamente estas as palavras, mas poderiam ter sido.

 

Conseguira eu trabalhar a foto e sobre a imagem do Palácio, projetaria uma de uma rosa encarnada!

Não podendo, fica a do Alhambra, imaginará o/a leitor/a a rosa projetada sobre o Palácio, ou melhor ainda, Fátima e o seu véu vermelho!

E fotografia original, (D.A.P.L.), de rosas campestres e perfumadas, como nenhumas outras; rosas apenas, nem vermelhas nem encarnadas.

 

Rosas perfumadas. Foto original de D.A.P.L. 2016.jpg

 

Paralelamente, nos subterrâneos de Granada, os terroristas, Ismail e mais os três rapazes têm a bomba ativada pronta a explodir.

 

Juntamente com os nossos heróis, Javier e Fran, que não conseguiram desativá-la a tempo. Irão todos para o Paraíso?!

 

Irão ou não? Alguém se salvará?!

 

Teremos oportunidade de ver dentro de minutos que o 17º Episódio está quase a começar.

 

Nunca vi série com tamanha mortandade!

Mas é o espelho e uma metáfora da Vida real, pois todos os dias as notícias nos informam de atentados e mortes por todo o lado.

 

Aguardemos o desfecho desta 2ª Temporada que parece estar quase a findar!

 

(Nota Final:

Este post foi publicado ontem à noite, o episódio quase a começar. Esteve publicado. Hoje, de manhã, abri-o para trabalhá-lo um pouco. Perdeu-se. Não me pergunte como nem porquê.

Volto a publicá-lo, agora. Explico melhor no post seguinte.

Obrigado pela atenção.)

 

 

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