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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Um passeio virtual pela Cidade de Régio (I)

Que é também um passeio pelo campo!

 

Como referi no postal anterior, neste, vamos passear um pouco pela Cidade. Não vai ser um passeio real, mas virtual. E como realmente nos fazem falta os passeios! Temos que cumprir a reclusão, mas se nos confinamos demasiadamente, é caso para se dizer que. “Se não morremos do mal…” nos vamos da cura.

Nesta fase que vivemos, um dos aspetos que impressiona quando saímos à rua, a tratar do que é indispensável, para além de quase não se verem pessoas, poucos carros, felizmente (!), é a ausência do barulho excessivo. Nalguns momentos e locais até chega a raiar o silêncio e até faz impressão. O silêncio, nas nossas cidades tão ruidosas! Adiante!

 

Mas bem, o que vos proponho é um passeio virtual por alguns locais da Cidade. Uns mais conhecidos que outros, alguns icónicos, emblemáticos. Todos peculiares.

Foto Original. Azulejo num palácio. Antigo Liceu. *Cena de caça. 2018. 11. jpg

 

A primeira imagem que apresentei é de um azulejo, bem sugestivo, cheio de movimento, uma autêntica banda desenhada, até cena cinematográfica, tal o realismo que dela se depreende e a sensação de movimento inerente. Infiro que será do séc. XVIII.

Uma caçada a um “bicho”, que é o que mais precisamos. Que cacem o “bicho”, de vez!  Na cena é um javali. E estes bichos bem precisam de ser caçados. Durante grande parte do séc. XX pouco existiam, como muitos outros animais selvagens, a partir de finais do século e atualmente, chegam a constituir praga. Pois que os cacem!

Onde se encontra  este azulejo?!  (...)

Foto original. Enquadramento da Fonte. Vista da Serra da Penha. 2017. 12. jpg

 

Do azulejo passei para outro local. Este, já foi emblemático…É uma das Fontes da Cidade. Mas já não corre…

Foto original. Sobreiro descortiçado. 2019. 01. jpg

 

Corremos já para o Passadiço. Puxa! É uma zona de passeio imprescindível. Excepcional! (Assim mesmo com p! E, para mim, disse uma interjeção, que não escrevo, por causa da etiqueta.)

Para esta bela sobreira! (Sim, pode dizer-se sobreira, árvore em pleno rendimento e também sovereiro e mais, certamente. Fora descortiçada nesse ano.)

 

Foto original. Passadiço e casa amarela. 2017. 12. jpg

 

E uma imagem sugestiva de uma casa, à beira do Passadiço. Já foi Casa Amarela, agora é Casa Branca. Bonito demais todo o enquadramento da Casa. A dita não sei, mas deve ser bem interessante. Lembra uma varanda debruada da Serra!

Foto original. Corredoura. Plátanos. 2018. 11. jpg

 

E, agora, um passeio por um dos locais maís visitados da Cidade! A Natureza na Cidade. Está mais desprovido do encanto que tinha, antes da intervenção ocorrida à data do célebre tsunami, mas sempre proporciona um passeio alegre. E, no Outono, ainda mais bonito!

Mas este espaço precisa e ainda pode ser melhor arborizado. Já o escrevi noutro postal.

Foto original. Corredoura e gato preto. 2018. 11. jpg

Nesta foto, circula também um “bicho”. Este, "caseiro". E que o tal “bicho” não passe para os “bichos domésticos”…

 

E vamos terminar com duas imagens do espaço urbano.

Foto original. Porta de Alegrete. Casco urbano. 2018. 11. jpg

A anterior, de uma das “Portas da Cidade”. Imagem sugestiva do casco histórico, que é merecedor de visita bem detalhada. Apesar de estar muito degradado e tenha perdido muita da sua vitalidade.

E a seguinte é um pormenor dessa mesma Porta. Repare na estrutura construtiva. Simultaneamente simples e complexa, altamente segura e defensiva. E como o nosso organismo precisa, necessita, de defesas!

Foto original. Trecho de muralha. Porta de Alegrete. 2018. 11. jpg

 

Concluo o passeio por hoje. Mas ainda voltaremos! Obrigado por nos acompanhar na visita. Volte sempre, SFF.

 

Afinal ainda apresento esta foto das coisas simples que nos passam despercebidas.

Foto original. Folha Plátano. Ex-libris da Cidade. 2018. 11. jpg

 

Portalegre tem um “Passadiço”?

Passadiço?!

 

Talvez se admire da pergunta e talvez pense que não fará muito sentido.

 

Provavelmente “Passadiço”, como outros que há pelo País ou como os do “Paiva”… Bem! Talvez não tenha.

Se acrescentarmos o costume crónico de desvalorizarmos o que temos… Bem!... Então não temos mesmo!

 

Mas se tiver oportunidade de dar um passeio a pé, em qualquer estação do ano, pela Estrada da Serra, a iniciar no cruzamento para o Atalaião, ou até antes, junto aos muros da GNR e prosseguir até ao Miradouro

 

Não terá certamente as vistas do “Paiva”, mas… se for apreciador da Natureza, de passear ao Ar Livre, das belas vistas da Cidade de Régio…, acredite que não perderá o seu tempo e fará exercício físico, sem ser fechado em ginásio e de ar condicionado!

 

Se tiver uma boa máquina fotográfica e não apenas um normal telemóvel, nosso caso, então tirará, não direi… boas, mas excelentes, excelentíssimas, fotografias.

 

As aqui documentadas ilustram um passeio realizado no final de Dezembro de 2017. Bem no Inverno! Mas os nossos Invernos são quase Verões de outras latitudes…

 

Aventure-se!

 

Ulmeiro. Original DAPL. 2017.jpg

Ulmeiro, junto ao muro da GNR, uma boa base para começar.

 

Cidade I Original DAPL. 2017.jpg

Uma bela vista da Cidade Regiana. Em primeiro plano, a mata da Serra, em segundo plano, parte da cidade moderna, em terceiro, o casco antigo, percebendo-se o perfil da Sé e do Castelo. No lado direito, a falda sudeste da Serra da Penha… ao longe, a peneplanície alentejana…

Um céu de nuvens, ameaçando chuva!

 

Cidade II Original DAPL2017.jpg

Uma segunda vista global da Cidade, com maior destaque para a paisagem campestre.

Percebe-se um Carvalho Negral, umas Laranjeiras, Oliveiras, Pinheiros Mansos… e arbustos vários.

O habitual perfil da Cidade, em que além do casario e dos ícones arquitetónicos já mencionados, também se percebem as chaminés da Robinson e o Atalaião.

 

Estrada Serra. Original DAPL.2017.jpg

A Estrada, na subida, com a “passadeira” ou “passadiço”, ou “passeio”, em declive suave, perfeitamente acessível a qualquer pessoa, em condições normais de saúde.

Vê-se a célebre “Casa Amarela”, intrigante pela arquitetura e pela cor.

 

Vegetação. Casa Amarela. 2017.jpg

Vista da vegetação da Serra, a “Casa Amarela”, mesclada no manto arbóreo, e um aspeto do murete, que integra ao longo do percurso pequenos “bancos”, incorporados na parede, para quem precise de descansar.

 

Cidade. Vistas III. Original DAPL. 2017.jpg

Nova vista global da Cidade, tendo em primeiro plano o manto vegetal da Serra, arbóreo e arbustivo, aqui indistinto na sua composição individualizada.

Da mole moderna da Urbe, distingue-se perfeitamente, à direita, o edifício do “Navio”.

A estrutura urbana como que se confunde e incorpora, ao longe, com a peneplanície e o céu!

 

Miradouro. Original DAPL. 2017.jpg

O Miradouro! Umas Olaias, em pleno Inverno, carregadas com os frutos já secos; uma Acácia Espinhosa e em plano de fundo, a Serra da Penha, no seu lado nascente.

 

Cedros. Original DAPl. 2017.jpg

Uma bela imagem de Cedros. Um estruturando-se como árvore e outros formando sebe protetora.

 

Catalpa. Original DAPl. 2017.jpg

Uma Catalpa, desprovida de folhas, copa invernal, mas com as célebres ‘vagens’, agora secas, que pessoa muito minha amiga diz que esta é a “Árvore dos Feijões”! (No "Vale" temos três árvores desta espécie, originária dos EUA.) 

 

Vegetação e Rocha. Original DAPL. 2017.jpg

Nesta imagem, em primeiro plano, uma rocha, não sei se granito, se xisto, coberta de musgo; em segundo plano, oliveiras e heras e a Cidade, sempre em fundo e o destaque da Serra da Penha, em toda a sua majestade!

Na parte urbana, percebe-se perfeitamente o Prédio da Fontedeira.

 

Carvalho Negral. Original DAPL. 2017.jpg

Uma bela imagem de um ramo de um Carvalho Negral, ainda com as folhas outonais e as peculiares bugalhas.

A estrada e a passadeira, para peões atravessarem com segurança.

 

Candeias. Original DAPL. 2017.jpg

Uma imagem lindíssima de uma planta autóctone, a que vulgarmente chamamos ‘candeias’, com uma flor, que julgo ser um tipo de orquídea silvestre!

Conseguem ver-se também restos de ramos de silvas secas, que andaram em limpezas no terreno, e uma folha de planta já morta.

 

Socalcos. Original DAPL. 2017.jpg

Terreno serrano, estruturado em pequenas leivas em socalcos, resquícios de tempos em que estas encostas, mais ricas em água, eram cultivadas com pequenos hortejos, de que se observam restos e memórias em vários locais circundantes da Cidade.

Este espaço abandonado, ter-se-á enchido de mato, que se observa ter sido desbastado recentemente.

 

Local Descanso. Original DAPL. 2017.jpg

Espaço para descanso, em bancos de madeira, à sombra protetora de um Sobreiro e aconchego de um ícone de religiosidade popular.

 

Curvas. Original DAPL. 2017.jpg

Visão da Estrada, sempre em curvas e contracurvas. Neste local, implantado na parede do lado esquerdo de quem desce, está um pequeno painel com uns versos, de poesia de Cristóvão Falcão, mas com dificuldade de serem lidos, dado não haver passeio nesse lado da Estrada, o que torna pouco acessível dele nos aproximarmos. (Talvez assim também estão mais protegidos, os versos! Mas que é da Poesia que não é lida?!)

 

Painel. Original DAPL. 2017.jpg 

Imagem de painel informativo dos locais visíveis na Cidade, a partir do local em que se está.

(Nesta imagem, e propositadamente, apresentamos apenas parte do painel, para que Você Faça o Favor de se deslocar e observar in loco!)

Um ramo de loureiro e uns líquenes caídos de um sobreiro, compõem a imagem.

 

Fonte dos Amores. 2017.jpg

Espaço fronteiro à “Fonte dos Amores”.

Local emblemático da Estrada da Serra!

 

Ulmeiro e banco. Original DAPL. 2017.jpg

E terminamos como começámos.

Imagem do Ulmeiro inicial, ainda com as vestes outonais, a começar envergando a ‘fatiota’ invernal.

E um banco, para descansar!

 

*******       *******       *******

 

Gostou da Viagem?!

Então, Faça o favor de se aventurar, logo que tenha oportunidade.

Em qualquer estação do ano.

Que o nosso clima possibilita sempre passeios pelo campo, dependendo do Tempo (Hora) e do Tempo (Meteorológico). E do Tempo (Disponível)!

Faltam imagens emblemáticas?!

Pois faltam.

... Aguardam pela sua máquina digital e olhar fotográfico!

E, Obrigado pela visita!

(Se alguma Árvore não estiver devidamente 'batizada', agradeço que nos informe, se faz favor.)

 *******       *******       ********

E... "O Seu a Seu Dono".

As Fotografias são todas Originais de D.A.P. L. - Dez. 2017.

 

*******

Nota Final:

Por vezes há situações deveras interessantes.

Este post anda a ser delineado há algum tempo. Ontem, o texto foi redigido para ser publicado hoje.

Por acaso, hoje tinha previsto participar, como aconteceu, numa Tertúlia de Poesia, designada “Poesia à Solta”, na Sede da SCALA – Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada – Rua Conde Ferreira.

Ouviram-se excelentes declamadores, dizedores de Poesia, apresentando os seus próprios trabalhos ou de outros Poetas. Cantores e acompanhamento musical. Foi uma tarde memorável e enriquecedora.

E qual não é o meu espanto quando um dos excelentes declamadores presentes, Luís Alves, nos brindou a todos com a Toada de Portalegre!

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