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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Olhai, as Açucenas…no Chão!

No Chão da Atafona…a Caminho da Fonte das Pulhas! 

Açucenas no Chão. Foto original. 2022.05.15.jpg

No caminho das Pulhas, indo à Fonte

No começo, num Chão bem defronte

Admire a beleza das açucenas!

Nelas, lave seu pesar, suas penas

Mas, no olhar não se prenda apenas.

Sinta, por elas, também o perfume

Guarde mágoas suas, seu azedume.

E, enquanto Primavera perdura

Veja beleza na sua brancura.

A Natureza, mais bela, mais pura!

 

*******

Volto, finalmente, ao blogue! Com esta décima, escrita a 17/05/22, na Aldeia, inspirado na beleza das açucenas, ainda floridas, no Chão da Atafona, neste quase final de Maio, Primavera no seu auge. A possibilidade de acesso à escrita tem demorado que, aquando da publicação, ainda que floridas, quase me arriscava que terminassem a floração. Estas plantas são, todavia, de um modo de florir espaçado no tempo, dado que os diversos botões vão florescendo gradualmente, aumentando assim a respetiva possibilidade de fecundação.

Mas, deixemo-nos de prosas e apreciemos a Poesia! Que também irei publicar em “Apeadeiro…”

Votos de Saúde, que bem precisamos, que isto da Covid

e de Paz, que a guerra não há meio de terminar.

 

"A paz sem vencedor e sem vencidos"!

20220204_121550.jpg

Um Poema de Sophia de Mello Breyner Andresen

 

«Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos

A paz sem vencedor e sem vencidos

Que o tempo que nos deste seja um novo

Recomeço de esperança e de justiça

Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos

 

A paz sem vencedor e sem vencidos

...   ...»

In: CEM POEMAS DE SOPHIA, Visão/JL - Agosto 2004, selecção José Carlos de Vasconcelos

 

Bloqueios de escrita... e guerra (s)!

Aquém-Tejo e Apeadeiro da Mata!

As escritas nos blogues têm andado muito bloqueadas. Dado o contexto, poderíamos dizer "blogueadas"!

Questões de natureza pessoal, outras de ordem logística e técnica.

Também temáticas...

A guerra, esta guerra absurda, atroz, atormenta-nos. Não se vislumbra um final próximo. Como, Quando,  ...conseguirão, ... Quem conseguirá... parar aquela figura inominável, aquele personagem execrável e seus sequazes, que desencadearam tal guerra e invasão de país soberano?! Que, por nenhumas razões plausíveis, lógicas, têm destruído todo um território, massacrado todo um povo inocente!? Que, permanentemente, ameaçam fazer ainda pior! Gente(?!) em que não se vislumbra um olhar, um sorriso, um sinal de Humanidade! 

Como, Quem, Quando, vai terminar essa guerra?!

E a Covid, acha que já acabou?!

Por decreto governamental?!

Votos de Saúde e de Paz!

 

Poeiras do Sahara na Hera!

Era uma vez...

Poeiras na Hera. Foto Original. 2022.03.26.jpg

Efeitos das poeiras do Sahara, após as chuvas de Março. A foto é de 26 de Março, tal como a do Apeadeiro.

No Quintal de Cima - Aldeia da Mata.

Era preciso que chovesse mais um pouco...

E é preciso que o Ser Humano preste mais atenção à Natureza.

Que também tem os seus momentos maus...

Para que há-de o Homem criar ainda mais desgraças, tormentos, guerras?!

Já basta que a Natureza, de vez em quando, aqui e ali... liberte os seus monstros!

Haja Saúde. Haja Paz!

A-paz-nao-a-guerra

“Gentes da Gente” – Rádio Portalegre

Divulgação da Entrevista de Francisco Carita Mata

 

Rádio Portalegre, Programa “Gentes da Gente 

Sábado (2 Abril) 7/9h, em 100.5 fm

(Distrito de Portalegre, Évora, Castelo Branco e Santarém)

 

Para todo o mundo em: www.radioportalegre.pt

 

Caro/a Leitor/a,

Se tiver condições para tal, disponibilidade, possibilidade, ouça, SFF, acompanhe, em tempo real ou diferido.

Depois, dê a sua opinião, SFF. Gostaria de saber o que achou, pois será a primeira vez que viverei uma situação destas.

 

Obrigado pela sua atenção.

Votos de muita Saúde e de Paz!

 

STOP the War! Parem a guerra!

Make Peace, not war! Façam a Paz, não a guerra!

Passados vários dias sem escrever nem publicar… E a guerra ainda sem terminar. Mas é urgente que acabe esta guerra absurda. (Como se alguma fizesse sentido!)

(Em contrapartida, a Primavera trouxe alguma chuva, também voltaram as poeiras do Sahara, e a modos que virá frio. Não entendo nada destes tempos…)

E sobre a guerra?!

Cessar-fogo! Negociações de Paz. Retirada das tropas invasoras.

(Não será fácil, mas é algo que deverá ser feito!)

Não há qualquer justificação para a invasão da Ucrânia, pelas tropas do regime russo.

Fim da guerra. A guerra não faz qualquer sentido.

Reconhecimento, melhor, aceitação da Ucrânia como Estado soberano, independente. Adesão à União Europeia. (Já a hipótese de entrada na NATO, julgo inconveniente.)

Afirmação como Estado neutral, todavia com direito a dispor de Forças Armadas!

Apoio dos vários Países da União Europeia. Dos Estados Unidos da América. Da Turquia. A China deverá agir, efetivamente, na condenação da invasão executada pelo regime russo.

E essa figura inominável que perpetrou a invasão?! Sairá de cena?! Conveniente seria, porque a continuar no poder, não se ficará por aqui.

(Mas, e o que se seguirá?! Lembremos Iraque, após o derrube de Sadam, na sequência dessa malfadada e pérfida guerra, “mãe de todas as guerras” que se seguiram! O derrube dos governos dos países do Norte de África, na sequência das “Primaveras Árabes”!)

Todos temos os olhos postos na invasão da Ucrânia e com toda a razão. Porque assistimos a crueldades sem limite, a crimes de guerra, violações sistemáticas dos mais elementares direitos humanos. Totalmente verdade. Mas proliferam guerras pelo Médio Oriente, África, tão horrorosas quanto a que repudiamos na Ucrânia, com toda a razão e direito. Na Síria, guerra tão criminosa… Na Palestina… há dezenas de anos!

Voltando à Ucrânia. E a definição do espaço territorial?! Por direito, as fronteiras a definir deveriam ser as de 1991. Não será fácil o Kremlin aceitar tal. Todavia, a Crimeia deveria ser desocupada e fazer parte da Ucrânia, como o é legitimamente. Veremos o que acontecerá. Nestas situações a Turquia tem um papel determinante.

(Visita a Kyiv de Personalidades de peso no plano político e religioso será importante!)

Muitos destes aspetos já abordei em anteriores postais.

Muita Saúde e Paz!

 

Primavera e Paz!

Chega, hoje, a Primavera?!

 

Chegaria, hoje, a Primavera

Eu desejoso de vê-la chegar

Vestida de sol e de nuvens, era

De vento e sede o seu trajar!

 

Acordando as poeiras, tão bera

Não era este tempo meu desejar!

Quisera chuva, água vera, vera

Campos, Cidades a regenerar!

 

Limpeza de areais do Saara

Respiração irritada d’espirros.

Carência de chuva nos sai tão cara

 

Nascente de água que nos apraz.

Que cessem vírus e guerras, esbirros

Do que almejamos: Viver em Paz!

 

Finalmente, voltou o Sol!

Fim do “Prenúncio de Inverno Nuclear”?!

Que saudades já tinha de ver o sol. Apesar da seca persistente. Que tarda e teima em não chover! Mas que podemos nós?! Não mandamos, não temos poder!

Nesta semana, houve dias que o sol nunca se viu. Parecíamos estar num “Inverno nuclear”! Desde segunda-feira, catorze de março, com especial incidência na terça e quarta-feira, quinze e dezasseis, uma concentração de persistentes poeiras, provindas do deserto do Saara, tapava completamente o céu. Não eram várias nuvens altas, era uma só nuvem, baixa, contínua, homogénea, impedindo-nos do acesso à visibilidade do azul celestial. Este adquiriu tons de castanho avermelhado, uma luz coada por esse manto de partículas contínuas, de pós, cobrindo casas, carros, territórios. O sol nunca se dignou mostrar aos olhos destes povos peninsulares. Melhor, não nos foi permitido vê-lo! Com maior incidência para o centro da Península, também no interior de Portugal o fenómeno terá sido mais marcante. Uma irritação respiratória constante, dores de garganta, expetoração, alergias…

Ontem quinta-feira, dezassete, ao aproximarmo-nos de Arraiolos, foi com alegria que observámos a luz poente, ainda coada por essa poalha castanho avermelhada, ilustrando o castelo, a escola secundária, o casario da Vila, as Ilhas.

Hoje, 6ª feira, dezoito, na Cidade de Régio, a luminosidade já nos permitiu observar o azul do céu, algumas escassas nuvens destacando-se, libertando-se da submersão desse manto de poeiras, agora já mais cinzentas, alertando-nos para a perigosidade de um “holocausto nuclear”.

Para quê provocar guerras, para quê invadir territórios de povos livres, para quê ameaçar com o botão nuclear, se, periodicamente, a Natureza faz valer as suas próprias leis naturais?!

…São os vulcões, os terramotos, os maremotos, os tsunamis, os ciclones, as cheias, as secas, os fogos naturais, as epidemias… outros tantos desastres, que periodicamente assolam a face da Terra, independentemente da vontade humana.

Para além dos desastres que a Humanidade provoca por desmazelo, inépcia, ganância!

Ainda provocar as guerras… De vez em quando, solta-se um louco do manicómio do poder e põe o mundo em polvorosa.  Prendam-no, a esse louco que quer abrir a caixa de pandora da guerra nuclear. Já basta que abrisse a da guerra!

O problema é prendê-lo!

 (Dirá o/a Caro/a Leitor/a)

Saúde e Paz!

 

 

Um Soneto de Manuel Valente!

«A Meus Paes»

 

«Noite silenciosa em que a tristeza

Fala baixinho ao coração aflicto…

Uma estrella sequer, se o céu eu fito

Brilhar não vejo na amplidão acesa

*

Dorme por toda a parte a Natureza

Na doce paz, no seio do infinito…

No entretanto afanoso eu ressuscito

Uma lembrança entre soluços presa.

*

Talvez que lá no meu Paiz distante

Onde vivem meus paes e irmãos queridos

(recordação que beijo a cada instante!)

*

Talvez nest`hora de silencio eterno,

Que os olhos todos cerrem-se endormidos

Que só não durma o coração paterno!...»

*

Manuel

Rio de Janeiro, 16/4/912

 *******

Voltamos à Poesia. Num modelo clássico: o Soneto! Talvez a forma mais perfeita de expressão do sentimento poético. Para muitos apreciadores de Poesia, não é talvez, é de certeza.

Divulgamos, novamente, Poesia de “Outros Poetas”. Uma estruturação temática transversal ao blogue. Muitos textos poéticos de “Outros Poetas e Poetisas” constituem acervo de “Aquém-Tejo”.

Se quiser saber como surgiu este poema no blogue, é ter a amabilidade de ler os comentários do penúltimo postal “Rota Histórica de Flor da Rosa”. Aí se contextualiza o surgimento deste Poema.

Se quiser saber sobre Manuel Valente, faça favor de consultar.

Obrigado!

Segundo Mª J. Brito de Sousa, de poetaporkedeusker”, “é o único dos sonetos dele que sobreviveu aos anos, às perseguições e aos exílios…”

A temática da Saudade dos Paes e Familiares, para quem está distante. Se faz favor, repare também na “ortographia”.

Muita Saúde e PAZ!

 

"Somos todos Ucranianos!"

O Povo Ucraniano quer a Paz! O Povo Russo quer a Paz! Todos os Povos querem a Paz!

Nesta “guerra da Ucrânia”, decorrente da invasão das tropas do regime russo, cuja fase recente se iniciou no mês passado, 24/02, que ela já dura há quase dez anos (!), não há como não estar solidário com os Ucranianos!

"Somos todos Ucranianos!"

(Digo eu, embora sabendo que muito boa e santa gente tem opinião contrária ou assim-assim, ou nem não, nem sim, isto é, nim!)

Que haja outras e variadas guerras por aí, todas condenáveis, porque o são, por várias vezes repudiadas no blogue, tanto em prosa como em verso, também esta repudio.

É preciso terminar a invasão. As tropas do regime russo devem sair da Ucrânia, país que deve ser independente e ser reconhecido como tal, sob todos os aspetos, pelo regime russo!

É preciso que o regime russo termine o que começou e desenvolvam conversações de Paz, sempre tendo na base a independência da Ucrânia. (E da sua integridade territorial, o que já será mais complicado, digo eu…)

Os Povos querem Paz! Não querem guerra. Todos os Povos.

(Os defensores da guerra são uma minoria, só que detêm o poder, como no vertente caso. E, depois, utilizam-no mal.)

 Não fazem sentido guerras, por disputas territoriais. Somos todos interdependentes, todos os países, todas as nações, todos os povos. Vivemos num mundo à escala global. Ele há tanta desgraça, calamidade, catástrofe natural; tanta degradação provocada pelo ser humano, nomeadamente no ambiente… para quê ainda buscar a guerra?! Ainda nem saímos da pandemia da Covid!

Senhores da guerra, desta e de outras: Buscai a Paz!

P.S. – Há muitas questões que poderiam ser analisadas sobre este assunto, nomeadamente as formas de se alcançar a Paz. Qual o papel ou papéis que deveriam desempenhar a União Europeia, os Estados Unidos, a NATO, a China, outros Países, outras Entidades, o Papa Francisco, por ex.

Mas há uma questão que é mais no domínio dos se…se… E se a Srª Merkel ainda chefiasse o governo alemão, quiçá, com papel determinante na União Europeia, as coisas teriam ocorrido assim?!

(Uma pergunta que fica no ar…)

Entretanto, resta-me apelar à Paz.

Negociações. Retirada das tropas. Acordos de Paz. O Povo Ucraniano não merece estar a sofrer esta calamidade.

(Que a guerra é a mãe de todas as desgraças!

As consequências projetam-se por todo o mundo.)

 

 

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