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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Túnel Arbóreo em Caminho Pedestre

Túnel arbóreo. Original. 14.05.23.

Azinhaga da Fonte da Bica – Aldeia da Mata

Túnel arbóreo. Original. 14.05.23.

Ontem, publiquei um postal em “Apeadeiro da Mata” sobre um túnel formado pelas árvores e arbustos, na “Azinhaga da Fonte das Pulhas”. Que também poderia ser designada “Azinhaga do Porcozunho”, porque nos direciona para a respetiva Ribeira e Horta. (Porcozunho: Porcos Unho?!)

Azinhaga / Caminho vicinal, nome moderno, que funciona quase diariamente como meu “circuito de manutenção”, ao ar livre e com música ambiente: o cântico dos rouxinóis e outra passarada.

Hoje, resolvo publicar um postal em Aquém-Tejo sobre outro percurso, onde também está formado um túnel pelo arvoredo.

Túneis que são imprescindíveis de manter, melhorar, pelas características, pelas sombras e porque são ecossistemas onde convivem várias espécies de animais. Já falei dos rouxinóis?!

Túnel arbóreo. Original. 14.05.23.

Este segundo túnel arbóreo situa-se a leste e montante da Fonte da Bica, na respetiva Azinhaga, que se dirige às Alminhas Novas.

(Integra-se num percurso pedestre devidamente assinalado e homologado, que se inicia em Flor da Rosa, junto ao Mosteiro. Segue na direção do Crato, posteriormente dirige-se para Aldeia da Mata, aonde vem entrar pela Fonte do Boneco. Depois para a Fonte d’Ordem, posteriormente Fonte da Bica, seguindo pela respetiva Azinhaga, concluindo-se na Anta do Tapadão. É quase circular. É considerado “Percurso Histórico”. Em Aldeia da Mata, aproxima-se muito das duas “Alminhas”, as “Velhas” e as “Novas”. Mas, à data em que tive conhecimento do respetivo traçado, não as referenciava. Dei conhecimento do facto às entidades promotoras. Não sei se fizeram alteração.)

O Caminho não será muito percorrido. Ao que observo os frequentadores mais habituais serão os javalis e as respetivas comadres e filharada.

Convinha ser mais arranjado e limpo. Mantidas as árvores e arbustos.

Dominam as azinheiras, alguns sanguinhos, espinheiros, silvas, giestas, oliveiras, parreiras, vegetação própria destes climas mediterrânicos.

No local do túnel há muitas pedras soltas.

Caso visite, sempre tem a fonte para se refrescar.

Fonte e Caminho da Bica. Foto original. 14.05.23.

as vistas da Aldeia e os seus ícones: Araucária e Torre Sineira.

Aldeia vista de Leste. Original. 14.05.23.

Bem se observa como a árvore ultrapassou a torre. Nesta foto, estamos a Leste da Aldeia. Por isso, a planta aparece à direita da igreja.

Também pode apreciar as flores das figueiras da Índia, junto à estrada.

Flor Figueira da Índia. 14.05.23. Foto original.

Linda cor salmão, mas os frutos não são tão bons como os das plantas que temos no Chão da Atafona. Mas estou tentado a surripiar um ramo para plantar, pela cor das flores.

E por aqui fico!

Relembrando como é fundamental manter e trabalhar os túneis arborícolas, em clima tão destemperado como este nosso alentejano.

 

Percurso Histórico: Flor da Rosa - Aldeia da Mata (II)

Início: Mosteiro de Flor da Rosa – Término: Anta do Tapadão

Túnel arbóreo Percurso Pedestre. Foto Original. 2022.05.18.jpg

No dia dezoito de Maio, na caminhada até à Horta do Carrasqueiro, utilizámos parte do mencionado Percurso Pedestre Histórico. Concretamente, a parte final, desde a Fonte da Bica até às Alminhas, temas que já abordámos nos blogues.

Neste excerto do percurso há uma verdadeira imersão com o espaço natural. A Natureza no seu esplendor! As hortas, espelho do trabalho humano. A Fonte, as respetivas funcionalidades e apetrechos de abastecimento.  A vegetação autóctone, a passarada em permanente chilreio, os gados. Elementos arquitetónicos remanescentes de antigos processos agrícolas: uma eira, um redondel. As vistas da Aldeia, lado Leste, sempre com os dois itens iconográficos: a torre sineira da Igreja Matriz e a araucária. Trabalhos nos lajedos de pedra granítica, para facilitar a caminhada, de quando este percurso seria uma das entradas na Aldeia, há séculos.

Mas voltando aos tempos presentes e sendo este trajeto parte de um “Percurso Pedestre” homologado oficialmente, ele necessita de ser mais bem tratado, preservado, conservado.

Isto é, precisa de ser limpo. E, à data, não estava.

Bem sei que quase ninguém liga a estas coisas. De caminhar, de andar a pé, de fazer percursos ancestrais, ademais fora dos circuitos da moda.

O pessoal gosta é de andar nas estradas, mesmo sem passeios, arriscando a própria vida, em vez de passear, caminhar por trilhos percorridos pelos nossos ascendentes, há séculos, há milénios. Carregados de História e de histórias. Que eles os calcorrearam a trabalhar!

(Que muito boa e santa gente nem isso faz. As passeatas são apenas nas esplanadas!)

Mas adiante…

 

Mas… se os caminhos estiverem, pelo menos devidamente limpos e minimamente transitáveis, tornam-se mais apetecíveis.

E é imprescindível que as entidades competentes os promovam e divulguem!

 

A foto, titulando o postal, ilustra parte do Percurso não devidamente arranjado, mas mesmo assim apelativo, formando um túnel arbóreo, de plantas autóctones.

 

“Rota Histórica de Flor da Rosa” (I)

Percurso Pedestre de Flor da Rosa  a Aldeia da Mata, passando pelo Crato.

Evocação de “Alminhas” em tempos de guerra!

Alminhas Novas Aldeia da Mata. Foto Original. 2022.02.02.jpg

Tenho consciência que os dias não estão muito para passeios. A chuva finalmente chegou. Tímida, é certo, mas desde o dia sete tem caído alguma água. Na Grande Lisboa, que lá para os Alentejo(s) nem por isso. Bendita água pluviosa! Tanta falta faz!

De qualquer modo, haverá tempo para voltar às caminhadas. No ano passado, tivemos oportunidade de realizar várias. Este ano, não tantas!

Todavia, aproveito para alertar para alguns aspetos sobre o percurso pedestre citado. Iniciando-se em Flor da Rosa, junto ao Mosteiro, segue na direção do Crato, posteriormente para Aldeia da Mata, terminando na Anta do Tapadão. Em Aldeia, que é a parte que conheço, integra, devidamente assinaladas, as Fontes do Boneco, da Ordem e da Bica, desde 2021, quando este trajeto foi estruturado no terreno.

Já me congratulei com esse facto, que corresponde, parcialmente, ao que venho defendendo. Isto é, organização de um Percurso Pedestre pelos arredores da Aldeia, incluindo as várias Fontes já divulgadas nos blogues e as Pontes da Ribeira do Salto e da Ribeira das Pedras.

As Passadeiras: da Ribeira das Pedras, do Porcozunho e da Lavandeira. No acesso a esta Ribeira, a respetiva calçada.

Percurso que tenho designado: Por Fontes, Passadeiras e Pontes.

Voltando ao Percurso Histórico referido, atentando no que constatei e respetivos monumentos locais assinalados, verifiquei que as Alminhas de Aldeia da Mata, tanto as Alminhas Novas como as Alminhas Velhas não estão referenciadas.

Um contrassenso! Porque estes monumentos, singelos é certo, estão associados, por tradição oral, a um combate, trágico como todos os combates, ocorrido precisamente à entrada de Aldeia da Mata, em 1801, na designada “Guerra das Laranjas”. E que se iniciou, pasme-se(!) precisamente em Flor da Rosa, junto ao Mosteiro.

A ocorrência desse combate, historicamente designado “O Combate de Flor da Rosa”, está documentada. Consultei documentos sobre o facto, no Arquivo Histórico Militar, em Lisboa e tenho cópia em CD da respetiva descrição.

Para saber um pouco mais sobre o assunto, consulte, SFF, para melhor esclarecimento!

De modo que o que pretendo é lançar um apelo aos Organizadores destes percursos.

SR.s Organizadores, façam favor de assinalar devidamente as “Alminhas de Aldeia da Mata”, como parte integrante e estruturante desse Percurso Histórico!

Como?! Saberão melhor que eu.

Uma sinalefa condizente com a respetiva situação no percurso?!

Hei-de comunicar, nomeadamente a CIMAA.

Grato pela atenção.

*******

E a propósito de “Alminhas” e de guerras…

Que a guerra da Ucrânia termine!

Que o regime russo retire as tropas invasoras!

Ucrânia reconhecida, sob todos os aspetos, como Nação e Estado Independente.

Que haja Paz!

 

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