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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

...Ondas desfeitas no mar

 Poetar – Partilhar.com.Mar

Antologia Virtual

Mar e Costa Caparica Foto original DAPL Out 2015.j

 

Correm dias… 

 

Correm dias, fogem anos

São ondas desfeitas no mar

São ilusões desenganos

São lágrimas no teu olhar.

 

Seguindo alfabeticamente, continuo a publicação dos textos na Antologia Virtual, subordinada ao tema Mar, (re)publicando esta simples quadra, de que gosto muito. O tema "Mar" sempre presente, na relação intrínseca que tem connosco, enquanto seres humanos e seres vivos. O mar que corre em nós, nas nossas veias...!

(Este é o post nº 699!)

 

“Na areia fina da praia…”

Poetar – Partilhar.com.Mar

 Antologia Virtual

 

Mar visão global Foto original DAPL Out 2015.jpg

 

“Caminho”

 

“Na areia fina da praia

Caminho de cabelo solto ao vento,

O mar fita-me nos olhos

E inebria-me a alma.

As ondas de espuma branca

Vêm de mansinho ao meu encontro.

Sinto que não estou só!

Um bando de gaivotas

Saltita em meu redor

E no seu piar entoam uma canção.

Os raios de sol vieram abraçar-me,

Os rochedos lá do alto vigiam-me.

Sinto que não estou só!

A brisa do mar acaricia-me

E uma lágrima rola no meu rosto.

A força do vento agita-me,

O sol vai declinando no horizonte,

O iodo do mar torna-se mais intenso.

E eu, num adeus apaixonado,

Regresso de mãos cheias de vida.”

 

Maria Gertrudes Novais

In. “Entre o Céu e a Natureza” - 2018

“O mar tem… tal poder”

Poetar - Partilhar. com - Mar

Antologia Virtual

Foto original. 2015.jpg

 

"A SEDUÇÃO"

 

"O mar tem tantos truques, tal poder

Pra prender-nos a vida e fascinar

Que parece mais homem do que mar

Quando seduz e encanta uma mulher

 

*

 

Mas o mar não rejeita quando quer;

Se um dia nos deixarmos encantar,

Sabemos ser cativo esse lugar

Que o mar tem pronto pra nos oferecer.

 

*

 

Depois da sedução estar consumada,

É tudo para a vida e para a morte

E não há volta a dar-lhe, o mal está feito

 

*

 

Porque não há retorno, não há nada

Que possa libertar-nos dessa sorte

Se um dia adormecermos no seu leito."

 

*

Maria João Brito de Sousa

23 . 01 . 2008

“Nosso planeta a perder…”

Poetar – Partilhar.com.Mar

 Antologia Virtual

 

Mar. Fotografia original. 2015.jpg

 

Mar II"

 

"Pediu-me o Senhor Professor

P’ra fazer uma redacção

Em poesia, pois então,

Que falasse do mar

Ora, ora professor

Que se poderá dizer?

O que ainda não foi dito?

Claro! O mar é bonito!

Tem gaivotas livres voando

Estrelas no fundo brilhando

E que eu sou como ele:

Levo as ondas no meu cabelo,

Levo o azul nos meus olhos,

Cerca de ¾ do meu corpo é água,

Minhas lágrimas são salgadas

Com o mesmo sal do Mar

E, veja bem professor,

Microfibras de plástico

E outros detritos de poluição

Escurecem e apodrecem

Desde a sardinha ao salmão

E foram já encontradas

Nos rins e no coração

De humanos e terrestres animais,

Não escapam os belos corais,

Que mais lhe posso dizer?

Que sussurra e chora ao luar?

Por vezes as espécies reduzidas

Muitas delas extinguidas

São vidas de nossas vidas

Nosso planeta a perder

Por certo se vê morrer!"

 

Palmira Clara 19/01/2019

 

Poetar – Partilhar.com.Mar: Participantes

Antologia Virtual

 

Caparica. Foto original 2015.jpg

 

Na sequência de desafio lançado na sessão de “Poesia à Solta”, ocorrida a 27/10/18, na sede da SCALA - Almada, a quem quisesse participar, de organizarmos uma “ANTOLOGIA VIRTUAL”, subordinada ao tema “MAR”… E após ter divulgado igualmente esse convite no blogue… Vamos finalmente (!) dar a conhecer os participantes e correspondentes textos, poéticos ou não.

Esta “Antologia Virtual” é uma iniciativa pessoal. Friso!

 

Eis, quem teve a amabilidade de participar.

 

Clara Mestre: “Uma Janela pró Mar” - 2009; “O Mar” – 2012; “O Meu Mar” – 2015.

José Rodrigues: “A Minha Aventura no Mar” – Dez. / 2018.

Maria Amélia Cortes: “Mar”.

Maria Gertrudes Novais: “Caminho”, in. “Entre o Céu e a Natureza”.

Maria João Brito de Sousa: “A Sedução” – Jan. 2008.

Palmira Clara: “Mar II” - Jan. / 2019.

 

Obrigado pela Vossa participação, que nos enriquece sempre podermos ler e divulgar a Arte da Escrita, poética ou em prosa. E ouvi-la dizer por cada um, como cada qual sabe, e que com o seu saber e labor nos revela um dos lados mais gratificantes da Humanidade: a Arte de Poetar e Dizer Poesia!

 

Ah! Eu também vou participar, claro.

 

E será que esta “Antologia Virtual” terá algo a ver com a “Exposição de Poesia Visual” a inaugurar a 21 de Setembro na sede da SCALA?!?

 

(…)

“A palavra saudade…”

Afonso Lopes Vieira

 

Volto ao blogue.

E, nem a propósito, com o tema “Saudade”!

E ainda com o livroDe Altemira Fiz Um Ramo…”

 

Pessoa Amiga (Drª Deolinda Milhano / “Momentos de Poesia” – Portalegre) chamou-me a atenção que duas quadras integradas neste livro que editei, enquadradas no capítulo “Cantigas da Prima Teresa” seriam de Autores conhecidos. De Afonso Lopes Vieira e de João de Deus.

 

Através da internet, consegui confirmar o facto. (Parabéns pela perspicácia! E Obrigado!)

 

“A palavra saudade / Aquele que a inventou / A primeira vez que a disse / Com certeza que chorou.” (pag. 53 “De altemira fiz um ramo…”)

 

Esta quadra é de autoria de Afonso Lopes Vieira. Confirmado, via net. Não sei a que livro pertence. Inclino-me para “Poeta Saudade” – 1903. Já procurei nos meus livros do ensino primário, mas não encontrei. Afonso Lopes Vieira é um dos Autores consagrados que mais figura nos antigos livros da primária.

 

“Quem teve a grande desgraça / De não aprender a ler / sabe só que se passa / No lugar onde estiver.” (pag. 59 “De altemira fiz um ramo…)

 

Da autoria de João de Deus. Também confirmado via net. João de Deus também é um dos Poetas consagrados que mais aparece nos mesmos livros da antiga primária. Mas não encontrei esta quadra nem sei a que livro pertencerá.

 

Mérito dos Autores, que sendo consagrados e eruditos, conseguiram ser igualmente populares.

A respetiva Poesia é popular tanto na sua génese, a montante, como igualmente a jusante, na sua divulgação: público - alvo. Para a sua construção, estes Poetas beberam na Poesia Tradicional, tanto na forma como no conteúdo.

Inspiraram-se no Cancioneiro Popular, poetando segundo os mesmos moldes, nos temas abordados e também pelo modo e como o fizeram formalmente. Daí a sua aproximação ao Povo, tornando-se muito populares e conhecidas as suas produções poéticas.

Por outro lado, também beneficiaram do facto de serem muito divulgados nos livros oficiais da escolaridade. Nos livros únicos e obrigatórios em que estudei, editados nos anos cinquenta e sessenta, Estado Novo, lá figuram estes dois Poetas com variada frequência.

Nos livros em que minha Mãe e Prima Teresa terão estudado, nas correspondentes Primárias, nos anos trinta, no início do Estado Novo, não sei se terão figurado, que ainda não consegui obter estes livros para consulta.

 

A quadra de A. L. Vieira já a localizei num livro deste Autor: “Onde a Terra se Acaba e o Mar Começa”, editado por António Manuel Couto Viana, Veja Editora, 1998.

Esta quadra tem duas versões. Para além da já transcrita, mais antiga, também figura uma segunda versão diferente nos dois últimos versos: “… /… / por ser palavra tão doce, / ia chorar, não chorou.”

 

Mérito também da Prima Teresa que sendo uma Poetisa Popular, não erudita, incorporou na sua narrativa, na sua Sabedoria, na sua Cultura, estas bonitas quadras de Poetas eruditos e consagrados.

Aliás, como muitas outras quadras destes e outros Autores, o Povo integrou-as no seu saber, no seu conhecimento, como refere o editor mencionado na obra citada e outros autores também.

As pessoas teriam ou não consciência da respetiva autoria, aliás provavelmente pouco lhes importaria tal facto. Era mais uma das “cantigas” a fazer parte do reportório do respetivo “cantante”, que a utilizaria quando precisasse nos bailes e arraiais em que participasse.

 

E este facto só valoriza todos os intervenientes!

Encontro Além – Mar / Brasil - Portugal

Antologia Literária

Organizada por Márcio Martelli

Editora In House – 1ª Edição Maio 2019 - Jundiaí – SP

 

Coordenação em Portugal: Jorge Trigo. Apoio da APP – Associação Portuguesa de Poetas

 

Mais um post que é publicado com atraso, mas sobre um tema que não quero deixar de explicitar, embora já tenha referenciado o assunto, enquadrado num âmbito mais geral.

 

Foi apresentada em Portugal, a 10 de Junho, feriado nacional, “Dia de Camões”, na Sede da APP – Associação Portuguesa de Poetas, aos Olivais – Lisboa – Rua Américo de Jesus Fernandes 16 A. Posteriormente, na Feira do Livro de Lisboa. (Não sei se terá sido apresentada em Portugal em mais algum local). Anteriormente, fora no Brasil – 1 de Junho.

 

Nela participam 68 Autores, com prosa e poesia. Em ambos os géneros, temáticas bastante diversificadas. Lê - se com muito agrado. Resulta um conjunto heterogéneo, mas deveras interessante, leitura variada, com muitos itens apresentados.

Destes Autores, pelos meus conhecimentos, nove são portugueses. Além de Jorge Trigo, F. Corte Real, Felismina Mealha, Francisco Carita Mata, Helena Madeira, João de Deus Rodrigues, Josefa de Maltezinho, Leonor Carvalho, Rosa Fonseca.

Alguns já com poemas apresentados neste blogue.

De duas pessoas não tenho a certeza: F. de Lemos e Fabiana Moutinho.

Os autores sublinhados estiveram na sede da APP, no dia da 1ª apresentação.

Acho curioso que a Sede da Editora se situe em Judiaí, cidade brasileira próxima de São Paulo. Precisamente a cidade de onde escrevem vários autores, que habitualmente participam no blogue PAZ - https://solpaz.blogs.sapo.pt - PAZ - Blogue luso-brasileiro.

Alguns dos escritores / bloguers também participam nesta Antologia. Pelo menos, João Carlos José Martinelli e Renata Iacovino. Pelo menos estes, que eu me aperceba.

E porque referir este aspeto?!

Porque este blogue é um dos que subscrevem o meu e que eu também subscrevo. E onde participam também portugueses, nomeadamente também Euclides Cavaco, igualmente da APP.

 

Se estiver interessado/a em adquirir a Antologia… Não hesite. Vale a pena!

 

Pela minha parte, participei com: O menino / o futuro morre na praia!; Cacela Velha; Futebol é arrebol; Amor do facebook. E "Vesúvio", prosa poética, inspirada na série "Gomorra".

 

Raposa no Galinheiro!

Uma Fábula Interativa

Ou seja

Palavras interditas, que podem e devem ser ditas.

(Mas que aqui não são escritas.)

 

*orra!... Chi**!

 

Que ponham no galinheiro

Raposa a guardar dinheiro…

Para que nós – Tu e Eu

Paguemos

Galinhas que ela comeu…

E que nos danemos…!

 

Não é justo nem leal

O que se passa em Portugal!

 

Bem se podem desdizer

Ou até contradizer…

E mesmo reclamar

Uns p´rós outros empurrar

E, inclusive, se olvidar…

 

São todos responsáveis!

Mas que tudo, execráveis!

 

Os que lá estiveram e passaram

E por lá se amesendaram.

 

Que nos pilhem cada mês

Uma galinha pedrês

Através de comissão…

É pecado sem perdão!

 

E quem diz… *orra! Diz… Chi**!

 

(E não digo mais palavrão

Só por boa Educação!)

 

É de uma injustiça atroz

Que tenhamos que ser nós

Os pagantes

Das raposas pilhantes!

 

É caso para dizer…

 

Palavras interditas

Que podem e devem ser ditas!

 

*******

 

 

Este texto faz parte do conjunto das “narrativas em verso” que venho escrevendo mais acentuadamente desde 2017, sobre problemáticas que nos afetam. Mas que já anteriormente escrevia. Umas vezes de forma rimada, outras não. Veio sendo escrito desde Janeiro, era para já ter sido publicado, mas só agora foi possível.

As palavras interditas ainda não são explicitadas. Continuam as **! Um dia… quem sabe!

É interativo. Porque pressupõe a colaboração do “público – alvo”, a repetir algumas palavras, como se de um coro se tratasse. Não são as palavras em **. Já foi ensaiado uma vez na SCALA – Almada.

É imperioso e urgente continuar a ser dito!

Dizendo Poesia! APP / Vá - Vá!

Tertúlia APP no “Vá – Vá” - 9 de Junho 2019

Associação Portuguesa de Poetas

 

Jacarandás. Foto Original. jpg

 

No passado domingo, Tertúlia no Vá Vá. Catorze pessoas marcaram presença! Marcaram e disseram de sua justiça, “Dizendo Poesia”! E também cantando, quem sabe. E declamando ou recitando. E lendo.

Houve duas rondas de Poesia, enquanto estive. Numa primeira, um breve esboço de cada um, sobre o seu ser e querer poéticos. Na segunda, o versejar / poetar, simplesmente!

 

Maria Bia: “Esqueci-me do amor” e “Rosa que chorava”. Aborda o tema do “Amor”. Escreve sobre a Mãe e acerca do que a “toca” mais.

 

Aline Mamede, integrante dos Jograis da APP: “Novo amanhecer” de um seu livro. E “Jardim do tempo”. Gosta de escrever. Escreve sobre o tema do “Amor”, até ao que observa!

 

Graça Melo, atual Presidente da APP: “Pastor do monte” e “Vou para onde o vento me leva”. Do seu livro “Poemas Desconexos”, dedicado a Fernando Pessoa (Alberto Caeiro).

 

Fernando Afonso, um dos decanos dos Poetas da APP: “Brinca na poeira, brinca”, de Graça Melo. (Poema inspirado pelo neto da autora e na sua forma de brincar.) E um poema de Gonçalves Crespo, “… a farda não é morte…”. Como só ele sabe…!

 

Maria Augusta: “Nidação” e um soneto de Amor – “Metamorfose”. Começou a escrever mais, após a reforma. A escrita funciona como um processo de autoconhecimento, introspeção. Gosta de escrever com serenidade e paz!

 

Maria Teresa Pais da Rosa: “Desejo… nas ondas revoltas…” e “A demência do sentir”.

Abordou uma situação, que lhe aconteceu, ao ter “perdido” uma pasta com poemas seus…

 

Pais da Rosa: “Amor errante” e “Mãe eterna”. Muito jovem, 1944, sentiu-se “cortado” pela mãe, que não queria que ele escrevesse poesia. Ficou traumatizado. Mas escreve muito. Não publica nada. Satisfaz o seu ego!

 

Maria Deodata: “Fé na luta”, excerto adaptado, “… dividindo, faço a multiplicação…”, de Gabriel, o Pensador. E ”Sonho”. Gosta de Dizer e Ler, essencialmente. Às vezes escreve.

 

Angelina Fonseca: “Voluntário é um amigo”, dedicado ao filho. E “Mais um ano se passou”. Escreve Poesia, quando pensa em algo a que dá valor!

 

Feliciana Maria: Disse um poema de apresentação, versejando sobre si enquanto pessoa, integrante da sua Família. E três quadras de António Aleixo. Escreve desde criança. Na adolescência, para as desgarradas entre rapazes e raparigas. Assinou como “Maria do Tempo”. Publicou um livro de canções e poemas.

 

Júlia Pereira: “Numa noite de ilusão” e “Pudesse eu ser”. Vida de muito trabalho, numa família de dez irmãos, que ajudou a criar. Fez os estudos possíveis para a época. Após a reforma, começou a escrever. Ainda hoje com muitas atividades: Voluntariado, Universidade Sénior… estilista das suas roupas. Um livro de Poesia Tradicional: Quadras!

 

José Castrelas: “Sem nome” e “Carga d’água”. Exerceu trabalhos variados ao longo da vida, desde pastor a pintor / trolha… Começou a escrever na tropa e ainda mais quando enviuvou. Dois livros publicados.

 

José Branquinho: “E hoje era a vida sem sol”. E “Canção a Lisboa e Portalegre”. E cantou um fado na linha melódica do fado coimbrão. Professor aposentado, Alentejano, Ribeira de Nisa – Portalegre; sportinguista. Poeta lírico e bucólico. Vários livros.

 

E eu, Francisco Carita Mata, disse: “Meu amor do facebook” e “Na revista cor-de-rosa”.

 

(Gosto imenso de ir ao “Vá – Vá”. Todavia, tenho que frisar, que o “ruído de fundo” se torna incomodativo!)

 

(E a foto?! Jacarandás! Exuberantes por essas Cidades!)

 

 

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