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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Dia dos blogues 31 de Agosto 2022

Uma Rosa de Cheiro, do meu Quintal – Jardim! 

Rosa de Cheiro. Foto Original. 2022.08.28.jpg

Lá se vai Agosto, deixando no rosto, marcas do mar e raios do sol, que ao nascer e ao pôr, pode até ter, ao seu dispor, um ar de arrebol!

E pra comemorar “Dia dos blogues” e pra que não te afogues, se fores nadar… deixo-te uma rosa, por demais formosa, para que sempre sorrias nesse teu olhar!

*******

Parabéns e Obrigado a todo o Pessoal Blogueiro que (Com)partilha as suas expressões criativas neste Universo SAPO.

E Parabéns e Obrigado à respetiva Equipa.

 

 

Despedidas de Verão - Agosto 22

Não há bela sem senão!

Despedidas de Verão. Foto original. 2022.08.30.jpg

Está-se a findar Agosto

Com ele vai indo o Verão

Tanto calor a contragosto

Toda a bela tem seu senão!

 

Senão veja-se a senhora

Que não aguentou a pressão

Ministra e até doutora…

Abalou. Foi pena?! Sim? Não?

 

Este postal ilustra a chegada das “Despedidas de Verão”. Este ano, a modos que chegaram mais cedo! Nascidas no “Quintal de Cima” estas plantas, exóticas, são por demais peculiares. As folhas só são visíveis praticamente no Inverno e na Primavera. Ao chegarem estes calores desalmados do Verão, as folhas secam, as plantas como que desaparecem do solo. Mas ao anunciarem o quase findar do verão, o primeiro sinal de vida é o nascimento destas lindas flores, umas mais rosadas que outras. Também com um odor levemente adocicado. Renascem assim, nos locais mais regados do Quintal – Jardim. Talvez, por isso, este ano parece que apareceram mais cedo.

Sejam bem-vindas. Anunciando Setembro. Aproximando o Outono.

Quem também se despediu, ainda no Verão, foi a Senhora Ministra da Saúde, Drª Marta Temido. Já se temia que isso acontecesse ou que não acontecesse?! Sei lá! Não acredito nada neste pessoal da política. Nem acredito que vindo outro ou outra as coisas mudem realmente.

Mas que têm de mudar lá isso têm! Também não tenho a pretensão de saber como, quando, em que contextos, mas quem para lá vai tem a obrigação de saber os quês e os porquês, as linhas com que se cose a Saúde. E como o SNS está a ser cozido em lume brando!

A nível dos utentes / doentes, que somos todos nós. Efetiva ou potencialmente nessa condição.

A nível dos Profissionais de Saúde, especialmente sobrecarregados os que têm de trabalhar neste mês. Porque são menos os que estão em serviço, mas o serviço não diminui, provavelmente até aumenta, pois há muito mais gente por aí a cirandar. Turistas e “turistame” por tudo quanto é sítio. Sempre numa boa, mas quando as coisas dão para o torto… onde vão parar?! Às urgências dos hospitais públicos, claro!

Não sei. Mas quem vier para o ministério, que venha com conhecimento de causa e com vontade de pôr alguma ordem na Saúde em Portugal.

Mas não é fácil, não.

Termino com o slogan habitual: Saúde e Paz!

E que nos dirija gente capaz!

 

As duas Quadras…  encontraram dois Tercetos!

Mas não acharam a Paz… ainda!

Um ser inominável…

 

Anda, por aí, ser inominável

Invadindo um País Soberano

Almejando ficar homem notável

Só se tornou ainda mais tirano.

 

Assim ficou por demais execrável

Espelhando seu juízo insano

Entre seus sequazes mor detestável

Perdendo sua condição d’humano!

 

Cinismo, crueldade: indecentes

De quem ordena matar inocentes

Destruir casas, civis estruturas.

 

Por mais que tu te expliques, só mentes

Inda que digas bem fazer… perjuras.

Só na tua paranoia perduras!

 

*******

(Este encontro das 2 quadras com os 2 tercetos deu-se ontem, 3 de Julho. As quadras já vinham de 17 de Maio, publicadas a 12 de Junho! Quando se encontrarão, quadras e tercetos, com a tão almejada PAZ?!)

 

 

Amoras… Espinhos… Carinhos…

A propósito de Amoras, pintando ainda em Junho!

Amoras Junho Aldeia foto original 2022.07.02.jpg

Ontem, vindo em vicinais caminhos

Uns cachos de negras, negras amoras

Encontrei, pintando dois, três raminhos

Num silvado, pauta de rouxinol.

Colhi! Fruto agreste por que choras

Dádiva da Terra, da Luz do Sol!

E mesmo que nos piquem os espinhos

Que Vida seja ilusão arrebol

Se tu não vens, até se te demoras…

Que falta me fazem os teus carinhos!

 

Décima, parcialmente escrita em 1 de Julho, a propósito de amoras pintando uns cachitos no findar de Junho, dia trinta!

A foto, tirada já em Julho, ilustra as amoritas colhidas ao final desse dia, provindo do "Vale de Baixo".

Olhai, as Açucenas…no Chão!

No Chão da Atafona…a Caminho da Fonte das Pulhas! 

Açucenas no Chão. Foto original. 2022.05.15.jpg

No caminho das Pulhas, indo à Fonte

No começo, num Chão bem defronte

Admire a beleza das açucenas!

Nelas, lave seu pesar, suas penas

Mas, no olhar não se prenda apenas.

Sinta, por elas, também o perfume

Guarde mágoas suas, seu azedume.

E, enquanto Primavera perdura

Veja beleza na sua brancura.

A Natureza, mais bela, mais pura!

 

*******

Volto, finalmente, ao blogue! Com esta décima, escrita a 17/05/22, na Aldeia, inspirado na beleza das açucenas, ainda floridas, no Chão da Atafona, neste quase final de Maio, Primavera no seu auge. A possibilidade de acesso à escrita tem demorado que, aquando da publicação, ainda que floridas, quase me arriscava que terminassem a floração. Estas plantas são, todavia, de um modo de florir espaçado no tempo, dado que os diversos botões vão florescendo gradualmente, aumentando assim a respetiva possibilidade de fecundação.

Mas, deixemo-nos de prosas e apreciemos a Poesia! Que também irei publicar em “Apeadeiro…”

Votos de Saúde, que bem precisamos, que isto da Covid

e de Paz, que a guerra não há meio de terminar.

 

"A paz sem vencedor e sem vencidos"!

20220204_121550.jpg

Um Poema de Sophia de Mello Breyner Andresen

 

«Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos

A paz sem vencedor e sem vencidos

Que o tempo que nos deste seja um novo

Recomeço de esperança e de justiça

Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos

 

A paz sem vencedor e sem vencidos

...   ...»

In: CEM POEMAS DE SOPHIA, Visão/JL - Agosto 2004, selecção José Carlos de Vasconcelos

 

Primavera e Paz!

Chega, hoje, a Primavera?!

 

Chegaria, hoje, a Primavera

Eu desejoso de vê-la chegar

Vestida de sol e de nuvens, era

De vento e sede o seu trajar!

 

Acordando as poeiras, tão bera

Não era este tempo meu desejar!

Quisera chuva, água vera, vera

Campos, Cidades a regenerar!

 

Limpeza de areais do Saara

Respiração irritada d’espirros.

Carência de chuva nos sai tão cara

 

Nascente de água que nos apraz.

Que cessem vírus e guerras, esbirros

Do que almejamos: Viver em Paz!

 

Um Soneto de Manuel Valente!

«A Meus Paes»

 

«Noite silenciosa em que a tristeza

Fala baixinho ao coração aflicto…

Uma estrella sequer, se o céu eu fito

Brilhar não vejo na amplidão acesa

*

Dorme por toda a parte a Natureza

Na doce paz, no seio do infinito…

No entretanto afanoso eu ressuscito

Uma lembrança entre soluços presa.

*

Talvez que lá no meu Paiz distante

Onde vivem meus paes e irmãos queridos

(recordação que beijo a cada instante!)

*

Talvez nest`hora de silencio eterno,

Que os olhos todos cerrem-se endormidos

Que só não durma o coração paterno!...»

*

Manuel

Rio de Janeiro, 16/4/912

 *******

Voltamos à Poesia. Num modelo clássico: o Soneto! Talvez a forma mais perfeita de expressão do sentimento poético. Para muitos apreciadores de Poesia, não é talvez, é de certeza.

Divulgamos, novamente, Poesia de “Outros Poetas”. Uma estruturação temática transversal ao blogue. Muitos textos poéticos de “Outros Poetas e Poetisas” constituem acervo de “Aquém-Tejo”.

Se quiser saber como surgiu este poema no blogue, é ter a amabilidade de ler os comentários do penúltimo postal “Rota Histórica de Flor da Rosa”. Aí se contextualiza o surgimento deste Poema.

Se quiser saber sobre Manuel Valente, faça favor de consultar.

Obrigado!

Segundo Mª J. Brito de Sousa, de poetaporkedeusker”, “é o único dos sonetos dele que sobreviveu aos anos, às perseguições e aos exílios…”

A temática da Saudade dos Paes e Familiares, para quem está distante. Se faz favor, repare também na “ortographia”.

Muita Saúde e PAZ!

 

Água Pluviosa e Sede na Alma!

O concluir duma quadra de Fevereiro, num poema de 14 versos, num 6 de Março!

Comemorando um 7 e 8 de Março em que choveu.

(Com duas versões nos tercetos!)

******* 

Cheguei ontem ansiosa

Mal cheguei, me fui embora

Sou a água pluviosa

Faço falta a toda a hora!

 

Tanta gente sequiosa

E a chuva anda lá fora

Primavera radiosa

Vai chegar. Que não demora!

 

Há sede que nunca acaba

Há fome que não se mata

Tal esfinge em mastaba!

 

Decifrar esta bravata

Com ponderação e calma:

Sede, mais fome na Alma!

 

(2ª versão)

 

Há sede que nunca acaba

Há fome que não termina

Há Destino que tem sina.

 

Há esfinge em mastaba

Há ponderação e calma

Há sede e fome de Alma!

******* 

Que haja Saúde e Paz!

Um Feliz Dia da Mulher!

 

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