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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Poesia na Escola!

“Grupo de Poetas da SCALA” na Escola D. António da Costa – Almada

A Dizer Poesia!

12 – Fevereiro - 2019

 

Cerejeira quintal Original DAPL 2014.jpeg

 

Uma Crónica que também poderia ser um Poema!

 

Gostei! Sim, gostei de ir “Dizer Poesia” à Escola D. António da Costa.

Gostei, sim, de voltar à Escola.

Gostei, sim! De presenciar a forma como os Professores ultrapassam as dificuldades e contratempos, encontrando soluções paras os problemas. Parabéns às Senhoras Professoras!

Gostei, sim, gostei de presenciar turmas de vinte alunos! (Espero que seja esse o número máximo de todas as turmas. Que os famigerados trinta alunos por turma tenham sido erradicados do sistema… ou é apenas uma ilusão minha?!)

Gostei! Sim, gostei imenso de ver alunos interessados em Poesia, a levantarem dúvidas, a pedirem esclarecimentos, a questionarem, a fazerem perguntas. Parabéns aos Alunos presentes!

Gostei, sim, gostei de ouvir Poetas a “Dizerem Poesia”, sua ou de Autores consagrados para duas turmas (uma do 5º ano, outra não tenho a certeza, mas também deveria ser de nível idêntico).

É importante, sim ! É muito importante divulgar, difundir Poesia, entre os Jovens, em Escolas, por Almada, pelo País!

Parabéns aos Poetas da SCALA que levaram Poesia à Escola. Parabéns à SCALA por mais esta ilustre iniciativa cultural.

 

E quem disse: Presente!

Gertrudes Novais, que disse “Caminho” e “Homenagem a Romeu Correia”, de seu livro, “Entre o Céu e Natureza”.

Palmira Clara, que disse: “O beijo” e “Nas tuas mãos”, a partir do telemóvel.

Este cronista e poeta, que disse: “Meu amor do facebook” e “Selfie”, a partir de um livro hipotético, a sair futuramente.

Amélia Cortes, que disse, “Voltei, voltei à montanha” e “Primavera”, a partir de um livro seu.

Clara Mestre, que disse “Reminiscências”, de Fernanda de Castro e “O estudante alsaciano”, de Acácio Antunes.

Luís Alves, que disse “O estudo – A educação dos nossos filhos…” e “Poetas anónimos… que nos perdemos em ilusões…”

 

E que é a Poesia e a Vida (?), senão uma Ilusão?!

 

Gostei, sim! Gostei muito de Dizer, Ouvir, Escutar Poesia, na Escola. De Ver, Presenciar Alunos interessados. De observar Professoras empenhadas num projeto, como é apanágio de Docentes.

 

Achei muitíssimo peculiar a forma de ovacionar, apenas abanando as mãos!

 

Gostei, gostei sim, de observar a Professora coordenadora da Biblioteca, interpelando os Alunos, sintetizando cada intervenção, envolvendo a comunidade de ouvintes – participantes. Reportar-nos para Luís Vaz de Camões!

 

Parabéns e obrigado a todos!

 

Gostei! Sim, gostei muito de Dizer Poesia e de voltar à Escola!

“De altemira fiz um ramo…” Em Almada

Apresentação do livro “De altemira fiz um ramo – Versos e prosas da Aldeia”

SCALA – Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada – 09/02/2019

 

Nesta apresentação não estiveram muitas Pessoas. Éramos catorze! Mas valemos por cento e quarenta, por catorze mil. Por milhões! (Não valemos milhões, nem nos transferimos milionariamente, que não somos dos futebóis…) O nosso futebol é outro e chama-se Poesia!

 

E houve Poesia! Houve “Dizedores de Poesia! (E como é importante que digamos Poesia!)

 

A representação dos presentes era significativa do que falei no post anterior. Almada tem na sua matriz estrutural, na sua vertente humana, para além dos naturais, nascidos e criados no Concelho, proveniências de variadas zonas do País.

Quase todos disseram Poesia, a partir de conjuntos de quadras do livro, previamente organizadas ou mediante uma escolha aleatória de papelinhos com umas cantigas, acompanhados de uns chocolates e rebuçados.

Da Aldeia, a presença de amigos e familiares: António José, cuja carreira profissional se processou na Marinha; Manuel Fonseca, principalmente no Arsenal do Alfeite. Não quiseram dizer Poesia, que estavam roucos, já previam a goleada do Benfica…

A Prima Maria Constança aventurou-se novamente nestas andanças, já o fizera na Aldeia e deve continuar. Estas atividades ajudam-nos sob múltiplos aspetos de natureza cultural e social. O meu Obrigado muito especial pois representavam a nossa Aldeia.

Da SCALA: Clara Mestre, decana das Poetisas! Gertrudes Novais, Presidenta, que também se pode dizer assim. Amélia Cortes, Arminda, Maria Manuela, Palmira, disseram como habitualmente, e como só elas sabem! (Arminda desta vez não disse Poesia, mas teve a amabilidade de contribuir para o projeto do livro). Céu Tinoco disse pela primeira vez Poesia, a partir do papelinho aleatório. (Repito o que escrevi para Prima Constança: faça favor de continuar!)

Parabéns e Muito Obrigado a todas. A vossa presença e participação engrandeceu-nos!

Gabriel Sanches foi criando ambiente musical e surpreendeu-nos muito positivamente, musicando algumas quadras do “Livro da Prima Teresa”, referentes ao Sol. Muito bem escolhidas e muito bem cantadas e tocadas.

E Aldeia da Mata teve, que eu saiba e pela primeira vez, umas cantigas, “As Saias de Aldeia da Mata”, musicadas e cantadas neste século XXI. (Pois que no século XX estas quadras foram obviamente cantadas e tocadas.)

Parabéns e Muito Obrigado ao Gabriel. Continue a cantar o Sol, que nos ilumina a Todos!

 

Nascer Sol Tejo. Foto Original DAPL. 2016. jpg

 

 

Clara Mestre teve a amabilidade de criar um Poema especialmente para o efeito. (Faça favor de me dar um exemplar para eu divulgar no blogue.) Muito Obrigado!

Gertrudes Novais também nos dedicou especialmente um Poema a todos os Alentejanos. O nosso Obrigado também!

E Obrigados muitíssimo especiais a minha Mulher, Alice e minha Filha, Daniela, que nessa tarde também puderam estar presentes. Que, sem elas, quem sou eu?! (Um dia também ainda dirão Poesia!)

E eu não disse Poesia?! Disse, sim senhor! Umas quadras, enquanto fui explicando os quês e porquês do livro.

 

E Você, Caro/a Amigo/a que não pôde estar presente, por qualquer razão… Venha para a próxima! Não falte às atividades da SCALA: Poesia, Artes, Palestras, (…) a todos nos estimulam, iluminam e nos fazem sentir mais Humanos, mais Solidários, mais Cidadãos, mais Almadenses, ainda que sejamos Alentejanos, Algarvios… Transmontanos!

Não se esqueça! Compareça! Participe! Não se deixe vencer pelas contrariedades da Vida!

Até Breve!

 

(E as nossas TVs que ignoram a Poesia!!!!)

 

SCALA – Atividades 1º Trimestre de 2019

 

SCALA – Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada

 

JANEIRO – 2019

 

5- Efabuladeiras da Associação Almada Mundo, às 16 h, na galeria e sede da SCALA, na Rua Conde de Ferreira (ex-delegação escolar), Almada.

 

19- Inauguração da exposição de pintura de Carlos Gaspar, às 16 h, na galeria e sede da SCALA. A exposição estará patente ao público de 19 de Janeiro a 1 de Fevereiro.2019.

Apresentação do livro “Na sombra das palavras de Carlos Gaspar, às 17 horas.

 

26- Sessão de “Poesia à Solta” na SCALA. Sessão de encontro de poetas e de amigos da poesia, às 16 h, na sede da SCALA, Rua Conde de Ferreira (ex-delegação escolar), Almada.

 

FEVEREIRO – 2019

2- Inauguração da Exposição de pintura do Grupo Artis, às 16 h, na galeria e Sede da SCALA, na Rua Conde de Ferreira (ex-delegação escolar), Almada. A exposição estará patente ao público do dia 2 ao dia 15 de Fevereiro.

Altemira Foto original DAPL. 2016.jpg

 

9Apresentação do Livro “De Altemira Fiz Um Ramo, coordenado pelo nosso associado Francisco Manuel Caldeira Lopes, um Livro sobre Versos e prosas da Aldeia… às 16 h, na Sede da SCALA.

 

12O Grupo de Poetas da SCALA vai à Escola D. António da Costa “Dizer Poesia”.

 

23- Inauguração da Exposição documental dos 25 anos da SCALA, às 16 h, na galeria e Sede da SCALA, na Rua Conde de Ferreira (ex-delegação escolar), Almada. A exposição estará patente ao público de 23 de Fevereiro a 15 de Março.

 

23- Sessão de “Poesia à Solta” na SCALA. Encontro de poetas e amigos que partilham entre si a Poesia, às 16 h, na Sede da SCALA, Rua Conde de Ferreira (ex-delegação escolar), Almada.

Apontamento musical com Gabriel Sanches.

 

MARÇO – 2019

2- Inauguração da 25.ª exposição, “Festa das Artes da SCALA às 16 h, na Oficina da Cultura, Almada. A Exposição estará patente ao público, das 14 às 19 h. e das 20 às 22 h., até ao dia 17 de Março.

 

17- ALMOÇO DO 25.º ANIVERSÁRIO da SCALA, às 12,30 h, no Restaurante Nezy, na Rua Capitão Leitão, Almada.

Momento de “Poesia à Solta” com os Poetas da Scala, às 16 h, na Oficina da Cultura, Almada. Encerramento da Exposição “Festa das Artes da SCALA.”

 

23 – Gala dos 25 anos da SCALA, às 16 h, na Academia Almadense, na sala pequena.

 

30 – Comemoração do "Dia Mundial da Poesia", às 16 h, na sede da SCALA, Rua Conde de Ferreira, (ex-delegação escolar), Almada.

*******       *******

A apresentação do livro "De altemira..." ocorrerá simultaneamente com a Exposição do Grupo ARTIS. Será para mim uma grande honra desenvolver a apresentação do livro enquadrado com tão bonitas pinturas.

“Desenganos” –“ Marcas Da Vida”

Livro de Poesia de Josefina Almeida

 

Quadro Josefina Almeida. 2018 Expo CNAP C. M. LX. jpg

 

CNAP – Círculo Nacional D’Arte e Poesia - Boletim  de Natal 2018

 

Continuamos na divulgação de Livros, Poesia, Artes Plásticas… E mais uma crónica que sai atrasada. Mas esta crónica também é prospetiva. Informa sobre próximas realizações – lançamento de livro.

 

O Círculo Nacional D’Arte e Poesia realizou no passado dia 15, uma das suas habituais tertúlias no Centro de Dia de São Sebastião da Pedreira – Lisboa, tendo também sido distribuído a quem não o tivesse, o Boletim de Natal.

 

Este Boletim, na sua simplicidade gráfica, contém em si mesmo uma grande riqueza de conteúdo.

Estruturando-se a temática do Natal numa narrativa e iconografia recorrentes e sendo uma festividade transversal na nossa cultura ocidental, é sempre possível não apenas uma abordagem ao tema, mas múltiplas, diversas e diversificadas, encarando o assunto sob diferentes ângulos e pontos de vista.

É isso que se verifica neste Boletim subordinado ao tema Natal!

Diferentes Poetas e Poetisas, consagrados ou não, expõem as suas perspetivas sobre este tema central do Cristianismo, assente no Nascimento de Cristo, mas reportando-se a mitologias mais antigas e impregnado das diferentes vivências culturais de povos muito diversos no tempo e no espaço. Simultaneamente imbuindo de ancestralidade e de modernidade a celebração atual do Natal.

São essas diferentes visões, observações segundo a perspetiva de cada Autor que o Boletim nos traz. Parabéns a todos os Participantes!

 

Nesta Tertúlia aproveitei para dizer algumas quadras do livro “De altemira fiz um ramo”, fazendo a promoção e divulgação do mesmo, que não tenho nenhum suporte editorial, nem nenhuma agência publicitária ou canal televisivo a divulgar. Muito menos a entrevistar!

(Aproveito para referir que a próxima apresentação será a 9 de Fevereiro na SCALA, em Almada.)

 

Também D. Josefina Almeida nos informou, deu a conhecer, o lançamento do seu livro “MARCAS DA VIDA”, que irá ocorrer no próximo dia 2 de Fevereiro, sábado, na “Livraria e Papelaria Fonsecas” – Rua Maria Andrade nº 64 – B, em Lisboa.

 

(Aproveitei para comprar, 10 euros, um preço justo. Basicamente, trocámos que também vendi o meu, 7 euros, entregando o diferencial.)

 

Livro de muita qualidade, tanto técnica como principalmente de conteúdo.

Edições Colibri, prefácio e apresentação de Lisete Matos.

Sendo que D. Josefina para além do talento poético, também exprime a sua sensibilidade artística através da pintura, assunto que já aqui abordámos e documentámos no blogue, o livro inclui imagens de diversos quadros da Autora, o que o enriquece sobremaneira.

 

Para que o Caro(a) Leitor(a) tenha uma ideia da sensibilidade poética, anexo um dos poemas.

 

«DESENGANOS»

 

«Na mente só um pensamento

Te atormenta e invade,

Ilusão de entendimento,

Rebentos de fragilidade.

 

Fazes da ternura ausência,

Da vida fazes canções,

Ignoras até a consciência,

Nesse transbordar de ilusões.

 

Foram muitos e longos anos

Que pela tua vida passaram,

Tantos e cruéis desenganos

Que feridas no peito deixaram.

 

Foram os muros da vontade

Que fizeram da noite madrugada,

E da vida fizeram a verdade

Dentro do peito enraizada.»

 

*******

 

Pena tenho não poder reproduzir imagem de um dos quadros integrantes do livro.

Mas essa lacuna pode colmatá-la, comparecendo na apresentação e adquirindo-o.

 

(O quadro, de D. Josefina, figurou na Expo do CNAP, realizada em Maio, no Centro de Dia de São Sebastião da Pedreira, Lisboa.) 

 

Não esqueça:

- 2 de Fevereiro, próximo sábado - Lisboa – Livraria e Papelaria Fonsecas – Rua Maria Andrade nº 64 – B, aos Anjos – Almirante Reis.

“Na Sombra das Palavras” – Apresentação de livro E…

... Exposição de Artes Plásticas

Carlos Manuel Fidalgo Gaspar

 

SCALA – Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada – 19 / 01/ 19

 

Alice no País das Maravilhas. Carlos Gaspar. Foto Margarida Gaspar 2019. jpg

 

 

Pois! Como lhe disse em post anterior, realizou-se o supracitado evento. Interligando Artes Plásticas e Poesia. A Arte apresentada, multidisciplinar – desenho, pintura, escultura, poesia visual – conjuga-se esteticamente com a Poesia e esta, por sua vez, com a arte pictórica, e através do Verbo, da Palavra, das palavras ditas e interditas nos sugestiona o mundo visual!

Parabéns ao Autor e à Família que valorizam a Arte e nos revelam os seus talentos de forma tão imaginativa.

 

Máscara. Carlos Gaspar. Foto Margarida Gaspar. 2019. jpg

 

 

As fotos apresentadas de autoria de Margarida Gaspar, filha do autor, comprovam o que afirmo. Os cravos, bem originais, são da autoria da esposa, Teresa.

 

Cesto. trabalho Teresa Gaspar. Foto original Margarida Gaspar. 2019.jpg

 

Pois! Não foi! Pois quem perdeu foi você. Pode crer!

 

A sala cheia, cerca de quarenta pessoas, uma moldura familiar, que englobava as diversas gerações: avós, pais, filhos, netos.

 

 E houve o dizer Poesia!

 

Para além dos habituais: Gertrudes, Clara, Palmira, Carlos, o autor e eu; também António Matos e Francisco Naia, que disseram como só eles sabem dizer; Naia cantou e improvisou.

 

Também, e é de realçar, duas jovens a dizerem Poesia: Letícia e Margarida.

E viva a Juventude! E viva a Poesia!

 

Não assistiu à inauguração, mas ainda pode visitar a Exposição, que continuará até dia 1 de Fevereiro. E adquirir o livro. Vale a pena!

Cesto e livros. Foto original Margarida Gaspar 2019. jpg

 

(E só agora publica este post, dir-me-á. Pois! Só hoje me foi possível e para além do mais não pude ir a “Poesia à Solta”, hoje, 26 de Janeiro.)

Mas quem perdeu fui eu.

 

Como aliás perde sempre quem não frequenta as atividades de mérito da SCALA.

Mas a Vida tem muitas curvas e contracurvas, como todos sabemos.

Até um próximo post.

 

(Notas Finais:

- Carlos é Autodidata e Amador. Como a grande maioria de nós, que andamos nestas lides da Poesia e da Arte.

- O 1º quadro intitula-se "Alice no País das Maravilhas" e é de 2003.

- O 2º, "Rosto Musical", de 2017.

Os cravos sugestionam-nos Abril e a Liberdade?)

 

 

“Sou poeta perdido”!

«Poeta perdido»

 

«Sou poeta perdido

nas páginas de um livro

sou sentimento rasgado de mim

sou metáfora, sou linha inacabada

vírgula na sina das palavras,

ponto final

quando chego ao fim,

e de três pontos em diante

me faço palavra errante

neste livro de poemas

em trilhado caminho

sou voz, declamada

no teu cabelo em desalinho.

 

Sou figura de estilo

anáfora, paradoxo

ironia de um coração quebrado

que depois de estilhaçado

não tem mais reparação,

e de coração em coração

de palavra em palavra

num eufemismo desbravado

de coração partido

te busco em todo o lado.

 

Sou poeta perdido

neste livro que enalteço

agora te dedico

tudo aquilo que padeço

e nesta hipérbole

num rasgo das palavras

sou tudo e não sou nada

no absinto da vida

se sinto ou não sinto

a alma corroída.

 

Musa sem rosto,

de longo cabelo negro

traz contigo palavras

ao meu desassossego

e de mãos soltas e caneta cravada

sou poeta, das musas

ao romper

de cada alvorada.

 

… três pontos,

vírgula,

quando te quero pausar

os destinos de um poeta

contigo se vão cruzar…

e neste fim de poema

anunciado

musas e poetas

de corpo são e alma errantes

nas cidades deste mundo

adormecem os amantes.

 

Poeta perdido

nas páginas de um livro

de olhos aguados

em cada palavra escrita

a vivacidade do poema

cravado no sentimento

da tua alma dorida.»

 

In.

«Na sombra das Palavras»

 

De:

Carlos Manuel Fidalgo Gaspar

 

Edição: SCALA Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada – 2018

 

Prefácio: Maria Gertrudes Novais.

Original DAPL. Casa Cerca. 2017.jpg

 

O livro «Na sombra das Palavras» vai ser apresentado amanhã, 19 de Janeiro, pelas 16 h., na Sede da SCALA – Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada, situada na antiga Delegação Escolar, R. Conde Ferreira 3 – Almada.

A anteceder a apresentação do livro de Poesia haverá a inauguração de uma Exposição do mesmo Autor, que conjuga poeticamente as duas vertentes: Artes e Letras!

A Poesia como tela e imagem de Si mesmo e dos Outros e a Pintura como expressão visual da Poesia, do Verbo, da Palavra, através da Cor e da Forma!

 

Visite! Participe! Será uma sessão artística e poética de mérito. Mas só com a sua presença poderá avaliar o que afirmo!

(Foto Original DAPL - 2017. Casa da Cerca)

Quem conta um conto…

…Acrescenta-lhe um ponto!

Efabuladeiras da Associação Almada Mundo – Galeria e Sede da SCALA - Almada

Ontem - 5 de janeiro 2019

 

Foto original DAPL. 2018. jpg

 

Nas várias vertentes das Artes que Associações como a SCALA promovem, no respetivo programa de atividades anuais, ainda não tivera o grato prazer de assistir a esta verdadeira Arte da Efabulação. Em boa hora fui e assisti.

Quatro narradoras: Joaninha Duarte, Alexandra Lima, Rosa Gonçalves, Marília Calado.

Cinco contos, histórias, efabulações, centradas na temática do Natal - Nascimento.

 

Bebendo em fontes impolutas de Arte de Contar.

Um conto, por Joaninha Duarte, centrado no Nascimento, a partir de história de Mª Alberta Meneres e António Torrado. “Histórias em Ponto de Contar”?

Alexandra Lima - O 4º Rei Mago, que também viu a estrela brilhar e a seguiu e através dela foi seguindo a Jesus, sempre à distância, mas sempre perto, nas ações de espalhar e fazer o Bem pelo Caminho. Seguiu a sua Estrela, a sua Luz. E todos nós temos a nossa Luz!

Rosa Gonçalves – O Pouco Juízo e a Pouca Vergonha (?) a Morte – História tradicional da Beira Baixa.

Marília Calado – Conto de Miguel Torga, do homem que passou a Noite de Natal consoando com a Santa Virgem, no adro da ermida, aquecendo-se na fogueira feita com a madeira do andor, e fazendo de São José.

Joaninha Duarte contou e encerrou esta parte da narrativa, a partir do Poema do Menino Jesus, de Alberto Caeiro.

Que dizer?!

Fiquei maravilhado, maravilhadíssimo, com tão extraordinária Arte de contar histórias, de contar e recontar com tanta beleza e maestria narrativas, recriando-as, embelezando-as com tanta Sabedoria, Arte e Engenho.

 

Friso o que venho escrevendo no blogue, desde que comecei.

Neste País, no nosso País, existem verdadeiros e extraordinários talentos, que passam completamente despercebidos!

Porque os nossos meios de comunicação nacionais insistem em promover as mediocridades: são as novelas dos Bê – dê – Cês, as toupeiras eletrónicas, os senhores que não sabem o bê (ah!) bá e que foram para o El Ali – Arábia Feliz; as Rei – Naldices; a promoção de energúmenos a estrelas de programas matinais… Eu sei lá!

 

(Mas adiante, que já quase escrevi uma página. E não quero ultrapassar!)

 

Com tão extraordinárias dádivas e tão maravilhosas Artes de Dizer Poesia, através de narrativas em contos, também chegou a vez das Mestres da SCALA dizerem da sua Maestria, agradecendo e retribuindo!

Clara, a Mestre, disse, declamou, cantou e encantou!

Gertrudes, a mestre da sala e da SCALA, não lhe ficou atrás.

E eu, Francisco, fiz o que pude, que não sou mestre, apenas licenciado, que no meu tempo, os cursos eram de cinco anos!

Gabriel, o Sanches foi-nos também sempre maravilhando, tocando as suas melodias.

Estamos todos de Parabéns. A SCALA, como sempre, faz do melhor! Almada é impagável em termos culturais! (Os media, ignorando, prestam um péssimo serviço ao Povo Português.)

Viva a Poesia! Viva a Efabulação!

(A fotografia?! Como quase sempre, original DAPL. Reporta-nos para a magia do final da tarde, quando a hora de contar se propiciava, fosse ao canto do lume, no Inverno; fosse no poial, na rua, no Verão...)

Almada: Tantas atividades aonde ir!

SCALA, Casa da Cerca, Oficina da Cultura , São Silvestre de Almada, Ciclo de Cinema Católico

 

Ontem, quinze de Dezembro, na SCALA, Almada, decorreu a Festa de Natal. Houve canções alusivas à quadra natalícia, acompanhadas musicalmente por Gabriel Sanches e pelo Grupo em que se integra, bem como por todos os presentes, que quiseram compartilhar as suas competências vocais.

 

Não faltaram os poemas relacionados com a temática, de autoria própria dos “Dizedores de Poesia”, ou de outros Poetas e Poetisas de suas preferências.

Toda esta dinâmica artística decorreu na habitual sala da Sede, emoldurada pela Exposição dos quadros oferecidos pelos Artistas associados, tendo em vista a angariação de fundos para a Associação. Evento que decorrerá no próximo dia vinte e nove.

Poesia Visual.jpg

 

(Desta vez não consigo nomear todos os presentes, éramos cerca de vinte, porque estavam várias pessoas cujo nome ainda não sei. O meu pedido de desculpas.)

 

Compartilhou-se o bolo – rei, oferecido pela SCALA. E que bolo! (Alguém foi contemplado com a fava?!)

Também terá ocorrido a tradicional troca de prendas, a que já não assisti, que me ausentei. (O que me terá calhado? E quem terá recebido a lembrança que levei?)

Almada tem um carisma especial, em termos culturais. Habitualmente acontecem variadas atividades de diversas tipologias (música, teatro, desporto, literatura, poesia,… cinema) e torna-se difícil escolher e impossível estar em todas simultaneamente.

Deixei a SCALA, passei pela Casa da Cerca onde era inaugurada a Exposição “o futuro do passado”. Estava imensa gente na sala. Não fiquei. Hei - de voltar com mais tempo.

Passei pela Oficina da Cultura, onde decorria o “Mercado de Natal Amigo da Terra”. Igualmente cheio. Uma pequena volta e já não voltarei, que terminou hoje. P’ró ano haverá mais…

Na Praça São João Batista, onde antigamente havia o “Mercado dos Ciganos”, (Onde é que isso já vai?! Mas que me inspirou para escrever uma narrativa fantástica…) Na Praça, além de uma parte do Mercado da Terra, também se iniciara, havia mais de meia hora, a São Silvestre de Almada.

Apanhei o metro, até à Bento Gonçalves. Parte da Avenida, o sentido ascendente, vedado ao trânsito. Por aí vinham calcorreando os maratonistas. Eles subindo, eu descendo o troço até à Piedade. Uns mais estafados que outros, lá seguiam eles para a Praça onde seria a meta.

É assim Almada. Capricha em várias vertentes culturais. Ombreia com Lisboa. Nalguns aspetos mede meças. Difícil é escolher. Com a vantagem de ocorrer tudo relativamente próximo.

No Auditório Fernando Lopes Graça também decorreu o Ciclo de Cinema Católico. Este ano não assisti, apesar de títulos interessantes, nomeadamente dois clássicos italianos.

 

Voltando à SCALA, nesta narrativa.

No que a Poesia se refere, disse “O Menino / O Futuro morre na praia”. E “Natal 2”, de Luís Ferreira. “Publicitei” o livro “De Altemira fiz um Ramo”, cujo lançamento se prevê para 30 de Dezembro, domingo, em Aldeia da Mata - Alto Alentejo.

Lembrei o repto lançado semanas atrás, de trabalhos sobre o Mar: Poetar-Partilhar.com. Mar - Antologia Virtual.

E, a propósito, com grato prazer, informo que já temos alguns trabalhos, todos diferentes, mas super interessantes. Aguardamos mais!

E esse desafio é alargado a um público-alvo mais vasto, que é dirigido a Pessoas da SCALA, mas também aos Amigos: SCALA & Amigos. Participe, SFF!

E até próxima crónica e/ou post seguinte.

 

 

Cidades e Jacarandás!

Crónica numa cidade congestionada,  num País de Faz de Conta!

 

Foto original DAPL. 2017.jpg

 

Tertúlia e Exposição de Pintura do CNAP - Círculo Nacional D’Arte e Poesia

São Sebastião da Pedreira – Lisboa

Dia 11 de Dezembro 2018 – 16h 30’

 

Éramos sete! Sete personagens expressando um ideário poético. Ainda que nem todos escrevessem ou dissessem poesia.

É impressionante que num país de poetas, isto é apenas um lugar – comum, a Poesia seja tão pouco divulgada, não faça parte da educação diária do cidadão.

Poucos minutos após o telejornal, diariamente, um pequeno programa com alguém a “Dizer Poesia”. Não necessariamente alguém famoso. Pelo contrário! Ele há tanta gente por este País que sabe Dizer Poesia!

(Aproveitem esta ideia, que eu não a vendo. Ofereço-a!)

Em vez de, todos os dias, nos massacrarem com as mesmas coscuvilhices, promovidas à categorização de notícias. E as futebolices e as reinaldices!

 

Na cidade, acotovelam-se multidões nos passeios, nas passadeiras, nas horas do final da tarde, no início da noite que, em Dezembro, chega tão cedo! O sol põe-se pouco depois das cinco. Acendem-se as luzes e é uma azáfama de hora de ponta, tanta gente apressada, tanta gente a correr, tanta gente ligada, vidrada no telemóvel…Dos empregos ou das compras para casa, na pressa de chegar. Carros e mais carros entupindo o asfalto. Cada carro, apenas com um passageiro, não há - de a cidade estar atolada de trânsito e os acessos à Grande Cidade congestionados!?

Contraste com a minha Aldeia em que há dias que não vejo ninguém! Este País para onde caminha?! É um País do Faz de Conta!

 

Nem a propósito, no Boletim do Círculo Nacional D'Arte e Poesia, foram publicadas duas poesias minhas muito peculiares.

 

CIDADES

 

Cidades,

jardins zoológicos dos Homens,

cativeiros de quatro paredes.

Vidas condicionadas

a tempos e horas,

Formigueiro, de vidas agrestes,

lutando pela sobrevivência.

Oh! Liberdade,

onde estás tu?

Horizontes, longos de paz

onde estão?

Transeuntes que passam

e olham,

estes tristes animais presos,

na liberdade, da vida condicionada,

destas cidades.

 

(Este texto é bem antigo!)

Foto original DAPl. 2017.jpg

 

E JACARANDÁS.

 

Para chegar a São Sebastião, percorri a Avenida 5 de Outubro.

Já reparou nas árvores que estruturam toda a parte central da Avenida?

Nem mais! São jacarandás. E já observou que estas árvores, em finais de Outono, quase Inverno, contrariamente às outras plantas de folhagem caduca, estão muito mais verdes e a folha se mantem aparentemente como se fosse perene?

Que não é.

Leia o poema, se faz favor, e atente nesta peculiaridade arbórea!

As fotos ilustrativas são da época em que estão mais exuberantes. Se vive ou passa em locais em que existam jacarandás vá observando as suas transformações anuais. SFF.

(Estas são de Almada. Originais DAPL.)

 

Pois. No dia onze, pelo final da tarde, decorreu no Centro de Dia de São Sebastião da Pedreira, o habitual convívio poético, organizado pelo CNAP – Círculo Nacional D’Arte e Poesia. Igualmente decorria uma Exposição de Pintura, com bonitos quadros de diversos pintores e pintoras, que habitualmente expõem no âmbito do CNAP.

Vitor Hugo – “Évora”

Fernanda Carvalho: as quatro estações do ano – “Primavera”, “Verão”, “Outono”, “Inverno”.

Lurdes Guedes: “O prazer de ser mulher”, “Porto de abrigo”, “Esperança”.

Josefina Almeida: “Ouro sobre azul”, “Rochas da minha terra”.

Elmanu: “Fernando Pessoa no aeroporto” e uma obra sem título.

Méli: Duas obras sem tírulo.

Margarida Dias: uma obra sem título.

 

Tenho pena que os Artistas não possam estar presentes nestas tertúlias que, de certo modo, funcionam como encerramento. Seria importante compartilharmos ideias. (Digo eu, não sei…)

 

Entre muitos aspetos positivos que poderia mencionar, realço a capacidade criativa destes Artistas. Nas exposições que venho observando, vão sempre mostrando quadros novos. Daí poderei inferir que irão certamente elaborando diferentes trabalhos regularmente. (Digo eu! Será?)

 

Sortuda D. Maria Olívia, que no seu convívio com tantos Artistas, e em merecimento do seu trabalho de divulgadora da Arte, vai criando quase um Museu de Pintura. Uma Exposição um dia?!

 

Relativamente à Poesia, outra vertente artística que o CNAP vem promovendo e divulgando, ultrapassando ventos e marés, já quase há trinta anos, sem o devido e merecido reconhecimento, neste passado dia onze, compareceram: Maria Olívia Diniz Sampaio, Fernanda de Carvalho, Ana Alves, Carlos Pinto Ribeiro, Luís Ferreira, João Carrajola, e este cronista. Sete, como já referi!

 

Quase todos dissemos poesia, maioritariamente da nossa autoria. Para além de ter dito o meu poema de Natal, deste ano, “O Menino / o Futuro morre na Praia”, também tive a oportunidade de ler textos poéticos de Luís Ferreira, acedendo ao seu convite, nomeadamente “O Natal 2”, publicado no último post. Rarissimamente o tenho feito, mas já que as pessoas gostaram, talvez me aventure a fazê-lo mais vezes.

 

Já pensei em dizer, melhor, ler um poema de José Régio, de quem falei, a propósito de “Cântico Negro” e de tanta gente que o diz, lê, recita ou declama. Inclusive o próprio Autor!

 

E, a propósito, irei pedir a D. Olívia que me deixe dizer o seu texto poético sobre Portalegre!

 

O Poeta Pinto Ribeiro também é sempre lembrado, através do irmão, Carlos, e de Olívia.

 

E esta é uma crónica, como sempre, enviesada!

 

Ah! E falei sobre o livro que tenho pronto a ser lançado: “De Altemira fiz um ramo”!

 

E faltaram “Les chansons de Roland”!

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