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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Momentos de Poesia: 26 Outubro 2025

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Ontem, 26/10/2025, domingo, decorreu “Momentos de Poesia”, no Hotel José Régio, Portalegre. (Fora o fim de semana da icónica BAJA de Portalegre.)

“Momentos de Poesia” não é menos emblemático da Cidade. Poesia e Poetas é um elemento cultural da Cidade de Régio. Quisera a Cidade valorizar-se, enaltecendo/valorizando a Poesia e os seus Poetas. Que não quer propriamente aproveitar esse recurso cultural de que dispõe. Desde logo e à partida, Régio.

Tanta gente que gosta de “Dizer Poesia” de José Régio. E tantos que já se foram!

(Já abordei este tema várias vezes.)

Escrevendo sobre “Momentos de Poesia” não posso deixar de lamentar a pouca divulgação de que beneficia, tanto à priori, como à posteriori. Não importa. As sessões decorrem bem, com os Amadores das artes poéticas, musicais, canto, fado…

Gratidão a quem organiza, a quem cede a sala, o espaço, enaltecendo por demais Régio, em local tão evocativo e valorizador da Cidade.

Estivemos cerca de trinta participantes, a grande maioria participativos, dizendo, lendo, cantando.

O Grupo Coral faz as honras da casa, abrindo e encerrando a sessão artística, cantando o hino de “Momentos de Poesia” – “Poesia é o nosso ideal”.

Funciona também como uma “Escola de exercício poético”. Quase todos “Dizem Poesia”, maioritariamente de outros Poetas, alguns também de sua autoria. Trazem-nos Poetas e Poetisas consagrados/as, também de alguns nossos conhecidos, já ausentes, que muito estimamos.

Escutámos, “Dizendo Poesia”, Susana, Madalena, Dulce, Rosário, Abílio, Mariana, Luísa, Deolinda. Isabel, à maneira, xaile nos ombros, cantou o fado. Abílio também cantou. (O Sr. José participa no coro, na organização do evento, mas não costuma dizer poesia. Talvez um dia!)

(Desculpem-me o tratamento familiar, na primeira pessoa, sem sobrenomes, mas não sei de todos. Esta crónica também não é exaustiva e pormenorizada, nem pretende sê-lo, dadas as minhas muitas limitações técnicas e pessoais.)

(Estranhei ausência de Professor João Banheiro que costuma ser ensaiador do Grupo.)  

Achei significativa a leitura de poema de José Branquinho, que conheci pessoalmente em “Momentos de Poesia”, em homenagem que lhe foi prestada, ainda no salão da Biblioteca Municipal. Poema lido, por Rosário, a partir de um dos livros que ofereci, em sessão anterior. É bom partilharmos os livros e o Branquinho merece. Obrigado!

Também ouvimos Poesia de Poetas consagrados: Régio, Florbela, Aquilino…

A crónica não segue textualmente a cronologia dos acontecimentos, que Drª Deolinda organiza, entremeando Poesia, Canto e os diversos Participantes, de modo harmónico e heterogéneo.  

Também participou Gonçalo Mota dizendo dois poemas seus. (Sendo relativamente jovem, já editou dois livros, que tentarei dar a conhecer no blogue. É de Arronches e estudou na ESMS.)  

Adelino Baptista disse também dois poemas de sua autoria. José Carita Monteiro também leu dois poemas, mas frisou não ser poeta.

Realço - sem menosprezo por nenhum dos demais - a presença de um jovem, julgo ter ali estado pela primeira vez, de nome Tiago, que interpretou dois poemas seus. Um deles “Poeta Acidental”! Esperemos que apareça mais vezes. Dá gosto ver e ouvir a Poesia rimando com Juventude! Também frequentou a ESMS.

Silvina disse um poema que escreveu no próprio dia de “Momentos”. Frisou que Tiago é cinturão negro, certamente será aluno na sua Escola.

Francisco disse dois poemas. “Isto da Covid”, na sequência de “Bicho Papão”, de José Régio, que Abílio Mourato dissera. E “Guardei minha tristeza”.

O Grupo Coral interpretou Poema sobre as “Cores e os sentimentos a elas associados”, numa performance delineada com base em lenços coloridos. Muitíssimo interessante. (Julgo que autoria é de José Duro. Mas como sou um bocadinho duro de ouvido, não tenho a certeza. Pesquisei, mas não consegui confirmar. Agradeço que me confirmem, por favor.)

Este foi o resumo que consegui sobre o evento. Agradeço a atenção e peço desculpa pelas lacunas. Sugestionem nos comentários, SFF.

Até próximos “Momentos”, previsivelmente em Novembro. E Tertúlias?!

Grafitti, eleições...

Algures... numa Rua movimentada, do Concelho de Almada!

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Esta mensagem, que considero poética, desperta-me atenção há algum tempo.

(Já cheguei a poetar sobre mensagens nas paredes. Sobre um grafitti nos Olivais.)

Esta mensagem é certamente original. Será inspirada no poema de Bob Dylan? Não importa!

Resolvi publicar e divulgar no blogue. Ontem, li uma entrevista de um candidato à Câmara de Almada, que diz que o concelho anda muito sujo. O que é totalmente verdade. Tem muitos grafittis nas paredes. O que também é verdade.

Não sei se, ganhando, vai mandar limpar tudo o que não presta, ele há por aí muita coisa que é lixo.

Bem verdade!

Não o caso deste esboço de poema, este verso numa parede.

Pelo sim, pelo não, edito-o neste postal.

Está feito!

Quanto ao lixo na cidade, nomeadamente nas freguesias que melhor conheço, concordo inteiramente.

Já referi esse facto noutras ocasiões.

Mas observando bem, constato que essa continuidade de lixo, de porcaria, é de responsabilidade primordial dos cidadãos, fregueses, ou lá o que sejam.

É ver, olhar e verificar como as pessoas são porcas! (Sem menosprezo pelos porcos, que é essa a sua condição!)

Já as pessoas não.

O melhor é mesmo seguir o conselho: Largarmo-nos à mercê do vento!

 

“Quadras Tradicionais” – Deolinda Milhano

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Lançamento de Livro, em Portalegre: Hotel José Régio

Como divulguei, em postal anterior, no dia 19/07/2025, passado sábado, foi lançado o livro “Quadras Tradicionais”, de Deolinda Milhano. No Hotel José Régio, espaço original da Cidade de Portalegre, onde, nos últimos anos, têm sido apresentadas as sessões de “Momentos de Poesia”.

Parabéns e Muito Obrigado a todos os participantes, promotores, “construtores”, colaboradores, diretos e indiretos desta produção poética, deste evento cultural, que muito valoriza a Cidade.

Especial realce à sua Autora – Drª Deolinda Milhano – pois este trabalho envolveu anos de pesquisa, diversos locais, múltiplos participantes, recolha, organização, escrita, materializada e concretizada, no Livro, ora apresentado pelo seu Prefaciador – Professor João Ribeirinho Leal e pela própria.

“Quadras Tradicionais (e não só) Um Património a Preservar”; Edição de 2025; Capa de Joana Nunes; Paginação, Impressão e Acabamentos: Fortisgraf – Artes Gráficas, Lda. – Portalegre.

Sobre o Livro, nada como citar participantes diretos:

“…. Ao divagar pelas páginas deste livro senti bem perto e bem forte o pulsar do coração português e pude fazer uma curiosa e muito agradável viagem pelas colinas dum passado em simultâneo tão presente e tão distante…” 08-04-2025 – Professor João Ribeirinho Leal. (Citado do Prefácio: “Duas Breves Palavras” – pag.5)

“…As quadras tradicionais ou populares, são textos curtos e simples, tal como os provérbios, que por vezes dizem muito, mas a que não se presta grande valor, contudo elas reflectem sobremaneira a sociedade, essencialmente a rural. Têm a ver com o quotidiano. Elas ensinam, revelam valores e comportamentos. Trata-se de uma tradição muito antiga. A sua riqueza, tal como a dos provérbios, varia consoante a classe social originária. Podendo ser mais simples ou mais erudita. (…)” – Drª Deolinda Milhano. (Citado de “Introdução” – pag.7)

*******

Totalmente de acordo com os excertos supracitados. Questões - algumas - que também abordámos no livro que editámos em 2018: “De Altemira Fiz Um Ramo”.

Voltando à apresentação do Livro. Gostei muito de estar presente e de ver muitas das Pessoas que enquadram “Momentos de Poesia”. Renovados Parabéns e Agradecimentos.

(Estranhei a não presença de Órgãos de Comunicação Regional. De ninguém representante do “Poder Local”! Embora também não ache primordial, todavia considero que, estes Eventos, pelo Valor que têm, merecem outra divulgação e relevância. É também o que se passa com a Poesia e sobremaneira a Poesia Tradicional!)

***

Ah! As Quadras?! A Poesia?!

Irão surgir em próximo postal, mas “apeadas”… no “Apeadeiro da Mata”!

7 Quadras, uma de cada página do Livro. Páginas de múltiplos de 7!

De Pág.s 14, 21, 28, 35, 42, 49, 56 ???????!!!!!!!

 

A Festa dos Jacarandás!

Indiferentes, alheados, das loucuras do Mundo...

Da insanidade dos seus dirigentes...

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Os Jacarandás continuam espalhando as suas pétalas, nas geometrias do Jardim.

No Jardim da Avenida da Liberdade...

Na Cidade de Régio!

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As Árvores majestosas adornam-se de vestimentas glamorosas d' Azul-Lilás!

***

Nem igual nem parecido

Espanto d' azul não há

De todos quantos eu lido

Igual ao Jacarandá!

***

Paz!

Apeadeiro...

"Amor é um fogo que arde sem se ver"

Soneto de Luís Vaz de Camões

 

«Amor é um fogo que arde sem se ver,

é ferida que dói e não se sente;

é um contentamento descontente,

é dor que desatina sem doer.

 

É um não querer mais que bem querer,

é um andar solitário entre a gente;

é nunca contentar-se de contente,

é um cuidar que ganha em se perder.

 

É querer estar preso por vontade,

é servir a quem vence, o vencedor,

é ter, com quem nos mata, lealdade.

 

Mas como causar pode seu favor

nos corações humanos amizade,

se tão contrário a si é o mesmo Amor?»

 

In:

ALMA PÁTRIA – PÁTRIA ALMA

“Pelo Mundo em Pedaços Repartida”

4º / 5º ANO

PORTO EDITORA LDA

Domingos R. Pechincha - J. Nunes de Figueiredo

*******

SONETOS – pag. 120

Momentos de Poesia: Maio 2025.

Com a devida vénia e autorização...20250510_160938.jpg20250510_160938 (1).jpg

O meu Muitíssimo Obrigado pela possibilidade de vivenciar e participar em "Momentos de Poesia". Aos Organizadores, aos Participantes, à Entidade "Hotel José Régio", "Bem Hajam" por promoverem este evento, que é uma Ação Institucional da Cidade! (Há quase 20 anos!) É muito bom que continue a existir, pois queremos comemorar os vinte anos!

Votos de Saúde, Paz, Poesia, Música e Canções irmanadas!

***

Os Livros?! Penso que as Pessoas gostaram.

Boas Leituras!

Livros que vou oferecer num Grupo de Poesia

Várias Coletâneas de Poesia, algumas também de Prosa:

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De vários Grupos Literários, alguns predominantemente Poéticos, a saber:

APP - Associação Portuguesa de Poetas,

CNAP - Círculo Nacional D'Arte e Poesia,

Mensageiro da Poesia,

e Editorial Minerva.

***

Espero que gostem!

E também para espreitar!

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