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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Glosas com Rosas (II)

“Cheia” e “Sociedade Perfeita”

 

Após alguns dias sem possibilidade de publicar, volto ao tema das “Glosas com Rosas”.

Hoje, à quadra criada por Cheia”.

Rosas. Foto original. 2018. 05. jpg

“Dá picada dolorosa”

Muito bonita e airosa

Tem perfume, e é uma rosa

Uma flor amorosa!

 

“Cheia” é um dos blogues criados por José Silva Costa, que, além deste, tem também “Sociedade Perfeita”.

São dois blogues que circulam nestas plataformas comunicacionais, com acerto e regularidade e que têm “Gente” dentro. Neles, perceciona-se o lado humano, que importa realçar na comunicação, mesmo virtual.

Aí perpassam histórias de Vida: “Vidas”, “Amor & Guerra”.

Também Poesia.

“Vidas”: Relatos de experiências supostamente ficcionadas, mas em que a vivência do seu Autor está nelas plasmada.

O Alentejo do Sul interior, quase serra algarvia, dos finais de cinquenta, princípios de sessenta, da vida de crianças e famílias nessa época; a vinda e a vida em Lisboa de um jovem marçano e a sua sede e senda de progresso. (…)

Amor & Guerra”: o início da guerra do Ultramar, em Angola. A experiência ou inexperiência de um jovem soldado, aí desembarcado… As peripécias desenroladas, o Amor…

Bem… fica muito por contar, nem esse é o meu propósito.

 

A leitura das narrativas compete-lhe a si, Caro/a Leitor/a.

Aventure-se! Avalie por si mesmo. Não se sentirá defraudado/a.

Obrigado pela sua atenção!

 

Glosas com Rosas (I)

Poetaporkedeusker

Os últimos postais tenho-os dedicado à Poesia!

Caro/a Leitor/a, a divulgação da Poesia foi um dos motivos principais na criação deste blogue.

(Um ligeiro desvio no raciocínio… Já reparou a quantidade de postais em que já não falo da pandemia, nem sequer apresento a etiqueta “Covid 19”? É saudável!)

Voltando ao teor principal da narrativa.

Rosa e Malvas Rosas. Foto original. 2021. 04. jpg

Quando publiquei as duas quadras do texto poético, no penúltimo postal, sob o títuloTem perfume, é olorosa”, Maria João Brito de Sousa, de “motu próprio”, criou uma quadra, a partir do último verso da minha segunda Daí lhe vem azedume”.

 

Achando a ideia original, passei a propor às Pessoas que comentaram o postal, que criassem também uma quadra a partir de um verso, das duas que eu divulgara.

CheiaeMargarida tiveram a amabilidade de responder à sugestão.

Logo pensei como lhes agradecer aos três…

Para esse fim, resolvi publicar um postal para cada uma das criações.

 

Hoje, neste postal, apresentamos em destaque a quadra de Maria João Brito de Sousa:

 

“Daí lhe vem azedume”

Porque inda que frágil sendo,

Ganhou a rosa o costume

De tentar-se ir defendendo…

 

 *******

Mª João Brito de Sousa tem vários blogues, entre os quais:  Poetaporkedeusker 

 

É o blogue que tem mais ativo, onde praticamente todos os dias patenteia a sua classe inexcedível de poetar, na estrutura formal e de conteúdo mais perfeita de “respirar” Poesia: o Soneto!

Aventure-se a navegar e avalie por si. SFF!

Obrigado pela sua atenção e amabilidade.

 

/… rosas de perfume…/

Duas Quadras soltas nunca vêm sós!

Duas Quadras e uma Sextilha ou Duas Quadras e Dois tercetos?  

Rosa rosa. Foto original. 2021. 04. 29. jpg

 

Rosa, não te chames rosa

Se da rosa tens ciúme

Por a rosa ser formosa

Pela rosa ter perfume.

 

Tem perfume, é olorosa

Do espinho tem queixume

Dá picada dolorosa

Daí lhe vem azedume.

 

Rosa, não sejas vaidosa

Que vaidade é vaga-lume

Lá por rosa bem cheirosa

Não ardas em qualquer lume

Nem te faças caprichosa

Que ciúme é negrume!

*******

E ainda... SFF. Obrigado!

Tem perfume é olorosa

Duas Quadras Soltas!

Rosas botões. Foto original. 2021. 04. jpg

 

Rosa, não te chames rosa

Se da rosa tens ciúme

Por a rosa ser formosa

Pela rosa ter perfume.

 

Tem perfume, é olorosa

Do espinho tem queixume

Dá picada dolorosa

Daí lhe vem azedume.

 

Rosas. Botões. Foto original. 2021. 04. jpg

P. S. - Ests fotos, das rosas ainda em botão, ilustrando quadras soltas, foram tiradas no início do mês. Deduzo que, agora no final, o quintal estará florido.

 

… não te chames rosa… /

Uma Quadra Solta

Rosa grená. Quintal. Foto original. 2018. 07. jpg 

 

Rosa, não te chames rosa

Se da rosa tens ciúme

Por a rosa ser formosa

Pela rosa ter perfume.

 

Rosa salmão. Quintal. Foto original. 2020. 01. jpg

*******

P.S. – Peço desculpa, mas o postal anterior a este, “A Flor do Marmeleiro”, saiu-me repetido. Um erro meu na edição do respetivo texto. Já é a segunda vez que, num curto espaço de tempo, me acontece. Tenho que ter mais atenção. Acabo por manter os dois no blogue, pois só hoje me apercebi da situação. Obrigado a todas as Pessoas que têm a amabilidade de acompanhar estas narrativas e o meu renovado pedido de desculpas.

 

Em Abril, abriu-se um dia... Poesia Visual!

Por dentro deste, Outro País...

Em Abril. Poesia Visual. 2021. 04. 25. jpg

Para evocar esta data, divulgo um trabalho poético que integro no contexto da designada "Poesia Visual", a partir de uma poesia que publiquei no blogue, em 30/03/2015, que agradeço consulte, S.F.F.

Poesia visual excerto. 2021. 04. 25. jpg

Trabalhei o poema deste modo, no ano passado, mais ou menos há um ano, no contexto do confinamento "a sério", em que estávamos nessa data. "Produzi" outros trabalhos que também divulguei neste canal comunicacional.

Soltaram-se cravos!

Em Abril. excerto. 2021. 04. 25.jpg

Viva o Vinte e Cinco de Abril!

 

Primavera das Flores

Malmequer no quintal. Foto original. 2020. 01. jpg

"Dia Mundial da Poesia"

Flor da malva. Foto original. 2020. 04. .jpg

PRIMAVERA das Flores

Malva rosa. Foto original. 2019.05.jpg

 

Do chão verde brotam flores

Poemas, hinos de beleza

Exalam perfumes, odores

Desperta assim a Natureza.

 

Exulta a paleta das cores

Na garridice das papoilas

No corpo explodem amores

Na brejeirice das moçoilas.

 

Canta melro, canta grilo

Canta toda a bicharada

Cada canto tem seu trilo

Cada manhã, sua alvorada.

 

Com tão linda sinfonia

De tão perfeita singeleza

Mão Divina é harmonia

É Primavera, de certeza!

 

Açucena. Foto original. 2019. 05. jpg

 

Escrito em 2006.

Publicado:

Boletim Cultural Nº 101, C.N.A.P., Ano XXII, Abril 2011.

 Boletim Cultural Nº 115, CNAP, Ano XXV, Maio 2014.

Boletim Cultural Nº 127, CNAP Ano XXVIII - Março 2017.

Resolvi republicar este poema de quatro quadras, como forma de corresponder ao desafio da Equipa SAPO - "Dia Mundial da Poesia".

Anexo ligação para outro poema sobre a mesma temática: Primavera é Esperança.

 

 

Artesanato de Nisa e Poesia!

Verdadeiras Obras de Arte!

Poesia e Primavera Irmanadas

Artesanato de Nisa. Mesa de camilha. Foto Original 20200126. jpg

Na sequência do postal de ontem, ilustrado com trabalhos de artesanato da “Notável Vila de Nisa”, hoje, dia de início da Primavera, edito um postal ilustrado com dois belíssimos exemplares de Arte Popular (Pop Art, se lhe parecer ou soar melhor).

As fotos foram tiradas no ano passado, em Janeiro, ainda a milhares de milhas desta confusão da Covid. Ainda o “bicho” andava lá para as bandas da China e pensaríamos que por lá ficaria… Todavia, conhecendo que estas coisas dos vírus, lá das bandas do Oriente, acabam por vir cá parar. Tal como o Sol, bem como a Primavera.

Adiante… Aprecie estes belíssimos trabalhos artísticos, SFF. Estavam expostos na sede do Turismo. Bem pode visitar e comprar, se tiver disponibilidade.

Pratos bordados. Nisa. Foto Original. 2020. 01. 26. jpg

E, porque estamos numa onda de Poesia, e amanhã é “Dia da Poesia”, apresento uma quadra de um poema já antigo, inspirado nas “Artes Tradicionais Alentejanas” e publicado no blogue.

MÃOS de Tactear

Mexer, moldar, amassar o barro

Dar-lhe uma forma de mulher

Numa infusa de asa, num jarro

Empedrar enfeites de malmequer.

(...)

 

E faça favor de ter um excelente primeiro Dia de Primavera.

Ainda elaborarei outro postal sobre artesanato de Nisa, mostrando várias etapas do "processo artístico". Até lá, ou até amanhã, com muita Saúde!

Adiafa de Poesia – 1986 (I)

Sala Experimental do Teatro D. Maria II – Lisboa - Portugal

 

Já abordei no blogue, pelo menos uma vez, a realização deste evento de natureza poética, de divulgação de Poesia, realizado no final de 1986, Dezembro, no Teatro Nacional Dona Maria II, em Lisboa – Portugal.

Uma rosa rosa. Foto original. 2020. 01. jpg

A partir do Diário de Notícias, de 23/12/1986, 3ª feira, quando saía o DN Jovem, transcrevo parte da notícia sobre o acontecimento, citando Manuel Dias, Jornalista do referido Diário matutino e autor da reportagem.

 

«No Teatro D. Maria II

Trinta e cinco poetas entraram em cena nos primeiros quatro dias da Adiafa, que prosseguirá na sexta-feira (às 21 e 45) e no sábado e domingo (às 16 e 30) na Sala Experimental do Teatro D. Maria II, em Lisboa. A iniciativa, que visa divulgar a poesia de autores consagrados e iniciados, é da responsabilidade do actor-declamador João d’Ávila, em colaboração com «DN Jovem», «JL», Assírio e Alvim («Anuário de Poesia») e Centro Nacional de Cultura.

A condução das sessões (quinta, sexta, sábado e domingo) evidenciou a extraordinária capacidade de João d’Ávila para estabelecer a comunicação entre as pessoas, mas concedeu talvez ao lado humano das questões uma projecção mais acentuada do que esperávamos. Feito este pequeno reparo, só justificado pelo desejo de que a Adiafa possa ter ainda melhor nível, é preciso dizer que se assistiu a bons momentos de poesia e a curiosos apontamentos de comunicação, teatralidade e testemunho de vivências.»

(…)

«…nomes dos que leram ou deram a ler poemas seus…

Sexta-feira – José Silva Teixeira, Cecília Rodrigues, Paulo Garcia, Luís Graça, Joaquim António Oliveira, Vitor Perdigão, Zé Manel, Domingos Galamba e Armindo Silva. (…)»

In. Diário de Notícias Jovem 1986/12/23 (3ª Feira)

 

Notas Finais:

A notícia é acompanhada com fotos de vários intervenientes.

(Negritos, de minha lavra.)

Eu participei na 6ª feira, 19 de Dezembro, de 1986. (Pseudónimo: Zé Manel)

Que poema(s) terei lido? Li mesmo ou dei a ler a João d’Ávila?

Não me lembro. Tentarei ainda pesquisar em apontamentos meus… Mas já lá vão quase quarenta anos…

Alguns poemas que escrevi em 1986…

Caminhadas

Ícaro

Um pouco mais...

Fachada

Somos Mar

 

Foto? Original. Um botão de  Rosa, sinal de Poesia e de Primavera, que vem aí!

 

Homenagem a José Branquinho!

Poeta – Cantor – Declamador – Tertuliano – Sportinguista – Professor

Tília Miradouro Foto original. 2021. 01. jpg

Ontem, soube do falecimento de José Garção Ribeiro Branquinho (08/07/1931 – 16/02/2021), através de mail enviado de Direção da APP – Associação Portuguesa de Poetas.

Para homenagear um Poeta nada melhor que dar a conhecer a sua Poesia.

José Branquinho é várias vezes referenciado no blogue e com textos poéticos aqui divulgados. Ser igualmente sócio da APP e do CNAP e participante em “Momentos de Poesia” é determinante para esse facto.

Quadras ao Meu Amor” – XIII Antologia CNAP

Meu Alto Alentejo” – “Momentos de Poesia”

Ao Teu Olhar” – Antologia APP – XX Vol.

 

Também sobre José Branquinho e “Momentos de Poesia”, escrevi talvez a minha primeira crónica cultural, em 2013, antes de ter blogue. (A léguas de tal assunto!)

Crónica breve dos dias de hoje”, publicada no Boletim Cultural Nº 111 de CNAP – Junho 2013. Hei-de divulgar no blogue.

 

José Branquinho também organizou, enquanto pôde, uma Tertúlia Poética, na Sala VIP do Estádio José Alvalade – Sporting. Ocorria nas terceiras quartas – feiras de cada mês. Nunca cheguei a participar.

Alentejo. Serra Penha. Foto Original. 2021. 01. jpg

Na Poesia de José Branquinho alguns dos temas dominantes são “O Amor”, “O Alentejo” e a sua e nossa também, “Portalegre”. (Era natural de Ribeira de Nisa, também uma das suas fontes de inspiração.)

Portalegre. Foto Original. 2021. 01. jpg

 

Da X Antologia do Círculo Nacional D’Arte e Poesia – CNAP – 2009, transcrevo:

 

«PORTALEGRE, MINHA CIDADE»

 

«Portalegre, minha Cidade

Aí nasci, estudei e amei,

És sempre minha saudade

Desde que daí me ausentei.

 

Portalegre, minha Cidade

De tantos belos recantos!

À mais qu’rida realidade

Exaltada nos meus cantos.

 

Tenho em ti minhas raízes

Meus afectos que enalteço!

Meus momentos mais felizes

Desse tempo que não esqueço.

 

Quantas vezes, Portalegre

Aqui te recordo saudoso!

Em teu seio sou alegre

Longe de ti, tão choroso.

 

Ando de cá para lá

Enquanto Aqui vivo for

Porque o coração está

Onde está o nosso Amor.

 

Vivo a cantar-te, Cidade

De ti eu me enamorei!

Tu és a minha verdade

Em breve a ti voltarei.»

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