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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Apresentação de Livro na Tertúlia da APP - Olivais

“DE ALTEMIRA FIZ UM RAMO”

“Versos e Prosas da Aldeia”

 

Aldeia. Vale de Baixo. Foto Original. 2014. jpg

 

 

Associação Portuguesa de Poetas

Sede – Rua Américo de Jesus Fernandes 16 A – Olivais LISBOA

 

28 de Abril (Domingo) – 2019 – 15h

 

Conforme previsto, realizou-se ontem, dia vinte e oito, a Tertúlia de final do mês, da APP – Associação Portuguesa de Poetas, na Sede, aos Olivais – Rua Américo de Jesus Fernandes – 16 A - Lisboa.

Como habitualmente, Poetas e Poetisas presentes disseram Poesia!

 

Nesta Tertúlia, inicialmente e de forma muito gratificante para mim, a Poesia dita e até cantada, consta do livro “De Altemira fiz um ramo…”, que foi apresentado nessa tarde de “Domingo de Pascoela”, precisamente nesse enquadramento, conforme tenho feito questão: divulgar o livro e a “Poesia Tradicional”, no âmbito dos grupos poéticos em que participo, enquanto sócio.

Na sede da SCALA – Almada; no âmbito do CNAP, no Centro de Dia de S. Sebastião da Pedreira e domingo, enquadrado nas atividades da APP. O lançamento fora a 30 de Dezembro, em Aldeia da Mata, na sede da Junta de Freguesia, como só poderia ser.

 

Gostei! Gostei muito! Parabéns e muito Obrigado à Associação. Parabéns e muito Obrigado à Direção da APP, que disponibilizou a logística ao lançamento e respetiva divulgação. Parabéns e muito Obrigado aos sócios, que tiveram a amabilidade e a possibilidade de estarem presentes. Muitíssimo Obrigado aos que, simpaticamente, se aprontaram para lerem e até cantarem quadras simples, despretensiosas, mas ricas de conteúdo e filosofia de Vida! Obrigadíssimo ainda mais aos que puderam contribuir para a concretização deste Projeto, adquirindo um exemplar de “… Versos e prosas da Aldeia”.

 

No respeitante a livros de minha autoria, talvez até uma próxima oportunidade, quem sabe?!... Num futuro, porque não publicar um livro com as minhas poesias?! “O Futuro, a Deus pertence…”

Que, no Presente, irei continuando a participar nas Tertúlias… Sempre que puder!

 

E nessa tarde, também cada um de nós teve oportunidade de “Dizer Poesia”, de sua autoria ou de outros Poetas de sua estima. E também cantar. Os que têm essa maestria. Parabéns e muito Obrigado a todos e a cada um!

E Viva a APP, recentemente aniversariante. E Viva a Poesia!

Conversas de Francisco (I)

“XICO TALKS – 2ª Edição”

 

No âmbito das atividades desenvolvidas no contexto da Exposição “Time Capsule”, organização de Agrupamento de Escolas Francisco Simões - Almada, Curso Profissional de Técnico de Multimédia, e sediada na Oficina de Cultura, realizou-se dia seis, sábado, uma conferência, batizada “Xico Talks”, já numa 2ª edição.

 

Temática genérica: como é que cada conferencista a partir do presente e com base na sua formação sócio- profissional, académica, experiência e visão pessoal da realidade se projeta e especula sobre o futuro daqui a vinte e cinco anos.

Excelentes conferencistas, que num discurso marcado e impregnado do conhecimento, saber, sabedoria; determinados pela sua formação / formações, científicas, técnicas, humanas, nos apresentaram as suas visões, perspetivas sobre esse(s) hipotético(s) futuro(s) - sempre assentes no presente das suas próprias vivências e experiências, partindo do particular para o geral, numa perspetiva alargada de Conhecimento. Com discurso acessível e apelativo, em narrativas compreensíveis à maioria dos circunstantes e presentes. (Digo eu!)

 

A Exposição estruturava-se em dez “instalações”, a saber: “Time Capsule”, “Tão Perto & Longe”, “Corpus Keramikós”, “ Loja Euro”, “Ceci n’est pas une…”,  “Loki”, “Era uma vez a Entropia”, “Mateus 6:34”, “Lápis azul insciente”, “Filhos de Mandelbrot”.

Teria sido interessante que tivesse visitado a Exposição… que não vou poder descrever cada uma das instalações. A Organização produziu uma brochura A4, em português e inglês, explicativa. Talvez disponham de algum exemplar…

 

Também era proposto aos visitantes que num postal, destinado para o efeito, descrevessem as suas projeções sobre o futuro ou as suas perceções sobre o presente, de modo a serem hipoteticamente lidas no futuro, daqui a 25 anos, em 2044.

Esses postais terão sido colocados na cápsula, juntamente com os diversos registos da Exposição, em diferentes suportes comunicacionais. Não assisti a esta parte do evento no domingo, conforme era previsto, que não se realizou, pelo menos enquanto estive, até ao comensal. Ter-se-á concretizado hoje, 2ª feira, dia oito!

 

E o que é que deixei para a posteridade?!

Poesia! “O Menino / o Futuro morre na praia!”; “Meu amor do facebook” e “Selfie!”.

Lendo os poemas percebe-se o sentido dessa documentação. Daqui a 25 anos, como serão equacionadas, perspetivadas estas situações explanadas nos poemas?

A questão dos refugiados / migrantes como terá sido resolvida?! Haverá facebook? E telemóveis? E selfies?! E os blogues?! E os computadores?! Como se processará a comunicação?! E o Amor?! (… … ??!!) E as guerras terão acabado?!

 

E a propósito de Francisco… e dos refugiados… O atualmente mais importante Francisco à face da Terra, acho eu, disse há dias, que a Europa, suponho que de Leste a Oeste e os Estados Unidos da América são os principais culpados dos milhares de mortes inocentes que ocorrem "em países de guerra, como é o caso da Síria, Yemen, Afeganistão". Porque são os produtores de armas, fornecedores e distribuidores, vendedores do armamento que alimenta essas disputas, na maioria sem sentido!

O que é inteiramente verdade, ainda que não totalmente. Que vários países desse espaço geográfico, as várias potências regionais da zona, são tão igualmente responsáveis por essas guerras. Os dirigentes desses mesmos países, os “senhores da guerra”, o dinheiro que alimenta as fábricas, os negócios… as guerras, e que muitas vezes tem origens completamente insuspeitadas!

Mas é muitíssimo importante que Francisco I, Papa, diga e frise essas denúncias perante o Mundo!

“Surgiu no palco, um dia, um bailarino…”

«BONECO DESFEITO»

 

«ao ARTUR ESPANHA»

 

«Surgiu no palco, um dia, um bailarino,

Surgiu soberbamente nu, - jogando

Nas mãos ágeis de clown e de menino

Cem máscaras rodando, rodopiando…

 

Sobre um décor violento e sibilino

Cegamente bailou, tombou bailando,

Como se mais não fora seu destino

Que o seu bailado altivo e miserando.

 

No palco jaz agora um mutilado:

Jaz morto e nu, decapitado, olhado

Por milhões de olhos sem pudor nem vista.

 

… Que as máscaras sem fim que ele jogara

Não eram mais, talvez, que a própria cara

Dum desgraçado e humano ilusionista!»

 

 

In. “BIOGRAFIA” – José RégioOBRAS COMPLETAS – poesia – BRASÍLIA EDITORA – 6ª Edição – 1978. Pp. 69/70. (1ª Edição 1929)

 

A POESIA de JOSÉ RÉGIO (Vila do Conde, 1901 – 1969), é habitualmente bastante intimista, auto analítica, introspetiva. Fala muito de si mesmo, autoanalisa-se, de forma mais ou menos explícita. Escreve sobre Si, mas ao escrever sobre o próprio EU, projeta-se também nos e com os OUTROS, com os Outros Seres Humanos e, em suma, com a Humanidade. Sempre muito tocado pelo lado do Divino, a sua aproximação a Deus e, por demais, a Cristo, Deus feito Homem. Traduz uma das suas preocupações marcantes enquanto Homem e ademais como POETA!

Este livro citado, designa-se precisamente “BIOGRAFIA”. Nele, algumas das idiossincrasias do Poeta, mencionadas anteriormente, estão bem explícitas. A 1ª edição foi de 1929, tinha, José Maria dos Reis Pereira, 28 anos! A edição que possuo, sexta, é de 1979. Não sei se todos os poemas pertencem à 1ªedição.

 

Foto Original DAPL. 2018. Portalegre e sobreirais. jpg

 

 

Li, este poema, pela primeira vez em público, no Café Central – Portalegre, integrado no evento “MOMENTOS DE POESIA”, no passado dia 21 de Março – Dia da Poesia, evocativo de José Régio, que perfaz cinquenta anos da sua morte.

 

Ao reler este soneto, em 2011, dadas as suas caraterísticas tão de “poema visual”, associei à interpretação de Conan Osíris, na encenação, na coreografia, ao cenário, à estética visual do bailado, enquadrante da canção vencedora do Festival da Canção 2019!!!

Estranho?! Tente ler e visualizar as imagens sugeridas pelos versos… Sem preconceitos!

 

Ainda irei escrever um post sobre “Momentos de Poesia” e esse dia 21 de Março!

 

(A Fotografia, original DAPL - 2018 -, é obviamente de Portalegre e dos sobreirais, que tanto inspiraram o Poeta.)

 

 

Almada: Alma subtil…

Primavera - Cante - Poesia

Foto original DAPL 16 / 17 Almada. Jacarandás. jpg

 

Ontem, dia 23 de Março, sábado, decorreram em Almada, três eventos culturais de grande relevância em que gostaria de ter participado ou assistido.

 

O Parque da Paz acolheu iniciativas no âmbito de “Dias da Floresta - Almada - 2019”: Observação de aves, mercado da horta, cuidar dos caminhos do Parque, eco-peddypaper, construção de caixas ninho.

Todas estas ações, habituais há vários anos, tal como noutras localidades por esse país fora, englobam-se genericamente no conceito de “Celebração da Primavera”. Atualmente, iniciativas predominantemente urbanas, mas que se enraízam em tradições milenares, que ao longo de séculos se vêm desenvolvendo em diferentes contextos culturais.

Uma das ações habituais em que também já tenho participado é a plantação de árvores.

E já plantei, este ano, seis árvores. Duas no “Chão”, quatro no “Vale”. Apesar do péssimo tempo que está: nada de chuva, calor de dia, frio à noite e vento.

Uma tília, uma figueira de são João, um loureiro, duas amendoeiras e um carvalho cerquinho. As últimas quatro, com ascendência em Almada.

 

A Tarde de Cante, no Clube Recreativo do Feijó, comemorativa do 33º aniversário da “Associação Grupo Coral e Etnográfico Amigos do Alentejo do Feijó”. Que divulguei no blogue, como habitualmente e a que já assisti noutras ocasiões.

 

E a “Gala dos 25 anos da SCALA”, no Cineteatro da Academia Almadense.

Não participei nem assisti à Gala, mas tive o grato prazer de participar, dia 17/03, no encerramento da “Festa das Artes da SCALA – 25ª Exposição Anual”, na Oficina da Cultura. Exposição em que participei com o quadro “Poema Psicadélico”.

E, no encerramento, tive oportunidade de “Dizer Poesia”! Ademais enquadrado entre tão excelentes Poetas e Dizedores. Qualidade, essa que também se verificava na Exposição. Com tão excelentes e categorizados Artistas!

E no encerramento também tive a grata experiência de ouvir a “Sancho Tuna, da Universidade Sénior Dom Sancho I”. Que abriram a sessão cultural e nos brindaram ao longo do sarau com bonitas canções tradicionais do Cancioneiro Nacional.

E foi pegando num verso de uma canção “não olhes p’ra mim, não olhes…” que disse algumas quadras do livro “De Altemira fiz um ramo…”. E numa segunda intervenção, “Na revista-cor-de rosa”.

E, deste modo, cumpri um dos meus objetivos para este ano: Dizer Poesia na Oficina de Cultura, em Almada!

 

E quem mais disse?

 

João Franco: “Cântico negro” e “Trova do vento que passa”;

Carlos Gaspar: “Insónia” e “Poema declamado”;

Palmira Clara:  … “As estações do não”;

Gertrudes Novais: “Silêncio” e “Caminhadas”;

Clara Mestre, disse e cantou: “Sol do mendigo” e “Canto da terra”;

Milena: “Teresinha, flor dos poetas…”;

Luís Alves: “Casamento do Tejo e Lisboa”.

O senhor Vereador António Matos também disse! De Gertrudes Novais: “… de pés descalços, na areia molhada…”

*******

E, da minha parte, compete-me dar os parabéns a todos os participantes: artistas, poetas, poetisas, dizedores, cantores, maestro, atores e autores dos excelentes trabalhos em exposição e dos poemas ditos e ouvidos.

Parabéns à SCALA. Parabéns à Oficina de Cultura! E a todos os que contribuíram para a Exposição e para o espetáculo de encerramento.

E parabéns a Almada!

E muito, muito Obrigado a todos!

 

(P. S. – Qualquer correção a fazer, deixe nos comentários, SFF.)

(Foto original DAPL. De 2016 ou 2017, não tenho bem a certeza. De jacarandás, em Almada, precisamente perto da Oficina de Cultura. Os Jacarandás são árvores originárias da América do Sul, muito peculiares. Agora, Março, ainda estão com as folhas do ano anterior. Só lá para Abril as perdem e nascerão as novas. A exuberância floral, lá para finais de Maio, princípios de Junho! Aprecie e observe, que vale  a pena.)

Tertúlia do CNAP de Fevereiro 2019

Apresentação "De altemira...

 

Valeu a pena?!

 

“Vale sempre a pena…”

 

Foto Original DAPL. Aldeia. jpg

 

Divulgar a Poesia é um dos propósitos destas apresentações. Divulgar a Poesia Tradicional. Divulgar a nossa Aldeia. Divulgar o nosso Alentejo! Divulgar o trabalho direto de Pessoas que participaram neste Projeto… (Sim! Porque de um Projeto se trata, a produção deste modesto livro: “De Altemira…”, nas suas diversas vertentes, ainda que não tivesse sido elaborado um plano formal, escrito. Que mentalmente ele existiu!)

Sublinhar a importância das Pessoas que nele participaram diretamente e das que nele estão incluídas indiretamente… Que estas “Cantigas” vieram de geração em geração, pelo menos desde o século dezanove, deduzo eu…

 

Nesta apresentação, de algum modo semelhante às anteriores, houve relevância muito especial dada às “Cantigas de Dona Maria Águeda”. Na apresentação na SCALA, as “Cantigas da Prima Teresa” despertaram especial atenção. Tem dependido da apreciação e do gosto que os “Dizedores de Poesia” presentes nas sessões revelam. “Alentejo, …”, “Balada da Aldeia”, “Festa da Aldeia”, “Namoro”…

Mas também outras “Cantigas”, “Cantigas de Oito Pontos”: “O sol é que domina…”; “As Maias”. “Uma cantiga brejeira” desperta sempre atenção…

De um modo geral foram abordadas quadras das várias Pessoas participantes.

 

Também foi estabelecida a inferência direta das cantigas para alguns dos seus elementos representativos, nomeadamente as plantas: a altemira, a alfazema, os lírios: roxo e branco… como forma de explicar a interligação direta dos versos e sua mensagem com a vida campestre.

E também houve o jogo da escolha aleatória de versos, a serem ditos, associada a uns bombons…

 

E quem “Disse…” e também disse “Presente!”

Drº Santos Silva, que na qualidade de Presidente da Associação, dirigiu a apresentação. E “Disse Poesia”, várias cantigas do livro. E não se coibiu de “Dizer Poesia” de Sophia de Mello Breyner, neste mesmo contexto. Obrigado!

D. Olívia Diniz Sampaio, Presidente do CNAP, também na direção da mesa. Luís Ferreira; Carlos Pinto Ribeiro, D. Fernanda de Carvalho. A todos, muito obrigado, por engrandecerem os versos “De Altemira…” com a vossa dicção!

João Carrajola, Rolando Raimundo, D. Ana Alves, compareceram, mas acho que não disseram ou leram Poesia. Mas Obrigado também!

 

Um Obrigado muito especial aos que adquiriram um livro. Sete euros é um preço acessível. E o “livrinho” merece. Tem uma qualidade muito boa. Desde logo, tecnicamente, está muito bem produzido. Muito mesmo! Tem um excelente conteúdo. Estas cantigas, quadras, rimas, versos, composições poéticas, compõem um Património Imaterial que já não faz parte do nosso quotidiano digital, mas seria uma pena que não fossem registadas, grafadas em livro. Já estão! Aprecie-as!

Neste blogue, também algumas delas figuram.

 Sobre a parte do trabalho que é da minha lavra não formulo juízos de valor.

A capa e a contracapa também estão muitíssimo bem conseguidas. A cor é por demais sugestiva. Reporta-nos para o Sol, para a Terra, para as Plantas, nomeadamente as Flores… As fotos são bem elucidativas.

O título “De Altemira…”, remete-nos para um regionalismo da minha Aldeia, “Altemira”, uma variedade de artemísia. Propositadamente!

 

E fico-me por aqui. E o meu renovado Obrigado a todos os participantes e colaborantes neste Projeto.

Sim! Qualquer projeto para ser concretizado precisa de financiamento.

E como eu gostaria de ter uma Entidade que me financiasse outros projetos neste âmbito, que tenho em mente…

 

Gostaria de adquirir um livro?

 

Poderá adquirir na Sede da Junta de Freguesia de Aldeia da Mata.

Na Livraria / Papelaria do Mosteiro de Flor da Rosa (Pousada).

Na SCALASociedade Cultural de Artes e Letras de Almada – (Almada Velha – Rua Conde Ferreira, Antiga Delegação Escolar).

 

E… Até uma próxima apresentação!

 

Apresentação "De altemira..." no âmbito da Tertúlia do CNAP

 

“DE ALTEMIRA FIZ UM RAMO”

“Versos e Prosas da Aldeia”

Foto Original DAPL 2016.jpg

 

Apresentação do Livro no âmbito da

Tertúlia do CNAP – Círculo Nacional D’Arte e Poesia

 

Na Associação de Auxílio Social da Freguesia de S. Sebastião da Pedreira

(vulgarmente designada Centro de Dia de S. Sebastião da Pedreira)

(R. Latino Coelho - 95 - LISBOA) 

26 de Fevereiro (3ª Feira) – 2019 – 16h 30’

 

(O prédio é o primeiro de quem vem do "El Corte Inglês", portanto do lado Oeste. Fica à direita da Rua, logo no início, numa interessante vivenda onde funciona um Centro de Dia que acolhe residentes da zona.

Vivenda num espaço crucial, certamente sujeita a forte pressão imobiliária. Naquela zona...

Nem a propósito, a vivenda que ficava na Avenida de Berna, na esquina do lado Oeste,  frente à Gulbenkian  e estátua do seu fundador, onde funcionava um restaurante, que se chamava Gôndola, já foi derrubada.

A pressão sobre a Praça de Espanha continua. Ainda hão-de ficar só lindos prédios, como os do Santader. Nem a Fundação lhes vale. Acautele-se o edifício da Embaixada de Espanha!)

Poesia na Escola!

“Grupo de Poetas da SCALA” na Escola D. António da Costa – Almada

A Dizer Poesia!

12 – Fevereiro - 2019

 

Cerejeira quintal Original DAPL 2014.jpeg

 

Uma Crónica que também poderia ser um Poema!

 

Gostei! Sim, gostei de ir “Dizer Poesia” à Escola D. António da Costa.

Gostei, sim, de voltar à Escola.

Gostei, sim! De presenciar a forma como os Professores ultrapassam as dificuldades e contratempos, encontrando soluções paras os problemas. Parabéns às Senhoras Professoras!

Gostei, sim, gostei de presenciar turmas de vinte alunos! (Espero que seja esse o número máximo de todas as turmas. Que os famigerados trinta alunos por turma tenham sido erradicados do sistema… ou é apenas uma ilusão minha?!)

Gostei! Sim, gostei imenso de ver alunos interessados em Poesia, a levantarem dúvidas, a pedirem esclarecimentos, a questionarem, a fazerem perguntas. Parabéns aos Alunos presentes!

Gostei, sim, gostei de ouvir Poetas a “Dizerem Poesia”, sua ou de Autores consagrados para duas turmas (uma do 5º ano, outra não tenho a certeza, mas também deveria ser de nível idêntico).

É importante, sim ! É muito importante divulgar, difundir Poesia, entre os Jovens, em Escolas, por Almada, pelo País!

Parabéns aos Poetas da SCALA que levaram Poesia à Escola. Parabéns à SCALA por mais esta ilustre iniciativa cultural.

 

E quem disse: Presente!

Gertrudes Novais, que disse “Caminho” e “Homenagem a Romeu Correia”, de seu livro, “Entre o Céu e Natureza”.

Palmira Clara, que disse: “O beijo” e “Nas tuas mãos”, a partir do telemóvel.

Este cronista e poeta, que disse: “Meu amor do facebook” e “Selfie”, a partir de um livro hipotético, a sair futuramente.

Amélia Cortes, que disse, “Voltei, voltei à montanha” e “Primavera”, a partir de um livro seu.

Clara Mestre, que disse “Reminiscências”, de Fernanda de Castro e “O estudante alsaciano”, de Acácio Antunes.

Luís Alves, que disse “O estudo – A educação dos nossos filhos…” e “Poetas anónimos… que nos perdemos em ilusões…”

 

E que é a Poesia e a Vida (?), senão uma Ilusão?!

 

Gostei, sim! Gostei muito de Dizer, Ouvir, Escutar Poesia, na Escola. De Ver, Presenciar Alunos interessados. De observar Professoras empenhadas num projeto, como é apanágio de Docentes.

 

Achei muitíssimo peculiar a forma de ovacionar, apenas abanando as mãos!

 

Gostei, gostei sim, de observar a Professora coordenadora da Biblioteca, interpelando os Alunos, sintetizando cada intervenção, envolvendo a comunidade de ouvintes – participantes. Reportar-nos para Luís Vaz de Camões!

 

Parabéns e obrigado a todos!

 

Gostei! Sim, gostei muito de Dizer Poesia e de voltar à Escola!

“De altemira fiz um ramo…” Em Almada

Apresentação do livro “De altemira fiz um ramo – Versos e prosas da Aldeia”

SCALA – Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada – 09/02/2019

 

Nesta apresentação não estiveram muitas Pessoas. Éramos catorze! Mas valemos por cento e quarenta, por catorze mil. Por milhões! (Não valemos milhões, nem nos transferimos milionariamente, que não somos dos futebóis…) O nosso futebol é outro e chama-se Poesia!

 

E houve Poesia! Houve “Dizedores de Poesia! (E como é importante que digamos Poesia!)

 

A representação dos presentes era significativa do que falei no post anterior. Almada tem na sua matriz estrutural, na sua vertente humana, para além dos naturais, nascidos e criados no Concelho, proveniências de variadas zonas do País.

Quase todos disseram Poesia, a partir de conjuntos de quadras do livro, previamente organizadas ou mediante uma escolha aleatória de papelinhos com umas cantigas, acompanhados de uns chocolates e rebuçados.

Da Aldeia, a presença de amigos e familiares: António José, cuja carreira profissional se processou na Marinha; Manuel Fonseca, principalmente no Arsenal do Alfeite. Não quiseram dizer Poesia, que estavam roucos, já previam a goleada do Benfica…

A Prima Maria Constança aventurou-se novamente nestas andanças, já o fizera na Aldeia e deve continuar. Estas atividades ajudam-nos sob múltiplos aspetos de natureza cultural e social. O meu Obrigado muito especial pois representavam a nossa Aldeia.

Da SCALA: Clara Mestre, decana das Poetisas! Gertrudes Novais, Presidenta, que também se pode dizer assim. Amélia Cortes, Arminda, Maria Manuela, Palmira, disseram como habitualmente, e como só elas sabem! (Arminda desta vez não disse Poesia, mas teve a amabilidade de contribuir para o projeto do livro). Céu Tinoco disse pela primeira vez Poesia, a partir do papelinho aleatório. (Repito o que escrevi para Prima Constança: faça favor de continuar!)

Parabéns e Muito Obrigado a todas. A vossa presença e participação engrandeceu-nos!

Gabriel Sanches foi criando ambiente musical e surpreendeu-nos muito positivamente, musicando algumas quadras do “Livro da Prima Teresa”, referentes ao Sol. Muito bem escolhidas e muito bem cantadas e tocadas.

E Aldeia da Mata teve, que eu saiba e pela primeira vez, umas cantigas, “As Saias de Aldeia da Mata”, musicadas e cantadas neste século XXI. (Pois que no século XX estas quadras foram obviamente cantadas e tocadas.)

Parabéns e Muito Obrigado ao Gabriel. Continue a cantar o Sol, que nos ilumina a Todos!

 

Nascer Sol Tejo. Foto Original DAPL. 2016. jpg

 

 

Clara Mestre teve a amabilidade de criar um Poema especialmente para o efeito. (Faça favor de me dar um exemplar para eu divulgar no blogue.) Muito Obrigado!

Gertrudes Novais também nos dedicou especialmente um Poema a todos os Alentejanos. O nosso Obrigado também!

E Obrigados muitíssimo especiais a minha Mulher, Alice e minha Filha, Daniela, que nessa tarde também puderam estar presentes. Que, sem elas, quem sou eu?! (Um dia também ainda dirão Poesia!)

E eu não disse Poesia?! Disse, sim senhor! Umas quadras, enquanto fui explicando os quês e porquês do livro.

 

E Você, Caro/a Amigo/a que não pôde estar presente, por qualquer razão… Venha para a próxima! Não falte às atividades da SCALA: Poesia, Artes, Palestras, (…) a todos nos estimulam, iluminam e nos fazem sentir mais Humanos, mais Solidários, mais Cidadãos, mais Almadenses, ainda que sejamos Alentejanos, Algarvios… Transmontanos!

Não se esqueça! Compareça! Participe! Não se deixe vencer pelas contrariedades da Vida!

Até Breve!

 

(E as nossas TVs que ignoram a Poesia!!!!)

 

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