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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Saúde e Educação... e saudações!

Políticas e Politiquices!

 

Se houve setores sócio profissionais que, principalmente após a segunda grande guerra, contribuíram globalmente para a progressiva melhoria das condições de vida de povos, nações, países, estados, foram a Educação e a Saúde.

O acesso à educação, nas suas variadas formas e contextos e o acesso às condições básicas de saúde, nomeadamente nas suas vertentes preventivas, possibilitaram uma melhoria generalizada da vida de milhões de seres humanos, todavia havendo grandes discrepâncias entre diferentes países.

Em Portugal essas alterações positivas, iniciadas ainda no Estado Novo, tanto na Saúde (por ex. saúde preventiva através de vacinações básicas…), como na Educação (escolarização obrigatória…) trouxeram benefícios diretos e indiretos às populações.

Com a Democracia, as ações nestes dois campos foram alargadas e exponenciadas nas suas valências e funcionalidades.

(Obviamente, o desenvolvimento, nomeadamente económico, e outros fatores externos, possibilitaram melhorias nestes e noutros setores sociais.)

 

Atualmente, em Portugal, assiste-se a algum retrocesso nestes dois campos da sociedade.

Um certo desinvestimento, mais ainda uma certa desvalorização dos enquadramentos associados a estes dois campos sócio – profissionais, marcadamente dos respetivos atores fundamentais, diga-se, agentes profissionais. Esse desinvestimento e desvalorização resultaram numa perda de qualidade dos serviços prestados a nível público. A intromissão / concorrência cada vez mais acentuada do setor privado nestes campos, com especial realce na Saúde, tem levado a uma certa degradação dos serviços públicos, nomeadamente no SNS – Serviço Nacional de Saúde.

Importa, é urgente, retomar a valorização / investimento, não somente financeiro, nestes campos: Saúde e Educação. Tendo consciência que a valorização nestes setores terá repercussões em muitos dos outros, nomeadamente na qualidade de vida das populações.

 

Nestes, como noutros setores, surgem periodicamente reivindicações por melhores condições de vida. Legítimas e justas, inquestionavelmente!

 

Uma das últimas foi protagonizada por Forças de Segurança.

 

Algumas questões sobre essa ação reivindicativa, que poderão ser apenas trivialidades, mas que talvez não sejam.

Um gesto manual que pode ser associado / interpretado de forma bastante negativa.

O aproveitamento da situação por parte de um deputado de extrema - direita, com a sua proverbial demagogia e populismo.

O cantar o Hino, um dos Símbolos da nossa Nacionalidade, Identidade Patriótica, de costas voltadas para a Assembleia! Não podemos, nem devemos esquecer que o Parlamento é a sede da Democracia institucionalizada!

 

Ultimamente, por aí, por essa Europa, mais recentemente também em Portugal, surgem sub-repticiamente, alguns sinais inquietantes: “o ovo da serpente”!

Políticas e Politiquices!

Falta de Serviços Essenciais…

… Em Entidades que já foram Fundamentais!

Crónica de Descontentamento (s) VI

 

Os títulos, levados à letra, reportar-nos-iam para ene assuntos, n serviços e atividades que nos faltam, nos mais diversos contextos e enquadramentos.

 

Até podia ser sobre a chuva… Que “estragou” os Carnavais!

Mas então a chuva não faz falta?!

Não! Não?! Não vou falar da chuva. Que faz imensa falta. Ela que venha!

 

Hoje vou falar de Correios; os CTT, que já foram das Entidades que melhor terão servido as Comunidades ao longo de décadas, neste País, nomeadamente no Interior. Quando não existiam nenhumas das modernidades que hoje temos, telemóveis, internet, computadores, estas e outras funcionalidades existentes que, ainda há escassos anos, eram pura ficção.

Não falo nas dezenas ou centenas de lojas que fecharam por todo o país, especialmente no Interior, onde mais eram necessárias. Têm valido as Autarquias que se organizaram para servir as populações, institucionalizando esses serviços nas respetivas Sedes…

 

Falo de serviços elementares que faltam nas ainda existentes Lojas de CTT.

Concebe-se que numa Loja de CTT não haja uma máquina para comprar selos de correio, automaticamente, sem ter que esperar nas filas enormes?! (E, a este propósito, as filas são sinal de que os serviços são necessários.) Já houve! Mas foi retirada. E porquê? Bem sei que hoje quase ninguém escreve cartas…

(!!!…?)

Ou concebe-se que uma carta enviada de uma Aldeia do Interior, para chegar ao Litoral Suburbano de um Concelho da Margem Sul, demore dez dias até ao destinatário?! Nem no tempo da mala posta!

Ou que cartas vão parar regularmente aos vizinhos, até noutros prédios, e algumas até com documentos importantes?!

Ou que num posto de CTT, numa Capital de Província, ademais no Interior, a cabine telefónica não funcione há mais de um ano?!

 

Mas, agora os CTT até têm um Banco! E é verdade! E que promete… que promete…

Mas os bancos… nem assado, nem assim, nem mesmo os de jardim!

 

E são só esses os seus descontentamentos?!

 

Se os fosse a desfiar todos, eram um rosário… E eu já não vou nem em terços… Não falo das Agências da Caixa encerradas, na falta de Centros de Saúde… Não falo dos disfuncionamentos da Caixa… Não falo na falta de profissionais de Saúde nalguns Centros…

 

(E estes escritos surgiram-me na sequência de ter precisado de enviar um simples postal ilustrado… no dia 7! E quem ainda envia postais ou cartas?! Só mesmo os cotas dos cotas! E ao pretender um simples selo de correio, corri as freguesias e só havia numa loja particular… E os CTTs não são também particulares?)

 

E, dir-me-á… Preocupa-se você com estas ninharias quando há Pessoas, digo, Pessoas que vivem e dormem na rua, ao relento!...

Cuidem da nossa Saúde! Por favor!

(“Mas não nos tratem da saúde.”)

Políticas - Politiquices!

 Questões Pertinentes – Perguntas Impertinentes!

 

Foto original DAPL. 2018.jpg

 

Este título, como se fosse um pedido, um apelo, um rogo, uma súplica, não corresponde ao que penso verdadeiramente.

Sim, porque a Saúde é um Direito inalienável de cada Cidadão. Ademais para quem mensalmente tem pago, há dezenas de anos e continua a pagar e tem visto esse montante de desconto mensal ter vindo a progredir. Não tem que se mendigar esse Direito!

 

Nestes imbróglios que ultimamente têm surgido sobre a Saúde, algumas questões me suscitam.

 

Porque surgem alguns Grupos Privados do Ramo da Saúde, a contestarem, quase ao mesmo tempo, a manutenção do respetivo acordo com a ADSE?!

E as greves dos Enfermeiros são ou não legítimas?!

E o Governo tem ou não o direito de acionar a requisição civil?!

E as condições de trabalho dos Enfermeiros, dos Médicos, e de outros Profissionais da Saúde são ou não adequadas ao exercício cabal das respetivas funções?!

E já esteve certamente nas Urgências dos mais diversos Hospitais e viveu, in loco, a experiência enquanto doente?! E o que achou?!

E observou ou não as condições em que trabalham Médicos, Enfermeiros…?

E o Serviço Nacional de Saúde trouxe ou não benefícios à população portuguesa em geral, nomeadamente à mais desfavorecida, desde que foi criado?!

E, faz ou não sentido, continuar a manter este Serviço Público?!

E certamente também já foi atendido/a num serviço de Hospital ou Clínica Particular?! E o que achou?!

 

E porque continua a haver milhões para financiar bancos, uns atrás de outros, e não existem verbas para os setores fundamentais, tal como Saúde, Educação, …?!

(E já que falo de Educação e, a talhe de foice, faz algum sentido a gratuidade de livros escolares até ao 12º ano, indiscriminadamente?!)

 

(E este Governo, que fez agora mais uma nova remodelação, para enviar alguns dos quadros para a U.E., fez algum sentido?!

E os Partidos que o sustentaram, aprovando-lhe os orçamentos, cumpriram o seu papel enquanto partidos, face aos seus supostos princípios e ideologias, ou foram um logro, defraudando os seus hipotéticos eleitores?!

E os partidos, os vários partidos, defendem os interesses das comunidades para que supostamente deviam trabalhar ou limitam-se principalmente a defender interesses dos respetivos grupos de pertença, militantes e lóbis instalados nos mais diversos setores?!)

 

Tantas perguntas, (mais desabafos!) e como eu gostaria de respostas plausíveis, que fossem de acordo com as necessidades de quem trabalha, de quem trabalhou uma vida, de tantos jovens com aspirações e não vemos uma luz clara ao fundo do túnel! Ademais com os dirigentes que temos tido!

 

Hoje, deu-me para passar ao “papel” e à net estas minhas angústias!

O Barão… de Dunquerque para Bruxelas!

Série Francesa – T2 – Ep3 – 2ª feira – 28/01/19

 

Afinal, o que Philippe Rickwaert, Barão Negro, quer, não é o lugar de deputado na Assembleia Nacional, em Paris, mas um lugar de candidato elegível ao Parlamento Europeu, em Bruxelas.

E porquê?!

Para se livrar da pulseira eletrónica teve que contrair empréstimo e que garantias pode dar?!

O Parlamento Europeu dá pipa de massa. E Dunquerque é até mais perto de Bruxelas que de Paris.

 

(A propósito, este ano há eleições… Quem serão os novos chicos espertos que vão aparecer como salvadores, para as mordomias das europeias?!

Já alguns se perfilam como outsiders.

Aguardemos!)

 

Rickwaert, para atingir o seu fim, está manipulando todos e todas… Mente, quase compulsivamente.

 

Que é feito da filha, Salomé?! Sabemo-la em Paris, que Véro a encontrou, mas não quer que o pai, dela saiba!

Porquê?!

Farta das suas trafulhices?!...

 

Mas em abono da verdade. Na série, para além da excelente interpretação do personagem principal, há que realçar também a sua honestidade, à sua maneira.

Como ele frisou, mente, mente muito, mas não roubou, não é ladrão.

Fartou-se de ajudar o partido, subiu de baixo, de operário, sabe do funcionamento da política, tática e estratégia, história e ideologia, mais que a maioria de todos os outros. Lida com as pessoas como ninguém, manipulador, é certo, consegue chegar ao coração e à mente dos Outros. Lida com cada um, com cada qual, especificamente, para conseguir o que pretende.

Tem verdadeira afeição pelos seus “protegidos”, a Presidente é uma das pessoas que assim considera; a filha por demais, sempre a telefonar-lhe, sem resposta, e a escusar-se penhorar a conta de poupança que tem em nome dela.

Obcecado pelo partido, pelas lutas partidárias, pelo poder, com todo o reconhecimento que lhe traz, mas não se pode dizer que seja propriamente mais corrupto que os que o rodeiam.

Ou será mais corruptor, pela forma como vai jogando com todos e cada um, nesses jogos do partido e dos partidos?

Teve, apesar de tudo, a honestidade de confessar o seu envolvimento no tal célebre desvio… Cumpriu pena, ainda que parcial…

 

E que dizer daquela “central de compras”, em que todo o aparelho central do partido e do governo, inclusive a Presidente, se envolvem para arranjar quórum para aprovação de uma Lei sobre a Saúde!?

Uma rotunda para a circunscrição do deputado X, um centro cultural para a do Y, um pavilhão gimnodesportivo para a do Z…

 

(É assim que os nossos concelhos e distritos estão cheios de cada uma ou várias destas valências, estando pavilhões e centros culturais e rotundas, nem se falam, por todo o lado?!)

 

E será que o Barão Negro vai chegar a Bruxelas?!

O Barão Negro e a Baronesa Cor-de-Rosa!

O Barão Negro - Série Francesa 

Temporada 2 - Episódio 2 

 (6ª Feira - 25/01)

in. rtp.pt Barão negro.jpg

 

Barões, barão e baronesa, epítetos com conotação idêntica à dos barões dos partidos em Portugal.

 

Philippe Rickwaert, barão negro, não só, nem propriamente porque o trajam por vezes de negro, também porque é assim uma espécie de mancha negra, que alastra pelo partido, e, nem a propósito, no episódio de 6ª feira, 25/01, T2 – Ep2, era um proscrito não só socialmente, como também no partido de onde fora quase excluído.

Mas o Barão Negro depressa foi dando a volta ao assunto, conquistando as bases sociais de apoio, reconquistando os militantes do partido e a estrutura concelhia e, de manipulação em manipulação, alcançando o lugar que almeja, ou seja, voltar a ser candidato a deputado nacional. E, além do mais, ser conselheiro da Presidente, ou Presidenta (?) da República.

(Propôs-lhe casamento!... político, e foi vê-los abraçados, no final, no jardim do Eliseu, mas com caras de poucos amigos!)

 

Sim! Amélie Dorendeu é a nova Presidente da República!

Após muitas peripécias nos episódios anteriores, entretanto terminou a 1ª temporada, a segunda já irá, hoje, para o 3º episódio, a secretária geral do partido ascendeu a Presidente da República e já ocupa o Eliseu!

Baronesa Cor de Rosa?!

Só porque é mulher (?) Mas também por esse facto. (Esqueçam a polémica do “azul cueca”…) Também pelo seu jeito de barbie; pelo seu lado feminino e feminista; pelo seu idealismo, que quer mudar o funcionamento das estruturas, essencialmente entregues a homens, modificar o modus operandi do aparelho partidário e do próprio presidencialismo (?)

Bem, Amélie, nova presidente…

 

Francis Laugier, ex- presidente, saiu sem direito a palmas e pela porta pequena, pois que a massa que Rickwaert retirara não sei de onde e supostamente para ajudar o partido e o candidato a presidente, Laugier, isto no 1º episódio da 1ª temporada, (onde isso já vai!), afinal fora desviada por Francis para dar à ex-mulher, com quem estava em processo de divórcio!

Nem mais, nem porquê!

É por estas e por outros que a FN sobe, que o desencanto nos partidos é cada vez maior… e que adjetivei como “sacanagem” no primeiro post que escrevi.

 

E, nem a propósito, o que dizer ou como classificar a luta intrapartidária na conquista dos lugares para a Assembleia Nacional e para a constituição do governo?!?!

Um verdadeiro saco de gatos e gatas em luta!

 

Continuemos a ver a série. Que a realidade, infelizmente, ultrapassa a ficção!

 

(A imagem não será a mais elucidativa, mas é a que consegui de melhor. O meu pedido de desculpas.)

 

 

 

 

Serão os incêndios inevitáveis?!

Serão uma fatalidade, um fado, a que não possamos fugir no Verão?!

Uma ocorrência catastrófica, mas natural, como um furacão, um tsunami, um terramoto, um ciclone?!

 

Original DAPL 20170715.jpg

 

(Verão Escaldante!)

 

Volto a este assunto, porque, infelizmente, desde Junho que vivemos esta calamidade!

 

Este post anda para ser publicado desde Agosto. Mas tem-me sido difícil e doloroso escrevê-lo. Para além de outras questões, que me têm coartado a iniciativa de escrita. Mas tinha que ser escrito. E publicado! Em reforço ao que já escrevi anteriormente sobre o assunto.

 

Dada a forma e o conteúdo desta problemática e de como nos é ciclicamente apresentada, nomeada e muito especificamente pelos “media”, realce para as TVs, até parece que os incêndios são uma fatalidade, são uma inevitabilidade dos verões, dos verões de Portugal.

Mas serão?! Nomeadamente à escala e na dimensão em que, neste milénio, nos têm assolado?!

 

Na génese dos incêndios está, em muitos deles, quiçá na maioria, a malvadez humana de alguns, a cupidez e ganância de alguns outros e a inação de muitos.

(Há, obviamente, fatores naturais que são também causalidade, nalguns casos.)

Já me reportei a estes assuntos em vários posts e neles, caríssimo/a leitor/a, pode encontrar algumas das várias sugestões que apresento sobre o assunto e sobre a forma de minimizar este problema.

 

O que falta, o que tem faltado, é muito trabalho, muito trabalho de base, muito trabalho prévio, de prevenção; de prevenção, repito, a fazer-se anualmente, cada ano e ano, realço, por todas as entidades públicas e privadas e pelos cidadãos.

 

Original DAPL 20170715.jpg

 

Falta trabalho. Trabalho. E tanta gente que se queixa que não tem trabalho! E vontade de trabalhar?!

 

Impressiona-me que perante esta verdadeira catástrofe, que de tal se trata, se observe uma relativa indiferença das pessoas, em geral.

 

Nas grandes cidades, mesmo naquelas, que são a quase totalidade, igualmente suscetíveis de serem assoladas por tal fatalidade, anda tudo nos afazeres e prazeres, como se tal ocorresse num outro país, num outro mundo, numa outra realidade.

Aliás, nesse contexto, nesse âmbito espacial, tudo se processa como se os fogos fossem assim uma espécie de “realidade virtual”.

 

Que papel, que contributo, virão dando as televisões para esse adormecimento, para esse anestesiar das mentes?!

Durante estes trágicos meses de Junho, Julho e Agosto e Setembro (pasme-se!) em que o País tem sido assolado por essa vaga de incêndios, a abertura dos telejornais, nas várias televisões, tem sido focalizada nessa temática.

Mas será que a forma e o modo como esse assunto é veiculado, contribui para informar ou mais para deformar as perspetivas dos telespetadores?!

(Atente-se no termo: tele espetadores! Que é isso que somos frente à TV. Espetadores, não atores, à distância…

Veem-se imagens de fogos, a seguir de festivais e festivaleiros enfrascados, cenas de fogos virtuais da “Guerra dos Tronos”, outra publicidade qualquer, mais ou menos disfarçada, futebóis e futeboladas, milhões e milhões nas transferências… E, eis o telejornal, enquanto o pessoal janta ou almoça ou come umas tapas ou bebe um café à beira mar plantado… E que o País do Interior se prante…

E aquelas imagens trágicas e assim contextualizadas, informam ou deformam?!)

 

(Aliás, os telejornais têm o condão persistente de nos alertarem para a desgraça! A nossa e a alheia. Tanto, que anestesiam.)

 

Os Políticos do Poder Central envolvem-se em questões e explicações mais ou menos consistentes; em acusações mútuas, recíprocas, mais ou menos pertinentes; em causalidades com maior ou menor nexo com o real. Em questiúnculas… demasiadas vezes. Politiquices, tantas vezes!

Os Políticos do Poder Local andam todos numa fona pré eleitoral, que as Autárquicas se avizinham, há que constituir listas, agora já formadas, sabem-se lá os jogos de bastidores (?) e vão-se mostrando por festas e festarolas, festivais e festivalices. E foi assim todo o santo Verão. Enquanto os campos iam ardendo.

 

Impressiona-me, ainda mais, o distanciamento, mesmo nas localidades do Interior, aldeias, vilas, cidades, em que os efeitos dos incêndios ocorridos, a mais de uma centena de quilómetros, se manifestam sob diferentes aspetos, mas nem isso leva as pessoas a saírem da inação, da sua zona de conforto e comodidade.

Em todos estes meses, desde Junho, ainda anteontem, nove de Setembro, se observou, o Norte Alentejano, pelo final da tarde, mais acentuadamente próximo ao sol-pôr, é coberto por uma nuvem de fumo, direcionada de Noroeste, proveniente do Atlântico, passando pela “Zona do Pinhal”, concelhos do Centro de Portugal, abrangendo parte dos distritos de Coimbra, Leiria, Castelo Branco, Santarém, onde têm ocorrido os trágicos incêndios, que tanto têm castigado as populações da Região.

Nalguns dias, em que o fumo se tornou mais intenso, o sol ocultou-se até mais cedo que o habitual, como se tivesse havido um eclipse.

E é o cheiro e o fumo que impregna e cobre as povoações, até em Espanha. Em Julho, no “Dia dos Avós”, pudemos observar esse facto em Valência de Alcântara. E, em Marvão, o vento impregnado de fumo, corria veloz, nas faldas da Serra, em direção aos campos da Meseta Estremenha!

E as casas e as árvores ficaram cobertas de um manto de cinza, restos de folhas e vegetais queimados, que o vento trazia dos locais dos incêndios.

 

Mas acha que estes factos, estas vivências diárias, durante estes meses, têm levado as pessoas à ação, ao trabalho de limpezas de campos, de caminhos vicinais, de estradas, de quintais, quintas e quintarolas, próximo e dentro das localidades?!

Ao aceire das bermas das estradas, dos campos circundantes, das serras e serranias, das encostas e terrenos junto e dentro de aldeias, vilas e cidades?!

 

E alguém ouve, apelos e sugestões, pedidos ou ordens, normativos ou posturas, dos Poderes Instituídos, Centrais e Locais, para que Cidadãos ponham as mãos ao trabalho?!

A começar pelas Juntas de Freguesias que deveriam ser as primeiras a agir?!

 

É só caminhar pelas localidades e redondezas. Viajar pelos concelhos limítrofes e olhar com olhos de ver!

Observe Caro/a Leitor/a, mesmo nas grandes Cidades.

 

Tudo se projeta para o futuro, mas entretanto, desde Junho, vivemos estas calamidades.

 

E os desgraçados que vivem e sofrem no meio destes incêndios!

Seja quem sofre os efeitos, que vive nos locais e quem acorre para apagar…

 

Situação a que a grande maioria deste País está sujeita! Dada a forma como todo este processo tem decorrido.

 

E os incendiários?!

Quando haverá uma ação direta e preventiva que impeça que esses indivíduos passem ao ato?!

Coartá-los de liberdade de movimentos nos meses críticos: Maio a Outubro.

Pô-los a trabalhar, a trabalhar no duro: na reflorestação, nas limpezas dos campos… (Durante o resto do ano.)

 

Legislar sobre estes assuntos é importante. Mas o fundamental é passar à ação. Em todos os campos possíveis.

E sem o trabalho de base não se obtêm resultados.

Operacionalizar agentes, em diversos enquadramentos funcionais, que se ponham a trabalhar, a trabalhar no terreno, nos terrenos, nos campos. Na Prevenção!

 

E a ação cívica dos cidadãos é imprescindível. Mais cuidado! Mais atenção aos lixos, que espalham por todo o País.

(Para algumas pessoas, o País, para além das portas e janelas da sua casa e do seu carro, é um vazadouro de lixo.)

E as beatas dos cigarros?!

 Trovoada-seca-mão-criminosa-descarga elétrica...

Incêndios...

*******

E quando vierem as primeiras chuvas?!

E a falta que a chuva nos faz.

*******

(Fotos Originais D.A.P.L. - 2017 - Julho)

Rei… Naldo, reinaldices; Política, politiquices; Futebol, futebolices

Questões pertinentes… Perguntas impertinentes?

bola de ouro. in. arlloufill.com

 

Então, mas o Ronaldo não está de parabéns pela conquista da sua (dele, não sua, caro/a leitor/a) quarta bola de ouro?!

Pois claro que está. Então não haveria de estar?!

 

Só que choca, tanto beija mão real, tanta adulação, tanta idolatria, Ronaldo para aqui, Ronaldo para ali… E parabéns e felicitações dos personagens mais importantes do Estado e da Nação, não vá o rapaz ficar melindrado pelo esquecimento.

E, é a política a aproveitar-se do futebol! Que também se encosta na política quando lhe convém.

 

E tanta idolatria relativamente ao objeto per si. Relativamente à própria bola de ouro (?), à taça, a isto e aquilo. Ao bezerro de ouro? Ao dinheiro!

 

Não é que o indivíduo não mereça.

Que merece. E é um exemplo, um modelo, pela forma como se supera a si mesmo, como superou as adversidades e contingências da sua própria vida.

Mas Ronaldo só há um. E, por um Ronaldo que brilha no firmamento das estrelas do futebol, milhares de ronaldos enterram os seus sonhos nas agruras e adversidades da vida.

Porque a vida não é só futebol, e o futebol das estrelas e do glamour é só para alguns eleitos.

E, se Ronaldo pode ser um modelo para milhões de deserdados da fortuna, um leit-motiv para os desafortunados do mundo, também acaba por não ser mais que isso e, desse modo, não ser mais que uma ilusão.  

Por isso, choca e aborrece e desvirtua o papel do personagem, que os media insistam tanto em tanta “ronaldice”.

Que exagerem tanto e até à exaustão, em tanta “reinaldice”, do dito cujo personagem.

 

E que se fale tanto e tanto, e mais que tanto, em milhões para aqui e para acolá, sempre que se fala em futebol.

Quando, tantos milhões contam os tostões à vida…

 

E de onde vem tanto dinheiro?! Que tanta falta faz noutros campos, que andam sempre à míngua do dito cujo, e onde ele é muito mais necessário, acentue-se.

 

E que se fale tanto e tanto nos árbitros que não cumprem a sua função de arbitragem, que não cumprem ou alteram as regras do jogo, que favorecem esta ou aqueloutra equipa…

Quando o Árbitro dos árbitros, que devia apenas sê-lo, quando o é; mas que também é jogador, sendo igualmente árbitro, procede como procede, quando tem que arbitrar…

 

(Mas, dir-me-á. “Esta não estou a perceber”. E tem razão em não estar, porque, nesta saída, saí do futebol e entrei noutro campo de jogo. A ele ainda hei-de voltar noutro dia…)

 

E, retornando ao campo e conversa primeira…

 

A comunicação social parece não ter mais sobre que perorar.

Os media tresandam a futebol…

As redes sociais a futebolice, a penaltice, a tunelice a benfiquice, a sportinguice, a portice… a clubice!

 

Ele é, sobre se houve ou não penalty, se a bola foi mais para a direita ou mais para a esquerda e não foi ao centro; se a mão bateu ou não na bola ou se a bola bateu na mão; se houve ou não encontrão, canelada ou aleijão… se o árbitro favoreceu ou não a equipa A ou a B, se… se… se…   (…)

 

E estes assuntos propalam-se durante o jogo, já antes houve e deixou de haver falas e mais falas e faladuras, faladores e, atualmente, até faladeiras.

Continuam a comentar durante o encontro e após, nos vários programas televisivos e radiofónicos, nos jornais e revistas, de todas as cores e cada caso, por mais ou menos caso que seja, é esmiuçado ao pormenor, visto e analisado, sob os vários ângulos e pontos de vista, revisto, bivisto e trivisto, batido e debatido, e rebatido até se ficar surdo de tanto ouvir e reouvir.

E vemos, e revemos as imagens aumentadas e diminuídas, ampliadas e reduzidas até à exaustão e sempre a sermos bombardeados com futebol e futebol e mais futebol.

 

Nunca neste país houve tanto futebol!

 

Mas, então, não gosta de futebol?

Não vibra com a seleção nacional?

Não tem um clube de preferência?

 

E, pergunto eu:

 

E não haverão também outros desportos?

 

E não haverão também outras atividades e eventos de interesse nacional?!

 

Tantos acontecimentos e ocorrências de natureza cultural, de caráter nacional e regional, de interesse, que passam completamente ao lado dos media! Totalmente ignorados.

 

E, por hoje, me quedo por aqui. Que até publiquei dois posts.

 

*******

P.S. – E como neste post também remeto para a POLÍTICA, quero expressar as minhas congratulações ao Senhor Engenheiro António Guterres que irá assumir funções no mais Alto Cargo Mundial na ONU. E desejar-lhe os maiores sucessos.

E acho muito bem que o Senhor Presidente da República de Portugal e o Senhor Primeiro Ministro de Portugal tenham ido felicitá-lo à ONU.

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