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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Não nos tirem as vistas!

Algo que a "Cidade de Régio" tem de inigualável: as Vistas!

Serra da Penha. Foto original. 2021.07.22.jpg

Poderá dizer: Que interessa isso das vistas?! A gente não come com os olhos!

Por acaso, os olhos também comem. “Não olhes para mim, não olhes…”, cantava a eterna Amália, no célebre “Fadinho da Ti Maria Benta”, parafraseando uma cantiga tradicional que no Norte Alentejano também era cantada. No livro “De Altemira Fiz Um Ramo” é uma das quadras que recolhi.

(Não esquecer que os pais de Amália eram da Beira Baixa. E a interligação global que têm estas duas Regiões de Portugal: Beira Baixa e Norte Alentejano. Que o Tejo simultaneamente divide e une.)

Voltando à Cidade de Régio… e às vistas.

Uma vista da "Serra da Penha" tutela o postal, com direito a bis.

Na forma, lembra um vulcão. Será que teve origem vulcânica?! Não sei!

Vistas da Cidade e Serra, a partir das proximidades de saída antiga: a “Porta do Crato.”

Vistas. Serra. Palácio Amarelo. Foto Original.2021.07.22.jpg

Também se vê o “Palácio Amarelo”. Tão desaproveitado estará… Um quintal, onde pontifica uma nogueira colossal.

Faz falta, na Cidade, a disponibilização de acesso a vários locais emblemáticos, nomeadamente a vários excertos do conjunto de muralhas.

Interligar esses espaços, nem que fosse temporariamente; permitir visitas, mesmo periódicas, era algo que engrandeceria a urbe.

Vista do “Arco do Bispo” ou “Porta do Crato”.

Arco do Bispo. Foto Original. 2021.07.22.jpg

Vislumbra-se que uma parte da encosta sudeste da Serra da Penha está queimada. Alertas que tenho vindo a fazer sobre as encostas da Serra. Há locais pertíssimo da Cidade, que metem medo ao susto. As encostas do "Cabeço do Mouro" precisam de limpezas e desbaste da floresta de pinheiros.

Não nos tirem as vistas.

Serra da Penha. Foto Original. 2021.07.22.jpg

Senhores Autarcas, Senhores Urbanistas, quem diz Senhores, diz Senhoras, como é evidente…

Meus Senhores e minhas Senhoras, quando pensarem e executarem sobre a Cidade, não se esqueçam das vistas panorâmicas. As vistas não têm preço, mas têm muito, imenso valor.

Este apelo não se aplica só à Cidade de Régio, do Sul. (Bem sei que há outra Cidade de Régio, no Norte: Vila do Conde.)

Aplica-se a todas as Cidades de Portugal. Que o digam as Cidades do Litoral e os verdadeiros atentados urbanísticos que se foram cometendo ao longo de décadas, tapando as vistas do Mar, com mamarrachos ao longo da costa. Na Costa, também.

(E, a propósito de Costa, como é que o “Primo Costa” se desenrascará com o Orçamento?!

Vejam lá se aprovam o orçamento, que não queremos cá eleições antecipadas. Tenho dito!)

 

Sabe que Planta é esta? (XVI)

Sabe que planta XVI. Foto Original. 2021.08.02. jpg

Não sabe?!

Deixo-lhe algumas dicas.

Foi fotografada na Serra, da Cidade de Régio. Em 2 de Agosto de 2021, no decorrer de um “Passeio em Família”. É ainda uma planta muito jovem, a da foto, conforme se pode ver. Quando adultas, embora possam ser consideradas arbustos, podem fazer-se árvores de algum porte.

Agora, em pleno Outono, as Árvores desta família, adultas, estão carregadas de frutos. Vermelhos alaranjados.

São muito saborosos. Mas convém não abusar, não lhe apliquem o teste de alcoolémia, caso vá conduzir, após se banquetear.

Também existem muitas árvores deste tipo pelas Serras Algarvias. Têm fama esses frutos pelas “águas” que produzem. De Monchique?! Ardentes?!

... ...   ...

Já sabe o nome da Planta?!

Parabéns. E Obrigado pela sua colaboração.

Muita Saúde!

 

Eleições Autárquicas 2021 - Campanha(s)

Haja Paciência!

Grafiti Almada. Foto Original. 2019.07.13.jpg

Anda tudo numa grande azáfama, por aí.  Não haverá localidade deste nosso País em que não andem caravanas de candidatos a cargos e funções em freguesias, câmaras.

É bom sinal, que é uma forma de exercício da Democracia.

Mas… por outro lado, será apenas uma perceção minha, ou muito boa e santa gente anda por ali mais para ganhar protagonismo? Para dar nas vistas? Para eventuais e futuras benesses?!

Faz-me confusão que haja câmaras, com candidaturas até à dezena ou quase.

As promessas são mais que muitas. Anda por aí uma “bazuca” que é uma espécie de varinha de condão. Vai permitir fazer tudo e mais alguma coisa. De repente vão surgir verbas de todo o lado e vai-se construir tudo o desejado e pensado. Até os sonhos mais sonhados vão ser realidade a curto prazo.

Tanta publicidade. Tanta papelada. Tantos outdoors. Chamar-lhes ia antes “fora de portas”. Porque são um exagero. Não vejo necessidade de tanta poluição visual.

Costa Caparica. Foto original. 2020.08.24.jpg

Numa das minhas Cidades, “Cidade de Rio e de Mar”, para além desses fora de portas há uma quantidade de “outDores” anunciando “Obra” em todo e mais algum “buraco” que esteja espalhado pelo Concelho. Alguns desses “buracos” são monos que por ali estão, há dezenas de anos, englobando vários períodos de gestão autárquica.

Pois, em todos, caso ganhe determinada força política e candidata… “Vamos ter obra”! É só obrar!

E não gostando de ver tantos e tantos cartazes e outdoors, menos gosto ainda de ver cartazes rasgados ou grafitados. Pese embora eles possam ser realmente exagerados em quantidade e enormidade. Mas não devem ser destruídos.

E, sim, logo que acabe a campanha eleitoral, devem ser removidos o mais rápido que puderem. O que muita vez não acontece, que ficam por ali esquecidos.

Portalegre. Foto original. 2021.04.05.jpg

Noutra das minhas Cidades, “Cidade de Régio”, na 5ª feira ao final da manhã, deparei-me com uma caravana que subia a “Rua do Comércio”, mesmo ao cimo, para lá do Conservatório. Muita gente jovem, por sinal.

(Agora, muita juventude adere a algumas forças políticas, mais ligadas ao Poder. Dizem que é uma forma de se “aparelharem”. Dizem!)

Desviei-me. Segui pela “Rua da Paciência”. Sugestivo o nome!

Sobre a “Rua do Comércio”, é como quem diz. Que essa nomenclatura é para apenas uma parte dela e o comércio já se foi, há muito.

E não é de agora. Nem das últimas eleições. Foi um derivar do comércio para as proximidades da “Zona Industrial”. Decisões de há anos…Onde concentraram uma data de grandes superfícies.

Para os Senhores e Senhoras Candidatos/as, já deixei sugestões noutros postais.

Portalegre. Foto original. 2021.02.16.jpg

Por agora e por aqui me fico. Ficam as mensagens. Esperemos que os mensageiros as levem aos destinos certos!

Portalegre. Foto original. 2021.06.14.jpg

Obrigado pela sua atenção e votos de muita Saúde! 

Portalegre. Foto original. 2021.06.14.jpg

 

 

Homenagem a José Régio – 120º Aniversário

Casa - Museu José Régio – Portalegre

17 de Setembro – 17h 30’

José Régio estátua. Foto Original. 2021.01.15.jpg

Texto de Convite recebido, a partir da Direção de Casa Museu:

“A Presidente da Câmara Municipal de Portalegre, Maria Adelaide de Aguiar Marques Teixeira tem a honra de convidar V. Exª para a homenagem a José Régio no 120º aniversário do seu nascimento, 17 de setembro, com a apresentação do livro Quando minh'alma fala, a sua voz é um grito- a coleção de Cristos nas casas de José Régio, com textos de José Régio e fotografia de Adalrich Malzbender, pelo Professor Fernando J.B. Martinho e reedição da Confissão de um Homem Religioso de José Régio, editados pela Opera Omnia.

Casa Museu José Régio, 17h30.”

*******

Muitíssimo Obrigado pela atenção.

Presto também a minha Homenagem ao insigne Poeta e à “Cidade de Régio”, transcrevendo um Poema de seu livro “BIOGRAFIA”.

Lírio roxo e Cidade. Foto Original. 2021.03.05.jpg

CRISTO

 

Quando eu nasci, Senhor! já tu lá estavas,

Crucificado, lívido, esquecido.

Não respondeste, pois, ao meu gemido,

Que há muito tempo já que não falavas.

 

Redemoinhavam, longe, as turbas bravas,

Alevantando ao ar fumo e alarido.

E a tua benta Cruz de Deus vencido,

Quis eu erguê-la em minhas mãos escravas!

 

A turba veio então, seguiu-me os rastros;

E riu-se, e eu nem sequer fui açoitado,

E dos braços da Cruz fizeram mastros…

 

Senhor! eis-me vencido e tolerado:

Resta-me abrir os braços a teu lado,

E apodrecer contigo à luz dos astros!

 

In. “BIOGRAFIA” – José Régio – OBRAS COMPLETAS – poesia – BRASÍLIA EDITORA – 6ª Edição – 1978. Pp. 71/72. (1ª Edição 1929)

 

*******

Li este Poema “Cristo”, na “Casa Museu José Régio”, em Portalegre, em Novembro de 2019. Ao lado de célebre "Cristo" exposto, destacado na Casa. Numa visita guiada, enquadrada num evento organizado na Cidade, associado à Enologia e diversificando-se por vários edifícios públicos.

 

“Manifestação” de Camionistas em Estremoz!

Valha-nos a Santa “Internete”!

(Questões Pertinentes – Perguntas Impertinentes)

 

Entretanto, ainda ontem, já quase meia-noite, voltei à net a pesquisar.

“Manifestação de camionistas em Estremoz”.

Entre outras ligações, surgiu-me esta: Truck Festival”.

É caso para dizer que tanto barulho, tamanha chinfrineira, tal aparato, era para este “festival”. Festival de barulheira é o que foi!

E, eu, na minha” ilusão / ignorância”, a pensar que o pessoal reivindicava melhores acessos à Cidade! Santo Deus! Santa Internete!

Todavia, resolvi manter o texto escrito e, hoje, publicá-lo.

Este segundo postal pretende esclarecer o anterior.

E é caso para se dizer que, neste nosso querido País, se “distrai o pagode” com estes aparatos, enquanto os problemas fundamentais são mantidos “debaixo do tapete”!

Valham-nos as Santas Rotundas!

E lembrar, reforçado pelo facto de estarmos em campanhas eleitorais, de vir aí uma tal de “Bazuca”, ainda mais barulhenta que os buzinões, da importância de os vários municípios pensarem em “Obras” intermunicipais, de dimensão até nacional.

Senhores Autarcas,

Não se esqueçam do IP2 e dos vários estrangulamentos que tem no Norte Alentejano e que tardam em serem resolvidos.

  • Atravessamento dos Fortios: uma variante,
  • Cruzamento de Alagoa / Flor da Rosa,
  • Entrada em Portalegre,
  • Viaduto sobre a Linha de Leste, na respetiva estação de Portalegre,
  • Variante de Estremoz, a das célebres rotundas.

São troços mais do que necessários.

E, porque não reativar, melhorar devidamente a Linha do Leste, para passageiros e também para mercadorias?!

Estruturá-la, de modo que os milhares de contentores, que todos os dias e noites “circulam” por Estremoz – Vimieiro – Arraiolos – Montemor, idos e vindos de Lisboa e Badajoz, passem a ser transportados por via férrea, devidamente eletrificada e recuperada, de modo a retirar trânsito das estradas?

(Isto questiono eu, que nada sei! Valha-me a Santa Ignorância!)

 

Obrigado pela atenção. E votos de muita e Santa Saúde!

 

Concerto de buzinas!

Um buzinão de camionistas em Estremoz.

 

Sábado, 11/09, já depois das vinte horas, já sol-posto, ocorrido aos vinte para as oito.

Estacionados no célebre Largo Central de Estremoz, esse enorme e abrangente espaço, cujo nome desconheço, mas que é dominante e marcante na Cidade.

Começámos a ouvir buzinas e mais buzinas, e o aparecimento de camiões de mercadorias, sem as ditas cujas, sem os contentores, sem os atrelados, apenas com a estrutura fundamental dos veículos, provenientes do lado Leste, em marcha lenta. Entrando para a rua que bordeja precisamente o lado Nascente do Largo, continuando pelo lado Sul, infletindo para a banda Oeste e prosseguindo para o Largo do Gadanha. Tão ou ainda mais célebre que o Largo anterior. (No Gadanha, pontifica um tanque enorme, centenário e uma imagem de um Homem ou um Anjo (?), com a célebre Gadanha, simbologia da Morte!)

Pois, os camionistas, sempre apertando as buzinas, uma barulheira infernal, quase apocalíptica, as trombetas da Morte em modo atual, aqueles camiões enormes, os condutores, lá no alto, nas cabinas, quais Cavaleiros do Apocalipse, às dezenas, quiçá, na escala centenária, levaram mais de meia hora a contornarem o Largo, que nunca mais acabavam de vir de Nascente, dar a volta ao Largo e prosseguirem como que a homenagear o "Gadanha"!

Que fariam? Qual a origem ou significado do protesto? (Que de tal se trataria?!) Que manifestação seria aquela? Que reivindicariam? O que pretendiam contestar? Verbas da bazuca tão apregoada? Tão, ou ainda mais barulhenta que a chinfrineira que faziam?! Não consegui saber, não pude perguntar-lhes que tão lá no alto cavalgavam o Destino. Sou péssimo repórter, nem pretendo ser tal. Não questionei ninguém sobre o assunto. Não consegui encontrar nada na net sobre o tema.

Eu, na minha mania de supor coisas, supus que eles pretenderiam alertar para a necessidade imperiosa de se construir uma variante alternativa à estrada que têm de atravessar todos os dias, eles e todos os automobilistas que provenientes de Espanha, especialmente de Lisboa pretendam seguir para Norte, para o Distrito de Portalegre e vice-versa. Que se veem na contingência de atravessar a Cidade e contarem as rotundas, cada uma mais “maluca” que as outras, algumas totalmente desnecessárias, perigosas até. Uma obra tão ou mais imperiosa para a Cidade e respetivos habitantes, que bem dispensariam esse tráfego diário, que há mais de trinta anos já deveria ter sido desviado para uma alternativa – variante, a Oeste da Cidade. Que quanto mais se atrasar, mais serão os custos inerentes.

Construir essa variante e resolver todos os constrangimentos que afetam o IP2. Aí estaria uma excelente aplicação dessa “bazuca” sobre que tanto se apregoa.

E Estremoz merece mais e melhor! E Portugal também!

E será que era essa a motivação e objetivo daquela manifestação tão ruidosa e aparatosa? A lembrar uma invasão por tropas estrangeiras?!

Não sei! Mas se tiver sido, têm o meu total e completo apoio. É imperioso e urgente construir tal variante.

 

(Paralelamente estava previsto um concerto, presumo de uma Banda Filarmónica, a decorrer num palco instalado precisamente a Leste do Lago do “Gadanha”. Se há música que me empolga, me emociona, é a de uma Banda Filarmónica.

Nos largos e ruas envolventes do Lago, há variados restaurantes, diversas esplanadas, que, com a Covid, “invadiram” tudo quanto é lugar disponível. Cheias de gente. Gente por todo o lado. Atraídos pelo concerto? Pelo buzinão dos camionistas? Um mar de gente! Num modo, de como se não houvesse o Corona à solta!)

 

Haja Saúde! Muita!

E porque seria o buzinão?!

 

Do Saldanha ao Rossio em cinco minutos?! A pé?!

Será possível?!

 

Bem sei que acabámos de sair dos Jogos Olímpicos…

Mas é certamente concretizável, mais minuto, menos minuto.

Onde? Com muita probabilidade de acontecer, na Cidade de Régio.

A expressão terá forma metafórica. Reportamo-nos ao caminhar, apressado, da Loja do Srº Saldanha, ao cimo da Rua do Comércio, perto do Alentejano e Caixa Geral de Depósitos, até ao Rossio, na Baixa da Cidade de Portalegre.

Loja interior. Foto Original. 2021.07.22.jpg

Esta Loja, com História, é um ícone, uma marca identitária de um tempo que já não existe.

Tempo de compras sem pressas, personalizadas, atendimento familiar, simpatia permanente e uns dedos de conversas inefáveis. Contraditório?! Conversas em que os sentimentos ultrapassam as palavras ditas, carregadas ou sobrecarregadas do peso dos anos e vidas vividas. Em que a visão, toldada pelos anos e os rostos, tapados pelas máscaras, dão aos olhos o protagonismo das palavras soletradas, marcadas pela nostalgia das vivências pretéritas.

Interior Loja. Foto original. 2021.07.22.jpg

Se conhece, se é cliente habitual, saberá ajuizar melhor que eu, que visitei escassas vezes e apenas recentemente.

Se não conhece, visite, SFF! Faça umas compras diferentes.

Loja arrumada. Foto Original. 2021.07.22.jpg

As imagens pretendem dar uma ideia do conjunto, impecavelmente arrumado. O Srº João não gosta que sejamos nós a tirar os objetos das prateleiras, moda dos supermercados. Atualmente, já não se importa tanto.

Deste preceito me informou um Srº também presente na loja, pessoa que habitualmente vejo a visitar os lojistas e instituições tradicionais, da Alta da Cidade. Um “Peregrino da Simpatia”!

Pedi desculpa por ter tirado os sabonetes. Marcas e tipologias raras noutros comércios.

Loja. Srº João. Foto original. 2021.07.22.jpg

O Srº João Saldanha, personagem tutelar desta parte da Cidade, está nos oitenta e cinco. Há 73 anos na loja, desde os doze anos. Uma vida, quase uma prisão, perpétua, frisou.

Quando em jovem, os pais lhe perguntaram se queria ir estudar para a Escola ou para o Liceu, respondeu que queria trabalhar numa loja.

Na vida de hoje o que sente mais saudade é do movimento de antigamente, dos clientes que rareiam.

Na Cidade, nesta “Rua do Comércio”, o dito cujo escasseia por demais. Imensos espaços mortos. Decisões tomadas há anos transferiram-no, através das grandes superfícies, para um mesmo espaço, quase concentracionário.

(Nomeio como “Rua do Comércio” o conjunto de ruas, desde o “Alentejano” até ao Café Régio, no Rossio, embora sabendo que esta designação apenas intitula parte deste percurso.)

Esta narrativa baseia-se no conteúdo das breves conversas com o Srº João Saldanha, tal como o Personagem, cuja estátua encabeça a “Fontes Pereira de Melo”. Daí o jogo de palavras: Saldanha e Rossio, na Capital, “traduzidos”, para a Cidade de Régio. Duplicações de sentidos, a partir das palavras ditas e transcritas de forma livre, para esta breve crónica.

Loja. Aspeto parcial. 2021.07.22.jpg

Uma Homenagem à Pessoa em causa, também um Artista. Ao respetivo Comércio!

Caravelas. Foto Original. 2021.07.22.jpg

Que haja Saúde! Muita!

(P.S. – Terá certamente conhecido o Poeta Régio. Hei-de perguntar.)

 

Barragem do Pisão: Talvez Sim ou Talvez Não?!

Novas Promessas ou Concretizações?!

Li esta notícia recente. “Barragem do Pisão vai mesmo avançar.

 

O Senhor Primeiro-Ministro, Drº António Costa, foi a Portalegre… (Cidade do Alto Alentejo…) e a Flor da Rosa, para anunciar que as Obras da Barragem do Pisão vão mesmo arrancar. Repetiu a dose de visitas alentejanas! É caso para dizer que “não há fome que não dê em fartura!”

Sobre a dita Barragem do Pisão, eu sou mesmo como São Tomé. É ver pra crer!

Desde criança que me lembro de ouvir falar de uma barragem a construir perto da aldeia do Pisão, localidade que iria ficar debaixo de água. Na altura não conheceria a palavra submersa. Nem sabia onde ficava o dito Pisão. O meu Mundo era muito pequeno, embora eu avistasse a Serra ao longe.

(“Ao longe, a Serra / Uma miragem / Duma impossível viagem.” - Esta estrofe será já da adolescência.) Adiante…

Quanto à dita construção da aludida Barragem, prometida e reprometida, como a “Sempre Noiva”, algumas questões se me tecem.

Neste ano de eleições, é um afã de realizações futuras, a prometer. E é por todo o lado. 

É um apostar forte nas câmaras que se querem manter ou recuperar. “Ganhar” é o termo que se usa, mas de que não gosto. O espírito dos Autarcas deverá / deveria ser: “Servir”.

O PSD também “aposta” forte. Já nas anteriores eleições, os partidos investiram fortemente nas respetivas candidaturas na Cidade. Todavia a candidatura de Independentes – CLIP, conseguiu manter a liderança da Câmara. Conseguirá também desta vez?

Barragem Maranhão. Foto Original. 2019.10.03.jpg

Ainda sobre a Barragem e respetivos usos múltiplos.

Não esquecer!

Vai situar-se na Ribeira de Seda, que é uma das principais fontes de abastecimento da Barragem do Maranhão. A montante desta. Logo parte do caudal da Ribeira ficará retido nesta Barragem do Pisão.

Barragem do Maranhão. Foto original. 2019.10.03.jpg

A do Maranhão, cujas fotos ilustram o postal, já tem falta de “liquidez”. Porque chove pouco. A foto é de Outubro de 2019, no culminar de uma seca de vários anos. Mas também porque há um uso superintenso nas regas dos olivais que a rodeiam.

Esta Barragem acolherá as águas pluviais da bacia hidrográfica da Cidade e Zona Industrial e Comercial e arredores. Bem como das respetivas estações de tratamento dos esgotos. Ou será que estarei enganado?

Água de qualidade para abastecimento das populações?!

(Eu vou ali… já venho.)

E se, no espaço territorial de acesso de águas, forem plantar novamente olivais como os que vemos no Maranhão, que precisarão intensamente de água para regar… então será melhor deixarem-se estar, deixarem a água correr no seu percurso natural, a ver se enche o Maranhão.

A ideia da central fotovoltaica, julgo interessante.

É uma barragem que vai dar para muita coisa, já se vê!

E terei dito tudo o que será importante e importa dizer sobre a Barragem?!

Ah! O Turismo também!

E… as Barragens para Abastecimento das Populações deveriam ser um Santuário!

 

E, por promessas:

Não se esqueçam do IP2 e dos vários estrangulamentos que tem no Norte Alentejano e que são urgentes de resolver.

  • Atravessamento dos Fortios,
  • Cruzamento de Alagoa / Flor da Rosa,
  • Entrada em Portalegre,
  • Variante de Estremoz, a das célebres rotundas.

São troços mais do que necessários.

Sem rotundas!

Com Muita Saúde!

P. S. - Fotos e Texto Originais. Não esqueça!

 

Passeios e Passeatas (Retrospetiva)

Estruturação de Área Temática

Aldeia. Foto Original. 2021.05.22.jpg

 

Resolvi estruturar uma Área Temática no blogue, subordinada ao título supracitado.

Postais genérica ou especificamente ligados a este tema, tenho vindo a publicar vários.

Neles, divulguei alguns aspetos de interesse de Localidades Portuguesas. (No futuro, eventualmente estrangeiras, quando surgir essa oportunidade.)

Essa divulgação fotográfica concretizou-se após visitas a Aldeias, Vilas ou Cidades do nosso País.

Visitas, algumas vezes, “organizadas” propositadamente com esse fim.

Outras vezes, face a circunstâncias / ocorrências com objetivos variados e finalidades diversas, mas em que aproveitamos para passear.

“Passeatas” realizadas no contexto do nosso dia-a-dia, mas a que também atribuímos a categoria lúdica, porque, mesmo nas atividades diárias, podemos descobrir motivos de interesse e deles darmos conhecimento à Comunidade de Internautas.

Hoje, neste Postal nº927, faço uma retrospetiva de Locais, já apresentados no blogue, com postais divulgativos de paisagens, monumentos, vistas, iconografias típicas, aspetos peculiares de algumas das nossas Terras Portuguesas.

Cito-os por ordem cronológica, dos mais recentes para os mais antigos, no blogue: 

Sesimbra

 https://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/castelo-de-sesimbra-266312

Óbidos

https://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/obidos-vila-medieval-260784

Nisa

https://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/artesanato-de-nisa-e-poesia-259303

Almada

https://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/passeio-virtual-por-almada-234101

Aldeia da Mata

https://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/sugestao-para-percursos-pedestres-ii-233543

Portalegre

https://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/passeio-virtual-na-cidade-de-regio-ii-231379

 

Ficam outros, por registar no postal, que o Caro/a Leitor/a, poderá ir descobrindo em “Aquém – Tejo”, navegando nas águas internáuticas desta plataforma virtual.

Futuramente, irei dando a conhecer, virtualmente, outras “visitas” que temos vindo a concretizar.

Nos aguarde, Se Faz Favor.

A próxima passeata será dedicada a SETÚBAL, Princesa do Sado.

 

Sabe que Planta é esta (VIII)?

Esporas Bravas. Foto Original. 2021.05.12. jpg

Percurso Pedestre do Salão Frio (IV): Ainda?!

Espora Brava I. Foto Original. 2021.05.12. jpg

Certamente não saberá o nome da planta e eu também não sabia. Agora, já sei!

Designa-se por Espora – Brava, com o inerente nome latino: (Linaria Triornithophora).

Como soube?

Vamos por partes.

Volto ainda ao célebre “Percurso” supracitado. Realizado a 12 de Maio. (Ao tempo que isso já vai. Parece que não tem outro assunto, dir-me-á.)

 

Nessa caminhada, realizada ao final da tarde, no trajeto, já após termos deixado o pequeno povoado designado “Salão Frio” e termos desviado para o entroncamento, que sobe na direção Leste, após as imponentes habitações que se destacam na paisagem, uma moderníssima e outra tradicional, deparou-se-me no lado direito do caminho, um conjunto destas plantas, que me intrigaram. E que desconhecia.

Na altura pensei que fossem resquícios de algum hortejo, que por ali tivesse havido e tivessem ficado “esquecidas” pelos donos. (Pensei, na minha ignorância.)

Todavia, não resisti a fotografá-las, pese embora as fotos não tivessem ficado por aí além…

Esporas Bravas II. Foto Original. 2021.05.12.jpg

 

(Para ser mais preciso na localização, o local fica em frente de um bosque cerrado de pinheiros, situado no lado esquerdo do caminho, sensivelmente a Norte / Nordeste. Antes do célebre desvio, que mais adiante corta no lado direito, para a Quinta D’Matinhos e Atalaião, no sentido Norte - Sul. Antes do portão antigo e da calçada, que a foto documenta.)

Calçada Muro e Vegetação. Foto Original. 2021.05.12.jpg

Ah! Como soube o nome… Não foi na internet.

Já este mês, a meados, catorze, passei pelo Posto de Turismo da Câmara Municipal de Portalegre, a pedir uns folhetos sobre percursos pedestres, pois lembrava-me de ter lido um sobre o “Salão Frio”.

Em boa hora o fiz. Aí deparo com uma foto desta planta, de pormenor e muito melhor que a minha. Aí vêm os nomes de batismo da “plantinha”, em português vulgar e latim clássico, como é norma científica. E que é um “endemismo ibérico”! (Isto é, que existe apenas nesta Península.)

 

Pois, veja, Caro/a Leitor/a, o que eu julgava ser algum resto de coleção, de alguma horta ou quintarola que por ali tivesse havido, afinal, é um exemplar raro de uma planta, ser vivo, que é exclusivo da nossa Ibéria.

As “Caminhadas” também servem para aprendermos. “Aprender até morrer”!

 

Na consulta do folheto também pude observar que o percurso é bem mais vasto. Que ainda nos falta percorrer território em circuito, antes de infletirmos para o Atalaião, a lugares designados “Três Lagares / Charais”.

E que a Quinta abandonada, com o portão marcante, de ferro e o muro a todo o comprimento, a Oeste da calçada, se poderá designar do “Paraíso”?! Fica a questão…

Os folhetos, bastante elucidativos sobre vários e diversificados aspetos, apresentam as siglas das Entidades promotoras.

Em primeiro lugar: CIMAA – Comunidade Intermunicipal Alto Alentejo.

A quem aproveito para frisar aquela questão dos “cães à solta”, um perigo para qualquer passeante.

E, já agora, para periodicamente promoverem passeios organizados. (Não sei se os fazem, ou se os suspenderam devido à Covid. De qualquer modo, obrigado pelos folhetos, que são bastante informativos e interessantes.)

 

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