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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Plátano do Rossio – Portalegre

Árvore de Portugal - Ano 2021

Plátano Rossio. In. Green Savers. jpg

O célebre Plátano do Rossio, de Portalegre, foi declarado como a Árvore do Ano, depois da escolha efetuada por votação, através de email.

Há que dar os parabéns! À Árvore, pela sua capacidade de resistência? Ao Rossio, que irá ter mais uma placa por baixo do Plátano, como forma de assinalar a efeméride? À Cidade? A quem promoveu a iniciativa? A quem votou, que neste caso, e neste ano, se mobilizou? Ao bairrismo? A quem a plantou? A todas estas entidades?! O que acha?!

 

Também votei, como escrevi e divulguei no blogue, em “Passeio Virtual na Cidade de Régio II”. À data, já se delineava o Plátano como possível vencedor, seguido das Árvores que acabariam por ficar nos lugares seguintes: a Oliveira de Mouchão e o Schotia do Jardim Botânico da Ajuda.

Como tinha de escolher duas árvores, não selecionei a Oliveira. Que era também merecedora de vencer. Aliás, bem pode concorrer para o ano. Uma árvore que, segundo cálculos técnicos e científicos, tem mais de três mil anos, não vai morrer assim de um ano para o outro. Irá concorrer e com todo o merecimento, vencer. O Plátano também não foi a primeira vez que concorreu…

 

(Há três ou quatro anos procurei saber como se calcularia a idade de umas oliveiras e solicitei informações a um laboratório da UTAD. Explicaram-me genericamente os procedimentos a efetuar e o preço. Este não me entusiasmou, pois ascendia quase a mil euros. Desisti! Faço um cálculo hipotético, atribuindo-lhes várias centenas de anos, algumas talvez rondando o milhar, nomeadamente a que caiu com a tempestade de 19/20 de Dez. 2019.)

 

Quanto à Oliveira de Mouchão, intriga-me a idade que lhe atribuem. Segundo tenho lido, as oliveiras são originárias da Ásia Menor, Palestina, Síria…Terão sido os Fenícios que inicialmente as terão disseminado pela Bacia do Mediterrâneo, seguidamente os Gregos e principalmente os Romanos. E também os Árabes.

Ora estes povos chegaram à Península Ibérica, os primeiros, os Fenícios, há cerca de 2500 anos. Aí residem as minhas dúvidas, dado que atribuem à dita Oliveira mais de 3 mil anos!

Dezenas de oliveiras que conheço no nosso Alentejo têm na sua base um zambujeiro, que foi enxertado. Presumo que a de Mouchão estará nas mesmas condições. Sobre essa matriz de oliveiras bravas foram feitas enxertias de oliveiras mansas. As bravas são mais resistentes, daí servirem de porta enxertos, todavia a azeitona é pouco carnuda, por isso são enxertadas para produzirem melhor azeitona.

A minha questão é: Os zambujeiros já existiriam na Península, antes de os Fenícios terem trazido as primeiras oliveiras mansas para enxertar?!

 

Retornando à Cidade de Régio.

O Plátano, encontra-se no topo sul do designado “Jardim do Tarro”. Outro jardim ou parque existente designa-se “Corredoura”. Em ambos, existem várias árvores a precisarem de poda. Também, futuramente, não será mais adequado plantarem árvores autóctones e deixarem os plátanos, os áceres, de parte?!

Hoje, aproveitando o final da manhã, o bom tempo e antes do toque a recolher, caminhámos pelo Boi D’Água. A noroeste, na encosta soalheira, existe um pinhal com árvores enormes e imenso mato.

Não há quem corte e desbaste?! Não se lembram dos verões quentes?!

Tenho dito! E até próximo postal!

 

(Foto: Cortesia de © Ana M. Fonseca dos Santos - In. Green Savers.)

Passeio Virtual na Cidade de Régio II

Neste tempo de restrições à circulação, voltamos aos Passeios Virtuais.

Portalegre. Foto original. 2019. 05. jpg

Este vai ser na Cidade de Régio. Bem, na Cidade propriamente dita, não. Mas em dois locais praticamente na Cidade, mas simultaneamente também afastados, mas impregnados da Natureza. Aonde, nas calmas, apetece passear, para espairecer. Ou acelerar o passo, caso queiramos queimar calorias. O “Passadiço” e o “Boi D’Água”.

 

Também está a decorrer a votação para a Árvore do Ano. O “Plátano do Rossio” é a representante da Cidade e está ficando bem colocado. Já votou?! Vá, exerça o seu direito de voto!

Mas não o documentamos aqui neste postal.

Pinheiro Manso. Foto original. 2020. 06.jpg

Iniciámos a galeria de plantas, com a imagem de um dos vários pinheiros mansos majestosos, que abundam no Boi D’Água.  

Flor da Romãzeira. Foto original. 2020. 06. jpg

Conhece esta flor que dá um fruto cuja época de colheita é agora? Novembro é o mês da ****. (Até se diz que as galinhas põem poucos ovos neste mês.)

Avelã. Foto original. 2019. 07. jpg

E este fruto?! Cuja época de amadurecimento também é neste mês. Qual é o fruto que é simultaneamente ave e ovelha?!

E, por ovelhas, aí vai um rebanho que víamos nos passeios, mas que ultimamente tem andado desaparecido.

Foto original. 2020. 06. jpg

E, esta flor campestre?! Lembra os dedos… Mas não lhe mexa desprevenido, porque é muito venenosa.

Dedaleira. foto original. 2019. 05. jpg

E voltamos a uma flor campestre.

Flor. Foto original. 2019. 05. jpg

E esta árvore, tão frondosa?

Tília. Foto original. 2019. 05. jpg

E a rampa que dá acesso ao Miradouro, onde se encontra a árvore anterior. E de onde se têm lindas vistas da Cidade e arredores.

Miradouro. Foto original. 2019. 05. jpg

E um excerto da descida do “Passadiço” para a Cidade. Vendo-se a célebre Casa que já foi Amarela e agora é Branca.

Foto original. 2019. 05. jpg

 

(E, a propósito de Casa Branca, o célebre inquilino de cabelo amarelo, já se mentalizou que tem de desocupar a Casa?!)

E terminamos com uma alameda de bétulas, estas bem dentro da Cidade.

Bétulas. Foto original. 2020. 03. jpg

E a propósito de arvoredo, a Cidade tem dois parques urbanos “A Corredoura” e o “Jardim do Tarro”, com árvores majestosas. Mas muitas precisam ser podadas, pois no espaço citadino, como algumas estão, podem tornar-se perigosas para os transeuntes.

E tomara que acabe esta "coisa da covid". E que possamos passear descontraidamente pela Cidade. E participarmos nas Tertúlias de "Momentos de Poesia"!

Enfim, só já para o ano...se correr tudo bem!

Tertúlias de Poesia!

APP – CNAP – Momentos de Poesia – SCALA

Corona Connection. 2020. 03. jpg

Com isto de Covid”, se há coisa que me chateia é não haver as célebres Tertúlias de Poesia.

Selfie Selfish Quadro 2019. jpeg

Bem! Haver, há, que ainda no passado domingo a APP tinha prevista a sua tertúlia mensal na Sede, como havia antes de Covid, no último domingo do mês. Neste caso, 27 de Setembro. Ter-se-á realizado, que não sei, que não fui.

Portanto, haver, há, eu é que ainda não me mentalizei a andar por aí em vários transportes públicos. E, depois, nos espaços de realização das sessões, quantas pessoas podem estar presentes?!

Foto Original. Costa. 2020. 08. jpg

Também D. Olívia Diniz Sampaio, presidente do CNAP, festejou o seu aniversário, no passado dia 26, sábado, num restaurante da Av. de Berna - Lisboa. Também não fui, não sei quantas pessoas estiveram, não sei se disseram poesia, terão dito, certamente, mas sei que correu muito bem.

Poesia Visual. Foto Original. 2018. 07. jpg

Faz agora um ano, estava a decorrer a Exposição de Poesia Visual, na sede da SCALA, em Almada. Algumas fotos são de alguns dos quadros expostos. Outras são da Costa da Caparica; do Tejo, visto da Ponte, vindo no comboio e de Portalegre.

Somos Mar. Foto original.2018. 07. jpg

Também tenho saudades das tertúlias de poesia na sede da SCALA, da “Poesia à Solta”. Em Almada: na Sede, na Oficina de Cultura.

Portalegre. Foto original. 2020. 06. jpg

E das tertúlias de “Momentos de Poesia”, em Portalegre. No Hotel José Régio, no Café José Régio.

Foto Original. Rio Tejo. jpeg

 

Este meu postal é dedicado a todos/as Tertulianos/as das Associações em que costumo participar:

APP – Associação Portuguesa de Poetas - Lisboa

CNAP – Círculo Nacional D’Arte e Poesia - Lisboa

"Momentos de Poesia" - Portalegre

SCALA – Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada – Almada

 

Votos de Muita Saúde! E Muita Poesia!

Boi D’Água – Corredoura

Convido a nova Visita Virtual ao “Boi D’Água”!

E algumas sugestões...

Informo que as fotos foram registadas em Abril, na Primavera, uma das épocas mais bonitas do Alentejo.

Dois aspetos importantes, com duas imagens peculiares.

Um dos vários Pinheiros Mansos, árvores de grande porte.

Boi DÁgua. Foto original. 2020. jpg

A “cascatinha”: a água corre todo o ano, agora em Agosto, um pouco menos. A parede é bordejada de várias plantas: heras, avencas, pequenos fetos… e uma variedade de ervas cujo nome desconheço.

Boi DÁgua. Foto original. 2020. jpg

Seguem-se exemplares de elementos naturais, uns que conheço, outros não.

Flor de Ervilhaca

Ervilhaca. Boi DÁgua. Foto Original. 2020.jpg

Flor de um arbusto cuja flor é parecida à do pilriteiro / carapeteiro / espinheiro, mas que não é e que julgo não ser autóctone. É muito usado como sebe.

A caminho do Boi DÁgua. Foto original. 2020. jpg

Uma Bufa de lobo ou Bufa de velha, uma variedade de cogumelo, nascida na própria rocha de xisto (?).

Bufa de Lobo. Boi DÁgua. Foto original. 2020. jpg

Erva Toira

Erva Toira. Foto original. 2020. 04. jpg

Uma flor de uma variedade de Cardo.

Boi DÁgua. Foto original. 2020. jpg

Outra flor de uma planta cujo nome não conheço, mas que é muito vulgar no campo.

Boi DÁgua. Foto original. 2020. jpg

O campo salpicado de uma das várias variedades de Malmequeres.

Boi DÁgua. Foto original. 2020. jpg

(A Cidade vai-se avistando ao longe, no seu casario tradicional, à medida que nos aproximamos, destacando-se o perfil da Sé. Não incluo foto e, por hoje, ficámos por aqui, nesta viagem virtual. Também ainda não é desta que apresento as ovelhas, nem a cadela simpática que, por vezes, nos vem cumprimentar.)

Alguns reparos...

Agora, em Agosto, está tudo demasiado seco, perigosamente seco. As encostas a Norte / Noroeste estão cheias de matos, de floresta de pinheiros mansos e bravos, não desbastados, nem limpos. Um verdadeiro rastilho de pólvora, praticamente dentro da Cidade.

E... a Corredoura...

A Corredoura, célebre parque urbano, bem central na Cidade, na sequência da intervenção do “Programa Polis”, no início do milénio, perdeu parte substancial do seu arvoredo, para além do peculiar lago.

No respeitante às árvores, é de todo conveniente que seja efetuada plantação de novos conjuntos de plantas. O espaço, bem estudado, comporta muito bem essa possibilidade. Ademais, a relva é regada muito frequentemente, pelo que as novas árvores e arbustos aproveitariam muito bem esse benefício.

Imprescindível é que sejam autóctones, ou adaptadas há séculos. Que deixem de disseminar os habituais plátanos e aceres, exóticas.

Árvores: carvalho, salgueiro, amoreira, amieiro, aroeira, amendoeira, de folhagem caduca; sobreiro, azinheira, loureiro, alfarrobeira, perenes. E até cedros, cujos protótipos exemplares foram cortados.

Arbustos: alecrim, rosmaninho, alfazema, roseira, planta que tanto embeleza os parques e jardins, mas que é tão pouco aproveitada em Portugal! E porque não as giestas amarelas que tanta cor trazem em Abril e Maio?!

Estas são apenas e tão somente algumas sugestões, que permitem várias hipóteses de escolhas possíveis. Compete, a quem de direito, pensar no assunto.

Mas que o Parque comporta e precisa mais arvoredo, isso… “Só não vê quem não quer ver!”

Boi D’Água: Uma Visita Virtual! Botânica?!

Um passeio para desconfinar: Boi D’Água?!

 

Desde logo a toponímia. Peculiar! Não conheço a respetiva etimologia. Pessoa amiga me disse ser assim designado, esse espaço entre Cidade e Campo. Povoamento de algumas casas, dispersas, tão diferente do território regional em que se insere: Alentejo, melhor, Aquém – Tejo!

O nome?! Entendo que será devido à fartura de água. Que é uma das suas peculiaridades. A água escorre pelas faldas da montanha, o murmurejar nas valetas, nas pequenas cascatas, no ribeiro que escoa na direção do Bonfim, para a Ribeira da Lixosa; mais a jusante irá para a Ribeira de Seda, desta para a da Raia, daí para o Sorraia, e depois, muito depois, lá irá parar ao Tejo, para os lados do Porto Alto! Muito corre a água!

 

Um local que estando na Cidade, deduzo que faz parte da freguesia urbana, portando citadino, na realidade não está na cidade. É campo, espaços de cultivo, hortas, floresta autóctone: sobreiros, carvalhos, loureiros, salgueiros; árvores de fruto: nogueiras, macieiras, aveleiras, figueiras; arbustos: giestas, lentiscos, troviscos, estevas e estevinhas, rosmaninhos, alecrins; medronheiro, de porte arbóreo; heras pelas paredes e carvalhais, rivalizando com o pegamassa… Muitas e variadas plantas que desconheço.

Floresta de pinheiros, enormes, mansos e bravos, adaptados aos nossos climas, há séculos. Floresta, a necessitar de limpeza, nalguns locais. Espaços tão dentro da Cidade, envolvendo – a, cercando – a, mas perigosamente muito sujos.

 

Um espaço territorial que estando em Aquém Tejo, é montanhoso, lembrando os territórios do Norte, pela orografia, o relevo, o arvoredo verdejante, a correnteza das águas.

 

É a este espaço que propomos uma Visita Virtual. Também Botânica! Utilizarei algumas fotos do ano passado, que as deste ano ainda não foram trabalhadas.

 

Este postal está conjeturado há algum tempo, tal como os anteriores sobre estas temáticas de visitas virtuais, funciona para descomprimir e talvez anteceder algum hiato na comunicação bloguista, espero que não tão demorado como o anterior, que foi quase um mês.

Interessante que nos últimos dias, 24 e 25 Junho, o postal mais visualizado no blogue foi Portalegre tem um Passadiço?!” Coincidências? (A quem se terá devido a divulgação?!...)

 

Vista da Cidade

Foto original. A Cidade. 2019. 07. jpg

 

Uma Avelã

Avelã. 2019. 07. jpg

 

Um Feto das Paredes

Foto Original. Feto. 2019. 05. jpg

 

Um Pegamassa ou Bardana

Foto original. Pegamassa. 2019. 05. jpg

 

Uma planta que desconheço o nome

Foto original. 2019. 05. jpg

 

Um sinal de caminheiros. Sabe o que significa?!

Foto original. Sinal de Caminheiros. 2019. 05. jpg

 

O Caminho!

Foto original. Caminho. 2019. 05. jpg

 

E as aves a cantar? E as ovelhas, os balidos? Os chocalhos? Os cheiros dos trevos, quando as ovelhas passam?

Vá, por si, Se Faz Favor! SFF! Experimente! Caminhe!

 

Ah! Um Mirone!

Foto original. Um mirone. 2019. 07.jpg

 

 

“Em Casa D’Amália” – Tertúlias semanais na RTP1

Fado – Poesia - Cultura

Fafá de Belém, Waldemar Bastos, Dany Silva - André Dias e Bernardo Viana

Apresentação de José Gonçalez

 

 

Foto Original. 2019. 05.jpg

 

Programa da RTP1, tertúlia transmitida às 6ªs feiras, à noite. Na passada sexta, dia 19, já o nono programa. Em semanas anteriores, algumas vezes visualizei excertos do programa. Neste último, face aos tertulianos presentes, deixei-me, em boa hora, levar na onda. Quando e onde podemos ouvir, assim numa assentada, Fafá de Belém, Waldemar Bastos, Dany Silva, acompanhados por André Dias e Bernardo Viana, dois jovens músicos, engrandecendo a tríade de cantores?! Dany e Waldemar também executantes.

 

Num jeito muito informal, apresentação de José Gonçalez, precisamente na Casa de Amália, à Rua de São Bento, na sala, deduzo eu, bem bonita, por sinal.

Programa, homenageando a Diva do Fado, recriando, de certo modo, as tertúlias que Amália promovia na sua própria casa. Neste programa foi precisamente lembrada a célebre tertúlia em que participou Vinícius de Morais, também Ary, Natália Correia, David Mourão Ferreira, em 1968, génese de disco editado em 1970: Amália – Vinícius.  

 

Programa excelente! Parabéns aos participantes. E Obrigado pela beleza de Música e Canções que nos trouxeram.

 

E que saudades tenho das tertúlias. Das Tertúlias de Poesia, confinadas, com esta coisa do Corona!

 

Da APP – Associação Portuguesa de Poetas. Na sede, aos Olivais; no Vá – Vá, na Avenida de Roma. Ambas em Lisboa.

Do CNAP - Círculo Nacional D’Arte e Poesia. Ultimamente no Café Império. Anteriormente, ao Centro de Dia de S. Sebastião da Pedreira. Também em Lisboa.

De “Momentos de Poesia”, no Café José Régio, antigamente “Café Facha”, em Portalegre.

Da SCALA – Sociedade Cultural das Artes e Letras de Almada, na Sede – R. Conde Ferreira – Almada Velha ou na Oficina de Cultura, no centro de Almada.

 

E.. Viva  a Poesia! Viva o Fado! Viva Amália!

 

E novamente parabéns a todos os participantes e organizadores do Programa da RTP1, supramencionado.

Cinco Estrelas!

Um passeio virtual pela Cidade de Régio (I)

Que é também um passeio pelo campo!

 

Como referi no postal anterior, neste, vamos passear um pouco pela Cidade. Não vai ser um passeio real, mas virtual. E como realmente nos fazem falta os passeios! Temos que cumprir a reclusão, mas se nos confinamos demasiadamente, é caso para se dizer que. “Se não morremos do mal…” nos vamos da cura.

Nesta fase que vivemos, um dos aspetos que impressiona quando saímos à rua, a tratar do que é indispensável, para além de quase não se verem pessoas, poucos carros, felizmente (!), é a ausência do barulho excessivo. Nalguns momentos e locais até chega a raiar o silêncio e até faz impressão. O silêncio, nas nossas cidades tão ruidosas! Adiante!

 

Mas bem, o que vos proponho é um passeio virtual por alguns locais da Cidade. Uns mais conhecidos que outros, alguns icónicos, emblemáticos. Todos peculiares.

Foto Original. Azulejo num palácio. Antigo Liceu. *Cena de caça. 2018. 11. jpg

 

A primeira imagem que apresentei é de um azulejo, bem sugestivo, cheio de movimento, uma autêntica banda desenhada, até cena cinematográfica, tal o realismo que dela se depreende e a sensação de movimento inerente. Infiro que será do séc. XVIII.

Uma caçada a um “bicho”, que é o que mais precisamos. Que cacem o “bicho”, de vez!  Na cena é um javali. E estes bichos bem precisam de ser caçados. Durante grande parte do séc. XX pouco existiam, como muitos outros animais selvagens, a partir de finais do século e atualmente, chegam a constituir praga. Pois que os cacem!

Onde se encontra  este azulejo?!  (...)

Foto original. Enquadramento da Fonte. Vista da Serra da Penha. 2017. 12. jpg

 

Do azulejo passei para outro local. Este, já foi emblemático…É uma das Fontes da Cidade. Mas já não corre…

Foto original. Sobreiro descortiçado. 2019. 01. jpg

 

Corremos já para o Passadiço. Puxa! É uma zona de passeio imprescindível. Excepcional! (Assim mesmo com p! E, para mim, disse uma interjeção, que não escrevo, por causa da etiqueta.)

Para esta bela sobreira! (Sim, pode dizer-se sobreira, árvore em pleno rendimento e também sovereiro e mais, certamente. Fora descortiçada nesse ano.)

 

Foto original. Passadiço e casa amarela. 2017. 12. jpg

 

E uma imagem sugestiva de uma casa, à beira do Passadiço. Já foi Casa Amarela, agora é Casa Branca. Bonito demais todo o enquadramento da Casa. A dita não sei, mas deve ser bem interessante. Lembra uma varanda debruada da Serra!

Foto original. Corredoura. Plátanos. 2018. 11. jpg

 

E, agora, um passeio por um dos locais maís visitados da Cidade! A Natureza na Cidade. Está mais desprovido do encanto que tinha, antes da intervenção ocorrida à data do célebre tsunami, mas sempre proporciona um passeio alegre. E, no Outono, ainda mais bonito!

Mas este espaço precisa e ainda pode ser melhor arborizado. Já o escrevi noutro postal.

Foto original. Corredoura e gato preto. 2018. 11. jpg

Nesta foto, circula também um “bicho”. Este, "caseiro". E que o tal “bicho” não passe para os “bichos domésticos”…

 

E vamos terminar com duas imagens do espaço urbano.

Foto original. Porta de Alegrete. Casco urbano. 2018. 11. jpg

A anterior, de uma das “Portas da Cidade”. Imagem sugestiva do casco histórico, que é merecedor de visita bem detalhada. Apesar de estar muito degradado e tenha perdido muita da sua vitalidade.

E a seguinte é um pormenor dessa mesma Porta. Repare na estrutura construtiva. Simultaneamente simples e complexa, altamente segura e defensiva. E como o nosso organismo precisa, necessita, de defesas!

Foto original. Trecho de muralha. Porta de Alegrete. 2018. 11. jpg

 

Concluo o passeio por hoje. Mas ainda voltaremos! Obrigado por nos acompanhar na visita. Volte sempre, SFF.

 

Afinal ainda apresento esta foto das coisas simples que nos passam despercebidas.

Foto original. Folha Plátano. Ex-libris da Cidade. 2018. 11. jpg

 

Momentos de Poesia – Fevereiro 2020

“Desde 2006 a Dar Voz aos Poetas”!

Foto original. 2017.jpg

 

Dia 15 – Sábado – 16 horas

Hotel José Régio

PORTALEGRE

Foto original. 2017. jpg

Convidado: Miguel Almeida

Licenciado em Filosofia.

“Autor de várias obras que vão do ensaio filosófico à prosa de ficção, da poesia à literatura para crianças.”

“A completar a Poesia não faltará o Canto”!

Compareça você, também!

 

“A Chaga do Lado!”

Natal no contentor!

 

Nascido em contentor, em noite fria

Parábola hospitalar deste País

Achado por sem abrigo, quem diria

Que eu tivesse mãe, sem ter, que não me quis!

 

Querer, queria, mas sem vida não podia

Ter-me, e tendo, de criar-me de raiz.

Valeu-me choro ser fala, nesse dia

Qua nascesse outra vez, ser talvez feliz!

 

Feliz ou não, futuro não sei. Sou petiz!

Nem visita real, per si, vaticina.

 

Cada qual que nasce, nasce sua sina

Neste mundo atroz tudo se desatina

Na rede social todo o mundo opina.

 

Mas houve já Natal, sim! Sou eu quem to diz!

 

No post anteriormente publicado, 7 de Novembro, escrevi sobre a “Chaga do Mundo”, reportando no final também para a “Chaga do lado”, isto é, para as desgraças que ocorrem, bem ao nosso lado, que praticamente ignoramos, ou fingimos ignorar. Quem me diria que estava já a acontecer o tão badalado assunto do abandono de criança em contentor de lixo?!

Pois é precisamente sobre esse tema que me debruço neste post, através do poema “Natal em contentor!”.

Poema escrito a nove de Novembro, (09/11/19), inspirado nessa ocorrência.

Nessa tarde, ocorreu “Momentos de Poesia”, no Hotel José Régio, em Portalegre. Aí, li pela primeira vez este poema, no decurso da tertúlia celebrativa do décimo terceiro aniversário do referido evento cultural, que tenho vindo a divulgar regularmente no blogue. Entretanto já o decorei!

Também disse o poema “O Menino / o Futuro morre na praia!”

Dois dos meus poemas de Natal!

(Habitualmente sobre Natal, os meus poemas realçam o lado trágico da Vida, do Nascimento…)

 

O título do post remete-nos precisa e propositadamente para José Régio.

Nem a propósito, no dia seguinte, dez de Novembro, (10/11/19), havia “Visita guiada na Casa – Museu José Régio”, integrada num evento associado à Enologia. Visita super interessante, guiada por Drª Olga. Obrigada e parabéns à Casa e à Cidade, que comemoram dignamente o cinquentenário do falecimento do Poeta. (É esta a faceta que mais admiro!)

Aí, li o poema “Cristo”. Hei - de publicá-lo no blogue e falar da Casa e da visita.

Frise-se, que a Cidade e a Casa lembram Régio sob as suas múltiplas e variadas facetas, enquanto Cidadão e Artista. Parabéns!

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