Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

José Régio: Cinquentenário do seu falecimento

Alentejo entardecer Original DAPL 2016.jpg

 

Comemorações em Portalegre

"Casa José Régio"

 

Através da Casa José Régio – Portalegre, tenho tomado conhecimento das diversas atividades organizadas para comemorar a efeméride na Cidade. E essas ações têm sido diversificadas, de acordo com a multifacetada ação cívica de Régio, que se desdobrou ativamente em múltiplos aspetos culturais.

O cartaz divulgador – anunciador é só por si e por demais elucidativo. Nele, escritas, surgem essas componentes variadas da sua intervenção cultural:

- Dramaturgo, professor, diarista, crítico, editor, novelista, contista, romancista, poeta, desenhista, ensaísta, colecionador. Umas mais realçadas que outras, supostamente segundo a importância relativa das mesmas, certamente face ao próprio e também ao público em geral.

A de Poeta é a que melhor conheço e mais aprecio. Régio é um dos meus Poetas preferidos!

Também foi Romancista: “O Príncipe com orelhas de burro”… Esta é uma das facetas em que ele se achava relativamente desvalorizado pela crítica da especialidade, face aos seus contemporâneos.

Dramaturgo, indiretamente conheço, através dos filmes baseados na sua obra: “Benilde ou a virgem mãe”, “O meu caso”…

Novelista: “O vestido cor de fogo”, foi o primeiro livro que li do autor, um dos célebres “livros RTP”.

Colecionador, faceta bem patente na Casa. É só visitar. Há bem pouco tempo, 21 de Setembro, houve essa oportunidade, mas já tinha outros compromissos. Visitei já há alguns anos…

 

No dia 8/10 haverá um debate com antigos alunos seus no Liceu. Será certamente interessante. (Frequentei o Liceu já depois da sua morte, não o conheci pessoalmente.)

(Na semana passada houve o lançamento de um livro, abordando a história do antigo Liceu Nacional de Portalegre, desde a sua fundação, nos finais do século XIX, até 1974. Parabéns à Autora.)

 

Em diferentes contextos, tenho tido oportunidade de apreciar “Dizedores” de Régio, para além dos que a “net” nos proporciona. O próprio, inclusive.

Peculiar, no mínimo.

Por vezes tenho questionado diversas pessoas que “Dizem” Régio sobre a forma do próprio dizer…

E lanço-lhe a questão:

- Caro/a Leitor/a: O que acha da forma de Régio “dizer” a sua própria poesia, nomeadamente o “Cântico Negro”? (…)

Outra questão, que poderá parecer herética:

- O que seria da Poesia de Régio, se João Villaret não a tivesse feito transcender?!

Ou reformulando a pergunta:

- Qual a importância e o papel de João Villaret na valorização da Poesia de Régio?!

 

E, para finalizar, uma ideia – sugestão que já coloquei neste blogue:

- Seria importante que a Cidade criasse a “Marca Régio”, direcionada aos mais diversos contextos, associando duas “entidades” intrinsecamente ligadas: Portalegre – Régio.

E, já agora, Vila do Conde!

Parabéns e Obrigado à "Casa José Régio".

Parabéns à Cidade!

 

E outra sugestão…

Porque não lançar um desafio aos vários “Dizedores de Poesia” de José Régio, espalhados pelo País, que comparecessem a um evento final que “celebrasse” a Poesia de Régio?! ….

 

Momentos de Poesia e Casa José Régio

Fotografia original 2018.jpg

 

Momentos de Poesia

Portalegre – 21 de Setembro

“Integrado no ano em que passam cinquenta anos após a morte de José Régio, Momentos de Poesia no dia 21 de Setembro lembra também o seu nascimento, com o seguinte programa:

15h – Visita guiada à Casa Museu José Régio

16h 15’ – Poesia de Régio e canto, no Hotel José Régio.”

Organização: Deolinda Milhano ------ Apoio: Hotel José Régio

Bem que gostaria de (re)visitar a Casa, e “Dizer Poesia” no Hotel, mas é-me impossível, pois estarei na inauguração da Exposição de “Poesia Visual”, na SCALA, em Almada. Onde já por diversas vezes, em "Poesia à Solta", ouvi excelentes “Dizedores” de Régio: “Cântico Negro”, “Toada de Portalegre”.

*******

Casa José Régio

Aproveito também esta oportunidade para frisar que a “Casa José Régio” tem organizado variadas atividades de divulgação de José Régio, segundo as suas múltiplas e variadas facetas de Homem de Cultura e Arte, não apenas enquanto Poeta, que é, todavia, a que melhor conheço e aprecio.

Ainda não tive oportunidade de comparecer, mas algum dia poderei!

*******

Obrigado pelas informações e parabéns às duas entidades: “Momentos de Poesia” e “Casa José Régio.”

*******

E aproveito para referenciar uma ideia que já explicitei no blogue: A Cidade precisa criar a “Marca Identitária Régio”, relacionando a identidade Cidade, com a identidade poética de Régio!

*******       *******       *******

https://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/ai-as-nossas-fezes

Ai, as nossas “fezes”!

“E se eu gostasse muito de morrer”

Rui Cardoso Martins

Romance – Publicações Dom Quixote – 2006 – 1ª edição

Fotografia original 2015.jpg

 

Momentos de Poesia” de Julho foi subordinado à divulgação de um Autor Portalegrense atual, Rui Cardoso Martins, que nesse contexto tive oportunidade de conhecer pessoalmente. Sabia da sua existência, apesar da imagem mental que tinha dele ser a de outra pessoa das “Produções Fictícias”. Situação, aliás, que reportei ao próprio. Também não é devidamente conhecido e valorizado na Cidade, como merece. Frise-se!

Posteriormente a “Momentos”, na net, pude aprofundar sobre o Autor. E pude constatar do seu valor.

Entretanto na “Nun´Alvares” comprei o livro “E se eu gostasse muito de morrer”. Que já li e estou a reler. Muitíssimo interessante. Todo o Portalegrense, todo o Alentejano deveria ler! E não só! Porque é um livro universal.

Lê-se muitíssimo bem, dada a forma como as várias narrativas se entrelaçam. Seguir as várias histórias num livro tão impregnado da Cidade foi uma experiência única!

Fotografia original 2018.jpg

 

Conhecendo os espaços da ação, como tão bem conheço, vários dos enquadramentos tantas vezes e por vários anos calcorreados por mim, foi um modo de ler e fruir a leitura com maior envolvência.

Vários dos locais vêm identificados pelo nome próprio (colégio, hospital, seminário, praceta de Camões, plátano do Rossio, castelo, sé, paço do bispo, algumas ruas também…)

Outros foram batizados com outros nomes, o que a partir de certa fase da leitura, o meu modo de integração do processo de compreensão do que ia lendo, foi escrever, por cima, o nome exato do local. (Café Cortiça / Tarro, Rua Directa / Direita, Assentados / Assentos, Penhasco / Penha, Senfim / Bonfim, Porta da Defeza / Devesa, tasca do Marchito / Marchão, Av. João XXI / Pio XII, …Café do Centro / Central, Corredor / Corredoura, Rua dos Canastros / Canastreiros, Ribeira da Lixeira / Lixosa, …)

 

Os factos narrados, vários são por demais conhecidos, alguns bem na memória de muito boa gente, outros ter-se-ão desvanecido com o tempo. Não conheço todas as situações, aliás questiono-me se terão todos, um fundo de verdade…?

 

Os / As personagens, melhor, as pessoas reportadas no romance, algumas também com os nomes ligeiramente alterados, outros / outras com o nome próprio. Alguns identifico, a maioria, não…

 

Saliento desde já, que acho que neste livro o Autor homenageia bem por demais a Cidade! Presta um grande tributo à sua vivência nesta Cidade Transtagana. Apresenta de modo peculiar, talvez até um pouco descontraído, as nossas tragédias, melhor a nossa tragédia máxima, que é a Morte, a única e acutilante certeza com que nascemos. E que a todos os seres humanos coloca em pé de igualdade. “Ninguém cá fica!”

Apesar da temática, a narrativa não é relatada de forma mórbida. Há muito sentido de humor, ironia por demais, até graça, no relato dos acontecimentos. Tão peculiar esta nossa forma alentejana de encararmos as vicissitudes do Destino! …As nossas “fezes”…

 

E por “sorte macaca”, caso o Autor viesse a dar continuidade a esses relatos de mortes violentas e trágicas, várias ocorreram na Cidade, após o término da ação transcrita no romance. Fatalidades! Todavia… “… Não devemos perder a capacidade de nos rirmos de nós próprios…” p.115. Cito!

 

Faça favor de ler! (Contudo, atrevo-me a vaticinar que muitíssima boa gente torcerá o nariz ao livro.) Atreva-se! Ouse, que é inteligente! Irá divertir-se, tenho a certeza!

 

Pisão – Portalegre – Portugal – Poesia!

Celebrou-se, ontem, o "Dia de Portugal"!

 

Das Comunidades Portuguesas! Da Portugalidade! Das Portugalidades! Da Diáspora Portuguesa! Das Comunidades de Língua Portuguesa! Da nossa Língua como Pátria, ou Mátria. De Luís Vaz de Camões. Do Grande Camões! Da Poesia, e porque não?!

(Tudo isto digo eu, acrescentando ou sublinhando o(s) verdadeiro(s) significado(s) desta data comemorativa, evocativa, celebrativa! Que não sei se são todas estas as significações… Mas eu resolvo comemora-las!)

E, hoje?! Após a deslocação dos holofotes mediáticos, a recolha dos restos / lixos, que sempre ficam após concentrações populacionais?!

É ou não também Dia de Portugal?!

 

Portalegre. Foto original. 2015. jpg

 

 

Por acaso, ou talvez não, esta data foi escolhida para ser celebrada precisamente em Portalegre. Em Portalegre, Cidade…! E também em Mindelo – Cabo Verde.

 

Não pude estar presente. Não tenho o dom da ubiquidade. Optei por estar na APP – Poesia, na Sede, onde foi lançada, em Portugal, a Antologia de Poesia Luso Brasileira: “Encontro além – mar – Brasil Portugal, Antologia Literária – Editora In House- Jundiaí - 2019”.

Uma forma muitíssimo digna de celebrar / comemorar todos os Valores consignados no primeiro parágrafo.

Houve Poesia! Dita, lida, declamada, cantada. Congratulações à APP, aos sócios que compareceram, que participaram. À sua Direção. Aos Organizadores da Antologia, no Brasil e em Portugal!  “Antologia…é um sonho realizado”.

 

E o Pisão?! Já lá vamos…

 

Não sei se a propósito ou despropósito, uns dias antes de se iniciarem as Comemorações em Portalegre, foi anunciado por um Senhor do Governo que a celebérrima Barragem do Pisão iria ser construída. Com várias funcionalidades, e estaria concluída lá para 2027!

Questionar-me-á: Mas que raio de barragem é essa?!

Bem! Há sessenta anos que eu ouço falar nessa barragem. Em criança ainda, lembro-me de ouvir dizer que iria ser construída uma barragem na Ribeira de Seda e que uma aldeia iria ficar submersa… Precisamente a aldeia do Pisão, no concelho do Crato, distrito de Portalegre. Isto ainda antes de setenta e quatro, no enquadramento das obras do Estado Novo, dos anos cinquenta e sessenta, em que se construíram muitas barragens por esse País fora, em que a do Pisão também fora projetada, e a também celebérrima do Alqueva. (Essa, entretanto construída e em funcionamento.)

A do Pisão foi sempre sendo protelada, periodicamente prometida e propalada, já depois de setenta e quatro e por várias governações, de diversas orientações partidárias.

Em 2019, precisamente antes do 10 de Junho… a celebrar em Portalegre, volta a ser prometida!

 

(Peculiar correlação entre as diversas variáveis de tempo, espaço, contexto, e agenda política!)

 

Eu, cá por mim, sou como São Tomé! Ver para crer!

 

E, já que celebramos a Poesia, sempre…remeto para… Promessas…

Portalegre: Na encosta, ridente alegria…

Foto original DAPL. 2018. jpg

 

Portalegre, “Momentos de Poesia” e Régio

 

JOSÉ RÉGIO (Vila do Conde, 1901 – 1969), pseudónimo de José Maria dos Reis Pereira, viveu grande parte da sua vida em Portalegre, onde foi Professor de Português e Francês, no antigo Liceu Nacional, de 1929 a 1962, ano em que se aposentou. Manteve-se na Cidade até 1966, regressando a Vila do Conde, sua terra natal, onde viria a falecer em 1969.

Está indubitavelmente ligado à Cidade e esta, a Régio. A sua ação cívica na Cidade e no País foi, todavia, bem mais vasta do que a sua condição de Professor e Poeta, per si e só por si certamente bem importantes.

Comemoram-se este ano cinquenta anos da sua morte.

 

Momentos de Poesia que, desde 2006, vem desenvolvendo na “Cidade de Régio” um trabalho altamente meritório na divulgação da Poesia, dedicou o seu último evento poético, precisamente ao Poeta supracitado. No dia 21 de Março, “Dia Mundial da Poesia”, a partir das dezasseis e trinta, cerca de trinta pessoas percorreram as ruas da Cidade, desde a Praça da República, até ao Tarro, calcorreando a vulgarmente conhecida por “Rua do Comércio”. Num périplo por locais e espaços frequentados pelo Poeta, alguns emblemáticos e marcantes, como o Café Alentejano, o Central, o atual Café José Régio. Aí, disseram, declamaram, leram a Poesia de Régio.

Previamente a Organização do evento distribuíra e afixara cartazes com vários poemas do Autor, nas mais diversas lojas e comércios das ruas previstas de percorrer. Deste modo, o Poeta, a sua Poesia foram devidamente divulgados entre os transeuntes, os passantes, que os textos estavam nas montras, vários dias antes.

Também nos locais onde havia um cartaz com um poema, um elemento da comitiva lia esse mesmo poema na rua. Houve “Poesia na Rua”! Cantou-se o hino de “Momentos”!

Iniciativa de valor, esta. Parabéns à Organização. A todos os Participantes.

E Obrigado também!

 

Integrei-me na comitiva já ela vinha frente ao Conservatório. Acompanhei, ouvi, escutei, observei e gostei. E também participei!

E li os sonetos “Boneco Desfeito”, no Café Central e “Filho do Homem”, no Café José Régio.

E novamente Obrigado a Drª Deolinda Milhano e à Organização do evento, pelo trabalho de divulgação da Poesia de tão insigne Poeta e pela oportunidade de podermos também ter participação na efeméride.

Que assim também concretizei um dos meus objetivos para este ano. Que foi “Dizer Poesia” de um Poeta consagrado, ademais José Régio, um dos meus Poetas preferidos. E na sua Cidade… E no Café onde realizou tertúlia, tantos anos…

 

E ocorre-me perguntar:

E Portalegre, Cidade… oficialmente, como vai comemorar o Poeta e a sua Poesia?! (Pelo menos esta sua faceta, sem dúvida uma das mais conhecidas.)

Há uma ligação tão forte, tão marcante, entre Poeta e Cidade, que certamente existirão atividades. Que poderão envolver múltiplas e diversificadas entidades…

A Cidade ganharia muito em aproveitar esta “riqueza, recurso”, sei lá como designar, valor imaterial, que é potenciar globalmente a “Marca Régio” na Cidade. Tenho dito!

 

(A Rua, melhor, Ruas, ainda vulgarmente designadas de “Comércio”, já o tiveram, o comércio. Que este, hoje, se concentra quase exclusivamente fora dos espaços tradicionais. Decisões políticas tomadas há anos… cujas consequências se vivem, atualmente, numa cidade moribunda no seu miolo tradicional…

E soube, à saída do Café com o nome do Poeta, que havia outro evento simultâneo na “Velha Casa”. É caso para dizer que antes dois eventos, que nenhum… Mas alguma coordenação seria importante. Digo eu!)

 

“Surgiu no palco, um dia, um bailarino…”

«BONECO DESFEITO»

 

«ao ARTUR ESPANHA»

 

«Surgiu no palco, um dia, um bailarino,

Surgiu soberbamente nu, - jogando

Nas mãos ágeis de clown e de menino

Cem máscaras rodando, rodopiando…

 

Sobre um décor violento e sibilino

Cegamente bailou, tombou bailando,

Como se mais não fora seu destino

Que o seu bailado altivo e miserando.

 

No palco jaz agora um mutilado:

Jaz morto e nu, decapitado, olhado

Por milhões de olhos sem pudor nem vista.

 

… Que as máscaras sem fim que ele jogara

Não eram mais, talvez, que a própria cara

Dum desgraçado e humano ilusionista!»

 

 

In. “BIOGRAFIA” – José RégioOBRAS COMPLETAS – poesia – BRASÍLIA EDITORA – 6ª Edição – 1978. Pp. 69/70. (1ª Edição 1929)

 

A POESIA de JOSÉ RÉGIO (Vila do Conde, 1901 – 1969), é habitualmente bastante intimista, auto analítica, introspetiva. Fala muito de si mesmo, autoanalisa-se, de forma mais ou menos explícita. Escreve sobre Si, mas ao escrever sobre o próprio EU, projeta-se também nos e com os OUTROS, com os Outros Seres Humanos e, em suma, com a Humanidade. Sempre muito tocado pelo lado do Divino, a sua aproximação a Deus e, por demais, a Cristo, Deus feito Homem. Traduz uma das suas preocupações marcantes enquanto Homem e ademais como POETA!

Este livro citado, designa-se precisamente “BIOGRAFIA”. Nele, algumas das idiossincrasias do Poeta, mencionadas anteriormente, estão bem explícitas. A 1ª edição foi de 1929, tinha, José Maria dos Reis Pereira, 28 anos! A edição que possuo, sexta, é de 1979. Não sei se todos os poemas pertencem à 1ªedição.

 

Foto Original DAPL. 2018. Portalegre e sobreirais. jpg

 

 

Li, este poema, pela primeira vez em público, no Café Central – Portalegre, integrado no evento “MOMENTOS DE POESIA”, no passado dia 21 de Março – Dia da Poesia, evocativo de José Régio, que perfaz cinquenta anos da sua morte.

 

Ao reler este soneto, em 2011, dadas as suas caraterísticas tão de “poema visual”, associei à interpretação de Conan Osíris, na encenação, na coreografia, ao cenário, à estética visual do bailado, enquadrante da canção vencedora do Festival da Canção 2019!!!

Estranho?! Tente ler e visualizar as imagens sugeridas pelos versos… Sem preconceitos!

 

Ainda irei escrever um post sobre “Momentos de Poesia” e esse dia 21 de Março!

 

(A Fotografia, original DAPL - 2018 -, é obviamente de Portalegre e dos sobreirais, que tanto inspiraram o Poeta.)

 

 

Falta de Serviços Essenciais…

… Em Entidades que já foram Fundamentais!

Crónica de Descontentamento (s) VI

 

Os títulos, levados à letra, reportar-nos-iam para ene assuntos, n serviços e atividades que nos faltam, nos mais diversos contextos e enquadramentos.

 

Até podia ser sobre a chuva… Que “estragou” os Carnavais!

Mas então a chuva não faz falta?!

Não! Não?! Não vou falar da chuva. Que faz imensa falta. Ela que venha!

 

Hoje vou falar de Correios; os CTT, que já foram das Entidades que melhor terão servido as Comunidades ao longo de décadas, neste País, nomeadamente no Interior. Quando não existiam nenhumas das modernidades que hoje temos, telemóveis, internet, computadores, estas e outras funcionalidades existentes que, ainda há escassos anos, eram pura ficção.

Não falo nas dezenas ou centenas de lojas que fecharam por todo o país, especialmente no Interior, onde mais eram necessárias. Têm valido as Autarquias que se organizaram para servir as populações, institucionalizando esses serviços nas respetivas Sedes…

 

Falo de serviços elementares que faltam nas ainda existentes Lojas de CTT.

Concebe-se que numa Loja de CTT não haja uma máquina para comprar selos de correio, automaticamente, sem ter que esperar nas filas enormes?! (E, a este propósito, as filas são sinal de que os serviços são necessários.) Já houve! Mas foi retirada. E porquê? Bem sei que hoje quase ninguém escreve cartas…

(!!!…?)

Ou concebe-se que uma carta enviada de uma Aldeia do Interior, para chegar ao Litoral Suburbano de um Concelho da Margem Sul, demore dez dias até ao destinatário?! Nem no tempo da mala posta!

Ou que cartas vão parar regularmente aos vizinhos, até noutros prédios, e algumas até com documentos importantes?!

Ou que num posto de CTT, numa Capital de Província, ademais no Interior, a cabine telefónica não funcione há mais de um ano?!

 

Mas, agora os CTT até têm um Banco! E é verdade! E que promete… que promete…

Mas os bancos… nem assado, nem assim, nem mesmo os de jardim!

 

E são só esses os seus descontentamentos?!

 

Se os fosse a desfiar todos, eram um rosário… E eu já não vou nem em terços… Não falo das Agências da Caixa encerradas, na falta de Centros de Saúde… Não falo dos disfuncionamentos da Caixa… Não falo na falta de profissionais de Saúde nalguns Centros…

 

(E estes escritos surgiram-me na sequência de ter precisado de enviar um simples postal ilustrado… no dia 7! E quem ainda envia postais ou cartas?! Só mesmo os cotas dos cotas! E ao pretender um simples selo de correio, corri as freguesias e só havia numa loja particular… E os CTTs não são também particulares?)

 

E, dir-me-á… Preocupa-se você com estas ninharias quando há Pessoas, digo, Pessoas que vivem e dormem na rua, ao relento!...

"Momentos de Poesia": Fev. 2019 - Um Hino à Cultura!

"Momentos de Poesia" inicia as suas jornadas poéticas e culturais neste 2019, na Cidade de Régio.

Prossegue a sua Caminhada, "Dando Voz" a Poetas, Poetisas, Artistas, em suma, partilhando, divulgando, promovendo e criando Cultura, na bela Cidade de Portalegre.

Parabéns e Votos de que tudo corra pelo melhor!

Momentos de Poesia. Cortesia Organização. Fev 2019.jpg

Lamento não poder estar presente, mas apresentaremos, nesse dia, o livro "De altemira fiz um ramo" em Almada, na SCALA - Sociedade Cultural de Artes e Letras  de Almada.

Até uma próxima oportunidade!

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D