Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Abril se despedindo a chover!

Uma sextilha que Abril me ditou, ao despedir-se!

 ******

Porque chorando ‘stás, tu, mês d’Abril

Se tens um dia valendo por mil?!

Bem sei! Raposa está no covil

Prontinha a servir o homem vil.

Saudoso de um tempo senil

Em que lobo rondava o redil.

*******

Fotos de ontem, em dia que não teve nada a ver com o de hoje.

Deu para passear.

"Boi d'Água"!

20240429_174354.jpg

Um caminho que desejamos para todos os "Abris" de Portugal: Verde de Esperança!

Desejo que Maio,venha "maduro", alegre e quente, como só Maio!

20240429_175157.jpg

(Estevinha rosa, planta singela, mas extraordinariamente bela!)

E laranjas: amargas,

que as provei!

20240429_175630.jpg

(Para lembrar a amargura, dos anos antes de 25 de Abril de 74!)

Que venha Maio. E que me traga mais inspiração, que, neste ano de 2024, pouco ou nada escrevi de Poesia!

Viva Abril. Viva Maio. Viva a Liberdade!

 

De Mau a Piau!

A propósito de um regresso da República Popular da China.

Quando, há alguns dias, ouvi o Senhor Presidente da República Federativa do Brasil, mais conhecido por Lula da Silva, opinar sobre a guerra da Ucrânia, achei simplesmente deplorável.

Atendendo que, Sua Excelência, acabava de regressar dessa grande potência do Extremo Oriente e comparando a atual presidência brasileira com a anterior, ocorreu-me simplesmente esse aforismo na moda, nos anos 70 do século XX.

Como se dizia: “De Mau a Piau!”

É, no mínimo, uma tristeza, esta posição de Estado, do País Irmão, na pessoa do seu presidente em exercício. Porque o Brasil, não sendo uma grande potência, é um estado com importância significativa no mundo, com relevância na América, nomeadamente a do Sul e em muitos países de África e Ásia. Não reconhecer a situação de agressão, de invasão de um país soberano – Ucrânia - por parte da Federação Rússia é, no mínimo, lamentável, como referi.

(Esta posição, por outro lado, alerta-nos para que no Mundo e face à guerra na Ucrânia, não há unanimidade. A visão eurocêntrica que nós maioritariamente temos na Europa Ocidental não é perfilhada noutros continentes. Lula da Silva disse-o, mal visitou a China, continua a proclamá-lo na sequência de outras visitas por outros países. Mais parece um embaixador do agressor.

Bem sei que as guerras têm muitos cambiantes, há muitos interesses divergentes, há erros de todas as partes, há destruição e horrores por todos os lados.

Esta guerra, como outras que fervilham noutros continentes, precisam ser terminadas, via negociações de paz. Que nesta, como noutras, a Paz já tarda!)

Agora, como sabemos, Sua Excelência o Senhor Presidente da República Federativa do Brasil, mais conhecido por Lula da Silva, virá a Portugal no âmbito das comemorações do 25 de Abril.

25 de Abril – Liberdade!

Virá falar de Liberdade?!?!?!

Que dizer quanto a isto?!

Mais uma trapalhada das nossas (des)Governanças!!!

P.S. – Friso que este meu postal, que é mais um comentário, um desabafo, não tem qualquer filiação partidária.

Saúde e PAZ! Que tarda!

 

Bitaites de Abril 23 (I)

As trapalhadas destas nossas “governanças / (des)governanças”,

Das TAPalhadas nem se fala!

Habitualmente não me debruço muito sobre as (des)graças deste nosso Querido País!

Por princípio, por hábito, por saturação, não cavalgo os assuntos mediáticos que inundam, enxameiam, incendeiam regularmente os nossos media, as redes sociais.

Mas isso não significa que me aliene do que acontece. Só que saturo-me de tanta conversa, tanta asneirada, sei lá mais o quê!

Os que nos governam são o que são! Não me lembro de se observar tanta trapalhada por metro quadrado, como com estes “Artistas”!  É de bradar aos céus!

Mas os que nos querem governar revelam-se mais competentes?! Apresentam melhores propostas de governabilidade? Dispõem de quadros mais capazes?!

Daqueles para quem o sistema era para derrubar ou fazer tremer, mal vislumbram oportunidade para nele entrarem, é vê-los a derreterem-se para se amesendarem. É só olhar e ver o comportamento dos ditos cujos. Vão todos dar ao mesmo!

Friso que não concordo com eleições antecipadas. Legislaturas são para se cumprir. Já relativamente às anteriores legislativas referi isso. Valeu a pena?! Que responda o "fado"! A quem interessaram?!

De Sua Excelência, o Senhor Presidente, bastava-nos tão somente que se enquadrasse exclusivamente nesse papel, que agisse apenas enquanto Presidente. Mas Sua Excelência incarna múltiplos papéis, desdobra-se em variadas representações (institucionais?). Professor Doutor, de pleno Direito.  Comentador, Opinante, não apenas num canal televisivo, como quando essa função efetivamente exercia, mas, agora, em todos os canais.   Bem podemos zarpar com o telecomando. Se está no canal X, logo aparece no Y, simultaneamente no Z. Não há como fugir. Parafraseando com o ditado: não há assunto nem tema, ocorrência ou trivialidade que Sua Excelência não comente, dê a sua deixa, ou perore. Não há paciência. De tudo sabe, sobre tudo fala. É um maná para a comunicação social.

Mas aí se esgotam os seus papéis e as suas representações sociais?! Será que esquece o respetivo enquadramento ideológico – partidário, a matriz identitária em que se enquadra?! Não exerce intervenção sobre ela?! Não intervém na sua condição de Cidadão?! (São muitos os papéis em que Sua Excelência se dobra e desdobra!)

Quando nos bastava que fosse apenas Sua Excelência o Senhor Presidente da República. Única e exclusivamente!

A Comunicação Social adora e delira! A toda a hora, Sua Excelência é entrevistado sobre tudo e mais alguma coisa!

E a Comunicação Social?! Os Media?!

As fontes principais que utilizo são as televisões. Os canais generalistas. Os noticiários mais parecem propaganda, exacerbam as notícias, gritam-nas! Mais que informar, deformam. Tantas vezes manipulam. Então, quando vêm com as sondagens. São um perfeito condicionamento. Misturam assuntos importantes com trivialidades sem nexo.

As greves sucedem-se. Algumas são crónicas. Outras surpreendem. (…)

(E a corrupção?!   …)

Muito boa e santa gente se queixa deste nosso querido País. Eu também. E com razão as mais das vezes. Mas vivemos em Liberdade. Temos acesso a muitos bens e serviços, funcionalidades que não têm muitos dos que vivem em muitos outros países!

Mas face a esses factos, essas virtualidades, deveremos comer e calar?!

Não! De modo algum!

 

O Chamiço em “Etnografia Portuguesa” … (II)

Ponte. Foto original. 02.02.23.

Neste postal nº 1134, ainda me debruço sobre a velha “aldeia” do Chamiço, a partir de:

Etnografia Portuguesa – Tentame de Sistematização – Prof. Doutor José Leite de Vasconcellos – Volume IV –

Lisboa – Imprensa Nacional – 1958

Livro I – A Terra de Portugal – pp. 654 e 655

Terrenos. Foto original. 02.02.23.

(…)

*******

Mó. Foto original. 02.02.23.

«Quando e como se desmoronou o Chamiço?

Dois velhos de Gáfete, que em 1930 contavam respectivamente 80 e 85 anos, referiram-me o seguinte, interrogados cada um por sua vez, e em separado. Em pequenos haviam ainda conhecido o Chamiço, que tinha 8 ou 9 fogos, incluindo a morada do paroco. A povoação constituia frèguesia: orago o Martle Santo (S. Sebastião), - pôsto que isso não conste nem da Corografia do P.e Carvalho, nem do Portugal sacro e profano (serie anexa). – Faziam-se lá festividades, e no largo da igreja touradas: a umas e outras concorria gente do Monte-da-Pedra, Aldeia-da-Mata, Gáfete. Um dos dois velhos assistira ainda a uma corrida de touros, e a uma festividade. Acrescentaram ambos que a destruição da povoação a motivaram continuos assaltos de ladrões: os habitantes, vendo-se desamparados naquele descampado e solidão das herdades, fugiram. Quem primeiro abalou, foi uma lavradora, de apelido Carita, a mais rica da terra: tendo dado tal exemplo, as outras familias seguiram-na, porque menos protegidas ficavam. Até contou um dos velhos o caso de haver sido apernado pelos ladrões um criado da mencionada lavradora, deitado ao chão, e coberto com uma manta; levantando-a, espreitou, e conheceu os ladrões. Por decôro não se declara aqui o nome da terra a que pertenciam.

Assim reza a tradição oral. (…)»

*******

Forno comunitário. Foto original. 02.02.23

(Algumas notas complementares:

Registo algumas referidas no postal anterior. Segui o texto a partir da fotocópia que tenho na minha posse. As mesmas dificuldades na transcrição de palavras com grafia diferente da atual, especialmente nos acentos. Os realces a negrito são de minha lavra.

A fonte informativa de Professor Doutor Leite de Vasconcellos foi também oral. Os dois velhos de idades 85 e 80 anos, terão nascido respetivamente em 1845 e 1850.   Depreende-se do mencionado que não terão nascido no Chamiço, mas em Gáfete.

Quando li este excerto na Biblioteca Nacional, algo que me chamou a atenção foi a expressão “apernado”. Não é uma palavra muito vulgar, mas também era o termo que a minha Avó usava, quando relatava os acontecimentos.

Outro aspeto foi a menção de que a lavradora Carita fora a primeira que abalara. O que estava em contradição com o que sempre ouvira a minha Avó. E, agora, após ler também o artigo de Prof. Subtil reforça essa contradição. Também a versão que Primo António Carita sempre ouvira a sua Mãe, Maria Carita, contradiz essa referência.

A situação de o criado ter reconhecido os ladrões, como sendo de uma localidade próxima, também a minha Avó me contava, mencionando a terra. Que eu, reforçando a atitude de Professor Leite de Vasconcelos, também não revelo. Todavia não deixaria de ser curioso saber qual a terra que os velhos terão referido, se coincidiria com a que minha Avó dizia.

Nas Memórias Paroquiais, de 1758, vem referida esta povoação “Monte Chamisso”.

Estes são alguns dos aspetos que vêm mencionados na Etnografia Portuguesa sobre o Chamiço. Há mais algumas referências etnográficas de interesse. Mas eu, nestes textos, o que pretendia era realçar fundamentalmente as questões reportando-se a essa minha Trisavó, Rosa de Matos, de apelido Carita, do marido, João. Enquadrando todos estes aspetos na premissa / questão inicial sobre as interligações do apelido Carita no Alto Alentejo.

Terreno com barragem. Foto original. 02.02.23

Ainda quero consultar os dados do Arquivo Distrital de Portalegre.

 

XXVI Antologia da APP - 2022

Capa Antologia. Foto original. 03.03.23.

APP – Associação Portuguesa de Poetas

Contracapa Antologia. Foto Original. 03.03.23.

Recebi, recentemente, a Antologia da Associação Portuguesa de Poetas – 2022.

Quatro exemplares correspondentes à minha participação com 4 poemas:

Primavera e Paz! – Chega, Hoje, a Primavera?!

Olhai, as Açucenas… no Chão – No Chão da Atafona… a Caminho da Fonte das Pulhas!

Amoras… Espinhos… Carinhos….

Manhã Brumosa – Pintando o 2 no Sobreiral!

(Poemas de 2022, escritos em Aldeia da Mata, refletindo as minhas vivências campestres.)

*******

Quarenta e sete participantes, com diversificados trabalhos de escrita, expressando a sua criatividade, segundo a respetiva sensibilidade. Também uma pequena “biografia”, registo sintomático da liberdade criativa de cada qual.

Resultou uma mostra muito interessante da expressividade artística nos domínios da Palavra, do Verbo, de sócios da APP – uma Instituição pioneira nestes campos literários. Ao longo destes quase trinta e sete anos em que sou associado, desde 1986 - a APP foi fundada em 1985 - já participei em várias Antologias. Aí podemos constatar como a Vida é um constante fluir. Tantas Pessoas: Poetas, Poetisas que deram o seu testemunho, contribuíram com o seu talento para estas vinte e seis Antologias!

Tantos que já partiram! Um Destino comum a todos nós. (Também se notam algumas ausências de habituais participantes!)

Obrigado a todos, pelo respetivo contributo. Aprendemos sempre, lendo os trabalhos dos outros. Compartilhamos ideias e ideais. E, a Poesia consegue ser, habitualmente, o sublimar do melhor do Ser Humano.

Especial agradecimento aos Coordenadores: Carlos Cardoso Luís e M. Graça Melo.

(Obrigado, ainda, a M. Graça Melo – Presidente da Associação – pela amabilidade de me enviar os exemplares pelo correio.)

Listas dos Participantes e respetiva página em que figuram no livro. 

Participantes Antologia.

Participantes.

(Friso, mais uma vez, que considero mais adequada a organização dos antologiados por ordem alfabética.)

Antologia.

 Ficha Técnica.

Ficha Técnica.

Viva a APP! Que continuem as Antologias!

 

País de secas e de enxurradas!

Nestes últimos dias tem chovido água que Deus a mandou! Ou São Pedro!

"Deixa estar, que ela não fica lá". Dizia a Mãe, quase centenária, quando nos verões se falava da seca!

Tem chovido tanto que tem havido enxurradas pelos mais diversos lugares do nosso País. Este Outono tem tido características que, há vários anos, não observávamos. Depois de secas persistentes e de um ano particularmente quente no Verão, choveu ainda no final desta estação. Continuou chovendo regularmente, no Outono. As terras sequiosas foram absorvendo as águas. Pouco foi chegando às barragens, apesar de se irem compondo face à escassez de água que fomos lamentando todo este ano e anterior(es). Não chovia! As barragens não tinham água! Este drama atormentou-nos até há bem poucas semanas. E, era um facto!

Ponte moderna de Benavila. Foto Original. 03.10.19.

Posso exemplificar. Ainda no passado dia 7, do corrente mês, nem há oito dias vai, passámos por Benavila, junto à Barragem do Maranhão. Pudemos constatar como a represa estava vazia. A norte desta localidade, corre a Ribeira de Serrazola, que desagua na Ribeira de Seda, represada na mencionada Barragem, cujas águas chegam até bem longe de Benavila, quase até Seda, quando o reservatório está cheio. Não era, nem de longe nem de perto, o caso. Esse ramo poder-se-ia atravessar a pé, partindo do Santuário da Senhora D’Entre-Águas, localizado a norte, em colina sobranceira às duas ribeiras, que aí confluem. Ribeira de Serrazola desagua na Ribeira de Seda. A ponte antiga que atravessa aquela ribeira, habitualmente submersa, estava completamente descoberta. Permitiria atravessar, a quem o quisesse fazer. (Tive pena de não ter tirado foto, mas estávamos com muita pressa, já era tarde e estava ameaçando chuva, como já dura há dias. As fotos ficariam semelhantes às que tirei em Outubro de 2019, já postadas.)

Benavila. Barragem do Maranhão. Foto original. 03.10.19.

Em poucos dias, especialmente desde o final de semana, a chuva tem sido de tal intensidade que provocou estragos especialmente nas localidades. Particularmente nas ribeirinhas. Para essa situação, em especial na Grande Lisboa, contribui a orografia dos terrenos, sobremaneira o asfaltamento, a betonização. O deficiente Urbanismo! Mas o “mau tempo” continua por todo o lado.

Ontem, quando regressávamos a Portalegre, particularmente a partir de Estremoz, ainda mais após Monforte, os terrenos alagadíssimos. Regatos eram ribeiros! Estes, ribeiras! E aquelas, quase rios! Todas estas águas Monfortenses, Portalegrenses, irão desaguar direta ou indiretamente para a Ribeira de Seda e respetiva Barragem do Maranhão. Será que agora a barragem irá fazer o seu pleno?! Numa próxima viagem já a veremos completamente cheia?!

Av. Pio XII. Foto Original. 13.12.22.

Ainda Portalegre. Aqui as chuvas têm sido intensíssimas! Avenida Pio XII, descendo da Serra, tem parecido uma verdadeira ribeira!

Bem gostaria de ir ver a Ribeira das Pedras e do Salto – Aldeia da Mata - que já galgaram as respetivas pontes!

 

Vão-se a Catar!

Futebol, futebolices, questões pertinentes, perguntas impertinentes!

E uns aforismos pelo meio

Vai começar o mundial no Qatar! Muito boa e santa gente vai ao Catar.

Gente até bem importante de Portugal, melhor, representantes institucionais, políticos, que, como tal, aí se vão deslocar. A ver o futebol, apoiar a seleção. Apenas! Mas, o futebol separa-se da política?! Não estará o dito mais que embrenhado, embrenhadíssimo, na mesma?! Um mundial envolvido em casos mais do que obscuros, no que respeita a Cidadania, desde a respetiva atribuição! Bem, eles lá sabem. “Futebol não é política”?????!!!!!!

Mas não é propriamente sobre futebol que quero escrever. Mas “vem a talhe de foice” …

Há “algo que já me faz passar dos carretos”. Não consigo abrir nenhum dos canais generalistas na TV, sem que todos os dias, todos os noticiários, dos cinco canais que vou percorrendo, não veja, não oiça, Sua Excelência o Senhor Presidente da República, a falar, a comentar, a explicar, a perorar, sobre tudo e mais qualquer coisa, em todo e no mais diverso lugar, deste Portugal e até no estrangeiro. É como o ditado: “não há festa nem romaria que não vá a minha maria!” De vez em quando, só de vez em quando, claro, diz o que não deve!

Será que haverá alguém que consiga fazer entender ao Senhor Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa que o respetivo papel funcional a desempenhar por Sua Excelência não é o de comentador da TVI, nem de nenhum dos outros canais televisivos?! Se houver e conseguir, desde já Muito Obrigado.

E no respeitante a Sua Excelência o Senhor Primeiro-Ministro, Dr. António Costa, alguém lhe poderá dizer que, apesar de ter tido uma maioria absoluta, os respetivos colaboradores, seja qual for a respetiva categorização e funcionalidade, devem estar acima de qualquer suspeita?! E que os indivíduos contratados para os mais diversos cargos funcionais, institucionais, devem sujeitar-se às regras gerais de contratação?! Sujeitarem-se a concursos, respeitando normas de igualdade?!

E que quando se verificam casos de evidente desrespeito, seja das leis, seja das pessoas ou entidades esses personagens se devem sujeitar às normas gerais ou específicas a que estão sujeitos os demais cidadãos?!

E que os diversos interesses:privados – públicos, particulares – gerais, de cidadania individual – de estado, devem ser devidamente separados?!

As questões estão levantadas. As perguntas formuladas. (Im)pertinentes?!

Vão aproveitar o futebol e as respetivas futebolices para “taparem o sol com a peneira”, neste caso, ocorrendo num país de desertos, “para nos atirarem areia para os olhos”.

Para encherem os canais com futebol. E futebol… e futebolices… E mais futebol!

E ainda no futebol. O Ronaldo fez bem ou mal em ter falado sobre o respetivo clube?! 

Vão todos ao Catar!

 

Lá se foi Agosto… (I) – Fogos!

Um balanço de desalento (I)...

É algo que me assusta e aflige neste nosso País. Tantos fogos! E, ademais, em locais emblemáticos deste nosso querido Portugal. Até na Serra da Estrela!

Eu, muito sinceramente e muitas vezes, penso que este país não merece o País que tem!

Quanto aos fogos, tantos rios de dinheiro que se gastam, tantas energias despendidas com os fogos e tanto, mas tanto se pouparia se a prevenção fosse devidamente realizada.

 A Prevenção que exige trabalho, trabalho e trabalho. Ao mesmo tempo que daria trabalho a muito boa e santa gente que quisesse realmente trabalhar. Tenho defendido muito esta tese deste modo de prevenção. E qualquer cidadão, observador e interessado, pode sempre em qualquer viagem que faça, por este nosso e lindo país, verificar como essa prevenção é totalmente descuidada. Nos mais diferentes lugares. Desde logo nas bermas das mais variadas estradas e autoestradas, linhas férreas… nos parques naturais… Nos Parques Naturais, então nem se fala! Nas próprias Cidades…!

É só olhar e ver, com olhos de ver!

Tenho gastado a minha saliva, o meu verbo, o meu latim, que, aliás, é pouco e cansado.

Mas também as minhas forças e energias. Porque onde posso, com os meios de que disponho, e as minhas capacidades, faço alguma coisa, pouca, frise-se, na prevenção.

Mas comparativamente com muito boa e santa gente que tem meios e tecnologias e recursos muito superiores aos meus e não faz nada…!?

É o país que temos! Mas a responsabilidade é de todos! Desde as hierarquias superiores até às bases. E antes de todos e ainda mais, dos particulares, dos proprietários, que não agem devidamente. Das entidades públicas que, nas localidades, nas respetivas circunscrições, muitas vezes não atuam.  E, neste plano, é precisamente nos níveis mais de base que as intervenções devem ser realizadas, porque são essas pessoas que estão no terreno, que melhor conhecem a realidade. Autarquias Locais, Proteção Civil, Bombeiros, GNR…

Porque é que, nas estações do ano em que se pode intervir prevenindo, alguns destes profissionais, por ex. Bombeiros, não são canalizados para as limpezas necessárias?! Ou um corpo especializado de intervenção, com gente capaz, com vontade de trabalhar e de fazer bem feito?

Lá se foi Agosto… Também o calor abrandou. Chuva, nada! Está tudo seco, seco. Os campos alentejanos, onde não há regas, metem dó.

Que não haja mais fogos e venha alguma chuva, é o que mais desejo.

 

Bye – Bye Uruguai!

A propósito do Mundial do Quatar deste ano - 2022!

Gosto de futebol, quanto baste. Aprecio os jogos da Seleção Nacional, especialmente aqueles que ganham a pica de “ou vai ou racha”! Mas não me perco grudado no écran, como se não houvesse mais nada para fazer. Vejo alguns jogos, doutros observo excertos, a maioria passa-me ao lado.

Mas não é propriamente para esmiuçar as minhas particularidades futebolísticas, de benfiquista, que estou a publicar este texto.

É antes para estabelecer uma ligação para um poema que escrevi em 2018, sobre o Futebol, na sequência do jogo de Portugal com o Uruguai.

E, porquê?!

Precisamente porque neste Mundial, na fase de grupos, Portugal vai emparelhar com o Uruguai, para além da Coreia do Sul. E do Gana!

Vamos a ver quem é que se esgana!

E, onde decorreu esse Mundial de 2018?!

Onde?!

Precisamente na Rússia!

Imaginem-se as voltas que o Mundo dá!

Não faço mais comentários…?!

Saúde! E Paz! 

Anexo a ligação para “Bye – Bye, Uruguai”!

 

 

Futsal – Geografia – História – Geopolítica

Portugal – Espanha – Ucrânia - Rússia

Reflexões: Manias minhas e pretensiosismos!

 

Decorreu, hoje, na Holanda, cidade de Amsterdão, o jogo Portugal – Rússia, final do Campeonato Europeu de Futsal. Portugal ganhou por 4 – 2.

Não vi este jogo, mas na 6ª feira passada, dia quatro, vi o término da meia-final entre Portugal e Espanha e gostei. Penso que foi a primeira vez que me fixei num jogo de futsal. Muita rapidez, passes, não há bolas presas ou paradas, poucos tempos mortos. O espaço é curto, parece um jogo de tabuleiro, os jogadores entrosam-se, passam a bola, atacam, contra-atacam. Andam num virote!

Mas eu não queria falar do jogo propriamente dito.

 

Interessante que a outra meia-final fora entre Ucrânia e Rússia, tendo vencido esta última. Peculiar, dada a situação geopolítica e militar vivida por estes dois estados, aparentemente, à beira de um confronto militar. Seria bom que se ativessem apenas nestes duelos desportivos. Que os povos não querem guerras.

Quero abordar, brevemente, alguns aspetos culturais, extra futebol.

Numa perspetiva geográfica, nestas duas meias-finais, defrontaram-se os dois países do extremo ocidental da Europa e os dois do extremo oriental!

 

Em termos históricos, a situação de “guerra iminente” entre os dois Países de Leste, viveram-na Portugal e Espanha ao longo de séculos, “às turras”, desde o início da nacionalidade. Portugal construiu a sua identidade nacionalista, em confronto com os Reinos seus vizinhos, que estariam na base de Espanha. Inicialmente, séc. XII, contra o reino de Leão; mais tarde, séc. XIV, XV, contra Castela; a partir do séc. XVI, constituída a identidade de Reino de Espanha, contra este. Inclusive, perdendo a independência e formando um reino único, de 1580 a 1640, ano de Restauração da Independência. As guerras da Restauração, no séc. XVII, consolidaram esse estatuto. Mas no séc. XVIII continuaram os reinos em confronto, sob diversos pretextos e motivos, nomeadamente sucessões dinásticas, posse de territórios, inclusive na América do Sul. A última guerra entre os reinos de Portugal e Espanha penso que foi a Guerra das Laranjas, em 1801. Em que Portugal perdeu o território de Olivença, situação de facto, mas nunca reconhecida legalmente por Portugal. (Guerras subsequentes em que Portugal esteve envolvido, não tiveram a ver com Espanha. Nem propriamente as invasões francesas, embora a dita das “Laranjas”, as tivesse de algum modo prenunciado!)

 

Estas reflexões têm a ver com o que vivem os dois Povos e Estados de Leste, que também têm uma História intrincada de pertenças e desavenças, ao longo de séculos. Culminando nesta situação complicada, envolvendo a comunidade internacional à escala planetária, dado que as grandes potências mundiais intervêm na situação. Nada que se compare, em escala, com o que aconteceu entre os Reinos Ibéricos, ao longo de oito séculos. Embora no século XVI estes fossem, digamos, as superpotências mundiais!

 

Seria fundamental que os Estados cingissem os seus confrontos ao Desporto, como forma de sublimação das suas desavenças!

Relativamente a esta situação de “guerra iminente” é conveniente estruturar o diálogo. Na minha opinião, mas quem quer saber dela?!, a Ucrânia deverá manter a respetiva independência. Deverá aderir à União Europeia, penso que ganham os diversos povos envolvidos. Mas não deve aderir à NATO. Deveria ser um Estado neutral, tampão entre União Europeia e Rússia.

Manias minhas? Pretensiosismos?!

Muito Obrigado e muita Saúde!

Parabéns à Equipa Portuguesa. Parabéns às outras Equipas!

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2024
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2023
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2022
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2021
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2020
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2019
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2018
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2017
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2016
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2015
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2014
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D