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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Extinção do SAPOblogs!

"Descontinuação de SAPOblogs", é assim que é designado!

Caro/a Leitor/a,

Este, provavelmente, se não de certeza, será o meu último, talvez dos últimos postais que quero escrever no blogue.

Lamento, lamento muito o que se irá concretizar.

Que fechassem os blogs no SAPO, até poderia compreender, com pena, muita pena, claro!

Mas que apaguem tudo o que publicámos, deitem para o lixo, é esta a situação, deixa-me perplexo, no mínimo. É cruel!

Tanta gente que veio publicando, com alma e coração, ao longo de vários anos, meses, semanas, dias, e, agora, assim de repente, temos conhecimento que vai tudo desaparecer.

Deviam, pelo menos, guardar. Nem que tivéssemos de pagar uma quota, sei lá! Mas apagar tudo é de uma frieza sem limite.

(Lembrar-me eu que, quando criei este blogue, em 2014, uma das principais motivações era "guardar" online, muita da minha escrita que estava dispersa em vários suportes de papel. Pensando que ficaria preservada! Afinal, descubro agora, que estava completamente errado.

Costuma dizer-se que "uma vez na internet, sempre na internet!" Afinal, não é nada assim.)

Bem sei que estávamos numa casa emprestada, nem sequer alugada, é certo. Mas, agora, despedem-nos, e mandam a mobília para a rua. Nem isso! Se não a recolhermos, vai para lixo, pura e simplesmente. Incinerada! Destruída!

Dói! Posso dizer que dói! É uma "dor d'Alma"!

Tanto investimento, para nada.

*******

Reporta-me para o que tenho observado nas ruas, nestes meses. Para além de roupas junto aos contentores, livros, mobílias completas! E, algumas, em muito bom estado.

Bem perto de casa, a mobília quase completa de uma velhota que morrera recentemente. Algumas vizinhas levaram o que puderam! No dia seguinte, de manhã, não havia absolutamente nada. O espaço completamente limpo! Alguém levara com cuidado, não foi para estragar!

Em Cacilhas, na semana passada, além de livros, um saco cheio de louça, em muitíssimo bom estado. Observei no cimo, um boião, excelente, da Vista Alegre! Trouxe para casa.

Costuma dizer-se que "lixo de uns é luxo para outros" ou "o que a uns não serve a outros dá jeito"!

Tudo isto, a propósito e comparativamente, porquê?!

Tenho observado, já há alguns dias, que as visualizações são mais que habitualmente, mesmo sem publicar nada. E a origem estrangeira é significativamente da China! China?! A que propósito e com que fim?! Estão a recolher o que escrevemos?!

Caro/a Leitor/a, aí pelo seu blogue, o que se observa?!

*******

O que fazer?

Irei tentar seguir os trâmites que sugestionam na ajudablogs.

Mudar para outra plataforma?! Não sei! Mais tarde ou mais cedo vai acontecer igual!

Bem, antes de terminar este postal, quero agradecer ao SAPO, à Equipa do SAPOblogs, pela disponibilidade que sempre manifestaram.

A todos Leitores/Leitoras que navegaram pelos meus blogues, que partilharam os seus postais, um pouco ou muito de si mesmos, pelo que me ensinaram, pelo que li, observei, que me enriqueceu.

Tenho muita pena se não conseguir acompanhar estas mudanças, estes campos de enriquecimento, de entreajuda, de interrelacionamento, com "Pessoas com Alma" com quem tão bem se convivia no SAPOblogs.

*******

Apesar de tudo, o SAPO devia pensar em guardar o que publicámos.

*******

Também vou ver se consigo empenhar-me mais na vida real.

Participar em tudo o que puder de eventos em que colaborava antes da epidemia.

Poesia! Participar. Intervir. Dizer Poesia nos grupos:

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***

E, porque não abalançar-me na edição de um novo livro, com todas as recolhas que tenho feito?!

(Bem sei que os livros também vão para o lixo!

Tristeza de mundo em que vivemos!)

 

Eleições Presidenciais... 1986! (II)

"A Duas Voltas: Mário Soares e as Eleições Presidenciais de 1986".

Volto a este tema, que iniciei em "Apeadeiro da Mata", em 06/01/2026.

De certo modo sugestionado pelo documentário que a RTP passou e que está disponível na RTPlay. Afinal são cinco episódios e não quatro, como eu pensava, quando escrevi esse postal. Emendarei.

Recomendo a respectiva visualização, tanto a quem vivenciou esses tempos, mais ainda a quem os não viveu.

Observar as pessoas, o povo, o povão, o povinho, que acompanha os diversos candidatos. Veja o Portugal desse tempo, compare com o Portugal de agora. 

Ainda não tínhamos entrado na CEE, em 1985. Foi no início de 1986 que se concretizou essa adesão. Mário Soares teve aí um papel fulcral.

(Encontro uma lacuna no documentário.  Uma Personalidade importantíssima, com um papel determinante, à data, e, graças a Deus, ainda viva,  não dar, agora, atualmente, a sua opinião sobre esse tempo e as decisões tomadas. Não sei se foi contactado ou não. Os documentaristas não referem.

Provavelmente, escreverá em futuras memórias.)

Essas eleições tiveram um vencedor, à partida, inesperado e improvável: Mário Soares!

Também já escrevera sobre isso, num postal em Aquém Tejo, em "A morte e a vida - Sombras e luz " - 10/01/2017.

Paradoxalmente, Soares venceu a eleição, graças aos erros estratégicos das personalidades que o detestavam e não queriam que ele fosse eleito. 

A primeira volta foi primordial. O não apoio a Maria de Lurdes Pintassilgo, pelo General Eanes / PRD, nem por Álvaro Cunhal / PCP, e, em contrapartida, o lançamento da candidatura de Salgado Zenha, e subsequentes apoios, selou, paradoxal e inesperadamente, o destino vitorioso  de Soares.

Contra todas as expectativas e probabilidades. Pois a candidatura de Zenha fora precisamente para tirar votos a Soares e impedir a respectiva eleição. Teve precisamente o efeito oposto ao pretendido. 

Essa candidatura também foi, em si mesma, digamos, chocante, inesperada, inverosímil, à priori! Dado todo o interrelacionamento de vidas de Soares e de Zenha, ao longo de décadas, em múltiplos e variados contextos.

Os quatro candidatos, todos eles, eram Personalidades que poderiam ter sido eleitos para Presidente. 

(Maria de Lurdes Pintassilgo, apesar de todos os apelos e sugestões que lhe fizeram, não desistiu. 

E porque haveria de fazê-lo?! Foi coerente consigo mesma. Mérito dela! Levou a candidatura até ao final, embora tivesse poucos apoios estruturados.)

Aliás, a dinâmica festiva e vitoriosa da candidatura de Freitas do Amaral, o único candidato de direita, congregando todos os votos dessa área, até não projectava, à partida, que houvesse necessariamente segunda volta. 

(Contrariamente ao que se passa nesta eleição de 2026. Em que dificilmente não haverá segunda volta. Difícil será saber quem nela irá competir, dada a volatilidade das situações políticas.)

Mas, em 1986, na primeira volta, não foi definido um vencedor com mais de 50% de votos. 

E, em segundo lugar, não ficou Zenha, como esperavam os seus apoiantes. Mas Soares, contrariamente ao que fora expectável!

E, na segunda volta, que definia quem seria o presidente, os votantes que haviam colocado a cruz em Zenha, puseram-na em Soares, mesmo que tivesse sido sem olhar ao nome e retrato ou de olhos fechados!

E Soares foi eleito Presidente!

Há Pessoas que têm Destino marcado! Uma aura!  Têm luz, mesmo na escuridão!

Aguardamos a votação do próximo domingo, 18/01/2026.

(Desde já constatar que hoje, domingo, 11/01/2026, cerca do meio-dia, observámos uma grande afluência à Cidade Universitária de Lisboa. Estacionamentos lotados, filas de trânsito, com imensa dificuldade em circular. E muita, muita gente, indo e vindo da Cantina Universitária, da Reitoria da Cidade Unversitária, da Faculdade de Direito...

Votação antecipada, certamente!

Não me parece que houvesse jogo do Sporting, nem afluxo às urgências do Santa Maria!)

Se no dia 18 houver asssim esta afluência iremos ter uma eleição muito participada.

 

Fogo de artifício, à vontade do freguês?!

Passagem do Ano de 2025 para 2026.

Esta madrugada, no dealbar da meia-noite, assistimos a um espetáculo inusitado. Para nós! Nunca vira tal coisa, daquele modo.

Na expectativa de vermos o "fogo preso", abrimos as persianas. É habitual visualizarmos a pirotecnia que costumam lançar em Corroios, Almada, por vezes, até a do Seixal! (Reporto-me a uma zona fronteira entre estes dois concelhos: Almada e Seixal.)

Qual o nosso espanto, quando presenciamos foguetes por todo o lado, nas vizinhanças, nos bairros limítrofes, na nossa própria rua. Inclusivé lançando bombas no chão do arruamento, até na proximidade de carros! 

Nunca vira tanto foguetório irrompendo dos mais diversos locais nas freguesias circundantes.

Feijó, Sobreda, Charneca, Vale de Milhaços, Corroios, Laranjeiro, Caparicas...

Subitamente o prédio estava como que cercado de fogo de artifício, numa roda de trezentos e sessenta graus. Um espanto! Que seria interessante, não fora a sensação de estarmos rodeados de fogo, presos naquele artifício de pirotecnia! Visão dantesca, barulheira ensurdecedora.

Julgava que estas ações estavam limitadas, determinadas na lei, consignadas a Instituições, Juntas de Freguesia, Câmaras Municipais...

Constatei que não! A modos que qualquer particular pode adquirir umas caixas de artefactos destes e pô-los a funcionar em qualquer lado que lhes apeteça!

Mas não são perigosos estes fogos, lançados de qualquer modo, em qualquer lugar, por quaisquer pessoas, ademais, à data, muitas delas toldadas pelos alcoóis consumidos?

Não sei! O que sei é que estes comportamentos, estas atividades não deviam ser permitidas.

Já nos basta, nos verões, vivermos atormentados pelos incêndios. Presenciarmos os horrores das guerras, da devastação da Ucrânia, do massacre de inocentes na Faixa de Gaza, de notícias de outras guerras por esse mundo fora.

Quanto mais, vermo-nos, nas nossas próprias casas, rodeados por fogos rebentando por todo o lado. Espero que, no futuro, estas atividades sejam proibidas. Ou limitadas a zonas e locais e por entidades específicas e determinadas.

Não ao gosto e vontade de qualquer freguês!

Será que esta situação descontrolada, amalucada, foi específica da zona mencionada?

Ou, infelizmente, é por demais comum pelo país e eu é que tenho andado distraído?!

Votos de Saúde, de Paz e Excelente Ano de 2026!

 

Portugal: Eleições… Galo de Barcelos!

Será que Portugal é assim uma espécie de “Galo de Barcelos”?!

20251023_111322.jpg

Que canta mesmo depois de morto e assado, na mesa do Senhor Doutor Juiz?!

Não sei!

Eleições Presidenciais: os candidatos não são mais que as mães. São pelo menos tantos quanto elas. (Não há por ali irmãos, embora alguns sejam muito parecidos e queiram apenas aproveitar o colo da Dona República, usufruindo das benesses, promoções” que os atos eleitorais sempre proporcionam.)

Os cartazes já proliferam! (Ainda não tiraram os “fora de portas” das autárquicas e já inundam as praças de novos cartazes.) Algumas carantonhas repetem-se, outras ressurgem das fantasias de tempos passados.

Também ressuscitam as sondagens. As manipulações da opinião pública continuam. Nada de novo! Os mesmos discos riscados. Reaparecem figuras de museus de cera, a defenderam os seus protegidos. Como se nós precisássemos de saber quem é quem. Como se não soubéssemos quem é cera do defunto.

Quem escolher?!

É caso para dizer: venha o diabo e escolha!

Imagem: Galo de Barcelos numa Rua 5 de Outubro, ligando a Sé à Praça! Numa Cidade de Portugal, que pode ser qualquer uma. Que Cidade não tem uma Rua 5 de Outubro?! É a República, à procura de um Presidente!

Sé: clero, Praça: povo. Falta a nobreza. Que está no carácter de cada um. Coisa difícil de ver, ou nem por isso – nalguns casos é por demais evidente; mais difícil de avaliar. Mas será por aí, que tentaremos escolher.

Saúde e Paz, que tanta falta faz!

Apeadeiro da Mata

 

Sáfara – Safras – Tapada das Safras

20251018_171147 (1).jpg

A propósito de “Almoço dos Primos”, de 18/10/25 e de comentário de José, de “Cheia”, a quem agradeço.

***   *   ***

«Sáfara, s.f.(de sáfaro). 1. Terreno desértico e pedregoso; terreno sáfaro. 2. O m. q. safra.       … …

Sáfaro. adj. m. (do Ár. çahrã ou çakhra?). 1. Agreste; inculto; bravio; rude. … …

Safra, s.f. (do Ár.).  …  2. Boas searas; colheita. …»

In. Lexicoteca – Moderno Dicionário da Língua Portuguesa – Círculo de Leitores – Tomo II – 1985 - p. 1048

***

O comentário de “Cheia” suscitou-me a pesquisa. A Lexicoteca é um espaço onde gosto de me informar e aprender. Os excertos inicialmente apresentados explicam os significados das três palavras relacionadas.

A ideia que eu tinha de “Safra” era a de terreno inculto, bravio, pedregoso, coberto de mato.

(José apresentou-me uma imagem diversa da palavra, mais associada a searas.)

O terreno da “Tapada das Safras” é tipicamente o das “safras / sáfaras”. Granítico, pedregoso, pouco cultivo terá alguma vez tido, dado que as rochas pouco espaço deixariam para lavrar. Lavoura pobre, certamente, centeios, que seria o que essas terras dariam.

Terrenos comuns nestes concelhos do Norte Alentejano: Nisa, Crato…

Muitos afloramentos rochosos de granito, nalguns locais, de carácter monumental. Na minha Aldeia, também são dominantes. Já apresentei postais sobre esses rochedos que são verdadeiros monumentos naturais.

Entre as rochas desenvolve-se o mato: codessos, giestas, urzes, tojos, gilbardeiras, silvas, estevas, margaças, pegamassas, madressilvas, lentiscos, troviscos, aroeiras, carrascos…

Na “Tapada das Safras” persistem alguns excertos desse matagal primitivo. Observei um resto de codessal, rasteiro, mas verdejante, apesar da secura e longevidade deste verão, em pleno Outubro!

(Não fotografei. Mas tirei foto de uma “Despedida de Verão”. Há muitas disseminadas pela propriedade. Terão sido plantadas propositadamente, espalhadas pelo território, junto às pedras, nos canteiros, junto às casas. Ideia interessante. Estas plantas, embora exóticas e tóxicas, são vulgares no nosso Alentejo Norte. São muito comuns nos jardins, nos hortejos antigos. Pela sua beleza e pela sua resistência ao nosso clima destemperado, de verões secos e quentes. Iluminam os espaços com a sua cor rosa desmaiada e perfume adocicado!)

Ainda sobre as “safras”…

Em miúdo e adolescente, guardei muita vez ovelhas, em terrenos com safras: Tapadas da Baganha, do Sabugueiro, do Engenheiro Matias, da Ribeira da Vargem…

E o que as ovelhas gostavam dos codessos, das sementes das giestas…

Mas isso são outras estórias!

Almoço dos Primos: 18/10/2025 (II)

Mais vale tarde que nunca! (II)

20251018_170930.jpg

Estes convívios valem sempre a pena.

Embora muitas pessoas se ausentem pela “lei da vida”, e por isso mesmo, valoriza-se o facto de podermos conviver, com quem pode comparecer, enquanto isso é possível.

Se as ausências perenes nos incomodam, em contraponto observamos a evolução dos convivas mais jovens. Ainda há pouco, digamos assim, eram crianças; agora, adultos, constituintes de novas famílias, com filhotes já crescidos. São esperança de renovação, de futuro, de que os laços familiares prosseguem, de que o mundo e a vida continuarão. Assim a saúde os acompanhe e a nossa vivência em paz se mantenha.

Se lembramos os que partiram, em contraponto, observamos os que conhecemos desde pequenos, acompanhámos na escola, adolescentes, felicitámos nos matrimónios. Atualmente, adultos profissionais, que nos prestam serviços; com filhos já crescidos, marca identitária de ascendentes, prontos a darem continuidade a laços familiares eternamente renováveis.

Será bom que estes almoços prossigam. Apesar do trabalho que implicam. A Prima Bela que o diga. Observei como ela tentou passar a “chama olímpica” à Prima Marisa. Que, por enquanto, não aceitou. Mas que é uma pessoa bem capaz de desempenhar cabalmente as funções, no futuro. Tem todas as condições e qualidades para tal. Assim a Vida lhe permita!  

***   ***   ***

Mas, dir-me-á o/a Caro/a Leitor/a:

Ainda não nos disse a ementa do almoço, onde se realizou, quanto custou…

Bem verdade! Mas julgo que o convívio entre familiares, não sendo o motivo único que nos congrega, é um fator determinante para a materialização destes almoços.

A ementa?!

Entradas variadas e dois pratos principais: de peixe e de carne. Bacalhau com natas e espinafres, e bochechas de porco preto, no forno. Sobremesas variadas e tradicionais: mousse de chocolate, leite creme, sericaia e mais outras iguarias, de que não me lembro os nomes.

Gostámos e ficámos satisfeitos. As bebidas eram à discrição, não havia limitações, o que sempre agrada ao pessoal. Vinho tinto e branco, cerveja, água. E uma novidade, este ano, os digestivos, a pedido de várias famílias, como se costuma dizer. Aguardente velha, moscatel, que foi o que bebi e uma terceira alternativa, de que me não lembro. (Isto de escrever passado algum tempo, é no que dá!)

Onde se realizou? Na “Tapada das Safras”! Em Alpalhão - Alentejo, no concelho de Nisa, em paisagem bem peculiar, típica destes concelhos do Norte do Alto Alentejo.

(Ilustro com uma foto de uma Rosa de Alexandria, que há algumas roseiras espalhadas pela propriedade.)  

A propósito, sabe o que são “Safras”?!

Quanto custou o almoço?! Já não me lembro!

 

Destino Inglório!

Destino inglório teve o elevador da Glória.

Toda a gente terá ouvido, sabido, sobre o trágico acidente - 03/09/2025 - deste icónico meio de transporte, que descia e subia a célebre Calçada da Glória.

Em meados da década de oitenta, usei algumas vezes este elevador para ir à Baixa ou subir à Alta da Cidade. Frequentei o I.O.P., situado no Largo Trindade Coelho. Também desci a pé a Calçada. Algumas vezes também subi, menos, é certo. (Posteriormente, terei, talvez, também viajado em passeio.)

O que dizer sobre o ocorrido?!

Lamentar o acontecido; desejar melhoras aos feridos, ainda não recuperados; expressar os sentimentos de pêsames, a familiares e amigos, de falecidos.

Desejar que as causas sejam cabalmente esclarecidas. Que sejam reportadas, às entidades competentes e devidamente assimiladas. Para que equipamentos em funcionamento, em idênticos moldes, sejam corrigidos, prevenidos, mesmo suspensos definitivamente, para não ocorrerem acidentes semelhantes. Em Lisboa ou noutras localidades, em que ainda funcionem veículos de igual calibre.

Que, para o elevador em causa, já não há remédio que lhe valha ou terapêutica que o cuide!

E que fazer no futuro?

Ficar a Calçada sem transporte?!

De modo algum.

Após este processo concluído, devidamente visto, pensado, analisado, em todos os seus quês e porquês, não só no plano técnico, também humano, funcional, social, empresarial, …

Lançarem um concurso público, sugerir um debate de ideias, sobre como e modo de operacionalizar novo meio de transporte para a Calçada.

Definindo os itens essenciais: transporte de pessoas, locomoção, segurança, modernidade, inovação, tecnologias modernas. Quiçá futuras, para colocar em funcionamento algo que seja também icónico, marcante na Cidade. Não tanto em termos de passado, como era o que havia, mas inovador face ao futuro. (…  …)

Este debate de ideias, submetidas a concurso, consistentes no que proponham, sujeitas a crivo de personalidades de reconhecido mérito e competência nacional e internacional.

(Basicamente o que se faz, atualmente, nestas e noutras coisas de diferentes calibres. Não estou a ensinar nada a ninguém, nem tenho essa pretensão. Que não sei nada sobre o assunto, além do que sabe qualquer cidadão comum.)

Tenho dito! (Escrito!)

Obrigado, pela sua atenção. Votos de Saúde e de Paz!

(Tenho pena, mas não tenho nenhuma foto, de minha autoria, condizente com o assunto. Já há alguns anos que não vou a estas zonas mais antigas da Cidade. Mas tenho saudades!)

 

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