Há quem do Tejo só veja
o além porque é distância.
Mas quem de Além Tejo almeja
um sabor, uma fragrância,
estando aquém ou além verseja,
do Alentejo a substância.
Há quem do Tejo só veja
o além porque é distância.
Mas quem de Além Tejo almeja
um sabor, uma fragrância,
estando aquém ou além verseja,
do Alentejo a substância.
Será que Portugal é assim uma espécie de “Galo de Barcelos”?!
Que canta mesmo depois de morto e assado, na mesa do Senhor Doutor Juiz?!
Não sei!
Eleições Presidenciais: os candidatos não são mais que as mães. São pelo menos tantos quanto elas. (Não há por ali irmãos, embora alguns sejam muito parecidos e queiram apenas aproveitar o colo da Dona República, usufruindo das benesses, “promoções” que os atos eleitorais sempre proporcionam.)
Os cartazes já proliferam! (Ainda não tiraram os “fora de portas” das autárquicas e já inundam as praças de novos cartazes.) Algumas carantonhas repetem-se, outras ressurgem das fantasias de tempos passados.
Também ressuscitam as sondagens. As manipulações da opinião pública continuam. Nada de novo! Os mesmos discos riscados. Reaparecem figuras de museus de cera, a defenderam os seus protegidos. Como se nós precisássemos de saber quem é quem. Como se não soubéssemos quem é cera do defunto.
Quem escolher?!
É caso para dizer: venha o diabo e escolha!
Imagem: Galo de Barcelos numa Rua 5 de Outubro, ligando a Sé à Praça! Numa Cidade de Portugal, que pode ser qualquer uma. Que Cidade não tem uma Rua 5 de Outubro?! É a República, à procura de um Presidente!
Sé: clero, Praça: povo. Falta a nobreza. Que está no carácter de cada um. Coisa difícil de ver, ou nem por isso – nalguns casos é por demais evidente; mais difícil de avaliar. Mas será por aí, que tentaremos escolher.
No passado dia 24, sábado, divulgámos o poema "ÍCARO!", inspirado no correspondente mito da Grécia Antiga (1100 A.C. – 146 A.C.), mas numa desconstrução desse mito.
No dia 25, domingo, houve eleições na Grécia atual.
Saiu vencedor o partido SYRIZA. Uma vitória que, de algum modo, também desconstrói o tradicional dos resultados nas eleições nos diversos países europeus.
Pelo menos, por agora, SYRIZA atingiu o paradigma de ÍCARO, poema! Está “bem lá no cimo, entre nuvens”. “…Entre os seus sonhos!”
Agora é preciso construir a realidade. Conseguirá SYRIZA continuar a voar, “com asas tão de cera”?!
Perdoarão os Deuses tamanha ousadia?!
Ou farão como no tradicional mito da Grécia Antiga e haverá o final de Ícaro como no mito clássico?!
Europa, cujo nome também deriva de um mito grego, fará aqui o papel dos Deuses. Que papel?!
Lembre-se a EUROPA, melhor, quem nela manda, que Ícaro, na realidade atual, não é um mito, não é sequer e apenas um partido, é todo um Povo, uma Nação que afundando-se levará com ela outras Nações e outros Povos. E o mito Europa desfazer-se-á, lenta(?), mas inexoravelmente.