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4ª Pergunta Ao Excelentíssimo Senhor Ministro de Educação

por Francisco Carita Mata, em 21.09.15

Ao Atual ou a Quem vier a seguir!

Esta, como as questões anteriores, é diretamente dirigida a quem tem a amabilidade de nos ler, sabendo antecipadamente que a Pessoa a quem ela se destina prioritariamente, nunca a irá ler!

Terá, Sua Excelência, o Senhor Ministro de Educação conhecimento que, devido a variadíssimas situações, há Professores que face ao que ganham e às despesas que têm, deslocações, alojamento, material de que precisam, formações, … acabam por “pagar para estarem a trabalhar”, dado que as despesas acabam por superar o que ganham?!

 

 

 

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publicado às 15:39

Nova pergunta dirigida ao Excelentíssimo Senhor Ministro de Educação

por Francisco Carita Mata, em 09.09.15

2ª Pergunta

 

Partindo ainda do pressuposto da questão formulada ontem, isto é, que Sua Excelência o Senhor Ministro da Educação, o atual ou o que provavelmente se seguirá numa próxima legislatura, nunca irá ler a pergunta que coloco hoje…

Assente nessa premissa, e apesar disso, não deixo de questionar novamente.

 

E lecionar numa Escola de uma Zona Suburbana, maioritariamente enquadrada em Bairros Sociais, turmas de início de 2º Ciclo, 5º ano, com alunos provenientes de diferentes Escolas do 1º Ciclo, maioritariamente habitantes desses bairros, de famílias com bastantes dificuldades das mais diversas ordens: económicas, sociais, de integração. Alunos carenciados inclusive na alimentação básica, para além das carências afetivas e relacionais, tão comuns nessas idades e meios; provenientes de famílias disfuncionais, muitas monoparentais, progenitores ausentes física e psicologicamente; pertencentes a etnias, raças diversas; de diferentes nacionalidades e língua materna de base também diferente; de religiões também diferentes.

E com todas as dificuldades acrescidas nestes tempos de Crise: Progenitores desempregados, falta de meios de subsistência…

E, acrescente-se, integrar um naipe assim diversificado e constituir uma turma de 30 alunos!

Terá, Sua Excelência, o Senhor Ministro de Educação, ideia do que é ser Professor e ser Aluno numa Turma assim constituída?!

E ser Pai e ter Filhos numa Turma assim de 30 alunos?

 

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publicado às 21:19

Ainda a nota… de Matemática?!

por Francisco Carita Mata, em 27.11.14

Apesar do novo "estardalhaço" que por aí anda com mais um "caso mediático", quantos já tivémos este ano? E onde vamos parar com este descalabro todo?! Pois apesar de tudo isso vamos continuar a "postar" mais um texto sobre as aventuras da menina Odete, de "estórias que parecem mentiras". Pois, até pode parecer mentira que nos mostremos relativamente alheios ao imediatismo das notícias...

Pois! Mas este excerto também é sobre notas, notas, notas, as notas é que motivam isto tudo, tal é a ambição, a cupidez do ser humano! De alguns seres humanos, diga-se...

Notas e moedas...

Euros. Foto de F.M.C.L.F.M.C.L.

Só que a menina Odete andava, na altura, preocupada com o "destrocar a nota de cinco contos", mas também com a nota de Matemática. A ação decorreria com o aproximar do final do ano letivo, certamente.

 

Capítulo III

 

Subindo a Avenida, encontrou o professor de Matemática que descia apressado. Pasta na mão, contendo um portátil, camisa desapertada, gravata ligeiramente deslaçada, casaco aos ombros, do fato de meia estação que usava, dirigia-se ao gabinete de arquitetos onde participava, em equipa, na elaboração de projetos de construção. (Melhor, de destruição! Tipo deita abaixo “arte nova” e faz torre de vidro refletor.)

 

- Setôr, você é que me vai desenrascar com esta nota.

 

- Ah, não me venha com conversas que estou cheio de pressas. (Pressa de chegar ao gabinete para a reunião, pressa que acabe a reunião, pressa de chegar a casa, pressa de acabar o dia e ir descansar, pressa de terminar o ano e virem as férias, pressa… pressa. Pressa da pressa…) E já dei a nota que havia de dar. Não faço alterações. Tem o que merece e até tem uma nota muito boa, não me diga que ainda queria melhor! Nas provas de ingresso terá oportunidade de melhorar. Se toda a gente tivesse as suas notas!..

 

- Setôr, não é bem isso…

 

- Pois, pois… depois falamos. Já estou mais que em cima da hora da reunião. (imaginava os colegas todos em volta da mesa, prontos para reunirem e ele a entrar, mesmo em cima da hora, a pisar a hora, a pisar o risco, a pedir desculpa, faz favor de dar licença, desculpe, por favor, até chegar ao seu lugar para se sentar…) desculpe, senão vou chegar atrasado… até à próxima, adeus. Há Deus?!

 

Acrescentaria: Há Justiça?! Há Justiça Divina?!

 

Nota de rodapé:

Uma versão deste texto foi publicada no Boletim Cultural nº 82 do Círculo Nacional D'Arte e Poesia, Ano XVIII, Maio 2007

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publicado às 12:48


Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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