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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Quadras Tradicionais da Aldeia (XIII)

Ditas por D. Maria Belo, em 27/08/2025

20250814_114644.jpg

No jardim de Portalegre

Estão duas pedras assentes

Uma é para os namorados

Outra é para os padecentes.

*

Tenho dentro do meu peito

Ao lado do coração

Duas letras que dizem

Amar-te sim, deixar-te não.

*

Maria, Isabel e Ana

Rosa, Teresa, Rosalina

Júlia, Josefa, Damásia

Gertrudes, Bernarda, Joaquina.

***

Neste momento, não sei o nº de ordenação destas quadras populares / tradicionais.

Terei de ver, em ambos os blogues, o último conjunto que numerei. Corrigir/Completar as que anteriormente também não registei, até chegar a estas e seguintes.

Ultimamente tenho vindo a coligir quadras, ditas por D. Maria Belo. Algumas já terão figurado em "De altemira fiz um ramo". Também tentarei verificar isso.

Espero que goste.

Foto? É de Portalegre. Não é de jardim. É de Rua que dá acesso à Sé.

(Os versos nem sempre são de 7 sílabas. Embora seja a métrica dominante.)

***

(Entretanto fiz a pesquisa sobre ordenação das Quadras Tradicionais de Aldeia da Mata)

As últimas estão no Apeadeiro.

Estas, neste postal nº 1426, de Aquém-Tejo, são o nº XIII!

Será que um dia ainda iremos editar outro livro de Versos e Prosas de Aldeia?!

 

“Quadras Tradicionais” – Deolinda Milhano

20250719_203901 (1).jpg

Lançamento de Livro, em Portalegre: Hotel José Régio

Como divulguei, em postal anterior, no dia 19/07/2025, passado sábado, foi lançado o livro “Quadras Tradicionais”, de Deolinda Milhano. No Hotel José Régio, espaço original da Cidade de Portalegre, onde, nos últimos anos, têm sido apresentadas as sessões de “Momentos de Poesia”.

Parabéns e Muito Obrigado a todos os participantes, promotores, “construtores”, colaboradores, diretos e indiretos desta produção poética, deste evento cultural, que muito valoriza a Cidade.

Especial realce à sua Autora – Drª Deolinda Milhano – pois este trabalho envolveu anos de pesquisa, diversos locais, múltiplos participantes, recolha, organização, escrita, materializada e concretizada, no Livro, ora apresentado pelo seu Prefaciador – Professor João Ribeirinho Leal e pela própria.

“Quadras Tradicionais (e não só) Um Património a Preservar”; Edição de 2025; Capa de Joana Nunes; Paginação, Impressão e Acabamentos: Fortisgraf – Artes Gráficas, Lda. – Portalegre.

Sobre o Livro, nada como citar participantes diretos:

“…. Ao divagar pelas páginas deste livro senti bem perto e bem forte o pulsar do coração português e pude fazer uma curiosa e muito agradável viagem pelas colinas dum passado em simultâneo tão presente e tão distante…” 08-04-2025 – Professor João Ribeirinho Leal. (Citado do Prefácio: “Duas Breves Palavras” – pag.5)

“…As quadras tradicionais ou populares, são textos curtos e simples, tal como os provérbios, que por vezes dizem muito, mas a que não se presta grande valor, contudo elas reflectem sobremaneira a sociedade, essencialmente a rural. Têm a ver com o quotidiano. Elas ensinam, revelam valores e comportamentos. Trata-se de uma tradição muito antiga. A sua riqueza, tal como a dos provérbios, varia consoante a classe social originária. Podendo ser mais simples ou mais erudita. (…)” – Drª Deolinda Milhano. (Citado de “Introdução” – pag.7)

*******

Totalmente de acordo com os excertos supracitados. Questões - algumas - que também abordámos no livro que editámos em 2018: “De Altemira Fiz Um Ramo”.

Voltando à apresentação do Livro. Gostei muito de estar presente e de ver muitas das Pessoas que enquadram “Momentos de Poesia”. Renovados Parabéns e Agradecimentos.

(Estranhei a não presença de Órgãos de Comunicação Regional. De ninguém representante do “Poder Local”! Embora também não ache primordial, todavia considero que, estes Eventos, pelo Valor que têm, merecem outra divulgação e relevância. É também o que se passa com a Poesia e sobremaneira a Poesia Tradicional!)

***

Ah! As Quadras?! A Poesia?!

Irão surgir em próximo postal, mas “apeadas”… no “Apeadeiro da Mata”!

7 Quadras, uma de cada página do Livro. Páginas de múltiplos de 7!

De Pág.s 14, 21, 28, 35, 42, 49, 56 ???????!!!!!!!

 

Uma Amendoeira, em Palmela!

Amendoeira em Palmela. Foto original. 2022.01.24.jpg

Não há outra como ela! 

Flor amendoeira. Foto original. 2022.01.24.jpg

“A flor da amendoeira

É a primeira do ano.

Também eu fui a primeira

A te dar o desengano”!

Amendoeira na falésia. Foto original. 2022.01.24.jpg

Fotos de uma Amendoeira na Vila de Palmela. Acompanhadas de uma quadra popular: “De altemira fiz um ramo”.

Numa falésia calcária, a Leste da Avenida dos Bombeiros.

Resistente, não imagino há quantos anos, embora estas árvores de caroço nunca sejam muito velhas. Mas esta já deverá ter umas décadas.

Aprecie, Caro/a Leitor/a. Palmela é uma Vila muito interessante. Haveremos de voltar, na realidade e no blogue.

Amendoeira. Foto original. 2022.01.25.jpg

Muita Saúde e boa disposição.

 

Estatísticas do Blogue: uma mania minha?!

Destaques / Quadras Tradicionais III – Santos Populares.

Altemira na Rua. Foto original. 2021.05.22.jpg

Visualizações de Junho 2021

1.686 Visitas »» 55 Média diária  ////// 3.715 Visualizações »» 120 Média diária

Páginas mais visitadas (Visualizações nos últimos 30 dias)

(Recolha realizada hoje, 1 de Julho 2021.)

ANÁLISE:

Os valores globais ultrapassaram as médias habituais, porque houve dois destaques.

Neste mês de Junho, mês dos “Santos Populares”, a rubrica Quadras Tradicionais III  teve 562 visualizações. Este conjunto de quadras versam precisamente essa temática.

Associadas também as “Quadras Tradicionais I” = 45.

As rubricas que têm visualizações mais ou menos regulares, figuram também.

« Alentejo, Meu Alentejo»  95

Cremação: Que Destino dar às Cinzas?!  58

As restantes rubricas foram editadas neste mês de Junho.

Veremos se continuarão a ser visualizadas no futuro.

Altemira florida. Foto original. 2021.05.22.jpg

Ainda...

Páginas mais visitadas: Visualizações no último anoRecolha a 01/07/21

E, neste postal, fico por aqui.

Ilustrado com fotos de “Altemira”, do quintal. Fotos originais, para compensar quando publiquei o postal das Quadras Tradicionais III não ter utilizado fotos minhas, que não tinha, nem sabia tirar fotos, à data.

A foto que utilizei foi retirada da net. Se reparar na flor, verá que é “singela”, apenas tem um conjunto de pétalas formando a corola. As que apresento hoje são compostas: várias pétalas constituindo a corola.

Obrigado pela sua atenção!

Painel Setúbal. Foto original. 2021.06.22.jpg

Ainda voltarei a Setúbal!

Me aguarde, SFF.

Na foto, um banquinho para sentar!

 

 

 

 

7º Encontro de Coros Femininos Alentejanos

Laranjeiro e Feijó

10 de Março (Sábado) - 16h.

Clube Recreativo do Feijó

7corosfemininos 2018-03-10.jpg

Em noite de Festival da Canção, anunciamos a realização deste Encontro de Coros Femininos, de matriz alentejana.

E como de Alentejo se trata, reportamos para uma quadra, das "cantigas", dos bailes e convívios tradicionais.

 

“São saias, meu bem, são saias

São saias que andam na moda

Cautela-te amor, não caias

Que as saias não têm roda."

 

(Cartaz: cortesia de "Amigos do Alentejo.)

Cantigas de oito pontos – “Amor p’ra toda a Vida”!

Quadras Tradicionais VII

 

Vale. original DAPL. 2016.jpg

 

(I)

«O sol é que domina

Toda a planta que há na terra

O meu coração se encerra

No teu peito, menina.

Inda eras bem pequenina

Já me caías em graça

Que queres, amor, que eu faça

Esta é que é a minha sina.»

 

(Cantiga (I) “dita” por Srº Domingos Carita Lopes, em 1982, em Aldeia da Mata.)

 

Arco Original DAPL. 2016. jpg

 

(II)

«Eu de cá e tu de lá

Forma-se um arco no meio

Eu de cá sempre estou firme

Tu de lá tens arreceio.

Os teus olhos são dois sóis

Que alumiam todo o mundo

As sobrancelhas, anzóis

Que pescam no mar sem fundo.»

 

(III)

«Sepultei minha tristeza

Na raiz do alecrim

Já não achas com certeza

Outro amor igual a mim.

Na palma da tua mão

Tá outra palma nascida

Se me souberes amar

Tens amor p’ra toda a vida.»

 

(Cantigas II e III “ditas” por Srª Catarina Matono, em 1982, em Aldeia da Mata.)

 

*******

 

Vale e Igreja. original DAPL. 2016.jpg

 

Com estas “Cantigas”, voltamos às Quadras Tradicionais. Este já é o Grupo VII.

Resultam estas “cantigas” de uma recolha efetuada em 1982! Tenho-as manuscritas, com as palavras na forma como me foram ditas oralmente. Nesta transcrição escrevo-as respeitando a ortografia atual.

Continuamos deste modo a homenagear a Poesia, a Poesia Tradicional e os seus Autores, cuja origem se perde na memória dos tempos. Fica o registo dos seus transmissores, desconhecendo eu completamente se seriam originais, mas julgo que não.

(A Srª Catarina Matono também me relatou vários contos tradicionais, que tenho manuscritos.)

 

*******

(As Fotografias são originais D.A.P.L. - 2016)

 

Quadras Tradicionais VI

Artemísia - "Altemira" - Foto original DAPL 2015.jpg

 

“Cantigas ao Desafio”

/

Cantigas de Amizade

 

“És baixinha e redondinha

Ligeira no andar

Quando nos encontramos

Temos sempre que conversar.

 

Já cantei uma cantiga

Com esta já lá vão duas

Eu peço à redondinha

Que me cante uma das suas.

 

Já que me pedes que eu cante

Vou-te fazer a vontade

Eu não sei que graça tem

Ouvir cantar quem não sabe.

 

Cantas bem, não cantas mal

Cantas assim como a mim

A mestra que te ensinou

Também me ensinou a mim.

 

O cantar não é da arte

Da geração se procura

O cantar é a memória

Que Deus dá à criatura.

 

O cantar da meia-noite

É um cantar excelente

Acorda quem está dormindo

E alegra quem está doente.

 

Para cantar e bailar

É que meu pai me criou

Sou ‘alegria da casa

Enquanto solteira estou.

 

Quero cantar e bailar

Quero ser a’divertida

Quem sabe d’hoje a um ano

Se eu ainda serei viva.

 

Vai de roda, cantem todos

Cada um, sua cantiga

Que eu também canto a minha

Que a mocidade me obriga. *

 

Eu cantando me divirto

Qualquer coisa me entretém

Assim vou passando o tempo

Sem ter amor a ninguém.

 

Não canto por bem cantar

Nem por belas falas ter

Canto só para quebrar olhos

A quem não me pode ver.

 

Acabaste de cantar

Agora começo eu

Começa o meu coração

A dar combate ao teu.”

 

*******

Notas Finais:

 

1 – Estas cantigas foram recolhidas por uma Senhora de Aldeia da Mata, neste Outono de 2016, e que nos pediu o favor de não divulgarmos o respetivo nome.

2 – Como pode verificar, já vamos no sexto conjunto de “Quadras Tradicionais” e temos vindo a alargar o leque das respetivas Fontes.

3 – A Senhora designou-as precisamente por “Cantigas ao Desafio”, conforme de facto o eram. Subintitulei-as como “Cantigas de Amizade”. Porque elas são um Hino à Amizade!

Uma memória dos que ainda estão connosco e lembrança dos que já se ausentaram. Que para esses também se reporta a nossa estima e recordação.

4 – Estas são tipicamente de “Cantigas ao Desafio” e a respetiva sequência, organizada pela Senhora, induz-nos precisamente nessa metodologia de cantar.

Quando os grupos das raparigas e de rapazes cantavam, fosse nos arraiais, nos bailes, em lazer; ou no trabalho, nos ranchos das azeitonadas ou noutras atividades campestres, quando os trabalhos eram quase totalmente manuais. Também nas idas e vindas para e do campo, nos trabalhos diversos, conforme já mencionei em “Quadras Tradicionais IV”.

5 – A 1ª “cantiga” é original da mencionada Senhora, como forma de introduzir o “Desafio” com D. Maria Belo, em quem se inspirou.

6 – Da nona “cantiga” / quadra, D. Maria Belo apresentou-nos uma outra versão. Situação corrente nestas “cantigas”, em que, por vezes, são apresentadas versões ligeiramente diferentes, conforme também constatámos na Revista “A Tradição”.

*

“Vai de roda, cantem todos

Cada um, sua cantiga

Primeiro é a do rapaz

Segundo a da rapariga.”

 

7 - E, para finalizar, espero que tenha gostado!

8 – Mais uma vez, ilustro com uma foto original de D.A.P.L., obtida no “nosso quintal”, em 2015.

"Espetáculo Solidário" - CAEP - Portalegre

 Grupo de Cantares da TÉGUA e Convidados

 

É com grata satisfação que divulgo a realização deste "Espetáculo Solidário", no dia 10 de Dezembro.

CAEP - Centro de Artes e Espetáculos de Portalegre.

 

Cartaz CAEP. Grupo Cantares da Tégua. jpg

 Se quiser fazer o favor de consultar sobre "Cantigas Tradicionais"

Quadras Tradicionais V

Quadras Tradicionais IV

Quadras Tradicionais III

Quadras Tradicionais II

Quadras Tradicionais I

Quadras Tradicionais V

Laços

 

Pôr do Sol Fonte das Pulhas Original de DAPL 2016

 

Pontos Prévios:

Voltamos à “Poesia Tradicional”, como referi no post anterior.

E cabem uns breves esclarecimentos.

Quando escrevo “voltamos”, friso que a expressão verbal não se enquadra no célebre “plural majestático”.

Escrevo no plural, porque neste trabalho há a participação de várias Pessoas:

- As Pessoas que fizeram a recolha das “cantigas”, referenciadas no final de cada grupo de quadras.

- A Autora das fotografias que ilustram o post.

- Para além do/a Caro/a Leitor/a, que tem a amabilidade de nos visitar. E ler!

E vamos às Quadras.

Laços, porque são laços que nos unem a todos: de Família, de Amizade, de Estima.

 

Rosas do nosso quintal Foto original DAPL 2016.jpg

 

*******

 

Eu não quero mulheres com poupa

Nem em casa mando entrar

Não quero que venha o cuco

Atrás da poupa a cantar.

 

Na Rua de Santo António

Não se pode namorar

De dia, as velhas à porta

De noite, os cães a ladrar.

 

Quando eu era pequenina

Usava fitas e laços

Agora que sou casada

Uso os meus filhos nos braços.

 

Quando eu era solteirinha

Usava sapato branco

Agora que sou casada

Nem sapato nem tamanco.

 

Quando eu era pequenina

Ainda não comia pão

Davam-me os moços beijinhos

Agora já mos não dão.

 

Ó papo-seco

Que levas no cabaz

Peras e maçãs

Para dar ao meu rapaz.

 

Não ponhas nem disponhas

Loureiro ao pé do caminho

Todos passam, todos colhem

Do loureiro um raminho.

 

Minha mãe mandou-me à mestra

Aprender o bê – á – bá

Minha mestra me ensinou

A beber café com chá.

 

Andas vestido de azul

Andas à “inestidade”

Andas ao gosto do mundo

Andas à minha vontade.

 

Quem me dera, dera, dera

Estar sempre a dar a dar

Beijinhos ao meu amor

Abraços sem descansar.

 

 

(“Cantigas” / Quadras coligidas por D. Maria Belo.)

 

*******

 

Se fores lavar ao rio

Lava na pedra do meio

Se ouvires cair pedrinhas

Apanha-as, mete-as no seio.

 

Amor com amor se paga

Porque não pagas amor?

Vai pagar à tua amada

Não sejas mau pagador.

 

(“Cantigas” / Quadras coligidas por D. Isabel Caldeira.)

 

*******

 

Eu tenho um chapéu branco

Para à noite namorar

O chapéu vai-se romper

E o namoro acabar.

 

Eu amei um António

Agora amo um João

Também o vento se muda

Do Norte para o Soão.

 

O comboio da Beira Baixa

Tem vinte e quatro janelas

Mais abaixo, mais acima

O meu amor vai numa delas.

 

(“Cantigas” / Quadras coligidas por D. Maria da Costa.)

 

*******

 

Eu venho de lá tão longe

À fama destes barulhos

Pensava que eram bolotas

Encontrei-me com cascabulhos.

 

(“Cantiga” / Quadra coligida por D. Maria Constança.)

 

(“Recolha” efetuada em 2016 – Aldeia da Mata.)

*******

Fotos originais de D.A.P.L.

Pôr do sol, na Fonte das Pulhas.

Flores do nosso quintal.

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