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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Sáfara – Safras – Tapada das Safras

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A propósito de “Almoço dos Primos”, de 18/10/25 e de comentário de José, de “Cheia”, a quem agradeço.

***   *   ***

«Sáfara, s.f.(de sáfaro). 1. Terreno desértico e pedregoso; terreno sáfaro. 2. O m. q. safra.       … …

Sáfaro. adj. m. (do Ár. çahrã ou çakhra?). 1. Agreste; inculto; bravio; rude. … …

Safra, s.f. (do Ár.).  …  2. Boas searas; colheita. …»

In. Lexicoteca – Moderno Dicionário da Língua Portuguesa – Círculo de Leitores – Tomo II – 1985 - p. 1048

***

O comentário de “Cheia” suscitou-me a pesquisa. A Lexicoteca é um espaço onde gosto de me informar e aprender. Os excertos inicialmente apresentados explicam os significados das três palavras relacionadas.

A ideia que eu tinha de “Safra” era a de terreno inculto, bravio, pedregoso, coberto de mato.

(José apresentou-me uma imagem diversa da palavra, mais associada a searas.)

O terreno da “Tapada das Safras” é tipicamente o das “safras / sáfaras”. Granítico, pedregoso, pouco cultivo terá alguma vez tido, dado que as rochas pouco espaço deixariam para lavrar. Lavoura pobre, certamente, centeios, que seria o que essas terras dariam.

Terrenos comuns nestes concelhos do Norte Alentejano: Nisa, Crato…

Muitos afloramentos rochosos de granito, nalguns locais, de carácter monumental. Na minha Aldeia, também são dominantes. Já apresentei postais sobre esses rochedos que são verdadeiros monumentos naturais.

Entre as rochas desenvolve-se o mato: codessos, giestas, urzes, tojos, gilbardeiras, silvas, estevas, margaças, pegamassas, madressilvas, lentiscos, troviscos, aroeiras, carrascos…

Na “Tapada das Safras” persistem alguns excertos desse matagal primitivo. Observei um resto de codessal, rasteiro, mas verdejante, apesar da secura e longevidade deste verão, em pleno Outubro!

(Não fotografei. Mas tirei foto de uma “Despedida de Verão”. Há muitas disseminadas pela propriedade. Terão sido plantadas propositadamente, espalhadas pelo território, junto às pedras, nos canteiros, junto às casas. Ideia interessante. Estas plantas, embora exóticas e tóxicas, são vulgares no nosso Alentejo Norte. São muito comuns nos jardins, nos hortejos antigos. Pela sua beleza e pela sua resistência ao nosso clima destemperado, de verões secos e quentes. Iluminam os espaços com a sua cor rosa desmaiada e perfume adocicado!)

Ainda sobre as “safras”…

Em miúdo e adolescente, guardei muita vez ovelhas, em terrenos com safras: Tapadas da Baganha, do Sabugueiro, do Engenheiro Matias, da Ribeira da Vargem…

E o que as ovelhas gostavam dos codessos, das sementes das giestas…

Mas isso são outras estórias!

Almoço dos Primos: 18/10/2025 (II)

Mais vale tarde que nunca! (II)

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Estes convívios valem sempre a pena.

Embora muitas pessoas se ausentem pela “lei da vida”, e por isso mesmo, valoriza-se o facto de podermos conviver, com quem pode comparecer, enquanto isso é possível.

Se as ausências perenes nos incomodam, em contraponto observamos a evolução dos convivas mais jovens. Ainda há pouco, digamos assim, eram crianças; agora, adultos, constituintes de novas famílias, com filhotes já crescidos. São esperança de renovação, de futuro, de que os laços familiares prosseguem, de que o mundo e a vida continuarão. Assim a saúde os acompanhe e a nossa vivência em paz se mantenha.

Se lembramos os que partiram, em contraponto, observamos os que conhecemos desde pequenos, acompanhámos na escola, adolescentes, felicitámos nos matrimónios. Atualmente, adultos profissionais, que nos prestam serviços; com filhos já crescidos, marca identitária de ascendentes, prontos a darem continuidade a laços familiares eternamente renováveis.

Será bom que estes almoços prossigam. Apesar do trabalho que implicam. A Prima Bela que o diga. Observei como ela tentou passar a “chama olímpica” à Prima Marisa. Que, por enquanto, não aceitou. Mas que é uma pessoa bem capaz de desempenhar cabalmente as funções, no futuro. Tem todas as condições e qualidades para tal. Assim a Vida lhe permita!  

***   ***   ***

Mas, dir-me-á o/a Caro/a Leitor/a:

Ainda não nos disse a ementa do almoço, onde se realizou, quanto custou…

Bem verdade! Mas julgo que o convívio entre familiares, não sendo o motivo único que nos congrega, é um fator determinante para a materialização destes almoços.

A ementa?!

Entradas variadas e dois pratos principais: de peixe e de carne. Bacalhau com natas e espinafres, e bochechas de porco preto, no forno. Sobremesas variadas e tradicionais: mousse de chocolate, leite creme, sericaia e mais outras iguarias, de que não me lembro os nomes.

Gostámos e ficámos satisfeitos. As bebidas eram à discrição, não havia limitações, o que sempre agrada ao pessoal. Vinho tinto e branco, cerveja, água. E uma novidade, este ano, os digestivos, a pedido de várias famílias, como se costuma dizer. Aguardente velha, moscatel, que foi o que bebi e uma terceira alternativa, de que me não lembro. (Isto de escrever passado algum tempo, é no que dá!)

Onde se realizou? Na “Tapada das Safras”! Em Alpalhão - Alentejo, no concelho de Nisa, em paisagem bem peculiar, típica destes concelhos do Norte do Alto Alentejo.

(Ilustro com uma foto de uma Rosa de Alexandria, que há algumas roseiras espalhadas pela propriedade.)  

A propósito, sabe o que são “Safras”?!

Quanto custou o almoço?! Já não me lembro!

 

Almoço dos Primos: 18/10/2025! (I)

Mais vale tarde, que nunca! (I)

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O subtítulo do postal faz todo o sentido, por duas razões.

A temática refere-se ao designado “Almoço dos Primos”, ocorrido em 18/10/2025. Só hoje, 29/10/2025, escrevo e publico sobre o acontecido.

Por outro lado, já não participávamos nestes almoços desde 2016!

Justifica-se, portanto, a máxima tradicional. Mais vale fazer o que é devido, ainda que tarde. Pior é não fazer!

Em 2015, fomos comensais. Sobre a ocorrência, escrevi um postal. Em 2016, também participamos. Até a Prima Mariazinha, que vem do Algarve, teve a amabilidade de ler o texto, de 2015, para todos, por sugestão de Ti Bia. (Nesses anos, o almoço foi em Cabeço de Vide.)

Estes almoços regulares, designados de “Almoço dos Primos”, são comuns em várias famílias alargadas. É este tipo de almoço-convívio que a Família Proença – Pereira – Velez realiza anualmente, para aí, talvez, desde os anos oitenta.  Eu tenho participado desde início dos anos noventa.

A organização dos mesmos tem sido supervisionada, nos últimos anos, pelos Primos Bela e Tó, coadjuvados pela Tia Bia. Nos primórdios em que participámos, era o Primo Abílio que organizava. Aliás, julgo saber que fora o grande mentor – impulsionador destes eventos, enquanto foi vivo.

A lei da Vida e da Morte sobrepõe-se a tudo. E esse é o lado mais problemático destas situações. A constatação dos que se ausentaram. Os que nos faltam. Já são tantos! De muitos não saberemos o nome. Nas famílias alargadas, somos muitos e ao longo de várias dezenas de anos, afastados em variadas localidades, territórios e até países, não é possível conhecermo-nos todos. Mas de cada um dos mais chegados, cada um de nós sabe o seu respetivo nome. Quem esteve presente lembrar-se-á dos seus mais queridos que já partiram. Deles terá guardadas saudosas memórias. Boas, más(?!) A saudade, a nostalgia preenche-nos o coração.

Nós deixámos de participar precisamente na sequência da doença, 2017, e posterior falecimento, do Cunhado Manuel, em 2018.

Depois veio a célebre Pandemia, que nos fechou a todos, em nós mesmos também, em 2020. Todos nos lembramos, ou já esquecemos?!

Muita gente se ausentou também. Quem não conhece alguém, familiar, amigo, que tenha partido nessa avalanche, que assolou o mundo?! Felizmente nós estamos cá para contar. Ainda…

Mas nós continuámos não participando nos convívios-almoços, quando foram retomados, não sei bem quando, nem quem retomou essa iniciativa. (Os lutos nem toda a gente os faz do mesmo modo.)

E sobre ausências, não esqueceremos - julgo que seremos unânimes – o Primo Quilito. As circunstâncias e enquadramentos, mais realçam a situação de ausência.

E nós, família nuclear, a minha amável Sogra, Dona Maria do Rosário.

A amabilidade estendia-se até ao pagamento dos almoços de filhos, filha, respetivos cônjuges e netas!

Mas estes almoços-convívios têm a sua componente de alegria, esperança. Aliás, é essa a sua especial faceta. Por isso se realizam.

Juntam-se as famílias nucleares, alargadas a diversos parentes, ramos de consanguinidade, em convívio salutar.

Materializando esse desiderato, compartilhámos com a nossa afilhada Filipa e namorado, João.

(E, por agora, ficamos por aqui. Desenvolverei o assunto noutro postal.

Apesar da relutância que tenho em colocar fotos de pessoas, ilustro o postal com uma. Compreende-se!

Mas não é de minha autoria.)

 

Momentos de Poesia: 26 Outubro 2025

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Ontem, 26/10/2025, domingo, decorreu “Momentos de Poesia”, no Hotel José Régio, Portalegre. (Fora o fim de semana da icónica BAJA de Portalegre.)

“Momentos de Poesia” não é menos emblemático da Cidade. Poesia e Poetas é um elemento cultural da Cidade de Régio. Quisera a Cidade valorizar-se, enaltecendo/valorizando a Poesia e os seus Poetas. Que não quer propriamente aproveitar esse recurso cultural de que dispõe. Desde logo e à partida, Régio.

Tanta gente que gosta de “Dizer Poesia” de José Régio. E tantos que já se foram!

(Já abordei este tema várias vezes.)

Escrevendo sobre “Momentos de Poesia” não posso deixar de lamentar a pouca divulgação de que beneficia, tanto à priori, como à posteriori. Não importa. As sessões decorrem bem, com os Amadores das artes poéticas, musicais, canto, fado…

Gratidão a quem organiza, a quem cede a sala, o espaço, enaltecendo por demais Régio, em local tão evocativo e valorizador da Cidade.

Estivemos cerca de trinta participantes, a grande maioria participativos, dizendo, lendo, cantando.

O Grupo Coral faz as honras da casa, abrindo e encerrando a sessão artística, cantando o hino de “Momentos de Poesia” – “Poesia é o nosso ideal”.

Funciona também como uma “Escola de exercício poético”. Quase todos “Dizem Poesia”, maioritariamente de outros Poetas, alguns também de sua autoria. Trazem-nos Poetas e Poetisas consagrados/as, também de alguns nossos conhecidos, já ausentes, que muito estimamos.

Escutámos, “Dizendo Poesia”, Susana, Madalena, Dulce, Rosário, Abílio, Mariana, Luísa, Deolinda. Isabel, à maneira, xaile nos ombros, cantou o fado. Abílio também cantou. (O Sr. José participa no coro, na organização do evento, mas não costuma dizer poesia. Talvez um dia!)

(Desculpem-me o tratamento familiar, na primeira pessoa, sem sobrenomes, mas não sei de todos. Esta crónica também não é exaustiva e pormenorizada, nem pretende sê-lo, dadas as minhas muitas limitações técnicas e pessoais.)

(Estranhei ausência de Professor João Banheiro que costuma ser ensaiador do Grupo.)  

Achei significativa a leitura de poema de José Branquinho, que conheci pessoalmente em “Momentos de Poesia”, em homenagem que lhe foi prestada, ainda no salão da Biblioteca Municipal. Poema lido, por Rosário, a partir de um dos livros que ofereci, em sessão anterior. É bom partilharmos os livros e o Branquinho merece. Obrigado!

Também ouvimos Poesia de Poetas consagrados: Régio, Florbela, Aquilino…

A crónica não segue textualmente a cronologia dos acontecimentos, que Drª Deolinda organiza, entremeando Poesia, Canto e os diversos Participantes, de modo harmónico e heterogéneo.  

Também participou Gonçalo Mota dizendo dois poemas seus. (Sendo relativamente jovem, já editou dois livros, que tentarei dar a conhecer no blogue. É de Arronches e estudou na ESMS.)  

Adelino Baptista disse também dois poemas de sua autoria. José Carita Monteiro também leu dois poemas, mas frisou não ser poeta.

Realço - sem menosprezo por nenhum dos demais - a presença de um jovem, julgo ter ali estado pela primeira vez, de nome Tiago, que interpretou dois poemas seus. Um deles “Poeta Acidental”! Esperemos que apareça mais vezes. Dá gosto ver e ouvir a Poesia rimando com Juventude! Também frequentou a ESMS.

Silvina disse um poema que escreveu no próprio dia de “Momentos”. Frisou que Tiago é cinturão negro, certamente será aluno na sua Escola.

Francisco disse dois poemas. “Isto da Covid”, na sequência de “Bicho Papão”, de José Régio, que Abílio Mourato dissera. E “Guardei minha tristeza”.

O Grupo Coral interpretou Poema sobre as “Cores e os sentimentos a elas associados”, numa performance delineada com base em lenços coloridos. Muitíssimo interessante. (Julgo que autoria é de José Duro. Mas como sou um bocadinho duro de ouvido, não tenho a certeza. Pesquisei, mas não consegui confirmar. Agradeço que me confirmem, por favor.)

Este foi o resumo que consegui sobre o evento. Agradeço a atenção e peço desculpa pelas lacunas. Sugestionem nos comentários, SFF.

Até próximos “Momentos”, previsivelmente em Novembro. E Tertúlias?!

Voltamos ao Jardim da Gulbenkian.

Fotos de 31 de Agosto 2025 - Domingo.

(De madrugada ou pela manhã, havia chovido!)

Ficaram as nuvens, guardiãs da preciosa água que se evaporara! 

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Voltamos ao Jardim, reportando nova foto deste emblemático parque lisboeta.

(Delineado por Gonçalo Ribeiro Teles e António Viana Barreto.)

Também para voltarmos ao novo espaço, incorporado com as alterações no CAM - Centro de Arte Moderna.

(A partir do que fora de Dona Gertrudes - Jardins de Santa Gertrudes!)

(Museu, edifício central e até estacionamento estão para obras.)

Queríamos observar como se aguentaram as novas plantas, neste Verão escaldante.

À "pala", também chamada "Engawa", pouca gente já liga.

Faz boa sombra!

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Quanto às plantas, recomendam-se. Também estão muitíssimo bem regadas. Raríssimas as que não terão sobrevivido, pesem embora as altíssimas temperaturas destes meses de Junho, Julho e Agosto, de 2025.

É reconfortante observar tantas, mas tantas plantas, árvores e arbustos autóctones. Do nosso universo mediterrânico. Plantas habituadíssimo a observar nos terrenos, nos matos da nossa charneca Alentejana. Nos terrenos da minha Aldeia.

Todavia, algumas extravasam estes considerandos.

A seguinte, não sei o que é. Mas também está muito bem integrada, entre murtas.

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Sobre muitas das plantas nos canteiros já abordei em postais anteriores.

(Em todos os canteiros a densidade é muita. Mas, nalguns, surprende-me como plantaram tantas árvores que, embora atualmente pequenas, um dia crescerão, atingindo porte arbóreo!

Mas até lá, o tempo o dirá!

Que cá estejamos, daqui a alguns anos, para constatar. 

Até lá, bons passeios!)

 

Quadras Tradicionais da Aldeia (XIII)

Ditas por D. Maria Belo, em 27/08/2025

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No jardim de Portalegre

Estão duas pedras assentes

Uma é para os namorados

Outra é para os padecentes.

*

Tenho dentro do meu peito

Ao lado do coração

Duas letras que dizem

Amar-te sim, deixar-te não.

*

Maria, Isabel e Ana

Rosa, Teresa, Rosalina

Júlia, Josefa, Damásia

Gertrudes, Bernarda, Joaquina.

***

Neste momento, não sei o nº de ordenação destas quadras populares / tradicionais.

Terei de ver, em ambos os blogues, o último conjunto que numerei. Corrigir/Completar as que anteriormente também não registei, até chegar a estas e seguintes.

Ultimamente tenho vindo a coligir quadras, ditas por D. Maria Belo. Algumas já terão figurado em "De altemira fiz um ramo". Também tentarei verificar isso.

Espero que goste.

Foto? É de Portalegre. Não é de jardim. É de Rua que dá acesso à Sé.

(Os versos nem sempre são de 7 sílabas. Embora seja a métrica dominante.)

***

(Entretanto fiz a pesquisa sobre ordenação das Quadras Tradicionais de Aldeia da Mata)

As últimas estão no Apeadeiro.

Estas, neste postal nº 1426, de Aquém-Tejo, são o nº XIII!

Será que um dia ainda iremos editar outro livro de Versos e Prosas de Aldeia?!

 

Conhece este fruto?! (1ª colheita de 2025.)

Certamente conhece. Já aqui apresentei várias vezes.

Na 1ª foto, já estão descascados.

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Na 2ª foto, ainda por descascar.

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Descascados, postos no frigorífico, sabem que nem um regalo!

Melhor que ananás!

Se quiser saber mais.

São os célebres figos da Índia ou figos de palma.

Ainda penso fazer 2ª colheita.

 

Uma Rua de Alagoa

Aguarela de Arsénio da Ressureição.

Em exposição na Galeria de São Sebastião até amanhã, 15 de Agosto 2025.

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Já divulgara, aqui, sobre esta Exposição extraordinária.

 A Rua conhecemos muito bem. É a Rua da Igreja. 

A aguarela é de 1963. O quadro faz parte do acervo do Museu Municipal de Portalegre.

Cedido para esta Exposição temporária, como outras Obras, tanto por particulares, como por entidades públicas. Visitámos, mais que uma vez. Muitíssimo interessante e valiosa.

Quem serão os Personagens que figuram na Rua?!

Dois Agricultores, deduzo eu. Os cajados são notáveis! Símbolos de poder e também muito práticos. Deduzo que as pessoas voltarão para o monte. (O meu Pai dizia que a ir para o campo, levar sempre um cajado!)

E a matrona, a Mulher, quem seria? Mulher de algum deles? Viúva, com familiares?

E o que a Mulher leva entre braços?

E a criança? Um rapaz.

Personagens reais da freguesia ou do imaginário do Pintor?

Posturas reais, ou pose para a pintura?

***

A casa do varandim, ainda a conheci assim. Era a do Ti Manel Xico, carpinteiro.

Ainda falámos algumas vezes com ele.

(Agora, a casa está bastante diferente.)

***

Outros postais sobre Alagoa:

Rossio de Alagoa, ainda. Agosto 2025

Volto a escrever e publicar um postal. Ainda sobre o Rossio de Alagoa.

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O calor continua infernal. Mas, ontem, ao início da noite, entre vinte e vinte e uma horas, ocorreu uma trovoada. Essencialmente seca. A Leste da Serra da Cidade de Portalegre, evoluindo a NE e, posteriormente, seguindo para Norte.

Trovoada seca, certo, imensos relâmpagos. Vi e acompanhei da janela. Mas trouxe, no final, uns baguinhos de chuva. Deliciosa! Pusemos os braços fora da janela, e bem que sabiam os pingos de chuva fresca, a caírem-nos no corpo. Mas foi chuva de pouca dura.

Voltando ao Rossio. Está bonito. Catita! A foto ilustra sistema de rega, num canteiro com alguns arbustos. Não consegui identificar. Presumivelmente, também não autóctones. Não sei. Não costumam usar, por ex., as estevinhas. E lindas que são: brancas e rosas. Também nunca vejo muitos alecrins. Já o rosmaninho está a ficar na moda. Acho bem.

Quanto às árvores e arbustos de porte mais arbóreo, os aloendros são plantas que se adaptam bem a qualquer jardim ou parque, dado que são resistentes às temperaturas.

Nas Árvores, não há, na realidade, o hábito ou moda de usar as locais. Provavelmente nem julgariam jardim ou parque!?

Carvalhos, bem que ficariam. E um Sobreiro ou uma Azinheira?! Não há o costume. Mas os gostos também se educam e valorizar o que é nosso enriquece-nos a todos.

A Azinheira é uma Árvore por demais icónica e simbólica. Há a Azinheira de Grândola, e quem não conhece ou não ouviu falar na de Fátima?! São emblemáticas e ilustrativas de conceitos e identidades bem nossas e abrangendo espectros ideológicos bem diversificados. E até há localidades que promoveram azinheiras e sobreiros a “Árvore do Ano”! Sinal de que lhes reconhecem valor identitário.

(Monte Barbeiro, Alcaria Ruiva, Mértola, conseguiu eleger uma Azinheira secular, como Árvore do Ano, em 2019, em Portugal. Ficando em terceiro, na Europa. Um pouco como o nosso Plátano do Rossio de Portalegre, em 2021. E também há o Sobreiro Assobiador!)

Senhores e Senhoras de Autarquias, percam o complexo de divulgarem o nosso Património Florestal e tratem de plantar Carvalhos, Sobreiros, Azinheiras. Também têm os Freixos, que também se fazem majestosos. Até há uma localidade que tem um Freixo com uma Espada à Cinta!

E, ainda sobre a foto. Repare, SFF, que já nasceram alguns cogumelos! Sinal de que os ciclos de vida se desenvolvem.

E sobre o Rossio. Além de bonito, também tem um parquinho para crianças.

Não sei é se tem espaço para os miúdos jogarem à bola, como era costume. E, de certeza, que não há condições para as largadas. Mas, já se sabe, não se pode ter tudo. E há outros locais para as largadas. E, as feiras?! 

E, por hoje, aqui me fico sobre o Rossio da Alagoa.

Que, daqui a dez anos, ainda por cá estejamos para presenciar o desenvolvimento de Árvores e Arbustos.

Que isto de plantar árvores e arbustos, no Verão, ademais em pleno e escaldante, tem que se lhe diga!

 

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