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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

“O Gerente da Noite” - “The Night Manager”

Série Britânica

RTP 2

 

Night manager in. amc.com

(Imagem: in. amc.com) 

 

A RTP2 continua na senda de apresentação de boas séries.

 

A atual, “O Gerente da Noite”, uma mini série de raiz anglo-saxónica, igualmente enquadrada no mundo da espionagem atual.

Como a anterior: “Agência Clandestina”, série francesa, concluída 2ª feira, 04/09, a 3ª temporada. Com o lendário agente Malatrou / Paul Lefebvre que, mais uma vez, se escapou das redes das prisões em que se enredou, perdendo-se no nevoeiro de uma madrugada ainda por nascer, acompanhado apenas do seu cão, fiel amigo.

Reportando-nos, sugestionando-nos, uma 4ª temporada?

Antes, apresentara-nos também duas excelentes séries, essas alemãs: “Amor em Berlim” e “Irmãos e Rivais”.

 

Como tenho andado numa de pouco escrever, por variadas razões, não publiquei nada sobre elas.

Retorno, debitando sobre esta nova série, que promete.

Título original: The Night Manager”, baseada em novela de John le Carré. Com atores muito conceituados. E da BBC One (UK), em parceria com AMC (US).

 

Alguns personagens:

Mrº Pine, Jonathan, o gerente da noite, em hotéis super estrelados e locais internacionalmente relevantes. O herói. Antigo soldado no Iraque, onde presenciou horrores; atualmente, candidato a espião ao serviço de Sua Majestade (?), sob o disfarce de gerente da noite em hotéis de luxo. Ator: Tom Hiddleston.

Mrº Richard Roper, ator Hugh Laurie, no papel de um “senhor da guerra”, personagem representativa de figuras reais, que, na sombra e a coberto de capas impolutamente honestas, “vendem destruição, dor e morte”. “E gostam”.

 

Estas últimas palavras, realçadas, são da personagem Miss Sophie Alekam, de nome verdadeiro Samira, tragicamente assassinada no final do 1º episódio, por ter sábia e corajosamente denunciado o conluio entre o senhor das armas e os senhores do poder!

Atriz: Aure Atika, que, na série “Les Hommes de l’ombre”, representou o papel de secretária do Presidente francês.

 

Ação

Temporalmente, no 1º episódio, reportou-se a 2011.

No final do episódio, situou-nos quatro anos depois: 2015.

 

Espacialmente:

Para além de Inglaterra, Londres, a maioria das cenas ocorreram no Egipto, Cairo. Predominantemente no Hotel Nefertiti, onde Mrº Pine desempenhou as funções de gerente dos serviços noturnos, como convém a um candidato a espião. Um dos seus muitos eus, como lhe frisou Miss Sophie Alekam.

 

A narrativa contextualizou-se no âmbito da designada “Primavera Árabe”, na queda do regime de Mubarak, o povo lutando nas ruas da cidade.

(E no que deram as “primaveras árabes”?!)

 

Por detrás ou pela frente, sempre, os “senhores da guerra”, amancebados com os “senhores do poder”.

 

E, no final do episódio, quatro anos após, a ação já localizada na Suíça, Zermatt, hotel por demais luxuoso, Mrº Pine em funções noturnas. E para se hospedar, com adequada e certamente impoluta comitiva, Mrº Richard Roper.

 

“Sou Mrº Pine. Sou o gerente da noite!”

 

Mrº Roper franziu as sobrancelhas e a testa. Atestou! Que a memória terá começado a processar a informação…

 

(…)

 

A mini série promete! Já o disse.

 

*******

 

Promete e vale a pena, como temos observado nos episódios subsequentes.

 

(Este post era para ter sido publicado logo após o 1º episódio, mas questões técnicas impediram tal facto. Entretanto passaram os quatro primeiros episódios, não tendo visto o último.

O 2º e o 3º corresponderam plenamente às expectativas.

Mrº Pine, Pinheiro, está em vias de se infiltrar na comitiva e entourage de Mrº Roper.

Prossigamos na visualização…)

"Lei e Corrupção" - "Line of Duty"

Série Britânica

RTP2 

Line of duty in. amazon.co.uk.jpg

 

Já que hoje recomecei a escrever, de forma limitada, é certo, que o calor imenso torna qualquer tarefa insuportável… nada como retornar, escrevendo sobre a série atualmente em exibição na RTP2. (Séries!)

 

Line of Duty”, “Cumprimento do Dever”, série britânica, intitulada “Lei e Corrupção”.

 

Bem, não vou propriamente perorar muito sobre o respetivo conteúdo.

Reporto para alguns sites.

https://www.rtp.pt/programa/tv/

https://www.rtp.pt/programa/tv

 

A ação decorre essencialmente em Londres, megalópole multicultural.

Personagens carismáticos/as, enredo de desenrolar e desfechos imprevisíveis, já vai na terceira temporada. Julgo que serão quatro temporadas, cada uma de poucos episódios. Cinco?

 

Cada temporada centra-se na “busca” / “procura” / “perseguição”, de um suposto policial corrupto. Ação desenvolvida por uma equipa integrada numa Brigada Anti Corrupção.

 

Cada personagem, per si, tanto entre os “perseguidos” como entre os “perseguidores” é um verdadeiro “tratado”, em que a linha que separa o “cumprimento do dever” da transgressão é por demais difusa, quando não total e completamente ultrapassada!

 

Caso para parafrasear o célebre chavão: “Com policiais assim, para que nos serve haver criminosos?!”

 

Veja a série, S. F. F.!

“Código do Crime” - “The Bletchley Circle”

Donas de Casa – Detetives por conta própria

 

Já imaginou que melhor tipo de série para iniciar em Agosto, quando o pessoal anda todo encalorado, a demolhar nos algarves e a transitar nas avenidas  marginais a degustar gelados de fruta e a mostrar as toiletes e o bronze?!

 

Pois que melhor que iniciar com uma série britânica, são proverbiais as suas qualidades, e tendo na base um serial – killer.

 

Bletchley Circle. In. epigrafe.org. jpg

 

Quatro senhoras, na casa dos trinta e quarenta, enfastiadas da sua vida de donas de casa, lideradas por Susan, casada e mãe de dois filhos, resolvem dedicar-se à investigação criminal!

 

Alto lá! Esta explicação está a ser muito linear.

Vamos então ao princípio.

 

A ação decorre na Inglaterra, no início dos anos cinquenta (1952 / 1953), anos de pós guerra, o país ainda em recuperação, sinais ainda evidentes de penúria (senhas de racionamento), escassez de petróleo… o mercado negro, de bens de luxo estrangeiros, cigarros, perfumes…

 

As quatro mulheres, Susan Gray, Millie, Lucy e Jean, tomaram esta iniciativa de se dedicarem a desvendar misteriosos crimes, insatisfeitas, é certo, no seu papel tradicional de senhoras, esposas dedicadas, mães extremosas, em suma, donas-de-casa, ao serviço dos maridos e família, as que a tinham, porque durante a guerra, em 1943, haviam trabalhado precisamente em Bletchley Park, na investigação altamente secreta das manobras dos exércitos alemães, face aos ataques e planeada invasão à Grã Bretanha.

Aí formaram uma equipa unida e estruturada, aproveitando as capacidades intelectuais específicas de cada uma delas, no sentido da análise e decifração dos códigos e sinais implicitamente enviados pelos serviços secretos do inimigo, descodificando-os e, deste modo, contribuiram para desvendar as respetivas ações, surpreendendo-os e tornando-as ineficazes.

Reporta-nos, supostamente, para o trabalho realmente realizado em Bletchley Park durante esses anos de guerra.

 

Nesse período de guerra, os homens aptos foram enviados para as frentes de batalha, as mulheres ficaram na retaguarda e passaram a exercer funções, trabalhos e serviços, até à época entregues ao sexo masculino. Foi este o caso específico que nos foi mostrado no prólogo do primeiro episódio em que estas mulheres exerciam estas funções altamente especializadas, até à data, atribuídas apenas aos homens.

Como aliás se verificava em muitas outras atividades e serviços, nas fábricas, nos bancos, nos transportes, nos campos, em que as mulheres passaram a desempenhar, em larga escala, atividades habitualmente ocupadas por homens.

Após o findar da guerra, foram as mulheres remetidas  para as funções  que tradicionalmente exerciam antes da guerra. Resumindo, ao papel de mulher “dona-de-casa”.

Foram?!

Sabemos que não foi assim tão linear e que este aspeto foi um dos que determinou parte das transformações sociais e económicas no pós guerra.

As mulheres a trabalharem também e cada vez mais fora  de casa.

 

Susan Gray, Millie, Lucy, e Jean lideram o elenco desta mini série de apenas sete episódios, que findou precisamente ontem, dia nove de Agosto, 3ª feira.

 

Nestes sete episódios, envolveram-se na pesquisa e decifração de crimes cujos autores passavam relativamente despercebidos às autoridades competentes (?), que demonstravam, de certo modo, alguma ineficácia, conformismo, inércia, auto satisfação pelo pouco que conseguiam, um certo “deixa andar”, contentes pelos resultados que obtinham, ainda que estes fossem falsos e daí resultassem condenações de inocentes.

Valeu a ação das damas, sempre bem compostas e aprumadas, como senhoras que se prezam, mala de mão e sapato alto, como se em vulgar passeio. Mercê da sua perspicácia, eficiência, trabalho de pesquisa, análise e reflexão aturadas, conseguiram chegar às conclusões certas, encontrar os verdadeiros criminosos e assim libertar a sociedade das teias do mal. Encontrando elas próprias, também e assim, realização e preenchimento das suas vidas, para além de contribuírem para o almejar do bem comum.

 

No desenrolar da ação não se coibiam de agir e confrontar diretamente o inimigo, expondo-se e colocando as suas próprias vidas em risco, o que por várias vezes sucedeu, valendo o seu trabalho de equipa e uma certa e proverbial intuição feminina, que lhes permitiu, digamos, farejar o perigo e ajudarem-se mutuamente, quando algo de anormal e perigoso ocorria.

Apesar da sua condição de mulheres, de senhoras, de damas recatadas e do lar, também sabiam usar a pistola e, quando foi necessário e imprescindível, atiraram a matar e, deste modo, enviaram o serial killer para as profundezas do demo.

 

Também o cientista e psicopata, maníaco das experiências químicas em seres humanos, foi apanhado em flagrante delito, este com a ajuda da polícia.

 

Igualmente apanhada foi a dama cínica e cruel, dirigente duma rede de contrabando de perfumes, cigarros estrangeiros e meias de nylon e de tráfico de raparigas dos Países de Leste, cujos pais, inocentemente, lhe pagavam para ela, supostamente, as libertar da designada “Cortina de Ferro”.

Mal sabendo que a criminosa as vendia para redes de prostituição em hotéis de luxo no Reino Unido.

Todo este enredo passava ao lado das autoridades e com a conivência de um alto dirigente da própria Scotland Yard.

Não fora a intervenção das senhoras detetives e a maléfica ainda andaria nessa ação nefasta.

 

Aliás ainda anda por aí muita gente dessa laia, negociando outros produtos muito mais prejudiciais à comunidade e traficando igualmente mulheres e crianças.

Outras detetives haverá por aí, certamente!  

Esperemos que sim!

 

Foi uma série que se visualizou com muito agrado. Pena já ter terminado!

 

Mas, e então foi tudo assim tão linear e simplista? poderá perguntar-me.

(...)

 

*******

 

Com difícil fim à vista estão os incêndios que lavram no País.

Depois do que ocorreu no “Andanças”... e, a propósito, já se descortinou o que esteve na base de tal ocorrência?!

 

Muitos “negócios” estão por detrás de tantos incêndios!

Aí está um campo de análise que seria urgente investigar com isenção.

 

E será necessária tanta e tão exagerada divulgação?!

 

Antes visualizar uma boa série.

 

*******

 

Bletchley Circle II in. pbs.org. jpg

 

Ainda, no referente a esta supracitada, convirá mencionar que, nos últimos episódios, a personagem Susan saiu de cena, que a atriz que a encarnou precisou de corporizar outros desempenhos.

Na ficção, criaram-lhe uma despedida, que ela se afastaria para seguir as pisadas do marido que precisava de sair de Londres, para um novo e mais vantajoso desempenho profissional.

E ela, Susan, como boa esposa e mãe, acompanhou -o.

Na série e para continuarem em quarteto, integraram a personagem que fora vítima inocente na segunda investigação, continuando com uma equipa em quadrado. Fizeram a quadratura de "Circle"!

 

E ao quadrado. Que a respetiva análise valia por equipas muito mais vastas numericamente e só com a respetiva ajuda a polícia chegava à descoberta dos crimes.

 

Bem, e por aqui nos fiquemos!

 

“Fortitude” - Série Britânica - Impressões Globais

“Fortitude” - Série Britânica

 Síntese

(Alguns Aspetos)

RTP2

 

Svalbaard in www.businessclass.se.jpg

 

Ocorreu ontem a visualização do 12º episódio da série britânica, “Fortitude”. Décimo segundo e último.

Que dizer?

Não foi uma série de que gostasse especialmente. Mas vi quase todos os doze episódios, exceto quando tive um problema técnico com a TV.

Mas então o que me prendia à série?

Ocorria em contextos pouco habituais, com cenários, julgo que realistas, impressionantes; com um elenco internacional de atores e atrizes excecionais; abordando temáticas ambientais, eu veria uma metáfora para os cuidados a ter com regiões terrestres isoladas (?) ainda relativa e aparentemente preservadas, como é o Ártico, mas que está sujeito a grandes pressões internacionais e irracionais para uma abertura à exploração, nomeadamente mineira intensiva e especificamente petrolífera!

Com um enredo iniciado precisamente com essa problemática dos efeitos da poluição, mesmo em ambientes supostamente imaculados e livres desse flagelo.

Mais propriamente com uma morte muito mal explicada, logo no início, apanágio dos seriados; a que se foram seguindo outras, provocadas por causas ainda mais ocultas e desconhecidas.

Teias romanescas de amores mais ou menos conseguidos, melhor ou pior traídos! Amor, ódio, sentimentos diversos mais ou menos exacerbados, expressos ao longo da trama.

E doses de ação, perigo, mistério, pancada quanto baste, à moda de um Oeste de Klondike! A que não faltavam mineiros exaltados, um hotel e bar, geridos por uma fogosa espanhola, que deixava a cabeça à roda, mesmo do mais gélido e atrapalhado xerife.

A que não faltavam também tiros, pistolas e rifles e até ursos tresloucados pelo mercúrio e a que o xerife sacrificara um bandido sem escrúpulos, minerador, à procura de tesouros, a que chamei, erradamente, geólogo!

E a vinda de um detetive do Reino de Sua Majestade, precisamente para investigar essa morte estranha, e de que a sua insistência em descobrir a verdade, também lhe provocaria a sua própria morte!

A estrutura narrativa das próprias séries, que são sempre organizadas de modo a prenderem-nos à narração, ao que virá a seguir no próximo capítulo, apesar de hoje termos a net, de que me socorri, para além do recurso das imagens. “Que uma imagem vale por mil palavras!”

E, só isso?! …? …!

Também diria que não apenas e tão somente isso!

Na série anterior “Hospital Real” verificou-se uma grande adesão ao que escrevia o que eu constatava nas visualizações dos posts. Mérito da série em si, que deve ter tido grande audiência televisiva na RTP2, o que se projetava nas visitas no blogue.

O que também se verificara em séries anteriores, nomeadamente “Crime e Castigo” e “Borgen”.

Essa situação entusiasmou-me na escrita.

E incentivou-me a continuar a escrever sobre a série, mesmo se e apesar de não ter tido, nem de longe nem de perto, a adesão que tivera com “Hospital Real”!

E estes serão, assim em modo rápido de síntese alguns aspetos que me cativaram no seriado.

E não irei falar do 12º episódio?!

Sim!

Mas primeiro publico este esboço sintético!

“Hasta Luego”, como diria Elena, que teve um papel tragicamente marcante, e um desempenho notável, que lhe abrirá portas para a próxima temporada?

 

 

“Fortitude” - Série Britânica – Episódio XI

“Fortitude”  – Episódio XI

2ª Feira – 05/10/2015

RTP2

in takepart.com

Preâmbulo

 

“Não é de um hotel que precisamos, em Fortitude. É de uma morgue maior!”, dissera Hildur, outra vez!

 

E eu acrescento.

Neste episódio e no seguinte, o que irão precisar é de um inseticida! De um potente inseticida!

 

E lá vamos nós à narração!

 

Dan in theguardian.com

 

Após alguma indecisão de Dan, alguma é como quem diz, que o pedido de Henry foi formulado no episódio anterior, décimo, e cumulativamente interpôs-se o fim-de-semana, de modo que só ontem, 2ª feira, no episódio XI, é que se processou a intervenção de Dan.

Bem, de helicóptero chega-se rapidamente. E ao chegar, Dan, logo constatou a dimensão do desastre. Henry, estendido na neve gelada, um tiro na cabeça, vermelho de sangue a colorir o branco gelado.

Encostado à moto, Morton, afinal ainda não estava morto, apenas moribundo, eu é que julgara que ele morrera na 6ª feira. Mas não! Esteve todo o fim-de-semana para morrer, que sábados e domingos os serviços públicos estão encerrados. Morton, quase acabado, ainda esperava que o xerife chegasse, mas não quis que o levasse para ser socorrido, queria ficar já ali, que o glaciar é um sítio ideal para se encontrar a serenidade e a luz e com ela a morte, para mais com a garantia de se poder ficar congelado até à eternidade, ou até à próxima alteração climática!

Mas antes de partir, quis que Dan lhe contasse a verdade!

E Dan contou. Verdade nua e crua, trágica e cruel, para mais tendo ocorrido num dia sagrado. Num dia de Natal! E soubemos, através do relato para Morton, como tudo ocorrera, e que Dan sempre fora, de facto, o assassino de Billy Pettigrew. Que guardava esse crime na sua consciência também atormentada.

Não vou relatar os pormenores dos trágicos acontecimentos a esse assassinato associados. A foto apresentada, no post anterior, diz tudo.

Lembrar, só e apenas, que amor e ódio são duas faces da mesma moeda, que foi por amor a Elena, que Dan entregou a morte de urso, Billy, por quem o amor à sua amada se transformou em ódio a Billy, que a quisera possuir, agrilhoada à cabeceira da cama! Grilhão que serviu para acorrentar o geólogo ao poste do farolim, como isco para ursos tresloucados de fome.

“Confessa! Ou nunca terás Paz!” Lhe disse Morton, para que Dan fizesse.

Só depois, Morton morreu, suponho que em paz. Soube a verdade do que buscava, desde que chegara a Fortitude, que fora essa a sua razão de chegar. E, sabendo, já poderia partir!

Que partiria, o seu corpo, não para o Continente, que ele, como cidadão britânico, também é de uma ilha! A sua alma, essa terá ficado eternamente aprisionada no gelo do glaciar.

 

E Dan, após muitos avanços e recuos, conseguiu confessar a Elena, o que por várias vezes e em diversos episódios, ela lhe perguntara. Se fora ele que matara Billy.

Confessou e uma vez confessado, também ficou mais liberto para lhe confessar, ao seu jeito desajeitado, o seu amor, desde que Elena chegara a essas terras de fim de mundo gelado.

E depois de explicados os comos e os porquês, textos e contextos, de tudo o que e como e porquê se passou, Elena rematou à laia de conclusão:

“Estamos juntos, sozinhos!”

E haverá melhor definição para aquele amor?! Aguardemos o último episódio, que provavelmente, como é apanágio das séries, deixa tudo em aberto, para futuras temporadas. Estratégias de guionistas!

 

Voltando a Billy, morto logo no 1º episódio, mas cujo tema foi estruturando todo o enredo.

Nessa célebre, trágica e fatídica noite de Natal, ele, com os copos, desatara a língua com o russo Yuri, sobre o célebre tesouro escondido no glaciar. Centenas, milhares (?) de presas de mamute, aprisionadas no gelo! E, após a briga com Eric, para além de ficar com as ventas partidas, também perdeu o célebre documento cartografando o local de tão precioso e macabro achado! Documento que o russo apanhou.

Com base nele, Yuri, estudara as coordenadas do local e, neste episódio XI, com a ajuda de Max, resolveu assaltar o armazém onde se encontrava a broca para furar o gelo do glaciar, transportá-la no camião onde ela estava acondicionada e irem procurar o cemitério dos mamutes, para recolherem o marfim.

Consegui-lo-ão?!

Também só o saberemos no derradeiro episódio. Que Eric, apenas armado de rifle, também se dirigiu para o local onde eles se encontram, mas pensando que fora Jason que roubara a broca!

yuri in theguardian.com

 

Que Jason, também já sabemos, está igualmente possuído por essa doença que atacou Liam, que matou Charlie Stoddart, o cientista; Liam que contaminou Margaret, a médica; que contagiou a filha, Shirley, que atacou a própria mãe. “Doença” que também terá contagiado e esventrado Ronnie, que estará escondido na cave da sua própria casa.

“Doença”, que tudo indica terá sido despoletada na sequência da descoberta macabra do mamute, que Ronnie e Jason esconderam num armazém, para onde Jason se foi refugiar novamente, obcecado por tão terrífico achado, que tantos dissabores trouxe à pacífica Fortitude. Antes tivesse ficado onde estava, ou tivessem tido o procedimento correto, dando a conhecer à comunidade científica, que até dispõem na ilha, que teria procedido com os formalismos adequados e exigidos nos protocolos próprios.

Mas a ganância, a ambição, a fome do dinheiro fácil, sobrepõem-se a tudo o mais!

E nisto ficamos. Jason agarrado ao mamute, após ter passado no laboratório e ter pregado um susto de morte a Natalie.

E a comunidade julgando que fora ele o autor do roubo da broca.

 

E pergunto eu. E Carrie não terá sido contaminada?!

 

No episódio apenas soubemos que ela, juntamente com Elena, foi visitar o amigo Liam. E que foram recebidas por Jules e que Frank também apareceria um pouco mais tarde.

E foram conversando todos, circunstancialmente!

 

E vamos para o excerto final desta narração.

 

A parte científica, que é o tema do enredo que ainda está por deslindar, uma vez que em princípio, os principais crimes estão esclarecidos.

 

in digitalspy.co.uk.jpg

 

Natalie e Vincent continuam nas suas investigações e centram-nas no cão do cientista, que, quando Vincent entrou na cozinha, onde estava o corpo de Charlie, reagiu muito agressivamente para Vincent. Que o cão poderia ter sido contaminado por aquilo que contaminou o dono.

Por acaso, ironia da sorte, ou perspicácia do guionista, o dito cujo estava para ser embalsamado, pelo já falado xamã, que não queria sê-lo, que era apenas embalsamador, conforme referiu a Henry.

E fazendo autópsia ao animal, inicial e aparentemente inconclusiva, mas graças à persistência de Natalie, acabou por ser descoberto um verme estranho no interior do tubo digestivo do cão.

O que seria? Como evoluiria?! Que o verme corresponderia a um estádio larvar de desenvolvimento de outro animal qualquer. E o que será?!

 

Não tardámos a saber de forma bem preocupante e arrepiante!

 

Os jovens cientistas decidiram avançar na investigação e partir para a pesquisa na própria médica, Drª Margaret, não sem antes se terem questionado sobre a ética de tal procedimento numa pessoa ainda viva!

E, foram!

Mas a evolução natural das coisas não se compadeceu com quaisquer procedimentos ou pruridos éticos ou não éticos.

Estando Vincent no compartimento isolado em que a Drª Margaret estava deitada, e começando a observá-la, foi ficando sem palavras, mudo de espanto, admirado e estarrecido com o que os seus olhos viam! Sem acreditar, nem dizer palavra.

E até nós, apesar de sabermos estar em ficção.

Do rosto, dos braços, do corpo, da senhora, formavam-se furúnculos, abriam-se pústulas, de onde brotavam dezenas, centenas de insetos voadores que encheram o compartimento.

 

De onde vinham tantos bichos?!

Lembremos que as zonas boreais, as planícies de tundra, no verão boreal, são infestadas por milhões e milhões de mosquitos que fazem a vida negra às renas.

 

E aquela bicharada toda terá ressuscitado do túmulo em que estivera trinta mil anos guardada no gelo do corpo dos mamutes? E, agora, subitamente tendo encontrado hospedeiro adequado, regressavam à vida, passados milénios?!

 

Aguardemos como irão proceder para extirpar tal ameaça.

Que Natalie ainda não havia entrado no compartimento isolado e providenciou a vinda de Dan, o xerife, que no exterior já observava aquele aterrador espetáculo.

E como exterminá-los sem eliminar também Vincent, encerrado também naquele contentor de morte?!

 

Quando vi a cena dos insetos a brotarem do corpo da médica, não pude deixar de me lembrar do filme “Allien – O Oitavo Passageiro”, quando aquele ser estranho brotara repentinamente do corpo do astronauta! Esse fora um viajante no Espaço!

Aqueles, viajantes no Tempo!

 

 Ver aqui, SFF

 

“Fortitude” - Série Britânica - Episódios IX e X - Parte III

“Fortitude” -  Episódios IX e X

5ª e 6ª Feira – 01 e 02/10/2015

RTP2

 

ParteIII

 

in pixbam.com

 

 

Ainda…

Que muita coisa foi dita, mas ainda mais ficou por dizer!

 

A aproximação de Dan a Helena, através de Carrie.

 

No final do IX Episódio, Dan mostrou, escondida num saco, uma luva do pai de Carrie e, baixinho, conversou com Elena… Que já só procuravam um corpo…

Carrie via TV, aparentemente absorta nos desenhos animados.

Elena ficou de, mais tarde, tentar explicar a situação a Carrie.

(…) (…)

E, mais tarde, foi Carrie quem tomou a iniciativa, interrogando sobre o que haviam estado a sussurar.

Elena lhe disse que tinham que estar preparadas para o pior, que haviam encontrado uma luva do pai. Lamento imenso, Carrie.

A criança reagiu mal, que o pai não morrera, que viria para casa. E empurrou Elena, que se magoou ao bater contra a parede. E Carrie trancou-se no quarto.

 

O pai de Carrie, Ronnie, encontra-se agonizando na cave?!

 

Elena encosta-se ao umbral da porta do quarto onde Carrie se encerrou e fala de si, para si mesma, dos tempos que esteve na prisão, que não é o pior, mas sim o acordar todos os dias e ver-se a apunhalar. Nunca mais voltaria a ser a mesma. Só por causa de um único momento!

E Carrie saiu do quarto e foi ao frigorífico buscar um saco de ervilhas congeladas, que deu a Elena, para colocar no hematoma da cabeça, que era assim que a mãe fazia, quando o pai chegava do boxe, cheio de pancada.

 

E Jason…

Também Jason, colega mineiro de Ronnie, se encontra com sintomas estranhos. Na casa de banho todo ensanguentado, com feridas nas mãos e no corpo, a lavar-se na banheira.

A mulher que chega com as filhas e o encontra assim naquele preparo, olhar ausente, vista revirada.

E sem haver médico na ilha, que Drª Margaret também está à beira da morte.

E Jason saiu de casa, o mesmo ar abstraído, ausente, olhar focado no infinito, aparentemente sem rumo, num caminhar sem destino nem regresso, que já Liam e Shirley haviam trilhado.

Dirigiu-se na direção da casa de Liam e viu-se este em casa. Isto ainda antes de a mãe o ter levado para o aeroporto para fugirem.

 

Como tenho dito esta narração tem sido totalmente enviesada.

O que estou a narrar hoje são excertos referentes a estes personagens, que julgo alguma coisa ainda nos dirão nos episódios futuros, que julgo serem dois.

 

Tanto Ronnie como Jason estão ligados ao mamute descoberto por Carrie e Liam.

 

E tudo o que contei neste post refere-se a situações ocorridas antes ou durante o decorrer de outras já descritas e sobre outras personagens.

 

in digitalspy.co.uk.jpg

 

Aguardemos o desenvolvimento do enredo, nomeadamente sobre o mistério da morte do geólogo, Billy Pettigrew, com que a série se iniciou, e que parece ter sido mais complexo do que aparentemente se apresentara.

Que ele havia descoberto algo muito comprometedor e valioso... 

(...)

 

 

“Fortitude” - Série Britânica - Episódios IX e X - Parte II

“Fortitude” - Episódios IX e X

Parte II

5ª e 6ª Feira – 01 e 02/10/2015

RTP2

Frank e Jules in tumvue.com

 

A Ciência ao serviço da Humanidade… e o desespero de Mãe!

 

 

CONTINUAÇÃO…

 

Neste retomar da narração, volto a debruçar-me sobre temas específicos de dois episódios, o nono e o décimo, uma vez que já foram ambos transmitidos.

 

Investigações e descobertas científicas!

 

investigação in avclub.com

 

Centremo-nos na investigação científica dos ataques. Sobre este assunto, os cientistas, Vincent e Natalie, concluíram que os ataques perpetrados por Liam e Shirley foram idênticos, há um padrão comportamental comum entre ambos os casos.

O que nós também pudemos observar, mas nós temos o privilégio de sermos espetadores.

Contudo, a senhora governadora, Hildur, que acompanha e encoraja as investigações, acha preferível que não se relacionem esses comportamentos comuns, para não se instalar o medo!

A sua autorização para o desenrolar das investigações é sempre condição sine qua non à sua operacionalização e ela pretende que tudo seja esclarecido, por isso as apoia e incentiva.

 

A investigação que estava em curso, antes dos crimes, e que fora o motivo principal da vinda do cientista Vincent, centrava-se nas alterações comportamentais dos ursos: ursus marítimus.

Paralelamente investigavam também o número crescente de nados mortos entre as renas e fizeram a surpreendente descoberta que, nesses seres, se desenvolviam paralelamente ovário e pénis, sendo hermafroditas. Segundo a tradição local isso acontecia quando um demónio vivia no meio da manada…

Relativamente aos ursos, os estudos centravam-se num urso adulto que matara outro urso adulto e o comera.

Nesse animal, que está no topo da cadeia alimentar, descobriram cem gramas de mercúrio acumulado no fígado. Revelação surpreendente que necessitou ser logo revelada a Hildur, a governadora, que estando em conversa amena com Morton, recebeu chamada para se deslocar, desde logo, ao laboratório, aonde disso foi informada, juntamente com Morton que a acompanhou.

Este lugar é perigoso! Não é seguro viver aqui!” Alguém disse, mas não me lembro quem. Talvez Morton.

Tudo isto se passou, obviamente, antes de Morton ter ido perseguir Henry e, supostamente, ter morrido.

 

Da observação dos ursos e perante a gravidade da descoberta, foi decidido observar também o cérebro de Shirley, procedimento efetuado por Vincent e Natalie, tendo esta revelado algum constrangimento na execução desta tarefa.

Dessa observação descobriram haver PFA no cérebro de Shirley e que não era simples coincidência essa constatação. Esta descoberta reforça a tese de que o padrão alimentar dos seres vivos da ilha conduz a esta situação.

Qualquer ser humano, tal como o urso, é um predador de topo, está no vértice da cadeia alimentar. Daí a acumulação de PFA em Shirley, tal como no urso.

PFA que não sei o que significa. Se alguém souber e me puder esclarecer…

 

Este assunto não é para brincar nem ironizar, porque sabemos que a alimentação está na base de múltiplas e variadas doenças da Humanidade. E, como diz o ditado, “pela boca é que morre o peixe”, embora este provérbio possa ter vários outros significados. Também alguns historiadores atribuem a degenerescência do Império Romano à utilização de chumbo nos mais variados utensílios de uso doméstico e alimentar, que posteriormente se incorporava nos próprios alimentos, e consequentemente, através da alimentação, nos seres humanos.

Mas no caso de Shirley, empregada no mini mercado; filha de Margaret, a médica; namorada de Markus, o professor, ela era mesmo uma verdadeira consumidora/predadora de topo. Situação reforçada e alimentada pelo próprio Markus, que lhe metia na boquinha, colherzinhas de comidas altamente energéticas. Uma verdadeira patologia, que lhe ditou a morte, no local e móbil do crime: o frigorífico recheado de comida.

 

Continuando a investigação científica e verificando-se um padrão comportamental comum em ambos os assassinatos, importava equacionar e testar se em Liam também haveria essa componente PFA, encontrada em Shirley.

 

Posta a questão como hipótese, seguir-se-ia a sua verificação experimental.

Questão complicada porque a experimentação tinha que ser feita numa pessoa com vida, para mais numa criança, Liam, criança tão sofrida e que já tanto sofrera, apesar do sofrimento que também provocara.

E era necessário que os pais autorizassem que fosse extraída medula óssea, operação delicada, complicada e dolorosa!

 

Chamados os pais à presença da governadora Hildur, esta lhes explicou, como boa política que é, o enquadramento e operacionalização da situação e da vantagem que daí poderia advir para Liam, caso se provasse a existência desse químico no seu cérebro, que lhe tivesse alterado o comportamento e levado ao ato por ele executado.

O que significaria que ele não fora culpado.

Concedida a autorização, passaram os cientistas à execução da tarefa de extraírem a medula, na presença dos pais, para angústia de Frank, que se ausentou momentaneamente, incapaz de presenciar o sofrimento do filho.

 

Só que tanto trabalho e sofrimento resultou inglório, pois que em Liam não foram detetados vestígios de PFA.

 

Desânimo entre os cientistas, Natalie e Vincent, mais da parte deste, que a cientista considerou que a hipótese que haviam formulado estava eliminada, mas havia que seguir em frente. E seguiu. Fez novas observações… e descobriu algo. Um vírus?

Recordou que Liam estivera doente e fora observado por Drª Margaret, mãe de Shirley.

E, se houvesse contágio da filha para a mãe e esta por sua vez tivesse sido o agente transmissor à criança?!

Alertada mais uma vez a governadora sobre esse vírus e a sua possibilidade de transmissão, que era relativamente fácil, Hildur questionou como poderia continuar a manter a ilha aberta, e aumentar a probabilidade do vírus sair de Fortitude.

Decidiu que anunciassem quarentena de raiva, para não inquietar tanto os habitantes com esse vírus desconhecido e suscetível de causar ainda mais medo e inquietação da que já se observava em Fortitude.

Estas conversas eram sempre com Dan, o seu xerife, que lhe lembrou haver centenas de civis armados na ilha. Que todos os adultos tinham que usar um rifle, por receio de ataques dos ursos.

 

 

E já que a narração nos leva por este caminho, por ele vamos seguir.

 

Seguidamente Hildur transmitiu a Jules os resultados negativos da experiência, no próprio hall da sede do governo, por insistência da jovem, que não quis ir para o gabinete, e na presença apreensiva e desconfiada de vários habitantes, alguns de rifle a tiracolo.

 

Jules transmitiria essa informação ao marido Frank, que ao ouvi-la interioriza-a como se fosse uma sentença condenatória de si mesmo, homem incapaz de defender a sua própria família. Lembremos que ele era militar, que de algum modo fora expulso da instituição castrense, que estivera no Afeganistão, isso logo num dos episódios iniciais o professor referira, apontando com o dedo para a testa, quem lhe diria, nessa altura, que haveria de conhecer a doideira desse ex-militar! Mas Jules também o conhecia e pudera observar, in loco, o que ele fora capaz de fazer ao professor e constatava como a sua situação se degenerava.

Convenceu-o a ir comprar os ingredientes para ela fazer o jantar, que jantariam os três, com Frank à cabeceira da mesa. E ele foi, que as mulheres, quando querem, convencem sempre os maridos e estes deixam-se convencer por elas, com ou sem querer!

Mas a ideia dela era outra. Lembrando-se também, digo eu, que na parede da casa grafitaram a palavra “monstro” e do perigo que o filho correria, arrumou o que pode para levar, pediu a colaboração do filho e levou Liam com ela para o aeroporto, para fugirem daquele pesadelo.

 

Aeroporto encerrado! Protocolo de raiva!

 

Jules não desiste, que vira um avião que iria partir.

 

“Não leve Liam!” Gritou-lhe a polícia.

 

“Dispare! Força!” Gritou-lhe Jules. E Liam também soltou um dos seus gritos profundos de ser ancestral.

 

Mas Jules não fugiu, não pode fugir, nem libertar-se do pesadelo em que vivia, desde que chegara àquelas terras de fim de mundo! Nem daquele marido, homem que a tomara ainda jovem, que ela fora mãe de Liam ainda aos dezassete anos!

E ficou chorando. Liam junto dela!

 Parte I

“Fortitude” - Série Britânica - Episódios IX e X - Parte I

“Fortitude” - Episódios IX e X

5ª e 6ª Feira – 01 e 02/10/2015

RTP2

 

 E muito fica por contar!

 

Caronte, Gustave Doré. Divina Comédia. wikipédi

 

Ponto Prévio!

 

Aviso os amáveis leitores destas simples narrações, que se sobre os outros capítulos tenho sido parcial e não muito fiel à narrativa… Nesta narração que apresento, reporto-me a dois episódios e apresento apenas excertos do enredo, numa visão muito parcelar e parcial de alguns temas da trama, que não tenho tido tempo de me debruçar mais profundamente sobre a série, como gostaria, e de que peço antecipadamente desculpa, mas sem prometer que voltarei a desenvolver os aspetos que me faltam, porque de promessas não cumpridas, estamos todos fartos!

Mas se puder…

 

Desenvolvimento (parcelar e parcial, como já frisei!)

 

Fui eu que falei em Esperança?

 

Quando idealizei esse conceito, lembrava-me do afeto crescente de Elena por Carrie, da confiança nascente entre Dan e Morton, mais da parte de Dan, que Morton joga mais distanciado; do apreço cada vez mais próximo daquele por Elena, da sua manifestação de um amor, muito recalcado, mas que se vai soltando, ténue, mas progressivo. Aproximação que o interesse mútuo por Carrie tem ajudado. Que Elena vai compreendendo e aceitando melhor a estima de Dan.

Da amizade entre Dan e Henry, mas essa está estruturada desde o início. E o que mais veremos…

 

Mas que dizer das sessões de tortura infligidas por Frank a Markus?

Que dizer da devastação que Ronnie está suportando e que em breve será revelada?

Como equacionar as descobertas de patologias cerebrais nos ursos, possivelmente causadoras das respetivas alterações comportamentais?

E se essas patologias também existirem nos humanos e forem elas as causadoras dos estranhos assassinatos ocorridos?

E se essas doenças resultarem da acumulação de elementos venenosos, através da ingestão contínua e sucessiva de alimentos contaminados?

E os nados-mortos entre as renas?! 

E, se em última análise, se concluir que aquele ambiente, extraordinariamente belo e aparentemente imaculado, não passa de uma eficaz armadilha e engodo, que devora de forma trágica os seus habitantes humanos e animais?!

 

Pois diremos que nem Esperança nem Redenção, que Fortitude caminha inexoravelmente para o abismo!

 

Frank, severamente auto culpabilizando-se pela ação do filho, por tê-lo negligenciado, abandonando-o, recusa-se a aceitar o respetivo comportamento e mais irracional ainda, que não há qualquer explicação plausível para o que faz, no limiar superior do sadismo, tortura de forma atroz, gratuita e cruel, o professor Markus. Com o intuito de lhe obter uma suposta confissão de culpa dos atos da criança, que ele o levara ao local do crime, lhe dera a faca para o miúdo esventrar o cientista, lhe metera a mão na ferida, aí colocara uma unha arrancada a Liam!

Estranha obsessão paranoide, não suscetível de qualquer condescendência, porque ele agride violenta e sadicamente o homem, preso, amordaçado com fita-cola, levando pancada na cara e, para cúmulo, arrancando – lhe uma unha, esvaindo-se em sangue, e incapaz de qualquer ato de defesa, que está acorrentado.

E preocupante, porque sabemos, e não podemos ignorar, que essas práticas de tortura foram e são praticadas por seres que não merecem a designação de humanos, mas que por tal se intitulam, se consideram superiores a quem torturam e dessa prática fizeram e fazem modo corrente de atuação no seu dia-a-dia. Para obtenção de possíveis confissões de atos nunca praticados pelas vítimas, ou porque estas são defensoras de ideias e ideais contrários aos defendidos pelos torturadores e/ou seus mandantes.

E será que ainda irão continuar no futuro?!

Valeu, não sei se valeu de alguma coisa, a Markus, a chegada de Jules, mulher de Frank, que o desata, não desprende totalmente, o deixa ficar prostrado no local onde ele já estava.

 

Jules não o terá desatado totalmente, mas deixou-o em condições de o fazer.

Que o vimos já no episódio X, dirigindo-se ao local onde estava o corpo de Shirley, ter pedido para vê-la, ao que Natalie, a cientista, relutante, mas condescendente, acedeu. Após comentar que não havia violência em Shirley, ter sabido que o corpo seria entregue à família, no caso a ninguém, que a mãe continua hospitalizada, e a ter beijado, saiu.

Mais tarde vê-lo-emos entrar nesse espaço onde estivera antes e levar o corpo da namorada, na maca, para a sua carrinha.

Para junto do mar a levou e num barco a vimos, deitada como num esquife, barca de Caronte, rodeada de livros esventrados(?) ou outros papéis e fotos de Shirley e ainda o seu ursinho de estimação, que Markus aí colocou, qual óbolo para pagar a passagem. Ter-lhe-á derramado algum líquido inflamável, se não o fez deveria tê-lo feito, e pegou fogo ao conteúdo do barco, para igualmente incinerar o corpo de Shirley. E empurrou-o na direção da corrente descendente, qual Estige, que terá levado as cinzas para outros mundos.

 

No final do 10º episódio, comentou Hildur para Dan:

“Não é de um hotel que precisamos, é de uma morgue maior!”

 

Porque as mortes se sucedem.

 

Morton prosseguindo nas suas pesquisas sobre a morte do geólogo Billy Pettigrew perseguiu Henry, que se ausentara na moto.

Apesar das contrariedades, encontrá-lo-ia estendido na neve, ouvindo ópera e buscando uma superior qualidade de luz, que o gelo do glaciar lhe proporcionava, permitindo-lhe morrer mais purificado.

Purificação é também o que Morton pretende. Purificar aquele ambiente pesado de assassinatos e sobre isso confronta Henry, com a imagem do braço espoliado do corpo, preso na rede de proteção. E que não fora Dan que alvejara Billy, mas o próprio Henry e que sabia de tudo o que se passara.

Este, enervado, descontrolando-se, puxa da pistola e dispara sobre Morton, atingindo-o no peito, e, em breve, o vermelho tinge o branco imaculado do glaciar.

E ficam estes dois homens morrendo, contaminando aquela paisagem sublime, confrontando-se, enquanto a bala liberta o sangue de um, e com ele a sua vida, no outro, o cancro corrói-o internamente, comendo-lhe o fígado.

E nesse encontro de vidas em busca da morte, se Henry ao seu encontro viera, porque há muito a ela fora entregue, Morton não viera na sua procura, mas haveria de encontrá-la; que a moto não tinha gasolina, Henry planeara uma viagem só de ida, e o sangue dele escorria. Ocorreu-lhe que o fotógrafo poderia ligar para a polícia, a pedir ajuda a Dan.

E Henry, lento de raciocínio e pouco lesto na ação, que o cancro comia-o por dentro, talvez também lembrasse que o detetive sabia do que ele e o polícia vinham escondendo e protelou… Falou de si, da sua vida e de que amara a mãe de Dan, mulher de Nils, seu melhor amigo e pai de Dan, cuja mãe, Henry tanto desejara. E que nasceu Dan.

E que ele, Henry, os abandonara, entregues a Nils, que se tornara um monstro!

E Morton concluiu, e nós também, que Dan era filho de Henry. E assim também sabemos que a amizade entre ambos é, da parte do fotógrafo, amor, paternal. Desconhecemos se Dan sabe dessa filiação.

E Henry telefonou para a polícia, formulando um pedido de socorro, tendo atendido Dan, o xerife. Mas também frisando que Morton sabia de tudo o que eles vinham escondendo, que tinha todas as provas.

E Dan ficou petrificado, colou-se ao sofá onde se sentou, apático, absorto, asténico, sem ação. Anestesiado pelo que soubera, não agiu, voluntária ou inconscientemente, procrastinou! Atitude e comportamento antagónico do que deverá ser apanágio de um policial, cumulativamente xerife! Agir, refletida, mas expeditamente.

E com esse adiamento, essa indecisão…

 

O operador de câmara mostrou-nos o que se passava no glaciar.

Henry assiste à agonia e morte de Morton!

 

Finalmente, Dan decide-se!

 

E, com o mesmo revólver que alvejara Morton, Henry sobre si próprio dispara.

 

E com esta deixa, vos deixo. Com as falas de Hildur para Dan, já apresentadas, mas que serão apenas do Episódio XI, e, por isso, com direito a bisar.

 

“Não é de um hotel que precisamos, em Fortitude. É de uma morgue maior!”

 

E muito, muitíssimo, fica por contar!

 Aqui!

Nota Final: a imagem apresentada é de Caronte, numa ilustração de Gustave Doré, para a Divina Comédia. In wikipédia.

Fortitude” - Série Britânica - Episódio VIII

Fortitude” - Episódio VIII

4ª Feira – 30/09/2015

RTP2

 

Sinais ténues de Esperança no meio da Tragédia!

 

Pontos prévios!

 

Ontem, a RTP2, antes da emissão do 8º episódio da série, resolveu dar-nos música. E que Música! O Festival Jovens Músicos da Gulbenkian. Ainda ouvi um pouco, só que não estava para aí virado.

Adiando a transmissão em quase duas horas.

Só que apesar desta série não ser tão apelativa como a galega, mesmo assim aguardei. Não que ouvir as execuções musicais não valesse a pena, não, muito pelo contrário, mas não me apetecia. Mas acho meritória a transmissão de programas do género e daquele especificamente, só que desvincula os espetadores dos programas predeterminados, afastando-os. Ficam os indefectíveis!

 

E, mais uma vez, zapping!

Futebol: Magazine – Liga dos Campeões!

Um resumo do Atlético de Madrid – Benfica: Vicente Caldéron. Que Benfica venceu por dois a um!

Parabéns, Benfica!

Os comentários da praxe. Nada contra os comentadores, são certamente especialistas do ramo. Mas tanto, tanto tempo se gasta a comentar o que espremido, não dá nada…

 

Porque não termos analistas que, resumidamente, nos referissem o que cada partido defende, por ex.

Para a Educação

Para a Saúde

Para a Segurança Social

Para a Indústria…

E, mais especificamente: horário de trabalho, condições para a reforma…

Setores estratégicos onde investir…

(..)

Sem demagogias, sem sectarismos, porque comentadores encartados e enfeudados é o que mais temos.

 

Se calhar, ninguém ligaria, não sei!

Se calhar até há, eu é que tenho estado distraído!

 

Sinais de esperança in teleprograma.fotogramas.es

 

Continuação…

 

Mas vamos aos finalmentes, deixemos os entretantos…

 

Dan, que está a acontecer-nos?! Shirley foi uma vítima. Há algo mais! Disse Elena.

 

Elena é aqui uma peça chave no enredo. Sente-se o aproximar de Dan, o aproximar de ambos. Dan sorri-lhe, lhe fala com franqueza e abertura. Elena retribui.

Recebeu Carrie de braços abertos, como se uma filha recebesse. Irmã mais velha lhe chama Carrie. Hermanita preciosa, lhe diz Elena, na casa de Carrie, para onde a levou, aconchegando-a para dormir descansada. Perplexa e apreensiva Elena!

E assim este assunto que nos preocupava, pelo menos este e pelo lado da criança, parece estar resolvido. Não ficou a menina perdida naquela imensidão de fim de mundo gelado!

Por sua própria iniciativa arribou a bom porto, que com o pai não chegou a porto nenhum. Este ficara de borco na neve, mas também conseguiu chegar à cidade e à própria casa, só que deve estar escondido, já viu até uma projeção vídeo, em que a esposa ensinava, mas certamente estará nalgum recanto da casa, que nem Carrie nem Elena o viram. Mas Carrie, que já adormecera, acordou aos gritos, que o pai estava na casa.

Elena tranquilizou-a, isto estando também Dan presente, que as fora visitar para saber se estavam bem. E foi aí que houve palavras amigas e sorrisos doces e enlevados, entre ambos.

 

A Shirley era incapaz daquele tipo de violência, também já Elena dissera a Dan.

E chorara!

Realmente ninguém acredita em tal possibilidade. Mas foi isso o que aconteceu, que nós vimos, e foi algo semelhante ao que acontecera com Liam. Inverosímel, mas real!

E os analistas neste novo processo de assassinato, Dan & Morton também já isso concluíram.

A doutora esventrada, o seu sangue nas paredes da casa, o sangue nas mãos e roupas de Shirley, o sangue na rua, nas pisadas deixadas na neve gelada, que isso também vimos nós.

E para onde se dirigiu Shirley, que a vimos nesse caminhar?!

 

Nas buscas, as policiais Ingrid e Petra, não sei se terão seguido as pisadas, se a neve entretanto as apagara, entraram no mini mercado. Estava tudo desarrumado, alguém andara a fazer das suas… De pistolas em punho, não fosse aparecer o assassino, buscaram e encontraram esparramada no chão, Shirley, a linda flor, maja nutrida e anafada, agarrada a frascos de compota. O doce acrescento eu, que ela era um docinho, como lhe dizia o seu querido professor, Markus, que também a apelidava de flor.

Foi então que surgiu no cenário, em contraluz, a menina Carrie! Que, esfomeada, ter-se-á logo dirigido ao mercado, também deduzo eu.

 

E vamos aos analistas.

Os policiais verificam que a primeira pessoa no local do crime foi o professor Markus. Vai de investigar por aí.

Chamado este à pedra, é posto perante os factos, os locais onde estivera e até quando estivera, o que fizera e não fizera, as conjeturas, as hipóteses, as suposições, as metáforas, os sentimentos, as razões, as relações com filha e com a mãe, doutora, e com a sua própria mãe, de Markus, em análise e pretensa psicanálise, e após tanta pesquisa e pergunta, com ou sem resposta, chegaram os analistas à briosa e portentosa conclusão, que não havia nada a concluir, por lado nenhum, sobre a hipotética culpabilidade de Markus, apenas umas provas circunstanciais fracas e que o melhor era deixarem ir o professor para casa.

E nós vimos, Markus, carregado de livros, dirigir-se para a sua casa. No meio de grande alvoroço e alarido na cidade.

 

Que ninguém quer ou pode, ou se pode não quer, acreditar que os assassinatos ocorridos tenham sido cometidos por quem realmente foram. Porque tamanha suposição se afigura a todos como inconcebível ou imaterializável!

E, assim, questionam Dan, põem-no em causa, ameaçam fazer justiça pelas próprias mãos e, os mais exaltados ou inconscientes, nessa tarefa se ombreiam.

 

Um grupo de mineiros, liderados por Jason, se atira aos russos, estrangeiros naquela terra de estrangeiros e de ninguém, só fim de mundo. Incidem num deles, que ameaçam, lhe pedem explicações, que não sei sequer se ele os entende, naquela babel de tantas nações e línguas, lhe despem as roupas, não todas, que o gelo o queimaria de todo.

Valeu-lhe a chegada providencial de Carrie e Elena, que à criança perguntou o nome de cada um deles, como se lhes questionasse a consciência, chamando-os ao julgamento da razão, e providenciou que o russo se vestisse e daquele julgamento sumário, primitivo e grotesco, se ausentasse.

E elas, as duas irmãs, manas, hermanas, também se ausentaram, sem que antes Jason soltasse uma das suas atoardas e a Elena chamasse de cabra! Cabra, a tradução, que não ouvi o original e não sei se não seria vernáculo, ainda que cabra nalguns contextos, naquele precisamente, também já o seja.

E Carrie a tranquilizou, que o seu pai considerava Jason um louco. E foi então que Carrie, carente, pediu a Elena que fosse com ela para sua casa, aonde esperariam o seu pai. Não sabendo ela que ele já lá estava.

 

E também louco por fazer justiça pelas próprias mãos se apresentou Frank. Que até averiguações por sua própria conta ele fez. Da casa do professor, aonde foi por sua conta e risco, trouxe documentos vários, principalmente fotos que, assim retiradas do contexto, poderiam induzir a situações supostamente incriminatórias. Que entregou aos investigadores, Dan e Morton, que, apesar da ilegalidade do ato, as usaram e utilizaram para confrontarem Markus sobre elas.

Mas que, como já vimos, não aduziram nada ao processo, nem à hipotética culpabilidade de Markus, que não tinha nada a ver com o crime em si, e por isso fora libertado.

 

O único crime de que ele poderia ser acusado, se isso for crime, é o de pretender matar Shirley com tanta comida, como Morton referiu. Cenas de ganso, ingerindo gorduras, que já abordámos em narrações anteriores!

 

Mas voltando a Frank, este, após a libertação do professor e não estando, não querendo, ou não podendo admitir a culpabilidade do próprio filho e menos ainda a sua culpabilização por tê-lo deixado só, mal pode, tratou de ir exigir contas ao professor! Fardado de jogador de hóquei no gelo ou de outro desporto similar, munido de taco, na casa de Markus surgiu de rompante. O agrediu nas pernas, e acorrentou a uma cadeira, não sei para que futuras agressões, que provavelmente ficarão para próximos episódios.

 

Mais lhe valia ter ido procurar Ronnie, como Dan lhe dissera, e este seria o seu dever!

 

E em Dever estamos. Dever e Direito, cara e coroa de Cidadania!

 

E no exercício do seu Dever, ausente nesta narração até ao momento, embora sempre presente na narrativa do guionista, esteve a governadora, Hildur.

Ao Continente fora tratar de assuntos da sua comunidade, mais concretamente o que mais a preocupava, a instalação do abrigo – hotel, no glaciar. Falara com investidores, tentara convencê-los que os recentes acontecimentos, os dois primeiros assassinatos, não influíam em nada, não sei se obtivera bons resultados.

Ainda no decurso dessa reunião, recebera um SMS de Dan, a dar-lhe conhecimento do ocorrido com a doutora e que Shirley estava desaparecida, isto no início do acontecido na narrativa, que nesta narração já aconteceram cenas posteriores. Que Dan se mantivesse de cabeça fria, o que ele fez e se esforçou por manter a calma, mesmo quando foi interpelado pelos mineiros exaltados!

Face a esta nova ocorrência, Hildur alterou a sua agenda e pediu, solicitou, não sei se mendigou, audiência, com um responsável do governo central. O que, após muita espera, aconteceu. Não sei se ela foi atendida ou desatendida, tal o deficiente atendimento que recebeu desse membro do governo central, que a tratou sempre com sobranceria, apesar de ela não dar parte de fraca, nem propriamente se ter rebaixado. Sempre as mesmas desculpas, falta de recursos, de meios, a crise, os cortes… as prioridades…

Acho que dali partiu, que o seu carro, um táxi, havia chegado, com uma mão cheia de nada. Nem sequer promessa de recursos extra para investigar as macabras situações ocorridas, para mais agora sem a médica Margaret.

“Não são os lugares que nos isolam”, dissera ela na conversa com o tal elemento do governo central.

E, ao partir, não se esqueceu de agradecer!

Obrigada pelo café!”

 

E chegou a Fortitude, que não vimos a chegada, num avião de um amigo, Kent, um aeroplano frágil, para ela que tinha medo de voar, mas que, agora, como dissera ao marido, Eric, deixara de ter qualquer medo!

E chegou em boa altura, que uma reunião, assembleia de cidadãos exaltados, se desenrolava, não sei em que local, mas certamente nalguma sala da sede do governo local. Que Dan tentava liderar, mas lhe faltava pulso, carisma e poder, afinal era só e apenas o xerife da governadora…

E ela, a poderosa, a chefona, chegou!

E, chegando, os ânimos serenaram, como se um Cristo no feminino acalmasse as águas do mar da Galileia.

E, ao chegar, enfrentou-os a todos com o olhar!

Calmos eles, ela lhes disse que acabara de vir do hospital, aonde fora ver a médica e lhes lembrou tudo o que ela fizera por todos em todas as situações perigosas que já haviam vivido. E lhes pediu que fizessem um minuto de silêncio e se recordassem o que ela tinha feito por todos.

E eles assim fizeram e se calaram, meditando na médica ou em si mesmos e nas suas vidas.

Que até Morton, que ali estivera apenas observando, em atitude clínica, ele que não pertence àquela comunidade, apenas ali está para investigar, e por isso há que manter a cabeça fria, ficou surpreendido, pela forma sábia como ela lidara com a situação.

Que comentando com Dan, este lhe respondeu, que por isso é que ela é a governadora!

E nestas falas também Dan e Morton se mostraram afáveis e colaborantes, sorrindo, enfatizando empatia como bons profissionais, já quebrada a desconfiança e hostilidade iniciais.

 

E, após o minuto de silêncio meditabundo, Hildur, a governadora, a chefona,  lhes agradeceu e lhes pediu que se esforçassem por conseguirem manter a calma, para trabalharem todos juntos, como sempre haviam feito.

Não me lembro é se ela lhes referiu se iriam ou não ter ajuda do Continente, mas julgo que mencionou que essa ajuda iria ser positiva, que ela para isso se irá esforçar!

 

E com esta deixa termino.

 

E onde estão os sinais de Esperança?

 

 

“Fortitude” - Série Britânica - Episódio VII - RTP2

 

“Fortitude” - Episódio VII

3ª Feira – 29/09/2015

RTP2

 

Foto in Sky Atlantic 2015.jpg

 

Esclarecido um crime, outro que acontece!

E a Loucura continua…

 

Será que é preciso ser-se tão explícito, na visualização de crimes tão macabros e simultaneamente tão caseiros e domésticos?

Shirley a esventrar a mãe, a médica Margaret, com um garfo, como se estivesse a picar uma empada com sumo te tomate.

O que vale é o comando. E zapping para “Futebol Magazine – Liga dos Campeões.”

Shirley andava doente, sintomas que se agravaram, nem comer podia, que o namorado até lhe arranjara uma sonda e um funil, para lhe meter a comida para o estomago. Vai daí, em vez de comer, ela lança-se de garfo, a picar e esventrar a barriga da própria mãe! Só para quem conseguiu ver, que eu não!

Deixemo-nos deste novo crime, que, no próximo episódio, vai ser um alvoroço em Fortitude.

 

Topónimo bem escolhido para essa povoação situada num rochedo alcandorado no Ártico, para lá do Círculo Polar.

A palavra deriva do latim e tem a mesma grafia em francês e inglês. Significa qualidade de ser forte, energia, força. Qualidades que realmente é preciso ter, para viver em tal povoação, mais agora sob o efeito de novo crime.

 

Antes da ocorrência deste novo crime e já deslindado o do cientista, tão macabro quanto o da médica, Morton centrava-se no deslindar da morte de Billy.

 

Também com esse fito, o guionista iniciou o episódio com imagens da festa de Natal transata, no hotel de Elena, em que Billy conheceu o russo, Yuri Lubinov, e estiveram a beber. A intervenção de Eric que o mandou embora, e posteriormente brigou com Billy, tendo este perdido um célebre documento, que o russo, que não teria abalado com os companheiros, viria a apanhar. E houve sangue na refrega de Eric e Billy!

 

Foi com este russo que Morton foi deslindar situações sobre o assassinato de Billy, na mesma cidade russa onde Ronnie se encontrava com a filha, que por pouco não se cruzaram, quis o Destino que assim não fosse.

Desse encontro Morton trouxe uma caixa de fósforos, com uma bala que o russo achou no local onde Billy foi morto e que diz pertencer ao rifle de Eric. Que o detetive iria averiguar mais tarde, nos cacifos da polícia, mas não nos deu conhecimento das conclusões.

 

Em contrapartida, Ronnie também levou, mas para um barco que supostamente o levaria e a filha para o Continente, levou toda a sua tralha e mais as presas do mamute, que afinal ele disse serem duas e eu que pensara que ele deixara pelo menos uma para Jason. Levou, mas  teve que trazer de novo os seus apetrechos, pouca coisa, que ele anda fugido, mas deixando ficar o marfim, que o mestre da embarcação assim lhe ordenou com o rifle apontado. Que estando os dentes do mamute já no barco, era a carga que precisava, não transportava passageiros e Ronnie e Carrie tiveram que sair e ficar especados no cais, acenando adeus à carga ilegal, mas preciosa.

Sensata a filha: Pai, vamos voltar para casa!

E este pai também já com sinais da loucura que avassala o povoado. Ao ponto de ter impedido a criança de telefonar para a polícia de Fortitude, tendo, todavia, Carrie ainda conseguido falar com Ingrid, que se mostrou preocupada por não saberem nada deles.

Será que, finalmente, vão retomar as buscas daqueles desesperados da sorte?! Ou irão ficar novamente assombrados pelo novo crime? Ou será que o pai, restando-lhe algum bom senso, resolverá voltar a casa? Aguardemos, que me preocupa a criança a definhar e arriscar-se, devido a um pai que, de tanto amor e com medo a perdê-la, arrisca-se a perderem-se ambos. Que ele já está perdido!

 

Li na internet, num site espanhol, que anda um parasita em Fortitude, denominado “Ichneumon wasp”, que provoca a morte de vários dos personagens. Não sei. Estou a vender pelo preço que comprei. De graça! Mas isto não é nenhuma graça, que não é para rir este enredo.

Mas noto que esta série não tem, e duvido que venha a ter, o impacto e interesse de “Hospital Real”. As visualizações dos posts estão bastante aquém das correspondentes à série galega. Que ainda, e apesar de já concluída, continua a ser procurada informação na net sobre ela. Observo isso diariamente nas estatísticas.

E, esta informação é também para quem eventual e hipoteticamente nos leia da RTP2. Que deveria ser, não sei se será, um cuidado de quem superintenda estas “coisas”, marketings e afins, audiências e quejandos, na mencionada estação televisiva. Consultarem os blogues, que fazem o serviço de graça.

 

E voltando ao enredo do episódio e aos sinais de loucura…

Henry, fotógrafo, sujeita-se, insistência sua, que o designado xamã; embalsamador de animais, no auto conceito do próprio, lhe tire um litro de sangue para uma macumba qualquer.

Paralelamente revela um negativo de foto tirada e, estranho achado e macabra descoberta, revela um braço de ser humano preso a uma rede de vedação, como se fora o que restou de um corpo, aparentemente aí crucificado, se não sacrificado! E que corpo terá sido esse, de que restou apenas um braço, tão estranhamente aí colocado?!

Henry também é confrontado por Dan pelo facto de ter telefonado para Londres a dar conhecimento que Billy fora assassinado e daí passarem a ter a desagradável presença de Morton a cheiretear tudo e todos, o que não agrada a ninguém.

E porque torna e porque deixa, lá se volta novamente ao célebre e dito documento de Billy, de um suposto enigma que ele descobrira, um tesouro talvez…

E Henry insiste em atribuir o crime a Eric, que ele tem uma fixação neste policial, talvez por ser marido de Hildur, a governadora.

 

Governadora, assoberbada no trabalho da comunidade, que esquece o marido, Eric, que infeliz, isso lhe disse Trish, ao despedir-se, porque se vai embora, pois que aí ficaria a fazer se o marido cientista também já se foi?! E ao despedir-se, Hildur que a tinha como amiga, dirá ela mais tarde, lhe confessou ter apagado a mensagem do cientista, sobre a terrível descoberta que ele teria feito. Mensagem que continha informação que inviabilizaria o projetado hotel abrigo, que a governadora tanto anseia, como forma de revitalizar a economia de Fortitude, agora que a mina vai ser selada.

E Trish também lhe fez confissão, em jeito de arremesso à cara, de que comia o marido dela, Eric, desde a festa do solstício. E que Charlie, o marido cientista, tinha conhecimento, só Hildur, a governadora, não sabia! E esta, se não soubesse, ficou a saber, apanhada, de  surpresa (?), por tamanha revelação.

E esta revelação ou descoberta, pelo menos no desenrolar do enredo e para a governadora, que nós já sabíamos e alguma comunidade também, que os mexericos correm velozes, abalou-lhe o ânimo e a vontade própria. Pelo receio de ter sido exposta ao ridículo, que estas questões de amores traídos mexem sempre com qualquer ser humano, mais ainda com quem tem uma imagem de poder, força, fortitude, a defender. A Governadora de Fortitude ter sido traída pelo marido, que é um pau mandado nas mãos dela!

E a alegria e sensação de força e poder, que manifestara quando chegou a broca gigante, que irá perfurar o gelo do glaciar para aí instalar o celebérrimo hotel abrigo, essa imagem de mulher poderosa que cumprimenta e parabeniza os homens que a trouxeram, essa mensagem de força esvaiu-se. Traduziu-se na fraqueza e fragilidade de mulher traída.

Ao ponto de confidenciando-se com Dan, este se ter oferecido para a substituir na festa de despedida dos mineiros.

 

Festa de arromba e muito álcool, sugestões de amores e sexo também, que nesta série é presente e apresentado e sempre nomeado sem pudores, pelo vernáculo.

Festa que também deu em porrada, que Frank, após visita ao filho hospitalizado e ter sabido que Elena, a amante, também aí estivera, assunto de que já falámos, ficou possesso.

Dirigiu-se à rapariga, a meio da festa, em despique, pronto a dar-lhe porrada, ali diante de todos, não fora a rápida e eficaz intervenção de Dan, que apanhou em vez dela, mas não respondeu, que já dera por demais em Sutter e agora era a sua vez de apanhar.

“Vai para casa, para junto de tua mulher.” Lhe disse aquele. E Frank foi.

Elena também saiu e Dan atrás dela foi, e com ela falou, mal a olhando nos olhos, que ele não a fita de frente.

Mas lhe disse, que ela lhe perguntou, que ele não matara Billy!

Algo que nós sabemos desde o 1º episódio, mas que muito ainda intriga a comunidade, atribuindo muitos dos males acontecidos, a Dan, a mando da governadora.

Dan que até fez um excelente discurso de despedida dos mineiros, em vez da governadora, que a meio da festa, mas resguardada no seu carro, chamou, via SMS, o marido Eric, ostracizado na festa, numa mesa de canto.

Lhe disse ir ao Continente e não querer vê-lo antes de partir, após lhe ter dito, magoada, que ele comera uma das suas melhores amigas…

 

E ficamos por aqui, que se faz tarde?!

 

Ainda voltamos a Shirley, com que começamos esta narração enviesada, mas agora na narrativa do guionista da série, no início do episódio, quando ela ainda não se transformara no monstro assassino em que se transformou no final, mas que relatei no início.

 

Quando o professor, Markus, todo contente, assobiando, a sua casa se dirige, dirigindo-se-lhe.

“ Olá, minha flor! Ainda não conseguiste comer nada?! … Trago-te uma guloseima especial. Leite condensado. Saboroso e muito nutritivo… És uma florzinha linda e ainda vais ficar mais linda!”

 

E como é que uma florzinha assim linda se pode transformar no monstro do início desta narração?!

 

Efeito de  “Ichneumon wasp”?!

 

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