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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

"Uma Aldeia Francesa” - T. 7 - Amores e Desamores

"Un Village Français” - Temporada 7 – Episódios 1 e 2

Reconstrução de Vidas – Amores e Desamores

(Episódios Globais nº 61 e 62)

(18 e 19 de Janeiro de 2018) 

RTP 2

Rosas numa Aldeia. Original DAPL 2016.jpg

 

Abordando, agora, a situação de alguns personagens.

 

Gustave Larcher, filho de Marcel, resistente comunista, executado em 13 de Novembro de 1943, (temporada 5, episódio 12); sobrinho de Daniel e Hortense é, em 1945, um adolescente, órfão de mãe e pai.

Vive com um grupo de meliantes, que se dedicam ao mercado negro, traficando os mais diversos produtos, nomeadamente os que os americanos trouxeram como novidades, para uma França depauperada pela guerra e mais atrasada, industrial, económica e socialmente. Contrabandeia com os gringos, rouba. É apanhado por Raymond Schwartz a extorquir dinheiro à sua secretária, na fábrica de serração, ameaçando-a com uma arma.

É preso pela polícia, cuja delegação é chefiada por Loriot.

Vale-lhe, que este viva com Suzanne Richard, militante comunista, que fora a namorada de Marcel, seu pai e que, a pedido dela, Loriot o tenha libertado.

Fica uns dias com Suzanne, esta aproveita para lhe dar a conhecer aspetos do seu progenitor, tal como o local onde ele está sepultado e entrega-lhe um famoso caderno, título do 2º episódio.

Nesse caderno de manuscritos, vai ele lendo o que o pai fora apontando: seus pensamentos, seu ideário, suas reflexões…

Terão essas ideias alguma influência no jovem?

(O futuro o dirá…)

Apenas sabemos que nessa estadia em casa de Suzanne teve oportunidade de conhecer a respetiva filha, Leonor, que terá regressado da Bretanha e que entre outras possíveis e hipotéticas afinidades, a miúda denota especial interesse pelo rapaz, apesar dele aparentar algum alheamento.

Acaba por fugir para junto dos meliantes, não sem antes prometer encontro com a rapariga na igreja.

Os capangas mandam-no matar Tom, o americano.

 

Antoine, afamado resistente, organizador do célebre desfile do onze de Novembro de 1943, comandante de guerrilheiros, participante da guerra, como soldado, na expulsão dos boches, regressa a Villeneuve, esperançado em encontrar a sua Geneviéve, a quem prometera casamento, quando regressasse no fim das hostilidades.

Encontrada esta, que vivia na quinta com a avó, saldam contas em atraso de um ano, mas ele não se adapta ao viver na quinta, nem consegue arranjar uma ocupação satisfatória, apesar do seu excelente currículo.

Procura trabalho na polícia e o que Loriot lhe oferece, por especial favor, é entregar jornais de porta em porta.

Vagueia pela cidade, encontra um outro resistente como ele, Anselme, ainda mais desesperançado, a dormir em banco de jardim, sem eira nem beira, que este, Anselme, quando retornou ao lar, já nem a mulher encontrou, que, fartando-se de esperar, se acomodara com outro.

Conversam como antigos camaradas de armas, bebem uns copos, fazem desacatos, que já ninguém se lembra do seu papel enquanto resistentes… são presos.

Mais tarde, libertos, não sei se também a pedido de Suzanne, regressam ambos à quinta, onde, apesar da penúria, a velhota ainda faz umas sopas quentinhas!

Anselme oferece-se para trabalhar no campo, que a velha até acha que seria com ele que a neta deveria casar. Amanhava-lhe o prado, à idosa.

Antoine fica a saber que a camponesa, que se queixa de dores nas costas, como se fosse reumatismo, o que tem é um cancro, que deveria ir a Besançon tratar-se no hospital, mas não tem dinheiro para pagar os tratamentos.

Antoine resolve ir pedir dinheiro aonde supõe ele existir e vai à serração de Raymond Schwartz, aonde já trabalhara em quarenta e três, quando sua irmã era segunda esposa de Raymond.

Este aceita emprestar-lhe a massa, oferece-lhe trabalho, um pouco melhor remunerado até que anteriormente e o empréstimo dos dez mil, pagando em dois anos.

Será que, deste modo, Antoine e Geneviéve conseguem as condições para se casarem?

 

Prosseguindo nesta narrativa, perseguindo personagens e seus amores…

 

Jules Bériot e Lucienne Borderie!

Professores primários, casados, mal amados. Jules ama a esposa loucamente, mas esta não o ama, vive ainda acorrentada a um amor, que jaz no cemitério, sepultado como Étienne Charron, falso nome, do antigo namorado, soldado alemão, de nome Kurt e pai biológico de sua filha Françoise.

Bériot, chefe da resistência na cidade, presidente da câmara, em exercício desde quarenta e quatro, ainda em quarente e cinco, no início desta 3ª temporada, vê a sua eleição contestada pelos comunistas, devido a erros eleitorais.

Ainda no exercício das suas funções, discutem alguns dos problemas fundamentais da gestão camarária, com destaque para o problema crucial à época e comum a todas as épocas, que é o do alojamento/habitação. Naturalmente acrescido após uma guerra, em que muita habitação foi destruída pelos bombardeamentos.

Bombardeamentos que não pouparam o cemitério, onde foi descoberto um obus, que necessita remoção. Que nem os mortos têm o merecido e eterno descanso!

Para tal, há que remover campas, nem mais, e uma delas será a de um desconhecido Étienne Charron, de que não se sabem familiares, mas onde se sabe que Lucienne deposita flores, de manhã bem cedinho! Afinal, um seu primo afastado, como Bériot esclareceu Loriot.

 

E neste remover e remexer e relembrar o passado, alguém, anonimamente, lembrou a Bériot em carta sem assinatura, com palavras escritas com letras tiradas de jornais que: Lucienne era amante de boches e Étienne Charron era Kurt. Outra bomba na vida do ex presidente e, de momento, um dos candidatos a futuro exercício camarário.

Bomba que leva a desmentido na imprensa.

Caso para se dizer que, ‘pior a emenda que o soneto’!

Mas a vontade de exercer as funções de presidente…

 

Este assunto azeda completamente o relacionamento Bériot – Lucienne, marido e mulher, que, frisa ele, ter-lhe perdoado Kurt, até Marguerite, o socorrer-se de Madame Berthe, mas não lhe perdoará se, por causa dela, perder a eleição da câmara. E em todo este relacionamento, estes esposos ainda se tratam por você!

 

Que no fundo e essencialmente, eles são, antes de tudo, colegas de trabalho.

E preparam o próximo ano letivo. Consultam os manuais e naturalmente o de História, nomeadamente o exemplar recente em que as problemáticas da ocupação, do colaboracionismo e da resistência são branqueadas, apresentando a resistência à ocupação, como se todos os franceses nela tivessem participado. O que não corresponde de todo à Verdade, mas é um caso típico de revisionismo da História e da realidade.

Situação que incomoda especialmente Lucienne Borderie que afirma ‘que lhe pedem para participar numa grande mentira’. (Mas talvez fosse melhor estar calada!)

E não só se calou, como se afastou, ao chegar um inspetor armado em bom, ufanado de prosápia e ameaças veladas, porque um exemplar da carta anónima também chegara ao ministério.

Para além de vir desenterrar acontecimentos passados há anos, especificamente as crianças mortas no piquenique do primeiro episódio, na temporada inicial, quando ocorreu a invasão alemã!

Bériot, na sua frontalidade e/ou honestidade, acutilância sem dúvida, ainda manifestou surpresa, por tal personagem vir investido de funções tão importantes, (Inspetor), quando fora apenas um “resistente tardio”.

Mas não lhe terá valido de muito, que o outro ficou na dele.

Jules Bériot, verdadeiro resistente, vê-se, assim, cada vez mais encurralado.

Veremos o que lhe acontecerá…

 

Esta é uma característica deste iniciar desta sétima temporada.

Os cidadãos que realmente foram resistentes a sério, desde a primeira hora, que enfrentaram os “boches”, os que foram verdadeiramente honestos consigo mesmos e com a França Livre, veem-se em palpos de aranha para poderem singrar normalmente na vida e se reintegrarem. Contrariamente, os oportunistas, que aderiram à causa da Liberdade na última hora, estão na mó de cima, prontos a pisarem todos os outros!

 

Mas retomemos com outros amores, nestes casos, mais desamores…

 

Jeannine, já constatámos, foi praticamente ilibada da sua condição de “colaboracionista”!

Costuma-se se dizer que uma mão lava a outra.

Ela fartou-se de colaborar, de toda a forma e feitio, com os ocupantes, sob todos os aspetos e mais um.

Mas como ela também ajudou a resistência, não só financeiramente, mas também como informante, e, segundo se observa, continua a ter muito dinheiro… atribuíram-lhe aquela sentença. “Admoestação simples”!

 

E agora que o exército americano se encontra em França, há que negociar com eles.

E tem em mente um grande negócio, que oferece compartilhar com o antigo marido, Raymond Schwartz, que também continua com a sua serração.

O negócio que ela tem em vista com o ex., com quem foi casada dez anos, é mais abrangente do que apenas dólares americanos.

Mas Raymond, ainda que lhe desse jeito um grande negócio, lembra-se da sua Marie Germain, e diz-lhe que não.

Mas não é essa recusa que detém Jeannine.

E é vê-la a brindar com o general americano!

 

Os últimos personagens a abordar nesta crónica sobre este reiniciar da série, perspetivando-os pelo lado romanesco, não formam um par, mas um triângulo. Um célebre triângulo amoroso. O elementar: marido, mulher e amante.

 

Daniel Larcher, personagem ímpar neste seriado, constatámos que está a ser julgado como colaboracionista.

O próprio não se sente muito confiante num veredicto auspicioso.

As testemunhas, arroladas para sua defesa, ainda que tenham falado a verdade, não diremos que sejam muito confiáveis, perante o júri e os juízes.

(Mas disso viremos a saber…)

 

Mas o que importa, agora, nesta análise, é constatar o lado romanesco da situação.

 

Daniel detém um amor incondicional pela mulher, a ruiva e fogosa Hortense. Tão incondicional, que raia quase o descomedimento. Em linguagem vulgar e vernácula, como se diz na ‘minha e nossa terra’, diríamos que ele é um “corno manso”!

Hortense destrata-o e ele perdoa-lhe e recebe-a sempre de braços abertos!

Ela, por sua vez, aproveita-se desta fraqueza completa do marido e faz o que muito bem entende. É completamente louca pelo alemão, o “boche”, Heinrich Muller!

 

No julgamento de Daniel, Hortense foi chamada como testemunha de defesa e estas cenas foram antológicas, sob todos os aspetos.

Apesar da veracidade das suas afirmações, mas contrapondo todos os factos inerentes à situação, nomeadamente a sua condição invocada de amante de Muller e mulher de Daniel, terão deitado por terra todos os seus argumentos, ainda que verdadeiros.

Foi e sentiu-se completamente humilhada, para além da ignomínia sobre o próprio marido.

Aí também se soube que Heinrich, o amante, terá morrido.

 

Após esta participação no julgamento, a que não terá sido alheia a notícia da morte do amante, Hortense foi-se ‘ausentando’ da realidade, tendo comportamentos completamente alienados em casa e afirmando-se permanentemente perseguida por estranhos, que da própria rua a vilipendiavam.

Num momento crucial em que ela, com o estetoscópio do marido, auscultava as paredes da sala, para ouvir o que se passava na casa ao lado, toca o telefone.

Daniel atende.

E informa que localizaram Heinrich Muller na Alemanha, afinal não morreu, e que é funcionário dos americanos.

Uma luz clareou as ideias de Hortense!

 

E foi vê-la a embonecar-se, para a próxima sessão do julgamento do marido, em que Muller iria testemunhar, e ainda pedir opinião a Daniel sobre que vestido trajar.

 

No julgamento esteve num permanente deslumbramento perante o desejado amante, Heinrich, que raiava a quase loucura, tão embasbacada estava.

Aquele pouco lhe ligou, frio e impertinente perante o próprio tribunal, mas perspicaz e acutilante, sempre superior, a típica arrogância dos iluminados nazis perante as outras raças.

Mas não só, também sobre aquela condição de tribunal e respetivos magistrados, como já referi.

Mas foi verdadeiro no seu testemunho e deu a volta a tudo e todos!

(Também saberemos mais tarde, que tem as costas quentes…

Não sabemos é se as suas verdades, partindo de quem partiram, terão algum efeito nas decisões do tribunal.)

 

Mas Hortense não é mulher para desistir de amores, e foi-se pespegar no hotel.

 

(Interessante esta “village français” / “aldeia francesa”, que tem todas as comodidades de uma cidade, e não uma qualquer cidade!)

 

Heinrich chegaria mais tarde, agarrado a uma flausina americana, toda apegadiça ao galã, mas que ele, com maestria, mandou subir para o quarto, quando reparou em Hortense.

Censurando-a por ela ali estar e dando conhecimento que a americana é sua mulher, apesar de tudo, concordou em arranjar um tempo para ir falar com Hortense, às 22h, a um restaurante, onde habitualmente se encontravam e que agora mudou de nome e se chama ‘Em Casa do Rogério’! (…)

 

E aí chegado, já Hortense o esperava sentada a uma mesa, bebendo champanhe!

Acomodando-se ele também, bebericando igualmente, que champagne é champagne, ela de tudo se lembra, ele tudo quer esquecer, que tem um currículo enorme de crimes de guerra, em França e na Europa de Leste.

Agora trabalha para a Inteligência Americana, a celebérrima CIA, casado com Linda, a beldade flausina a quem vimos abraçado, no hall do hotel, que é filha do nº 2 da referida agência. Brevemente será “american citizen”! Nem mais, nem a propósito!

Mas estes foram preliminares de conversa, que sabemos ao que Hortense ia, e a fogosa amante não esteve com meios termos, explicitou o desejo preto no branco, que ‘fosse ter com ela aos lavados para possuí-la uma última vez’!

E como desejos de Hortense eram ordens, ele nem esperou e foi logo atrás da amante.

Tão desejosos estavam, que quase nem se aperceberam da chegada das autoridades francesas que vieram prendê-lo, que nem fizeram nada de mais, pois que haviam de esperar e desperdiçar oportunidade única para acorrentar este verdadeiro criminoso, a pavonear-se de superior e intocável.

Mas não esqueçamos que ele tem as costas quentes dos americanos!

(…)

Hortense, pareceu-me sorrir, naquele seu jeito de raposa matreira e dengosa.

E, por aqui ficamos, aguardando próximos episódios.

 

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Fotografia Original DAPL - 2017 - Flores de Aldeia - Rosas por detrás do muro!

 

(Temporada-6

Início-da-5ª-temporada.

Temporada-4

“Uma Aldeia Francesa” - T. 7 - Tópicos do Enredo

Un Village Français

Temporada 7

Episódios 1 e2

(Episódios Globais nº 61 e 62)

(18 e 19 de Janeiro de 2018) 

RTP 2

 

Enredo. Original DAPL. 2017.jpg

 

Caro/a Leitor/a

 

A RTP2 iniciou a 7ª Temporada desta excelente série francesa, na passada 5ª feira, dia 19/01/18.

Tomo a liberdade de sugerir que faça uma leitura sobre os últimos episódios da 6ª temporada, que passaram no mesmo canal, em Junho de 2016. Bem como os posts referentes a personagensepisódiosenquadramento espacial.

(Assim poderá equacionar melhor os episódios atualmente em curso.)

 

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Nesta 7ª temporada, a ação continua a decorrer na localidade de Villeneuve, subprefeitura francesa fictícia, do departamento do “Jura”, situada no “Franco Condado”. No Nordeste de França, junto da fronteira com a Suíça.

E próximo da zona de demarcação, definida pelo exército alemão, durante a ocupação de França, de 1940 a 1944.

Só que no ‘tempo atual’ da narrativa, finais de 1945, a França já não está ‘ocupada’ pelo exército alemão.

 

O 1º episódio reporta-se a 7 de Novembro de 1945 e intitula-se “Atrás do Muro – Derriére le Mur”.

O 2º episódio designa-se “O Caderno – Le Carnet”.

 

Nestes dois episódios, um dos temas do enredo incide sobre os julgamentos a que foram sujeitos alguns dos principais “colaboracionistas” com os “boches”: Servier, subprefeito; Daniel Larcher, médico, presidente da Câmara, marido de Hortense; Jeannine, empresária, mulher de Raymond Schwartz e de Philippe Chassagne.

 

Outra das temáticas da narrativa, reporta-se ao modo e à forma como cada personagem vai tentando reconstruir a sua própria vida, agora no novo enquadramento institucional, com a ‘desocupação’ alemã, mas com a presença do exército americano.

Nesta reconstrução, há sempre, em momentos cruciais, um relembrar de acontecimentos, situações passadas, ocorridas nos anos recentes da “ocupação”. Um recordar de pessoas, sentimentos, perceções da realidade vividas nesses tempos…

 

Assim também nós, espetadores, podemos comparar o momento, o agora, com o transato, o passado, e formularmos, também nós, o nosso próprio juízo crítico.

Porque esta série e os assuntos abordados e o tempo e as vivências a que se refere, não nos deixa indiferentes!

 

Outro tema, sempre presente neste seriado, desde o início, ou não funcionasse também a série como um enredo novelístico, é o Amor. Cada personagem procura sempre o seu par, o/a seu/sua Outro/a, que o/a preenche e o/a complementa.

 

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No que aos julgamentos se refere o assunto e o modo de abordagem são sintomáticos.

A começar pelos Juízes, que a melhor análise sobre os mesmos foi o questionar pertinente de um estrangeiro, que foi chamado a testemunhar sobre Daniel Larcher.

Nem mais nem menos que um alemão, um boche, chefe da SD, ademais amante da mulher do médico… Pois, precisamente, Heinrich Muller!

E o que questionou ele?! …

 

De entre os “colaboracionistas” sujeitos a julgamento, quem se safou melhor, e desde logo, foi Jeannine

Pois, precisamente! O Comité condenou-a a uma “admoestação simples”. Simplesmente.

A razão, a justiça ou a força do dinheiro?!

 

Servier, subprefeito pétanista de Villeneuve e Daniel Larcher são casos que suscitam mais polémica.

Foram autoridades, representantes do governo francês de Pétain, sujeitos à ocupação estrangeira, colaborando com essas mesmas forças ocupantes, tal como Jeannine, diga-se.

 

Sobre Larcher incidem casos problemáticos.

Na qualidade de médico e cidadão, insinuam a morte da mãe de Tequiero, o envio do respetivo pai, Alberto Rodriguez, também para o ‘homem da gadanha’…

Enquanto presidente da câmara: a “deportação dos judeus”.

Também o acusam de ter sido colaborador – informador dos alemães (SD), a partir de um documento engendrado por Muller, a pedido da amante Hortense, para os oficiais alemães o libertarem da prisão, quando nela permanecia com o irmão Marcel

 

(Nós sabemos como esse documento é falso. E as insinuações e acusações insidiosas.

Veja episódio 9 - Temporada 5…, SFF.)

 

Que testemunhas são arroladas em sua defesa?!

Nem mais, que a mulher, Hortense, que fora a amante de Muller e o próprio Heinrich.

 

(Cenas antológicas estas, da série!)

 

E foi na interpelação a Heinrich Muller, que este interpelou os próprios juízes sobre a sua própria legitimidade em julgarem um homem honesto como Daniel, face ao papel que eles mesmos haviam desempenhado durante a ocupação.

Qual deles se opôs à ocupação e qual deles não foi colaborador com o regime de Vichy?

(É caso para dizer e constatou-se nas cenas apresentadas, que eles puseram o dito cujo, entre as pernas…)

Será ele condenado?!

Merece ele estar sujeito a toda aquela ignomínia de julgamento?!

Será sujeito à pena de morte, como ele tanto teme?!

 

Será que se recusam a ver, a percecionar, o seu lado bom, de resistente, que também foi, de como ajudou no que pôde e como pôde, naquele contexto de ocupação?!

 

Ajuíze, avalie, teça o seu próprio juízo de valor, caro/a leitor/a!

 

Sobre Servier, o caso fia bem mais fino.

Entre as muitas atividades de colaboração, que não fez outra coisa, apontam-se-lhe o envio de cidadãos franceses para fuzilamento, à ordem dos dirigentes alemães.

Temos consciência que não foram situações lineares, preto no branco, e os contextos em que viviam não eram de decisões livres, mas também não isentas de responsabilidades…

Em sua defesa invocou que o número de condenados à morte pelos boches era muito maior que os que foram fuzilados e que essa diminuição resultou das negociações que ele foi realizando com os ocupantes.

Pelo que, na sua ótica e lógica, ele não enviou dez homens para a morte, mas sim, livrou dez homens da morte!

Porque as ordens não partiam dele!

 

Mas assumiu que foi ele, sozinho, quem redigiu as listas dos indivíduos a serem executados!

Veremos no que dá o julgamento.

Merece a pena de morte ou não?

(…)

 (Fotografia original DAPL - 2017 - "Enredo".)

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Sobre “Amores e Desamores”, publicarei outro post.

“… Témoins” – “As Testemunhas” – Série Policial Francesa – RTP2

Temporada 2 – Episódio 1

 

(2ª Feira – 3 de Julho de 2017)

 

Témoins 2 in. alllocine.fr.jpg

 

A RTP2 iniciou uma nova série, após terminar “Lei e Corrupção”.

 

As Testemunhas”, série francesa, agora numa 2ª temporada.

Reporto para o que escrevi sobre a primeira temporada, transmitida em 2016. E para dois sites franceses sobre o assunto.

https://fr.wikipedia.org

 https://www.google.pt/

A protagonista, a policial investigadora e detetive, Sandra Winckler.

Jovem profissional, divorciada, mãe de duas filhas, que tem à sua guarda, mas como difícil é conciliar profissão altamente exigente e absorvente e vida pessoal, em especial o exercício da maternidade…

 

Neste primeiro episódio, o surgimento de mais um crime macabro, com raios de surreal.

 

Num autocarro, estacionado numa estrada sem movimento, numa região quase deserta, encontravam-se quinze corpos de homens, congelados, sentados nos bancos, devidamente enfarpelados de fatos domingueiros, penteados, de rosa na abotoadeira, com ar festivo, como se aguardassem o início de uma viagem celebrativa e libertadora no Além…

 

Iniciadas as devidas investigações por toda uma equipa de vários técnicos especializados, de diferentes domínios, em diversos contextos, rapidamente (!) se cruzam as linhas investigadoras e se entroncam num ponto comum.

Todos eles haviam desaparecido, há pelo menos três anos e todos tinham em comum o conhecimento de uma mulher, fotógrafa de profissão, Catherine Keemer, também ela sem dar sinais de vida no mesmo espaço temporal. Que apenas dissera "adieu" ao marido e às filhas, acenando um adeus e até já e nunca mais ninguém lhe pusera a vista em cima…

 

Subitamente e nem a propósito, reaparece, perdida, amnésica, numa rua movimentada da cidade, não sei bem qual, saída de um carro, atarantada, perguntando: “Onde está ele? Onde está ele? …”

 

Perante a evidência dos factos, além de internada no hospital, também é presa…

 

(Cabe aqui um parêntesis.

Porque quem protagoniza esta personagem é nem mais nem menos que a talentosa atriz Audrey Fleurot, a célebre Josephine de “Um Crime, Um Castigo” e a celebérrima Hortense, de “Uma Aldeia Francesa”!

Promete esta 2ª temporada.)

 

Prosseguindo nas investigações…

Sandra Winckler descobriu a relação de semelhança deste crime com outro acontecido cinco anos antes.

Também um autocarro fantasma, onde fora encontrado também um corpo de homem congelado, também uma mulher envolvida, que à data, também fora recentemente mãe.

 

Ah, sim! Falta, entre muitas outras coisas que omito, dizer que, relativamente a Catherine Keemer, os médicos, nas observações que lhe fizeram, detetaram que ela fora recentemente mãe, há cerca de seis meses.

 

E este facto parece ser o elo que irá permitir à personagem ir recuperando a memória. (E à atriz compor o seu papel, que é sempre notável o desempenho de Audrey Fleurot.)

 

No final do episódio, enquanto Catherine, fugindo da enfermaria em que estava internada e prisioneira, se quedava extasiada a olhar os bebés na maternidade do hospital; Sandra investigava o autocarro fantasma de há cinco anos, abandonado num sucateiro de automóveis velhos.

 

Subitamente, como que por magia, ou descuido da investigadora que não apagara o cigarro (?), o dito autocarro fantasma incendiou-se…

 

(imagem. in. allocine.fr)

“A Mafiosa – Le Clan” - Temporada 5 – Episódio 8

Série Francesa

RTP2

Episódio Global 40

(08 de Março 2017 – 4ª feira)

 

Mafiosa in. pinterest.com

 

Ocorreu ontem, oito de Março, o oitavo episódio da quinta temporada desta série. O último, segundo as filmagens já realizadas. Se será o derradeiro, isso não sabemos.

Os guionistas dos seriados têm o triste hábito de não concluírem os enredos, para nos deixarem pendurados para eventuais, hipotéticas, presumíveis continuações, em futuras temporadas.

Foi também o que aconteceu ontem.

 

*******

 

Mas antes de começar a abordagem do conteúdo do episódio quero fazer alguns reparos para a RTP2.

 

Estava previsto o findar da série.

Habitualmente o respetivo começo processa-se pouco depois das 22 horas.

Julgo ser uma boa hora para ver séries. Também acho bem que a RTP2 mantenha este horário. (Pese embora todos os facilitismos, que atualmente possuímos, de retroceder na visualização dos diversos conteúdos televisivos.)

Mas a RTP2, numa prática que vários canais televisivos usam e abusam, resolveu introduzir outro programa no horário das séries e empurrar o episódio final de “A Mafiosa”, para quase uma hora e meia depois.

Não gostei. Não se faz.

Estive quase para “postar” a minha discordância, no momento. (Outra facilidade de que dispomos atualmente!)

Não esteve em causa o programa emitido. Que até julgo ser importante. Muito importante. Tratava-se de Teatro. “Trapos e Conversas Frívolas”.

E é, de facto, fundamental que a RTP transmita Teatro. Já o frisei também neste blogue.

Mas não assim, não daquele modo.

Transmitiam o episódio final e, após, passavam a peça de teatro.

Ou então formulo outra sugestão.

Quando terminarem uma série, especialmente se for longa como esta, no dia seguinte, apresentem uma boa peça de Teatro.

Explicando e anunciando devidamente a situação aos telespetadores.

Não apresentem logo imediatamente nova série, novo enredo, novas personagens. Eu gosto de “descansar” um pouco, de um conteúdo, que fica a “macerar”, antes de me atirar logo, logo, para novas temáticas.

Julgo que seria uma atitude mais correta, mais consentânea com o discernimento e inteligência, capacidade de opção e escolha das pessoas que veem as séries.

Assim, do modo como procederam, NÃO!

Fica a sugestão.

 

O que fiz?!

Vi a peça de teatro?! Não. E, provavelmente, teria valido a pena e, se fora posteriormente ao episódio, certamente até veria.

Fiz zapping. (Os senhores programadores televisivos, esquecem que também temos essa funcionalidade?!)

Aterrei no aeroporto JFK, New York, através do Canal National Geographic, onde uma equipa policial nos mostrava como atua perante suspeitos de serem “mulas” / “correios” de droga. Umas vezes com sucesso, outras com insucesso.

Concluído o documentário, continuei a navegar, até começar a série, e, sintomaticamente, aportei à Sicília, onde através do Canal Odisseia, um documentário abordava os relacionamentos entre máfia siciliana, política democrática cristã e a igreja católica, nos anos sessenta, oitenta. (…) O célebre “mega julgamento de Palermo”!

Peculiar, sugestivo, e no hiato de “A Mafiosa – Le Clan”!

Aqui fica outra sugestão.

No dia seguinte a uma série como a supramencionada, um documentário destes ficava a matar!

 

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E por falar em matar!

Vamos ao conteúdo do episódio. Que, na continuação dos anteriores, foi matar, matar, matar à fartazana, se é correto usar esta palavra.

 

E o assassinato de Jean Luc foi, de facto, o leit-motiv para os desenvolvimentos subsequentes.

Tony encabeçou que fora Orso que tratara desse “julgamento sumário”, desse “ajuste de contas”. E, contrariamente aos conselhos ou sugestões de Manu ou mesmo de Sandra, e “dando a volta” a Manu, que, involuntariamente o cobriu, mas foi coberto por ele, (apetecia-me usar outro termo, mas aqui neste blogue não se escrevem palavrões), como disse, Tony assassinou Orso, a sangue frio, como é seu hábito.

Agora, cada vez mais transfigurado, cadavérico, que parece morto e desenterrado, com as mãos cheias de sangue das dezenas que mandou desta para melhor; o coração recalcado de ódio, que nem Saudade consegue amaciar; a cabeça e o corpo a destilar e feder aos cadáveres que atirou borda fora.

Não só se usou de Manu, de quem se diz amigo e irmão, (estranha amizade e irmandade a daquela gente), exige que aquele o “cubra” e se cale, do que, involuntária e inocentemente, Manu foi conivente.

 

Manu, é justo que se diga, andava naqueles imbróglios todos, mas as mortes, os assassinatos incomodavam-no. Havia nele algum resto de humanidade e comiseração.

E digo havia, porque teve o mesmo destino dos outros.

Vou encurtar a narração, que, hoje, já me expandi em considerandos.

Manu também foi morto, cobardemente, por ódio, orgulho, inveja, recalcamento, com um tiro pelas costas, acrescido de outros, a completar a tarefa medonha.

E por quem.

Pois, precisamente por Tony.

 

Tudo isto terá fugido ao controlo de Sandra, ainda que em determinados momentos anteriores, ela isso tivesse desejado e planeado.

Mas, agora, mais amaciada pelos amores de Charly, foi esquecendo mais as vinganças congeminadas.

Talvez até quisesse que eles todos se harmonizassem.

 

Mas esclarecidas as coisas, tendo Tony tomado conhecimento, através de Saudade e de Sandra do papel de padrinho que Manu reservara ao casal, na adoção congeminada pelo advogado, (também estranha e egoísta adoção, diga-se), e consciencializado a “enormidade” do seu ato, consciência pesada, aceitou, complacente, que lhe seja feita “justiça”, à moda daquela gente.

Acordou também ser “justiçado”, à porta do “Aghia”, tal qual falcão que sobrevoe os céus da Córsega. Apenas pediu que não o atingissem na cara, queria que Saudade ainda o beijasse, depois de morto!

E morto seria, com tiros disparados por motociclistas, nem mais que não fossem os filhos de Orso e primos de Sandra.

Esta, qual “Juíza Suprema” decidira, só com o olhar, a execução da “lei”, habitual entre eles, que tem certamente uma designação própria.

 

Que a Lei e a Justiça, as Autoridades não existem naquela terra!

 

Se alguma foi feita, resultou das “normas” existentes no meio em que nasceram e frequentaram toda a vida.

Thomas, o polícia tresmalhado, consciente e conhecedor delas, serviu voluntariamente de seu catalisador.

 

Alain de tudo isso se apercebeu e comprovou.

Ameaçando o colega de o denunciar, se ele não se ausentasse, para outra delegação, este retorquiu que daria conhecimento do acordo de Carmen com os nacionalistas.

Estão todos embrulhados no mesmo saco, para não escrever a palavra que Thomas usou.

 

Mais tarde, Alain iria a casa de Carmen, não a encontrando.

Achou uma missiva, manuscrita: “Meu amor…” Resvalou o rascunho para a piscina e não lemos o conteúdo.

 

Carmen estava na casa da tia, em Cisco, a que ia ser vendida.

Sandra acabara de folhear recordações da família, em álbuns de fotos antigas e findara de visualizar filme de oitenta, em que ela e o irmão Jean Michel, brincavam aos pistoleiros.

Ela também se projetara na tela, tentando agarrar o irmão, a infância, o passado, a vida que perdera.

Acabada a película, apenas ela se projetava na parede, chorando suas mágoas, agora completamente iluminada pelo foco do projetor.

 

Carmen apontava-lhe uma pistola, não no filme caseiro e antigo, mas na “realidade” da série.

Mas as mãos tremiam-lhe.

Carmen! Falou Sandra, para a sobrinha, num misto de ternura maternal e algum desassossego e inquietação.

 

Não vimos disparar. Não ouvimos tiros. Não sabemos se Carmen disparou ou não. Ou se, eventualmente tendo disparado, terá ou não acertado.

Não sabemos nada. Se foi feita a “justiça”, à moda daquela gente.

Os guionistas adoram deixar-nos nessas incertezas, com é o seu apanágio!

 

 

(Este episódio final teve algumas cenas que ainda quero realçar.

A missa do funeral de Manu. Tantas viúvas negras! Apelando a cenário de tragédia grega.

E, por contraponto, a cena de família, em piquenique na praia, cinco meses depois.

Foram paradigmáticas! A escuridão da noite e a claridade do dia!)

 

E, por hoje, termino a narração deste episódio oito. E o narrar sobre esta série.

“A Mafiosa – Le Clan” - Temporada 5 – Episódio 7

Série Francesa

RTP2

Episódio Global 39

(07 de Março 2017 – 3ª feira)

 

Canal + Premiere.fr.jpg

 

 

Sandra parece ter tudo sobre controlo.

 

As autoridades aparentemente não têm como lhe pegar.

A sobrinha, Carmen, deu-lhe os ferries de mão beijada, para não ter que se confrontar com ela.

Conseguiu cair novamente nas boas graças do tio Orso, pois “libertou-lhe” o filho, Jean Marie, da prisão. Em princípio, também ficará bem vista perante a esposa deste, pois desenvolveu essa ação a seu pedido, e, cumulativamente, não revela esse facto.

Perante os capangas principais, consegue mantê-los mais ou menos na linha, amenizando os atritos entre eles, que designa como sua nova família, face à família tradicional alargada, representada por Carmen e o tio Orso.

Ofereceu-lhes paridade nos negócios. Proporcionou-lhes a recuperação do Dakota, onde realizaram uma festa de arromba.

Todavia, cada vez mais azedo e amargurado, agora mais ainda, que sabe não poder ter filhos, (também tamanha a inconsciência sua), Tony permanece sempre na retranca, desconfiado e pronto a disparar.

Nas aparências, tudo se apresenta pelo melhor, mas os ódios destilam no fundo.

 

Será apenas uma estratégia sua para os desarmar?!

Veremos o que nos reserva o episódio derradeiro!

 

Voltando aos policiais, impressiona a sua ineficácia e inépcia.

Sandra confirma que Alain anda com a sobrinha, pois ele não deve ter casacos de couro, que não mais largou o do pai da namorada, por acaso, Jean Michel Paoli, criminoso acelerado, embora morto e irmão de Sandra, que já se usara desse blusão como cinzeiro!

 

O comandante da polícia, Thomas, está cada vez mais destrambelhado.

No final do episódio, invadiria o bar, já terminada a festa, apenas presente Jean Luc e após uma cena de faroeste, a propósito de uísque, dispara sobre o criminoso, não sem que também seja ferido e, por resposta, acaba por matá-lo, tal e qual têm feito os capangas de Sandra.

Fica com uma excelente folha de serviço!

 

Em que medida este facto irá influenciar a narrativa?

 

E, Carmen, como irá proceder, aconselhada por Alain a não falar do acordo e cláusula secreta com os nacionalistas?

(No final vimo-la, numa boa, na cama com Alain e, paralelamente, a tia Sandra também de amores com Charly.)

 

E interrogações que se nos formulam sobre o desfecho da narrativa.

E a Justiça?! Os media?! Os poderes instituídos?! A opinião pública?! O povo?! As autoridades nacionais?!

 

Aguardemos o desfecho final!

 

Não se esqueça, que é apenas uma série.

Pena é que a realidade...

 

 http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/a-fraude-bedrag-episodios-17-e-18

 

 

 

 

 

“A Mafiosa – Le Clan” - Temporada 5 – Episódio 6

Série Francesa

RTP2

Episódio Global 38

(06 de Março 2017 – 2ª feira)

 

 

mafiosa córsega in.pinterest.com

 

Neste antepenúltimo episódio da série, assiste-se novamente à violência “gratuita” e descontrolada.

 

Os capangas de Sandra, os menos conhecidos, os homens de mão, pistoleiros assassinos, criminosos cruéis e sanguinários, após terem torturado selvaticamente Bonafedi, ter-lhe desfeiteado completamente o rosto, e sabido o roteiro das idas e vindas dos principais nacionalistas, mandaram entrar no hangar, Sandra, Tony e Manu, para abaterem o nacionalista com dezenas de tiros, sem dó nem piedade, como se fora um alvo de tiro e descarga emocional de ferocidades e recalcamentos.

Embrulharam o corpo num oleado e para onde o terão ido atirar?!

 

Procedimento, igualmente cruel e sanguinário, tiveram com os outros principais companheiros de Bonafedi, que surpreenderam numa emboscada, no interior da Ilha, quando estes no interior dum carro, aguardavam a passagem dum comboio numa passagem de nível.

Foi descarregar as cartucheiras até ao fim, sobre os indivíduos e o carro, que ficou um passador.

 

Como irão reagir as autoridades? A opinião pública? Os media?

E Carmen? Qual vai ser o respetivo papel?

Irá ela revelar que fez o célebre “acordo” com os nacionalistas e a cláusula secreta que originou todo este derramamento de sangue?!

 

O polícia jovem, Alain, que no meio de todo este descalabro ficcional de violência, mostra alguma sensatez, basicamente o único personagem, que vem revelando alguma humanidade, bem que avisou Carmen, que o acordo que ela fizera, nunca assumido, é certo, iria levar à morte de muita gente.

 

 E foi o que vimos ontem.

 

Enquanto decorriam as cenas de perseguição aos nacionalistas e subsequentes homicídios, Sandra, Tony e madame Campana, Manu e a namorada Christelle, estavam jantando, animadamente num restaurante de luxo e da moda, em local bem destacado, de modo a serem vistos e terem um alibi, para a hora e o momento!

 

E são assim estes protagonistas.

Conseguem ser mais que detestáveis.

Mas não será precisamente essa atitude, modo de avaliar, que o(s) guionista(s) querem que nós interiorizemos?!

E não será mesmo assim que deverá ser?!

Estas séries, filmes, devem ou não ter um conteúdo didático?

O que acha?!

 

Como irão eles desenlaçar todos estes novelos do enredo, uma vez que esta temporada irá terminar a série?!

 

No regresso a casa, Tony não entrou logo. Ficou a fumar na rua.

 

Na soleira de uma porta próxima, Orso espreitava.

 

E, por aqui me fico, que ainda quero colocar este post e ver o penúltimo episódio.

 

Muito fica por contar, é certo!

“A Mafiosa – Le Clan” - Temporada 5 – Episódio 5

Série Francesa

RTP2

in. filmow.com.jpg

 

Episódio Global 37

(03 de Março 2017 – 6ª feira)

 

Carmen, afinal, está possuída do mesmo ódio, do mesmo rancor, da mesma sede de vingança, dos outros protagonistas da série.

Não se aliou aos nacionalistas por uma questão de estratégia empresarial, nem ela disso percebe ou quer perceber.

Também não quer saber da Córsega, nem do seu povo, corsos ou não, nem da empresa que herdou.

Quer apenas vingar o pai, Jean Michel Paoli.

Foi para isso que se aliou aos “nacionalistas” e lhes ofereceu 60% da empresa “Ferries Tavera”.

Foi isso mesmo que lhes disse, em reunião, num barracão, algures na Ilha, perante uma assembleia de apaniguados da independência, todos de rosto tapado.

Apenas Bonafedi dá a cara, pela causa, perante tudo e todos, nos mais diversos contextos, mesmo perante Sandra e compinchas, que o colocam na mira de tiro. Tony, assassino militante, a esforçar-se para não premir o gatilho.

E foi a cabeça de Sandra que Carmen lhes pediu em troca e foi isso que ficou acordado, nessa reunião com os caras tapadas, mas cujo conteúdo ali ficou, dali não pode sair.

Contudo, todos sabem ou deduzem que foi essa a moeda de troca, inclusive a tia e seus compinchas. Afinal, ninguém melhor que eles conhece as leis do mercado, pelas quais se regem os comportamentos de toda aquela gente.

 

E os nacionalistas não tardaram. Logo que puderam, organizaram um ataque em força ao reduto da “Mafiosa”, quando ela e os seus capangas se reuniam num jantar de convívio, em momento inesperado e de relax.

Foi esta a cena que visualizámos no final do episódio, de que, obviamente, ignoramos o desfecho e que aguardamos, para o episódio de hoje, o trigésimo oitavo global, sexto da quinta temporada.

 

E, entre Carmen e Alain, o romance concretiza-se mesmo. Que a jovem é persistente, está decidida, tudo faz para conquistar o polícia, e este, apesar das muitas reticências que terá, certamente, em embrenhar-se num namoro com uma jovem metida nestes imbróglios todos, acaba por não resistir. E, sem meias medidas, acaba por atirar-se, mesmo vestido, para a piscina, para se lançar nos braços e beijos da moça. Só não sei se tirou sapatos e meias, mas isso também veremos, talvez(?!), no subsequente episódio!

Aliás ele é dos poucos que, no enredo, revela algum bom senso, que diz à jovem para não se usar da vingança, para não ser como a tia.

Mesmo relativamente ao colega comandante, sempre o chamou à razão, perante os disparates que aquele engendrava.

 

Mal sabe Alain que Thomas perdeu completamente as estribeiras.

Para além de incendiar o carro de Tony, para que este julgasse ter sido Orso, o que aconteceu… Também executou, posteriormente, um atentado contra o próprio Orso, não o matando, mas para que este e família culpem Tony e companhia.

Assim pretende acirrar os ânimos entre estes esbirros assassinos e que eles se envolvam aos tiros, uns contra os outros.

Não sabemos se o conseguirá ou se o feitiço se voltará contra o feiticeiro.

Sandra tenta apaziguar os ânimos entre estas fações, dentro do seu próprio clã, porque os seus fins são outros e não quer executar vinganças, enquanto não detiver a posse dos ferries.

Será que vai conseguir?

De momento tudo parece encaminhar-se para o lado dos “nacionalistas”.

E é com eles que Sandra tem que se confrontar agora, que não esperaram por delongas e acabam de lhe mover uma emboscada, em grande escala, como presenciámos.

 

E são também os nacionalistas que capitalizam o descontentamento popular, liderando uma manifestação de mais de vinte mil pessoas, em Bastia, contra a violência. Que, obviamente, o povo, em geral, está farto de tantos assassinatos, insegurança, atentados, mortes violentas. Quer é paz e sossego e prosseguir as suas vidas normais sem atropelos. Para essa manifestação, Bonafedi convocou Carmen e com ela e na sua presença deram ambos uma entrevista aos media, com projeção televisiva, a que Tony e capangas assistiram em direto, tomando conhecimento da decisão de Carmen.

 

E também sabemos que Sandra já encomendou a morte de três encapuçados. O difícil será saber-lhes o nome.

 

E deixando a violência e retornando ao enredo romanesco, que não pode faltar em série que se preze, para além de Carmen e Alain, também Manu e Christelle estão numa de recomeço. Saudade e Tony tentam gerar filiação, sujeitando-se ambos a exames, pois a coisa está complicada.

Sandra continua de namoro com Charlie, que contratou à semana, para a sua casa, ao seu dispor.

 

E por aqui nos quedamos, aguardando o episódio de logo à noite!

 

 

“A Mafiosa – Le Clan” - Temporada 5 – Episódios 2, 3 e 4

Série Francesa

RTP2

Episódios Globais 34, 35, 36

(28/02 e 01 e 02 de Março 2017 – 3ª, 4ª e 5ª feira)

carmen e alain in. pinterest.com

 

Carmen vem assumindo cada vez mais protagonismo. Tem sido ela quem confronta e mais se opõe diretamente à tia.

Tendo apontado a arma a Sandra, na realidade, não a disparou. Ou porque não conseguiria, nunca o fez anteriormente, ou porque não é esse o caminho por que pretende enveredar, apesar de ter oferecido todo aquele dinheirame aos assassinos, Tony e Manu.

Ou porque o guionista da série nos quer direcionar num outro sentido na narrativa.

 

Tony e Manu estão aliados, estrategicamente, a Sandra e vice-versa. Mas projetam eliminar-se reciprocamente.

Por sua vez, a Mafiosa também se juntou ao tio Orso Paoli, com o objetivo principal de este a ajudar na erradicação definitiva dos compinchas criminosos.

Estão todos taticamente unidos no projeto comum de conseguirem “comprar” o passivo da empresa de Lívia, os ferries Tavera, tomando assim conta desta firma e, de certo modo, enveredarem por negócios mais claros e legais!

 

Como o dinheiro de que dispõem não é suficiente, mesmo após os dois compinchas terem vendido todos os “negócios” legais que têm na Córsega, unem-se num golpe, um assalto a uma Caixa de Fundos, julgo que em Paris ou Marselha, que não sei bem.

Neste golpe, habitual e já planeado por Orso e filhos, a eles se juntaram os “capangas” de Sandra, por sua exigência.

O assalto não correu mal, se é correto ver o assunto nessa perspetiva.

Houve tiros, cena policial ou “coboiesca”, à americana. Um dos filhos de Orso foi salvo por Tony, que assim ficou credor e, nestas cenas se geram laços, apesar de estarem todos uns contra os outros, prontos para se matarem à mínima oportunidade.

Arrecadaram dez milhões, que guardaram numa garagem de Christelle, num anexo de um complexo habitacional.

 

A polícia, que nesta temporada já parece estar mais “desperta” e que os tem todos vigiados, alertada pelas notícias, imagens guardadas e escutas telefónicas, prendeu a trupe na totalidade, a chefona incluída.

 

Nos interrogatórios subsequentes, todos eles se fizeram de parvos, mas há sempre um elo mais fraco, algo que lhes escapa.

Um dos filhos, o que conduziu a carrinha na ida e volta, tinha uma chave suspeita.

Vai-se a ver, era da garagem da irmã.

E aí, valeu o faro do comandante da polícia, Thomas. Seria descoberto um malão a abarrotar de maços de notas! Do assalto realizado no continente.

Pierre Marie Paolli reclamou a posse do dinheiro e, em princípio, pagará ele vinte anos por esse assalto.

 

Ficaram, deste modo, de mãos a abanar.

 

A polícia judiciária, protagonizada por dois comissários, Alain e Thomas, está mais atuante.

Para o processo em causa, também protagoniza um Juiz de instrução.

Thomas, para quem a suprema satisfação seria que eles, os criminosos, se matassem todos e nesse sentido tem agido, sempre que pode, trabalhou, (ou trapalhou?) algumas vezes de forma pouco convencional, ilegal até, e com o Juiz tem sido incorreto, frise-se, ultrapassando e ignorando as respetivas diretivas e ordens.

Por um acumular de situações, verá o caso ser-lhes retirado e transferido para a “gendarmerie”!

Num ato de transgressão, ou de paranoia, que parece ir possuindo aquela gente toda, não esteve com meias medidas, bêbedo, rouba o carrão de Tony, leva-o para um descampado e pega-lhe fogo, tal e qual como os criminosos usam e abusam.

Quererá, certamente, lançar mais achas para a fogueira e colocá-los ainda mais uns contra os outros, como tem sido a sua estratégia. Deixá-los matar-se entre si.

 

Mas estou a deixar de lado o fulcro da narrativa nestes episódios e temporada: os ferries Tavera e a luta pela conquista do respetivo controlo, através da compra da dívida de sessenta milhões.

Lívia recebe ofertas do grupo de Sandra, através do respetivo advogado, contratado para fazer como os três macaquinhos.

Que Lívia rejeita, que não quer nada com a mafiosa.

E também do grupo dos nacionalistas, que fomentam uma greve, como chantagem, e que mais ainda arruína a firma. Que ela também recusa, que não os quer na direção da empresa.

Procura financiamento externo, consegue-o e realiza um contrato com um estrangeiro, Freeman, na presença de Carmen, que Lívia puxa para trabalhar com ela.

Mas Freeman será ameaçado de morte por encapuçados, os capangas de Sandra, que lhe partem o carro.

 

Lívia não desiste, busca soluções e será Carmen, cada vez mais próxima da “madrasta”, que lhe dará uma deixa, supostamente a pensar que assim dissuadiria a tia.

Lívia fá-la sua legatária universal.

Desta situação a jovem vai dar conhecimento à tia, enfrentando-a novamente e na presença do advogado dos macaquinhos!

“- Se queres ficar com a empresa é à tua sobrinha que a tens que arrancar!”

 

mafiosa in. pinterest.com

 

Desiste Sandra?!

Nem pensar!

Menos ainda Tony e Manu. Mais o primeiro, que é uma autêntica hiena, (desculpem-me as ditas), sempre à procura de carne mortiça e dinheiro.

 

E decidem os três atemorizar, mais ainda, Lívia. Com recomendação de Sandra, que Carmen não assistisse.

 

Bomba colocada no carro da empresária, morta esta, Carmen quase indo também desta para melhor, não fossem os escrúpulos e remorsos de Manu, que até se confessara antes e que, por isso, acionou a bomba antes da moça entrar no veículo.

(Esta gente é também dada a religiosidades, Sandra, inclusive.)

 

Carmen foi hospitalizada, inconsciente e assim permaneceu algum tempo.

A tia foi visitá-la, ainda ela a dormir, e até o polícia Alain, que agora liberto da investigação, se deu ao incómodo de fazer uma visita à jovem, agora, herdeira universal de Lívia.

Seria ele que a moça viu logo que acordou.

Seria ele que a rapariga chamaria, quando ao regressar para casa, na primeira noite sozinha, sentiu alguma apreensão.

Haveremos daqui rimance?!

 

Nesta temporada o romance tem prosseguido por caminhos improváveis, para além de Tony e Saudade, que já tem mais que saudades dos tempos de solteira (!); Manu e Christelle reataram, apesar de mudar o ator e até Sandra tem protagonizado uma verdadeira peça de teatro com uma siciliana! Sem contar com o comandante da polícia, Thomas, que vive numa rulote no parque de campismo e se dedica a incendiar carros e provavelmente também foi ele que “atuou” na casa de Saudade e Tony, quando este esteve preso!

 

No funeral de Lívia, Carmen desempenha papel de destaque. É a herdeira. Não só de bens patrimoniais, mas de todo um legado imaterial, duma vontade, de um modo de vida.

Encarou o Juiz: “Está satisfeito?!”

Recebeu oferta dos nacionalistas para “entrarem” nos ferries.

 

Passou pelo porto, observando os cartazes dos grevistas.

Foi para a empresa, para o lugar da madrasta.

Recebeu telefonema da tia e, contrariamente ao que fizera até aí, atendeu-a.

Marcaram encontro.

Conversaram, mas não acordaram.

 

“- Já não tenho mão. Não sou eu que mando. É o sistema!”, respondeu Sandra, perante a acusação da sobrinha de que ela nunca assumia as respetivas culpas.

 

Mais tarde, após o incêndio do carro executado pelo comandante Thomas, vê-la-íamos a telefonar ao chefe dos nacionalistas, Paul Bonafedi, a dizer-lhe que quer fazer acordo!

 

 http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/gomorra-serie-rtp2

“A Mafiosa – Le Clan” - Temporada 5 – Episódio 1

Série Francesa

RTP2

Episódio Global 33

(27/02/17 – 2ª feira)

 

in pinterest.com 3c7589f6ee470f317fd1491252f95955.

 

Recomeçou a série com o início da 5ª temporada. E última! Esperemos um desfecho adequado!

 

Sandra esteve presa, tal como Ange, que a transportou, de barco, de França para a Córsega e vice-versa, após o assassinato de Jean Michel Paoli.

 

Mas estiveram pouco tempo presos. Com o advogado, engendraram um plano maquiavélico, em que, de facto, tendo Ange transportado Sandra na ida e na volta, ela teria falado com o irmão, na resolução dos respetivos diferendos, mas ela ter-se-ia ido embora e quem ficou com Jean Michel foi Mikael Giácomi, tendo sido este indivíduo certamente o último a vê-lo vivo. Não Sandra!

Como o jovem, ex-namorado de Carmen, já está morto, ainda que tivesse sido mal enterrado, não tem como se defender e, supostamente, foi ele o assassino.

 

Assim, na reconstituição efetuada, com a presença de Sandra, do respetivo advogado, de Ange e perante o juiz e os polícias da investigação, assim, deste modo, foi ela ilibada, com a conivência e anuência de Ange, que também foi industriado para isso pelo advogado.

 

Desta maneira, rapidamente foram libertados.

 

Mas continua tudo na mesma.

 

Sandra, saindo, assume mudar de vida dedicar-se a negócios lícitos, planeia investir nos ferries de Lívia Tavera, cuja empresa tem um passivo enorme.

Independentemente e para além da vontade desta e da sobrinha Carmen, que nem uma nem outra a querem na sua casa.

Nesse negócio, quer juntar Tony e Manu, mesmo sabendo que eles planearam matá-la.

Tudo parece encaminhar-se para concretizar o imbróglio, ainda que, de cada lado da parceria, projetem livrar-se uns dos outros: Sandra livrar-se deles e os parceiros dela!

 

Novidades, novidades!

 

Tony Campana deu o nó com Saudade.

Também projeta mudar de modo de vida, ser sério e honesto, ter filhos com a Madame Campana. Mas como vimos, quer aliar-se à Mafiosa, mas desfazer-se dela, logo que possa.

E, para concretizar esse objetivo, juntamente com Manu, já ajudou a despachar Ange, depois de o terem envolvido nas tramoias habituais. De nada a este valeu ter sido libertado ou ter cometido perjúrio.

 

A maior das novidades é que o personagem Manu, a quem dera um badagaio, afinal não morreu como personagem.

Pelos vistos, o efeito do desmaio repercutiu-se, de facto, no ator. Não no personagem.

E isto porquê?!

Porque, como deve ter reparado, o ator que personifica Manu não é o mesmo.

Particularidades de séries!

Não teria sido mais consentâneo ter deixado cair o personagem?

O que terá acontecido ao ator?! Outros compromissos?!

 

Em contrapartida, Carmen parece ganhar mais protagonismo.

Oferece 800 mil euros, em dinheiro, à dupla criminosa, para assassinarem a tia.

O que, para eles, é sopa no mel. Ganham em dois carrinhos!

Irá também ela enveredar pelos caminhos das vinganças, ajustes de contas e crimes?!

 

No final do episódio, após discussão com a tia, vimo-la a apontar-lhe a pistola que Sandra, ousadamente, lhe dera.

 

E que foi feito de Milka?!

Foi para a prateleira?!

E o que fazem aqueles pastelões dos polícias?!

Bem sei que os mecanismos “legais” favorecem mais quem prevarica!

 

http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/a-mafiosa-le-clan-temporada-5-138900

 

http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/a-mafiosa-le-clan-temporada-5-139106 

 

“A Mafiosa – Le Clan” - Episódio Global 32

Série Francesa

RTP2

Temporada 4 - Episódio 8

(24/02/17 – 6ª feira)

 

 

Carmen realmente ficou destroçada, não falou diretamente com a tia, de cuja casa saiu, regressando a penates, para junto da madrasta, com quem também não teve coragem de abordar o assunto.

 

Só desabafou com Toussaint, uma espécie de tio-avô, não sei se é exatamente esse o seu parentesco, um “corso” da velha guarda, o membro mais antigo do clã, que tem conseguido sobreviver à mortandade generalizada, mesmo às mãos de Tony Campana, assassino destemperado, que o poupou, graças aos amores de Saudade, nome lindo, português, não sendo ela portuguesa!

Toussaint ouviu a confissão da miúda, está farto de saber que Sandra matou o irmão, mas deu a volta a Carmen, tirou-lhe essa ideia da cabeça, para a rapariga não se voltar contra a tia, a moça acreditou, voltando novamente a conviver com Sandra.

Toussaint não deixou, contudo, de exercer a sua atitude de revolta recalcada e indo ao cemitério, à campa do jovem assassinado pela irmã, daí retirou a placa de mármore onde Sandra expressava “amores fraternos” para a posteridade e atirou-a para o caixote do lixo.

 

E seria Sandra que acompanharia a sobrinha ao exame de condução.

E seria nessa ida para o exame, em Bastia, que após cenas rocambolescas de uma perseguição policial, que estou a adiantar-me na narração e a saltar muitos enredos, Carmen assistiria à prisão de Sandra Paoli, sua tia, amiga, confidente e compincha mais velha; como assassina do seu próprio pai, Jean Michel Paoli.

Incrédula, estupefacta, a jovem bem clamou a inocência da tia, o seu elo afetivo mais forte, que mal tendo ainda saído da idade dos “teens”, Carmen já bem conhece o desamparo e desconforto das perdas violentas.

E assim terminou este trigésimo segundo episódio global, oitavo da quarta temporada.

Hoje, iniciar-se-á a quinta, a última desta série, com término previsto para sete de Março!

 

Mafiosa  next in. pinterest.com

 

E resumiu-se a este excerto, o episódio?!

 

Não, de modo algum. Foi bem mais movimentado, bem mais rico e cheio de adrenalina.

Mas hoje, ainda gostaria de postar mais alguns assuntos.

 

Não deixo, todavia, de realçar o papel da jovem polícia, Mika, a forma pueril, mas eficaz e corajosa, como ela pôs aqueles polícias “velhos” a mexerem-se e os obrigou a encetarem uma perseguição, que não tinham de todo planeado.

Veremos qual o papel que lhe será reservado na próxima temporada ou se a remetem para uma prateleira qualquer, cumprindo o que lhe disse o chefe da polícia, que não queria “ver-lhe mais o focinho de delatora à sua frente”!

Veremos e aguardemos!

 

Ah! Outro dos tópicos da narrativa vem assentando nas dissensões internas no clã e nas desconfianças ou discordâncias veladas face ao comportamento de Sandra e às suas fraquezas na liderança e às suas atitudes cada vez mais neuróticas e destrambelhadas.

Pois! Essas discordâncias, que se vinham anunciando, tiveram expressão cabal neste episódio trinta e dois.

Tony Campana que, no fundo, aspira à liderança do clã e é personagem que não olha a meios, quando se trata de usar as armas, conseguiu arregimentar todos os outros capangas, para a organização de um atentado contra Sandra, a “chefe” de todos eles, que só não teve o epílogo pretendido, porque Mika, a agente novata, mas muito perspicaz, através das escutas e da geolocalização dos telemóveis, nos carros em andamento, e do seu discernimento juvenil, detetou essa tentativa de assassinato. Que foi gorada, como presenciámos.

Gorada, sim e também, porque Manu, que estivera sempre relutante face ao golpe de traição contra a chefe, teve novamente um badagaio e não sei se lhe deu para morrer ou ficar apenas a chamar pela sua Christelle!

 

Vejamos o início desta quinta temporada. Hoje!

 

Hoje, que toda a gente fala dos "Óscares"!

 

 

 

 

 

 

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