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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Séries: Final de temporada e sinal de continuidade…

Séries Europeias RTP2 - Séries Francesas

Agência Clandestina- O Barão Negro

 

Caro/a Leitor/a sabe que neste blogue se apreciam especialmente as séries europeias que vão passando na RTP2, pelo menos desde finais de 2014. Durante alguns tempos fui sempre escrevendo alguns posts sobre as mesmas, especialmente a partir de Borgen.

 

No ano passado, 2018, pouco escrevi. Este ano recomecei a escrever sobre o Barão Negro, ainda que não tenha concluído a análise sobre os últimos episódios apesar de ter visto o final.

 

Terminada esta série recomeçaram com a Agência Clandestina. (Péssima tradução do título para português…) Uma 4ª Temporada. Também vi, mas não escrevi nada sobre a mesma.

 

(Agora andam com uma sueca, “O Restaurante”, numa 2ª temporada. Vi a primeira e alguns episódios desta segunda. Também interessante, embora não tanto como as duas anteriores. Mas também aborda assuntos muito relevantes, mais de caráter social, a partir da cidade de Estocolmo, nos anos após a 2ª guerra, centrados numa família alargada, gestora de um restaurante muito famoso… Segue-se com muito agrado!)

 

Mas não é disso que quero falar.

Pretendo abordar a conjetura sobre a eventual continuidade dos seriados, com base nos finais de episódio e temporada e a hipotética continuidade das séries noutra sequência. Reporto-me às duas supra mencionadas. 

 

Philippe Rickwaert. in. net.jpg

 

Barão Negro

No final do último episódio, Philippe, a modos que se reconciliou com a filha Salomé, que foi encontrar nas dunas da praia de Dunquerque, a desenhar… E qual o desenho que a filha mostrou ao pai?!

Precisamente o respetivo rosto desenhado e com a legenda: Rickwaert a Presidente!

Sinal de que vai ou não haver nova temporada?! Ou que pelo menos deixam em aberto essa possibilidade?! O que acha Caro/a Leitor/a?! (…   …)

 

gullaume debailly.in. net. jpg

 

 

Agência Clandestina

Guillaume Debailly, Paul Lefebvre, Malotru, o “Agente Lendário”, que lhe chamo eu, ou lá o nome ou pseudónimo, ou anexim, estes ou outros que ele tenha usado, supostamente estaria na Ucrânia. Supostamente terá sido “condenado” a morrer, como forma de se verem livre dele, pelo potencial explosivo de todos os conhecimentos que ele foi adquirindo e como pagamento pela sua “traição”… Um ucraniano deu-lhe uma bebida, um alucinogénio, que lhe permitiria sonhar enquanto fosse morrer e deste modo levar a execução da sentença de forma mais benigna.

Vimo-lo a perder a consciência, supostamente imaginando-se em Paris num “escritório – prateleira” da Agência, o seu desejo; também na Cidade Luz, num bistrot, com a filha, Prune Debailly, aguardando a namorada, Nádia El Masour, a chegada desta, que cumprimentou e conversou amigavelmente com a “enteada”, muito animadas e ele, observando, sem participar na ação. Apenas como observador…

Na Ucrânia também viramos o soldado lançar um líquido à volta de Malotru, líquido que incendiou. Gerou-se fogo. Malotru em fundo, meio deitado, meio adormecido, naquele meio sonho… Não vimos o fogo chegar-se-lhe…

Morreu? Não morreu?! Haveremos de saber?! Talvez só numa eventual quinta temporada?!

O que acha Caro/a Leitor/a?!

(Este post surgiu-me, na sequência de comentário que foi feito num post sobre a série, friso!)

A Baronesa ultrapassa o Barão e torna-se Rainha!

A solidão e angústia nas tomadas de decisão cruciais!

 

Este capítulo de 3ª feira, 29/01, (T2 – Cap. 4) situou-se mais na Presidente e na sua capacidade de decisão. Foi muito mais de estratégia e tática políticas, centradas na Presidente, no seu protagonismo enquanto Chefe de Estado, na sua emergente capacidade decisória, no seu papel no contexto do presidencialismo da República Francesa. Muito marcantes aqueles momentos decisivos e decisórios em que a responsabilidade por atos e vidas de terceiros estiveram, exclusivamente, nas suas mãos, melhor, na sua vontade, na sua decisão!

 

(O presidencialismo francês tem muito de realeza! Até os espaços em que decorre a ação presidencial são todos eles de palácios antigos, dos reis, dos imperadores, da monarquia e do império. A série, de forma real ou ficcionada, reporta-nos para esses contextos espaciais.)

 

Três temas fundamentais.

 

A questão dos jihadistas, a que mexeu mais com a consciência da presidente, enquanto pessoa, ser humano, mulher, que teve que dar ordem de execução sobre os três terroristas. São sempre vidas humanas que são retiradas.

 

As chantagens dentro do próprio partido, protagonizadas por Malandrin, um verdadeiro malandrim!

Cyril Balsan suspenso, mas que deu a volta por cima e se lançou na carreira política, independentizando-se do seu mentor Philippe Rickaert , que até gostou de o ouvir e ver crescer.

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A questão das alianças governamentais e parlamentares face ao facto de o partido ter apenas uma maioria relativa para governar e precisar de acordos pontuais para fazer aprovar a legislação pretendida e estruturar toda a governação.

 

Philippe Rickaert, através da sua atividade de conselheiro da Presidente, pretende, que se concretize um acordo com os radicais de esquerda e se alcance a união entre ambas as esquerdas. E de manobra em manobra, com Michel Vidal e com a Presidente, consegue que aquele se reúna com Amélie, e tentem desbravar um possível acordo de governação, unindo as esquerdas. As coisas até pareciam ou poderiam ser possíveis, mas com um personagem como aquele foi de todo impossível. Egocêntrico, hiper – letrado, agarrado a citações, Michelet, Diderot, Marx, só faltou Althusser, teórico, tudo fez para fazer-se mostrar superior, acima do cotejo, do nível da Presidenta! Fez-se brilhar, mas não trabalhou absolutamente nada para um acordo. Só se situou nas suas perspetivas, na sua visão iluminada!

 

Os “elefantes” do partido, ou seja, os super poderosos, ocupando os cargos centrais, tudo fizeram para que a Presidenta se baseasse na governação através do artigo 49 - 3, que lhe permitiria agir e fazer aprovar legislação e desempenhar o seu papel executivo, ainda que em minoria, mas que Amélie e também Philippe não querem de todo.

 

Face a estes dilemas e à constante pressão destas diversas fações opostas, a Presidente optou e decidiu-se pela hipótese que mais lhe agrada e se sente mais próxima: alia-se a Thorigny, isto é, ao Centro.

 

Enquanto isso, Philippe vê-se a braços com a rejeição da filha que inclusive quer mudar de apelido. Paradigmática a cena de ambos apanhando água, apenas protegidos pelo minúsculo e frágil guarda-chuva de Salomé!

 

Para aprofundar sobre a Série!

O Barão… de Dunquerque para Bruxelas!

Série Francesa – T2 – Ep3 – 2ª feira – 28/01/19

 

Afinal, o que Philippe Rickwaert, Barão Negro, quer, não é o lugar de deputado na Assembleia Nacional, em Paris, mas um lugar de candidato elegível ao Parlamento Europeu, em Bruxelas.

E porquê?!

Para se livrar da pulseira eletrónica teve que contrair empréstimo e que garantias pode dar?!

O Parlamento Europeu dá pipa de massa. E Dunquerque é até mais perto de Bruxelas que de Paris.

 

(A propósito, este ano há eleições… Quem serão os novos chicos espertos que vão aparecer como salvadores, para as mordomias das europeias?!

Já alguns se perfilam como outsiders.

Aguardemos!)

 

Rickwaert, para atingir o seu fim, está manipulando todos e todas… Mente, quase compulsivamente.

 

Que é feito da filha, Salomé?! Sabemo-la em Paris, que Véro a encontrou, mas não quer que o pai, dela saiba!

Porquê?!

Farta das suas trafulhices?!...

 

Mas em abono da verdade. Na série, para além da excelente interpretação do personagem principal, há que realçar também a sua honestidade, à sua maneira.

Como ele frisou, mente, mente muito, mas não roubou, não é ladrão.

Fartou-se de ajudar o partido, subiu de baixo, de operário, sabe do funcionamento da política, tática e estratégia, história e ideologia, mais que a maioria de todos os outros. Lida com as pessoas como ninguém, manipulador, é certo, consegue chegar ao coração e à mente dos Outros. Lida com cada um, com cada qual, especificamente, para conseguir o que pretende.

Tem verdadeira afeição pelos seus “protegidos”, a Presidente é uma das pessoas que assim considera; a filha por demais, sempre a telefonar-lhe, sem resposta, e a escusar-se penhorar a conta de poupança que tem em nome dela.

Obcecado pelo partido, pelas lutas partidárias, pelo poder, com todo o reconhecimento que lhe traz, mas não se pode dizer que seja propriamente mais corrupto que os que o rodeiam.

Ou será mais corruptor, pela forma como vai jogando com todos e cada um, nesses jogos do partido e dos partidos?

Teve, apesar de tudo, a honestidade de confessar o seu envolvimento no tal célebre desvio… Cumpriu pena, ainda que parcial…

 

E que dizer daquela “central de compras”, em que todo o aparelho central do partido e do governo, inclusive a Presidente, se envolvem para arranjar quórum para aprovação de uma Lei sobre a Saúde!?

Uma rotunda para a circunscrição do deputado X, um centro cultural para a do Y, um pavilhão gimnodesportivo para a do Z…

 

(É assim que os nossos concelhos e distritos estão cheios de cada uma ou várias destas valências, estando pavilhões e centros culturais e rotundas, nem se falam, por todo o lado?!)

 

E será que o Barão Negro vai chegar a Bruxelas?!

De Barão Negro a Ministro do Trabalho!

Subida na Horizontal?!?!

Baron Noir 2019.jpg

Neste último episódio, o quinto, 6ª feira, dia 18, Philippe Rickwaert “ascendeu” a Ministro do Trabalho!

É caso para perguntar, de uma forma que hoje, em que é tudo tão politicamente correto, será considerada fora de moda, quase anátema:

- Será que Philippe usou a horizontalidade para subir?!

(Para esclarecer melhor. Se não estivesse de caso com a Secretária Geral do Partido, Amélie Dorendeu, que é tu cá tu lá com o Presidente, será que ele teria “ascendido” a Ministro?!)

 

E quanto à qualificação de “sacanagem”, se por acaso ainda não consciencializou a atitude, como classifica as jogadas havidas relativamente ao jovem líder estudantil , Medhi Fateni?!

 

(Com estes epítetos não pretendo desvalorizar a série, muito pelo contrário… Que é de seguir! Tem nomeadamente excelentes interpretações, além de um enredo por demais acutilante, apelativo e, infelizmente, atual!)

https://www.rtp.pt/play/p5407/e384969/barao-negro

https://www.rtp.pt/programa/tv/p36734/e6

 

Bora! Vamos ver os futuros episódios!

O Barão Negro - Série Francesa

Série Francesa sobre Política, política e politiquices…

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Depois da série canadiana 19 – 2, sobre a vida numa esquadra policial em Montreal e mais especificamente duma patrulha constituída por uma espécie de Zorro e Tonto, Nick Barron e Ben Chartier, surge uma série francesa sobre a “sacanagem” na política, ademais dentro dum partido de poder e no poder.

 

Ambas as séries, deveras interessantes, a do Barão Negro ainda mais aliciante.

 

Mas… Sacanagem?! É mesmo assim tão forte?!

Se os subsequentes episódios tiverem o mesmo sal e pimenta que os três primeiros… pois, nem mais nem menos. Avalie por si mesmo, Se Faz Favor!

(Aliás, o termo é por demais condizente com a linguagem vernácula do personagem principal, Philippe Rickwaert, que, por tudo e por nada, clarifica e verbaliza as situações e age nos contextos, de modo e forma bem mais abrutalhada.)

 

Se não viu 19 – 2, não perca o Barão Negro.

 

E fica-se por aqui?! (Dir-me-á…)

Quando tiver oportunidade, debruçar-me-ei com mais pormenor sobre a série. Todavia não deixe de ver. Também tentarei acompanhar o desenrolar do enredo.

(A última vez que escrevi sobre Séries!!!!)

“A Família Krupp” (Reposição) - Teil III - Parte II

Série Alemã na RTP 2 

Episódio III

Parte II

 

Destino Final?

 

Alfried 1945 in skulbach.de.jpg

A estruturação narrativa dos episódios desta série centra-se, temporalmente, em 1957, o tempo presente.

A ação decorre em Essen, na Villa Huguell, onde Bertha Krupp convalesce, de um AVC (?), na sequência de discussão com o filho Alfried, novamente por causa da possível sucessão na Firma, neste caso face ao neto, filho de Alfried e Anneliese, Arndt de nome.

Também em Essen, mas na casa de Alfried, este e o irmão Harald também fazem o respetivo balanço das suas vidas. Do passado e do futuro. Lembrando Harald o sofrimento do irmão, por ter desistido de Anneliese.

 

Enquanto convalesce, Berha aguarda que o filho primogénito, Alfried, a venha visitar e pedir perdão, ignora Harald, que não é Krupp, e vai desfiando as suas memórias, em conversa com a criada de quarto.

 

Através da sua peculiar visão do mundo, ficámos a conhecer episódios da sua vida pessoal e familiar, entrosados na História da sua Pátria, a Alemanha e da sua Mátria, a Empresa Krupp, de que ela era a herdeira universal e que ela considerava, de algum modo, também a sua Família, estruturando este conceito de forma alargada a todos os trabalhadores da Empresa: os Kruppianos. 

Faz essa análise e retrospetiva, de certa forma, distanciada no tempo, mas também com uma certa distância quase autista, como se os acontecimentos em que a sua Família esteve diretamente envolvida, foi participante ativa, teve um papel decisivo, fossem isentos de juízos de valor. Estivessem para além da realidade Ética, do Bem e do Mal.

Alguma vez se observa nesta mulher um olhar crítico, reprovador ou de arrependimento face aos atos e barbaridades a que a sua ação, enquanto dona da Firma Krupp, a possa ter levado direta ou indiretamente?!

Seja no plano da sua família nuclear, a relação com o filho primogénito; quer avaliando as consequências dos seus atos face à sua Pátria e ao Mundo, na sequência das trágicas duas Guerras Mundiais, em que as empresas Krupp tiveram um papel decisivo no fornecimento de armas. Ao regime nazi, na Segunda e aos vários beligerantes da Primeira, mesmo que estivessem em lados opostos das trincheiras.

 

É algo que me impressiona, questão que já levantei num post, é se estas Personagens que têm um papel crucial nas Guerras, as atuais também, se estas pessoas que produzem, financiam, fornecem as armas, alimentando as Guerras, não se interrogam sobre este seu papel tão cruel e destruidor da Humanidade!

 

E parafraseando as produções da Krupp, fabricar tanques de guerra ou tratores agrícolas será a mesma coisa?! Produzir eletrodomésticos ou bombas terá o mesmo efeito?!

 

E aqui faço um intervalo musical, imaginando, e lembrando como o som vai acompanhando a narrativa, seja com um solo de piano, uma orquestra melodiosa ou quando o realizador nos quer alertar para a carnificina das guerras, em que se ouvem os corvos a grasnar.

A Música, repito, tem um papel fundamental na condução da narrativa!

 

O realizador é também o narrador, melhor, o narrador principal, porque mesmo colocando a narração centrada em Bertha e Alfried, é ele, com o argumentista, que conduzem a narrativa pelas vias que pretendem. E, já frisei. Acho que ele(s) deram um determinado rumo à História, não relevando ou omitindo aspetos parcelares.

 

Por ex. a questão dos “Crimes de Guerra”. Esta questão é aflorada pela voz de Harald, considerando-se injustiçado por ter pago doze anos de prisão na União Soviética, por ser um Krupp, quando a própria mãe não o reconhece como tal!

Mas é alguma coisa mencionada relativamente a Alfried e ao pai Gustav, neste também no respeitante à 1ª Grande Guerra?!

E, relativamente a Bertha, esteve ela acima e para além de todas essas coisas?!

 

A ação de Bertha centra-se principalmente na continuidade sucessória da Firma, encaminhando Alfried para a assunção destas funções. Tanto mais que o pai, Gustav, ia ficando mais velho e doente.

E, nos finais de trinta e princípios de quarenta, era essa a primordial preocupação de ambos os progenitores.

 

A relação com o Poder Político é sempre um dos leit-motiv do enredo. Esta Família esteve sempre umbilicalmente ligada ao Poder. Ao Político, nomeadamente. Nesses conturbados anos, encabeçando Hitler esse Poder, esse relacionamento nem sempre foi linear.

As visitas dos poderosos à Villa Huguell eram uma das formas de se criarem ou estreitarem esses laços de interdependência.

Com o Kaiser Guilherme II essas visitas eram frequentes, tendo este até um quarto específico na Villa. O Quarto do Kaiser! Que era um local de refúgio para Alfried!

 

Hitler não tinha esse privilégio, evidentemente. Não tinha condição Real.

Na 1ª visita, em 1937, Bertha nem se dignou recebê-lo e aos seus apaniguados.

“Não vou receber esses campónios! Diz que estou com uma enxaqueca.” Recomendou ao marido, Gustav. E ficou a espreitá-los e ouvi-los nos corredores.

 

Mas em 1938 já foi diferente.

Entretanto Alfried assumira a direção produtiva do armamento nas fábricas e, na frente ocidental, as tropas alemãs posicionavam-se perto das fronteiras.

Nesse ano houve nova receção ao Fuhrer.

Aí, já Bertha esteve presente.

Quem não teve direito a participar foi a nora Anneliese. Que, coitada, até chorou e se embebedou! Valia a pena!...

Mas aqueles ainda eram os anos dourados pré guerra, em que os alemães, na sua maioria, efabulavam Hitler e o seu poderio.

Mas também foi narrado que Fritz Thyssen havia sido enviado para um campo de concentração, na sequência de carta contestatária enviada ao Ditador.

Que, em contrapartida, ofereceu o emblema dourado do partido, a Gustav, envaidecendo Bertha!

Pelos vistos já não seria campónio...

 

E na estrutura narrativa, a distância entre o tempo presente, 1957, e as lembranças do passado vão-se aproximando.

Anos quarenta. A guerra no auge. Os irmãos, Harald e Eckbert, nela participantes. O último aí morreria. Carl morrera antes, num voo de treino.

1943, ano crucial no desenvolvimento da guerra.

Da Villa Huguell, Bertha avistava os sinais dos bombardeamentos, ao longe. Aviões sobrevoavam os céus.

Alfried, finalmente, assume a direção completa da Firma, que, por decisão de Hitler, passara a ser sua propriedade.

E foi no correspondente conselho de administração que, até Bertha fez a celebérrima saudação verbal e com o braço estendido.

Mas, foi também nesse ano que a Gestapo prendeu os tios Tilo e Bárbara!

 

1945: As fábricas destruídas; Alfried deambulando entre os escombros; o conselho avisado de um funcionário kruppiano, para fugir... as jovens judias aparecendo e escapulindo-se novamente para as ruínas... os aviões aliados sobrevoando os ares... e, na música, os corvos grasnando.

 

E o tempo narrativo salta novamente para 1957. Conversa ou debate entre irmãos, Harald e Alfried, que acentua: “Sou um Krupp. Foi para isso que me preparei desde criança!”

Como se fora um Rei, preparado pela Rainha – Mãe, Bertha Krupp, direi eu.

 

E o tempo retorna novamente a 1945, em que Alfried, assumindo essa condição de Krupp, na Villa Huguell, pelos vistos poupada aos bombardeamentos, dá uma última volta pelos salões austeros e, impecavelmente trajado, desce a escadaria para ser levado num jipe aliado, li que das tropas canadenses, para ser preso.

 

E, em termos de imagens, assim termina este episódio, não sem que a Música, extraordinária e maravilhosamente, nos embale na leitura do genérico.

 Episódio III - Parte I

 

E a minha dúvida se haverá ou não outro episódio, reside precisamente se na estrutura narrativa há ou não essa junção dos tempos narrados.

Se esse hiato, entre 1945 e 1957, vai ou não ser-nos contado em termos de acontecimentos destes personagens. Ou se fica em aberto...

Não sei, pois que na 1ª apresentação da série não tive oportunidade de ver e no próximo domingo haverá eleições.

Aguardemos!

E, Obrigado por ter lido esta narração, um pouco enviesada, da narrativa original.

Volte sempre, S.F.F.

Nota Final / Musical: A Música, com um papel tão relevante na construção narrativa, é de Christian Brandauer.

 

 

“A Família Krupp” (Reposição) - Teil III - Parte I

Série Alemã na RTP 2

 

Teil III 

Parte I

Uma narrativa parcial!

 

 A narrativa sobre o 2º Episódio terminava com os seguintes parágrafos:

 

(...)  “A importância de se chamar Alfried!”

 

“Será que Alfried vai dar lições de voo a Anneliese?!

Aguardemos o 3º, não sei se último, episódio!”

 

Bertha e Alfried in fernsehen.ch.jpg

 

Quanto a este episódio ter sido o 3º, disso não há qualquer dúvida. Se terá sido o último, de facto, não sei de todo.

 

No referente às lições de voo, no vertente episódio, não me apercebi que Alfried tivesse dado lições desse tipo a Anneliese. De natação, talvez. Ou ela a ele. Que os vimos a nadar num lago dos Alpes, tal qual Deus os mandou ao Mundo!

Fosse qual fosse o tipo de lições que terão dado um ao outro, o certo é que houve casamento. Ocorrido em 1937, em Potsdam. Um casamento muito simples, com três ou quatro convidados, que mais não foram precisos, e da Família do noivo, não concordando com o enlace, ninguém compareceu. Bem que, para a realização de um matrimónio, bastam os noivos, as testemunhas e o celebrante!

 

E neste ponto vamos à importância do Nome. Que por isso mesmo, porque a matriarca da Família, Bertha, verdadeira Krupp, não concordando com o casamento, porque o filho, Alfredo de nome, e também veramente Krupp, não se podia casar com qualquer uma, só porque era esse o seu desejo, sem o consentimento da Mãe. Não se podia sequer casar, porque tinha que se dedicar à Firma.

E casando-se, Alfredo acabou por se descasar, porque levando a noiva, já mulher, e já em vias de ser mãe, para a Villa Huguell, a sua Mãe, Bertha, fez de tudo o que é possível e imaginário para fazer a vida negra à nora, Anneliese, inclusive oferendo-lhe milhões para ela se ir embora.

E tanto a maltratou e destratou psicológica e socialmente, e tanto pressionou o filho para que ele se descasasse, que este assim acabou por fazer, divorciando-se, abalando Anneliese, mas levando o filho de ambos, Arndt, nome do primeiro Krupp. Que nem o nascimento da criança, e neto, e contra todas as expetativas do recém casal, nem o menino adoçou o coração da avó, que o desprezava também, ignorando-o, que é uma das maiores formas de desprezo!

 

Estes factos ocorriam nos finais de trinta, princípios de quarenta, já Hitler consolidado e incrustado na cadeira do Poder!

 

E, neste episódio assiste-se a essa consolidação até à paranoia final. Embora centrando-se a narrativa na Família, (uma Família Real?) muitos dos aspetos da tragédia são remetidos para segundo plano. Que o primeiro plano são as próprias tragédias familiares. A morte trágica de dois filhos, um dos preferidos, Carl e Eckbert. O AVC? do pai, o impasse sucessório na Firma, pela indecisão continuada de Alfried. Que finalmente, assumiu essa decisão em 1943. E houve loas e braços estendidos no Conselho de Administração, inclusive de Bertha, exceto do próprio Alfried, que não percebo porquê, dado ele ter pertencido e desempenhado cargos importantes no âmbito do partido nazi!

 

E este aspeto é um dos que no filme não são abordados pelo realizador ou pelo argumentista (?). A omissão, (propositada?) dos papéis e funções desempenhadas por Alfried, no contexto da hierarquia nazi. (Razão, aliás, porque no post anterior, de 18/01, “Personagens Reais” remeti para links em que estes aspetos são mencionados.)

Apenas se subentende a importância e projeção que ele possa ter tido, quando, em 1943, na sequência da prisão dos tios, Tilo e Bárbara, os irmãos, e mais especificamente Harald, lhe pedem ou sugerem para ele intervir junto de Hitler. Mas, mesmo aqui somos mais levados a interpretar esse pedido, pela importância da Firma, armeira de Hitler. Até porque a resposta de Alfried vai nesse sentido, frisando a ineficácia do armamento dos Krupp no contexto da Guerra, tendo revelado falhas, de que o ditador tinha conhecimento.

 

Ditador e louco lhe chamo eu, porque, na altura, os protagonistas e narradores desta História, não o afirmavam, nem ousariam expressar verbalmente, embora disso já tivessem plena consciência e, aliás, medo atávico. Lembremos que, à data, além da prisão dos familiares, também já o grande industrial Tyssen havia sido preso e enviado para um campo de concentração, tempos antes. E com este dado também podemos, de algum modo, ajuizar sobre as atitudes destas grandes personagens, que inicialmente apoiaram o fuhrer, mas que se foram apercebendo da espiral de loucura em que este os foi enredando e levando à destruição.

 

Nesta conversa, Alfried dá conhecimento ao irmão de que o pai, em 1938, também ajudou a resistência, aqueles que conspiraram, sem sucesso, contra Hitler. Surpresa de Harald, pelas atitudes públicas do pai, Gustav, quando alguém ousava dizer mal de Hitler na sua frente, em que ele se retirava ostensivamente.

 

Nesta narrativa, aquela que o realizador desenvolve, observa-se que ele pretende mostrar a ambivalência da Família com o Poder Político, que no caso específico de Hitler, era também sustentada pelo medo. Medo das represálias associadas à loucura do Ditador e de toda a estrutura repressiva em que assentava o aparelho de Estado!

 

Mas não posso considerar que ele, realizador, seja isento. Penso que, de algum modo, pretende (?) branquear o papel desta Família neste contexto, da relação com o nazismo. Porque se é verdade que a relação que tiveram, bem como a da Alemanha em geral, com Hitler, e nesta série podemos considerar que a Família, de certa maneira, é uma metáfora da Nação Alemã, digo, que a forma como os alemães e os kruppianos especialmente se relacionaram com Hitler, no final, foi de medo, mas primeiramente foi de admiração e adulação.

E foi a Nação Alemã, no seu todo, que levou Hitler ao Poder. Não podendo esquecer que as Potências Ocidentais e Orientais também para isso contribuíram, com o seu fechar de olhos às diatribes de Adolfo!

 

Voltando ainda à narração sob a perspetiva da realização, tenho que frisar que não observei, talvez me tivesse escapado, qualquer referência ao papel de Alfried no contexto político do nazismo, ainda que ele nisso tivesse tido participação ativa.

Contudo, já no final do episódio, quando Alfried se passeia e contempla a destruição das suas fábricas, obra sua também, porque que “quem com ferros mata, com ferros morre”, nessa cena, quase final, surgem dos escombros duas jovens judias aterrorizadas, que depressa se escondem novamente entre as ruínas.

Sabemos que são judias, porque a estrela na farda assim as identifica. Aqui, o realizador dá-nos uma evidente “piscadela de olho” para o facto comprovado de Alfried ter usado, nas suas fábricas de Essen, trabalho escravo de judeus dos campos de concentração, nomeadamente de jovens mulheres.

 

Mas esta cena eu só a compreendi nesta reposição e após ter lido, na wikipédia, vários artigos, nomeadamente o que referi no post anterior, que focam este aspeto.

Sim, porque para percebermos bem o enredo da série temos que pesquisar sobre a história dos personagens. E nisso a net fornece-nos alguma informação disponível, supomos que também credível.

 

Porque com base na narrativa dos personagens principais, Alfried e a Mãe, pouco sabemos sobre estes subterrâneos familiares, porque eles pairam, especialmente Bertha, acima dessas coisas.

 

E, segundo o narrador – realizador/argumentista, também há omissões!

 

E, por agora, a minha narração também fica por aqui. Para ficar também incompleta e, porque não?, também tendenciosa.

 

Voltarei à narrativa! Que muito fica ainda por contar!

“MAD MEN” Série Americana na RTP2 - 11º Episódio

“MAD MEN"

7ª Temporada - Episódio 11

2ª Feira – 02/11/2015

 

No episódio de ontem, a trama central da narrativa situou-se na fusão/incorporação da firma “Sterling Cooper” na “MacCann – Eryckson”.

 

in g1.globo.com

 

Situação que se foi desvendando no decurso do episódio. Inicialmente a partir de um aparente não pagamento da renda do espaço ocupado pela “Sterling”, que depois se veio a saber, advir de os diretores da “MacCann” quererem transferir os serviços da “Sterling” para os escritórios da “MacCann”. Este facto começou por ser apenas do conhecimento dos cinco sócios executivos, Roger, Don, Pete, Joan e um quinto que não consegui identificar.

 

Tudo se estava a passar em relativo segredo, mas segredos destes são “o segredo da abelha”! Várias reuniões entre os sócios, entre estes e os representantes da “MacCann”; Pete que contou a Peggy; Peggy que contou a outro elemento criativo e sempre a mesma recomendação “não é para dizer, nem ao cônjuge nem ao melhor amigo… só te digo a ti, que és de confiança e sei que a tua boca é um túmulo!” Que isto dos segredos é como no “Príncipe das Orelhas de Burro”. O barbeiro que cortava o cabelo ao Príncipe não conseguindo guardar o segredo, confiou-o a um buraco que escavou e tapou com terra. Onde veio a nascer um canavial. E, crescidas as canas, o vento ao nelas passar, assobiava… “o Príncipe tem orelhas de burro… ” E fazia eco… E todo o reino veio a saber.

Assim aconteceu na empresa de publicidade.

 

Incorporar uma empresa em outra maior, já com uma estrutura formada, equivalia a dizer que iria haver dispensa de pessoal, para além da deslocação dos serviços.

Uma verdadeira bomba!

Esse receio foi primeiro dos executivos, ao saberem da situação. Alguns não queriam ir para as instalações da nova empresa. Foram equacionando alternativas, inclusive mudarem com a firma para as instalações que tinham na Califórnia! No outro lado do Continente, imagine-se, tal era o receio de, ao fundirem-se com a empresa maior, eles próprios se extinguirem nela… De serem devorados! Engolidos!

Mas também nem todos queriam ir apanhar banhos de sol na Califórnia, nem podiam, que tinham as suas vidas em NY.

 

Peggy, que não é sócia, logo que soube do segredo, tratou de contratar um angariador de trabalho, para lhe arranjar outra colocação, pois supostamente também iria perder o seu posto, por que ela tanto lutara, abdicando inclusive das funções da maternidade. Tinha imensas qualidades e experiência e vontade de trabalhar… mas tinha um handicap, não era licenciada. E os empregadores começam desde logo a recrutar nas Universidades…

 

As secretárias negras, quando souberam, que entretanto tudo se foi sabendo, que o vento foi propagando o boato, questionavam-se como iriam elas para a nova empresa, se uma delas nem sequer era primeira secretária, era apenas a segunda, que a primeira era a moça loura, como convinha ao status sócio profissional da firma. Será que Draper a iria levar com ele?! E na nova empresa iriam aceitá-la, a ela que era negra?!

A loura também veio a saber dos cochichos e interpelou diretamente o chefe, Don Draper. E este tranquilizou-a, que a levaria com ele.

Nesta altura já houvera a reunião final com o diretor da Mac Cann. E o diretor criativo e sócio da firma, Draper, sabia que podia dar esperanças à menina, sua segunda secretária!

 

Para essa reunião final os cinco executivos prepararam-se devidamente, estudando toda a sua carteira de clientes, tendo feito contactos com as empresas com que poderiam contar caso decidissem “abalar” para Los Angeles. E Draper, macho alfa e cérebro criativo, preparara uma apresentação com cartazes elucidativos, contando com a sua eloquência e sagacidade para defenderem a autonomia da Sterling.

 

Mas o diretor da MacCann surpreendeu-os completamente, dizendo que nada do que eles estavam a pensar fazia sentido, que tudo não passara de um teste à capacidade de resiliência da “Sterling”, que eles haviam ultrapassado, que eles não se anulariam na fusão e apontou-lhes as cinco empresas multinacionais de que disporiam como clientes, com um vasto mercado de publicidade para explorarem. Ou seja, só ficariam a ganhar. “Venceram! Parem de se debater!”

Eis as empresas, todas de grande potencial: Buick, marca premium de automóveis, ligada à General Motors; a Ortho Pharmaceutical, a dos contracetivos; Nabisco, National Biscuit Company, a dos biscoitos; Coca-Cola, a da célebre bebida, que se as pessoas tivessem conhecimento de que é feita, que é um verdadeiro lixo, ninguém a bebia… mas para o consumo a nível mundial dessa beberagem, muito contribuíram estes “Homens Loucos ”.

E haveria uma quinta, mas ou ele não a disse ou eu não a percebi.

Aparentemente cada um dos executivos homens ficaria com uma destas clientes. E que clientes!

 

A hipotética quinta empresa foi mesmo omissa?

Joan também se queixou que ele não lhe atribuiu nenhuma empresa… propositadamente, por ela ser mulher e por não a irem levar a sério na nova empresa, a ela que tanto tinha lutado para se afirmar dentro da Sterling, para além de ser o mulherão que é, que enche as vistas de qualquer um. Mas ela queria também afirmar-se como profissional, o que já conseguira na Sterling, sendo nomeadamente sócia, estatuto que não queria perder, que não tinha apenas um belo corpo de mulher, mas também era cabeça pensante.

 

E pensando nisso tudo, os executivos realizaram uma reunião com todo o pessoal da “Sterling Cooper” aonde oficializaram o que já toda a gente sabia, que iriam mudar-se para a MacCann – Erickson e que a transição iria ser o mais suave possível!

Coube a Roger Sterling fazer esse anúncio oficial, para isso tem o sobrenome na firma.

 

Comemorando vitória   in. telemundo.com

 

Paralelamente ocorreram cenas das vidas particulares de alguns personagens.

 

Joan, de vento-em-popa com o novo namoro, ainda vai à terra dos faraós, a recriar Cleópatra, com o seu Marco António.

 

A ex-mulher de Pete, agora divorciado, não conseguiu colocar a filha de ambos num reputado colégio onde os filhos família do ex-marido haviam estudado há gerações. Socorreu-se de Pete, para irem à escola privada a saber do sucedido. E foi um desfile de atitudes “bem”, ares e maneiras finas e requintadas, desde o trajar ao linguajar, que terminou numa cena de cow-boys, à boa maneira americana, em que Pete socou o diretor. Um ajuste de contas que já dura há três séculos, desde os primeiros colonos americanos.

Ficámos também a saber, que ela, ex-esposa, o disse, que na sua qualidade de divorciada, era assediada das mais diversas maneiras, quando tratava de qualquer assunto e essa condição era exposta.

 

Sem comentários!

Que os assuntos abordados no enredo dão pano para mangas. Permitem-nos constatar e comparar como era o Mundo em que vivíamos há meio século e as mudanças e alterações que vivenciámos nos mais diversos aspetos.

 

Sobre essa constatação ainda quero elaborar um “post” sobre duas ocorrências vividas…

 

Por agora, colocamos:

The End

 

 

Reflexões sobre Template... before "Mad Men"

Vou voltar a escrever sobre a série “Mad Men”.

 

in g1.globo.com

 

Ah, mas antes de tudo o mais, constatar o óbvio. Mudei a imagem do blogue, há pouquíssimo tempo. Um pouco na brincadeira experimentei este template, após ter visualizado vários. Mas, sinceramente, nem me apercebi logo que essa marca ficava estabelecida. De qualquer modo o blogue já fez um ano e achava que deveria fazer alguma reestruturação, que pensei ser bem mais complicada.

O que acham deste novo visual?!

 

Não sei se será definitivo, porque pretendo estruturá-lo de acordo com os subtemas que vou abordando. E que nessa estrutura esses subtemas fiquem realçados num espaço lateral, como, neste template, estão consignados os vários posts colocados cronologicamente. Só que ainda não tive oportunidade de escolher um modelo em que essa informação possa ficar consignada e acessível. Nem sei muito bem como executá-la.

Quem tenha dado uma vista de olhos ao blogue ou me tenha acompanhado desde o início, notará que embora havendo um fio condutor nas temáticas elas vão variando nalguns campos fundamentais, numas fases dando realce a alguns temas específicos, para posteriormente me dedicar mais a outros.

 

Por ex., iniciei com uma crónica sobre um ato cultural e, nesse âmbito, periodicamente tenho voltado a essa temática e modelo de escrita:Crónicas

 

Um dos objetivos da criação deste blogue fora a divulgação da Poesia que tenho escrito e publicado em suporte de papel, que numa fase desenvolvi bastante, mas que ultimamente tem estado um pouco parada. De qualquer maneira este é um dos temas deste espaço comunicacional: Poesia.

A divulgação de eventos ou associações/organizações ligadas à Poesia e à Cultura é também um dos eixos deste veículo de comunicação. Mas aqui surgem algumas dificuldades de enquadramento: na Poesia ou nas Crónicas?! Colóquio!

 

Outra temática são as estórias. As prosas… Umas serão contos, outras fábulas, algumas efabulações, quiçá delírios imaginativos. Integrá-las-ei como?! Como as designarei?

Estórias, sem dúvida. “Estórias do Arco-da-Velha”?! Não! Preferirei nomeá-las de “Estórias do Arco da Dona Augusta”, por analogia com o conceito tradicional de “arco-da-velha”, mas reportando também para o “Arco da Rua Augusta”, por toda a simbologia inerente e porque nalgumas estórias há referência a esses espaços. Fica a “Dona” que se reporta à “Velha”.

 

Depois estão os posts comemorativos ou evocativos de alguma situação, acontecimento ou ocorrência significativa e significante para mim ou para quem para mim tem significado! E como nomear este tema? Alguns enquadrar-se-ão noutros espaços. Na Poesia vários. Mas nem sempre conseguirei inclui-los facilmente.

 

Também existem os temas respeitantes a Localidades, ou Espaços Geográficos… Aqui!

 

Também haverá artigos de opinião?

 

E sobre o Futebol?

 

Terei que encontrar títulos sugestivos.

 

Por ex., escrever sobre séries foi tema que nunca me passou pela cabeça vir a realizar, quando projetei e iniciei “Aquém – Tejo”.

Nem eu me dedicava muito especialmente à visualização de séries, até porque não tinha tempo.

Embora tivesse visto “Mad Men”, segui algumas temporadas e alguns episódios, quando pude. Mas, quando era mais jovem, via muito mais, mas eram séries semanais. Algumas bem antigas, da infância e início da adolescência.

Lembram-se do “Rim Tim Tim”? Da “Lassie”? Do “Bonanza”? Do “Chaparral”? Do “Zorro”? De “Dallas”, de que até nem gostava muito. E de “Star Trek”? (…)   (…) ? ?

Propositadamente só falo das mais antigas. E todas norte-americanas. Mas também vi britânicas.

Desde 2014, tendo mais tempo disponível, comecei a ver séries da RTP2 e digamos que me agarrei com “Borgen”. Que é mesmo o tipo de seriado que mais aprecio.

Escrevi um post global e vi que agradou, ao ponto de ter sido plagiado.

Depois continuei a ver as novas séries europeias e embora não tenha escrito nada específico, episódio a episódio, os assuntos nelas abordados eram totalmente do meu agrado.

Com “Crime e Castigo” foi um campo temático que adorei, escrevi regularmente, diverti-me escrevendo e também constatei um agrado crescente nas visualizações.

Com “Hospital Real” foi o máximo, até agora. Deve ter sido uma série de que os espetadores gostaram muito, e eu também, o que se refletia nas visualizações. E sobre que adorei escrever.

Portanto o subtema “Séries”, também terá que existir, embora não tivesse sido planeado de início…

 

E ainda ficam assuntos para abordar…Aqui!

 

E é esta tarefa que pretendo executar.

Enquadrar os vários posts nestes subtemas e noutros que me venham a surgir. Sabendo antecipadamente que alguns posts poderão ser enquadráveis simultaneamente em vários destes espaços e outros não saberei de todo onde colocá-los.

 

Bem, deixo estas reflexões estruturais sobre o blogue, na sequência da alteração do template.

 

Que espero apreciem! E Obrigado pelas leituras.

 

Que ainda quero escrever sobre os “Homens Loucos”!  Mad Men

 

 

P. S. - Depois de todo este texto escrito e já em pré publicação, chamam-me a atenção que falta a foto sugestiva do Rio Tejo, visto da Ponte 25 de Abril e visualizando as duas margens e a foz do Rio. Uma perda irreparável! Que eu nem reparara...

De modo que não sei até quando irá ficar este modelo de template!

 

 

Séries, Borgen, Política, Eleições

Ficção e Realidade no Exercício da Cidadania!

 

Borgen rtp.jpg

E eu que, quando delineei a estrutura ideativa deste blogue, quase há um ano, que me mentalizara que, em princípio, não falaria da dita cuja, política.

Mas não me posso abstrair, ignorar a vida da “Pólis”, na “Cidade”, de pôr em prática o conceito de CIDADANIA.

Daí, quer quisesse ou não à partida, a realidade e a interação com essa mesma realidade, leva-me à abordagem de situações ligadas à Política, porque estão ligadas à Vida e ao nosso dia-a-dia!

E a forma que muitas vezes encontro para tratar esses temas, de uma forma mais distanciada, é abordá-los sob o ponto de vista dos filmes, da ficção!

Estranho, não?!

Mas, por vezes, e cada vez mais com a comunicação interativa, ficção e realidade estão entrosadas, para o bem e para o mal.

E o Poder que têm os Media!

 

Borgen DN TV Media.jpeg

 

Assim, e novamente, volto a Borgen, apesar de ontem não ter visto o episódio desta reposição da série. Vira o de oito dias antes. E na 1ª transmissão dos episódios, vi-os quase todos. Nesta reposição vejo quando me é possível, e ontem não o vi.

Sobre esta série escrevi alguns posts, que refiro aqui! E aqui!

 

A personagem principal é Birgitte Nyborg.

E que falta nos fazia termos assim alguém na Política.

Alguém que defenda Valores Humanistas, Ideais de Liberdade, os Direitos Humanos, que trabalhe para as Pessoas e não em função de si mesma, que defenda e lute por Valores Altruístas, que defenda os valores do seu próprio país e não esteja à mercê dos interesses de outros.

Que saiba negociar.

Que saiba criar acordos, mesmo não governando com maioria, muito menos com maioria absoluta. Porque não é preciso ter necessariamente maioria absoluta para se poder governar. E muito menos é conveniente.

Porque é preciso saber equacionar, criar acordos de convergência com outros partidos, até porque em variados campos é mesmo necessário haver um amplo consenso. Saber criar consensos. Discutir ideias e ideais, orientar-se por Princípios, num mundo em constante mudança.

Saber e aprender a sentir o pulsar das Pessoas, dos Cidadãos.

Relevar o papel da Mulher na sociedade e na política.

Atender a causas fracturantes, defender a integração das comunidades imigrantes.

Saber dizer não à demagogia do lucro fácil.

Respeito pelo Ambiente. Procura de soluções alternativas no campo da energia.

Saber e poder dizer não à ditadura dos mercados financeiros, que controlam a economia e a política. Porque na Europa, e se na União Europeia se quiser, isso é possível.

Participar na construção de um União Europeia mais solidária.

 

Nesta série, o enredo ficcional entrosa-se regularmente com a própria realidade. O que se passa no filme, assemelha-se ou enreda-se na própria realidade.

Sendo que na série, e pela primeira vez na Dinamarca, uma mulher ascendia ao cargo de 1ºMinistro, tendo a visualização do seriado passado em 2010, no ano de 2011, e de facto e pela primeira vez na realidade, uma mulher passou a exercer esse cargo na política dinamarquesa, a célebre Helle Thorning-Schmidt, que algumas dores de cabeça terá provocado em Michelle, com já referi em post anterior.

 

Mas deixemos essa cusquices tão peculiares nas duas jornalistas loiras, só loiras, da televisão dinamarquesa, uma delas, agora, é spin-doctor de Birgitte e do seu novo partido, “Novos Democratas”.

E que falta nos fazia termos uma política e um partido assim!

 

E o papel dos media?! E como eles controlam e determinam a opinião pública?! Sabendo que eles têm dono. “His master voice”!

 

Respeito pelas Pessoas, nomeadamente por quem trabalha,

Tratar as pessoas com Dignidade, nomeadamente quem já trabalhou e deu o melhor ao seu País.

Trabalhar na Política para o País, para os Cidadãos, para as Pessoas e não em função dos seus partidários e da sua pessoa, não ao compadrio e jogos de interesses.

Altruísmo! Trabalhar politicamente para os Outros e não para si próprio e amigos do partido.

 

Penalizar o capital e não tirar a quem já pouco tem. Que os lucros da Banca têm sempre crescido exponencialmente e comparativamente com o empobrecimento de quem trabalha e, na base da sociedade, sustenta a pirâmide socio económica.

 

Não à corrupção, ao nepotismo.

 

Atenção ao Ambiente, Educação, Integração, atenção às minorias.

 

Consciencialização e conscientização de que Cidadania assenta em Direitos, mas também em Deveres, de Todos, de todos os Cidadãos!

 

borgen.jpg

 

E com este enumerar de princípios, estratégias, conceitos, e sei lá mais o quê, onde, em que partido os vou encaixar?!

Sabendo que a candidata Birgitte Nyborg não irá dirigir nenhum dos futuros governos em Portugal?!

E estas ideias desarrumadas, como se uma “tempestade mental” integrassem, reportam-se todas ao ideário da mencionada protagonista, da série supracitada, ou algumas serão minhas, que as coloquei como se fossem da líder partidária?!

Bem, tantas perguntas e só preciso de colocar uma cruzinha.

Fácil, não é?!

 

 

 

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