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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

"Culpas e Desculpas" – “The Guilt”

Série Britânica – RTP2 – 1º Episódio – 31 de Julho 2020

Culpas e Desculpas. The Guilt. imagem net. jpg

Imagem. In. https://www.zapping-tv.com/rtp2-estreia-minisserie-escocesa-culpas-e-desculpas/

Há muito que não escrevo sobre séries. Todavia, tenho continuado a visualizá-las na RTP2. Tenho visto, tenho apreciado, mas não me têm puxado para a escrita. Mais ou menos interessantes, acompanhar os seriados da RTP2, depois das 22h, é rotina.

Interessante o modus operandi deste canal sobre a transmissão dos episódios.

Quase sempre começam nova série à 6ª feira, de forma a deixar-nos presos para segunda, sem haver a quebra do final de semana. Porque, se findassem na sexta, quebrar-se-ia o elo entre uma terminada e o eventual começo de nova?! Seria?!

 

Vamos então à nova: “Culpas e Desculpas” – “The Guilt”, da BBC.

 

A ação decorre nos tempos atuais, na Escócia – Edimburgo.

 

Dois irmãos, bastante diferentes, nas perspetivas e percursos de vida, atropelam e matam um senhor, aparentemente na terceira idade, em frente da respetiva vivenda, numa zona residencial. O atropelamento ocorre à noite, sem testemunhas visíveis.

 

Provindos de uma festa de casamento, bebidos os dois, bem mais o mais velho, Max, que continuava a emborcar no carro, entregara a condução respetiva ao mais novo, Jake.

Este, com a desconversa do irmão, e também não muito seguro na condução, não se apercebeu do vulto no escuro, embateu no homem e mandou-o desta para melhor.

Sim, para melhor, dado tudo o que ficámos a conhecer posteriormente.

 

Perante a situação, o que fazer?!

 

Acionar o procedimento correto, segundo Jake, isto é, chamar autoridades, providenciar apoio ao sinistrado?! (Jake, irmão mais novo, dono de loja de discos, comprada pelo mais velho, músico falhado, sem vida familiar, meio desestruturado.)

Ou fazer o que dizia o mais velho, Max, casado, advogado bem sucedido. Isto é, ignorar, irem-se embora, ninguém vira, livrarem-se de responsabilidades acrescidas?!

 

Foram mais ou menos por esta via, após hesitações, dúvidas e peripécias, acabaram por arrastar o corpo para o interior da habitação, mesmo em frente. Sentaram-no na poltrona, como se tivesse morrido de morte natural, afinal descobriram que tinha cancro terminal, até lhe fizeram um favor, aliviaram-lhe o sofrimento dos meses finais.

 

Ficaram por aí?! Não! Para que servem as narrativas das séries, aliás muito bem contadas, como esta?!

 

Enlearam-se num novelo, de onde aparentemente não parecem sair, num pântano de dúvidas, de culpa, pecado e remorsos, de desculpas, que quanto mais querem esconder ou recalcar, mais fica de fora e à vista, que até houve uma vizinha que tudo viu, apesar do escuro da noite…

E já regressara a única sobrinha, provinda de Chicago, armada em detetive; a mulher de Max é coscuvilheira como poucas, sempre desconfiada do marido; este tanto quer esconder e mostrar inocência, que até recontrata ex detetive às suas ordens…

 

Bem, um imbróglio em que se meteram, que para sabermos como termina, só mesmo seguindo a mini série. São apenas 4 episódios!

 

E algumas questões que me azucrinam os ouvidos…

O homem não se terá atirado voluntariamente?! E como saber?! (…)

E aqueles sentimentos?! Culpa e remorsos… Crime a puxar para o castigo… A permanente ida e vinda ao local de ação criminosa… A dualidade de perspetivas entre os dois irmãos, que tanto se afastam como se aproximam… (?)

Todos estes aspetos narrativos, este modo de contar, não nos lembrarão outras leituras, outros romances, de um conhecido escritor novecentista russo?!

Que sei eu?!

“Line of Duty” – Afinal quem é o H?!

Lei e Corrupção

 

Season Five – 5ª Temporada – BBC One - 6 Episódios

 

Terminou ontem, 24 de Setembro, 3ª feira, o sexto episódio desta interessante série britânica e também a 5ª temporada.

 

Pelo modo como finalizou, ainda estará prevista uma sexta, pois o suposto H, chefia superior dos quadros da polícia e elo fundamental de ligação e comando com o crime organizado, ainda não foi descoberto.

 

No desenvolvimento destes seis episódios, tudo parecia indicar que este chefão oculto seria o superintendente Ted Hastings e essa suposição, quase certeza, manteve-se até quase ao final do episódio último.

Numa reviravolta rocambolesca, afinal Ted foi mais uma quase vítima desse celebérrimo H.

Valeram-lhe os seus subordinados e equipa imprescindível, composta pelos infatigáveis, leais e incorruptíveis, sargento Steve Arnott e “investigadora” Kate Fleming. Assim a brigada anti corrupção AC – 12 irá continuar em funções.

 

Em contraponto e infiltrado no mundo do crime para descobrir o H, John Corbett, que acabaria degolado por um jovem destrambelhado dessa equipa de psicóticos que constituíam o Grupo Organizado de Criminosos. Deixando uma linda rapariga viúva com duas crianças para criar… Parece que Hastings, no final, lhe foi entregar um envelope com 50 mil libras! Parece!

Pelo meio, uma quantidade de mortos, especialmente polícias corruptos. E uma frívola dengosa, Gill Biggloe, assessora jurídica e falsa amiga de Ted, que afinal era intermediária desse celebérrimo H! Mas que também não sabe quem é.

Nem ela nem nós, que ficamos com esta curiosidade, que certamente só será esclarecida futuramente.

 

Gostei muito de ver esta 6ª temporada. Mas não gostei do desfecho, nem o achei especialmente plausível, nem de fácil entendimento na finalização.

Mas lá está. Há que “fazer render o peixe” e dar continuidade a mais uma “season”!

E tudo isto por causa do H! Afinal, o melhor é mesmo acabarmos com o H!

 

A “Operação Pear Tree” – árvore das peras, apenas serviu para deitar fora mais algumas maçãs podres.

Foi isto que os políticos de serviço declararam aos meios de comunicação social, para tranquilidade pública.

Não há corrupção institucionalizada na polícia. Apenas algumas maçãs pobres. Mas estas foram removidas com a operação da árvore das peras!!!

Temos dito!

(Aguardemos a sexta… season – estação – temporada…)

Philharmonia: Dor de ausência

A Orquestra - Série Francesa – RTP2

6º e Último Episódio – 2ª feira – 27 Maio

 

“Dor de ausência”, foi assim que Rafael Crozes, o melómano, apaixonado da maestrina Hélène e financiador da orquestra Philharmonia, caraterizou o solo genial de violino de Selena Riviére, quando esta se candidatou a titular nessa mesma orquestra.

Ausência e rejeição por parte da mãe biológica que não a aceitou reconhecer, após o terramoto de 1999, na Turquia, em que ambas se salvaram, mas a mãe a obrigou a ir para adoção e dizer sempre que a mãe estava morta. Tinha Selena quatro anos!

Seria adotada por uma família francesa, tendo partido de avião, mas sempre a chorar, ao ponto de a hospedeira lhe colocar auscultadores com música de Hélène Barizet, um célebre solo de violino.

Essa sintomatologia de rejeição foi confirmada e reafirmada no decurso da série, que a mãe biológica na Turquia, recusou-se novamente a vê-la e aceitá-la, face ao pedido e buscas que Selena encetara na Assistência Social.

Essa dor, de não amada, não aceite, rejeitada pela figura primordial, deixou marcas permanentes no seu ser, desenvolvendo nela uma pulsão ao assassinato das figuras próximas das Mães substitutas, fossem seres humanos ou animais. Caso da cadela de estimação da Mãe adotiva, que vimos, dos gémeos desta e de Jeff Moretti (oboé da orquestra), pela sua aproximação à maestrina, por quem Selena desenvolvera toda uma relação patológica de identificação e de mãe substituta. E de quem pretendia um amor absoluto e exclusivo!

 

A série foi extremamente apelativa, supervalorizada pela música, com enredo muito interessante de seguir, envolvendo várias problemáticas atuais e tocantes que, lamento caríssimo/a leitor/a, não posso aqui esmiuçar.

 

Relevo sobremaneira a parte final, a apresentação da sinfonia do ainda marido da maestrina, Peter Faulkner, que não houve tempo de se divorciarem, mas acontecerá.

O aparecimento em pleno concerto, de Selena, que andara desaparecida como sabe (!) tocando o seu violino e o dueto com a maestrina, também ela executante de violino. E essa soberba atuação de ambas e o final - final, com a entrada dos policiais, que haviam confirmado ter sido ela a assassina de Jeff, e o finalíssimo, de ela sacar da pistola da maestrina, mãe substituta, alter-ego, e disparar sobre si mesma e suicidar-se, em pleno palco.

 

E depois, terá havido enterro, que já só vimos a campa cheia de flores e as duas Mães, adotiva e maestrina, junto dela no cemitério. (Algum certamente famoso de Paris, julgo eu!)

 

E, aí, lugar de Morte e descanso final, finalmente, Hélène resolveu abrir o envelope com o resultado das análises à presença ou ausência do malfadado gene patológico herdado da mãe. Abriu, leu, pareceu sorrir, mas não nos disse nada, ficamos sem efetivamente saber o resultado.

Mas no final da alameda, rodeada de jazigos e sepulturas, apareceu o atual namorado de Hélène, Yvan Borowski. Não sei se lhe mostrou, mas seguiram ambos para fora do cemitério, certamente encaminhando-se para uma nova Vida de Amor e Música!

(Não me parece que esta série tenha continuidade. Mas que foi interessantíssima, foi, de facto!)

Philharmonia: O veneno…E quem envenena?!

Philharmonia – A Orquestra

Série Francesa – RTP2

5º Episódio – 6ª feira – 24 Maio

 

Feitas as análises, descobriram o tipo de veneno: escopolamina. Substância extraída de uma planta, “Datura Stramonium”, vulgarmente designada por “Trombeta ou Trombeteiro”, que conheço por “Damas da Noite” e por “Sininhos”. Também há quem lhe chame “Beladona”. Da flor da planta chamada “Figueira-do-Inferno” também se extrai o mesmo componente venenoso.

Mas todas estas questões são idiossincrasias minhas, que a maestrina quer é saber quem é o/a envenenador/a.

Facilmente chegou à conclusão que o envenenamento terá sido feito através do chá. Bingo! Também acho. Aliás, o ex-primeiro violino, Gregoriu, também foi envenenado, de que resultou o acidente, certamente ao perder a consciência enquanto conduzia. Logo está retirado da lista negra.

O primeiro possível sujeito que procurou foi Crozes, o financiador. Após conversas e pontos nos is, deduziu que não seria ele o envenenador.

O delegado sindical, o percussionista Borowski, foi outro suspeito. Pesquisou no respetivo gabinete, onde encontrou a arma, que ela trouxera da América, que ele e Aghate lhe surripiaram e após uns tempos de suspense, ameaças e quase confrontos, acabariam por suspender hostilidades, e terminar combatendo, mas enroscados no sofá. Mais um que também foi descartado.

O marido, Peter Faulkner, que já tirou a aliança de casado, também foi visitado na investigação, mais para o ajudar a desencalhar a respetiva peça musical, como lhe sugerira o diretor da Orquestra, Saint Just. Acho que nem o considerou como possível envenenador. A amante também parece que a descartou e até lhe sugeriu que cuidasse bem do marido, para desconcerto de Aghate!

Saint Just e Hélène Barizet, parece que encontraram uma via de entendimento entre ambos. Inevitavelmente, o diretor chegou a essa conclusão!

Surgiu na internet um site denegrindo a maestrina! (Nem é de admirar tal procedimento, nestes tempos modernos!)

Qual a sua última pesquisa investigadora?! Nem mais, nem por menos, que a primeiro violinista por ela escolhida, a jovem talentosa, mas perturbadíssima, que é Selena Riviére. (A mesma personagem com que terminei o post anterior!)

No gabinete da jovem, Hélène Barizet encontrou um exemplar da flor da figueira-do-inferno!

Aguardemos o episódio desta noite, o sexto e julgo que último.

(Nesta série, para além do enredo, estou fascinado pela música!!!)

Mas será que as pesquisas da maestrina foram bem conduzidas pela respetiva batuta?!

E será que ela é portadora do gene maldito?!

 

Jogos de Poder – Final 1ª Temporada

Jeux d’influence - Série Europeia

Série Francesa – RTP 2

Episódio 8 – 5ª feira – 2 de Maio

 

Finalizou a primeira temporada desta interessante série francesa, em exibição na RTP2, na sequência de muitas outras, igualmente bastante importantes, que têm sido apresentadas, que tenho visualizado, embora nem sempre tenha tido ocasião de escrever sobre elas.

 

O político em ascensão, Guillaume Delpierre, subiu mesmo na hierarquia ministerial. Foi convidado pelo Primeiro – Ministro, para Ministro da Agricultura. Aceitou, mas frisou que não vai servir os interesses das agroquímicas. Já serviu! Que ao incluir a cláusula de que o prazo para a proibição do Lymitrol é prorrogado por 24 meses, já se agachou perante a Saskia. Fez o que eles queriam, cedeu-lhes às chantagens e ameaças, proporcionou-lhes tempo para escoarem o produto e prepararem a entrada do Edenax no mercado.

Não sei se daí tirará algum dividendo ou se agarrou mais um espinho para se picar, mais uma rede para se prender!

 

O agricultor, Michel Villeneuve, conseguiu o objetivo: o seu caso irá a julgamento. É uma vitória, só por si e desde já, pois haverá a possibilidade de, através do julgamento, provavelmente mediático, serem divulgadas todas as tramoias da Saskia e Bowman, e a perigosidade dos produtos no mercado e do tipo de agricultura que os serve. Equaciona com o filho a possibilidade de se dedicar à agricultura em modo biológico, como este vem pretendendo.

 

A jornalista, Claire Lansel, conseguiu, com persistência e sageza, contornar as ameaças de Bowman, entrar em contacto com vítimas das chantagens da Saskia, Sorensen e o cientista, e envolve-los numa possível incriminação da empresa produtora do pesticida.

Deram a conhecer a situação, longe de tudo e de todos, com muita discrição e receio, à mulher de Didier, mãe de Chloé, explicando preto no branco o que acontecera com o marido, o que estava a acontecer à filha. Após a respetiva retirada da clínica e com a sua ajuda e do irmão, a mulher apresentou queixa pelo assassinato do marido.

 

Previamente, enfrentou Andrew Percy, com a gravação do telefonema do marido, Didier, antes de morrer, para o colega e supostamente amigo, Andrew, altamente comprometedora para este. Na presença de Bowman!

Mais tarde, este raposão matreiro, no habitual almoço de chefões, apresentaria a carta de demissão da Saskia para Andrew assinar. Este riu-se cinicamente, levantou-se da mesa e foi-se embora.

 

(Chamem a esta gente, “Grupos de Pressão”, “Lobbies”, “Gabinetes de Consultoria”… Designem o que fazem como lobbying…consultoria… Nomeiem-nos como quiserem! O que realmente fazem?!

Crime! Crime de colarinho branco, o mais difícil de levar a Tribunal e condenar! Principalmente, porque envolve gente de poder e de dinheiro. Dinheiro que tudo compra!)

 

E Romain Corso?! Após se ter desligado do seu mentor, Delpierre, voltou a meter-se nas drogas, mas… reencontrou-se com Claire!

 

Está tudo em aberto para uma segunda temporada, que não sei se prosseguiu ou não, que não tenho tido possibilidade de aceder à TV!

 

Serangoon Road (TV Serie) 10º Episódio (Final)

Série Australiana – Singapuriana

(Epílogo)

serangoon.jpg

 

RTP2

Prólogo:

 

Terminou ontem a série “Serangoon Road” no décimo episódio. Não se prevê continuação. Não posso dizer que tenha sido desinteressante, que não foi, via-se com bastante agrado, mas era uma narrativa algo previsível, sem grandes rasgos de novidade, estruturando-se em esquemas narrativos habituais, neste modelo de seriado. Mas era de um conteúdo fresco e claro, não desnecessariamente rebuscado e de fácil leitura e entendimento.

 

Não foi, todavia, ou por isso mesmo, que não sei, uma série que tenha caído no goto dos espetadores. Na habitual estatística dos blogues do SAPO, nos dados dos últimos trinta dias, aparece apenas em 13º lugar, atrás de outros temas e de outras séries que já passaram há mais tempo na RTP2: "Código do Crime", "Hospital Real", "El Princípe", "A Mafiosa", "A Fraude". (Interessante: parece que as séries giram todas à volta de crimes!!!)

 

(Nas estatísticas destes últimos 30 dias, verifica-se uma relevância nos posts de Poesia dedicados à "Mãe". O que é óptimo, com p! E também “Follow Friday”.)

 

Desenvolvimento:

 

Mas vamos então ao conteúdo do episódio e da série.

 

Neste, talvez por ser o derradeiro, a estruturação dos casos, em caso particular / específico e caso geral, coincidiu.

O objetivo foi dar-nos a conhecer sobre o assassinato de Mrº Winston Cheng, de que já sabíamos algo.

 

O homem de mão foi efectivamente Lee Kim Fong.

 

Mas quem foi o mandante? Às ordens de quem trabalhava este jovem assassino? E o serviço que Mrº Cheng estava a realizar era encomendado por quem? (…)

 

Foi um descascar de cebola. A tríade de detetives, Sam, Dona Patrícia, Sue Ling, ajudada por Kang, que já reatou a amizade com Sam e pela jovem namorada de Winston, última pessoa conhecida que o vira vivo, esta trindade, transformada em quinteto, foi descobrindo, pouco a pouco, como as coisas se passaram.

Por detrás do assassino de mão, estava o célebre empresário dos amores frustrados, James Lim e coadjuvante ou acima deste, o jovem chefe da sociedade secreta “Dragões Vermelhos”, Kay Song, sendo que ambos eram sócios. Paralelamente ou mexendo os cordelinhos também, ainda que não diretamente relacionado com o assassinato, estavam os serviços secretos da nova potência em ascensão, aproveitando o vazio a surgir, pela abalada dos britânicos, isto é, a CIA, na pessoa do respetivo chefe, Wild Bill.

 

Desconhecedor de toda esta tramoia estava “O Tigre”, o velho chefão da sociedade secreta dos “Dragões”, “O Avô”.

 

A este foram apelar, reverenciosamente, Sam e Patrícia, na ânsia de descobrirem a verdade, de ser feita “justiça”, ainda que à moda de Chinatown e face às ameaças simbólicas e factuais a que Dona Patrícia fora sujeita.

 

Foi uma macabra oportunidade para presenciarem, observarem e aprenderem, sobre o funcionamento, as regras, as leis, o modus operandi daquela sociedade secreta e sobre quem efetivamente manda e irá continuar a mandar, naquele submundo e concomitantemente na própria superfície da Cidade.

 

Kay Song, o neto obediente e extremoso, face à oposição do Avô, relativamente ao seu comportamento e atitudes, e à sentença que este lhe ditara, não esteve com meias medidas e, na frente de todos, não teve pejo em sufocar, lentamente, o progenitor com uma almofada, assassinando-o, conquistando-lhe o poder e mostrando, aos presentes e testemunhas, do que é e será capaz futuramente.

Para todos os efeitos declarou solenemente que o Avô sofreu um ataque cardíaco e que os presentes são disso testemunhas! Pediu-lhes para saírem, que queria fazer o luto, enquanto queimava os documentos comprometedores que os detetives levavam e o incriminavam.

 

Sabemos quem matou, direta ou indiretamente, o dono da “Agência de Detetives Cheng”. Herança para Dona Patrícia e seus colaboradores que, a darem-lhe continuidade, também saberão que regra de ouro será não aceitarem casos que envolvam sociedades secretas.

 

E, no final, ficámos a ver Dona Patrícia e Sam a contemplarem o fogo-de-artifício comemorativo do “Festival da Lua”. Antes houvera a “Festa de Celebração da Família” e todos se divertiram também, evocando Winston, que era assim que ele gostaria. Sue e Conrad também se alegraram, como jovens que são, e futura família a constituir. E Kang e a mulher também deram azo à sua expansão comemorativa.

Sam lembrava a sua amada Claire, que se preparava para partir.

Por ordem de Dona Patrícia, foi despedir-se dela, na esperança de a trazer para o seu quartinho de Chinatown.

 

Ilusão a dele, que a moça, apesar das juras de amor eterno de ambos, face às expectáveis mordomias do marido, Frank, não teve dificuldade em escolher, apesar de algumas hesitações dos guionistas, para nos deixarem nalgum suspense.

Já o carrão do marido a seguir viagem e ela planta-se na sua frente. Parado este, seguem ambos a caminho do barco que os levará para a Europa.

Boa viagem!

 

Quem também estará de viagem será Mrº Miller, do M16, que com a ajuda preciosa, mas traiçoeira, de Harrison Conrad, que lhe terá fornecido dados sobre o Vietname, conseguiu ser transferido para Washington. Certamente também promovido, pelo menos para melhor posto!

 

Em contrapartida, que isto são os alcatruzes da nora, uns sobem, outros descem e o chefe da CIA, Wild Bill, também foi chamado para os EUA, mas não me pareceu que pelas melhores razões. Que ele apercebeu-se da “traição” de Conrad, provavelmente não a podendo provar, mas deixou-lhe profecia: “Quem semeia ventos, colhe tempestades…” e interpelação: “O que vê quando se olha ao espelho, Harrison?”

 

Mas deixemo-nos desta considerações proféticas e interpelativas, que ainda nos falta dizer que quem contratou Mrº Winston Cheng no trabalho de investigação foi o irmão do empresário de amores frustrados, o professor, ligado aos sindicatos e que está preso por esse motivo, mas que foi uma ajuda preciosa para os investigadores da Agência. Indicou que só o irmão saberia exatamente quem matara e porque mandara matar Mrº Winston.

E Sam e Kang souberam e também assistiram à morte macabra do empresário, que foi decapitado, na frente de ambos, pelo assassino cruel e sanguinário, Lee Kim Fong.

 

(...)

 

E por aqui me fico. Que fica muito por contar.

Porque a narrativa era muito mais complexa do que aparentava.

Porque reescrever, sobre o que outros contaram, não é assim tão fácil.

Porque eu não estou nem pretendo fazer, ou refazer, o romance.

Porque, apesar de aparentemente leve, o conteúdo, por vezes, era pesado.

E porque isto é apenas um post, num blogue…

E porque quero publicar e tratar de outros assuntos que preciso.

(…) – (…)

 

Mais uma vez, que nunca é demais, o meu Muito Obrigado, se me acompanhou até aqui!

 

 

 

Serangoon Road (TV Serie) - Episódios 8 e 9

Série Australiana – Singapuriana

 

RTP2

 Serangoon road in. frontrowfeatures.com

 

Nestes dois episódios, antepenúltimo e penúltimo, prossegue a narrativa da série, estruturando-se no modo habitual.

 

O caso particular do episódio oito assentou em duas meninas australianas que resolveram sair do continente-ilha, almejando chegarem a Londres pelos seus próprios meios, a bordo de um navio, “Orion Star”, inconscientes dos perigos desnecessários a que se sujeitavam.

Pelo meio, foram ameaçadas pelo comandante, raptadas por um “Falcão” tatuado no braço de um ladrão de rua, puseram-se em perigo na sua leviandade, houve recurso aos serviços da “Agência Cheng”, cooperação de Sam, e, no final, uma das moças, conivente no seu pretenso rapto para obter dinheiro, chantageando o pai da amiga, acabou por ser encontrada no jardim zoológico de Singapura a contemplar a verdura do arvoredo!

 

No caso geral, busca de pistas sobre o assassinato de Winston Cheng, a viúva, Dona Patrícia, acabou por se cruzar com a rapariga de vestido claro, que lhe fora deixar o relógio de bolso numa sacola, junto à porta da Agência e ao falar com ela, veio a saber que a jovem fora mais que amiga do marido, de quem tinha um filho de quatro anos, função maternal que cumprira a contento de Winston, que Dona Patrícia é estéril.

A moça apenas quer ajuda para criar a criança, não sei se Dona Patrícia se comoveu e irá auxiliar e sobre novas pistas acerca do assassinato também não se adiantou muito.

 

Sam andou, como sempre, numa fona a desatar os nós dos enredos dos casos peculiares, pouca assistência deu a Claire Simpson, nem lhe pode oferecer qualquer futuro estável. Isso mesmo lhe diz ele, após ter saído da curtição no opiário e também Lady Tuckworth alertará a rapariga para esse futuro sem saída com o detetive de Chinatown.

No episódio nove, a Lady reforçará esse facto junto do rapaz, quando este se dirige à recepção da Delegação Australiana, que, afinal, o edifício luxuoso é da representação austral e não americana, como eu julgava.

 

Pelos vistos, Claire seguiu os conselhos de Lady, não é qualquer uma que tem a sorte de ouvir bons conselhos de uma Lady, e, já no final do episódio nove, como chamariz para o décimo, ouviremos Frank, marido de Claire, a dar conhecimento a Sam de que o casal iria viajar junto, para a Europa.

O marido fez muito bem em dar conhecimento ao detetive, não só porque compartilharam a mesma mulher, como, sendo ele detetive, nunca se sabe não iria Sam andar a vasculhar do paradeiro de sua amada. Assim já ficou a saber, não precisa de procurar!

 

E sobre americanos e paixonetas, lembramos Conrad, jovem agente da CIA e apaixonado por Sue Ling, que por esse enlace se deixou enlaçar nos novelos e chantagens do M16, na personagem de Mrº Miller, a quem ficou de fornecer informações dos serviços secretos americanos, o que ele cumpriu.

No episódio nove, já farto das exigências e caprichos daquela raposa matreira, praticamente mandou-o às urtigas, deixando o último envelope, supostamente sobre o Vietname, no chão.

 

E já que falei várias vezes sobre o nono e penúltimo episódio, falta-me abordar a especificidade do caso habitual.

 

Também desta vez envolveu australianos.

Uma jovem e promissora jornalista australiana foi achada esfaqueada na cama com um amigo de Sam, um aborígene herói da segunda guerra, Robert Collier, Robbo, sem que este se lembrasse de nada.

Acusado e preso, o assunto deu pano para mangas, chamou a atenção do jornalista Macca, do chefe da Delegação Australiana, certamente embaixador e lá esteve Sam e a firma detectivesca a resolverem o caso.

Só a paciência, crença e confiança absoluta de Sam no amigo e salvador do tempo da ocupação japonesa, possibilitou ao ex-soldado herói salvar-se da forca. Que muitas forças ocultas, em que os preconceitos racistas dominavam, o ex–soldado é negro aborígene, direcionavam-no para morte certa.

Afinal, o verdadeiro assassino da jovem fora um Lee Kim Fong, que assim impossibilitou a concretização dos sonhos de uma talentosa jornalista, que não chegou a sê-lo nem demonstrá-lo.

 

E também se deduziu que esse mesmo destrambelhado pode ter sido o assassino de Mrº Winston Cheng.

 

E por aqui me fico, nesta estória, contada de modo tão parcelar. Por hoje! Que está para começar o décimo e último episódio, que quero acompanhar.

Não foi um seriado muito interessante, mas viu-se com agrado.

 

 

“El Príncipe” - Temporada 2 – Episódio 16

Série Espanhola - RTP2

O3/10/16 – 2ª Feira

 

Chegou o dia de Khaled ir a Granada receber o Prémio da Convivência, acompanhado de Fátima.

 

Alhambra Granada in. www.panchotours.com

 

Imagem sugestiva a que nos foi apresentada quando Fátima, a heroína, a mocinha, contemplava o belíssimo Palácio do Alhambra, legado dos seus antepassados mouriscos, coberta com o seu véu vermelho, desfraldado, como se fora uma bandeira.

 

Trajado de negro, chegou o anjo exterminador. O seu xeque, o bombista, Khaled.

- Quem me dera poder comprar o Alhambra para to oferecer, disse para a mulher.

- Nem tudo se compra e vende, respondeu-lhe ela.

Não foram exatamente estas as palavras, mas poderiam ter sido.

 

Conseguira eu trabalhar a foto e sobre a imagem do Palácio, projetaria uma de uma rosa encarnada!

Não podendo, fica a do Alhambra, imaginará o/a leitor/a a rosa projetada sobre o Palácio, ou melhor ainda, Fátima e o seu véu vermelho!

E fotografia original, (D.A.P.L.), de rosas campestres e perfumadas, como nenhumas outras; rosas apenas, nem vermelhas nem encarnadas.

 

Rosas perfumadas. Foto original de D.A.P.L. 2016.jpg

 

Paralelamente, nos subterrâneos de Granada, os terroristas, Ismail e mais os três rapazes têm a bomba ativada pronta a explodir.

 

Juntamente com os nossos heróis, Javier e Fran, que não conseguiram desativá-la a tempo. Irão todos para o Paraíso?!

 

Irão ou não? Alguém se salvará?!

 

Teremos oportunidade de ver dentro de minutos que o 17º Episódio está quase a começar.

 

Nunca vi série com tamanha mortandade!

Mas é o espelho e uma metáfora da Vida real, pois todos os dias as notícias nos informam de atentados e mortes por todo o lado.

 

Aguardemos o desfecho desta 2ª Temporada que parece estar quase a findar!

 

(Nota Final:

Este post foi publicado ontem à noite, o episódio quase a começar. Esteve publicado. Hoje, de manhã, abri-o para trabalhá-lo um pouco. Perdeu-se. Não me pergunte como nem porquê.

Volto a publicá-lo, agora. Explico melhor no post seguinte.

Obrigado pela atenção.)

 

 

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