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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

"Tudo ao molho…e fé"!

Carapetos e Figos da Índia

Carapeteiro. Foto Original. 2020. 10. jpg

Tenho andado a vaguear nos postais anteriores… Escrevendo sobre Poesia, sobre Fado, sobre Literatura, enfim, devaneando… Talvez fugindo à realidade!

Mas tenho acompanhado os noticiários, principalmente na net, o que é sempre limitado, mas é o que se pode fazer.

Tenho andado, obviamente, algo preocupado com este aumento de casos de Covid. E quem não andará?!

 

Muita gente reclama das restrições à “liberdade de circulação”, que parecem querer impor novamente. Terão razão?!

Não se poderá certamente confinar, reduzir, restringir a limites mínimos o funcionamento da sociedade, da economia… Concordo inteiramente.

Mas pode e deve andar toda a gente assim a modos de “tudo ao molho e fé em Deus”, como se não houvesse amanhã e ter que se gozar tudo e mais alguma coisa, não prescindir de um pouco de liberdade individual, para que todos, coletivamente, possamos melhorar um pouco?!

 

(É claro que, para muito boa e esclarecida gente, falar em coletivo é quase um anátema, uma aberração comportamental, tudo o que cheire a social, é excomungado. Adiante!)

 

No contexto de pandemia que estamos vivendo…

Não! Não concordo com todas essas festas, festinhas, festanças e festarolas, festividades, acumulando muita gente em conjunto, ademais em espaços fechados ou mesmo abertos, sem os devidos cuidados que se deverão ter.

Não! Não concordo com romarias e romagens, manifs e manifestações, sejam de que cor forem: azuis ou amarelas, encarnadas ou vermelhas ou verdes, às pintas, às riscas, “cor de burra a fugir”…

Essas atividades não essenciais, porque de facto não o são, deveriam ser restringidas o mais possível. E os primeiros a coagirem-se na sua concretização deveriam ser os respetivos organizadores. Tenho dito!

(Ao realizarem-se, deveriam concretizar-se com o mínimo dos mínimos de gente, mesmo eventos familiares, festivos ou de tristeza. Reduzir ao máximo os participantes.)

 

Já venho dizendo isto sob diferentes modos, desde praticamente que esta coisa de Covid começou. Escrevi-o em diferentes postais, desde que o corona chegou, em Março. Acentuei-o face a alguns eventos oficiais, fui sempre alertando para esse facto.

 

Mas quem quer saber do que eu digo, ou escrevo?! Não sou influenciador, função tão na moda atualmente(!); não sou comentador, não tenho milhares de seguidores, não tenho agenda política, não tenho suporte partidário, ou de grupo de pressão ou lobby. Sou apenas um Cidadão, que gosta de refletir sobre a sociedade… E opinar!

 

Já basta quem tem de trabalhar, em atividades que não podem realmente parar, quem trabalha ou estuda em contextos de risco, quem tem de andar todos os dias em transportes públicos, e muitos milhares e milhares de pessoas o fazem diariamente por todo o país.

E pensam que o SNS não colapsa se os casos aumentarem demasiado?!

E quem tem de trabalhar nos Serviços de Saúde?

E os Hospitais Privados não atendem doentes de Covid?

 

Figo da Índia. Foto original. 2020. 09. jpg

Resguardemo-nos e desenvolvamos as atividades essenciais. Protelemos ou anulemos as supérfluas!

Figueiras da Índia. 2019. 11. jpg

(Título e Fotos? O castigo que dava a essa gente que quer andar a toda a hora no regabofe, no trularu, sem respeitar os outros... era: irem colher carapetos e figos da Índia!)

Agressão a Médica de serviço em Centro de Saúde!

A estupidez de gente agressora!

Ainda ecoavam as vozes sobre “As vistas do Bairro Amarelo”, em Almada e consequentes repercussões mediáticas… Noticiam que uma paciente, de Centro de Saúde do Concelho, agredira uma Médica em serviço. Sem mais! In. JN 23/09/20.

Foto Original. Costa da Caparica. 2020. 08. jpg

Uma pessoa que agride, assim, um profissional em exercício das suas funções, não tem qualquer justificação.

Tem de haver atuação legal, legislativa e funcional que, de forma célere, permita agir, atuar, dar castigo exemplar a esta gente.

 

Caro/a Leitor/a, coloque-se no sentir da médica, SFF. Além do trabalho de grande responsabilidade que tem, a diversidade de consultas, as diferentes atividades a desempenhar, o stress natural, ainda o receio / medo, de lhe entrar pelo consultório uma desgovernada qualquer, que vai agredi-la!

Imagine, sendo profissional em serviço, se tiver de lidar com pessoas, que lhe pode aparecer um maluco qualquer, contrariado no atendimento, a dar-lhe um murro, só porque sim! Como se sentiria, Caro/a Leitor/a?! Como iria para o trabalho?

Se vai a um supermercado, imagine que querendo determinado produto, que não há em stock, chega à caixa e não está com meias medidas. Descarrega na rapariga em atendimento e dá – lhe um soco! Era capaz de fazer isso, Caro/a Leitor/a?!

 

A Médica meteu baixa, e fez muito bem. É ela que vai ser penalizada por isso e fica traumatizada. “Sinto-me um lixo!”, expressão da médica, na notícia.

Menos uma profissional a trabalhar no serviço. Menos gente que pode ser atendida, nomeadamente os pacientes dessa médica. As ações violentas dessa gente desgovernada refletem-se não só na pessoa agredida, mas em toda a comunidade, que também sai prejudicada pelas ações dessa gente tresloucada.

 

Não é assim que se resolvem as situações. Nem a pandemia desculpa, nem eventuais dificuldades da pessoa, poderão servir de atenuantes.

Se é pessoa doente, mais razão para ter calma: precisa dos profissionais de saúde.

Independentemente da pessoa, a respetiva ação tem de ser sempre penalizada.

Nestes casos ocorridos em contexto de trabalho deve haver queixa não só da vítima, como do serviço em que esta exerce funções e respetivas estruturas profissionais. Não deve é ficar em branco, nem haver protelamentos.

Se agressor/a já é pessoa com historial de agressividades, maior a necessidade de ação penal. Privação de liberdade, pagamento de multa, trabalho comunitário e nome e foto deveriam passar a figurar no local do delito, como forma de punição moral pelo mal infligido a toda a comunidade.

 

No referente a este Centro de Saúde, é imperioso e urgente que haja desdobramento do Centro, que serve duas freguesias.

(E voltamos ao início. Implica haver recursos e nestes, é fundamental haver recursos humanos. O que reforça a estupidez dessa gente agressora!)

Um postal contra a corrente!

Na internet, na comunicação social, na "politiquice", anda tudo aos "tabefes" virtuais!

 

Andam todos indignados com tudo e mais alguma coisa. Mas é sol de pouca dura. Depressa partem para outra “luta”.

Quando as coisas correm bem ninguém fala. É por omissão que sabemos.

Bem sei, até demais, que os nossos políticos, ademais os dirigentes máximos, falam por demais. E quem muito fala, lá diz o ditado… Ou como dizia o outro que agora está não sei para onde… “Porque não te calas?!...”

Foto Original. 2020. 06. jpg

 

Estamos em finais de Agosto. As férias letivas estão em vias de terminar e iniciar-se novo ano letivo.

O ano de 2019/20 decorreu, grande parte do tempo, em modelo virtual. O que todos desejamos é que o próximo ano se concretize o mais possível com aulas presenciais.

 

No blogue, comecei a escrever sobre Covid, a 8 de Março.

A 16 de Abril, debrucei-me sobre Educação, Aulas Presenciais, Avaliação, Exames.

Perspetivei a análise com base nas premissas de incerteza e de desconhecimento que à data dispunha, melhor, dispúnhamos. Ainda hoje, a incerteza e o relativo desconhecimento são a tónica dominante da perceção do problema. Aos mais diversos níveis e enquadramentos.

 

Na altura, manifestei bastantes receios sobre o recomeço das atividades letivas e subsequentes ações, mas também desejando que tudo viesse a correr pelo melhor.

 

Quero constatar e frisar que o ano letivo transato, apesar de todas as “anomalias”, foi concluído com êxito, dentro das suas peculiaridades.

Decorreram as aulas virtuais para os anos de escolaridade em que foram exclusivas, concluíram–se as avaliações.

Para os anos terminais do Secundário, 11º e 12º anos, também se realizaram as aulas presenciais, as avaliações, os exames finais.

 

Ao longo deste processo, no decurso dos três meses anteriores, não ocorreram situações de monta, de cariz problemático, nomeadamente existência de casos de contágio, que significativamente tivessem levado ao disfuncionamento do sistema educativo.

 

Quero realçar satisfatoriamente esse aspeto.

 

Quero felicitar todos os Professores, Alunos, Funcionários, Encarregados de Educação, Ministério de Educação, Entidades envolvidas no processo educativo, pois apesar de todas as limitações e condicionamentos concluiu-se o ano com êxito.

Formulo votos que o próximo ano letivo possa realizar-se o máximo dentro da normalidade possível e também com redobrado êxito.

 

Porque todos merecemos o melhor!

 

A Educação como a Saúde são dois setores fundamentais ao desenvolvimento das Sociedades.

Nestes, como noutros campos de atividade, é imperioso e urgente diminuir as desigualdades existentes entre pessoas.

É necessário proporcionar aos jovens deste País um futuro promissor, reconhecer as suas competências, no seu e nosso País!

Portugal - Covid – Educação - Saúde

Conexões. Trabalho Original. 2020. 02. jpg

Deixando um pouco de parte o “Limoeiro…

E como gostaríamos de ir colher limões e sair desta reclusão e abraçar quem gostaríamos e não podemos…

Foto Original Limoeiro 2020. 01. jpg

 

Vou debitar algumas ideias sobre esta situação que vivemos.

 

No que respeita a Portugal e à Educação, há que definir medidas já, de curto prazo, que contemplem esta situação excecional.

 

Medidas e normativos gerais, comuns a todo o País, em função dos vários ramos de Ensino, mas também com alguma flexibilidade, deixando margem de manobra às Escolas, porque há, de certeza, múltiplas variedades e especificidades.

E mesmo em cada Escola haverá casos e casos, tanto no referente a Alunos, como no respeitante a Professores. Ter também em conta as particularidades disciplinares, porque se nalgumas disciplinas os processos definidos foram mais fáceis de aplicar, noutras não terá sido assim tão fácil.

 

Ouvir as Escolas, e os Agentes Educativos!

Equacionar uma Avaliação o mais justa possível. Pensar e definir sobre Exames, sobre Acesso ao Ensino Superior. (…)

 

Há muito que fazer e atempadamente, porque é óbvio que não haverá aulas presenciais no 3º período. (Não se iludam nessa possibilidade.)

 

Futuramente e de modo muito provável, o ensino à distância e as novas tecnologias em contexto de sala de aula ganharão outra dimensão e relevância, maior que a que já tinham. Digo eu, não sei!

A valorização da Escola e dos seus diversos Agentes Educativos, desejo que seja uma aprendizagem interiorizada por todos os seus principais beneficiários: Alunos, Pais, Encarregados de Educação. Digo eu, sei lá!

E, Senhor Encarregado de Educação, teve mais oportunidade de acompanhar o seu Educando?!

Bem sei que muitas Pessoas trabalham, enquanto eu debito estes bitaites. Bem sei!

 

Aproveito para agradecer a todos os Profissionais que trabalham, para assegurar a nossa vivência quotidiana.

A todos, sem exceção, não podendo, porém, deixar de realçar todos, mas todos os que trabalham no ramo da Saúde, direta ou indiretamente, nos mais diversos locais. Cuidem-se também, que são imprescindíveis.

(E tantos Profissionais infetados, porque as condições de trabalho têm sido terríveis e os meios e equipamentos escassos…)

E lembrar que nestes tempos, com especial realce, o Setor Privado tem as mesmas obrigações que o Público.

Porque o dito cujo “bicho” não faz quaisquer distinções.

Tanta gente, que há bem pouco tempo, achincalhava SNS, os Profissionais de Saúde e da Educação.

Mas, adiante, que se faz tarde…

 

O processo produtivo, no que é essencial, não pode parar. Os bens e serviços fundamentais não podem sofrer quebras desnecessárias.

Ruturas na sociedade serão prejudiciais para todos.

Há que tomar medidas para que a Economia não colapse, e que as Pessoas não percam os meios financeiros para acederem às condições básicas de Vida: Alimentação, Habitação, Saúde…

 

(Mas todos estes problemas se processam a uma escala global…Somos todos interdependentes.)

 

(Notas Finais: Foto do célebre Limoeiro. Árvore com mais de 40 anos. Foi o meu Pai que o comprou e plantou. Anos setenta!

E imagem de desenho que fiz, princípios de Fev. deste ano, já inspirado nesta situação do corona.)

Covid – 19… Ainda!

Saúde e Educação

Nestes postais sobre a situação que vivemos, resultante da proliferação infeciosa do célebre coronavírus, já aqui abordei a atitude fundamentalmente reativa com que a UE “agarrou” o problema, não tendo levado a um fecho mais lesto das fronteiras, Portugal aventura-se timidamente… (Bem sei que é precisa alguma contenção, mas…). Realcei também o facto que estas e outras ameaças são as atuais e verdadeiras guerras que a Humanidade trava e terá que travar no futuro, com inimigos comuns a todo e qualquer Ser Humano, ademais imprevisíveis e desconhecidos.

Com um tom mais ligeiro também relacionei com futebol e poesia.

 

Vou continuar no tema, mas quero sair deste assunto, que tanto inquieta e atormenta.

 

Ontem lembraram-se, através das redes sociais, de agradecer aos profissionais de saúde. A todos os que trabalham nos variadíssimos serviços prestados neste ramo, alguns mais especificamente, pelo “combate” que travam face ao vírus, que nos chaga a vida. Bateram-se palmas, às janelas e varandas! Inteiramente merecido esse reconhecimento. Ainda há bem pouco tempo se achincalhavam esses mesmos profissionais e o SNS. Já aqui escrevi sobre a importância que o setor da Saúde, bem como o da Educação tiveram na melhoria generalizada das condições de vida deste País e do mundo em geral. E do necessário reconhecimento do trabalho desenvolvido pelos respetivos agentes, sem desprimor, obviamente, de qualquer profissão. Neste postal quero frisar alguns aspetos relacionais entre Covid 19 e Educação.

 

Mas antes também quero mencionar outros setores profissionais, que não estando propriamente na “luta direta”, muito contribuem também para fazer face à ameaça. Por ex., os profissionais dos supermercados, que diariamente se expõem sob múltiplas facetas e que nos permitem termos acesso aos bens mais essenciais. Os profissionais de distribuição e fornecimento. Os profissionais de transportes, nomeadamente de passageiros, que permitem assegurar o funcionamento de muitos outros serviços, eu sei lá… os profissionais de segurança pública, os profissionais de limpeza e higiene públicas.

 

Há uma interdependência permanente, constante, um elo de ligação, entre tudo e todos e que, nestas situações, para o bem e para o mal, neste caso muito especificamente, se observam constante e diariamente e nos direcionam para a indispensabilidade de cooperação.

 

No respeitante à Educação, vão deixar de haver, temporariamente, aulas presenciais. Irão ser substituídas por ensino à distância.

Formulo votos de que seja possível concretizar essa possibilidade a 100%.

Em variados casos, pais que não estejam a trabalhar, poderá ser uma aliciante oportunidade de acompanhamento dos filhos e dos respetivos professores, em lecionação em direto.

Senhor/a encarregado/a de educação, aproveite esta oportunidade para estar mais próximo do seu educando! E dos respetivos professores. (À distância recomendada...)

Saúde e Educação... e saudações!

Políticas e Politiquices!

 

Se houve setores sócio profissionais que, principalmente após a segunda grande guerra, contribuíram globalmente para a progressiva melhoria das condições de vida de povos, nações, países, estados, foram a Educação e a Saúde.

O acesso à educação, nas suas variadas formas e contextos e o acesso às condições básicas de saúde, nomeadamente nas suas vertentes preventivas, possibilitaram uma melhoria generalizada da vida de milhões de seres humanos, todavia havendo grandes discrepâncias entre diferentes países.

Em Portugal essas alterações positivas, iniciadas ainda no Estado Novo, tanto na Saúde (por ex. saúde preventiva através de vacinações básicas…), como na Educação (escolarização obrigatória…) trouxeram benefícios diretos e indiretos às populações.

Com a Democracia, as ações nestes dois campos foram alargadas e exponenciadas nas suas valências e funcionalidades.

(Obviamente, o desenvolvimento, nomeadamente económico, e outros fatores externos, possibilitaram melhorias nestes e noutros setores sociais.)

 

Atualmente, em Portugal, assiste-se a algum retrocesso nestes dois campos da sociedade.

Um certo desinvestimento, mais ainda uma certa desvalorização dos enquadramentos associados a estes dois campos sócio – profissionais, marcadamente dos respetivos atores fundamentais, diga-se, agentes profissionais. Esse desinvestimento e desvalorização resultaram numa perda de qualidade dos serviços prestados a nível público. A intromissão / concorrência cada vez mais acentuada do setor privado nestes campos, com especial realce na Saúde, tem levado a uma certa degradação dos serviços públicos, nomeadamente no SNS – Serviço Nacional de Saúde.

Importa, é urgente, retomar a valorização / investimento, não somente financeiro, nestes campos: Saúde e Educação. Tendo consciência que a valorização nestes setores terá repercussões em muitos dos outros, nomeadamente na qualidade de vida das populações.

 

Nestes, como noutros setores, surgem periodicamente reivindicações por melhores condições de vida. Legítimas e justas, inquestionavelmente!

 

Uma das últimas foi protagonizada por Forças de Segurança.

 

Algumas questões sobre essa ação reivindicativa, que poderão ser apenas trivialidades, mas que talvez não sejam.

Um gesto manual que pode ser associado / interpretado de forma bastante negativa.

O aproveitamento da situação por parte de um deputado de extrema - direita, com a sua proverbial demagogia e populismo.

O cantar o Hino, um dos Símbolos da nossa Nacionalidade, Identidade Patriótica, de costas voltadas para a Assembleia! Não podemos, nem devemos esquecer que o Parlamento é a sede da Democracia institucionalizada!

 

Ultimamente, por aí, por essa Europa, mais recentemente também em Portugal, surgem sub-repticiamente, alguns sinais inquietantes: “o ovo da serpente”!

Políticas e Politiquices!

Crónica salteada de Descontentamentos! (Vem aí o Verão!)

Notícias Cá do Burgo: “Raposas no Galinheiro”! Excesso de Velocidade – Prevenção Incêndios – Medicina! Centrais Biomassa – Politiquices! Futebolices!

 

Comecei a crónica sem saber como a batizar. Vários temas, de algum modo relacionados com a última crónica e a situação de Portugal. Vai daí, ficaram todos os supracitados sobrenomes!

 

As raposas no galinheiro! Surpreso/a?! Será o tema de um futuro e próximo post, em poesia, que já era para ter acontecido. (Uma fábula interativa!). Cáfilas de raposas têm assaltado sistematicamente os galinheiros, nomeadamente o principal. Quando postas perante a verdade, negam, olvidam-se, gozam com o pagode, riem-se na cara dos inquiridores, não têm nada a ver com o assunto. Não comeram, nem deram a comer quaisquer galinhas… Fazem de nós papalvos, trouxas! Nós, que pagamos as galinhas que eles, raposões, comeram!

 

Noticiaram recentemente um maior controle na velocidade excessiva nas autoestradas. Certo! E nas ruas das nossas localidades?! É muito mais imperioso e urgente. O pessoal circula a velocidades e com tanta falta de cuidado, que se não acontecem mais acidentes, só por sorte do Destino. Atravessar as passadeiras é um verdadeiro exercício de fuga ao atropelamento. Todos os dias algum condutor ultrapassa a passadeira em alta velocidade, enquanto o peão segue na outra faixa! É urgente, controle e penalização do excesso de velocidade nas ruas. Nas nossas ruas!

 

Prevenção de incêndios. Estão as limpezas todas feitas. Dizem-nos e propagandeiam. Será?! É só olhar com olhos de ver! Dentro das nossas próprias cidades existem espaços em locais bem movimentados, bem emblemáticos, à vista de todos, em que as limpezas foram esquecidas. Nas próprias autoestradas, nas bermas, frise-se, pinheirais…! Eucaliptais não respeitando as distâncias mínimas de segurança, pelas estradas desse país. É só olhar e ver! Até nos locais dos grandes incêndios de 2017! Prevenção!

 

Noticiam a falta de médicos, nos mais diversos hospitais. Dos mais diversos profissionais de saúde, mesmo técnicos auxiliares. Os turnos de 24 horas dos médicos nas urgências (vinte e quatro horas!!!). E sobrecargas de trabalho nos centros de saúde, especialmente nas grandes cidades. O que é verdade. Basta observar!

Simultaneamente noticiam que mil alunos de Medicina não conseguirão acesso à especialidade?! Será?! Porque será assim?! Não haverá aí uma grande contradição?! Saúde!

 

Noticiou, o Senhor Ministro da tutela, a implementação de centrais produção de energia, a partir da biomassa. Localizadas em zonas do Interior. São fundamentais! Para recolha e valorização de todos os inertes das limpezas. Para quando?! (Equacionar as poluições, acentue-se.)

Andam sempre a investir em Lisboa e Porto…

(Novo Hospital Central localizado em Lisboa para quê?! Por ex. Palmela, em zona de acesso à autoestrada e ao comboio. E porque não?!)

 

E a compra do SIRESP?! (...?!)

 

E as habituais bombas desta época: os milhões das vendas, vendas (!!!) dos futebolistas. Este ano é um João Félix. Há poucas anos foi um Renato Sanches. Lembra-se?! Isto é só para entreter o pagode, quando o futebol está no defeso. Vendem-se! Compram-se! Tudo mercadorias de alto preço. O futebol, atualmente, é um verdadeiro engodo, ilusão, “ópio” do povo! Que é o povo que o sustenta, que o compra, diga-se! Até enjoa tanto futebol!

Chocam os factos em si, e os valores das transações. Compras… Vendas!

 

Que raio de País, de Mundo é este?!

 

O Governo tomou posse!

O Governo do Partido Socialista, chefiado por Drº António Costa, tomou posse hoje, dia 26 de Novembro. Apenas com membros afetos a este Partido, mas apoiado parlamentarmente pelo Bloco de Esquerda, pelo Partido Comunista Português e pelos Verdes.

Um Governo de um Partido que não sendo maioritário na Assembleia da República tem, contudo, o apoio maioritário no Parlamento. O que só pode acontecer assim, dado que vivemos numa Democracia Parlamentar.

Situação aliás frequente em vários países de Democracia avançada.

 

Apenas dois desideratos fundamentais que precisamos que este Governo nos traga:

 

- Estabilidade – Este objetivo implicará que este Governo cumpra a Legislatura.

Objetivo que deverá determinar necessariamente que os “parceiros” que o apoiam, cumpram esse compromisso. Apoiar o Governo durante os quatro anos da legislatura.

Não será fácil que isso venha a acontecer sempre. Surgirão crispações, desentendimentos mais ou menos fortes, que inclusive serão muito bem aproveitados e fomentados pelas forças políticas que estão contra estes acordos do PS, bem como pela Comunicação Social que lhes é afeta. Pelos Detentores do Poder Económico, Financeiro… Para além de todas as pressões externas que surgirão, às claras ou na sombra das tomadas de decisão e em todas as jogadas políticas que existirão nestes jogos de Poder.

Necessariamente haverá que buscar acordos e consensos entre o Governo e os Partidos apoiantes.

 

Este Governo não terá a vida fácil. Sofrerá ataques dos mais variados setores de Poder e Contra Poder. Tanto nacionais como internacionais. Que saiba resistir a esses “ataques” e que não soçobre internamente, nem no contexto dos grupos apoiantes.

Que saiba resistir ao que quebra muitas vezes os Ideais: a Fome de Poder, a Corrupção, o "Compadrio"…

 

- Este Governo deverá implementar medidas, dentro dos respetivos contextos ministeriais, que focalizem as “Pessoas”, como móbil fundamental das políticas governativas.

Em termos de Valores, que implementem ações subordinados ao conceito de Dignidade. Que devolvam a Dignidade às Pessoas. Àqueles que dela mais se viram espoliados: Trabalhadores, Velhos, Reformados, Jovens… “Classe Média”…

 

Há setores em que a ação deste Governo irá ser muito elucidativa: Educação, Saúde, Justiça, Trabalho e Segurança Social.

As medidas a tomar nestes campos vão indicar-nos, com maior ou menor clareza, qual vai ser o “norte” desta governação.

Num destes setores há questões muito mediáticas que serão a "pedra de toque" desta governação, a curto prazo. Conforme este Governo nelas "pegar" assim deduziremos se nos trará ou não a "Estabilidade" e a "Dignidade" que precisamos.

Aguardemos...

Desejamos que tudo corra pelo melhor, que o que Portugal precisa é de um “Governo que governe bem”, passe a redundância.

 

P.S.-

E com este post, de algum modo, quebrei mais acentuadamente um dos meus tabus.

Sim, também tenho os meus tabus!

Esclarecendo. Abordo muito diretamente questões de Política “tout court”. Isto é no sentido mais imediato do termo. Falo deste tema, “política”, de uma forma muito direta e até, temporalmente, muito em cima do acontecido. Ainda que de modo muito “suave”.

 

 

 

 

1975 - 2015: Passaram-se quarenta anos!

 Ainda a propósito de “Mad Men”. 

E de um acontecimento de 1975.

 

E volto ao blogue e ao post em que abordei um acontecimento real ocorrido em 1975, a propósito dos “Homens Loucos” de Madison Avenue, N. Y. C., “Mad Men”. E dos computadores, na altura uns verdadeiros “monstros”, não só na forma, como no conteúdo, pela perspetiva de como eram vistos e percecionados, mesmo por quem lidava de perto com eles nos escritórios, mas não sendo especialista no assunto. Mais ainda para quem era completamente desconhecedor das suas funcionalidades e modus operandi.

Agora em que, a propósito de alguns acontecimentos mediáticos da política portuguesa atual, tanto se tem falado de 1975

 

Gostaria de deixar registado neste blogue alguns aspetos relevantes de algumas mudanças significativas deste Portugal de início século XXI, 2015, relativamente a esse findar do 3º quartel do século XX, 1975.

 

Neste Portugal atual, e apesar da tão apregoada Crise, vive-se significativamente melhor do que nessa data já longínqua de setenta e cinco.

Em termos de Consumo, os portugueses têm genericamente acesso a um cabaz de compras de bens mais ou menos essenciais muito mais vasto e diversificado não só pelos bens suscetíveis e acessíveis à sua bolsa, como pela existência e proliferação de locais de compra. Tanto de bens de consumo imediato, como duradoiro.

Vivemos numa Democracia consolidada. A Liberdade também é um Valor inquestionável!

O acesso a bens e serviços englobados no contexto da Educação, da Saúde, da Habitação, é um Direito também estruturado. Apesar de algum retrocesso que se tem verificado nomeadamente no campo da Saúde, face ao que já adquiríramos entretanto.

Portugal vive em Paz, apesar dos medos que hoje se sentem e pressentem, resultantes do alastrar à Europa de Guerras, que, até há poucos anos, pareciam confinadas a Países distantes… Que não deixavam de ser Guerras por isso…

 

in. escreveretriste.jpg

 

Estas são algumas situações em que, no plano interno, se constatam diferenças positivas relativamente há quarenta anos atrás.

 

E, no plano externo?!

 

Constate-se.

Portugal está integrado na União Europeia.

Faz parte da Zona Euro.

Não existe o “Muro de Berlim”, apesar de muitos outros muros que têm sido criados, por esse mundo afora. Físicos e psicológicos, culturais e sociais…

Não existe “Cortina de Ferro”.

Não existe “Pacto de Varsóvia”.

Não existe a URSS – União das Repúblicas Socialistas Soviéticas!

 

Thefalloftheberlinwall1989 in wikipedia.JPG

 

Vivemos num Mundo substancialmente diferente, mas…

Em que apesar de a designada “Guerra Fria” ter terminado, vivemos atualmente numa tensão e medo ainda maior. Em que a “Guerra” atual, há quem fale que vivemos numa “Terceira Guerra Mundial”, uma Guerra com contornos diferentes das anteriores, em que essa “Guerra” invadiu diretamente a Europa. E indiretamente chegou ao Continente Europeu através dos refugiados das Guerras por essas Áfricas e Médio Oriente.

 

E quem “produziu” essas “Guerras”?

Quem as alimenta com armas de todos os tipos?

Quem as financia?!

E com que fins?!

Quem as semeou e continua a sustentar, a adubar e fertilizar, com armas, munições, tanques e explosivos e carne para canhão de tantos inocentes?!

E quais os meios utilizados para obtenção de dinheiro para sustentar essas “Guerras”, umas “Grandes” e outras pequenas?

 

in imdb.com

 

Por vezes questiono-me e lembrando a “Família Krupp”, e a “Queda do Terceiro Reich”, se as pessoas que de facto alimentam as guerras, produzindo e financiando o armamento, mas vivem afastadas dos locais de conflito, quando ocorrem situações como as que têm acontecido por essa Europa, não se interrogam sobre o seu papel no Mundo…! Sobre a sua ação destrutiva da Humanidade!

 

E voltamos ao ponto de partida.

Vale a pena comparar 1975 com 2015?!

Apesar do pessimismo recente, vivemos ou não num Portugal substancialmente melhor?!

É ou não possível haver em Portugal abertura a novas e diversas perspetivas de “conduzir” este barco “Portugal” a bom porto?!

Que não faltarão as tempestades, os ventos alterosos, as borrascas…

 

Ah! E não posso esquecer o Imperialismo!

E o Imperialismo ainda existe ou não?!

Os Estados Unidos da América continuam a ser uma nação imperial, mesmo e apesar de terem um Presidente Obama?

E a Rússia, a nova Rússia, continua a ser também um Estado imperial, como o foi a antiga U.R.S.S., talvez o maior império à face da terra? Tal como fora também um império a antiga Rússia czarista?!

E o Reino Unido? E a França? E a Alemanha? São ou não nações imperialistas ou vivem apenas na nostalgia dos respetivos impérios passados?!

E a China?! É a terceira potência militar mundial, já detentora de enorme poder e liquidez financeira, “proprietária” e “co-proprietária” de variados setores estratégicos por esse Mundo fora, a nação mais populosa, com “colonos” espalhados também por todo esse Mundo, ocupando setores variados, talvez a maior produtora e fornecedora de bens utilitários de maior ou menor préstimo, mas que os Ocidentais, na sua febre consumista, tudo compram...

E o imperialismo das grandes multinacionais, dos grandes grupos financeiros, das grandes petrolíferas?!

(…)

E voltamos a interrogar:

O Imperialismo continua a existir ou não?

E Portugal e os Pequenos Países podem ou não tomar decisões e tomar conta do seu Destino fugindo às garras do Imperialismo?!

 

E com esta pergunta nos ficamos, por Hoje!

E terei esquecido o E. I.??!!

 

 NOTA Final:

HOJE, dia 24/11/2015, tomei conhecimento deste texto publicado na Revista "Visão" sobre o "financiamento" desta "Guerra" em curso.

Imprescindível LER!

 

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