Há quem do Tejo só veja
o além porque é distância.
Mas quem de Além Tejo almeja
um sabor, uma fragrância,
estando aquém ou além verseja,
do Alentejo a substância.
Há quem do Tejo só veja
o além porque é distância.
Mas quem de Além Tejo almeja
um sabor, uma fragrância,
estando aquém ou além verseja,
do Alentejo a substância.
Face às "explosões" de Alegria, neste fim de semana...
... contraponho a "Seneridade dos Dias"!
Quem nunca saiu da "Cidade de Régio", pela "Porta do Crato" e, de repente...
... fica perante o esplendor da Serra da Penha?!
Em qualquer época do ano!
***
Que haja Luz! Nos estádios e também nos espíritos!
E na Eurovisão também.
***
Vivemos em Paz! E assim queremos continuar.
Mas não podemos esquecer, nem ignorar, as guerras ignominiosas, que atormentam, matam, mutilam, Pessoas inocentes, na Ucrânia, na Faixa de Gaza, noutros Países, pelo Mundo.
Como seria bom que o Mercado Municipal tivesse vida assim, todos os dias. Não apenas nos sábados de manhã.
Como seria isso possível?!
Verdadeiramente não sei, com certeza. Mas a existência de uma” loja / mercado moderno”, devidamente enquadrada no espaço do mercado municipal antigo, que funcionasse como “âncora”, não permitiria o funcionamento mais regular do próprio mercado tradicional?!
Digo eu… sei lá!
Como seria isso possível?!
E se lançassem um concurso de ideias sobre o assunto?! Arquitetos, urbanistas, engenheiros, Cidadãos em geral poderão ter opiniões válidas… Ou não?!
Volto a frisar algo que já mencionei noutros postais.
A concentração de todas as grandes superfícies comerciais na “Zona Industrial”, umas “em cima das outras” foi um erro de estratégia urbanística. Futuramente, a haver outras superfícies comerciais a quererem instalar-se na Cidade, porque não alocá-las mais próximo da Cidade tradicional?!
Digo eu… sei lá!
E o Fotógrafo tradicional… no Mercado tradicional!
(As fotos anteriores são de hoje, 29 de Julho de 2023!)
Algo que a "Cidade de Régio" tem de inigualável: as Vistas!
Poderá dizer: Que interessa isso das vistas?! A gente não come com os olhos!
Por acaso, os olhos também comem. “Não olhes para mim, não olhes…”, cantava a eterna Amália, no célebre “Fadinho da Ti Maria Benta”, parafraseando uma cantiga tradicional que no Norte Alentejano também era cantada. No livro “De Altemira Fiz Um Ramo” é uma das quadras que recolhi.
(Não esquecer que os pais de Amália eram da Beira Baixa. E a interligação global que têm estas duas Regiões de Portugal: Beira Baixa e Norte Alentejano. Que o Tejo simultaneamente divide e une.)
Voltando à Cidade de Régio… e às vistas.
Uma vista da "Serra da Penha" tutela o postal, com direito a bis.
Na forma, lembra um vulcão. Será que teve origem vulcânica?! Não sei!
Vistas da Cidade e Serra, a partir das proximidades de saída antiga: a “Porta do Crato.”
Também se vê o “Palácio Amarelo”. Tão desaproveitado estará… Um quintal, onde pontifica uma nogueira colossal.
Faz falta, na Cidade, a disponibilização de acesso a vários locais emblemáticos, nomeadamente a vários excertos do conjunto de muralhas.
Interligar esses espaços, nem que fosse temporariamente; permitir visitas, mesmo periódicas, era algo que engrandeceria a urbe.
Vista do “Arco do Bispo” ou “Porta do Crato”.
Vislumbra-se que uma parte da encosta sudeste da Serra da Penha está queimada. Alertas que tenho vindo a fazer sobre as encostas da Serra. Há locais pertíssimo da Cidade, que metem medo ao susto. As encostas do "Cabeço do Mouro" precisam de limpezas e desbaste da floresta de pinheiros.
Não nos tirem as vistas.
Senhores Autarcas, Senhores Urbanistas, quem diz Senhores, diz Senhoras, como é evidente…
Meus Senhores e minhas Senhoras, quando pensarem e executarem sobre a Cidade, não se esqueçam das vistas panorâmicas. As vistas não têm preço, mas têm muito, imenso valor.
Este apelo não se aplica só à Cidade de Régio, do Sul. (Bem sei que há outra Cidade de Régio, no Norte: Vila do Conde.)
Aplica-se a todas as Cidades de Portugal. Que o digam as Cidades do Litoral e os verdadeiros atentados urbanísticos que se foram cometendo ao longo de décadas, tapando as vistas do Mar, com mamarrachos ao longo da costa. Na Costa, também.
(E, a propósito de Costa, como é que o “Primo Costa” se desenrascará com o Orçamento?!
Vejam lá se aprovam o orçamento, que não queremos cá eleições antecipadas. Tenho dito!)