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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Lá se foi Agosto… (II) – Saúde… Educação!

…Basta de Crispação e … Objetividade na Informação!

É necessário que os vários profissionais do ramo da Saúde possam exercer as suas funções com calma, sem estarem sujeitos a um constante escrutínio mediático, como se um caso que corra mal seja o panorama generalizado da atividade. Os media, mais do que informar, a sua função básica e elementar, o que mais fazem é propagandear. Não são objetivos na informação. Empolam situações e, por vezes, noticiam pela rama. Fazendo uma barulheira infernal das ocorrências negativas, sobrevalorizando o superficial, mas que é chamativo do público, ignorando a substância do assunto, por vezes relativamente diferente do que está à superfície.

(Com os fogos passa-se algo semelhante. Há um “apelo” descarado à piromania! O fogo como espetáculo!!!! O que não deveria acontecer de modo algum. Noticiar. Informar objetivamente.)

A Saúde e a Educação são dois dos setores que mais têm contribuído para o desenvolvimento das nações, dos povos, dos países. Em Portugal, idem. Também no nosso País, são dois serviços que se foram tornando tendencial e gradualmente mais "baratos",  "gratuitos" até, após 25 de Abril de 74.

Mas o que perceciono é que também se vem assistindo a uma gradual desvalorização dos mesmos pela parte de quem deles beneficia. Desvalorização nomeadamente no que respeita aos seus profissionais.

O SNS – Serviço Nacional de Saúde, uma melhoria incomparável na vida dos portugueses, no contexto da Democracia, está a ser minado, nos mais diversos enquadramentos. Não sei com que objetivos, a servir que interesses! Mas é imperioso que volte a servir as comunidades, nomeadamente as mais desprotegidas, quem mais precisa, as pessoas, doentes / utentes. Todos nós, em suma.

Todos nós já contactámos com os serviços de saúde, enquanto pacientes, nos mais diversos contextos, beneficiando de diferenciados serviços: hospitais, centros de saúde, farmácias.

Será que o panorama que observamos, que vivenciamos, é assim tanto um descalabro, como parece que se pretende propagandear através dos media?!

Globalmente o que tenho observado ao longo de dezenas de anos, mesmo antes de existir o SNS, é um grande empenho dos diversos profissionais, face aos pacientes. Após a criação do SNS, as condições de prestação dos cuidados de saúde melhoraram para todos. É inegável!

Os profissionais que nele trabalham dão o seu melhor todos os dias para que os serviços, mesmo com dificuldades, funcionem a bem de quem necessita.

(… … ...)

Já há Novo Ministro da Saúde?

Que venha com capacidade e vontade de resolver os problemas que existam. Desde logo com coragem e poder para encontrar solução para a equação: Setor Público – Privado – Social!

Que haja Saúde e Paz!

E que o novo Ano Letivo comece bem!

 

Saúde, Saúde… A Covid… E outros bitaites!

Questões pertinentes, perguntas impertinentes.

 

E a Covid?! A pandemia lavra por aí. Agora, arredada dos focos mediáticos.

Mas o bicho continua a fazer das suas, minando a saúde. Dos portugueses, dos outros povos.

Só os chineses ou porque realmente o bicho os incomoda especialmente ou ainda e principalmente, porque outros “bichos” os incomodam ainda muito mais, periodicamente “fecham” cidades que são autênticos países. Mas isso, se calhar, são chinesices!

 

Em Portugal, a pandemia deixou de estar sob os holofotes dos media.

 

Nestes meados e finais de Julho acaloradíssimos, são os fogos.

São vistos quase como uma fatalidade. Um destino! Uma inevitabilidade. Não! Já não sei! Do que constato é que a Prevenção será a melhor arma para os combater. Que nunca se pode baixar a guarda, durante todo o ano. Que deverá envolver muitos meios diversos, em diferenciados níveis, envolvendo muitas entidades. E, sim! Os Particulares. Que se esquecem muito das respetivas responsabilidades. Falha muito a Prevenção. É um facto! Não é executada. E as Entidades Públicas também falham nos diversos níveis de ação. A ação deve processar-se desde logo nas bases.

As Juntas de Freguesias, as Câmaras, os corpos de intervenção das Autoridades, a GNR, por ex., agir perante os particulares que não providenciam as limpezas. A Proteção Civil.

Um trabalho de coordenação conjunta dos vários agentes no terreno, os Bombeiros incluídos na prevenção. E, porque não e também o Exército?!

Não é depois do mal feito que anda tudo a correr e não se chega a lado nenhum. É todos os anos a mesma coisa!

Investe-se, mas não na Prevenção. E a Prevenção é Trabalho, Trabalho, Trabalho…

 

Antes dos fogos, houve aquele “fogo-fátuo” do SNS. Ou "fogo de Santelmo"! Que continua. Não sei! A modos que chegaram à conclusão que é primordialmente uma questão de Gestão. De Autonomia de gestão! Será?! Autonomia em que aspetos?! Autonomia financeira? Mas os recursos financeiros são ilimitados?

Falam sempre em milhões. Milhões para aqui, milhões para ali.

E os Recursos Humanos?

Urgências! Já terá estado em contexto de urgências, certamente. Sabe que, nesse contexto, os profissionais trabalham habitualmente doze horas? E há profissionais que trabalham vinte e quatro horas?!

É uma desumanidade! Tanto para os profissionais como para eventuais doentes. E, agora, nalguns hospitais, querem oferecer aos profissionais, x em dinheiro, para não terem férias em Agosto...!

Mas terão ideia do estado de exaustão em que fica quem trabalha 12 horas? E 24 horas?!

 

Antes e simultaneamente com estes acordes mediáticos – comunicacionais, houve e há a guerra da Ucrânia. Nunca houve uma cobertura mediática tão acentuada nem tão acutilante duma guerra, como esta. Um horror! Podemos, através das reportagens efetuadas, observar a inutilidade das guerras, desta muito em particular. Apesar de outras que também vêm destruindo o Médio Oriente há dezenas de anos. A África. Guerras sem qualquer sentido!

Esta muito especificamente, despoletada por um indivíduo paranoide e seus sequazes. Esperemos que alguém, a bem ou a mal, lhe(s) consiga pôr alguma racionalidade.

Saudar o acordo sobre os cereais, sob a égide da ONU. Poderá ser um princípio para outros futuros acordos… Quem sabe?!

 

Com todos estes desvios do foco central de combate à Covid, ela alastra por aí, sem ninguém fazer caso dela. “Atacando”, inclusive Profissionais de Saúde!

E as palmas e ovações onde estão?!

Nos Festivais de Verão, já se vê!

 

Saúde! Saúde! Saúde!

Acudam ao Serviço Nacional de Saúde!

 

Saúde é um desiderato que todos almejamos nas nossas vidas. Ninguém quer ter falta de saúde. Mas poderá o Serviço Nacional de Saúde- SNS - estar com falta de saúde?!

É por demais evidente que sim. Que a cura passa por “planos de contingência”? Obviamente que não, apenas por esses meios. Cuidados paliativos poderão ou não remediar, mas não resolverão as questões de fundo. São necessárias medidas estruturais, que permitam ao SNS desempenhar cabalmente as funções para que foi criado. Não me questionem sobre que medidas cirúrgicas ele necessitará, também não tenho essa pretensão, nem conhecimento.

Mas do que observo, mesmo no meu dia-a-dia, verifico que há situações gritantes que pedem resoluções capazes de estruturação a médio e longo prazos.

Imagine-se um Concelho do Interior com oito localidades, nem todas freguesias autónomas, mas distantes uma a duas dezenas de quilómetros da sede de concelho e apenas um médico de família!

Situações destas replicam-se por esse país fora.

Como resolver este assunto?!

Há certamente medidas a tomar. E este exemplo é apenas um dos aspetos em que o serviço público de saúde está a falhar.

Acudam ao SNS.

Este Governo tem essa obrigação.

De pensar e resolver estruturalmente este assunto.

*******

P.S. - O Verão, que começou ontem, aparece envergonhado?! Por mim, pode continuar assim, fresco. Só que esta noite choveu. E a chuva, nesta época, faz mais bem ou mais mal?!

Saúde e Paz!

 

Resiliência nos Profissionais de Saúde!

Reflexões a partir de afirmações de Doutora Marta Temido!

Questões Pertinentes – Perguntas Impertinentes?!

 

«Resiliência - … 3 (fig.) – Capacidade de defesa e recuperação de uma pessoa perante fatores ou condições adversos. (Do lat. resilientia …)»

In. Dicionário da Língua Portuguesa. 2011. Porto Editora. (pag.1384)

 

Como qualificar as afirmações de Sua Excelência a Senhora Ministra da Saúde, Doutora Marta Temido, sobre a questão da necessidade de resiliência por parte dos Profissionais de Saúde?!

Talvez do mesmo modo que atribuir qualificação a afirmações, de igualou teor ou semelhante, de Sua Excelência o Senhor Ministro do Ensino Superior, Professor Doutor Manuel Heitor, a propósito dos Médicos de MGF – Medicina Geral e Familiar.

 

Se há capacidade, competência de que os Profissionais de Saúde dispõem, à partida, é a da resiliência.

 

No respeitante a Médicos, que é a vertente que melhor conheço:

Basta observar o trabalho, as atitudes e comportamentos, dos jovens “aspirantes” a Medicina, ainda no Ensino Secundário, continuando no Superior.

E na vida profissional subsequente, em que todos podemos observar o modo de vida dos médicos, seja nos hospitais, seja nos centros de saúde e as competências que têm que dispor no exercício das respetivas funções.

 

(Importante seria que houvesse valorização do SNS - Serviço Nacional de Saúde, nas suas mais diversas vertentes, nomeadamente dos respetivos Profissionais.)

 

E que estes Senhores Ministros, ou quem lhes venha a suceder, equacionassem resolução para algumas questões candentes, nomeadamente:

Que o número de vagas para acesso às Especialidades corresponda ao número de

Médicos que se formam anualmente. Para que todos os profissionais tenham possibilidade de ter uma especialidade.

Criando especialidades em subsetores da medicina em que elas ainda não existem. Por ex. no âmbito das Urgências. (Digo eu…)

Abrir mais vagas em MGM – Medicina Geral e Familiar. Há tantas Pessoas sem Médico de Família! Então não será uma grande contradição que existam profissionais sem especialidade e tantos doentes sem médico de família?!

Abrir vagas noutros campos já existentes ou inovadores que me escapam, que sou apenas leigo no assunto, utente do SNS, paciente ou doente como qualquer um de nós.

Por outro lado, o Senhor Ministro M. Heitor também anunciou a abertura de mais Cursos de Medicina, concretamente em Évora, Vila Real e Aveiro. Logo haverá mais alunos formados, maior necessidade de mais vagas de especializações. Bem sei que isso será lá para as “calendas…”

Sobre os variados campos de Outras Profissões do ramo de Saúde, muitas mais questões haverá que equacionar. Que me escapam, que sou apenas leigo na matéria.

 

Caro/a Leitor/a conhece situações, aspetos importantes de resolver no campo da Saúde?!

Elas serão mais que muitas! (…)

Rosas de Cheiro. Foto original.2021.05.02.jpg

(Entretanto a Senhora Doutora já formulou pedido de desculpas. E fez muito bem. Só prova que tem bom coração! E que também é resiliente. Bem-haja e não se esqueça das minhas sugestões e de as transmitir ao seu colega Ministro. Que não nos falte a Saúde!

Saúde e Educação são dois campos fundamentais de melhoria das condições de vida de uma nação.)

Foto?! - "Rosas de Cheiro", no quintal. São de Maio. Mas, ainda anteontem, observei algumas na roseira. Bem lá no alto da planta!

 

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