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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Antologia da APP – Associação Portuguesa de Poetas (II)

“A Nossa ANTOLOGIA

XX Volume - 2016

(57 Autores)

Editor: Euedito

 

Solar Zagallos Foto original DAPL 2015.jpg

 

Introdução:

Conforme prometido, divulgo, no blogue, um segundo conjunto de poesias.

Autoria de:

- António José da Silva, António Pais da Rosa, António Teles, Aurélio Tavares.

 

*******

ANTÓNIO JOSÉ DA SILVA

 

“POEMA DUM DIA AUSENTE”

 

“Hoje não te vi, nem li, nem ouvi…

Vi o teu corpo como se fosses pedra,

esculpida no colo do meu poema.

 

Ontem, falámos muito… Deixaste-me letras que só nós

sabíamos,

Decifrámos palavras que só nós entendíamos!

e quando apaguei a luz, desliguei a própria lua, e disse-te:

Até amanhã, anjo!...

 

Depois dormi como tempo, e sabia que ao acordar tinha uma

palavra tua… e tive!

Mas sabia que hoje não estavas, não me decifravas, nem me

lias, nem ouvias.

 

A tua imagem soprou nos meus cortinados, trazendo os teus

lindos olhos de veludo.

Esperarei por ti!... Porque me disseste que vinhas.

Hoje!...”

 

*******

 

ANTÓNIO PAIS DA ROSA

 

“CANAS DE SENHORIM”

 

“Tua beleza talhada,

Com cores do meu pensamento,

Em ouro foste gravada,

Como era meu intento.

 

És a luz do meu olhar,

A beleza do meu ser,

Não te posso olvidar

És fulcro do meu viver.

 

Quando lá longe… bem longe,

Em terras ricas, pomposas,

Seguia-te, como monge,

Meu rico jardim de rosas.

 

Quero avivar meu passado,

Ser refém do meu presente

Ou de um futuro sonhado,

Mas tão frágil como ausente…

 

E, assim, CANAS te vejo,

Dar brilho ao meu ser,

E, como último desejo,

Vou cantar-te até morrer.”

 

*******

 

ANTÓNIO TELES

 

“TUDO TEM UM TEMPO”

 

“Neste momento eu queria estar

Olhando todas as mulheres que amei

Talvez até pra me decepcionar

Se se confirmasse que me enganei

 

Cada coisa no seu tempo é essência

Quando se elabora com convicção

O coração sempre manda na ciência

Mesmo quando ela nos vence na acção

 

É consabido não ser racional

A força que emana de um grande amor

A intensidade não tem igual

Nesse mais que desejado sabor

 

O amor só acaba quando nos damos

Conta, da queda das folhas da flor

Então, e mesmo que o chão, varremos

Jamais brilhará a antiga cor”

 

 

*******

 

AURÉLIO TAVARES

 

“UM LINDO FILHO”

 

“Eu tenho longe um lindo filho

Para além do mar há muitos dias

Triste espero que por muito sorrindo

Esteja vivendo sãs alegrias

 

É longa e vai sendo maior ainda

Esta primeira longa separação

Mas não é por estar longe que finda

A nossa já bem longa comunhão

 

Meu coração triste vai batendo

Bem mais fraco e quase sem vigor

Mas tenho eu mesmo de ir vivendo

Porque é bem vivo o nosso amor

 

Se assim não fora eu não vivia

Desde que há muito a medo vivo

Perdi muita coragem e alegria

Por ti tão só à vida estou cativo

 

Já velho e triste resta-me o sonho

Dum filho lindo longe mas risonho.”

 

 

Nota Final:

Ilustro o post com uma foto original de D.A.P.L., 2015, igualmente com a imagem de uma hortense rosa, no bonito “Solar dos Zagallos”, em Almada.

Sugestionado a partir da capa da XX Antologia.

Solar dos Zagallos - Almada

FESTA no SOLAR

Foto original de D.A.P.L. Junho 2015.jpg

 

Almada é uma Cidade com uma vida cultural excecional e dotada de variados equipamentos para diversificados fins ou para esse fim adaptados.

Com diversos eventos, distribuídos ao longo do ano, por diferentes locais da cidade, desde o desporto, de variadas modalidades, ao cinema e teatro, à música, literatura, poesia, ciência, festivais, empreendedorismo, recreação, lazer, artes plásticas, dança…

É uma verdadeira Cidade, no sentido global do termo, com vida própria. Com eventos que se expandem nomeadamente à cidade de Lisboa, de que era subsidiária até há alguns anos, mas que, agora, vem à Cidade de Almada, ao teatro, aos concertos de música, aos acontecimentos desportivos, para além da catedral do consumo, o Fórum Almada, que até fica no Feijó!

E ainda a insubstituível Costa da Caparica… que, agora, também já não é só e apenas praia. E que praia!

 

Para esta dotação de equipamentos, funcionalidades, acontecimentos, teve um papel decisivo a ação dos Executivos Camarários, nestes últimos quarenta anos. Registe-se, de inteira justiça!

 

Num outro plano, o da riqueza paisagística, Almada também é inultrapassável.

Limitada a oeste pelo mar, tem na frente atlântica, da Cova do Vapor à Fonte da Telha, praias ideais, um mar que é um forte atrativo ao banho, ao desporto, ao usufruto da água, fria, mas sempre apetecível.

E a arriba fóssil, monumento natural, impagável, um legado de milhões de anos, muito antes de qualquer sinal de humanidade.

A norte e leste delimita-a o Estuário do Tejo. Per si, também um monumento! Natural!

E quem nunca visitou o Cristo-Rei ou, pelo menos, atravessou a Ponte sobre o Tejo? Ou fez a travessia de barco num cacilheiro, Cais do Sodré – Cacilhas ou no sentido contrário?!

Quem já o fez sabe do que falo, da beleza inigualável destes espaços de paisagens naturais, mas também amplamente urbanizadas pela intervenção humana. Mas que no seu todo constituem um quadro artístico, num enquadramento e simbiose natureza – humanidade / urbanidade esteticamente inimitável!

Vários outros espaços culturais, para além dos mencionados, permitem usufruir desta beleza estética, além de acontecimentos de cultura diversificada. Mencionaria, por ex., o Convento dos Capuchos, a  Casa da Cerca, o Convento de S. Paulo / Seminário, …

E muitos outros equipamentos, pelas várias freguesias, as Bibliotecas, os Pavilhões Gimno Desportivos, as Sociedades de Cultura e Recreio, os Grupos Recreativos e Desportivos por todo o concelho, as próprias sedes das Juntas de Freguesia, Cafés, em todos eles se promovem e realizam atividades culturais, ao longo de todo o ano.

Para além da Arte enquadrada em vários locais, materializada em esculturas, em espaços emblemáticos.

E… E não posso esquecer, neste breve apontamento, o Parque da Paz!

 

E até existe divulgação padronizada, estruturada na A – Agenda – Almada, editada mensalmente pela Câmara, no modelo atual, Nº 153, Jul./Ago. 2015, de distribuição gratuita.

 

Bem, mas o texto já vai longo, muito ainda fica por referir, de bem, mas também algumas coisas de menos bem, que ficam para outra ocasião.

 

Foto original de D.A.P.L. Junho  2015. jpg

 

De entre os espaços que referi e os que não mencionei, hoje, quero falar brevemente de um local emblemático da Cidade, localizado na Sobreda: o Solar dos Zagallos.

 

Enquadra-se nas premissas referidas.

Foi adquirido pela Câmara Municipal de Almada, em 1982, recuperado, remodelado e restaurado.

Está aberto ao público e periodicamente nele são organizados eventos culturais. Que me lembre, pelo menos, no Natal e no Verão, nas Festas da Cidade, no final de Junho.

 

Foto original de D.A.P.L. Junho 2015.jpg

 

Foi precisamente no dia 27 de Junho, sábado, que o visitámos, já no final de um dia quentíssimo.

Visita que foi documentada pelas fotos apresentadas, da autoria de D.A.P.L.

 

Foto original de D.A.P.L. Junho 2015.jpg

 

Deambulámos pelos jardins, lindíssimos e frescos, ainda assistimos a um concerto de piano e voz.

Visitámos várias salas e salões do edifício, uma casa apalaçada do século XVIII, com elementos artísticos barrocos, rococó, neoclássicos de influência pombalina e modernistas.

Foto original de D.A.P.L. Junho 2015.jpg

 

Merece uma visita mais demorada e com mais detalhe que ficará para outra oportunidade. De preferência e também, num dia de festa.

 

Foto original de D.A.P.L. Junho 2015. jpg

 

Nele, entre outros aspetos de interesse, figura uma exposição de olaria tradicional portuguesa, com peças artísticas e utilitárias, desde o Norte, Barcelos; até Alentejo, Nisa, Estremoz, entre outras regiões do País.

 

Azulejos das épocas referidas.

Esta linda capela toda forrada nessa nobre e sublime arte centenária, tão grata aos portugueses.

Foto original de D.A.P.L. Junho 2015jpg

 

 

E sinais da “Festa do Solar”, este ano subordinada à temática dos célebres “Anos Vinte”, do século XX!

Foto original de D.A.P.L. Junho 2015. jpg

 

E os jardins convidativos ao passeio calmo e sossegado e uma alternativa mesmo à praia, para quem quiser relaxar, evitar a demasiado exposição solar, em tardes de maior calor e bulício da época estival.

 

Foto original de D.A.P.L. Junho 2015.jpg

 Fotos originais de D.A.P.L.

 

Para quem pretenda aprofundar mais a história do Solar ou preparar uma Visita, anexo sites consultados.

Câmara Alamada - Solar Zagallos

- Almada solar zagallos

jf-charnecacaparica-sobreda -solar-dos-zagallos

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