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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Parabéns, Nélson Évora!

Post 501

 

N Évora radionova.fm.jpg

 

Então, toda a gente felicita Nélson Évora e eu não posso felicitar?!

Pois, muitos Parabéns!

Somos teus fãs deste 2008, tu, (desculpa, lá, o tratamento), em Pequim; eu, no Hospital São João de Deus, Montemor-o-Novo.

Parabéns e, Obrigado, pelas alegrias e exemplo que és para os Portugueses!

 

 http://desporto.sapo.pt/atletismo/artigo/2017/03/05/nelson-evora-saltou-para-a-medalha-em-belgrado

 

http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/julho-mes-de-ouro-no-desporto-nacional

 

http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/e-vencemos-os-europeus

 

http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/portugal-austria-questoes-pertinentes

 

 

http://www.tirodepartida.pt/biografia

XIII Antologia de Poesia do CNAP – Poema: “Quadras ao Meu Amor”

Círculo Nacional D’Arte e Poesia

 

Antologia

 

Retomamos a Poesia, neste blogue “aquém-tejo.blogs.sapo.pt/” e, novamente, a temática do Amor, rio que corre em variados versos desta Antologia, umas vezes de correnteza mais calma, noutras mais atribulada.

Neste Post Nº 281, o Poema “Quadras Ao Meu Amor”, de José Garção Ribeiro Branquinho, de Ribeira de Nisa (Portalegre).

 

 

“Quadras Ao Meu Amor”

 

“Meu Amor é minha vida

Por ti vivia a cantar

Mas desde a tua partida

Sem te ver, é só chorar.

 

Choro longe sem te ver

Por ti saudade de morte

Sofre por ti o meu ser

À espera de melhor sorte.

 

É tão grande a minha dor

Não queiras ver-me sofrer

Volta breve-meu Amor

Sem ti não posso viver.

 

Quero abraçar-te e beijar-te

Teu corpo bem junto ao meu

Em meu altar adorar-te

Viver contigo meu céu.”

 

“Quinta da Piedade, 29 de Março de 2015”

“JGRBranquinho – Zé do Monte”

 

 

José Garção Ribeiro Branquinho, Ribeira de Nisa (Portalegre)

 

Ilustra-se este Poema com um bonito cartão de A. P. B. P. – Associação de Pintores com a Boca e o Pé, Caldas da Rainha, de um original pintado com a boca, por Fu-Tsai Tung.

Jarro de Flores N. P1308 Original pintado com a boca por Fu-Tsai Tung

 

Sobre o Poeta José Branquinho escrevi uma das primeiras, se não a primeira, das minhas crónicas culturais, com o título “Crónica breve dos dias de Hoje!”, publicada no Boletim nº 111, do Círculo Nacional D’Arte e Poesia, em Junho de 2013, ainda não tinha este blogue.

Relatava a excelente atuação deste Poeta e Cantor, numa sessão de “Momentos de Poesia”, realizada na Biblioteca Municipal de Portalegre. Acontecimento cultural que ocorre mensalmente na Cidade de Régio e sobre que também já aqui me debrucei num post.

Este nosso confrade, sportinguista, organiza mensalmente uma Tertúlia Poética, na terceira 4ª feira de cada mês. Em Janeiro será no dia 20, pelas 15 horas. Na Sala VIP Sporting!

 

 

O Benfica e o Cavalo de Tróia!

Lx e Estádio da Luz.jpg

Atualmente, quando o Benfica defronta o Sporting há um Cavalo de Tróia que também joga no(s) Estádio(s)…

 

Eu diria que é antes um fantasma! Que paira sobre o relvado…

 

Mas… Enquanto os jogadores do Benfica não se libertarem desse fantasma…

 

Soubera eu desenhar e faria uma caricatura. Ou um cartoon! Não sabendo, sirvo-me de imagens da net.

Trojan horse in Canakkale Turkey in wikipedia.jpg

Deixo aos leitores o espaço para a imaginação ideativa !

 

 

 

Uma estória de escola de antigamente...

Nota Introdutória:

escola livros 4ª classe.jpg

Neste post nº 170, volto aos contos, ou estórias, como gosto de lhes chamar...

Estórias do arco-da-velha, assim eram nomeadas. Gostaria de as designar, agora, como "Estórias do Arco da Dona Augusta", parafraseando uma série de situações...

Esta é uma "estória" sobre aspetos de como era a Escola, antigamente.

Não há aqui qualquer saudosismo, nem qualquer constrangimento sobre essa "Escola de Outros Tempos".

São apenas vagas lembranças desses mesmos tempos.

Ocorreu-me divulgar este texto, também já escrito há alguns anos, hei-de ver quando, e que também ainda não fora publicado, inédito, portanto! 

Trazê-lo a lume, agora, que em breve irá começar novo ano letivo. Neste dia sete, de  Setembro, que na época era também a sete, mas de Outubro, que o ano letivo se iniciava. E, digamos, sem quaisquer artificialismos, chegava muito bem!

E tenho dito neste intróito. Faça favor de ler a estória e espero que goste.

 

 

Uma questão de orelhas

 

O Zé entrou na escola primária na década de sessenta, a sete de Outubro, data fixa da altura.

No primeiro dia de aulas a mãe foi levá-lo e, ao despedir-se, disse à professora:

- Senhora Professora, dele só quero uma orelha no final do ano!

 

Esta expressão fez-lhe muita confusão e ficou a matutar nela.

No dia anterior fora o pai que lhe dissera, à noite, após o jantar:

- Amanhã vais para a Escola. Olha que não quero aqui orelhas de burro em casa!

Para burros, aqui na rua, basta o burro do Mestre Paulo.

O dito burro conhecia ele. Toda a gente conhecia. Era tema do anedotário local.

Mas orelhas de burro?! Já ouvira contar, mas não sabia bem o que era.

Quanto a ficar só com uma orelha no final do ano, não se conformaria com tal.

Também nunca percebera muito bem o que isso significava: se, no final do ano, voltaria para casa só com uma orelha, mas mantendo tudo o resto, ou se dele restaria, no final do ano, apenas uma orelha, ficando o restante na escola.

 

Não tardou muito até saber o significado dessas expressões.

Mal começava a escola, também se iniciavam os famigerados trabalhos de casa.

No dia seguinte a serem marcados, logo no início da aula, a professora pedia os trabalhos de casa e todos colocavam os cadernos em cima da carteira.

A professora foi chamando os alunos um a um...

Após observar as contas, dar uma vista de olhos à cópia, punha um visto, guardando os cadernos, para ler as cópias mais tarde. Também prestava atenção ao asseio dos cadernos, alguns tão cheios de nódoas, de quem fazia os deveres na mesma mesa onde comia e enquanto comia... Também reparava para a limpeza da roupa.

 

Chegou a vez do Oliveira, da 2ª classe, mas já um corpanzil. Corpo grande alma de pau, dizia a avó.  Anda cá, Oliveira! Oliveeera! Gritava-lhe, quando ia para o campo da bola, um naco de pão, surripiado sem que a avó o visse escapulir para a brincadeira...

O Oliveira pegou no caderno, com aquela cara meio apalermada, sempre meio ausente das realidades... Andas sempre com a cabeça na bola! Parecia ouvir a avó.

Ao mostrar o caderno amarrotado, a professora torceu logo o nariz.

Então isto é caderno que se apresente?! E os trabalhos?

O Oliveira tentou abrir a boca, deglutiu a voz, fez-se vermelho e embatucou!...

No caderno estava iniciada uma cópia que não fora terminada, porque teve que ir marcar um golo na equipa do Saco, o bairro a que pertencia, contra a equipa do Terreiro, o outro bairro em que se dividia a aldeia: Terreiro – Saco, os dois rivais locais.

E os trabalhos?! Gritou a professora, atordoando os ouvidos do Oliveira...

Das contas apresentava apenas uma salganhada sem nexo, porque para a aritmética é que ele não dava mesmo nada e a tabuada ficara enredada nos passes mágicos dos adversários e nos gritos de gooollooo!!... do Sporting, que o Artur Agostinho ecoava na Emissora Nacional, aos domingos à tarde.

artur agostinho.jpg

O grito da professora chamou-o à realidade. Oliveira!!! O-li-vei-ra!... Sílabas e letras bem pronunciadas e sublinhadas. Queres ficar novamente de burro?! Ficas de castigo no intervalo, a fazer os trabalhos e agora vou mostrar-vos o que é ficar só com uma orelha!

 

Enfim, o Zé iria saber o que era isso. Ainda bem que não era a sua orelha!

A professora mandou o Oliveira sentar-se, começando a puxar-lhe uma das orelhas, sem deixar que ele se levantasse, pois com o braço esquerdo segurava-o na carteira, enquanto com a mão direita lhe puxava a respectiva orelha, que esticava, esticava... Era agora que ele ficava sem uma orelha, pensava o Zé e lá se cumpria a profecia da mãe, se calhar de todas as mães. Dele, só quero uma orelha no final!

Ainda bem que era o Oliveira, também a oliveira tem tantos ramos e folhas que, mais ramo menos folha, tanto faz. Ficava o Oliveira sem orelha e a oliveira sem folha.

Mas a professora acalmou e a orelha do Oliveira ficou a ganhar e, por enquanto ainda, no respectivo lugar, apesar de muito vermelha, cheio de dores o miúdo.

 

Quanto à segunda expressão orelhas de burro, só mais tarde, já próximo ao final do ano, haveria de saber o seu significado.

O Joaquim da Corneta andava na 4ª classe, sendo o mais velho da escola. Já repetira vários anos. Tinha este anexim, já de família, todos os irmãos o herdaram do pai, o ti Xico da Corneta, sendo que esta alcunha era quase um sobrenome.

À medida que se aproximavam os exames da quarta classe havia revisões de preparação, testando com provas escritas e orais os conhecimentos de cada um.

Quando chegou a vez do Joaquim a professora foi desesperando gradualmente.

Na leitura e interpretação do texto trocou alhos com bugalhos, nos problemas de Aritmética e Geometria derrapou ao comprimento e largura, estatelou-se na prova dos noves, porque já era velho, na História e Geografia trocou rios com serras, astros e linhas de caminho-de-ferro. Foi um desastre. O comboio descarrilou de vez.

Pensar em bater-lhe a professora pensou, mas achou que não valia a pena, não só por ser mais velho, como para tanta asneira não havia porrada que chegasse. Mas tinha que castigar, para dar o exemplo, para haver respeito. Vai daí usou a estratégia mais radical.

Enfiou-lhe na cabeça as ditas orelhas de burro, um círculo com duas grandes orelhas do dito animal e mandou-o colocar à janela, com a cabeça de fora, estando assim exposto todo o dia, sujeito aos ditos e dichotes dos passantes, que teciam comentários, uns divertidos, outros humilhantes ou toleirões, conforme quem lhos atirava à cara.

 

 

 Notas Finais.

Imagem de livros antigos da Escola, in: ciberjornal.wordpress.com.

Do saudoso Artur Agostinho in: restos decolecçao.blogspot.com e tesouroverde.blogspot.com.

Sobre "Orelhas de burro", busquem aqui e encontrarão imagens engraçadíssimas! 

(Posteriormente foi publicado em: Boletim Cultural do C. N. A. P.  Nº 125 - Ano XXVII - Nov. 2016.)

Fará algum sentido a alienação futebolística?!

jorge jesus. in www.dn.pt jpg

Escrever num "blog" é ou acaba por ser uma forma de interagir com a própria realidade e as notícias veiculadas pelos "media". Apesar de haver temas que, propositadamente, prefiro "ignorar". Por enquanto...

Contudo, relativamente ao futebol, não posso deixar de tecer um brevíssimo comentário a estas notícias...

É sempre uma forma de falar de Cidadania.

Eis as notícias...

 

Jorge Jesus vai ser treinador do Sporting. ” In: www.dn.pt/

 

"  'Ultimate Champions' - Barça rejeita que Figo alinhe pela sua equipa de 'estrelas' "

In: www.noticiasaominuto.com

luis figo. in noticiasaominuto.com/ jpg

 

.. Reforçando o que já tenho dito noutros "posts". 

 

Faz algum sentido a alienação, nomeadamente face ao futebol?!

 

Remeto para o que já escrevi anteriormente:

Parabéns, Benfica!

Domingo de futebol.

 

Relativamente à 2ª notícia, não posso deixar de frisar que o “fair-play” fica bem a qualquer desportista, a qualquer dirigente, a qualquer adepto…

Muito melhor fica a uma equipa com o gabarito que tem o BARCELONA, um dos conjuntos futebolísticos por quem, aliás, nutro preferências, bem como pela cidade condal, sobre a qual irei escrever um “post” muito em breve.

 

Tenho plena consciência que a rivalidade entre o Futebol Clube de Barcelona e o Real Madrid está muitíssimo além do futebol. Não se compara em nada com a rivalidade Benfica – Sporting.

É uma “rivalidade” que entronca a sua matriz no conceito de identidade nacional inerente a Barcelona, à Catalunha, à nação catalã. De que o futebol é uma “montra” e de que durante dezenas de anos, por ex. no decurso da ditadura franquista, foi das poucas ou nenhumas manifestações possíveis de afirmação identitária.

 

Contudo, querer que um jogador estrangeiro, neste caso o supracitado português, tenha que obedecer aos preceitos da nação catalã, num mundo globalizado como o atual, acho que é exagerado. Se fosse um jogador catalão, formado nas escolas do clube, até compreenderia.

No fundo e tão somente o jogador não fez mais do que aplicar a máxima do futebol atual.

Foi atrás do dinheiro. Ou não?!

$$$$$$$

Daí o epíteto que ganhou…

“Aceitá-lo”, como membro da equipa a que realmente pertenceu e para cujos sucessos também contribuiu, só enobreceria ainda mais o Barcelona. Ou não?!

Tanto mais, agora, com o que se passa na FIFA! Ou também terá a ver com isso?!

 

P.S.

Ainda sobre o "football" e sobre um outro craque da bola que ainda por aí na praia da B. B., célebre artista francesa de cinema dos sixties, não o big brother... chamo a atenção para o sentido figurado do subtítulo do post que também sublinho:

Crime e Castigo

 

 

 

O BENFICA Ganhou.

sporting benfica.jpg

O Benfica Ganhou?

 

Sim. O Benfica ganhou. No campo do adversário, a uma equipa como o Sporting, no estádio José Alvalade, empatar, e fazê-lo como foi feito e quando foi feito, é ganhar. Ganhou, pelo menos ganhou um ponto!

Parabéns Jardel! Parabéns Benfica!

Infelizmente, também ganhou o F. C. do Porto. Ganhou dois pontos relativamente a cada uma das equipas: Sporting e Benfica.

 

*******

 

Já que me aventurei a fazer esta pequena abordagem sobre futebol, aproveito para deixar uma questão em aberto…

Faz algum sentido o fanatismo relativamente ao futebol?!

Aliás, faz algum sentido o fanatismo relativamente ao que quer que seja?!

Nos mais diferentes campos, nas mais diversas interações sociais, o fanatismo tem levado às maiores loucuras cometidas pelo ser humano.

 

Mas ainda neste campo do futebol, qual o sentido da fanática loucura de alguns adeptos?! Seja qual for a sua equipa, existem em todas as equipas e em todas as sociedades e países e provavelmente na maioria dos desportos… Para que serve?! Hipoteticamente para aliviar frustrações… Talvez! Quando esse “fanatismo” é espontâneo, não quando organizado…

 

Mas analise-se, veja-se só e apenas a composição do plantel de ambas as equipas, estas duas como exemplo, porque são paradigmáticas. Observe-se a nacionalidade de cada jogador. A grande maioria é de cidadãos estrangeiros. Não que esse aspeto, não serem nacionais, per si, tenha algum problema, bem pelo contrário. Vivemos num mundo à escala global e também muitos portugueses jogam e muitos exercem outras profissões no estrangeiro.

 

E o mesmo se passaria se fossem todos nacionais!

Nesta época, estes jogadores estão no Benfica, estão no Sporting…

Onde estiveram em épocas anteriores?! Onde estarão na próxima época?! O que os move?! O que os liga a esta ou outra equipa?! O amor à camisola?! A afiliação ao clube?! A ligação à terra onde está sediado o clube?! A amizade aos colegas da equipa?! A adulação dos adeptos?! O respeito e consideração pelos sócios do clube?! Tantas perguntas que podem ser formuladas. …?   …?  …?

E quantas respostas?!

Toda a gente sabe que praticamente é só uma!

$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$

 

Então!!! Faz algum sentido o fanatismo relativamente ao futebol?!

 

Aliás, faz algum sentido o fanatismo relativamente a alguns desportos?!

 

Melhor dizendo, faz algum sentido o fanatismo?! ?! ?!

 

 

Nota: imagem in - "acores24horas.pt".

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