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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

“Uma Aldeia Francesa” - Temporada 6 – Episódio 12

“Un Village Français

(Episódio Global nº 60)

(21 de Junho de 2016) 

RTP 2

 

Episódio 12 – "Libération" – “Libertação”

Setembro de 1944

 

Hortense in. youtube.com

 

Os Caminhos da Paixão

 

“Daniel e Hortense, sós e vilipendiados pela multidão, (turbamulta), apressam-se a deixar a cidade.

Antoine prendeu Marchetti. Bériot pede-lhe para o transferir secretamente para Dijon, mas a notícia espalha-se como um rastilho de pólvora.

Em breve, Antoine, Suzanne, Marchetti, Daniel e Hortense vão enfrentar o seu Destino…”

 

(E o Destino é uma incógnita.

Escrevo este texto já a 24 de Junho, feriado municipal em múltiplas localidades do País e no dia seguinte à votação da saída do Reino Unido da União Europeia.

Destino?!

Não posso deixar de relacionar a série com a realidade e lembrar que Hitler, um dos causadores, aliás, o principal (?) "motor" da eclosão dessa guerra, também chegou ao poder através de eleições.

E também associar ao facto de que o quase certo candidato republicano, à presidência dos Estados Unidos da América, é essa figura turbulenta, mas podre de dinheiro, que dá pelo nome de Donald Trump! Imaginasse o sobrinho do Tio Patinhas o seu nome atribuído a tal personagem!

E esses factos têm alguma coisa a ver com o direito inalienável de que qualquer cidadão tem ao exercício de expressão livre do seu voto?!)

 

Mas estas deambulações à volta da série, talvez aparentemente sem sentido, levam-nos ao final do episódio e da 6ª temporada, em que Jules Bériot, de pedra e cal na prefeitura, inaugura, melhor, batiza uma praça da Cidade de Villeneuve, com o nome sugestivo de “Place Marie Germain!

E discursa, perorando loas políticas, justíssimas, relativamente a Marie, “símbolo da Resistência”, mas descabidas, demagógicas, quando as atribui “à população de Villeneuve”. Que sabemos foi de tudo menos Resistente. No mínimo, situacionista. Quando não colaboracionista e delatora.

Mas essa população compunha o friso da imagem em volta da Praça, tudo gente bem composta e bem vestida, como convém numa inauguração. Os mesmos que arrastaram Hortense pelas ruas, esmurraram Daniel e enforcaram Alban, nessa altura descabelados de corpo, de roupa e de boca.

Que ainda iremos a esses excertos.

E também no ato inaugural, os verdadeiros e poucos realmente Resistentes: Suzanne, Anselme, Edmond..., que olharam estupefactos, de soslaio, o prefeito, quando ele lançou essa tirada politiqueira da “população resistente”!

Os políticos são assim mesmo. Há que afagar o ego aos potencialmente votantes, nem que seja proferindo atoardas e mentiras. O que interessa é ganhar votos!

E os resultados são os que mencionámos anteriormente, com os resultados que sabemos no caso alemão e que a série documentou...

E incógnita nos dois outros casos, atuais.

 

E o prefeito terminou o discurso e a série, com vivas à República, à Resistência, à França, com muitas palmas entusiasmadas dos figurantes, comedidas dos verdadeiros Resistentes, que Bériot passou-lhes a perna. E cantando a “Marselhesa”.

 

Allons enfants de la Patrie!”

 

(E este é também o apelo aos jogadores em França, para o embate com a Croácia. Que também não posso deixar de relacionar com essa realidade. Que melhor seria que as disputas entre povos se resumissem aos jogos, ao desporto em geral. Que este ano também é de Jogos Olímpicos e lembremo-nos como agiam os antigos gregos!)

 

E quem assistia, como espetador, a esse discurso encomiástico do prefeito Bériot, era Antoine e um outro jovem colega, também fardado com o traje do exército de França, que é para esse fim que Antoine destina o próximo ano da sua vida.

E respondendo à questão do colega porque não cantava a “Marselhesa”, ele lhe respondeu que cantara no ano passado, ou seja, certamente no “cortejo” que os Resistentes efetuaram na Cidade, comemorativo do 11 de Novembro de 1918.

 

E finalmente, através de Antoine, vamos ao início deste episódio doze e ligar com o final do anterior, décimo primeiro.

Antoine de pistola em punho, enquanto chefe da polícia, apontava a Marchetti, mandando desaparecer Loriot, que não podia confiar nele.

E Marchetti com o filho ao colo, situação tão eficaz como se fora algemado, pediu a Antoine que não condenasse Loriot, homem que acreditava na amizade e era um bom polícia.

Colocado na prisão juntamente com os milicianos não fuzilados, ainda pediu que procurassem a mãe do filho, que não o enviassem para a assistência pública.

 

Afogueado, chegou Bériot, elogiando Antoine, pelo seu feito.

Superiormente recebeu, via telefone, ordens de Dijon, através de Lanzac: “Quero o Marchetti no meu gabinete esta noite!

E Bériot nem pestanejou em obedecer.

Só que a notícia da prisão correra pela cidade e a “purga” chefiada por Anselme e Suzanne depressa se apresentou junto à esquadra a exigir o “carniceiro”, que a populaça queria fazer justiça pelas próprias mãos.

Bériot, mestre da representação, lembremos que ele também era cantor e ator, colocou a faixa da República em diagonal no peito e apresentou-se perante a “purga” e conseguiu convencê-los que não haviam apanhado Marchetti.

“- Já viu que enganamos os nossos amigos para salvarmos os inimigos?!” Comentou para Antoine.

E, aproveitando a momentânea dispersão, acabaram por fugir pelas traseiras e ainda houve tempo de Rita apanhar a criança, enquanto Bériot fugia no carro para Dijon, acompanhado de um polícia e levando o “carniceiro”.

A “purga” acabou por invadir a esquadra, Suzanne deu uma chapada a Antoine, que foi agredido à coronhada pelos homens armados. Estes, indiscriminada e raivosamente, dispararam rajadas sobre os milicianos, abatendo-os como coelhos, (pobres, dos animais!), com exceção de Alban.

Melhor lhe fora ter morrido de bala!

Arrastaram-no, torturaram-no...

Anselme e Suzanne, aparentemente indiferentes, assistiam, que, se quisessem, poderiam ter intervindo favoravelmente.

“- Bériot pirou-se. Antoine anulado. Fazemos o que queremos.” Disse o homem.

“- E o que queremos?”, retorquiu a mulher.

Alban esbracejava, defendia-se, contava o seu historial... apelava a verdadeira justiça...

“- Até ontem os resistentes não eram muitos... O que fazem não é justo.”

“- Despachem-se!” Ordenou Suzanne.

E enforcaram-no!

Antoine e Geneviéve assistiram, impotentes, a todo este espetáculo macabro. E choravam.

 

E quem também subiu e soube o caminho, as etapas dum hipotético gólgota, foi Hortense, mais uma vez arrastando no opróbrio o marido, Daniel.

Em prisão domiciliária, aproveitando um pedido de água por um dos dois guardas, Daniel despejou um sonífero em ambos os copos. Que Hortense, sempre com o seu jeitinho de mulher sedutora, conseguiu que fossem bebidos.

E adormecidos os guardas, ei-los de malas aviadas, a caminho da casa de um amigo que lhes emprestaria um carro para fugirem.

Até lá, onde nunca mais chegariam, foram percorrendo a sua via, não direi sacra, que Hortense não era nada dada a essas religiosidades, mas o caminho espinhoso da paixão.

E foram sendo reconhecidos e apedrejados verbalmente.

“Vamos dar uma voltinha à Alemanha.”

E perante um deboche de um qualquer Menanteau, sapateiro, ali mesmo e de memória, Daniel o lembrou que, no auge da perseguição aos judeus, sendo Larcher ainda presidente da câmara, ele denunciara um seu vizinho.

E Menanteau, o sapateiro, deu corda aos sapatos, meteu o rabo entre as pernas e foi pregar para outra freguesia e atirar pedras para outro lado.

Mas perante mais um linchamento de um boche, para mais conhecido de Hortense, Daniel, deu mais uma de herói humanista, não deixando que fuzilassem o militar.

Heroísmo? Humanismo? Inconsciência, face à situação e à sua incapacidade de fazer frente a homens armados e sedentos de justiça, rápida e eficaz?

A situação complicou-se de todo para o casal.

Reconhecida Hortense, foi o descalabro.

Daniel foi agredido à coronhada e desmaiou. Ao recuperar os sentidos, sem óculos, valeu-lhe uma criança que lhos deu. “Monsieur, ...”

A praça deserta...

 

Hortense foi arrastada pela multidão enfurecida, sedenta de vingança, sujeita a todos os epítetos, que não vou aqui reproduzir, mais uma vez friso que, neste blogue, não uso palavrões, mesmo que contextualizados, como seria o caso. Por enquanto!

Transportada numa carroça do refugo, como se fora lixo, acompanhada pela turbamulta, gentes desgrenhadas de aspeto, de traje e de boca, os mesmos que irão aplaudir Bériot, mas já trajados a rigor.

Vários ostentando as braçadeiras e empunhando as bandeiras da República!

Anselme e Suzanne comparticipavam.

Esta não podia perdoar. Fora Hortense quem lhe denunciara o namorado, Marcel Larcher.

Gustave Larcher, sobrinho, a quem a tia apelara, cuspiu-lhe na cara.

Conjeturado o que lhe fazer, que castigo aplicar-lhe, um mais macabro que outro, decidiram cortar-lhe o cabelo.

Suzanne assistia, consentindo e estimulando, pese embora não lhe trouxesse o amado de volta, conforme Hortense lhe ripostara.

Esta chorava.

A populaça gritava, dichoteando.

Hortense vivia o episódio bíblico da mulher adúltera...

 

Lucienne in. bullesde culture.com

 

Lucienne com aquele seu ar compungido observara o enforcado, visualizara a caminhada de Hortense.

Talvez pensasse a sorte que tivera, que o seu amor tivesse ficado mais ou menos secreto, apesar de haver uma Françoise!  

E o pai de Françoise haveria de ser sepultado, sob o nome de Étienne Charron, com direito a padre e orações fúnebres. Acompanhado apenas, para além dos cangalheiros, de Bériot e Lucienne, que lançou uma rosa vermelha.

“Amén!”

 

E para tentar finalizar esta narração, lembrar de amores, que na série estiveram sempre presentes na narrativa.

 

Suzanne concedeu-se uma pausa nas suas diatribes revolucionárias e foi retemperar forças com Loriot, sempre de beiço caído por ela.

O “bigode mais jeitoso” queria saber se no coração da mulher haveria um cantinho para “um funcionário sem princípios nem ambição”...

“Marcel foi o meu grande Amor, Antoine, um erro em todos os sentidos...”

(...)

O primeiro marido há muito que fora descartado para a Bretanha e da filha não falou.

 

Antoine que, como já vimos, foi cumprir um ano de serviço militar no exército francês, selou compromisso de casamento, de cartório e igreja, com Geneviéve, quando voltasse.

 

Daniel vela Hortense, de cabelo cortado, à espera que cresça, por debaixo do turbante.

 

Rita e Ezechiel preparam-se para partir para a Palestina.

“- Quero fazer crescer frutos no deserto!”

(Frutos no deserto cresceram é certo. Mas também, tantos, tantos espinhos!)

 

Mas deixemo-nos de mais comentários e aguardemos a hipotética sétima temporada, que nos dará (?) o desfecho futuro de várias personagens.

 

Au revoir!

Aldeia-francesa-T-7-amores-e-desamores!

“Uma Aldeia Francesa” - Temporada 6 - Episódio 5

“Un Village Français

(Episódio Global nº 53)

(10 de Junho de 2016)

 

RTP 2

 

Episódio 5 – “L'homme sans nom” – “O Homem sem Nome”

28 de Agosto de 1944 

 

 

Quem é este “Homem sem nome”?

 

Muller, “caçado” com Hortense, ambos presos pelos americanos, que ela afirma ser seu cliente de favores sexuais, assumindo-se como prostituta, e negando terminantemente conhecê-lo?!

 

Marchetti, de nome por demais conhecido, ativamente procurado pelos “Resistentes”, mas passando despercebido aos mesmos, sonegando o nome, renegando-se enquanto tal, inclusive afirmando-se de judeu, (!), escondendo-se no celeiro e, mais uma vez, incógnito aos seus “caçadores”?! Enquanto Rita, o filho, David, ao colo, se apresenta aos perseguidores, ficando ele, cobarde e cinicamente, a vê-los partir, por entre as frinchas do palheiro, sorrindo de soslaio...?

 

Ou Kurt, amado sempre esperado por Lucienne, que faz de enfermeira, coadjuvando o Drº  Daniel Larcher, sempre na secreta e remota esperança de ele um dia voltar, de preferência à civil, que é como quem diz, em paz?!

 

Nesse difícil papel de enfermeira, ela que era apenas professora primária, na Escola transformada em hospital de campanha, para tratamento dos feridos alemães, Lucienne tratava com desvelo os jovens feridos e politraumatizados, sempre na guardada fé, não declarada, segredo seu, apenas revelado a soldado moribundo, que ele, Kurt, o seu eterno romance, um dia retornasse.

E, fosse ou não Kurt, não sei, apenas me apercebi que, no findar do episódio, Lucienne, ao destapar a mão entaipada, do soldado queimado, todo enrolado em ligaduras, nessa mão descobriu a do seu Kurt. E a beijou e acariciou como tal.

Será ou não será?! Ou será que ela nele vê e revê o que o seu coração deseja?!

Ou é apenas uma partida do guionista para nos deixar presos para o próximo episódio, para mais ainda com fim-de-semana prolongado de permeio e o “Europeu” também em França?!

Sinceramente, não sei!

(E, dir-me-á que há aqui incongruências...)

 

Neste episódio verificámos que, afinal, os alemães ainda não abandonaram de todo Villeneuve. Para além dos feridos, ainda há soldados ativos, e a fazerem estragos.

Na espera do aguardado comboio que levaria os restantes para Belfort, juntamente com os milicianos e os judeus presos, o comandante alemão, julgo que Schneider, ordena aos milicianos que abatam os judeus.

Estes, finalmente(!) recusam-se a obedecer e face à tentativa dos alemães agirem, disparando selvaticamente sobre inocentes, Marchetti, também ali presente, e alguns milicianos, disparam sobre os boches, impedindo um massacre de crianças e mulheres judias.

Acha abnegada e altruísta a atitude de Marchetti, o “carniceiro de Villeneuve”?!

Desengane-se.

Marchetti apenas quis salvar o próprio filho e a mulher que amou, a judia Rita de Witte!

 

E com ela e o filho foge, deambulando pelo campo, até que se acoitam numa quinta abandonada.

Nessa deambulação e caminhada foi uma oportunidade de se confrontarem sobre amor e desamor, sobre o passado recente de ambos, de como ela e porquê regressou da Suíça, para onde ele a levara; do que ele fizera nesse tempo, dos crimes que cometera entretanto, para além de prender crianças e mulheres, do porquê do epíteto que lhe atribuíam.

Também do seu passado remoto, dos pais que ambos não conheceram... Também de futuro, do que fazerem, reatarem ou não o relacionamento, que Rita não deseja, que por ele apenas sente “mágoa e desprezo”. Da atribuição de paternidade a David, filho de ambos, que Rita também recusa, que “David é uma criança sem pai”!

Rita já não quer nada com a França. Não esqueceu 1942 e a forma como os franceses trataram os judeus. Talvez vá para a América... Londres... Portugal...

 

Marchetti é perseguido encarniçadamente. Por enquanto, ainda não foi apanhado...

Por enquanto... Que Rita, apesar de tudo, e de todas as razões que tem para o odiar, não o denunciou.

 

Hortense e Muller foram presos pelos americanos.

Negam conhecer-se, ela afirma-se prostituta, (fugiu-lhe a boca para a verdade?!), sujeita a interrogatório, confirma sempre essa versão, tenta seduzir o oficial americano, mas é presa numa cave juntamente com outras mulheres francesas suspeitas.

E quem vai ela encontrar na mesma condição de suspeita, mas como supostamente espia?!

Pois precisamente a temperamental Jeannine.

Entram em conciliábulo. Jeannine sugere não revelarem os seus segredos, mas, mal é levada presa e ameaçada de ir a julgamento para Besançon, e não ser eventualmente socorrida pelo providencial papá, logo imediatamente denuncia Hortense dando a conhecer que o respetivo “cliente” é nem mais nem menos que Heinrich Muller, o célebre e procurado chefe do SD de Villeneuve!

 

Gustave in. youtube.com

 

Gustave, filho de Marcel e sobrinho de Daniel, foi apanhado pelos alemães a fazer contrabando no mercado negro.

Ia ser fuzilado, não fora a providencial chegada do tio Daniel, que conseguiu, com calma e persuasão, apesar de armas apontadas, convencer o soldado alemão que podia colaborar com eles, ajudando-os a salvar e operar feridos, na sua qualidade de médico. 

Daniel in. telestar.fr.jpg

E foi nesse contexto que ele reiniciou a efetiva colaboração com a designada, circunstancialmente, enfermeira, a professora primária, Lucienne!

 

E que acontecerá a todas estas personagens?!

 

Quem também regressou ao elenco e ao enredo foi o enigmático De Kervern.

Agora todo-poderoso e cheio de ares de prosápia. Investido na qualidade de prefeito da cidade.

Dando ordens e afirmando objetivos de ação: Restabelecer a ordem, prioritariamente; apanhar colaboracionistas, sem perdoar...

Despediu-se: “Meus Senhores...”

Mas foi corrigido por Suzanne: “Meus Senhores e minha Senhora!”

Foi olhada de soslaio...

 

Estou na Resistência, desde 1940!”

 

Suzanne in. toutelatele.com

 

Esta personagem, Suzanne, é por demais interessante sob múltiplos aspetos: enquanto mulher, cidadã, política, trabalhadora, “Resistente”, militante...

Agora de namoro com Antoine, o herói romântico do “Desfile”, bem tenta encaminhá-lo... Mas ele apenas quer brincar com ela ao jogo de “pedra, papel tesoura” ou mesmo à “macaca”.

Ou que ela lhe narre o conto da “fonte do ouro”.

 

“... a fonte do ouro está no teu coração.”

 

E, deste modo, por hoje, termina esta narração!

“Uma Aldeia Francesa” - Temporada 6 - Episódio 3

“Un Village Français

(Episódio Global nº 51)

(8 de Junho de 2016)

 

RTP 2

 

“La Corde” – “A Corda”

27 de Agosto de 1944

 

Título sugestivo: “La corde” -  “A corda”.

Que os alemães, comandados por Schneider, antes de abandonarem Villeneuve, face ao avanço das tropas aliadas, não sei se maioritária se exclusivamente americanas, deixaram ainda acentuadamente a sua marca de terror.

Convocaram a população, obrigaram (?!) os fascistas dos milicianos, para a execução - chacina de vários cidadãos da cidade, que enforcaram na praça, aos olhos aterrorizados e angustiados de familiares.

(Mas, nesta fase da guerra, como e porquê as designadas “autoridades” da cidade, ainda se sentem “obrigadas” a cumprirem ordens dos alemães?!

Como puderam tantas vezes, durante tanto tempo e tantos franceses serem autores ativos na morte de seus concidadãos, tão franceses como eles?!?!)

 

Como subtítulo também poderíamos designar:

A morte escusada / supérflua de uma Heroína (?)

Ou, a morte ignóbil (?), trágica, de uma Heroína (?)

 

Sim, porque neste episódio e no contexto dos enforcamentos, Marie Germain também sofreria a mesma sorte e morte de milhares dos seus concidadãos. Digamos, que mais uma vez, não sei se de forma trágica, se ignóbil, se escusada ou supérflua, Marie compartilhou a sua vida, a sua “Causa”, com os seus compatriotas.

Na minha perspetiva, fora eu guionista, e não “matava” a Heroína! Pelo menos assim...

Dar-lhe-ia um outro Destino. Glorificá-la-ia! Trataria de a fazer comparticipar nos festejos da Vitória.

Se a “matasse”, seria em batalha, em ação, em luta, sei lá, rebentando a ponte, ou com um tiro disparado por um inimigo.

Mas Destino é por vezes destino e neste quem manda é o guionista.

 

Irónico, mas extraordinariamente exemplificativo e paradigmático, é que o seu carrasco tenha sido Marchetti, esse personagem execrável, desumano, cheio de ódio pelos outros seres humanos...

Foi ele quem lhe pôs a corda ao pescoço, quem a prendeu, quem a esticou... mas quem a “puxou”  não terá sido a própria Marie?!

“Lacaio miserável...”

E Marchetti deu um pontapé no banco para onde obrigara Marie a subir. (E porque subira ela?!)

E ficou a baloiçar, presa na forca...

 

Que mal lhe fez a Humanidade?!”

(Lembramos que Jean Marchetti se referira a si mesmo, como um filho da “assistência pública”...)

 

Marie e  Raymond in. toutelatele.com

 

No seu idealismo, Marie merecia outra sorte e diferente morte!

Até porque andava novamente de amores com Raymond.

Que a ouviu chamá-lo, quando ela se aproximava da ponte antes de ser presa por uns soldados, que não consegui identificar totalmente.

Pareceu-me que Schneider os apelidou de “bávaros”...

 

E sobre bávaros, Baviera, Alemanha, lembramos Muller e Hortense.

“Casados” sob nome falso; “casados” sem aliança, mas de tesoura; “casados” por pacto de sangue... estão sós, auto centrados, entregues a si mesmos, na floresta, projetando fugir para a Alemanha, que para a Suíça se tornara de todo impossível, que o exército americano já ocupara essa via.

 

E foi também para a Alemanha que o resto do exército alemão ocupante de Villeneuve conseguiu fugir, sem o prometido (?) impedimento dos americanos.

 

Prometido ficou também o acordo firmado entre as ainda autoridades “legais” da cidade e os “Resistentes”.

Acordo difícil, finalmente selado por documento de papel assinado!

 

Da salvaguarda de redenção ficaram excluídos, entre outros personagens, os milicianos e Marchetti. Que está carregado de culpas no cartório!

No final do episódio, vimo-lo carregar a sua mala, a caminho de um destino improvável, pelas ruas amarguradas de uma Villeneuve antiga e pobre, marginal, diria eu que um antigo bairro suburbano, certamente de grupos sociais minoritários e ostracizados.

Digo eu, porque li em excerto de futuros episódios que ele se irá refugiar em casa de Rita, judia, e sua antiga amante...

 

Aguardemos...

 

Notícias boas: Antoine e Suzanne, novo par amoroso, conseguiram salvar-se.

 

 Temporada 6

“Uma Aldeia Francesa” - Temporada 6 - Episódios 1 e 2

“Un Village Français

(Episódios Globais nº 49 e nº 50)

(6 e 7 de Junho de 2016)

 

RTP 2

 

Paris Libertada in. vitruvius.com.br.jpg

 

Episódio 1 – “Paris libéré” – “Paris Libertada”

25 de Agosto de 1944

 

Episódio 2 – “Le pont” – A Ponte

26 de Agosto de 1944

 

Teve início o 1º episódio com o discurso do General De Gaulle, proferido na Câmara Municipal da Cidade e transmitido na rádio, anunciando a “Libertação de Paris”.

“...

Paris ! Paris outragé ! Paris brisé ! Paris martyrisé ! mais Paris libéré ! libéré par lui-même, libéré par son peuple avec le concours des armées de la France, avec l'appui et le concours de la France tout entière, de la France qui se bat, de la seule France, de la vraie France, de la France éternelle.

...”

 

Discurso heróico, encomiástico e galvanizador da França... O apelo ao ego dos Franceses, mobilizando-os para a reconquista da Liberdade. Portador de Esperança!

Em Villeneuve, como provavelmente em toda a França, terá ele sido escutado por todos os franceses, pelo menos os que tivessem acesso a rádio.

As reações ao mesmo, as expetativas de cada um, as esperanças, os receios, as alegrias e tristezas concernentes, dependiam do respetivo posicionamento durante a ocupação.

 

Entre os “milicianos”, grupo paramilitar fascista, o seu chefe, Janvier, ameaçou desde logo que, antes da Libertação, em Villeneuve, ainda haveria de correr muito sangue...

E se ameaçou, melhor fez cumprir.

Ele e o seu grupo de fanáticos delinquentes não tiveram pudor de chacinar Vernet, a mulher, e os dois filhos. Uma família inteira.

(Lembremos, ironicamente, que a ideologia fascista, entre outros pressupostos, assentava na célebre trilogia: Deus, Pátria, Família...)

 

Entre os “Resistentes” aumentava a Esperança, agora que os exércitos libertadores, encabeçados pelos americanos, também se aproximavam.

A ação dos Resistentes o seu papel na “Libertação” era cada vez mais fundamental. O apoio logístico dos americanos e a colaboração com os mesmos já se iniciara há algum tempo, ainda que de forma limitada, pois as tropas aliadas ainda estavam a alguma distância, o exército alemão ainda ocupava a cidade, a estrutura político-militar de Vichy ainda estava operacional.

Os recursos, os meios e os efetivos humanos ainda eram poucos, mas havia ação.

 

Contudo esta nem sempre era possível de concretizar.

E, caso exemplificativo: Antoine e Suzanne assistiram, impotentes, revoltadíssimos, ao assassinato de Vernet e família.

Mas juraram agir, que não podiam ficar indiferentes a tal massacre.

 

Mais tarde, com a ajuda de Max e outros camaradas, invadiram a casa do facínora, deixando-o ferido de morte.

 

Fugindo à perseguição que lhes foi movida, acoitar-se-iam em casa de Gerard, o ex-marido de Suzanne, viúva de Marcel, como sabemos e, novidade, embeiçada por Antoine! Aliás é namoro assumido, ainda não concretizado, porque os tempos são difíceis, as oportunidades não são muitas, para quem anda sem eira nem beira, e o rapaz ainda está como veio ao mundo e, nessa condição, há sempre uma maior inibição, acanhamento... Aguardemos!

 

(Dirá o leitor que começámos com um registo heróico, abordámos um tema trágico, continuámos em temática amorosa e terminámos em registo irónico...

Mas a estrutura narrativa aborda estes e muitos outros cambiantes. Para além de que o “teclado” me vai levando por caminhos que, à partida, não delineei de todo.)

 

Em casa de Gerard, que vive com uma prima e a sua filha e de Suzanne, o amor pela ex-mulher ainda não se extinguiu da parte dele, que não dela, que, como sabemos, já dele se desligara há muito.

A reação da filha relativamente a Suzanne, foi de muita carência, necessidade de afeto, da presença da mãe, pedindo-lhe que voltasse...

Já aqui falei noutras vezes, como seria interessante abordar a guerra, segundo o olhar das crianças: Gustave, Tequiero, os filhos de Vernet, assistindo à execução sádica dos progenitores, e, agora, a filha de Suzanne... as crianças na Escola...

Parafraseando precisamente Suzanne, é imprescindível nunca esquecer o olhar das crianças!

 

(E lá está o sentido, o fio condutor da narrativa a desviar-se novamente...)

 

Acoitados por Gerard, pela prima, chegaram os milicianos que vasculharam a casa.

Alban, o executante das crianças de Vernet, a mando do padrinho Janvier, dialogou com a filha de Suzanne, questionando-a... viu os foragidos que procurava, mas não os denunciou...

Nestas personagens perdidas de si mesmas, em tempos tão incertos e de tantas mudanças e perplexidades, nestas e nestes personagens há muitas dúvidas, muitas ambivalências.

Muitos não sabem para que lado balançar, nem onde está o certo e o errado.

E, questiono-me, haverá sempre, simplesmente e apenas o preto e branco?!

O que acha?!

 

Mesmo entre os Resistentes, unidos num propósito comum é certo, persistiam muitas dúvidas: sobre os caminhos a prosseguir, como e quando agir, a quem seguir e obedecer, o que fazer e como fazer...

Também, ainda que irmanados nesse objetivo comum, a estrutura funcional, o ideário, as ideologias em que se integravam, por vezes dividiam-nos.

 

E Antoine e Suzanne sairiam de casa de Gerard que a prima deste, supostamente, fora avisar um resistente a trabalhar no café, para os vir buscar de carrinha.

Combinação feita, ao chegar a carrinha, eventualmente libertadora, tiveram a desagradável surpresa de terem Marchetti a esperá-los.

 

Levá-los-ia para a esquadra, mas isso veremos apenas no 3º episódio...

 

O célebre par amoroso que tem percorrido a narrativa, Hortense e Muller, está de pedra e cal.

Vão selando o seu amor, (e porque não Amor?!), até ao final. Arrastando-se para o abismo.

Prossegue o seu enlace, que Hortense é persistente, também não tem para onde cair morta, que é como quem diz... Ele também está de beiço caído por ela e ambos abandonam tudo e todos. E fogem para a Suíça.

Pelo caminho, as incertezas, dúvidas, perplexidades, medos, face ao futuro.

Conscientes do passado maldito (?), amaldiçoados no futuro, prosseguem a sua senda em direção ao precipício em que inexoravelmente cairão.

 

As autoridades francesas “legais”, que é como quem diz, Servier, Marchetti e os polícias, só pensam como sair ilesos ou o menos chamuscados, no futuro, que aguardam e temem.

Projetam negociar com os “Resistentes”, representantes da nova e futura legalidade e daí a captura de Antoine e Suzanne, como penhor de futuras negociações, encetadas inicialmente, mas goradas, com a ajuda do médico, Daniel Larcher.

 

Os Resistentes, já com a ajuda dos americanos, planeiam e agem no sentido da destruição da ponte que liga Villeneuve ao mundo exterior e que serviria, e servirá, para a saída das tropas alemãs.

Os americanos ajudam com logística e homens, mas o ataque saiu gorado, o detonador não funcionou, obter um substituto demorou e foi muito mais complicado do que seria expectável, os americanos também revelam muitas hesitações, que a tática é sempre perder o menor número de vidas possível e não correr riscos desnecessários.

A ponte não será destruída e, como veremos no 3º episódio, os alemães por ela abandonarão a cidade.

 

Em toda esta problemática da ponte, na tentativa de a sabotar, na sua ocupação posterior, nas negociações entre as várias fações, tem tido um papel determinante, como aliás já há bastante tempo, em toda a “Resistência”, a personagem de Marie Germain.

 

Que terá um destino cruel e trágico no 3º episódio: “A corda”!

 

Aqui termino esta narração tão incompleta, tardia e enviesada.

Obrigado por me ter lido até aqui!

Que nesta estória, muita história fica por contar e ainda mais História por narrar!

“Un Village Français” - Temporada 4

Uma Aldeia Francesa

 

Início de  Temporada 4 – 3 de Maio de 2016

 

 

Iniciou-se, na passada 3ª feira, 3 de Maio, a 4ª Temporada da Série “Un Village Français”. Também de 12 episódios, reportados igualmente a um dia específico de 1942, desde Julho a Novembro, conforme link da wikipedia, apresentado anteriormente.

 

Episódio 1 – “Le train” / “O comboio” – 20 de Julho de 1942.

 

Deportação de Judeus In. programme.tv.jpg

 

Um comboio militar alemão aportou a VIlleneuve para deixar, temporariamente, cerca de uma centena de homens, mulheres e crianças, famílias completas, de judeus, em trânsito para um destino incerto, para os próprios, para os franceses residentes na cidade, para as próprias autoridades francesas colaboracionistas nessa ação. Para uns supostamente designados “campos de trabalho”!

 

No primeiro episódio, somos nós telespectadores, desde logo, também transportados para uma das situações mais trágicas, mais vis, mais absurdas, mais chocantes, mais humilhantes, mais degradantes, mais repugnantes, da 2ª grande guerra: a deportação de judeus, com todo o cortejo de horrores que lhe conhecemos. Sim. Que conhecemos e que, hoje, não podemos ignorar, ainda que passadas sete décadas.

 

Não é fácil abordar a temática desta temporada, como habitualmente tenho feito nas abordagens das outras séries, dado que os acontecimentos narrados têm uma base demasiado verdadeira e chocante, tanto mais porque, ao que observamos, passados setenta anos do final da guerra, a Humanidade não aprendeu, a respeitar-se. Nem a respeitar o Outro, enquanto Ser Humano!

 

Mais do que narrar sobre o enredo vou, antes, questionar:

 

- Como foi possível que tais acontecimentos tivessem ocorrido e durante tanto tempo, sob o olhar indiferente, complacente, colaborante, de tanta gente responsável?!

- Como foi possível que seres humanos tenham tratado outros seres humanos assim e daquele modo?!

 

- Mais... Como é possível, e agora no presente, que tais situações, ou semelhantes, ainda aconteçam e humanos continuem a cometer atrocidades iguais ou idênticas às perpetradas?!

 

- Que, ao longo destes setenta anos, a humanidade tenha continuado a exercitar todo um cortejo de horrores pelos mais diversos países, por esse mundo afora?

 

- E como é possível que os descendentes das vítimas, dos agredidos e sofredores nessa guerra atroz, sejam eles agora que agem como agressores, exercendo sevícias análogas às que sofreram os seus ascendentes?

 

- E como explicar que após setenta anos em que líderes tresloucados dirigiram os destinos de várias potências beligerantes nessa guerra, um deles, o detonador de todo aquele enredo catastrófico, eleito, ainda seja possível haver um candidato de igual cariz, a tentar ser eleito para a chefia do estado mais poderoso do planeta?

 

- Sim! Como é possível?!

 

Falta demasiado bom senso à Humanidade. Pelo menos a uma parte significativa dessa humanidade!

 

E fico-me por aqui, que o comboio chegou à cidade de Villeneuve, mas ainda não partiu.

 

Mas, e ainda sobre o enredo, não posso deixar de referir que assomam sinais de Esperança e Altruísmo nalgumas personagens, que, apesar de todas as atrocidades, nos fazem crer numa Redenção possível!

 

É de visualizar a Série e refletir sobre as ocorrências!

Les Personnages

 

“Uma Aldeia Francesa” – Episódios

Nova Série Europeia na RTP2

Un Village Français

Temporada 3

 

EPISÓDIOS

 

Nesta série, apesar de a considerar muito interessante, não tive oportunidade de visualizar a maioria dos episódios. Por isso, não comecei a escrever sobre ela, pois não tinha uma perceção adequada da mesma, nem sequer dos personagens. Fiz alguma pesquisa para ir percebendo melhor o enredo. Deixo um novo link, informativo das várias temporadas, para quem tiver oportunidade e curiosidade de aprofundar o respetivo conhecimento. No qual me baseei para redigir os excertos subsequentes.

 

No post atual irei deixar a estruturação das primeiras três temporadas e a designação dos vários episódios, traduzindo os títulos, desconhecendo se foi essa a tradução apresentada pela RTP2, nem garantindo que esteja sempre bem feita.

 

Na estruturação da narrativa, para além do jogo de personagens, centrado nos grupos sócio familiares que apresentei, cada temporada refere-se a um determinado tempo da ocupação alemã, a partir da data de chegada dos invasores, em 12 de Junho de 1940.

Cada episódio narra os acontecimentos reportados a um dia específico.

 

Alguns dias, para além do contexto resultante da situação de país invadido e ocupado, são também dias especiais para a França.

É o caso do dia 11 de Novembro, relatado no episódio 6, da 1ª temporada, que visualizei e sobre o qual escrevi.

Não sei se há mais, pois não conheço suficientemente a História de França.

 

Esta série será especialmente significativa para os franceses, principalmente para os mais velhos que terão vivido ou vivenciado aqueles tempos conturbados.

Que as gerações mais novas estarão longe dessas ocorrências, não só pela idade, mas também porque a população e a composição sócio cultural de França alterou-se imenso a partir da década de 60, do século XX, com a imigração maciça de outros povos, de diferentes países: europeus, africanos, do médio oriente...

 

Segue-se então a designação correspondente, de cada episódio das primeiras três temporadas, sendo que decorre atualmente a terceira. Ontem, 20 de Abril, ocorreu o quinto episódio: “A escolha das armas”.

 

1ª Temporada

1940: “Viver é escolher.”

 

Episódio 1 – O Desembarque – 12 de Junho de 1940

Episódio 2 – Caos – 24 de Junho de 1940

Episódio 3 – Atravessar a Linha - 30 de Setembro de 1940

Episódio 4 – Assim na Terra como no Céu – 15 de Outubro de 1940

Episódio 5 - Mercados Negros – 7 de Novembro de 1940

Episódio 6 – Rajada de Frio – 11 de Novembro de 1940.

 Saison 1 d'Un village français.

2ª Temporada

saison 2.jpg

 

1941: “Viver as suas escolhas.”

 

Episódio 1 – A Lotaria – 10 de Janeiro de 1941

Episódio 2 – O Aliciamento – 5 de Fevereiro de 1941

Episódio 3 – Aula Prática – 12 de Fevereiro de 1941

Episódio 4 - O teu Nome assemelha-se um pouco a Judeu – 4 de Março de 1941

Episódio 5 – Perigo de Morte – 10 de Março de 1941.

Episódio 6 – Golpe de Misericórdia – 11 de Março de 1941.

Saison 2 d'Un village français.

 

3ª Temporada

1941: “Viver as suas escolhas.”

 

Saison 3. copyright Charlotte Schousboe jpg

 

Esta 3ª temporada retrata as ocorrências em Villeneuve durante o Outono de 1941.

 

O quotidiano dos habitantes degrada-se.

A ocupação e as consequências da guerra acentuam-se.

Os racionamentos, a penúria e falta de víveres essenciais, o mercado negro, as requisições forçadas, os toques a recolher e o recolher obrigatório, as arianizações, fazem sentir-se pesadamente nas populações.

Sofre-se no corpo, os espíritos exaltam-se, táticas delineam-se... estruturam-se estratégias.

 

Mas cada um vive as suas próprias escolhas, que nem sempre são tão fáceis quanto aparentam. São sempre condicionadas pelas circunstâncias, mesmo para os mais corajosos, como se viu no episódio cinco: “A escolha das armas”.

Há os que colaboram com os alemães, os que celebram o marechal (Pétain), mas também os que radicalizam a luta, arriscando as suas próprias vidas e a de familiares. Os comunistas agem e preparam ações contra os invasores, sendo por isso procurados, perseguidos, presos e torturados.

 

O Amor circula sempre no ar, ou não tivesse esta série também o seu lado romanesco bastante acentuado, para captar igualmente os espetadores. E que é das séries sem relações/ralações amorosas?!

Há quem se ligue de amores, mais ou menos idealistas, mais ou menos sinceros, mesmo com o inimigo.

As ligações entre os diversos personagens intensificam-se, tornam-se mais complexas e intrincadas.

 

 Saison 3 d'Un village français.

 

Episódios

- Le temps des secrets (28 Setembro 1941) / O tempo dos segredos

2 - Notre père (17 Outubro 1941) / O nosso Pai

3 - La planque (19 Outubro 1941) / O esconderijo

4 - Si j'étais libre (20 Outubro 1941) / Se eu fosse livre

 

5 - Le choix des armes (23 Outubro 1941) / A escolha das armas

– Daniel, enquanto presidente da Câmara, procurou saber, com a ajuda providencial de Sarah, a origem da falta de abastecimento de víveres essenciais a Villeneuve... Paralelamente, os laços amorosos de sua mulher, Hortense e da professora, Lucienne, com alemães, são do conhecimento público... Simultaneamente Marcel “invade” o bordel e tira a arma a um oficial alemão...

 

 6 - La java bleue (25  Outubro 1941). / (A Java Azul) (É o nome de uma canção em voga.)

A rede da Resistência, encabeçada pelo Partido Comunista, continua os preparativos para um atentado contra um oficial alemão, planeando assassinar o comandante, quando ele visitar R. Schwartz.

Daniel tem conhecimento disso e tenta dissuadir o irmão, Marcel, de participar nessa ação.

Kurt é enviado para a frente russa, que estava no auge do ataque nazi, porque o seu relacionamento com Lucienne foi denunciado por uma carta anónima.

Hortense abandonou Daniel e vive no hotel.

O corpo de Caberni, que foi assassinado por Raymond Schwartz, é encontrado.

 

 - Une chance sur deux (26 Outubro 1941) / Uma oportunidade para dois / Uma oportunidade em duas?

 

Agora, que Kurt foi enviado para a frente russa, Lucienne está só e grávida. Aceita casar-se com Jules Bériot, colega e diretor da Escola.

O Presidente da Câmara, Daniel Larcher, quer ficar de refém, em vez dos seus munícipes.

Yvon e Marcel encontram-se numa farmácia e atiram sobre dois oficiais alemães, antes de escaparem.

 

 8 - Le choix (27 de Outubro de 1941) / A escolha

 

Um dos oficiais alemães foi morto em Villeneuve, certamente no atentado realizado por Marcel e Yvon.

Se os “terroristas”, era assim que os “Resistentes” eram considerados pelos alemães e governantes de Vichy, não se denunciassem, vinte reféns seriam fuzilados.

O sub-prefeito propõe estabelecer ele mesmo a lista, caso o comandante alemão consinta em diminui-la para dez nomes. (!!!!!)

Crémieux pede novamente a Marie e Raymond para trazerem uma encomenda do outro lado da linha de demarcação.

Jean Marchetti, recentemente promovido, volta a Villeneuve, encarregue de encontrar os autores do atentado.

 

 9 - Quel est votre nom ? (28 Outubro 1941) / Como se chama? / Qual é o nome?

O farmacêutico identifica Yvon como a atirador do atentado.

Marchetti desejaria que ele os levasse a Marcel... Mas o sub-prefeito insiste para que ele seja preso...

Heinrich informa...

Yvon foi preso, mas morre antes de dizer o que quer que fosse, a não ser o seu nome.

Gustave está convencido que o seu pai está na Suíça e decide dirigir-se para lá, para o encontrar. Tira dinheiro ao tio Daniel e apanha o autocarro, acompanhado de Helena, a filha de Crémieux. Cai numa ribeira.

 

 10 - Par amour (29  Outubro 1941) / Por amor.

Heinrich informa Hortense que ele será transferido para a frente russa, a partir do dia seguinte, se não encontrar Marcel.

Gustave apanhou uma pneumonia, na sequência da fuga e descansa na casa do tio Daniel, que cuida dele.

O seu pai, Marcel, prometeu passar para vê-lo e conta isso a Hortense, sua cunhada, que o denuncia a Heinrich, seu amante.

Enquanto Jules Bériot organiza a festa dos seus esponsais com Lucienne, Kurt volta a Villeneuve por escassas horas e considera desertar para se refugiar na Suíça com Lucienne e aí cuidarem do filho de ambos. Mas, após ter revisto Kurt, ela volta para festejar os seus desposórios com Jules Bériot.

Marcel escapa a Heinrich, que prende o seu irmão Daniel, após tê-lo espancado a pontapés, na barriga.

 

 11 - Le traître (31 Outubro 1941) / O Traidor

Hortense lamenta ter denunciado Marcel a Heinrich, ao ver que Daniel foi preso e está ferido. Vai pedir ajuda a Marchetti para o libertar. É torturada pelo seu amante para fazer falar o seu marido a respeito de Marcel.

Raymond oferece uma quinta a Marie e aos filhos, que deixam a casa de De Kervern e Judith.

Sarah é presa e enviada para um campo para judeus, em Pithiviers.

De Kervern aceita a proposta do sobrinho do sub-prefeito: dinheiro em troca do nome do assassino de Caberni.

O Partido Comunista procura o traidor que terá denunciado Yvon.

Heinrich é transferido para Minsk, na frente russa.

 

 12 - Règlements de comptes (1er Novembro  1941) / Liquidação de contas / Ajuste de contas.

O Partido Comunista encarrega Marcel de eliminar Suzanne, que eles pensam ter sido a traidora que denunciou Yvon. Depois mandam-no esconder-se em Paris.

(Que acha?! Irá ele eliminar a sua amada ou recambiam-se os dois para Paris, a ver a Torre Eiffel?!)

Daniel tenta libertar Sarah.

Crémieux pede ajuda a Bériot para imprimir panfletos para a Resistência. Lucienne é contra, porque eles prestaram juramento ao Marechal. (Pétain, já se vê!)

(Seria caso para fazer algumas perguntas à menina, mas ficamos por aqui!)

Raymond considera deixar a mulher para se juntar com Marie.

De Kervern e Judith deixam Villeneuve, dirigindo-se para Paris, a fim de que ela seja operada.

Raymond informa a mulher que a deixa. É ferido com uma bala nas costas, pelo sobrinho do sub-prefeito.

Daniel pede, exige(?) à mulher, Hortense, para abandonar a casa de ambos. Ela faz uma tentativa de suicídio! (Sempre melodramática,  "a nossa Joséphine”, nesta série, Hortense!)

 

Notas Finais:

- Estes textos, que são uma tentativa de tradução dos que pesquisei no link que explicitei, mereceriam muito mais comentários, como habitualmente faço. Mas falta-me tempo, a narração já vai longa e os assuntos são sérios, apesar de ser apenas um seriado.                                                                                               (Veja também, SFF)

- Nem sempre é possível ser isento perante as situações e os personagens.

- Também, sem ver os episódios, por vezes é difícil saber o significado exato das palavras francesas que podem ter cambiantes diferentes consoante o contexto. (Foi o caso do nome do resistente preso, torturado e morto, que só entendi mais tarde, já na 4ª temporada e entretanto emendei.)

- A tradução é a possível. Caso encontre mais algum erro flagrante, informe-me, se faz favor.

- E, Obrigado!

 Temporada 4

 Início Temporada 5

Les Personnages

 

“Uma Aldeia Francesa” – Personagens

Nova Série Europeia na RTP2

 “Un Village Français

Temporada 3

1941

"Vivre ses Choix"

 

Un village français saison 3. In. commeaucinema.com. jpg

 

Estou a redigir este texto sinopse sobre as personagens da série, quando se está iniciando a 3ª temporada. Concretamente na 6ª feira passada, 15 de Abril, ocorreu o 14º episódio global da série, o 2º da Temporada 3.

As duas primeiras temporadas tiveram, cada uma, seis episódios. A 3ª temporada tem 12 episódios. E as duas subsequentes, 4ª e 5ª, também têm, cada uma, 12 episódios.

Hei-de apresentar sinopse.

Tenho visto apenas alguns episódios, esporadicamente e nalguns, apenas excertos. De modo que não conheço muito bem todo o enredo, nem sequer muito bem todos os personagens. Daí ter resolvido pesquisar e organizar um texto sobre as personagens principais, com base no que li e também no que tenho apreendido, a partir dos episódios que tive oportunidade de visualizar.

 

PERSONAGENS

elenco 3 in. npa2009.org.jpg

 

(Algumas que considero principais. E que têm aparecido até ao momento e baseando-me no que eu tenho observado. Ao longo do seriado ainda surgirão outros personagens, que não desenvolvo, deixando aqui o link para o original do texto.)

“Os Larcher”

 

- Daniel Larcher (Robin Renucci): médico e presidente da Câmara de Villeneuve. Marido de Hortense, pai adotivo de Tequiero, a cujo nascimento assistiu. Irmão de Marcel e, portanto, tio de Gustave.

- Hortense Larcher, (Audrey Fleurot, a “nossa célebre Joséphine de “Crime e Castigo”), enfermeira e esposa de Daniel e, correlativamente com os graus de parentesco respeitantes aos familiares do marido. Mulher sedutora, foi amante de Jean Marchetti e será também de Muller. No episódio 13, num célebre jantar, exibe todos os seus dotes de “femme fatale”, sobre o alemão, para ciúmes do marido.

- Sarah Meyer, (Laura Stainkrycer), judia, de origem checoslovaca. Inicialmente fora empregada dos Schwartz, atualmente, nesta 3ª temporada, dos Larcher. Será amante de Daniel Larcher, na 4ª temporada.

- Marcel Larcher, (Fabrizio Rongione), irmão de Daniel, pai de Gustave. É viúvo de Micheline, que morreu na 1ª temporada. É empregado na serração, é ativista contra a ocupação alemã e, já antes da guerra, nos finais da década de trinta, era perseguido pelas suas ideias e atividades políticas. É amante de Suzanne, militante local do Partido Comunista clandestino. (Não cheguei ainda a perceber muito bem se ele é também militante ou apenas ativista, dado ter visto poucos episódios.)

Gustave Larcher, (Maxim Driesen), filho de Marcel e Micheline. E, logicamente, sobrinho de Daniel e Hortense. (Tem um papel interessantíssimo no desenrolar do enredo, pelas particularidades dos seus ascendentes e de como se entrosam as respetivas vivências. E como ele se desenvolve, naquele contexto da ocupação alemã, face aos vários contratempos que vão surgindo. Logo desde o 1º episódio em que ele desaparece, na sequência do bombardeamento do caça alemão ao piquenique das crianças da escola.)

(Neste enquadramento familiar também se inclui Tequiero Larcher, que nasceu no 1º episódio, e cujo nome me suscitou a referência a Marcel Pagnol, aspeto que terei que esclarecer melhor.)

 

“Os Schwartz”

 

Raymond Schwartz, (Thierry Godard, o nosso célebre “Gilou” da série “Um Crime, Um Castigo / “Les Engrenages”). É o patrão da serração. Colabora com os ocupantes alemães de quem é fornecedor. É casado com Jeannine, a verdadeira patroa, cujo pai é o capitalista da firma. É amante de Marie Germain, empregada na fábrica, e agente da rede anti alemã.

Pai de Marceau.

(A sua situação familiar, bem como a sua relação face aos ocupantes, irá mudar ao longo das várias temporadas. Mas aguardemos, que ainda agora começou a terceira.)

Jeannine Schwartz, (Emmanuelle Bach, a jornalista intrépida da série “Les Hommes de L’Ombre”). Esposa de Raymond e mãe de Marceau. Mulher atraiçoada, ama loucamente o marido, de quem tem, fundamentadamente, ciúmes exacerbados.

A sua situação também irá mudar no desenrolar da série.

Marceau Schwartz, (Max Renaudin), filho de Raymond e Jeannine. É amigo de Gustave Larcher, de quem é colega de escola. (Ao longo do seriado, têm oportunidade de apresentar a sua versão pessoal de crianças sobre o mundo dos adultos e a situação da ocupação alemã.)

(Neste campo familiar ainda irão surgir outros personagens.)

Joséphine Schwartz, (Natalie Bienaimé), empregada dos Schwartz, na 3ª e 4ª temporada; esposa de Raymond na 5ª temporada.

 

“Os Germain”

 

Lorrain Germain, (Dan Herzberg), caseiro dos Schwartz, marido de Marie Germain, pai de Raoul e Justin. Morreu na 2ª temporada, morto pela mulher. (Não vi este episódio.)

Marie Germain, (Nade Dieu), mulher de Lorrain e mãe de Raoul e Justin. Faz parte da Resistência Gaullista, juntamente com Albert Crémieux e Jules Bériot. Torna-se chefe dum movimento da Resistência. É amante de Raymond.

Desempenha um papel relevante no seriado não só no contexto político-social, como no campo romanesco.

Neste enquadramento familiar incluem-se os filhos do casal, Raoul e Justin, mas que ainda não me apercebi da sua participação nos episódios.

 

“Os Crémieux”

 

Albert Crémieux, (Laurent Bateau), industrial judeu, que nesta 3ª temporada está em negociações com Raymond Schwartz, para este lhe comprar a sua fábrica de betão, como forma de os alemães não se apropriarem da mesma.

Não tendo este dinheiro, nem sendo o do sogro suficiente para tal fim, Crémieux oferece-lhe emprestado, a juros convidativos e na condição de que ao terminarem as hostilidades e a serem abolidas as leis anti-semitas, metade da firma reverta para os Crémieux.

(Esta situação ocorreu no episódio treze, julgo que o negócio terá sido concretizado, talvez no episódio catorze, o último, que não vi.)

Após a transação, Albert envolve-se na Resistência, juntamente com Marie Germain, Jules Bériot e Vernet.

(Segundo li, será morto na temporada quatro, no decurso de uma ação movida pela polícia de Vichy contra a sua rede.)

Nesta família incluem-se ainda Anna, a esposa de Albert e a filha de ambos, Hélène, e igualmente judias. Terão sido ambas assassinadas em Drancy.

 

“No Comissariado”

 

Henri de Kerven, (Patrick Descamps), companheiro de Judith Morhange. Inicialmente era o Comissário Chefe da Polícia de Villeneuve, mas será substituído por Marchetti. Está envolvido na Resistência, deixa Villeneuve, na temporada quatro e será prefeito de De Gaulle, em 1944, temporada seis. Tem um papel fundamental na guerrilha anti alemã e anti colaboracionista, pela posição e função nefrálgica que ocupa e desempenha na vila.

(Será ferido pelos milicianos e salvo por Daniel com a ajuda de Kurt.)

Jean Marchetti, (Nicolas Gob), agente dos Serviços de Informações Gerais, uma espécie de “Polícia Política”. Esteve encarregue da perseguição aos comunistas, desde a primeira temporada, ainda antes do começo da guerra. Inicialmente comissário de polícia de Villeneuve tornar-se-á chefe. É colaboracionista.

Amante de Hortense Larcher, mais tarde de Rita Witte, uma judia, que ele esconde. Terão um filho: David.

(Como já referi, nesta série, o Amor não conhece barreiras!)

No final da sexta temporada, será preso pela Polícia Francesa e transferido para Dijon, para aí ser julgado.

No Comissariado ainda há mais um agente também pertencente à Resistência, Vernet, que será assassinado pelos milicianos, juntamente com a mulher e os dois filhos.

 

“Na Escola”

 

Lucienne Borderie, (Marie Kremer), jovem professora primária, ingénua e apaixonada, protagonista e despertadora de amores e paixões, desde o primeiro episódio, em que o seu colega, e primeiro flirt, foi abatido pelo caça alemão , durante o piquenique dos alunos.

Ao longo dos poucos episódios que tenho visto, essa faceta amorosa está sempre presente, para além do lado carinhoso e maternal que transparece na sua relação com as crianças.

Violada pelo chefe da Gestapo, Henrich Muller, na sequência da sua luta pela libertação do colega e diretor da Escola, Jules Bériot, que fora preso por esconder uma velha arma de caça, no relógio de sala, existente na Escola.

Jules que tem uma verdadeira idolatria por ela, a ponto de a desposar, apesar de a saber grávida de uma outra sua paixão, Kurt, um soldado alemão, após este ter sido enviado para a frente leste da guerra.

Judith Morhange, (Nathalie Cerda), inicialmente diretora da Escola, perdeu o lugar, por ser judia. Companheira do comissário da Polícia, Henri de Kerven, será enviada para Drancy, mas escapa à deportação, graças à intervenção do sub-prefeito, Servier. Voltará a Villeneuve, morrendo na temporada quatro.

Jules Bériot, (François Loriquet), sucede a Judith na direção da Escola. Apaixonado por Lucienne, com ela casará, na temporada 4.

É franco-maçon, opõe-se ao regime de Vichy, tornando-se responsável pela Resistência em Villeneuve.

 

“Resistentes Comunistas e Gaulistas”

 

Marcel Suzanne In. culturclub.com

 

Destaca-se Suzanne Richard, (Constance Dollé), funcionária dos Correios, protagonista de vários enredos e ações anti alemãs e anti governamentais, enquanto militante na rede clandestina. É amante de Marcel Larcher, como ele próprio declarou, no célebre episódio dos panfletos “Boches, fora!

Deste enquadramento ainda se nomeiam: Edmond, Max, Natacha, Émilie, Madame Berthe, Yvon, Victor, Vincent, Claude, Anselme.

 

Outro contexto de personagens enquadra “Os Habitantes de Villeneuve”, em que se incluem Ezechiel, judeu, Eliane e Inès, secretária de Raymond, na serração.

 

As “Autoridades Francesas”, incluindo Servier, Philippe Chassagne, Morel e Dupas. Todos “pétainistas” e colaboracionistas.

 

“Autoridades Alemãs”

Helmut von Ritter, (Gotz Burger), Kreiskommandant de Villeneuve. Transferido para a frente de Leste, no final da 2ª temporada.

Heinrich Müller, (Richard Sammel), Chefe da Gestapo. Torna-se amante de Hortense no decurso desta 3ª temporada. Tem ainda muita história para contar, para além do que já protagonizou. 

Kollwitz, (Peter Bonke), Kreiskommandant de Villeneuve em substituição de Von Ritter.

Kurt, (Samuel Theis), soldado alemão, amante de Lucienne e pai biológico da sua filha. Será enviado para a frente russa, regressando posteriormente a Villeneuve. Safou-se de morrer na frente Leste...

Há ainda outros intervenientes: Ludwig, Schneider, Krüger.

 

 

As “Milícias Francesas”, um corpo para-militar armado, formadas por fascistas, incluem: André Janvier, Alain Blanchon, Alban, Xavier.

 

E ainda “As Autoridades Americanas”, capitaneadas por Bridgewater, (John-Christian Bateman), a quem Maria pede para se dirigirem para Villeneuve, para afastarem os alemães e impedirem uma repressão, como certamente eles teriam feito ao retirarem, face ao avanço dos Aliados.

Mas isso ocorrerá só lá para a sexta temporada e ainda a série vai na terceira!

 

Vamos acompanhando a Série, à medida que pudermos!

 

Et, au revoir!

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