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Almada - USALMA - Exposição de Artes

por Francisco Carita Mata, em 07.06.15

ALMADA - CULTURA  - USALMA

ALmada é uma Cidade em que ocorrem permanentemente os mais variados eventos culturais.

No Desporto, nas suas diversificadas modalidades, nos mais diversos locais, ao ar livre ou em espaços fechados, nos vários pavilhões espalhados pelas diferentes freguesias, em recintos públicos ou particulares, desenrolam-se acontecimentos para todos os gostos.

Ontem e hoje, ainda está a decorrer, a Festa do Desporto, no emblemático Parque da Paz.

Festa do Desporto. digitalzação jpg

 

O Teatro é outro dos campos artísticos em que Almada campeia.

Está a terminar o Festival Sementes, mas em breve começa o Festival Internacional de Teatro.

Festival Sementes. digitalização jpg

Música, Poesia, Literatura, Artes Plásticas, Cinema, Concertos, Ciência, Educação, ... colóquios, conferências, periódica e regularmente, decorrem múltiplas e variadas atividades, nestes e outros campos culturais.

Conferência: a Poesia de Jorge de Sena

Sessão de Poesia sobre ARY

Lançamento de cd/dvd

Almada Capital do Cante?

Crónica do Feijó

 

Sem esquecer os Prémios que são atribuídos, nos diferentes domínios.

 

Mas, hoje, pretendo abordar muito especialmente, a inauguração da "Exposição Coletiva dos Estudantes de Artes", da USALMA - Universidade Sénior de Almada, que ocorreu ontem, pelas 16h, na Oficina de Cultura.

A Exposição estará patente até dia 14 de Junho, domingo, de hoje a oito dias.

 

Exposição USALMA. digitalização jpg

 

 

A inauguração, bastante frequentada, certamente muitos alunos da Universidade, muitos dos Artistas presentes na mostra, iniciou-se com intervenções de Professores responsáveis por Departamentos específicos, da Câmara e da USALMA.

 

O TrioMinda  encantou-nos com mais uma trilogia de canções:"Companheiros da Noite", "Fernão Mendes Pinto" e "Alentejo".

Contudo, o público nem todo esteve à altura da prestação musical. Ao fundo da sala, no lado oposto de onde decorria o concerto, várias pessoas falavam, comentavam, completamente distraídas... Mas que incomodavam artistas e ouvintes. Bem, "estudantes", já se sabe como são os "estudantes" em contexto de grupo...

 

Após o breve desempenho musical do Grupo, com a qualidade que o carateriza, pude  visitar a Exposição.

Vale inteiramente a pena!

Só gostaria de ter algumas fotos a documentar.

 

Para além dos Obras expostas, pintura, desenho, vitral, fotografia, vídeo, moda, não sei se me escapa alguma modalidade, ainda mais alguns espetáculos musicais, conforme Programa anexo.

 

Exposição USALMA Programa. digitalização.jpg

 

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publicado às 11:47

Água sem gás… H2O

por Francisco Carita Mata, em 26.11.14

E como, apesar de termos hoje mais um dia de chuva, um copo de água sabe sempre bem e refresca as ideias. E também não vamos colocar a rapariga, pois que de uma rapariga se trata, não a vamos colocar a pedir um copo de vinho!

Lembramos ainda que a ação decorrente da narrativa se situa num outro tempo, tanto cronológico como meteorológico. Por tudo isso segue:

 

Capítulo II

 

Saiu então ela, Odete, da Livraria, agitando a nota de cinco mil escudos, ainda por destrocar. Mas precisava urgentemente de dinheiro mais miúdo.

Pensou ir ao Café, tomar uma bebida, entregar a nota e assim eram obrigados a dar-lhe troco. Acabou por entrar na primeira Tasca da Esquina e dirigiu-se ao balcão, pedindo uma garrafa de agá, dois, ó, do Luso.

H 2 O. Foto de F.M.C.L.

- Menina, não sabe que o H não se lê?! E andam vocês a estudar, não sei para quê…

Não obtendo resposta, o taberneiro continuou:

- Então, porque o pronunciou?! Além do mais não percebo por que razão o Acordo Ortográfico não baniu completamente essa letra. Não faz falta nenhuma, só dá mais trabalho e gasta mais carga de esferográfica e tinta e ocupa espaço na folha. A menina quererá certamente… dois. Oh, tu que és do Luso, traz aí… Mas, menina, quer dois de quê?? Dois maços de tabaco, já se vê. Já fuma?! Tão novinha! Não sabe que o tabaco mata?! Mas, enfim, aqui tem dois maços de tabaco SG, já se vê, mais uns pregos para o seu caixão. Pagamento no ato de compra, do tabaco, não do caixão, que esse pode ser pago a prestações.

 

- Pagar com cinco mil escudos? Isto aqui não é nenhum antiquário. Parece que regressou você da Guerra dos Cem Anos, com tantos escudos. Cinco mil!!! Bem podia ter trazido uns euros, se vem lá dessas Europas… Além do mais, hoje em dia, na era das bombas e dos mísseis não há escudos que nos protejam, tal o arsenal de destruição que se acumula por esse mundo fora. E já ninguém quer os escudos, nem os espanhóis desde a Batalha de Aljubarrota, só mesmo Dom Quixote… agora é tudo em euros, ou dólares.

- Olhe, menina, não lhe vendo o tabaco, pois não tenho troco para tanto escudo. Ainda mal comecei o dia, não tenho quase nada na caixa.

 

Ela que assistira, impávida e serena, a todo este arrazoado de conversa, explodiu.

- Não, não tem nada na caixa, não! Nem na caixa nem no caixote. Tem a caixa dos pirolitos desregulada e o caixote todo desaparafusado. Seu caixote despregado!

E preparava-se para sair.

 

- Espere aí, menina, que também leva troco.

Voltou-se a rapariga, admirada por, de repente, o taberneiro já ter dinheiro na caixa para lhe dar troco, quando este lhe devolve o impropério figurado, atirando-lhe a água dum copo que enchia para um cliente que lhe pedira uma água sem gás.

- Toma lá um refresco para essas ideias tontas. Imagine-se pronunciar o agá. Onde já se viu?! Só mesmo para quem quer ofender um quase analfabeto como eu.

 

Com os cabelos escorrendo, realçando o cheiro a camomila do shampoo, xampô, sem h, ultra suave, que costumava usar, quedou-se um pouco, meditando sobre algumas questões de Química que a preocupavam. Se tivesse boa nota, nesta disciplina, melhorariam as hipóteses de entrar na Universidade. Oxalá saíssem muitos problemas, porque na Matemática estava ela bem. Ou não, H2O?!

 

 

Mais uma Nota!

Uma versão deste texto foi publicada no Boletim Cultural Nº 71, do Círculo Nacional D'Arte e Poesia, Ano XVI, Fev. 2005.

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publicado às 12:47


Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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