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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Um Figo da Índia muito especial!

Votos de saúde, e bons frutos.

Figo da Índia. Foto original.  2022.09.07. jpg

Habitualmente os figos inserem-se no tronco através de um pequeno pecíolo. Mas estão separados dos ramos a que estão ligados.

Neste, o ramo e o figo estão incorporados um no outro.

Mais uma particularidade desta planta já de si por demais peculiar.

Bons frutos!

Figos, figos da índia, uvas, amêndoas de casca. Não me lembro de alguma vez ter comido tantos frutos colhidos diretamente da Natureza. E muitos de plantas e árvores que eu próprio semeei, abacelei, plantei, arranjei, reguei, protegi das ovelhas… Eu sei lá!

E amoras silvestres!

Votos de um bom Setembro!

 

Lá se foi Agosto… (I) – Fogos!

Um balanço de desalento (I)...

É algo que me assusta e aflige neste nosso País. Tantos fogos! E, ademais, em locais emblemáticos deste nosso querido Portugal. Até na Serra da Estrela!

Eu, muito sinceramente e muitas vezes, penso que este país não merece o País que tem!

Quanto aos fogos, tantos rios de dinheiro que se gastam, tantas energias despendidas com os fogos e tanto, mas tanto se pouparia se a prevenção fosse devidamente realizada.

 A Prevenção que exige trabalho, trabalho e trabalho. Ao mesmo tempo que daria trabalho a muito boa e santa gente que quisesse realmente trabalhar. Tenho defendido muito esta tese deste modo de prevenção. E qualquer cidadão, observador e interessado, pode sempre em qualquer viagem que faça, por este nosso e lindo país, verificar como essa prevenção é totalmente descuidada. Nos mais diferentes lugares. Desde logo nas bermas das mais variadas estradas e autoestradas, linhas férreas… nos parques naturais… Nos Parques Naturais, então nem se fala! Nas próprias Cidades…!

É só olhar e ver, com olhos de ver!

Tenho gastado a minha saliva, o meu verbo, o meu latim, que, aliás, é pouco e cansado.

Mas também as minhas forças e energias. Porque onde posso, com os meios de que disponho, e as minhas capacidades, faço alguma coisa, pouca, frise-se, na prevenção.

Mas comparativamente com muito boa e santa gente que tem meios e tecnologias e recursos muito superiores aos meus e não faz nada…!?

É o país que temos! Mas a responsabilidade é de todos! Desde as hierarquias superiores até às bases. E antes de todos e ainda mais, dos particulares, dos proprietários, que não agem devidamente. Das entidades públicas que, nas localidades, nas respetivas circunscrições, muitas vezes não atuam.  E, neste plano, é precisamente nos níveis mais de base que as intervenções devem ser realizadas, porque são essas pessoas que estão no terreno, que melhor conhecem a realidade. Autarquias Locais, Proteção Civil, Bombeiros, GNR…

Porque é que, nas estações do ano em que se pode intervir prevenindo, alguns destes profissionais, por ex. Bombeiros, não são canalizados para as limpezas necessárias?! Ou um corpo especializado de intervenção, com gente capaz, com vontade de trabalhar e de fazer bem feito?

Lá se foi Agosto… Também o calor abrandou. Chuva, nada! Está tudo seco, seco. Os campos alentejanos, onde não há regas, metem dó.

Que não haja mais fogos e venha alguma chuva, é o que mais desejo.

 

Dia dos blogues 31 de Agosto 2022

Uma Rosa de Cheiro, do meu Quintal – Jardim! 

Rosa de Cheiro. Foto Original. 2022.08.28.jpg

Lá se vai Agosto, deixando no rosto, marcas do mar e raios do sol, que ao nascer e ao pôr, pode até ter, ao seu dispor, um ar de arrebol!

E pra comemorar “Dia dos blogues” e pra que não te afogues, se fores nadar… deixo-te uma rosa, por demais formosa, para que sempre sorrias nesse teu olhar!

*******

Parabéns e Obrigado a todo o Pessoal Blogueiro que (Com)partilha as suas expressões criativas neste Universo SAPO.

E Parabéns e Obrigado à respetiva Equipa.

 

 

Despedidas de Verão - Agosto 22

Não há bela sem senão!

Despedidas de Verão. Foto original. 2022.08.30.jpg

Está-se a findar Agosto

Com ele vai indo o Verão

Tanto calor a contragosto

Toda a bela tem seu senão!

 

Senão veja-se a senhora

Que não aguentou a pressão

Ministra e até doutora…

Abalou. Foi pena?! Sim? Não?

 

Este postal ilustra a chegada das “Despedidas de Verão”. Este ano, a modos que chegaram mais cedo! Nascidas no “Quintal de Cima” estas plantas, exóticas, são por demais peculiares. As folhas só são visíveis praticamente no Inverno e na Primavera. Ao chegarem estes calores desalmados do Verão, as folhas secam, as plantas como que desaparecem do solo. Mas ao anunciarem o quase findar do verão, o primeiro sinal de vida é o nascimento destas lindas flores, umas mais rosadas que outras. Também com um odor levemente adocicado. Renascem assim, nos locais mais regados do Quintal – Jardim. Talvez, por isso, este ano parece que apareceram mais cedo.

Sejam bem-vindas. Anunciando Setembro. Aproximando o Outono.

Quem também se despediu, ainda no Verão, foi a Senhora Ministra da Saúde, Drª Marta Temido. Já se temia que isso acontecesse ou que não acontecesse?! Sei lá! Não acredito nada neste pessoal da política. Nem acredito que vindo outro ou outra as coisas mudem realmente.

Mas que têm de mudar lá isso têm! Também não tenho a pretensão de saber como, quando, em que contextos, mas quem para lá vai tem a obrigação de saber os quês e os porquês, as linhas com que se cose a Saúde. E como o SNS está a ser cozido em lume brando!

A nível dos utentes / doentes, que somos todos nós. Efetiva ou potencialmente nessa condição.

A nível dos Profissionais de Saúde, especialmente sobrecarregados os que têm de trabalhar neste mês. Porque são menos os que estão em serviço, mas o serviço não diminui, provavelmente até aumenta, pois há muito mais gente por aí a cirandar. Turistas e “turistame” por tudo quanto é sítio. Sempre numa boa, mas quando as coisas dão para o torto… onde vão parar?! Às urgências dos hospitais públicos, claro!

Não sei. Mas quem vier para o ministério, que venha com conhecimento de causa e com vontade de pôr alguma ordem na Saúde em Portugal.

Mas não é fácil, não.

Termino com o slogan habitual: Saúde e Paz!

E que nos dirija gente capaz!

 

Frutos de Agosto

Composição de vários frutos, colheitas de Agosto.

Frutos de Agosto. Foto original. 2022.08.22.jpg

De plantas, de árvores, dispostas, plantadas por mim ou por antepassados meus.

De frutos colhidos também em Agosto e já em Julho e até em Junho, só faltam nesta composição as amoras silvestres, de que já falei no blogue. Mas essas, frutos das silvas, como nascem espontaneamente não constam desta cornucópia. Ademais, porque as colhidas neste mês já estão congeladas, para Alguém muito especial fazer compota, tal como no ano passado. E que ficou uma delícia!

O/A Caro/a Leitor/a, consegue, certamente, identificar todas as variedades apresentadas.

Dirá: Figos, figos e mais figos. Algumas uvas e amêndoas de casca! Não há qualquer dificuldade.

É verdade. Mas ele há figos e figos! Desde logo, os figos "autóctones", de que também já falei e sobre que disse “Colher figos não é roubar”! Que prometi desenvolver o tema e ainda não consegui organizar-me para tal.

Para além dos autóctones, também figuram os figos da Índia, mas que não são originários desse subcontinente. Por engano de Cristóvão Colombo e seguidores… Adiante…

Já estão descascados, prontos a degustar. E a trabalheira que dão! Especialmente a colher. Devido aos picos, que afinal são folhas e o que parece folha, afinal é tronco. Que esta planta é toda ela uma confusão! Mas que os frutos são deliciosos, lá isso são! Arranjadinhos, guardados no frigorífico, são mais saborosos que ananás.

Dos figos autóctones apresentam-se várias qualidades. Também não sei todas as designações. Uns são brancos, outros pretos, que aqui não há racismo. Por fora. Por dentro, vão dar quase à mesma cor, pérola, amarelo, esbranquiçado, uns a tender mais para o avermelhado, rosado.

Consegue identificar alguma das variedades?!

Figos-reis, figuram alguns. Pequeninos este ano, que a chuva tem sido escassíssima. Embora, por vezes, regue as figueiras, nada como alguma chuva, menos calor e menos vento suão. A Natureza, apesar de todas as adversidades, continua a ser pródiga e Mãe para todos nós!

Também há figos verdeais e figos de pingo mel.  São brancos. Consegue distingui-los? Uma qualidade, cujo nome desconheço e figos “abebos”, que também já figuraram no blogue. Estes são pretos por fora, tal como os figos-reis.

Para além dos figos também se documentam as amêndoas de casca, doces. E as uvas. Penso que Dona Maria!

Trabalhos do bicho tem a amiga do padre”. Enquanto eu fazia a composição dos frutos para a fotografia, a minha Mãe fez o comentário anterior. Assim como uma espécie de provérbio, aforismo, dito popular. Algo que se diz sobre trabalho, tarefa, talvez um pouco sem jeito, despropositada ou cujo labor não tem proveito nenhum. Digo eu.

Sobre algumas histórias mais, sobre as árvores que produziram estes frutos, escreverei no outro blogue.

Saúde, Paz e bons frutos de Verão.

Que acabem os fogos e as guerras!

 

Sankt Maik – Série divertidíssima. T1 – Ep.6

Série Alemã - RTP 2 - 22h

E o que tinha de acontecer, na casa paroquial, entre o padre que não é padre e a comissária de polícia, na qualidade de homem e de mulher… foi acontecido! Não que nós, factualmente, tenhamos visto, com olhos de ver, que esta série não é propriamente para mostrar essas cenas assim claramente, de forma explícita. Observámos os sinais exteriores do caso. E, na verdade, vimos, sim, vimos, através da imaginação da comissária, que ela nos mostrou, para que víssemos e não houvesse dúvidas sobre o caso havido entre ela, mulher, e o padre que não é padre, enquanto homem. Quando no autocarro seguiam para Berlim, mais o coro da povoação, o padre que também ia, supostamente a um encontro com o bispo e a avó da comissária, uma velhota meia talharola.

E as cenas que a velhota proporcionou neste episódio mais o padre, que não é padre, mas que toda a paróquia julga que é!...

E quando se descobrir que ele não o é na realidade?!

E quando se souber que ele e a comissária têm um caso?!

O que os guionistas desvendarão primeiro, o caso entre os dois ou o facto de ele aparentemente sendo padre não o ser realmente?!

Pois os guionistas que se desenrasquem, até lá vamos seguindo o desenrolar deste novelo do enredo.

Este sexto episódio, mais uma vez superinteressante!

 

O jovem padre, cujo nome ainda não retive, mais uma vez se envolveu nos meandros da sua vida de carteirista, agora, em Berlim. A pagar a dívida ao grupo criminoso, prevalecente na cidade, que sequestrara o compincha, de que falei no postal anterior e que, afinal, é seu irmão.

Essas cenas na capital deram pano para mangas e, me perdoem, mas não posso narrar todos os assuntos.

Digo apenas que o chefe desse gang, julgo que se chama Jurek, tem um infiltrado na polícia central e a “nossa” comissária, por meios pouco ortodoxos, acabou por descobrir quem ele é. E, por acaso, é um seu antigo conhecimento, que se arma em superior face à jovem, pelo facto de ter subido na carreira de investigador policial, enquanto ela foi remetida para um postozito de província, numa vilória do interior: Lautenberg(?), que nem sabemos onde fica.

 

(Não há meio de fixar os nomes dos personagens, se o seriado continuar e a modos que continuará, “Perspectivas e Olhares” falou-me em três temporadas, face a tantos episódios terei de os nomear.)

 

O jovem entra nessas cenas de habilidoso carteirista, mais o irmão, mas parece querer afastar-se desses maus caminhos. Efeitos celestiais…

 

E, abreviando…

acaba, mais uma vez, por protagonizar um extraordinário episódio de salvamento ou salvação, concretamente da velhota talharola, por acaso, avó da comissária.

 

Não! Não vou contar todas as peripécias, que elas foram narradas na RTP 2 e, em Berlim, tiveram direito a serem passadas nos écrans espalhados pela cidade. A modos que lá é moda divulgarem imagens da vida real nos outdoors eletrónicos!

 

Logo, 22h, na RTP2, aguarda-nos o 7º Episódio.

 

Sankt Maik – Série divertidíssima.

Série Alemã - RTP 2 - 22h

Ontem, 2ªfeira, 08/08/22, foi exibido o 5º episódio, da 1ª temporada, desta divertida série alemã. E, finalmente, o falso padre, que toda a comunidade julga que o é realmente, teve acesso à custódia original, de ouro. Valiosíssima!

E ficará ele com essa preciosidade, que tanto ambiciona, para destrocar em dinheiro e pagar as dívidas das falcatruas que tem feito mais o seu compincha de habilidades de carteirista?

Isso saberemos hoje à noite, que, entretanto, teve a visita inesperada, mas desejada e expectável, da senhora comissária de polícia. Já?! Mas que polícia eficiente, diremos!

Não! Ela não entrou na casa paroquial enquanto polícia, mas na qualidade de mulher. E que mulher! Ademais armada com uma poderosa garrafa de vinho, para afastar possíveis pruridos do padre. Do “padre”, que não é padre!

Estão a repetir esta 1ª temporada. Ignoro se para dar continuidade a segunda leva deste seriado.

O enredo centra-se no desempenho quotidiano de um suposto padre católico numa povoação do interior da Alemanha. Onde?! Não sei muito bem. Nem em Berlim sabem!

Vi, parcelarmente, alguns excertos de alguns episódios no decurso da primeira apresentação. E observei a narrativa precisamente na perspetiva do referido no parágrafo anterior. De que o protagonista principal era realmente um padre. Não vira o episódio inicial e não fiquei grudado na série. Precisamente porque achei que as ações do padre não correspondiam ao tipo normativo das respetivas funções eclesiásticas. Praticamente desisti de continuar a ver.

Faz hoje oito dias, na passada 3ªfeira, 02/08/22, voltaram à apresentação do seriado. E logo que, no 1º episódio, num comboio, um habilidoso revisor ia pedindo os bilhetes aos passageiros, aliviando-os simultaneamente das carteiras, dos telemóveis, do que que vinha a calhar…. Sempre com um sorriso e umas amáveis palavras! Fiquei pegado à TV. Porque a série prometia. (O habilidoso carteirista era o atual "padre"!)

E, realmente, cada episódio tem sido por demais interessante. Cenas de farsa, assentes fundamentalmente no facto de sabermos que ele não é sacerdote, mas a comunidade em que se inseriu acredita que é.

Simultaneamente também verdadeiro e emotivo, porque o jovem padre se insere socialmente muito bem e desempenha excecionalmente a função social do sacerdócio num contexto moderno, imbuído do espírito de ajuda aos outros, dos mais fragilizados.

Mas fico-me por aqui. Resumir os episódios anteriores é complicado e estou com pouquíssimo tempo.

Vejamos o 6º episódio!  Para sabermos como se vão desenrascar o senhor padre e a senhora comissária de polícia. Mais a garrafa de vinho. E a custódia!

A Custódia?! Raios partam o padre! A custódia de Belém?! Belém?!

Só se for Belém do Pará!

E paramos por aqui!

Saúde! Paz! E boa disposição!

 

Saúde, Saúde… A Covid… E outros bitaites!

Questões pertinentes, perguntas impertinentes.

 

E a Covid?! A pandemia lavra por aí. Agora, arredada dos focos mediáticos.

Mas o bicho continua a fazer das suas, minando a saúde. Dos portugueses, dos outros povos.

Só os chineses ou porque realmente o bicho os incomoda especialmente ou ainda e principalmente, porque outros “bichos” os incomodam ainda muito mais, periodicamente “fecham” cidades que são autênticos países. Mas isso, se calhar, são chinesices!

 

Em Portugal, a pandemia deixou de estar sob os holofotes dos media.

 

Nestes meados e finais de Julho acaloradíssimos, são os fogos.

São vistos quase como uma fatalidade. Um destino! Uma inevitabilidade. Não! Já não sei! Do que constato é que a Prevenção será a melhor arma para os combater. Que nunca se pode baixar a guarda, durante todo o ano. Que deverá envolver muitos meios diversos, em diferenciados níveis, envolvendo muitas entidades. E, sim! Os Particulares. Que se esquecem muito das respetivas responsabilidades. Falha muito a Prevenção. É um facto! Não é executada. E as Entidades Públicas também falham nos diversos níveis de ação. A ação deve processar-se desde logo nas bases.

As Juntas de Freguesias, as Câmaras, os corpos de intervenção das Autoridades, a GNR, por ex., agir perante os particulares que não providenciam as limpezas. A Proteção Civil.

Um trabalho de coordenação conjunta dos vários agentes no terreno, os Bombeiros incluídos na prevenção. E, porque não e também o Exército?!

Não é depois do mal feito que anda tudo a correr e não se chega a lado nenhum. É todos os anos a mesma coisa!

Investe-se, mas não na Prevenção. E a Prevenção é Trabalho, Trabalho, Trabalho…

 

Antes dos fogos, houve aquele “fogo-fátuo” do SNS. Ou "fogo de Santelmo"! Que continua. Não sei! A modos que chegaram à conclusão que é primordialmente uma questão de Gestão. De Autonomia de gestão! Será?! Autonomia em que aspetos?! Autonomia financeira? Mas os recursos financeiros são ilimitados?

Falam sempre em milhões. Milhões para aqui, milhões para ali.

E os Recursos Humanos?

Urgências! Já terá estado em contexto de urgências, certamente. Sabe que, nesse contexto, os profissionais trabalham habitualmente doze horas? E há profissionais que trabalham vinte e quatro horas?!

É uma desumanidade! Tanto para os profissionais como para eventuais doentes. E, agora, nalguns hospitais, querem oferecer aos profissionais, x em dinheiro, para não terem férias em Agosto...!

Mas terão ideia do estado de exaustão em que fica quem trabalha 12 horas? E 24 horas?!

 

Antes e simultaneamente com estes acordes mediáticos – comunicacionais, houve e há a guerra da Ucrânia. Nunca houve uma cobertura mediática tão acentuada nem tão acutilante duma guerra, como esta. Um horror! Podemos, através das reportagens efetuadas, observar a inutilidade das guerras, desta muito em particular. Apesar de outras que também vêm destruindo o Médio Oriente há dezenas de anos. A África. Guerras sem qualquer sentido!

Esta muito especificamente, despoletada por um indivíduo paranoide e seus sequazes. Esperemos que alguém, a bem ou a mal, lhe(s) consiga pôr alguma racionalidade.

Saudar o acordo sobre os cereais, sob a égide da ONU. Poderá ser um princípio para outros futuros acordos… Quem sabe?!

 

Com todos estes desvios do foco central de combate à Covid, ela alastra por aí, sem ninguém fazer caso dela. “Atacando”, inclusive Profissionais de Saúde!

E as palmas e ovações onde estão?!

Nos Festivais de Verão, já se vê!

 

Calor! Calor! E fogos. Fogos!

Estas ondas de calor deixam-nos transtornados. Prostrados! Incapazes de fazer alguma coisa de jeito.

E os fogos! Uma desgraça todos os anos. Depois da tragédia que foi 2017!... O que me leva a inferir que não se aprendeu nada, mesmo nada, com essas ocorrências trágicas. Nem com Pedrogão, nem com o Pinhal de Leiria, e todos os incêndios calamitosos que aconteceram e voltaram a acontecer nos anos subsequentes.

Considero que o fundamental é sempre a Prevenção.

Sobre este assunto dos fogos, escrevi e tornei a escrever nesse ano. Gastei o meu latim.

Agora a desculpa é a falta de cadastro dos terrenos. Não se sabe de quem são os terrenos. Sobre esse aspeto, saber ou não a quem pertencem… leia “Limpeza dos quintais…” SFF!. Deduza o procedimento realizado.

Que a floresta deixou de dar rendimento. É verdade! As limpezas ficam caras. E não há um retorno qualquer imediato. É verdade!  

Valorizem os inertes resultantes das podas, desbastes, limpezas... Criem um sistema de recolha desses resíduos para produção de energia, de adubagem...

Também já escrevi tanta coisa sobre isso. Gastei o meu latim e a minha paciência.

Que venham temperaturas mais frescas!

Se as Entidades competentes têm responsabilidades?! Desde os topos das hierarquias, das nossas governanças até aos níveis primeiros, de base, dos Órgãos Autárquicos?! Os níveis de base que até estão no terreno?! Claro que têm!

E os Cidadãos não têm responsabilidades?! Claro que têm! Os donos dos terrenos, dos quintais, dos grandes e pequenos espaços florestais devem agir preventivamente.

Basta percorrermos o País, todo o País, com olhos de ver e observamos o desleixo completo.

Até nas autoestradas! É só observar as florestas de um lado e de outro!

Tem de haver muita ação da parte de todos. Todos temos de nos empenhar. As governanças, sim, desde os topos das hierarquias até aos níveis mais básicos. Os trabalhadores no terreno, sim!

E os Cidadãos, sim! Custe ou não, a muito boa e santa gente, admitir isso.

*******

E os criminosos que provocam os fogos de propósito?!...

Como proceder preventivamente com eles?!

...   ...   ...

 

Pós Descortiçamento: Pintar o 2, nos sobreiros do Ervedal!

Um trabalho, numa agradável manhã de nevoeiro: Aldeia da Mata.

Calor! Calor! Isto está um inferno, aqui por este Norte Alentejano. Por todo o Portugal. Só de manhã está algum fresquinho que permite executar alguns trabalhos no campo. Regas, principalmente. Quem tem hortas, hortejos, quintais, quintarolas, jardins e outros espaços que tais, é de manhã ou ao final da tarde, bem final, que realiza essas regas.

Mas não é destes meus trabalhos diários, que atualmente realizo, sobre que vos venho falar.

Alguns dos últimos postais, que publiquei em semanas anteriores, de Junho e de Julho, abordaram o Descortiçamento realizado a 15 de Junho no Ervedal. Aproveitei para observar, fotografar, registar em vídeo essa atividade. Que divulguei. Como forma de dar a conhecer e documentar.

Sobreiros marcados. Foto original. 2022.07.06.jpg

O/A Caro/a Leitor/a sabe certamente, já terá observado, quando viaja por este Alentejo profundo(!)… (Acho este termo um tratado! Profundo mesmo!)… Digo, quando se desloca por estas Terras Aquém do Tejo e passa junto a sobreirais, verifica que cada árvore tem registado, pintado, um dos dez algarismos. Saberá também, certamente, que esse dígito se reporta ao algarismo das unidades, do ano em que foi descortiçado. Como a cortiça é retirada de nove em nove anos e os algarismos são dez, nunca há razão para haver engano face ao último ano em que se descortiçou e o ano em que será descortiçado a seguir.

Face a este facto normativo, os sobreiros descortiçados no Ervedal também tinham de ser marcados com o algarismo 2, dígito das unidades deste Ano de Cristo: 2022. (Inferindo-se que o próximo descortiçamento será lá para 2031!)

Foi esse trabalho que realizei na passada semana, a seis de Julho, 4ª feira. Fui de boleia com o Sr. José António, bem pela manhã e pouco depois das seis já lá estava. Estava um tempo como há muito, muito tempo, não vivenciava! Maresia, nevoeiro baixo, neblina, encobrindo a paisagem. Corri toda a propriedade, de sul a norte, e vice-versa, de leste a oeste, de poente a nascente, por todo o espaço onde os sobreiros se espalham naquele meio planalto, de colinas suaves, de cerca de onze hectares. Sempre aquela frescura abençoada, envolvendo plantas e animais numa neblina refrescante, permitindo realizar a tarefa com imensa agradabilidade. Nalguns pontos, debaixo de algumas árvores, pingavam gotas de água. Parecia chover! Mas não. O vapor de água que forma o nevoeiro, em contacto com o tronco, ramos e folhas da árvore, condensa-se, passa ao estado líquido e, pingando, dava a sugestão de chuva. Abençoada manhã! Bendita tarefa que realizei com imenso gosto, cerca de três horas. Pouco depois das nove já estava despachado.

Fresco, fresco. Nada deste calor infernal em que estamos, em que tudo se torna penoso de realizar. E, além do mais, estes fogos, um inferno de verdade. (Tomara cá o Inverno, para refrescar!)

Estando o Sr. José António ainda demorado no respetivo trabalho, na Taipa, vim a pé até à Aldeia. São cerca de dois quilómetros e meio, meia légua. E o sol só apareceria para lá da neblina, depois das dez horas!

Bendita e refrescante manhã. Abençoado trabalho que adorei realizar!

A foto documenta Sobreiros, dos que meu Pai semeou, pintalgados com o 2.

 

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