Há quem do Tejo só veja
o além porque é distância.
Mas quem de Além Tejo almeja
um sabor, uma fragrância,
estando aquém ou além verseja,
do Alentejo a substância.
Há quem do Tejo só veja
o além porque é distância.
Mas quem de Além Tejo almeja
um sabor, uma fragrância,
estando aquém ou além verseja,
do Alentejo a substância.
Algures... numa Rua movimentada, do Concelho de Almada!
Esta mensagem, que considero poética, desperta-me atenção há algum tempo.
(Já cheguei a poetar sobre mensagens nas paredes. Sobre um grafitti nos Olivais.)
Esta mensagem é certamente original. Será inspirada no poema de Bob Dylan? Não importa!
Resolvi publicar e divulgar no blogue. Ontem, li uma entrevista de um candidato à Câmara de Almada, que diz que o concelho anda muito sujo. O que é totalmente verdade. Tem muitos grafittis nas paredes. O que também é verdade.
Não sei se, ganhando, vai mandar limpar tudo o que não presta, ele há por aí muita coisa que é lixo.
Bem verdade!
Não o caso deste esboço de poema, este verso numa parede.
Pelo sim, pelo não, edito-o neste postal.
Está feito!
Quanto ao lixo na cidade, nomeadamente nas freguesias que melhor conheço, concordo inteiramente.
Já referi esse facto noutras ocasiões.
Mas observando bem, constato que essa continuidade de lixo, de porcaria, é de responsabilidade primordial dos cidadãos, fregueses, ou lá o que sejam.
É ver, olhar e verificar como as pessoas são porcas! (Sem menosprezo pelos porcos, que é essa a sua condição!)
Já as pessoas não.
O melhor é mesmo seguir o conselho: Largarmo-nos à mercê do vento!
Este poema iniciou-se a partir de uma frase, um “verso” escrito numa parede de Lisboa, que li, que achei, nos vários sentidos da palavra, uma verdadeira preciosidade. Num local que é uma ilha perdida dos séculos XVIII e XIX, implantada na Lisboa dos finais do século XX e do início deste 3º milénio: Parque das Nações, Olivais Norte, Av Infante Dom Henrique, Gare do Oriente, Av. De Berlim…