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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Tanta Casa Abandonada!!! (?)

Mais uma sugestão de medida para recuperação de Portugal

(Plano de Recuperação Económica e Social de Portugal - II)

Foto Original. 2019. jpg

É algo que se verifica pelas nossas cidades, vilas e aldeias. Numerosas casas abandonadas, em ruínas muitas delas ou em vias disso. Em todas as localidades que conheço, nomeadamente nas grandes cidades, Lisboa, Porto, Almada, Setúbal, Covilhã, Portalegre, Ponte de Sor, Estremoz, e outras mais, este é um panorama tristemente comum. Nalgumas destas cidades assistiu-se a uma certa recuperação, muita dela com o objetivo de transformar em alojamentos locais. Que com a Covid, foi ar que lhes deu!

Paralelamente assistiu-se ao erradicar de pessoas, vivendo vidas inteiras em bairros históricos, para as periferias dessas cidades. Esse despovoamento dos centros históricos não é de agora, já dura há décadas. Também as finalidades nem sempre foram as recentes. Tem sido um processo com consequências nefastas, principalmente para os moradores, para quem trabalha, em última instância para todos. Para as próprias cidades, na sua essência.

É esse modelo de desenvolvimento que convém alterar. Criar medidas legais, processuais, operacionais, que voltem a colocar populações a viver nos centros históricos das Cidades, Vilas e Aldeias. Esse é um processo que envolve múltiplas e variadas instâncias: entidades particulares e públicas, IPSS; nacionais, regionais, locais; grandes, médias e pequenas empresas, indivíduos e famílias, praticamente todo o país, de norte a sul, do litoral ao interior.

Transformar este objetivo num desiderato nacional. Voltar a dar vida aos centros históricos das nossas Cidades. Princípio a interiorizar na mente dos Decisores!

E esse objetivo a concretizar, poderá, deverá assentar precisamente nessa recuperação dos milhares de habitações abandonadas ou negligenciadas. Em linguagem comum, será um trabalho com “pano para mangas”. Dará imenso trabalho, para muita gente. Ocupará tempo e dinheiro, mas trará imenso valor acrescentado, especialmente nas grandes cidades, pois transformará, de forma muito positiva, a respetiva vivência diária, a curto, médio e longo prazo.

Este é um dos itens que defendo para a reestruturação de Portugal.

No referente a estas ações, algumas medidas elementares:

Recuperar, sim, mas para habitação.

Nessa recuperação ter em conta que se destina a Pessoas.

Atender que muitas Pessoas têm dificuldades de locomoção.

A recuperação arquitetónica deve ter em conta o enquadramento do prédio ou prédios na zona em que se insere, de modo a criar um todo harmonioso. Não construir obras completamente desarticuladas do contexto geral. (Alguns profissionais têm essa mania!)

Atender que, atualmente, quase toda a gente tem carro. Garagens e / ou locais para estacionamento são sempre imprescindíveis. As caves existentes ou a criar devem ser para esse fim e não para habitação.

(Na prossecução destas finalidades e respetiva operacionalização é que os profissionais, especialistas e artistas devem ser imaginativos!)

(Estes assuntos já foram por diversas vezes abordados no blogue.)

 

Reparos finais, sempre:

Erradicar a corrupção.

Recriar um País mais homogéneo, menos assimétrico sob todos os aspetos.

E face a Covid: maiores cautelas, mais resguardo das populações, lembrar que cada ação individual tem reflexo no coletivo; manifestações, festas e festarolas, seja qual o caráter, devem restringir-se ao mínimo dos mínimos. A teimosia de alguns dirigentes políticos não faz qualquer sentido. Agora estamos em férias, que em breve vão acabar e já basta quem tem de trabalhar em profissões de risco, quem tem de andar nos transportes públicos… Portanto, resguardem-se!

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