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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

"Tudo ao molho…e fé"!

Carapetos e Figos da Índia

Carapeteiro. Foto Original. 2020. 10. jpg

Tenho andado a vaguear nos postais anteriores… Escrevendo sobre Poesia, sobre Fado, sobre Literatura, enfim, devaneando… Talvez fugindo à realidade!

Mas tenho acompanhado os noticiários, principalmente na net, o que é sempre limitado, mas é o que se pode fazer.

Tenho andado, obviamente, algo preocupado com este aumento de casos de Covid. E quem não andará?!

 

Muita gente reclama das restrições à “liberdade de circulação”, que parecem querer impor novamente. Terão razão?!

Não se poderá certamente confinar, reduzir, restringir a limites mínimos o funcionamento da sociedade, da economia… Concordo inteiramente.

Mas pode e deve andar toda a gente assim a modos de “tudo ao molho e fé em Deus”, como se não houvesse amanhã e ter que se gozar tudo e mais alguma coisa, não prescindir de um pouco de liberdade individual, para que todos, coletivamente, possamos melhorar um pouco?!

 

(É claro que, para muito boa e esclarecida gente, falar em coletivo é quase um anátema, uma aberração comportamental, tudo o que cheire a social, é excomungado. Adiante!)

 

No contexto de pandemia que estamos vivendo…

Não! Não concordo com todas essas festas, festinhas, festanças e festarolas, festividades, acumulando muita gente em conjunto, ademais em espaços fechados ou mesmo abertos, sem os devidos cuidados que se deverão ter.

Não! Não concordo com romarias e romagens, manifs e manifestações, sejam de que cor forem: azuis ou amarelas, encarnadas ou vermelhas ou verdes, às pintas, às riscas, “cor de burra a fugir”…

Essas atividades não essenciais, porque de facto não o são, deveriam ser restringidas o mais possível. E os primeiros a coagirem-se na sua concretização deveriam ser os respetivos organizadores. Tenho dito!

(Ao realizarem-se, deveriam concretizar-se com o mínimo dos mínimos de gente, mesmo eventos familiares, festivos ou de tristeza. Reduzir ao máximo os participantes.)

 

Já venho dizendo isto sob diferentes modos, desde praticamente que esta coisa de Covid começou. Escrevi-o em diferentes postais, desde que o corona chegou, em Março. Acentuei-o face a alguns eventos oficiais, fui sempre alertando para esse facto.

 

Mas quem quer saber do que eu digo, ou escrevo?! Não sou influenciador, função tão na moda atualmente(!); não sou comentador, não tenho milhares de seguidores, não tenho agenda política, não tenho suporte partidário, ou de grupo de pressão ou lobby. Sou apenas um Cidadão, que gosta de refletir sobre a sociedade… E opinar!

 

Já basta quem tem de trabalhar, em atividades que não podem realmente parar, quem trabalha ou estuda em contextos de risco, quem tem de andar todos os dias em transportes públicos, e muitos milhares e milhares de pessoas o fazem diariamente por todo o país.

E pensam que o SNS não colapsa se os casos aumentarem demasiado?!

E quem tem de trabalhar nos Serviços de Saúde?

E os Hospitais Privados não atendem doentes de Covid?

 

Figo da Índia. Foto original. 2020. 09. jpg

Resguardemo-nos e desenvolvamos as atividades essenciais. Protelemos ou anulemos as supérfluas!

Figueiras da Índia. 2019. 11. jpg

(Título e Fotos? O castigo que dava a essa gente que quer andar a toda a hora no regabofe, no trularu, sem respeitar os outros... era: irem colher carapetos e figos da Índia!)

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