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Aquém Tejo

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

"Uma Aldeia Francesa” - Temporada 4 - Episódio 10

“Un Village Français”

 

(Episódio global 34 -  16 de Maio de 2016)

RTP2

“Des nouvelles d’Anna” – “Notícias de Anna”: 12/11/1942

 

Anna, reporta-se a Anna Crémieux, judia austríaca, mulher de Albert, judeu francês, antigo industrial e, atualmente, resistente gaulista, a viver clandestino no campo e que foi preso no final do episódio anterior, nono, a 11/11/1942.

Afinal, constatei, com base na carta enviada por Anna a Albert, que Hélène, a filha de ambos, não fora resgatada, conforme eu julgava.

A partir dessa missiva, houve notícias de Anna para o marido, enviadas de Drancy.

Notícias deturpadas por Marchetti e colega, que redigiu nova carta, alterando-a, de modo a dar falsas esperanças a Albert de que, caso ele colaborasse, poderia vir a ter novamente a mulher e a filha, que Marchetti intercederia nesse sentido junto de Servier e dos alemães.

E, Albert, fragilizado pela prisão, pelo isolamento em que estivera, desesperado da ausência de ambas, que não falava de outro assunto, cedeu. E delatou todos os nomes dos colegas resistentes, local de refúgio e reunião, meios de que dispunham...

E, no próximo episódio, 11º, os polícias franceses irão montar uma armadilha aos Resistentes Gaulistas.

 

Abominável atitude e desmesurada ambição destes polícias, que preferem prender e levar à morte os seus compatriotas, que lutarem pela Libertação da sua Pátria!

 

Mas Marchetti fez ainda pior.

Porque houve outra carta, esta enviada a Rita, pela sua mãe, presa nesse mesmo campo temporário, em trânsito para um dos campos de concentração e extermínio, no Leste da Europa.

 

Rita Witte in. canalplay.com

 

No final do episódio, constatamos que Rita de Witte, grávida de Jean, foi à consulta do Drº Daniel, contrariamente ao que o amante lhe recomendara, mas pela questão fortuita do outro médico da cidade ter faltado ao serviço. (Situações das que ocorrem nos seriados, para empolar a narrativa.)

Após consultada e, ao despedir-se, o médico, numa atitude simpática, interpelou-a sobre se ela terá gostado de ter tido notícias da mãe.

Perante a admiração da mesma, questionou-a se ele não lhe deu a ler a carta.

“- Que carta?!”, interrogou-o, Rita, estupefacta e apreensiva.

 

Nós que estamos de fora, como telespetadores, a observar tudo, vimos bem o que o malvado fez... todavia, figura ambivalente, um espelho da França, que simultaneamente que assim procede, também anda a tratar de tudo para casar com a moça, arriscando-se, bem como a própria carreira, ao pretender ligar-se a uma mulher judia!

Aguardemos o próximo desenrolar do enredo.

 

Mas estamos abordando sobre cartas... E como foi o correio?

Quem serviu de correio, clandestino, foi Madame Morhange, antiga Diretora da Escola, que foi “devolvida” do campo de Drancy, por estar muito doente, mercê da intervenção de Servier. E foi recebida na casa do médico, Daniel Larcher, pois ela pretendia que este lhe “achasse” o namorado, Henri de Kervern, bem como entregar-lhe as cartas. Só que estas foram surripiadas por Marchetti, como vimos, e que lhes deu aquele destino...

 

Daniel teve uma ação fundamental neste episódio, desdobrando-se nos seus múltiplos papéis.

Tio extremoso de Gustave, a quem ajudou nos trabalhos de casa; para além do médico de serviço, sempre pronto a ajudar os pacientes; e do seu papel de “Resistente”, não propriamente oficial, elo de ligação mais ou menos voluntário, entre todos. Tem ainda tempo para aturar a mulher, Hortense, que o manipula sistematicamente, que faz dele “manso”, aconchegando-se-lhe no corpo, como uma criança carente e mimada, após ter regressado de um jantar com o boche torturador e assassino.

Quem ficou despeitada e perturbada, com a perceção desse evidente arrulho, foi Sarah, que tendo vindo inesperadamente da Zona Sul, de manhã, certamente para matar saudades, se depara com a evidência dos factos. Supostamente viria para ser amante, mas factos são factos e dez anos de casamento, para Daniel, não se atiram assim borda fora. E de amada, reduziu-se à condição de criada e foi fazer ovos estrelados!

Mas altiva, bela, jovem e recatada (?), não deixou de lhe atirar: “Ela faz de si o que quer. Vou partir amanhã. Prefiro desenrascar-me sozinha!”

Veremos o que acontecerá no futuro!

 

Beriot Marie in. tv.skyrock.com

 

E preparando e lutando pelo Futuro destacam-se os “Resistentes”.

Após um conciliábulo, parcialmente fortuito, entre Jules Bériot e Marcel Larcher, em casa de Madame Berthe, comunistas e gaullistas, reúnem-se de forma estruturada. Confianças e desconfianças recíprocas, resolvidos alguns mal entendidos iniciais, alterada a chefia da célula comunista, no decurso da própria reunião, acabam por definir estratégias de atuação, futuras reuniões e ações conjuntas, na luta contra o inimigo comum: o invasor e ocupante alemão e os colaboracionistas e o governo de Vichy.

Aguardemos que, como também já referimos, Albert Crémieux, também da célula gaullista, denunciou-os e Marchetti prepara-lhes uma ratoeira.

 

Nesta reunião houve, acidentalmente, o esclarecimento de um assunto que já vem na narrativa há vários episódios e que tantos atritos tem provocado na célula comunista. O da possível delação de Suzanne relativamente a Yvon.

Foi aqui desvendado, fortuitamente, que ela não fora a traidora, nem terá havido propriamente um traidor. Apenas fora Edmond que, na sequência do atentado, fora visto pelo polícia Vernet, a sair do local onde se acoitava Yvon. E Vernet, também participante na reunião, pois é resistente gaullista, e que, como policial, nunca esquece um rosto, reconheceu Edmond.

(Não compreendi todas as cambiantes desta situação, pois talvez não tenha visto o episódio.)

 

Não quero deixar de ainda abordar um pequeno, de somenos importância (?), pormenor.

O que foi o Professor e Diretor da Escola, Jules Bériot, fazer a casa de Madame Berthe, caftina da cidade, pelos vistos, pela primeira vez, tendo ele uma mulher tão bela, jovem e sedutora, em casa?!

Terá ido angariar alunas para algum curso noturno?! Para umas novas “Novas Oportunidades”? Preparar para exame ad-hoc à Universidade?

Não, ele foi precisamente buscar aconselhamento, com a experiente Madame, para dar outra cor e uma nova oportunidade ao seu casamento.

E, pelo que foi supostamente visto e ouvido, parece ter dado resultado.

Será a partir de agora que começam a tratar-se por tu?!

 Temporada 4 - Episódio 4

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